sábado, 22 de agosto de 2015

Seremos coroados pelas virtudes que praticamos

Olhemos para Maria, e ao ver a mulher virtuosa que ela foi, aprendamos com ela a viver as virtudes para um dia também sermos coroados por Deus!
Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!’” (Lucas 1, 38).
Nós hoje celebramos Nossa Senhora Rainha ou a coroação de Nossa Senhora como rainha do céu e da terra. A Virgem Maria não se tornou rainha por um título ou pela majestade assumida como herança ou por algo herdado. Ela se tornou rainha porque primeiramente se tornou serva do Senhor Nosso Deus; servindo a Deus com sua vida, com sua entrega, com a disposição do seu ser, do seu corpo, da sua alma e do seu espírito.
É isso que nos faz ser coroados por Deus quando temos disposição de servir. A lógica do mundo é outra: um rei tem à sua inteira disposição servos que estão ali para trabalhar por ele. No Reino de Deus aquele que é rei é primeiro servo, aquele que está à frente é quem serve a todos. Por isso que a primeira coisa que Maria diz de si é que ela é escrava do Senhor e se coloca à inteira disposição para o serviço de Deus.
Meus irmãos e minhas irmãs, nós hoje queremos olhar para a Bem-aventurada e sempre Virgem Maria e reconhecer seus méritos, reconhecer suas virtudes, sua bem-aventurança e a grandeza de Deus em sua vida. E pedir a ela que nos ensine a ser servos do Senhor para também servirmos a Deus com a nossa vida e com aquilo que fazemos para que um dia possamos também com ela triunfar no céu.
Pedimos, hoje, a intercessão da Virgem Maria, reconhecendo nela, em sua cabeça, que a sua coroa não é humana, de ouro ou de prata, mas é a coroa das suas virtudes: a simplicidade, a humildade, a paciência, a disposição; tudo aquilo que foram suas virtudes se tornou coroa.
Se um dia quisermos receber a coroa da vida, seremos coroados pelas virtudes que praticamos! Olhemos para Maria, e vendo a mulher virtuosa que ela foi, aprendamos com ela a viver as virtudes para um dia sermos coroados pelo Senhor.
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Padre Fábio de Melo: “Sem enfretamento não há mudança. O sofrimento é necessário”

Foto: Chico Bezerra
Foto: Chico Bezerra/CB Imagem
“O mundo que nos convencer que o sofrimento é ruim para nossas vidas. E muitos religiosos pregam o sagrado a favor do bem-estar, desconstruindo o verdadeiro sentindo de Deus em nossas vidas”, assegurou o padre Fábio de Melo em sua o pregação, neste sábado (10), na segundo dia da festa dos 25 anos da Comunidade Obra de Maria.
O padre continuou, “todos os dias ligamos a TV e somos testemunhas de uma venda da graça de Deus, eu sinto vergonha como religioso de ver programas como esse”. Ele ressaltou a verdadeira alegria, “São Paulo no livro de Efésios é bem claro, alegrai-vos sempre no Senhor, repito alegrai-vos. A alegria não pode esta na bebida e nas drogas”, enfatizou o sacerdote.
No final da palestra, padre Fábio destacou “sem enfrentamento de nós mesmos não existem mudanças, precisamos enfrentar a realidade a nossa frente, para depois vim a mudanças”, pregou.
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domingo, 16 de agosto de 2015

O Senhor fez grandes coisas

A fé eclesial, contemplando Maria a partir do Mistério Pascal de Jesus, professa que ela, no término de sua caminha terrestre, foi elevada ao céu. A Igreja fala em assunção, ou seja, Maria foi assumida por Deus e colocada na glória celeste. Trata-se da ação de Deus fazendo grandes coisas na vida da mãe do Salvador. Não uma ação isolada, e sim, o ápice de uma sucessão de graças na vida de quem foi cheia de graça.
A assunção de Maria brotou da Ressurreição de Jesus. É como se Maria tivesse seguido o caminho novo de acesso ao Pai, aberto pelo Filho Jesus. Deus, de certo modo, antecipou em Maria o que haveria de ser o destino de toda a humanidade. A Ressurreição de Jesus foi penhor de ressurreição para todo ser humano. Em Maria, isto já se fez realidade.
A assunção situa-se no contexto da fé de Maria. Ela havia proclamado que Deus exalta os humildes e destrói a segurança dos soberbos. Sua vida caracterizou-se pela humildade e pelo espírito de serviço. Ela se sabia serva humilde do Senhor, transcorrendo sua vida no escondimento. A condição de mãe do Messias não a tornou orgulhosa e cheia de si. A Maria exaltada na assunção foi a mulher humilde e servidora. Deus levou para junto de si a mulher cuja vida transcorrera em total comunhão com ele. A assunção, por conseguinte, consistiu na radicalização de uma experiência constante na vida de Maria.

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domingo, 2 de agosto de 2015

Irmã Lúcia: “O confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio”.

Leia atentamente a citação abaixo. Cada palavra tem um peso e, à luz das discussões do Sínodo dos Bispos sobre o matrimônio e a família, ganham uma importância relevantíssima.

Quando recebi do Papa João Paulo II o encargo de idealizar e fundar o Pontifício Instituto para Estudo sobre o Matrimônio e a Família, escrevi a Irmã Lúcia de Fátima, através do bispo, porque não se o podia fazer diretamente. Inexplicavelmente, apesar de eu não esperar nenhuma resposta, porque lhe pedia apenas oração, chegou-me depois de poucos dias uma longuíssima carta autografada — que agora está nos arquivos do Instituto —, na qual escreveu: o confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio. Não tenha medo, acrescentava, porque qualquer um que trabalhar pela santidade do matrimônio e da família será sempre combatido e contrariado de todos os modos, porque este é o ponto decisivo. E depois concluía: mas Nossa Senhora já lhe esmagou a sua cabeça. Percebia-se, também falando com João Paulo II, que este era o nó, porque se tocava a coluna fundamental da criação, a verdade da relação entre o homem e a mulher, e entre as gerações. Se esta coluna for atingida, todo o o edifício desaba, e nós estamos vendo isso agora, porque estamos neste ponto, e nós o sabemos. E eu me comovo, lendo as biografias mais seguras de Padre Pio, de como este homem estava atento à santidade do matrimônio, à santidade dos esposos, também com um justo rigor, mais de uma vez”.
Cardeal Carlo Cafarra, em “Voce di Padre Pio”, Março de 2008

Ortodoxos voltam à Igreja Católica pela intercessão de Padre Pio

A pequena San Giovanni Rotondo da Romênia: toda uma comunidade ortodoxa se converte ao catolicismo após presenciar os milagres do santo de Pietrelcina
O grande místico do século XX, São Pio de Pietrelcina, morreu em 1968, mas vários milagres atribuídos à sua intercessão seguem sendo reportados ainda hoje. Como ele mesmo tinha profetizado, daria mais trabalho morto do que vivo.
Tome-se como exemplo um evento recente ocorrido na Romênia. Após um milagre extraordinário atribuído à intercessão do Padre Pio, o país – marcado por um triste passado comunista – assistiu à conversão de uma paróquia ortodoxa inteira à fé católica, de uma só vez.
A história começa em 2002, quando Lucrécia Tudor, mãe de Victor, um sacerdote ortodoxo, é diagnosticada com câncer de pulmão. Os médicos dizem que há muito pouco a fazer, pois notam a presença de metástase – quando se forma uma lesão tumoral em outro órgão. Na ocasião, dão a Lucrécia apenas alguns meses de vida.
Victor, então, decide pedir ajuda a seu irmão, Mariano, pintor especializado em iconografia que vive em Roma. Providencialmente, este consegue contatar um dos melhores especialistas na área, que se oferece para examinar sua mãe.
Para tristeza dos filhos, porém, o diagnóstico é o mesmo e a única intervenção possível são alguns remédios para mitigar as terríveis dores da doença. Assim, a fim de fazer um acompanhamento mais intenso, a mãe permanece em Roma. Enquanto Mariano trabalha no mosaico de uma igreja, Lucrécia visita o templo e admira as imagens.
Destas, uma chama particularmente a sua atenção. Era um ícone do Padre Pio. Impressionada, ela pergunta a seu filho quem ele é. Mariano conta-lhe brevemente sua história e, durante os dias seguintes, percebe que ela fica permanentemente sentada diante da imagem do santo de Pietrelcina.
O fruto daqueles momentos de silêncio diante do frade capuchinho se revela. Algumas semanas depois, Lucrécia e Mariano vão ao hospital para fazer um exame e, para surpresa dos médicos e deles mesmos, o tumor tinha desaparecido por completo.
É possível imaginar a forte impressão que este verdadeiro milagre deixou em toda a família Tudor. O feito mexeu não só com os familiares, mas também com a comunidade ortodoxa assistida por seu filho, Victor. "Todos a conheciam e sabiam que tinha ido à Itália para tentar uma intervenção cirúrgica, e que logo tinha voltado para casa curada, sem que nenhum médico a tivesse operado", explica o sacerdote.
A surpresa desperta o interesse de Victor, então padre da Igreja Ortodoxa, pelo santo que curou sua mãe. Ele começa a ler sobre a vida do frade capuchinho e, pouco a pouco, toda a sua paróquia passa a conhecê-lo e amá-lo. "Líamos tudo o que encontrávamos sobre ele, sua santidade nos conquistava", conta Victor.
A experiência religiosa daquelas pessoas começou a ir mais além, quando outros enfermos da paróquia também passaram a receber graças extraordinárias pelas mãos do Padre Pio. Começava a surgir um problema nesta comunidade: era um reduto de cristãos ortodoxos devotos... de um santo católico contemporâneo!
Por isso, o padre Victor e sua paróquia – com quase 350 pessoas – decidiram se fazer católicos. Embora enfrentassem múltiplas dificuldades – converter-se ao catolicismo numa terra predominantemente ortodoxa e com um passado socialista não é um processo nada tranquilo –, seguiram em frente e, hoje, são fiéis do rito greco-católico romeno.
Transformados pela experiência com o Padre Pio, a comunidade também erigiu uma igreja dedicada ao frade capuchinho. O templo, já praticamente construído, pode ser contado como mais um milagre do santo italiano. A princípio, eram os fiéis, ainda que de condições bem simples, quem colaboravam na construção. Enquanto o templo não ficava pronto, a Missa era celebrada na rua, mesmo debaixo de baixíssimas temperaturas de inverno. As dificuldades eram grandes e o padre Victor se preocupava... Mas, um dia, um bispo decidiu ajudar e pagou o terreno da igreja. A isto se seguiam eventos extraordinários, que pouco a pouco favoreciam a construção.
Hoje, além da igreja em honra a São Pio de Pietrelcina, o padre Victor e seus paroquianos mantêm um hospital que atende enfermos terminais, pessoas sem recursos e anciãos abandonados – quase uma "Casa do Alívio do Sofrimento", como existe em San Giovanni Rotondo, onde o Padre Pio passou maior parte de sua vida. As dificuldades financeiras neste reduto católico da Romênia são enormes, mas Victor conta com a intercessão do Padre Pio. Até aqui, ela não falhou.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Religión en Libertad

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sábado, 1 de agosto de 2015

O profeta silenciado

O assassinato de João Batista recoloca um tema comum, no âmbito da história do profetismo bíblico: a imposição do silêncio ao enviado de Deus. Quem recebeu a missão divina de convocar o povo à conversão, acaba sendo silenciado por quem deveria escutá-lo. Outro tema é o da intrepidez dos profetas. Embora devendo defrontar-se com forças hostis e refratárias à sua pregação, não se deixaram intimidar, por terem consciência do caráter divino da missão recebida.
A intrepidez de João Batista revela-se na coragem com que se defronta com um governante ímpio. Reconhecidamente prepotente, Herodes apoderou-se, sem escrúpulos, da esposa de seu irmão, tomando-a como mulher. Sem medo, o profeta João denuncia a injustiça cometida, e sofre as conseqüências de sua ousadia.
A decisão de jogar o Batista na prisão funciona como uma maneira de calá-lo. Encarcerado numa fortaleza romana, ele teve a sua liberdade cerceada, e a voz calada.
Mas isto ainda foi pouco, no parecer na mulher ilegítima de Herodes. Era preciso fazer calar João definitivamente. A oportunidade para isto surgiu por ocasião de uma festa. Embora a contragosto, Herodes atendeu o pedido da mulher e mandou decapitar o profeta incômodo.
O destino de João Batista prenunciara o de Jesus. Também a este procuravam calar, por causa da liberdade com que denunciava os desmandos dos prepotentes de seu tempo.

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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Acolha o Senhor em sua casa

Faça da sua casa uma casa para Jesus estar, um ambiente tão agradável que o Senhor goste de estar nela, um lugar para acolhê-Lo!
“Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa” (João 11, 20).
Ao celebrarmos hoje o dia de Santa Marta, nós queremos exaltar a família dos amigos de Jesus, os três irmãos: Marta, Maria e Lázaro. Havia poucos dias que Lázaro havia falecido e Jesus vai ao encontro dessa família a qual Ele tanta ama.
Marta se coloca de pé e vai ao encontro do Senhor para manifestar sua confiança e amor pelo Mestre. E Maria fica em casa, recolhida, como é próprio do temperamento dela. Marta é mais expansiva e Maria é mais recolhida; Marta é mais serviçal e Maria, mais atenciosa. Virtudes ricas e não contraditórias que se complementam e se entrelaçam entre si. E não é que Jesus diga com isso que Maria é melhor que Marta; Ele afirma que aquele que serve e se entrega deve saber escutar e contemplar; e aquele que diz algo deve silenciar e saber ouvir.
Marta é, para nós, exemplo da discípula que sempre aprende mais com o seu Senhor. Primeiro porque ela ama o Senhor de todo o coração e por isso a sua casa é a casa do Senhor, é a casa em que Ele se hospeda, é a casa em que Ele fica. Da mesma forma, Jesus quer se hospedar e quer ficar em sua casa, quer ser íntimo da sua casa. É preciso que você se torne amigo do Senhor, afinal de contas, se há uma casa em que gostamos de ficar é na casa dos amigos, onde o ambiente nos faz bem. Não precisa ser uma casa luxuosa, cheia de comodidade, pode ser a mais simples das casas, mas, por ser uma casa de amigos, aquele ambiente nos faz bem demais.
Faça da sua casa uma casa para Jesus estar. Faça da sua casa um ambiente tão agradável que o Senhor goste de estar nela, um lugar para acolhê-Lo! A casa em que Jesus gosta de estar é a casa que O escuta acima de tudo, a casa que Lhe dá atenção e O serve. Servir Jesus é servir bem o próximo, o sofredor e aquele que tanto necessita.
A casa de Marta é a casa de Jesus! Que a sua casa seja também a casa do Senhor!
Deus abençoe você!
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