sábado, 30 de abril de 2016

Para ler quando a Igreja te faz sofrer

cross

Como és contestável para mim, Igreja!
E, no entanto, como te amo!
Como me fizeste sofrer!
E, no entanto, quanto te devo!
Às vezes, gostaria de te ver destruída.
E, no entanto, tenho necessidade de tua presença.
Deste-me tantos escândalos!
E, no entanto, me fizeste compreender a santidade.
Nunca vi nada de mais obscurantista,
mais comprometido e mais falso no mundo,
como em ti vejo viver.
Mas também nunca toquei em nada tão puro,
tão generoso e tão belo!
Quantas vezes tive vontade de
bater a porta de minha alma em tua cara!
E quantas vezes orei, para um dia,
em teus braços seguros morrer!
Não, não posso me libertar de ti,
porque eu mesmo sou tu,
mesmo não sendo completamente tu!
Além disso, aonde iria eu?
Construiria outra?
Mas não poderia construí-la,
senão com os mesmos defeitos e falhas,
porque são os meus defeitos e falhas
que levo para dentro de ti, Igreja.
E, se eu construísse uma outra igreja,
seria a minha igreja e não a Igreja de Cristo!
E, na verdade, já estou bastante velho
para tentar me enganar.
Já devo é compreender que
não sou melhor que os outros…
Igreja Santa,
Templo do Senhor,
morada de Deus…
e espelho meu!

(Por Carlo Carreto)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Em que ordem ler a Bíblia?

Há pessoas que abrem a Bíblia no início e começam a ler a partir do Gênesis, mas logo desistem
bible

A Bíblia não é um simples livro. Ela é uma biblioteca de 73 livros. Eles são bem diferentes uns dos outros, têm os mais diversos estilos, foram escritos em épocas muito distantes e em situações muito diferentes.
Imagine-se chegando a uma biblioteca como essa e começando a ler o primeiro livro que encontrar na estante, passando para o segundo e assim por diante. Essa leitura não pode dar certo! Há pessoas que abrem a Bíblia no iníco e começam a ler a partir do Gênesis. Elas, em geral, não passam do quinto livro. Desanimam e não retornam mais. E, o que é pior, acabam dizendo que é impossível, que não se consegue entender a Bíblia. Mas, isso aconteceria com qualquer biblioteca do mundo!

É necessário um Plano de leitura. No início, há muita coisa que não se entende, o que é muito natural. Até na leitura de um romance acontece isso. Não pare por causa disso, prossiga! À medida que se vai lendo, as coisas vão se esclarecendo. É uma regra de ouro: a Bíblia se explica por si mesma. Por isso, é tão importante um plano de leitura.
Existem vários planos de leitura. Todos eles são bons, porque se baseiam num princípio. Apresento aqui um determinado plano. Ele se destina àqueles que desejam começar a ler a Bíblia e não têm outros recursos a não ser conhecer a Bíblia através dela mesma. Siga a ordem indicada aqui, ela faz parte do método.

Plano de leitura do Novo Testamento:

1. 1ª Carta de São João (2 vezes)
2. Evangelho de São João
3. Evangelho de São Marcos
4. As pequenas cartas de São Paulo:
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
1ª e 2ª Tessalonicences
1ª e 2ª Timóteo
Tito
Filêmom

5. Evangelho de São Lucas
6. Atos dos Apóstolos
7. Carta aos Romanos
8. Evangelho de São Mateus
9. 1ª e 2ª Carta aos Coríntios
10. Hebreus
11. Carta de São Tiago
12. 1ª e 2ª Carta de São Pedro
13. 2ª e 3ª Carta de São João
14. Carta de São Judas
15. Apocalipse
16. 1ª Carta de São João (3ª vez)
17. Evangelho de São João (2ª vez)

Por que começar pela 1ª carta de São João?

A primeira necessidade de um cristão é ter certeza de sua salvação. É saber que Deus o ama e o escolheu. Gratuitamente, sem nenhum merecimento seu. Deus o pôs na lista daqueles que quer salvar. Foi uma escolha gratuita! Amorosa! Sem merecimento! Saber disso nos dá a certeza da salvação. E todo cristão precisa tê-la.
Dos 73 livros da Bíblia, só essa pequena carta foi escrita com esse propósito: o de nos dar a certeza da salvação. Na conclusão de sua carta, São João diz: “Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5, 13). Lendo e relendo, você vai se convencendo desta feliz realidade: você é salvo! Você é escolhido!

Leituras dos livros do Antigo Testamento

“Traze sempre na boca as palavras deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito; assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido (Josué 1,8).
Comece a leitura pelos três livros sapienciais: Sabedoria, Eclesiástico e Provérbios. São livros muito próximos ao Novo Testamento e fontes de ricos ensinamentos. Leia, juntamente, o livro dos Salmos. O portal de entrada do Antigo Testamento são os Salmos. Faça deles o seu livro de cabeceira. Eu já lhe disse que vale a pena ter uma edição de bolso do Novo Testamento para você levar consigo continuamente e ir lendo nos momentos livres.
De qualquer maneira, o que quero acentuar aqui é que você deve trabalhar com os Salmos independentemente de alguma ordem específica. Sempre que se sentir impelido a isso, leia um Salmo. Faço o seu diário sobre ele, sem receio de interromper o trabalho que estiver fazendo na sequência. Salmo é como fruta: comemos a qualquer hora, pouco importando as refeições. E nunca faz mal. Sempre faz bem.
Neste ponto você já estará muito mais livre e criativo para a execução do seu diário.
Não deixe de fazê-lo. Você poderá fazer um verdadeiro estudo vivencial de cada capítulo
desses livros sapiências e de cada Salmo. Será muito rico.

Os livros do Antigo Testamento serão lidos na ordem cronológica: das origens até a
vinda de Cristo.

Plano de leitura do Antigo Testamento

1. Gênesis                                        17. Jeremias                                    33. Tobias
2. Êxodo                                          18. Lamentações                             34. Judite
3. Números                                      19. Ezequiel                                    35. Ester
4. Josué                                            20. Abdias                                       36. Eclesiástico
5. Juízes                                            21. Isaías (40-55)                          37. Cânticos dos Cânticos
6. 1° Samuel                                     22. 1º Crônicas                              38. Jó
7. 2º Samuel                                     23. 2º Crônicas                              39. Eclesiastes
8. 1º Reis                                           24. Esdras                                      40. 1º Macabeus
9. 2º Reis                                           25. Neemias                                   41. 2º Macabeus
10. Amós                                           26. Ageu                                         42. Baruc
11. Oséias                                          27. Zaracarias                                43. Daniel
12. Isaías (1-39)                               28. Isaías (56-66)                          44. Sabedoria
13. Miquéias                                     29. Malaquias                                 45. Levítico
14. Naum                                          30. Joel                                            46. Deuteronômio
15. Sofonias                                      31. Jonas
16. Habacuc                                      32. Rute

http://pt.aleteia.org/2016/04/26/em-que-ordem-ler-a-biblia/

sábado, 23 de abril de 2016

Surge uma nova devoção: o Caminho da Misericórdia

No Ano da Misericórdia, nasceu uma nova faísca da misericórdia para converter-se em uma nova forma de profunda oração

divina-misericordia

Animando a contemplar o mistério da misericórdia, ao qual chamou o Papa Francisco ao convocar o Ano Santo quando diz que ela “é fonte de alegria, de serenidade e de paz”, e “é condição para nossa salvação”, na Polônia nasceu uma nova devoção entorno deste grande mistério de Deus.
Trata-se do “Caminho da Misericórdia”, uma bela prática de piedade entorno da Misericórdia que se celebrou pela primeira vez no sábado, 02 de abril, no Santuário da Divina Misericórdia de Lagiewniki, Cracóvia, por iniciativa do Padre Franciszek Slusarczyk, reitor do Santuário.
“Isto foi uma surpresa. Pela primeira vez, desde Cracóvia, Polônia, o mundo se inteirou de que neste lugar, no Ano da Misericórdia, nasceu uma nova faísca da misericórdia para converter-se em uma nova forma de profunda oração”, disse o sacerdote, que foi citado em nota de imprensa difundida pela organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Cracóvia 2016.
O sacerdote também manifestou seu desejo que a devoção se difunda por todo o mundo: “Tenho a esperança de que o Caminho da Misericórdia possa ser vivido não somente no Santuário da Divina Misericórdia, em Lagiewniki, mas também em todos os lugares de culto à Divina Misericórdia”.
A devoção consiste em 21 estações nas quais se meditam passagens bíblicas, assim como contribuições da Encíclica ‘Dives in Misericordia’ do Papa João Paulo II; e extractos do Diário de Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa conhecida como “Apóstolo da Misericórdia”.
No último sábado, na véspera do Domingo da Misericórdia -festividade que precisamente foi instituída por São João Paulo II para que se celebre a cada ano no Segundo Domingo de Páscoa-, se oraram as primeiras 7 estações que fazem referência à experiência da Fé em Jesus, como o explicou Malgorzata Pabis, porta-voz do Santuário: “Encontrar-se com o Senhor Jesus à luz da Fé, porque Jesus não somente proclama a mensagem da Misericórdia, mas também atua em consequência: dá a vista aos cegos, purifica aos leprosos, ressuscita aos mortos e derrama esperança nos corações da gente”.
Já a partir da oitava se medita sobre o Caminho da Cruz, quando o próprio Jesus Cristo acudiu à misericórdia do Pai e recebeu misericórdia em seu caminho à Crucifixão. Aqui se recordam a Verônica, a Simão de Cirene e a mesma Mãe de Deus.
Entretanto, nas estações restantes -da 15 à 21- se medita nos principais acontecimentos que tiveram lugar após a Ressurreição de Jesus. “Os outros encontros com Jesus, durante o Caminho da Misericórdia nos falam de como o Senhor Jesus não somente percorre os caminhos que levam às cidades e aos povos de nosso presente, do mundo de hoje, mas além disso vai ao encontro das pessoas, cheio de misericórdia e compaixão”, expôs o Padre Franciszek Slusarczyk.
O Santuário polonês, que também está se preparando para receber a milhões de peregrinos no próximo mês de julho por ocasião da JMJ, já anunciou a edição de um livro e um CD para o “Caminho da Misericórdia”, uma devoção que muito seguramente lhe dará grande impulso com o encontro mundial de jovens e o Ano Santo da Misericórdia.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A água benta é uma superstição?

Qual o sentido de que uma pessoa fique se aspergindo com um punhado de água? Não existe outra forma de ser abençoado por Deus, ao invés de ficar “atribuindo poderes mágicos” a seres inanimados?
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Para quem não conhece a teologia católica, a água benta pode parecer, com certa razoabilidade, uma espécie de superstição. Afinal, qual o sentido de que uma pessoa fique se aspergindo com um punhado de água? Não existe outra forma de ser abençoado por Deus, ao invés de ficar “atribuindo poderes mágicos” a seres inanimados?
A resposta católica para essa questão encontra-se no sadio equilíbrio da “economia sacramental”. A Santa Igreja, no decorrer dos séculos, sempre ensinou aos seus filhos o apreço das coisas sensíveis, sob o risco de que se obscurecessem os próprios mistérios de nossa redenção. O Verbo, para descer ao mundo, não rejeitou “vir na carne” e tomar uma forma verdadeiramente humana (cf. 1 Jo4, 2); não desprezou o matrimônio (cf. Mt 19, 3-9; Jo 2, 1-11), nem se furtou de tomar alimentos para conservação de seu corpo físico (cf. Mt 11, 19; Jo 21, 9-14); ao instituir os sacramentos, foi além e transformou realidades visíveis, como a água, o pão e o vinho, em verdadeiros instrumentos de salvação, de onde Ele dizer, por exemplo, que “se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5), ou mesmo: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 51. 53). O respeito dos católicos pelas coisas materiais, portanto, foi aprendido do próprio Jesus, o qual, para salvar o ser humano inteiro – corpo e alma –, quis sabiamente distribuir a Sua graça invisível através de instrumentos tangíveis e perceptíveis aos olhos humanos. “Oportet nos per aliqua sensibilia signa in spiritualia devenire – Convém que por sinais sensíveis cheguemos às realidades espirituais” (S. Th., III, q. 61, a. 4, ad 1), diz Santo Tomás de Aquino.
Para investigar como a água benta se insere nessa economia, é preciso entender como os sacramentos atuam na vida dos cristãos. Embora estes realizem o seu efeito, que é a graça, ex opere operato(ou seja, automaticamente), os fiéis colhem frutos na medida em que se dispõem interiormente para recebê-los. Assim, por exemplo, quem se arrepende de seus pecados e é absolvido pelo sacerdote na Confissão, certamente recebe a graça santificante; mas aquele que teve uma contrição maior receberá uma porção de graça também maior. Quem se aproxima dignamente da Eucaristia, do mesmo modo, certamente recebe a graça do Cristo, mas, quanto mais devotamente comungar, tanto maior será o seu grau de comunhão com Deus.
Os chamados “sacramentais” – dos quais a água benta é um tipo –, embora não levem ao efeito do sacramento, que é a obtenção da graça, agem dispondo a pessoa para a sua recepção. A água benta, por exemplo, explica o Doutor Angélico, atua de modo negativo, dirigindo-se (1) “contra as insídias do demônio e (2) contra os pecados veniais” (cf. S. Th., III, q. 65, a. 1, ad 6).
Primeiro, portanto, a água benta funciona como um “exorcismo”, com a diferença de que este é aplicado contra a ação demoníaca desde dentro, enquanto “a água benta é dada contra os assaltos dos demônios que vêm do exterior” (S. Th., III, q. 71, a. 2, ad 3). Para este fim específico, trata-se de um instrumento verdadeiramente eficaz, amplamente comprovado pelo uso dos santos. Santa Teresa d’Ávila, por exemplo, recomendava a suas irmãs que nunca andassem sem água benta e que se servissem dela com frequência. “Vocês não imaginam o alívio que se sente quando se tem água benta”, ela dizia. “É um grande bem fruir com tanta facilidade do sangue de Cristo” [1].
Segundo, quanto aos pecados veniais, a água benta age enquanto “desperta um movimento de respeito em relação a Deus e às coisas divinas” (S. Th., III, q. 87, a. 3). Diferentemente de outras práticas devotas que, realizadas com fervor, também apagam as faltas veniais – como a oração do Pai-Nosso ou um ato de contrição –, a água benta traz consigo o poder da bênção sacerdotal, o que dá maior eficácia ao seu uso.
A água benta não se trata, portanto, de uma superstição, mas de um recurso extremamente útil e piedoso para quem quer se santificar através da oração da Igreja. O Catecismo da Igreja Católica adverte que “atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (§ 2111). Por isso, acompanhado da aspersão da água benta deve sempre ir um grau cada vez maior de fervor a Deus, sem o qual qualquer prática religiosa, por mais piedosa que seja, perde o seu sentido último.

Referências

  1. Escritos de Teresa de Ávila. São Paulo: Loyola, 2001, p. 205, nota 2.

Os 7 pecados que causam outros pecados

Breve e direto: em que consistem os pecados capitais?

Silhouette of man praying to a cross with heavenly cloudscape sunset concept for religion

Os pecados capitais requerem especial atenção porque sãocausa de outros pecados, são “cabeças” de novos pecados – e é daí que vem o termo “capital”. São sete:
Soberba: a estima exagerada de si mesmo e o desprezo pelos outros.
Avareza: o desejo desmesurado de dinheiro e de posses.
Luxúria: o apetite e uso desordenado do prazer sexual.
Ira: o impulso desordenado a reagir com raiva contra alguém ou algo.
Preguiça: a falta de vontade no cumprimento do dever e no uso do ócio.
Inveja: a tristeza pelo bem do próximo, considerado como mal próprio.
Gula: a busca excessiva do prazer pelos alimentos e pela bebida.

Fique atento a essa turma!

http://pt.aleteia.org/2016/01/29/os-7-pecados-que-causam-outros-pecados/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-

terça-feira, 19 de abril de 2016

Papa: doutores da lei estão fechados à profecia e à vida

“O coração fechado à verdade de Deus – observou o Papa – fica preso somente à verdade da lei”

Pope Francis Sitting - Chiar - Thinking

O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na Casa Santa Marta, nesta segunda-feira (11/04). A sua homilia foi centralizada na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, em que os doutores da lei acusam Estêvão com calúnias porque não conseguem “resistir à sabedoria e ao Espírito” com que ele falava. Instigam falsos testemunhos para dizer que o ouviram “pronunciar blasfêmias contra Moisés, contra Deus”.
“O coração fechado à verdade de Deus – observou o Papa – fica preso somente à verdade da lei”, ou melhor – precisou o Pontífice – “mais do que pela lei, pela letra”, e “não encontra outra saída a não ser a mentira, o falso testemunho e a morte”. Jesus já os havia repreendido por esta atitude, porque “seus pais tinham matado os profetas” e eles, agora, construíam monumentos a esses profetas.
E a resposta dos “doutores da letra” é  mais “cínica” do que “hipócrita”: “Se nós estivéssemos na situação dos nossos pais, não teríamos feito o mesmo”. E “assim – explicou o Papa – se lavam as mãos e se julgam puros diante de si mesmos. Mas o coração está fechado à Palavra de Deus, está fechado à verdade, está fechado ao mensageiro de Deus que traz a profecia para levar avante o povo de Deus”:
Coração fechado
“Faz-me mal quando leio aquele pequeno trecho do Evangelho de Mateus, quando Judas arrependido vai aos sacerdotes e diz ‘pequei’ e quer dar … e dá as moedas. ‘Que nos importa! – dizem eles – o problema é seu!” Um coração fechado diante deste pobre homem arrependido que não sabia o que fazer. “O problema é seu’ e foi se enforcar. E o que eles fazem quando Judas vai se enforcar? Falam e dizem ‘mas, pobre homem? Eh, sim…’ Não! As moedas, rápido! “Essas moedas são a preço de sangue, não podem entrar no templo …” e a regra é esta, esta e esta… Os doutores da letra”.
E o Papa Francisco prosseguiu:
“A eles não importa a vida de uma pessoa, a eles não importa o arrependimento de Judas: O Evangelho diz que ele voltou arrependido. A eles importa somente o seu esquema de leis e muitas palavras e coisas que construíram. Esta é a dureza de seu coração. Esta é a dureza do coração, da tolice do coração dessa gente que, como não podia resistir à verdade de Estêvão, vai procurar testemunhos, testemunhas falsas para julgá-lo.”
História
Estêvão, afirmou o Papa, termina como todos os profetas, termina como Jesus. Isso se repete na história da Igreja:
“A história nos fala de muita gente que foi morta e julgada não obstante fosse inocente. Julgada com a Palavra de Deus, contra a Palavra de Deus. Pensemos na caça às bruxas ou em Santa Joana D’Arc, em muitos outros que foram queimados e condenados porque não se ajustaram, segundo os juízes, à Palavra de Deus. É o modelo de Jesus que, por ter sido fiel e obedecido à Palavra do Pai, termina na cruz. Com muita ternura Jesus diz aos discípulos de Emaús: ‘Ó tolos e tardos de coração’! Peçamos hoje ao Senhor para que com a sua ternura olhe as pequenas e grandes tolices de nosso coração, nos acaricie e nos diga ‘Ó tolos e tardos de coração’ e comece a nos explicar as coisas.”

sábado, 16 de abril de 2016

Quem?



Quem transpassou o coração de Santa Teresa D'Avila, quem converteu Santo Agostinho, quem encantou Santa Teresinha do Menino Jesus, o que extasiou São João da Cruz, quem inflamou São Francisco?

Quem é Aquele que fez o rico São Francisco se tornar pobre, a linda Santa Clara se enclausurar, São João da Cruz suportar a mais densa das noites escuras? Quem é que roubou o coração de Santa Teresinha do Menino Jesus, ainda quando criança? Quem fez com que Juan Sanches aos 14 anos de idade se entregasse ao martírio? E quem fez com que outro Juan, esse espanhol, aos 24 anos de idade, tivesse os órgãos genitais cortados, com um machado cortado o seu estômago e com gasolina atearam fogo, ainda vivo? Quem inspirou todos eles? Quem seduziu Maria Goreth, de forma que preferisse morrer do que se submeter a outro homem? Quem seduziu Santa Ágata de tal forma que não submeteu as riquezas do rei, e depois de ter os seios cortados e sofrido torturas sem fim, dizia 'Não – não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar-me Dele.' Quem é Ele? 
.
Esse homem.. Eu encontrei também. Me deparei com esse ladrão de coração, Ele me fitou. E eu compreendi, o porque todos O amaram dessa forma. Porque Ele estava chagado. Ele amou primeiro.

Fonte: WhatsApp