sexta-feira, 17 de abril de 2015

O VERDADEIRO PROFETA

A multiplicação dos pães levou a multidão a considerar Jesus como o verdadeiro profeta, aquele que todos esperavam, desde longa data. O fato de ter alimentado uma imensa multidão, contando apenas com cinco pães de cevada e dois peixes, revelou-se como sinal inequívoco da messianidade de Jesus. Daí o desejo do povo de fazê-lo rei, na esperança de que todos os seus problemas fossem resolvidos da mesma forma eficiente e rápida, que acabavam de presenciar. Foi grande a expectativa criada em torno dele.
Todavia, Jesus não se deixou levar por tal raciocínio demasiado pragmático. O povo não havia entendido o sentido do milagre, uma vez que o consideravam apenas sob o aspecto material de superação da fome pela abundância de pão. O objetivo visado por Jesus era bem outro: ensinar a todos que a partilha fraterna é um sinal irrefutável da presença do Reino, acontecendo na história humana. Por outras palavras: a partilha é um imperativo na vida de quem aderiu ao Reino, fazendo dele o centro de sua vida. Ou seja, o milagre dependeu da postura interna de cada pessoa, e não somente da iniciativa de Jesus.

O Mestre é o verdadeiro profeta não porque multiplicou os pães de forma prodigiosa, à revelia das pessoas, e sim, porque abriu o coração humano para o amor, muito bem expresso na partilha dos bens.


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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Anunciemos que somente no nome de Jesus há salvação

Que possamos livremente anunciar o nome de Jesus sem medo, sem receio, sem temor e sem nos entregarmos.
“Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: ‘Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver'” (At 5, 19, 20).
Sabem, meus irmãos, é importante mencionar que a pregação do Evangelho não suscita só amor, carinho, ternura e acolhimento das pessoas, pois em muitas épocas, situações e momentos pregar o Evangelho suscitou no coração das pessoas ódio e revolta. Assim como isso foi provocado no coração de muitos contemporâneos de Jesus, fato que O levou à morte, naquele tempo, nos tempos de hoje e nos tempos vindouros, haverá aqueles que sempre terão raiva e agirão com ira por causa do anúncio do Evangelho.
O Evangelho incomoda e provoca reações! Como ninguém gosta de ser incomodado, como muitos preferem continuar a vida do jeito que está e não gostam que se comentem as práticas erradas e que escravizam, a ira se acende contra aqueles que pregam e anunciam o Evangelho.
Vivemos, nos dias de hoje, situações difíceis em muitos países e lugares onde a fé cristã não é aceita. Cristãos estão sendo aprisionados, presos e condenados à morte pelo simples fato de ser cristãos.Nosso amor, solidariedade e oração àqueles que estão pagando com a própria vida o preço de ser seguidores de Jesus!
Nós, muitas vezes, também sofremos e seremos rejeitados e não queridos por anunciarmos e pregarmos este nome. A perseguição, a revolta, a indignação e a oposição ao nome de Jesus aconteceu em todo o tempo da história após a Ressurreição do Senhor. No entanto, isso muitas vezes provoca não só reação do lado de lá, como também em nós que somos seguidores de Cristo, porque quando isso acontece, muitas vezes, o nosso coração se fecha pelo medo, pelo ressentimento e pelo temor de que algo aconteça e, frequentemente, por uma total apatia à pregação da Palavra, apatia de anunciá-la.
Assim como o anjo foi em socorro de Pedro e João na prisão e os libertou daquela cadeia, hoje o anjo do Senhor quer vir também em nosso socorro, quer nos libertar das cadeias, das prisões nas quais nós estamos vivendo para que possamos livremente anunciar o nome de Jesus sem medo, sem receio, sem temor e sem nos entregarmos.
Que o anjo do Senhor nos liberte das prisões interiores que vivemos em nossa alma para que continuemos com audácia a anunciar que somente no nome de Jesus há salvação!
Deus abençoe você!
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segunda-feira, 13 de abril de 2015

A carne e o Espírito



Quando o Evangelho fala em carne e espírito, refere-se a duas dimensões do ser humano, radicalmente opostas. Cada pessoa traz, em si, as marcas destas realidades. A questão fundamental consiste em saber qual das duas incide mais profundamente sobre sua existência. Ou seja, por qual delas a pessoa se deixa conduzir.

Viver segundo a carne significa deixar-se guiar pelos sentimentos inferiores, que tornam o indivíduo egoísta, ensimesmado, buscando apenas os seus interesses, insensível ao sofrimento do outro, incapaz de um gesto de solidariedade. Antes, a pessoa não tem escrúpulos de transformar o outro em objeto para a satisfação de seus instintos e de sua maldade. Vive no pecado!


A vida segundo o espírito, ao contrário, pauta-se pelo amor, que estabelece entre as pessoas vínculos de comunhão e de fraternidade. É o caminho da humanização, na medida em que a pessoa age, inspirando-se no modo de agir próprio de Deus. Nascer do Espírito não depende só da vontade humana. É obra de Deus no coração de quem se abre para ele. 

A ressurreição de Jesus possibilitou, à humanidade, esse nascimento pelo Espírito. Só quem nasce do Espírito pode tomar parte no Reino de Deus, inaugurado por Jesus. É mister nascermos de novo para nos beneficiarmos dos frutos da ressurreição. 

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domingo, 12 de abril de 2015

Fé para a missão

Aos discípulos que estavam trancados por medo, Jesus aparece e, mostrando mãos e lado com as marcas da crucifixão, identifica-se como o Filho ressuscitado: aquele que realiza a missão confiada pelo Pai, aquele que se entregara pelos outros até a morte de cruz, aquele que agora estava vivo na comunidade.
Os episódios em que Jesus aparece após a ressurreição são sempre narrativas de missão. Vivo na comunidade, Jesus é o centro, e envia os discípulos em missão enchendo-os de alegria. Ao aparecer,deseja a paz: a plenitude da vida e dos bens que permitem às pessoas viver na dignidade de filhas de Deus. E, ao desejar a paz, envia o Espírito Santo soprando sobre os discípulos, repetindo o gesto de Deus ao criar o ser humano, em Gênesis.
O envio do Espírito Santo renova a criação, pois dá a cada um de nós a vida renovada segundo a ressurreição de Jesus. É o Espírito Santo, enviado por Jesus, que nos permite recordar hoje o que ele fez e disse e nos impulsiona na fé a continuar sua missão.
É tempo de acreditar, sem exigir provas. Fé que precisa de provas não é fé. É feliz quem tem fé, quem não exige provas para entregar-se confiante no mistério de Deus, que é tudo em todos. Acreditar em Jesus é assumir a missão que ele nos confia. Missão de construir a paz, de construir comunidades onde se vença o medo, se viva o perdão e as pessoas sejam acolhidas e atuem como sujeitos de transformação.
Quem tem fé, de fato, não vive no medo e no fechamento. Fé é coragem e abertura, é alegria e missão. O Espírito do Ressuscitado, vencedor do sofrimento e da morte, abre portas e janelas, abre mentalidades e consciências e impulsiona à vivência comunitária da fé. Porque a fé não se vive sozinho,mas em comunidade. Em comunidade, vamos nos transformando o mundo, de acordo com a nova criação inaugurada por Jesus, de modo que ele continue sendo o centro de nossas comunidades e de nossa vida.

Pe. Paulo Bvazaglia, ssp sobre o evangelho deste domingo 12/04/2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Jesus é a pedra fundamental que sustenta a Igreja e o mundo

Jesus é a pedra fundamental que sustenta a Igreja e o mundo! Se você deseja que sejam salvos seus negócios, seu trabalho, seus relacionamentos, não deixe de colocar neles essa pedra fundamental, que é Jesus.

Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular” (At 4, 11).
Na construção do Reino de Deus cada pedra tem sua importância, cada um que colabora nesta obra é também um pedaço dela. Assim como têm importância os profetas, os patriarcas, os homens e as mulheres de Deus, que, ao longo da história, deram a sua contribuição para a construção do Reino de Deus. Você é importante, eu sou importante, nós somos importantes na edificação do Reino de Deus no meio dos homens!
Deixe-me dizer uma coisa a você: se cada um tem a sua importância, nós só não podemos tirar o olhar e a direção d’Aquele que é a pedra angular, fundamental, principal: Cristo Jesus. Não existe salvação em nenhum outro, não há nenhum nome entre os homens que possa nos salvar; não há empresa, entidade e trabalho, nos quais o homem encontre salvação a não ser no nome e na pessoa de Jesus. Ele foi a pedra do edifício, do Templo, que os judeus tanto veneraram e veneram, que foi desprezada; pedra singular, pedra única. E essa pedra singular nós não podemos rejeitar em nossa construção; na construção da nossa casa, da nossa vida e da nossa família.
Nós precisamos solidificar, precisamos de um alicerce firme, forte, autêntico e, acima de tudo, um alicerce que salve nossas casas e nossas famílias. Deixe-me dizer a você: coloque no nome de Jesus e na autoridade d’Ele tudo aquilo que você faz, que você realiza, aquilo que você espera e confia. Se você deseja que sejam salvos seus negócios, seu trabalho, seus relacionamentos, não deixe de colocar neles essa pedra fundamental que é Jesus.
Eu vejo muitas pessoas que, quando querem se casar, se preocupam com tantas coisas e colocam tantas coisas em primeiro lugar. Promovem festas estrondosas, que, algumas vezes, duram até dias, antes e depois [do matrimônio]; só se esquecem de dar a atenção devida à pedra fundamental para sustentar o casamento e a família em todas as horas e momentos. Muitas delas até se casam na Igreja, contudo, não estão com o coração voltado e centrado no essencial.
Onde você construiu sua casa? Onde você construiu o seu relacionamento? Onde é que você e os seus têm colocado o coração?
Muitas casas afundaram, acabaram e se destruíram por não ter um fundamento sólido. Da mesma forma, nossa vida vai também se deteriorando, perdendo o sabor e o sentido se não a edificamos sobre uma pedra que dá sentido a ela.
Se a humanidade está desencaminhada e sem saber para onde anda é porque há muito tempo ela já tirou o olhar de Jesus! Voltemo-nos para Ele; o papel da Igreja é anunciar o nome de Jesus, é mostrar para o mundo que só n’Ele há salvação, há cura e libertação.
A tentação é muito grande de nos voltarmos para pessoas e realidades, mas não nos esqueçamos de que mesmo pessoas da Igreja não nos salvam. Quem nos salva é Jesus, e d’Ele nós não podemos tirar o nosso olhar!
Deus abençoe você!
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Entreguemos aos pés de Jesus o melhor de nós

Não levemos para Deus nossas sobras e migalhas. Entreguemos aos pés de Jesus sempre o melhor de nós, do nosso coração, da nossa alma e do que temos e somos!
“Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos” (João 12, 3).
Amados irmãos e irmãs, nesta semana tão santa, Semana Maior do mistério da Paixão, Morte e Ressurreição gloriosa de Jesus, nós queremos começar aos pés do Mestre. Ele que havia seis dias de Sua Páscoa estava na casa de Marta, de Maria e de Lázaro, seus amigos.
Você vai recordar que Maria sempre se colocava aos pés do Mestre para escutá-Lo e, naquele momento, também para ungi-Lo e prestar-Lhe o verdadeiro culto. No entanto, talvez tenha parecido um gesto escandaloso, porque o perfume de nardo, puríssimo e muito caro, usado por Maria, poderia ter sido usado para outra coisa. Contudo, para o Senhor se usa e se dá sempre o melhor: o melhor de nós, do nosso coração, da nossa alma, daquilo que temos e somos! Não vamos até Deus com nossas sobras e migalhas; levamos aos pés do Senhor aquilo que somos e temos: nossa vida e nosso coração.
Não é o tempo que sobra que damos a Deus, é o melhor do nosso tempo, é o melhor da nossa qualidade! Do que nós precisamos é estar aos pés do Senhor, adorando-O, glorificando-O, exaltando-O, sofrendo com Ele e caminhando com Ele rumo a Jerusalém. E na Sua Paixão e Morte, adorando o Seu corpo, mesmo que desfigurado, porque Jesus desfigurado é o mesmo Jesus glorioso.
Por isso hoje nós queremos nos colocar aos pés do Mestre para dar a Ele o melhor de nós! Quando Ele nasceu os reis magos Lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. Agora que Ele está prestes a morrer está Maria aos Seus pés dando-Lhe o melhor perfume, porque para Deus toda a dignidade, toda a riqueza e toda a beleza para o culto d’Aquele que é o nosso Deus.
Nós O adoramos, Senhor, O exaltamos, glorificamos e bendizemos! No entanto, não pode haver contraste entre o Cristo, de quem nós cuidamos nas capelas, nos altares, em nossas igrejas e nas roupas litúrgicas, e o Cristo que sofre nas ruas, nas portas de nossas casas e onde nós vivemos. Como disse o Senhor, os pobres nós sempre teremos no meio de nós (cf. João 12, 8), porque cada pobre é o rosto de Cristo desfigurado.
Cuidemos do Cristo que está em nossas igrejas e entre nós nos altares. E também do Cristo que entre nós em nossos irmãos, sobretudo, nos mais pobres, nos mais sofridos e nos mais necessitados.
Cristo quer ser honrado com a nossa adoração no altar; da mesma forma, Ele quer ser cuidado na pessoa daqueles que mais sofrem e necessitam do Seu amor, da Sua bondade e da nossa solidariedade humana!
Deus abençoe você!
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domingo, 29 de março de 2015

A importância do Domingo de Ramos

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações
A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas; mas esse mesmo povo tinha se enganado no tipo de Messias que Cristo era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Domingo de Ramos
Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.
Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. E nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.
Muitos pensam: “Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador merece a cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”. O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvar este mundo.

Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino
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