quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O maior inimigo da vida de oração

Não deixe que isso atrapalhe sua intimidade com Deus

Oração a Deus

Há uma grande escolha na vida cotidiana de oração: é a leviandade, a inconstância natural do homem.
Essa inconstância tem a sua origem na inteligência e engendra, quando não combatida, a apatia da vontade e termina infalivelmente na tibieza.
O espírito leviano é oposto ao espírito refletido. A inteligência superficial não permite à ideia penetrar em si e aí deitar raízes. Além disso, como está completamente coberta pelos matos dos pensamentos vãos, das preocupações fúteis e dos apegos às coisas criadas, a semente da graça, apenas recebida, é logo sufocada.
Uma alma leviana vive na superfície das coisas. Mesmo durante a oração, não reflete, não penetra a verdade proposta, não se prende à consideração das coisas do além.
Nunca foi tocada pelas máximas do Evangelho, pelas perfeições de Deus, pelos direitos imprescritíveis de seu soberano domínio, pelos pensamentos salutares dos santos.
Não considerou o amor do qual tem sido objeto por parte de Jesus, nem a alegria íntima que lhe poderia causar, por sua vez, dando-se a Ele, nem a glória eterna que uma pequena criatura poderia dar ao grande Deus da eternidade.
Tal alma também nunca pensou seriamente no perigo de não conseguir a sua salivação, nem no furor dos demônios contra ela, nem na indizível fraqueza humana, ante a tentação.
A alma irrefletida é, pois, semelhante a uma barqueta frágil, lançada sem leme no vasto oceano.
As ondas das impressões, dos acontecimentos, dos sucessos e dos contratempos, lançam-na continuamente para cá e para lá, chocam-se contra ela, empurram-na, sacodem-na em todos os sentidos, sem que ela possa resistir e, cedo ou tarde, acabará por soçobrar.
Assim, a alma leviana deixa vagar o seu espírito ao acaso. Não tem nem ordem nem nexo na sua vida, na sua oração e nas suas ocupações. Falta-lhe um fim único, uma ideia-mestra, um polo capaz de atrair e de fixar seus pensamentos, os seus desejos e toda a sua atividade.
Este polo é Jesus, o seu amor soberano. Mas a alma leviana não aproveitou o tempo para se deixar fascinar por Ele. Ainda não pôde impor-se o esforço de fixar o espírito nesse divino Mestre; nos mistérios da sua vida e nas torturas da sua morte. Também não alcançará a santidade.
Todavia, não confundamos essa infeliz disposição com o estado das almas sinceras, atormentadas sem descanso pelas distrações involuntárias, durante a meditação e os exercícios de piedade. Estas frequentemente sofrem bastante e às vezes deixam-se invadir pelo desânimo. Parece-lhes não poderem chegar a gozar do santo recolhimento tão necessário à sua santidade.
Almas confiantes: não vos causeis inútil mágoa! Podeis chegar à perfeição apesar de vossas distrações. Deus quis fazer para São Luís Gonzaga de libertá-lo de toda divagação do espírito durante a oração, mas teria podido também santifica-lo, inspirando-lhe simplesmente de tirar partido de sua fraqueza natural e dando-lhe a força de nunca se deter nas distrações voluntariamente.
Os maiores santos tiveram divagações do espírito e da imaginação, mas, como disse Cassiano, não deram mais importância a elas do que às moscas que esvoaçam ao redor de nós.
Segundo São Pedro Damião, o profeta Elias, que por sua oração impediu o céu de lançar um pingo de chuva durante três anos, não foi isento de distrações. É, com efeito, mais fácil, diz ele, fechar o céu do que nossa alma, e torna-la impenetrável às distrações (cf. Sermo In Vig. Nativ.).
Muitas vezes, as almas inexperientes imaginam orar mal por que têm uma divagação de espírito. Não sabem que as distrações são uma consequência da nossa instabilidade natural.
Recebemos de Deus uma vontade livre. É a soberana das outras faculdades. Mas seu império é imperfeito. Tem pouco poder sobre a imaginação, não pode evitar todas as apresentações, todas as lembranças do passado, não pode mesmo impor sempre um objetivo à inteligência.
A nossa inteligência, aliás, também é limitada. Inteiramente absorvida por uma ocupação, não a deixa facilmente para abordar outra. Quando a corda de um arco foi violentamente esticada, pode imediatamente recuperar sua primeira posição e cessar de vibrar?
Sem dúvida, a nossa inteligência é uma faculdade espiritual, mas tira seu objetivo dos sentidos, da imaginação. Não pode, pois, subtrair-se inteiramente às leis da matéria. A vontade nem sempre poderia, por uma simples ordem, a força-la à obediência.
A este motivo ajunta-se outro: um grande número de distrações provém da doença, da indisposição, da fadiga do corpo. Quando este está amolecido ou esgotado ou simplesmente mal disposto, a alma não se pode servir dele à sua vontade. Então as distrações molestam-na.
Que deve fazer, pois, a alma confiante perseguida pelas distrações?
Antes de tudo, de nada serve exasperar-se contra si, impacientar-se ou mesmo afligir-se. Nem o corpo, nem a alma são responsáveis pelas divagações.
É preciso transformar a necessidade em virtude, aceitar pela vontade o estado de impotência, alegrar-se perante Deus por ser incapaz por si só de todo bom pensamento, refugiar-se na alma da Santíssima Virgem, e encarrega-la de amar nosso Senhor no seu lugar. Ao mesmo tempo, é necessário levar a luta contra as distrações, com denodo e sem se cansar.
Assim que percebemos que a inteligência ou a imaginação fugiram, é necessário reconduzi-las com mansidão, porém resolutamente. Devêssemos recomeçar cem vezes durante uma meditação, sem nos queixarmos nem lamentarmos.
Cada olhar voluntário para Deus é um ato de amor, conquistado a ponta de espada. Cada um deles produz na alma o seu fruto, como sejam suaves colóquios com Deus.
Devemos persuadir-nos bem: a única coisa que desagrada a Deus é a vontade afastando-se d’Ele voluntariamente.
A distração, não aceita voluntariamente, não afasta a alma de Deus.
Não é pelas ideias que agradamos a Deus, mas pela conformidade da nossa vontade ao seu beneplácito.
Diante de Deus só a vontade vale, em bem ou em mal. Quem não chega a compreender esse princípio, nunca terá paz.
Deus não pode pedir contas do que está em nós, porque é justo. Não quer pedir-nos conta, porque é bom e cheio de misericórdia.
Se fosse a vontade de Deus ser servido sem distrações, ter-nos-ia dado uma natureza semelhante à dos anjos, uma natureza espiritual livre das necessidades do corpo e liberta de toda impressão sensível. Não o fez, encontrando tanta glória em ser adorado e amado por uma criatura feita de barro, como pelos puros espíritos livres de distrações.
É necessário mesmo, por delicadeza, não se queixar a Nosso Senhor de ter distrações involuntárias no seu serviço.
Queixar-se, afligir-se, significaria um desejo de ser diferente, e uma certa vergonha de estar sujeito às enfermidades humanas, o que insinuaria que serviríamos mais perfeitamente a Deus e com mais glória para Ele, se fôssemos anjos.
Não digamos isto! Não o pensemos; não contristemos Jesus fazendo-lhe crer que não estamos contentes.
Sirvamo-lo onde Ele nos colocou, de boa vontade, da maneira que uma criatura de barro pode servi-lo, porém com o coração alegre e o rosto sereno.
Demos-lhe a satisfação de fazer desse verme da terra um serafim de amor, chamado para ocupar dignamente seu lugar entre os mais elevados espíritos.
Que alegria para uma alma humildemente confiante ver as misérias da sua natureza humana e poder dizer-se objeto de uma solicitude infinita por parte de Deus todo poderoso; saber que esse soberano Senhor fica tão comovido vendo nossos pobres esforços para afastar as distrações como escutando o arrebatador concerto dos anjos no céu!
(Trecho retirado do livro: Almas Confiantes, José Schrijvers. Ed. Cultor de Livros)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina

Como proteger-se dos ataques do demônio

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=120197827&src=id" target="_blank" />Praying with a rosary</a> © Ruggiero Scardigno / Shutterstock

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:
1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.
2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.
3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.
4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!
5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.
6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.
7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.
8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.
9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.
10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.
11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.
12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.
13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.
14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.
15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.
16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.
17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.
18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.
19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.
20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?
22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.
Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.
23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).
24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.
25. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um cavaleiro!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.
* * *
Para guardar as palavras de Jesus:
“Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração e, na primeira oportunidade, conta-a ao confessor. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma. Não descuides as mortificações interiores. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor. Foge dos que murmuram, como se da peste. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
Observa a Regra o mais fielmente possível. E, se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer. Evita a dissipação. Cala-te, quando te repreenderem; não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança. Não te desencorajes com a ingratidão; não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo; quando o enfado e o desânimo bateram á porta do teu coração. Foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.” (D.1760)

http://pt.aleteia.org/2015/09/01/25-segredos-da-luta-espiritual-que-jesus-revelou-a-santa-faustina/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Sep%2002,%202015%2001:55%20am

Ele é que deve crescer e eu diminuir.



Antes de João Baptista, houve profetas santos em grande número, homens dignos de Deus, cheios do seu Espírito, que anunciavam o advento do Senhor e que testemunhavam a verdade. Porém, não se disse deles o que se disse de João Baptista: «Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista» (Mt 11,11). Porquê então esta grandeza, enviada antes daquele que é a própria grandeza? Para testemunhar a profunda humildade do precursor. 

Ele era tão grande, que o poderiam ter confundido com Cristo. Nada mais fácil [...] porque, sem que ele o dissesse, era o que pensavam aqueles que o ouviam e o viam. [...] Mas este humilde amigo do esposo, zelando pela honra do esposo, não pretende tomar o seu lugar como um adúltero. Ele dá testemunho do seu amigo, recomenda à esposa o verdadeiro esposo e tem horror a ser amado em seu lugar, porque apenas quer ser amado nele: «O amigo do esposo, que está a seu lado e o escuta, sente grande alegria com a voz do esposo.» 

O discípulo escuta o mestre; permanece de pé porque o escuta, pois se se recusasse a ouvi-lo a sua queda era certa. O que se destaca a nossos olhos da grandeza de João é que ele podia ser tomado por Cristo e, no entanto, preferiu dar testemunho de Jesus Cristo, proclamar a sua grandeza e humilhar-se, a passar pelo Messias e enganar-se a si próprio, enganando os outros. É, pois, com toda a justiça que Jesus diz que ele era mais do que um profeta. […] João humilhou-se perante a grandeza do Senhor, para merecer que a sua humildade fosse levantada por esta grandeza. […] «Eu não sou digno», diz, «de Lhe desatar as correias das sandálias» (Mc 1,7) 

@catholici ⛪️

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

35 ideias para viver a misericórdia no dia a dia

Escolha uma por dia e espalhe misericórdia pelo mundo!

Helping hands

  1. Resista ao sarcasmo, que é o oposto da misericórdia.
  2. Compartilhe algum bem com os mais necessitados.
  3. Telefone para uma pessoa solitária, sobretudo se você conhece a razão da sua solidão.
  4. Escreva e envie uma carta de perdão a alguém.
  5. Planeje uma mini peregrinação.
  6. Adote um comportamento responsável na internet.
  7. Seja generoso o bastante para permitir que alguém o ajude. As pessoas precisam se sentir úteis.
  8. Ofereça-se para ajudar alguém a cuidar das crianças ou na cozinha.
  9. Segure sua língua.
  10. Ofereça-se para fazer as compras para alguém que não pode sair de casa.
  11. Ajude uma pessoa carente (uma refeição, uma doação etc.).
  12. Ao compartilhar uma refeição, escolha o menor pedaço para você.
  13. Ofereça-se para levar um idoso à missa.
  14. Desligue um pouco o celular e preste mais atenção nas pessoas à sua volta.
  15. Aproveite alguma liquidação para comprar algo útil para alguém que precise.
  16. Leia a encíclica “Dives in Misericordia”, de João Paulo II.
  17. Peça perdão a alguém pessoalmente.
  18. Faça a lista dos seus “inimigos” e reze por eles diariamente.
  19. Sorria, diga “bom dia” e puxe um papo agradável com desconhecidos.
  20. Ofereça algo de que você realmente gosta a alguém que vá valorizar isso.
  21. Responda às provocações com o respeito que você gostaria de testemunhar.
  22. Faça uma visita a Jesus Eucaristia durante a semana.
  23. Quando uma conversa baixar de nível, procure mudar de assunto.
  24. Visite um asilo para ler, cantar ou simplesmente fazer companhia aos idosos.
  25. Visite um cemitério e reze um terço pelos defuntos.
  26. Faça um retiro espiritual ou dedique uma tarde ao recolhimento interior.
  27. Faça uma boa confissão.
  28. Convide alguém para rezar com você.
  29. Abençoe alguma pessoa.
  30. Participe de alguma atividade organizada pela sua paróquia.
  31. Compartilhe sua história de fé com alguém.
  32. Ofereça sua hospitalidade a alguém que você não convidaria espontaneamente.
  33. Pague o estacionamento ou pedágio para quem estiver atrás de você na fila.
  34. Leia Bento XVI e surpreenda-se.
  35. Reze pelas almas do purgatório.
http://pt.aleteia.org/2015/12/19/35-ideias-para-viver-a-misericordia-no-dia-a-dia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Dec%2019,%202015%2003:56%20am

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Padre argentino oferece seus serviços em praça pública e comove redes sociais

“Estou feliz de fazê-lo. A ideia foi melhorando pouco a pouco com a oração e chegou o momento de fazê-lo. Se Ele ilumina algo, devemos fazer!”
Padre_Marcelo

Há duas semanas, tornou-se viral nas redes sociais a foto de um sacerdote que aparece sentado em um banco confessando na rua. Atrás dele, está um cartaz colado no poste onde escreveu: “Sou o Padre Marcelo. Confissões, bênçãos e conselhos”.
Pe. Marcelo de Benedectis, pároco da Paróquia São Tiago Apóstolo e São Nicolau, localizada na província de Mendoza (Argentina), começou a confessar na rua desde o dia 23 de dezembro e permaneceu durante esta semana recebendo as pessoas nos bancos localizados em frente ao templo nos horários de confissão.
Em declarações ao Grupo ACI, o Pe. Marcelo disse que esta é a primeira vez que confessa na rua. “Estou feliz de fazê-lo. A ideia foi melhorando pouco a pouco com a oração e chegou o momento de fazê-lo. Se Ele ilumina algo, devemos fazer!”.
Com relação aos motivos desta iniciativa, o sacerdote assinalou que o Ano da Misericórdia foi um deles. Também o influenciou o chamado do Santo Padre para sair às periferias. “É algo (próprio) do Papa Francisco e o que me ilumina muito é saber que Deus habita na cidade e ali fui encontrá-lo”, indicou.
“Como isto foi algo novo, não houve a possibilidade de chamar outros sacerdotes. Mas me ligavam e me exortavam a continuar”, contou o sacerdote e assinalou que não sabe se alguém mais fez o mesmo em outros lugares.
Por outro lado, o Pe. Marcelo comentou que ficou surpreso que sua foto confessando na rua se tornasse viral na Internet e que isto lhe mostrou a “necessidade que o povo de Deus tem de receber a graça de Jesus, da presença dos seus sacerdotes e da palavra que podemos e devemos comunicar”.
“Quanto bem podemos fazer com um gesto tão simples e natural. Acho que a força deste acontecimento está em sua autenticidade e simplicidade. É a forma de atuar que nos ensina Jesus”, disse ao Grupo ACI.
A respeito desta experiência, o sacerdote disse que foi “muito bonito e consolador. Primeiro pelo encontro com as pessoas que moram em nossas cidades e com tudo o que levam em seus corações e o peso que carregam. Também pelo carinho para com os sacerdotes quando estão ao serviço do povo de Deus”.
O presbítero ressaltou que as pessoas precisam muito da confissão e neste sacramento “Cristo nos toca, nos cura, nos dignifica, enche de sentido nossa vida enchendo-a de paz, confiança e serenidade”.

(via ACIdigital)

http://pt.aleteia.org/2016/01/05/o-exemplo-do-padre-argentino-que-ofereceu-seus-servicos-em-praca-publica-e-comoveu-as-redes-sociais/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Jan%2005,%202016%2010:52%20pm

domingo, 3 de janeiro de 2016

Ao encontro de Cristo

Vinde, subamos juntos o Monte das Oliveiras. Vamos ao encontro de Cristo. Hoje Ele vem de Betânia e resolutamente se dirige rumo à sua santa e venerável Paixão, a fim de realizar o mistério da nossa salvação. Vem na direção de Jerusalém, Ele que veio do céu para nós, quando jazíamos por terra, para nos levar... Ele vem sem ostentação e sem fasto. O profeta mesmo dizia: “Ele não protestará, não gritará, não se ouvirá a sua voz.” Ele será doce e humilde e modestamente fará sua entrada... Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua paixão; imitemos aqueles que foram ao seu encontro. Não será necessário espalhar no caminho, como eles fizeram, ramos de oliveira, vestes ou palmas. Deveremos sim nos abaixar diante dele, tanto quanto pudermos, através da humildade do coração e a retidão do espírito, para acolher o Verbo que vem, a fim de que Deus encontre um lugar em nós, Ele que não cabe em lugar nenhum. 

Santo André de Creta

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Faça como a chuva, recomece sua vida

De gota em gota, ela renova a natureza, fortalece a vida e é uma bênção para nossos corações em conflito por sentimentos desarmoniosos. Se fizermos como as plantas, renovamos nossos pensamentos e emoções, sentimentos a presença, nossa insegurança. A chuva é uma manifestação da bondade divina e fala na linguagem da esperança. É estando de coração aberto para recebermos as manifestações de Deus e compreenderemos melhor nós mesmos e valorizaremos a vida em toda a sua plenitude. 
(Iran Ibrahim Jacob)