segunda-feira, 9 de março de 2015

Sâo Domingos Sávio


Domingos Sávio - Rezar Antes de Comer - parte 1


Domingos Sávio - Antes morrer do que Pecar - parte 2

Deus envia profetas para encontrarmos Sua Palavra

Muitas vezes, os profetas por meio dos quais Deus quer nos falar estão na nossa própria casa, na nossa família, como quando a mãe aconselha o filho e a esposa (o) ao marido, vice-versa.
“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria” (Lucas 4, 24).
Jesus hoje faz memória ao desprezo que o povo contemporâneo de Elias demonstrou a esse profeta. O Senhor lembra que os profetas do passado foram rejeitados, e com Ele não é diferente. Ali no meio dos Seus, da Sua própria família e entre aqueles que O viram crescer há o desprezo à pessoa d’Ele. Há um desprezo direto da parte de alguns e indireto da parte de outros, ou seja, pode ser que não repreendam o Senhor, mas também não se abrem para acolher aquilo que Ele traz. Na verdade, eles tratam Jesus como se Ele fosse mais um; eles O viram crescer, viram que Ele era tão homem quanto qualquer um deles, por isso eles não olham para além da aparência.
Sabem, meus irmãos, Deus usa quem Ele quer e como Ele quer para que a Sua graça chegue até nós! Muitas vezes, os profetas por meio dos quais Deus quer nos falar estão na nossa própria casa, na nossa família; algumas vezes, o profeta que Deus quer usar, para nos falar, é o conselho que a mãe nos dá e para o qual nós não damos atenção. Outras vezes, o profeta que Deus quer usar para nos falar é o marido que chama a atenção da esposa, ou é a esposa que pede ao marido que preste atenção nisso ou naquilo.
Nós preferimos escutar as pessoas de fora, sim, de fora da nossa casa, de fora da nossa família e do nosso convívio a escutar os nossos. Preste atenção, porque Deus fala pela boca dos nossos, ainda que os nossos não sejam tão santos como nós gostaríamos que eles fossem. Nós também não o somos e Deus fala por intermédio de nós e usa a nossa boca e as nossas expressões para que nós também sejamos profetas onde estamos.
O provérbio que Jesus cita hoje: “Um profeta só não é bem recebido em sua pátria” (Lucas 4, 24) não é uma verdade a ser assumida; é, na verdade, um fato a ser rejeitado, porque nós não podemos permitir que isso continue crescendo no meio de nós. Se não fizermos isso não saberemos acolher Deus que fala por intermédio dos nossos, e o Senhor quer continuar falando ao nosso coração, quer continuar usando a mim e a você, os nossos irmãos, os nossos amigos e os nossos pais como verdadeiros profetas para que a Sua Palavra chegue ao nosso coração.
Um pouco mais de humildade, de docilidade e de abertura para a graça de Deus nos ajudará a compreender e a acolher quando o Senhor quer falar a nós pela boca daqueles que são mais próximos de nós. O Senhor nos fala, mas pode ser que eu e você desprezemos e não prestemos atenção ao meio por intermédio do qual Ele quer chegar até nós.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/deus-envia-profetas-para-encontrarmos-sua-palavra/

sábado, 7 de março de 2015

Textos para meditar: histórias de contrição

QUARESMA: DUAS HISTÓRIAS DE CONTRIÇÃO

● O coração humano, enquanto não derrama uma lágrima de verdadeiro arrependimento, não possui o segredo da porta que dá acesso ao Amor de Deus.
É uma verdade que a consciência cristã de todos os tempos intuiu, mesmo que muitos não quisessem encará-la. Uma boa ilustração disto é a lenda relatada pelo rei Afonso, o Sábio, nas suas Cantigas, e que percorreu – com diversas variantes − a cristandade medieval.
 Fala de um cavaleiro que, não suportando mais o peso das suas blasfêmias e crimes, foi procurar um padre eremita para se confessar. Recebeu, como penitência, a ordem de encher de água um pequeno barril. Durante semanas e meses, tentou cumprir esse gesto, aparentemente tão simples, sem nada conseguir: mergulhava o recipiente em todos os rios e córregos, achegava-o a todas as fontes, mas o baldezinho ficava vazio. Até que um dia se sentou, voltou a pensar na sua má vida e na bondade de Deus, na sua miséria e no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a vida por nós na Cruz. Caiu-lhe então no balde uma lágrima de verdadeira contrição – de dor de amor – , e o recipiente ficou imediatamente cheio até transbordar. Tinha cumprido a sua penitência.

● O chefe dos exércitos do rei São Luís da França, Joinville, senescal da Champagne conta, na sua crônica sobre o santo rei que, certa vez,  São Luis comentou-lhe que preferia cem vezes ficar leproso a cometer um só pecado mortal. Joinville, muito franco e descomedido, retrucou dizendo que preferia cometer cem pecados mortais antes que ficar leproso. São Luis ficou tão aflito que naquela noite não dormiu e, no dia seguinte, chamou Joinville e, muito mansamente, fez-lhe ver que a lepra acaba quando morre o corpo, mas que o pecado mortal pode acompanhar a alma ao inferno por toda a eternidade.

http://www.padrefaus.org/archives/1961

sexta-feira, 6 de março de 2015

Oração para o dia de jejum

Pe. Slavko Barbaric
Senhor Deus, Criador do universo e meu Criador! Desejo agradecer-Te, hoje, pela maravilhosa ordem que estabeleceste o mundo. Obrigado, porque deste fertilidade à nossa Mãe-Terra, que produz todos os tipos de frutos. Obrigado, pelo alimento que se deriva dos frutos da terra. Pai, estou cheio de alegria por todas as tuas criaturas, razão pela qual eu te apresento o meu canto de agradecimento: Obrigado pela necessidade que temos do pão, todos os dias, e da água que mata a sede. Obrigado, Pai, por teres criado meu corpo tal qual ele é, podendo servir-se do alimento da terra e, desenvolvendo-se, servir a Ti. Obrigado, por todos aqueles que descobrem e desenvolvem, com seu trabalho, novas possibilidades de vida na Terra. Obrigado, pelos que, possuindo muitos bens, dividem com os outros. Obrigado, por aqueles que, embora fartos do pão de trigo, estão famintos do pão celeste. Obrigado, igualmente, por aqueles que, hoje, não tem o que comer, pois sei que Tu lhes enviarás o alimento, através de pessoas cheias de bondade e de amor.
Pai, hoje decidi fazer jejum. Não desprezo, com isso, as coisas que Tu criaste.
Não desejo renunciá-las, mas quero descobri-las novamente. Decidi jejuar, porque teus profetas jejuaram, porque teu Filho jejuou, jejuaram, também, teus  discípulos e apóstolos. Decidi jejuar, porque jejuou tua serva, a bem-aventurada Virgem Maria. Foi Ela quem me convidou ao jejum:
Queridos filhos: Hoje convido vocês para começarem a jejuar com o coração. Existem muitas pessoas que jejuam, mas somente por que os outros estão jejuando. Tornou-se um hábito, que não querem parar. Peço à Paróquia para jejuar em agradecimento, porque Deus permitiu-Me permanecer, assim por tanto tempo nesta Paróquia. Queridos filhos, jejuem e rezem com o coração!. Obrigada por term respondido ao meu chamado.” (20/09/84).
Pai, ofereço-Te este dia de jejum. Por meio dele, quero ouvir tua voz e vivê-la com mais empenho. Desejo, no decorrer deste dia, voltar-me mais para Ti, embora haja tantas coisas que me distraem ao meu redor. Ao fazer este jejum espontaneamente, peço pelos homens que passam fome e (levados por ela) provocam agitações no mundo. Ofereço este jejum, também, pela paz no mundo.
As guerras acontecem, porque estamos demasiadamente presos aos bens materiais e, por causa deles, inclinamo-nos ao morticínio. Ofereço-Te, ó Pai, este jejum por todos os homens que são escravos dos bens materiais e desprezam a existência de qualquer outro bem. Ó Pai, deixa-me ver o dom que nos dás com a prática do jejum.
Peço -Te perdão, também, pela enorme cegueira que de mim se apoderou, pois não te rendi graças pelos bens que possuo. Perdoa-me pelo mau uso dos meus bens, porque exagerei o seu valor. Quero, com o jejum de hoje, que Tu me faças capaz de apreciá-los acertadamente como também as pessoas que me cercam. Faze-me mais sensível para ouvir e acatar a tua palavra. Que este jejum me leve a crescer no amor para Contigo e para com o próximo!
Pai, hoje resolvi alimentar-me só de pão, para que possa compreender melhor o valor do Pão Celeste, que é a presença de Teu Filho na Eucaristia. Faze que cresçam em mim a fé e a confiança!
Pai, quero fazer jejum e aceitá-lo, porque, desta maneira, crescerá em mim o desejo de possuir-Te. Com alegria e agradecimento, reflito sobre as palavras de Teu Filho: “Bem-aventurados os pobres, porque deles é o Reino dos Céus”. Pai, torna-me pobre, diante de Ti ! Concede-me esta graça, para que, através do jejum, entenda eu, como tenho necessidade Ti. Aumenta em mim o desejo de Te possuir! Que o meu coração suspire por Ti, da mesma forma que o cervo suspira pelas fontes de água e o deserto  aguarda as nuvens que trazem as chuvas! Que, pelo jejum, ó Pai, cresçam a compreensão e a solidariedade, em favor dos que padecem fome e sede e não possuem bem algum. Ajuda-me a ver as coisas que possuo e de que não preciso e, assim, privando-me delas, vá em socorro de meus irmãos…
Pai, peço-Te a graça de entender que sou um peregrino nesta Terra. No momento de minha passagem para a outra vida, nada levarei, senão as boas obras que tenha praticado com amor. Que eu me lembre de que, mesmo possuindo bens, nada me pertence, pois tudo recebi para administrar bem … Pai, dá-me a graça de tornar-me mais humilde e mais aberto a cumprir Tua vontade. Para isso, livra-me do meu egoísmo e do meu orgulho!
Por meio deste jejum, livra-me dos maus hábitos, aplaca minhas paixões, faze-me crescer nas virtudes. Que na profundidade de minha alma permaneça a Tua graça e que ela me purifique e me domine totalmente!
Ajuda-me, Senhor, a parecer-me com Teu Filho em todas as provações e tentações, de modo que eu saiba repelir qualquer sedução e possa, deste modo, servir-Te, cada vez mais, buscando a tua Palavra.
Ó Maria Santíssima, Teu coração estava completamente livre. Teu compromisso era com a vontade de Deus. Obtém para mim, hoje, a graça do jejum alegre, em que meu coração possa entoar, Contigo, um cântico de ação de graças. Faze com que meu propósito de jejuar seja forte e duradouro. A fome que sentir, hoje, eu a ofereço por toda a humanidade. Ó Maria, intercede por mim! Pela tua intercessão e proteção, esteja eu livre de qualquer mal e da tentação diabólica! Ensina-me, ó Mãe, a jejuar e a rezar, para que eu fique, a cada dia, mais parecido com Teu Filho, Nosso Senhor, Jesus Cristo, no Espírito Santo!
Amém!
https://movimentojovensmarianos.wordpress.com/oracoes/oracao-para-o-dia-de-jejum/

Quando se age de forma insensata

A relação entre Jesus e a liderança judaica de sua época foi muito tensa e problemática. O Mestre se dava conta da profunda rejeição de que era vítima. Percebia que seus adversários opunham-se à sua pregação. Diante disto, era inútil esperar deles uma mudança de mentalidade que os direcionasse para o Reino. 
Jesus questionou a indisposição dos sacerdotes e dos anciãos do povo contra ele. A parábola da vinha mostra que eles herdaram uma mentalidade muito antiga em Israel. Há muito tempo, Deus vinha esperando de seu povo atitudes compatíveis com sua fé. Os servos, enviados para receberem o lucro devido aludem aos que, ao longo dos tempos, tinham vindo em nome de Deus, para conclamar o povo para a conversão e exigir uma mudança radical de vida. Contudo, foram rejeitados. O envio do filho, identificado com Jesus, foi a última tentativa por parte do dono da vinha. O fato de ser o herdeiro da vinha teve seu peso: também ele foi assassinado. 
A recusa resultou em aniquilação dos primeiros arrendatários e a cessão da vinha a outro povo que a fizesse frutificar. A insensatez dos líderes do tempo de Jesus custou-lhes caro. Eles não perceberam que era preciso agir logo e dar frutos, antes que fosse tarde demais. A tolerância divina teve seus limites.


http://www.domtotal.com/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php

quinta-feira, 5 de março de 2015

«Pedi, procurai, batei»

Esforça-te por agradar ao Senhor, espera-O interiormente sem lassidão, procura-O por meio dos teus pensamentos, violenta a tua vontade e as tuas decisões, obriga-as a tender continuamente para Ele. E verás como Ele Se aproxima de ti e em ti estabelece a sua morada (cf Jo 14,23). […] Lá está Ele, observando o teu raciocínio, os teus pensamentos, as tuas reflexões, analisando como O procuras, se é com toda a tua alma, se com moleza e negligência. E quando Ele vir que O procuras com ardor, manifestar-Se-á a ti e aparecer-te-á, virá em teu socorro, dar-te-á a vitória e livrar-te-á dos teus inimigos.
Com efeito, quando vir a maneira como O procuras, como colocas continuamente toda a tua esperança nele, instruir-te-á, ensinar-te-á a verdadeira oração, dar-te-á a caridade verdadeira que é Ele mesmo. Então, Ele tornar-Se-á tudo para ti: paraíso, árvore de vida, pérola preciosa, coroa, arquitecto, agricultor, um ser submetido ao sofrimento mas que não é atingido pelo sofrimento, homem, Deus, vinho, água viva, cordeiro, esposo, combatente, armadura, Cristo «tudo em todos» (1Cor 15,28). Tal como uma criança não se pode alimentar a si própria nem cuidar de si mesma, e pode somente olhar para sua mãe, chorando, até que ela seja tocada pela compaixão e trate dela, assim as almas crentes esperam sempre em Cristo e atribuem-Lhe toda a justiça. Como o sarmento seca se for separado da vinha (cf Jo 15,6), assim acontece a quem quer ser justo sem Cristo. E tal como «quem não entra pela porta do redil das ovelhas, mas sobe por outro lado, é ladrão e salteador» (Jo 10,1), assim é quem quer ser justo sem Aquele que justifica.
Fonte: Homilia atribuída a São Macário (?-390), monge do Egipto Homilias espirituais n° 30, 3-4.

Orando na quaresma

Tende misericórdia, Senhor, tende misericórdia! Fazei que vos sigamos com amor e fé, justiça e humildade, com autodomínio, fidelidade e coragem! Que possamos ir ao vosso encontro, silenciosamente. Dai-nos um espírito puro para ver-vos, um espírito humilde para ouvir-vos, um espírito amoroso, para servi-vos, um espírito de fé, para amar-vos! 
Dag Hammarskjöld