domingo, 3 de julho de 2016

Ó Apóstolo São Tomé

Ó Apóstolo São Tomé,
experimentaste o desejo de querer morrer com Jesus,
sentiste a dificuldade de não conhecer o Caminho,
e viveste na incerteza e na obscuridade da dúvida, no dia de Páscoa.

Na alegria do encontro com Jesus Ressuscitado,
na comoção da fé reencontrada, num ímpeto de terno amor, exclamaste:
"Meu Senhor e meu Deus!"

Ó Espírito Santo, no dia de Pentecostes,
transformou-te num corajoso missionário de Cristo,
incansável peregrino do mundo, até aos extremos confins da terra.

Protege a tua Igreja, a mim e à minha família
e faz com que todos encontrem o Caminho, a Paz e a Alegria
para anunciar, com paixão e abertamente, que Cristo
é o único Salvador do Mundo,
ontem, hoje e sempre.
Amém.

sábado, 2 de julho de 2016

3 santos que – provavelmente – tinham dificuldades de aprendizagem


...o que não os impediu de ser santos!
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Em seu livro “The Shepherd Who Didn’t Run” (“O pastor que não fugiu”, em livre tradução do título ainda sem versão em português), sobre a vida de pe. Stanley Rother, primeiro mártir declarado dos Estados Unidos, María Ruiz Scaperlanda descreve como a fraca escolaridade quase inviabilizou a ordenação sacerdotal de Rother – possivelmente, ele tinha deficiência de aprendizagem.
Outro santo com notáveis lacunas de aprendizado foi São José Cupertino, a quem, no entanto ou por isso mesmo, a Igreja confia orações pedindo intercessão pelos estudantes em dificuldades.
É muito significativo observar que Deus chama para ajudá-lo em seus propósitos divinos tanto mentes brilhantes, como Tomás de Aquino e Agostinho, quanto pessoas comuns, sem vocação nenhuma à carreira de estudiosos.
Os três santos de que falaremos a seguir falharam em numerosas provas acadêmicas, mas continuam influenciando milhões de vidas até hoje graças ao seu exemplo em tantas outras áreas da vida.
São João Maria Vianney
Filho de camponeses, o futuro Cura d’Ars sentiu-se chamado ao sacerdócio ainda bem jovem, mas foi impedido de ir à escola por causa da Revolução Francesa. Quando as tensões se abrandaram na França, ele foi matriculado em uma escola local, mas sofreu com o currículo mesmo sendo o mais velho da classe. Ele era constantemente provocado como ignorante. Certa vez, um estudante o humilhou porque João Maria não soube responder a uma pergunta e, como se não bastasse, ainda lhe deu um soco no rosto. O aluno era Mathias Loras. João Maria acabou por transformá-lo em seu amigo. Anos depois, Mathias se tornaria o primeiro bispo de Dubuque, Iowa, nos Estados Unidos.
João Maria Vianney foi autorizado a estudar no seminário, mas era considerado “muito lento” pelos instrutores. Depois de ser reprovado em mais um exame, ouviu do reitor: “João, os professores não o consideram apto para a sagrada ordenação ao sacerdócio. Alguns o chamaram de asno que nada sabe de teologia. Como podemos promovê-lo ao sacramento do sacerdócio?“. A resposta que São João Maria Vianney lhe deu se tornou célebre: “Monsenhor, Sansão matou cem filisteus com a queixada de um asno. O que acha que Deus poderia fazer com um asno inteiro?“.
Ele foi ordenado sacerdote não por causa de suas luzes intelectuais, mas por conta de sua santidade, tornando-se um dos mais extraordinários párocos já conhecidos em toda a história da Igreja. O Papa Bento XVI, que, aliás, é uma das mentes mais sublimes já conhecidas em toda a história da Igreja, o nomeou padroeiro de todos os sacerdotes.
Santa Bernadette Soubirous
Nascida em uma família de moleiros, Bernadette teve de trabalhar ainda menina como pastora, devido às dificuldades econômicas. Com muito pouco tempo para os estudos, não pôde aprender sequer o catecismo. Aos 14 anos, ainda não tinha recebido a Primeira Comunhão e sofria para aprender a ler. Um de seus professores, Jean Barbet, declarou a seu respeito: “Bernadette tem dificuldades de retenção das palavras do Catecismo, que ela não pode estudar porque não sabe ler“.
Esta menina sem qualquer conhecimento teológico e que não tinha recebido nem mesmo a Primeira Comunhão foi visitada por ninguém menos que Nossa Senhora, que lhe apareceu e disse algo inédito para a sua mente: “Eu sou a Imaculada Conceição“. Foi este um dos elementos que convenceram o pároco da veracidade das aparições, já que, analfabeta, Bernadette nunca poderia ter concebido por si mesma esse dogma teológico.
Bernadette levou uma vida muito dura, mas perseverou na santidade e na simplicidade. Ela está no privilegiado grupo dos santos cujo corpo se conserva incorrupto – um sinal de graças especialíssimas. Todos os anos, milhares e milhares de peregrinos afluem ao local das aparições de Nossa Senhora a Santa Bernardette, em Lourdes.
Venerável Solano Casey
Filho de camponeses da Irlanda que migraram para Wisconsin, nos Estados Unidos, Solano Casey recebeu muito pouca educação na infância e adolescência. Depois de sentir o chamado ao sacerdócio, entrou no seminário de Milwaukee aos 21 anos. No entanto, não conseguia acompanhar as aulas, que eram dadas em alemão e latim. Foi aconselhado a ingressar em uma ordem religiosa na qual pudesse ser ordenado sacerdote e realizar apostolados internos – ou seja, sem poder ouvir confissões nem pregar.
Quem o recebeu foram os capuchinhos, que concordaram com esse ponto de vista: ele podia ser ordenado padre, mas, por causa de sua falta de estudos e ignorância geral, exerceria funções internas e humildes, como a de porteiro. Para Casey, esta já era uma enorme bênção: ele levou suas responsabilidades como porteiro muito a sério e recebia com grande caridade a todos que chegavam ao mosteiro. Sua reputação de santidade se propagava. Casey foi transferido para outro mosteiro, a fim de se evitarem as aglomerações de multidões ao seu redor – mas as multidões não tardaram a descobrir onde ele estava e começaram a ir até ele em grandes afluxos.
Casey foi porteiro durante a maior parte da vida, sempre reverenciado por sua santidade. Muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão.
A vida desses três santos nos revela que a graça de Deus não é exclusividade de teólogos e acadêmicos de destaque. Deus pede ajuda aos mais fracos para fazer o maior bem. Afinal, todo cristão é chamado a ser santo no seu próprio estado de vida e nas suas específicas circunstâncias pessoais, e Deus sabe transformar as nossas falhas e desvantagens em graça e frutos de santidade!

http://pt.aleteia.org/2016/07/01/3-santos-que-provavelmente-tinham-dificuldades-de-aprendizagem/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Jul%2001,%202016%2001:45%20pm

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Novo testemunho sobre o dom da bilocação do Padre Pio

Outro milagre do santo: atendeu o cardeal Midszenty na prisão e esteve em San Giovanni Rotondo ao mesmo tempo
santidade do sacerdote capuchinho Francesco Forgione – nascido em Pietrelcina (Itália), em 1885 – era uma devota certeza para muitos fiéis, antes dos “dons” que a história e testemunhas constatam: estigmas, bilocações (estar em dois lugares ao mesmo tempo), capacidade de ler as consciências ao confessar, mediar em oração para que Deus curasse as pessoas… A devoção é anterior inclusive à sua canonização, em 2002.
Padre Pio foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 e, em 1916, estabeleceu-se em San Giovanni Rotondo, onde permaneceu até a sua morte, em 1968.
Centenas de livros, filmes e sites contam sua vida e a ação da graça de Deus nela – que dá seus frutos até hoje nas almas. Por isso, muitos dos seus devotos se alegrarão com as revelações do livro “Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d’arte“, como indica em um recente artigo o conhecido vaticanista Andrea Tornielli.
A testemunha que entrevistou o próprio Padre Pio
Na obra, segundo Tornielli, está o relato de Angelo Battisti, diretor da Casa Alívio do Sofrimento e datilógrafo da Secretaria de Estado do Vaticano. Battisti foi uma das testemunhas no processo de beatificação do santo.
O cardeal József Mindszenty, arcebispo de Esztergom, foi preso pelas autoridades comunistas em dezembro de 1948 e condenado à prisão perpétua no ano seguinte. Ele foi falsamente acusado de conspirar contra o governo socialista.
Passou 8 anos na cadeia e em prisão domiciliar, até ser libertado na revolta popular de 1956, quando se refugiou na delegação comercial dos Estados Unidos, em Budapeste, até 1973, ano em que Paulo VI impôs sua saída e sua renúncia à arquidiocese.
Naqueles anos de prisão foi quando aconteceu o fato da bilocação, que levou o Padre Pio até a cela do cardeal.
Battisti descreve no livro a cena milagrosa:
“O capuchinho estigmatizado, enquanto se encontrava em San Giovanni Rotondo, foi levar ao cardeal o pão e o vinho destinados a transformar-se no Corpo e Sangue de Cristo.”
E acrescenta: “É simbólico o número de registro do detento impresso no seu pijama de presidiário: 1956 – ano da libertação do cardeal”.
“Como se sabe – conta Battisti –, o cardeal foi preso, colocado na cadeia e era vigiado permanentemente. Com o passar do tempo, crescia seu desejo de poder celebrar a Santa Missa.”

“Uma manhã, o Padre Pio se apresentou na frente dele, com tudo o que precisava para a Missa. O cardeal celebrou a Missa e o Padre Pio foi acólito. Depois, conversaram e, no final, o Padre Pio desapareceu, com tudo o que tinha levado.”
O autor também comenta: “Um padre vindo de Budapeste me falou confidencialmente sobre o fato, perguntando se eu poderia obter uma confirmação do Padre Pio. Eu lhe disse que, se tivesse perguntado uma coisa dessas, ele teria me expulsado, resmungando.”
Mas, em uma noite de março de 1965, no final de uma conversa, Battisti perguntou ao capuchinho estigmatizado:
– Padre, o cardeal Mindszenty o reconheceu?
Depois de uma primeira reação de irritação, o santo respondeu:
– Nós nos encontramos e conversamos. Você acha que ele não teria me reconhecido?
Isso confirma a bilocação à cadeia, que teria ocorrido alguns anos antes.
“Então – acrescenta Battisti –, o Padre Pio se entristeceu e disse: ‘Odiabo é feio, mas deixaram o cardeal mais feio que o diabo‘, referindo-se aos maus tratos que o prelado sofria.”
Isso demonstra que o Padre Pio o teria assistido desde o início da prisão, porque não se pode conceber, humanamente falando, como o cardeal foi capaz de resistir a todo o sofrimento a que foi submetido e que ele descreve em suas memórias.
Padre Pio concluiu a conversa dizendo: “Lembre-se de rezar por esse grande confessor da fé, que tanto sofreu pela Igreja”.
Fonte: Aleteia

domingo, 26 de junho de 2016

Frutos da confiança: Exemplos dos Santos

Os Santos rezavam com essa confiança, e por isso Deus Se mostrava a respeito deles de uma liberalidade infinita.
O Abade Sisois, segundo narra a Vida dos Padres, rezava um dia por um dos seus discípulos que a violência da tentação tinha abatido. “Queirais ou não, dizia a Deus não Vos deixarei antes de o terdes curado”. E a alma do pobre irmão recobrou a graça e a serenidade (Vita patrum lib.VI).
Nosso Senhor dignou-Se revelar a Santa Gertrudes que a sua confiança fazia tal violência ao Divino Coração, que Ele era forçado a favorecê-la em tudo. E acrescentou que, assim agindo, satisfazia às exigências da sua bondade e do seu amor por ela. Uma amiga da Santa orava desde algum tempo sem nada obter. O Salvador lhe disse: “Diferi a concessão do que Me pedes, porque não confias na minha bondade como a minha fiel Gertrudes. A ela nunca recusarei nada do que Me pedir” (Saint-Jure: De la connaissance et de l’amour de J. C., t.III, p.27).
Enfim, eis, segundo o testemunho do Bem-aventurado Raimundo de Capua, seu confessor, como rezava Santa Catarina de Siena.
“Senhor, dizia, não me afastarei de junto dos vossos pés, da vossa presença, enquanto a vossa bondade não me tiver concedido o que desejo, enquanto não Vos aprouver fazer o que Vos peço”.
“Senhor, continuava, eu quero que me prometais a vida eterna para todos aqueles que amo”.
Depois, com uma audácia admirável, estendia a mão para o Tabernáculo: “Senhor, acrescentava, ponde a vossa mão na minha! Sim! Dai-me uma prova de que me dareis o que Vos peço!”
Que esses exemplos nos incitem a nos recolhermos no fundo da alma; examinemos um pouco a consciência. Com um piedoso autor dirijamos a nós mesmos a pergunta seguinte: “Teremos posto em nossas preces uma confiança total, um pouco desse absolutismo da criança que solicita da mãe o objeto que deseja? O absolutismo dos pobres mendigos que nos perseguem, e que, à força de importunação, conseguem ser atendidos? Sobretudo, o absolutismo, ao mesmo tempo tão respeitosos e tão confiante, dos Santos em suas súplicas?” (Sauvé, Jesus intime, t.II, p.428).
* Padre Thomas de Saint Laurent. O livro da confiança.

https://nafendadorochedo.wordpress.com/2016/06/25/frutos-da-confianca-exemplos-dos-santos/

terça-feira, 21 de junho de 2016

Vivendo a oração de Jesus


Vivendo a Oração de Jesus

A Oração de Jesus, também chamada a "Oração Incessante", "Oração do Coração", ou "Oração do Silêncio", é uma forma antiga de oração, de estar "atento" a Deus, praticada desde os primórdios da Igreja até os dias atuais por uma tradição irrompível. Até recentemente, ela havia sido usada principalmente pela Igreja do Oriente, mas agora ela está ficando também conhecida por um número crescente de cristãos no Ocidente. Começou nos primeiros séculos da cristandade, como uma oração de monges e freiras, padres e madres do deserto, mas rapidamente foi ensinada para todos aqueles que foram atraídos por ela, e é agora praticada por milhares de homens e mulheres, tanto leigos quanto religiosos, em todo o mundo.

Sua forma é muito simples. Consiste na repetição constante de apenas algumas palavras: "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, um pecador", ou "Senhor Jesus Cristo, tem piedade de mim", ou "Jesus Cristo, tem piedade de mim", ou até mesmo na repetição da única palavra "Jesus". A fórmula exata não importa, contanto que o Nome Santo de Jesus seja o seu centro.

Mas, a partir do momento em que descobrimos a exata expressão que mais nos toca, devemos permanecer com ela. O nosso praticar a oração torna-se mais fácil e se fortalece mais cedo, se nós não ficarmos "experimentando-a". Nós a praticamos sentados e quietos, com nossos olhos fechados e, repetindo as palavras lenta e suavemente, com atenção e silêncio, inúmeras vezes, não só com nossos lábios como com nossas mentes.

Alguns mestres da oração recomendavam que as palavras deveriam estar sincronizadas com o ritmo da nossa respiração (p. ex., "Jesus Cristo", inspirar, "tem piedade de mim", expirar).

Isso ajuda a acalmar a mente e permite que as palavras da oração venham a fluir interna e externamente, de um modo muito natural.

Ir. Zaleski - "Vivendo a Oração de Jesus"




http://oracaodejesus.com/textos-vivendo-a-oracao-de-jesus.html#d7efdfec50fa812c0551f1206f9761fa

domingo, 19 de junho de 2016

Copo sujo


Religiosidade e legalismo aparentemente aproximam as pessoas de Deus e de seus padrões morais, mas na verdade, aproximam de padrões meramente humanos, que são moralmente aceitos. São esforços humanos para agradar outros humanos.

Onde entra Deus nessa dinâmica?
Quer dizer que se eu for bom (aos meus olhos e aos olhos dos homens) Deus me aceitará? Essa linha de pensamento não faz sentido, é como seuma pessoa cometesse um delito e fosse se justificar ao juiz com outras boas obras que ele praticou, mas a condenação pode vir a partir de 1 delito apenas, independente de outras boas obras... tudo o que praticamos de bom não nos purifica de nossos pecados.

E a Bíblia fala que até a nossa justiça é comparada a trapos de imundícia (Isaías 64:6). Ou seja, quando o ser humano tenta justificar seus pecados com boas obras é como se ele quisesse pegar um copo sujo para encher de água limpa. A água continuará limpa?

Fonte: Facebook