sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como os santos viviam o Carnaval?

Essa pergunta desperta uma certa curiosidade. A maior festa popular do país está se aproximando, fiquei muito surpreso ao ler na obra: Meditações para todos os dias do ano, tiradas das obras ascéticas de Santo Afonso Maria de Ligório, do padre Thiago Maria Cristini, reflexões sobre este doutor da Igreja a respeito dessa festividade. Apresento essa reflexão para nos ajudar a santificar este tempo, que, infelizmente, tem sido de incentivo ao pecado por parte da mídia em geral.
“Guarde a fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Eclo 22,28).
A partir deste versículo, Santo Afonso nos ensina que, por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de folia é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria.
Se um só pecado, como dizem as Sagradas Escrituras, já desonra a Deus, causando-Lhe injúria e desprezo, imagine quanto o Divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de todas as espécies, por pessoas de todas as condições, e quiçá por pessoas que são consagradas a Ele. Jesus Cristo não é mais susceptível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, haveria de morrer nestes dias desgraçados e haveria de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que Lhe são feitas. Da mesma forma, é por isso que os santos, a fim de fazerem um ato de desagravo ao Senhor pelos tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de Carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado.

Assista: Como viver uma espiritualidade no Carnaval – Felipe Aquino

Nesse tempo carnavalesco, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o Sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Neri convocava o povo para visitar com ele os santuários e praticar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas ficavam um pouco mais relaxadas nos dias de folia, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente. 
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o tempo de Carnaval da melhor forma possível. Meu irmão, se você ama também este Redentor amabilíssimo, imite os santos. Se não pode fazer mais, procure ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado, ou bem recolhido em sua casa, aos pés Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que são feitas a Ele.
Continuando a reflexão, Santo Afonso afirma que para nos alegrarmos com ele nas suas riquezas, o meio para adquirirmos um tesouro imenso de méritos e obtermos do céu as graças mais assinaladas é sendo fiéis a Jesus Cristo em Sua pobreza e fazermos companhia a Ele neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Oh, como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias carnavalescos são oferecidos a Ele pelas almas prediletas d’Ele!
Conta-se que, na vida de Santa Gertrudes, certa vez ela viu num êxtase o Divino Redentor que ordenava ao Apóstolo São João escrevesse com letras de ouro os atos de virtude feitos por ela nesse período [Carnaval], a fim de a recompensar com graças especialíssimas. Foi exatamente neste mesmo tempo, enquanto Santa Catarina de Sena estava orando e chorando os pecados que se cometiam na “quinta-feira gorda”, que o Senhor a declarou sua esposa, em recompensa (como disse) dos obséquios praticados por ela nesse tempo de tantas ofensas.
Por fim, Santo Afonso nos convida a rezar da seguinte forma: Amabilíssimo Jesus, não é tanto para receber os vossos favores como para fazer coisa agradável ao vosso divino Coração, que quero nestes dias unir-me às almas que Vos amam, para Vos desagravar da ingratidão dos homens para convosco, ingratidão essa que foi também a minha, cada vez que pequei. Em compensação de cada ofensa que recebeis, quero oferecer-Vos todos os atos de virtude, todas as boas obras, que fizeram ou ainda farão todos os justos, que fez Maria Santíssima, que fizestes Vós mesmo, quando estáveis nesta terra. Entendo renovar esta minha intenção todas as vezes que nestes dias disser: Meu Jesus, misericórdia. – Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, apresentai vós este humilde ato de desagravo a vosso Divino Filho, e por amor de seu sacratíssimo Coração obtende para a Igreja sacerdotes zelosos, que convertam grande número de pecadores.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A impressionante história de Nossa Senhora de Lourdes

Precisamos purificar o nosso coração de toda maldade

Precisamos purificar o nosso coração de toda maldade! São as coisas que se acumulam dentro de nós que vão modelando o nosso comportamento e direcionando as nossas ações!
“O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior” (Marcos 7, 15).
Continuando o Evangelho de ontem, vemos que Jesus se embate mais uma vez com os fariseus, porque estes O interpretam mal, têm maldade na forma de vê-Lo e indagam por que os Seus apóstolos não haviam lavado as mãos antes das refeições. Jesus, hoje, de forma muito categórica, nos diz que o que torna impura a nossa humanidade não é aquilo que comemos e bebemos, não é o fato de comermos ou bebermos sem lavar as mãos. O Senhor ressalta que o que torna o homem impuro é aquilo que sai dele, de nossa natureza humana, porque dentro de nós estão escondidos os maus desejos, as más intenções, os julgamentos, as fofocas e a maldade.
Quando não gostamos de alguém ou queremos mal a alguém, isso nasce dentro de nós (não é fora de nós, pois não é a pessoa que provoca isso em nós). É o que já está dentro de nós que vem à tona para falarmos mal, para querermos mal e desejarmos o mal a essa pessoa.
Quando alguém cai no pecado do adultério, por exemplo, não é o outro de fora que o provocou, mas dentro do coração dessa pessoa é que ela foi alimentando a sensualidade e as impurezas. Ninguém adultera de uma hora para outra; isso ocorreu porque ela foi alimentando certas situações que foram crescendo dentro dela. Da mesma forma, ninguém mata alguém da noite para o dia; a ira, a raiva e o ressentimento vão se acumulando no interior da pessoa, até que chega um momento em que ela perde a cabeça, a direção e os sentidos.
E se ao olharmos para as outras situações da vida, perceberemos que são as coisas que se acumulam dentro de nós vão modelando o nosso comportamento e direcionando as nossas ações!
Deixe-me dizer a você: nós nos preocupamos tanto com o exterior, com a beleza externa, com o cuidar do cabelo, cuidar disso e daquilo e nos esquecemos do essencial: de cuidar daquilo que está dentro de nós; de cuidar e de purificar o próprio coração, de tirar de dentro de nós as maldades que vão se acumulando, as ambições desmedidas, as fraudes, a devassidão, a inveja, o orgulho, a calúnia, e sobretudo a falta de juízo. Porque é dentro de nós que as coisas se processam, se formam. Existem situações mal resolvidas em nossa vida sobre as quais nós simplesmente jogamos uma “pá de terra” em cima, aquilo fica guardado, esquecido, e depois vem com uma força, depois aquilo volta e se torna um verdadeiro monstro dentro de nós.
Por isso precisamos ser aplicados, diligentes, determinados para cuidar das coisas mal resolvidas no nosso interior e em nosso coração. Seremos melhores, a nossa vida terá mais gosto e mais sabor quando pararmos de nos preocupar com a vida dos outros, com o que o outro é e cuidarmos mais daquilo que há dentro de nós. Quando formos mais aplicados e determinados e cuidarmos mais do nosso coração e da nossa vida interior!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/precisamos-purificar-o-nosso-coracao-de-toda-maldade/

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O sacerdote católico que salvou a vida de 1.000 muçulmanos

Entrevista exclusiva com o padre Kinvi, herói da paz na África

O padre Bernard Kinvi tem 32 anos de idade, é natural de Togo e dirige uma missão na República Centro-Africana. Sozinho, no início de 2014, o pe. Bernard salvou a vida de mais de 1.000 muçulmanos que fugiam de milícias violentas, reunindo-os e abrigando-os na igreja local. Ele próprio correu um grande risco ao tomar esta atitude.
 
Cristãos e muçulmanos vinham coexistindo em paz na República Centro-Africana até que, no final de 2012, uma força rebelde de maioria muçulmana, chamada Seleka, tomou o controle de um número relevante de cidades do país. Avançando rumo ao sul, os milicianos chegaram à capital, Bangui, onde o presidente François Bozizé tentou um acordo com os rebeldes, mas a paz não perdurou. Em março de 2014, a Seleka já dominava Bangui.
 
Quando a violência atingiu Bossemptélé, cidade localizada a cerca de 186 km ao noroeste de Bangui, alguns combatentes da Seleka, feridos, procuraram atendimento no hospital de missão do pe. Bernard Kinvi. "Eu tive de proibir que eles viessem ao hospital com armas", contou ao jornal “The Irish Times” o próprio pe. Bernard, que é membro da ordem camiliana. "As pessoas estavam aterrorizadas com eles e decidiram reagir. Foi então que elas criaram o anti-Balaka", uma força de resistência ao avanço da milícia Seleka.
 
Por causa do trabalho humanitário do pe. Bernard, a organização “Human Rights Watch”, de defesa dos direitos humanos, o homenageou no ano passado com a entrega do prêmio Alison Des Forges.
 
Aleteia entrevistou o padre Bernard Kinvi.
 
Pe. Bernard, o senhor pode descrever as relações que existiam na comunidade local de Bossemptélé antes do início deste conflito?
 
Antes do início da crise político-militar, a população de Bossemptélé vivia em coesão pacífica entre cristãos, muçulmanos e animistas. A vida de todos era complementar. Os muçulmanos trabalhavam principalmente no comércio. Os Fulani eram criadores de gado e a maioria dos cristãos e animistas trabalhavam na agricultura. E eram eles que produziam os alimentos (mandioca, milho e amendoim) para os muçulmanos e para os Fulani. Todo mundo precisava do vizinho para viver melhor. Naturalmente, havia problemas, mas não eram excessivos.
 
De acordo com a sua experiência, o que alimentou o conflito na República Centro-Africana?
 
Acima de tudo, eu acredito sinceramente que a corrupção e o mau governo é que são a causa deste conflito. Além disso, a maioria das pessoas vive sem eletricidade, sem acesso a água potável, a cuidados de saúde e à educação, enquanto outros vivem na opulência, saqueando ouro, diamantes, madeira, que deveriam ser para todos. Os abusos sem fim e a corrupção provocaram desespero e raiva. E essa raiva acumulada gerou uma espiral de violência e de vingança, que, infelizmente, persiste até hoje.
 
Qual é a situação atual do conflito na República Centro-Africana?
 
O lado oeste do país está vivendo aquela “calma tensa”. As milícias anti-Balakas ainda estão bem armadas, mais do que no início da guerra, inclusive. Mas a violência diminuiu significativamente. Já na região leste do país, em especial na área de Bambari, a violência ainda é muito comum porque os Selekas e os anti-Balakas continuam presentes. É muito difícil eles viverem juntos.
 
Como a sua equipe consegue lidar com os dois grupos em conflito sem tomar partido?
 
No auge do conflito, eu reuni o pessoal do hospital e disse a todos eles: "Nós somos um hospital católico. Aqui nós tratamos todos de forma igual, seja seu amigo, seja seu inimigo. Ele matou o seu irmão ou estuprou a sua irmã? Pois bem, se ele cruzou a porta de entrada do hospital porque está doente ou ferido, você vai cuidar dele. Se você concorda, pode ficar. Se não concorda, você tem a escolha de não trabalhar mais no hospital". Logo depois eu passei a palavra para cada um dos membros da minha equipe e ouvi cada um deles responder: "Eu vou ficar para cuidar de todos, sem exceção". Foi um momento muito emocionante. E eles não disseram só palavras da boca para fora. Eles foram fiéis ao seu compromisso.

Cada vez que nós somos ameaçados de morte por um ou por outro dos grupos de rebeldes porque cuidamos dos inimigos deles, eu sempre assumo a liderança, negocio com eles e mostro que o hospital é um lugar público, para todos.
 
Além disso, e em primeiro lugar, eu sinto a presença constante de nosso Senhor, que sempre me inspira a fazer boas obras e a dizer palavras boas no momento certo.
 
Qual é a sua avaliação sobre o papel das forças de paz da ONU, como a União Africana e as forças francesas, no auge do conflito?
 
Eu acho que as forças francesas, a União Africana e as forças de paz da ONU evitaram o pior, mas não conseguiram parar o conflito. Eu, pessoalmente, acho que são forças de dissuasão para a população civil.
 
Como o senhor avalia o comportamento geral da comunidade local, as pessoas comuns, em relação aos irmãos e irmãs muçulmanos?
 
As atitudes são diferentes. Eu conheci muitas pessoas que odeiam os muçulmanos, especialmente a linhagem pura. Mas também conheci muita gente que se opõe à matança de muçulmanos. Essa gente já os escondeu na própria casa ou no campo, e nós pedimos ajuda para encontrá-los e levá-los para o nosso hospital. Eu até conheci vários anti-Balakas que protegeram civis muçulmanos e me ajudaram a recuperá-los. Hoje, toda a população de Bossemptélé é unânime em achar que a saída dos muçulmanos reduziu consideravelmente a economia da população. Eles têm mais gente para vender os produtos rurais.
 
Existem planos para garantir que este conflito não volte a se inflamar? Que planos seriam?
 
Nós não temos um projeto nacional. Mas, em nossa pequena cidade de Bossemptélé, temos um pequeno "Comitê Comunitário de Coesão Social", que é liderado pelo padre camiliano Patrick Brice Naïnangue, pároco de Santa Teresa de Bossemptélé. Esse comitê é responsável pelo diálogo com o público para repensar as causas profundas desta crise, para interagir com os líderes das aldeias, com os líderes religiosos e com os anti-Balakas (...) a fim de construir as bases da reconciliação, da justiça e da paz.
 
Nós sabemos, também, que muitas das milícias são formadas por agricultores e pecuaristas. Tentamos proporcionar treinamento técnico e distribuir sementes para a época do plantio. Premiamos as melhores produções de cada safra para promover a competitividade. Tudo isso nos permite construir a força de trabalho e impulsionar o mercado de trabalho. E isso leva alguns deles a desistir das armas.
 
Também priorizamos a educação e, se possível, a educação por meio da mídia, em especial da rádio. Esperamos que esses recursos, junto com as nossas muitas orações pela paz, nos permitam cuidar das feridas da guerra e restaurar a paz.
 
Alguns relatos da mídia dizem que os cristãos guardam ressentimento em relação aos muçulmanos. O senhor tem ideia de que ressentimentos seriam esses?
 
Eu não diria que os cristãos tenham ressentimentos contra os muçulmanos. Eu prefiro falar do ressentimento dos não-muçulmanos (tanto cristãos quanto animistas) em relação aos muçulmanos. Isto se deve principalmente ao fato de que a maior parte da milícia Seleka era muçulmana. Além disso, também se deve à cumplicidade de alguns muçulmanos com a milícia nos casos muito graves de abusos que eles cometiam contra os civis não-muçulmanos.
 
Como o senhor acomodou esses dois grupos conflitivos dentro da missão sem que a própria missão entrasse em conflito?
 
A primeira milícia que surgiu entre nós foi a Seleka. No dia 17 janeiro de 2014, eles fugiram da cidade depois de roubar motocicletas e um carro do hospital. Em 18 de janeiro, os anti-Balakas implantaram o seu próprio reinado, depois de enfrentar a resistência dos extremistas muçulmanos. Mais de 100 pessoas foram mortas; na maioria, eram civis. Foi assim que o conflito começou na nossa região. Nós recebemos os feridos e eu tentei me esconder e me proteger. Mas eu sabia que era o exército celestial que nos protegia.
 
Como o senhor conseguiu sustentar as pessoas que se refugiaram na missão, em termos de alimentação, tratamento e proteção?
 
Antes da guerra, eu armazenei um estoque de arroz e medicamentos. Com essas provisões, conseguimos alimentar e cuidar dos nossos refugiados até a chegada dos Médicos sem Fronteiras e do Programa World Food. As freiras carmelitas também esvaziaram as reservas alimentares que elas tinham, para ajudar os estudantes na escola primária que elas dirigem.
 
Como o senhor se sente com o recebimento do prêmio da Human Rights Watch?
 
Eu dou graças a Deus, que quis fazer com que o mundo conhecesse a obra dele através do nosso modesto compromisso. Eu me vejo chamado pelo Senhor, que ainda me convida, e sempre vai me convidar, a defender os direitos humanos sem levar em consideração as feridas do meu próprio corpo. É muito bonito amar e dar a vida pelos amigos.
http://www.aleteia.org/pt/mundo/artigo/o-sacerdote-catolico-que-salvou-a-vida-de-1000-muculmanos-5906043812970496?page=2

Estou aqui porque te amo: uma lição de vida


Catharinakerk / Flickr CC

Fui visitar Jesus por causa de um problema muito sério. E eu não sabia como resolvê-lo. Quando passamos por uma dificuldade muito grande, costumamos olhar para o céu e buscar Deus.

Aproveitei que a missa ainda não tinha começado e fui até a capela do Santíssimo, onde tudo é paz e serenidade.

Neste silêncio, eu percebi que eu estava lá para pedir favores a Jesus, não para dizer que o amava.

E isso não era legal. Eu queria vê-lo porque sentia sua falta, porque adoro sentir sua presença amorosa. E foi então que rezei com todo o meu coração:

“Que eu me aproxime de ti, Senhor, por amor.
Não porque estou sofrendo.
Nem por causa de um problema.
Nem sequer por esta angústia que me consome.
Não por uma necessidade.
Não por um favor.
Não por causa de uma doença.

Que eu te busque porque te amo.
Porque Tu és meu amigo.

Ensina-me a confiar,
para deixar meus problemas nas tuas mãos.

Que possa amar,
para amar-te de verdade,
como Tu mereces,
com um amor puro e desinteressado.
Esta é a graça que te peço.”

Logo depois disso, aconteceu algo inesperado, surpreendente. Senti uma doce voz interior que me consolava: “Não tenha medo, eu estou com você”.

A missa começou. No meio da homilia, lembrei-me dessas palavras e as escrevi na palma da minha mão, para lembrar delas o dia inteiro.

“Não tenha medo, eu estou com você.”

Ao acabar de escrevê-las, elevei o olhar e o sacerdote disse:

“Não tenha medo, Deus está com você.”

Olhei para ele com surpresa. O padre continuou:

“Não pode haver um cristão sem cruz. Mas essa cruz é pesada demais, não conseguimos carregá-la sozinhos. Peça a Jesus que o ajude, e sua cruz ficará mais leve.”

Foi impressionante. Senti uma grande paz naquele momento!

Recuperei a serenidade. A certeza de saber que Jesus estava comigo. Então, tomei uma decisão importante: “Entre a incerteza e a confiança, escolho confiar. Confiarei, apesar de tudo. Que se faça em mim tua santa vontade, Senhor”.

Este gesto de entrega fez uma grande diferença. Saí da missa tranquilo, feliz.

Os problemas acabaram se resolvendo. E o melhor aconteceu hoje: fui visitar Jesus, por amor.

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/estou-aqui-porque-te-amo-uma-licao-de-vida-5897900219432960?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-09/02/2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Evangelho anunciado combate as forças do mal

O Evangelho anunciado e vivido é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida!
“E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios” (Marcos 1, 39).
Nós não podemos compreender a missão de Jesus sem entender as duas atividades principais do Seu ministério. A primeira missão do Senhor é pregar, anunciar e evangelizar. A segunda é que essa pregação é acompanhada de curas e do ato de expulsar demônios.
Talvez você pense: “Eram tantos possessos assim? Era possessão para todo quanto é lado onde Jesus andava?”. Em alguns lugares, expulsar demônios virá até espetáculo, show para as pessoas verem; mas não se trata disso no caso do Senhor. Quando anunciamos o Evangelho, quando nós o pregamos, a Palavra de Deus por si mesma atrai bênção, atrai cura e libertação e provoca uma revolução dentro do nosso coração. Quando a Palavra é ensinada e pregada na autoridade de Jesus.
Muitas vezes, nós estamos enfermos, doentes, sofrendo e padecendo por muitos males porque existe muita coisa negativa dentro de nós. O Evangelho é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida! Se nos deixamos ser tomados, abrasados e abraçados pelo Evangelho de Deus, este tem o poder de nos curar!
A segunda coisa é que o Evangelho anunciado a nós combate as forças do mal. O Evangelho por si mesmo é a derrota de satanás e dos demônios, por isso, quando ele é anunciado, ele chega ao nosso coração e mexe com as nossas estruturas interiores e nos ajuda a perceber que existem dentro de nós coisas que nós mesmos precisamos expulsar.
Você sabe que existem os “demoniozinhos” que não querem sair da nossa vida. Quando a inveja entra dentro de nós ela quer se alojar em nós e não quer sair. Quando a preguiça, a maledicência, a fofoca, a sensualidade, a ira, o ressentimento, a mágoa, entre outros, uma lista de “demoniozinhos” que atormentam a nossa vida e que precisamos deixar ser exorcizados, no bom sentido da palavra, pela Palavra de Jesus.
Quando a Boa Nova, que é a força do bem, chega ao nosso coração nós expulsamos e repelimos da nossa vida as forças do maligno. É por isso que precisamos, todos os dias, acolher o Evangelho. Acolher o Evangelho não é chegar e fazer uma leitura rapidinha e dizer: “Que leitura bonita! Que bom! Obrigado, meu Deus!” .
Permitamo-nos nos deixar ser tocados, curados, restaurados e libertos de toda ação do mal que paira sobre nós! O que nos contamina são as conversas que nós temos, é aquilo que ouvimos, são as situações mal resolvidas dentro de nós e do nosso coração. É preciso uma palavra nova, é preciso um encorajamento que venha do coração e da boca de Deus!
É por isso que Jesus se retira para a solidão do coração pela força da oração e, abastecido, Ele nos cura de diversas doenças, expulsa os demônios e não permite que eles falem e ajam no meio de nós!
Que a mão de Deus hoje nos toque e nos ajude a sermos libertos de tudo aquilo que nos oprime!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/o-evangelho-anunciado-combate-as-forcas-do-mal/

Menina prodígio Akiane Kramarik



Uma das histórias mais impressionantes contada por ela mesmo no vídeo é a de que pediu certa vez para saber como era Jesus Cristo para pintar, no dia seguinte pela manhã um homem toca a campainha e diz que era o modelo para a pintura.
Akiane Kramarik (Illinois, 9 de Julho de 1994), em russo Акианэ Крамарик, criança prodígio, é uma artista e poetisa nascida nos Estados Unidos.
Akiane Kramarik nasceu em Mount Morris (Bairro conhecido de Detroit), no estado americano de Illinois, filha de mãe lituana e de pai norte-americano, ateus onde o lar não tiha uma referência sobre Deus.
Sua genealogia inclui poloneses, húngaros, eslovacos, russos, boêmios, chineses, franceses, dinamarqueses, judeus e germânicos[carece de fontes]. Segundo o Site Oficial, ela não frequenta escolas, sendo ensinada em casa por professores particulares.Sendo, inicialmente, uma autodidata em pintura artística, Akiane Kramarik começou a desenhar aos quatro anos de idade, pinta desde os seis e compõe poesias desde os seus sete anos.
Seu primeiro auto-retrato foi vendido por dez mil dólares.
Como ela mesma diz, sua arte é inspirada nas visões do céu, bem como em sua ligação com o Criador. Sua arte inclui paisagens, vida selvagem, pessoas.Aos dez anos, ela participou de uma entrevista do programa de TV norteamericana The Oprah Winfrey Show, e também apareceu na rede CNN.

http://bibliacomentada.com.br/index.php/menina-de-12-anos-filha-de-ateus-faz-pinturas-ceu-e-de-jesus-apos-revelacao-divina/