segunda-feira, 14 de novembro de 2016

1° Dia da NOVENA DO TRABALHO

Opus Dei - Novena do Trabalho
Trabalho, caminho de santidade

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Viemos chamar de novo a atenção para o exemplo de Jesus que, durante trinta anos, permaneceu em Nazaré trabalhando, desempenhando um ofício. Nas mãos de Jesus, o trabalho, e um trabalho profissional semelhante àquele que desenvolvem milhões de homens no mundo, convertese em tarefa divina, em trabalho redentor, em caminho de salvação (Questões atuais do Cristianismo, n. 55). Aí onde estão os nossos irmãos, os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores, aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho (Homilia: Amar o mundo apaixonadamente).

Para encontrar trabalho - Para que Deus Nosso Senhor me oriente no esforço de procurar trabalho, e me abençoe fazendo-me conseguir um emprego honesto, digno e estável; e que me ajude, depois, a olhar para a minha tarefa profissional como um caminho de santificação e de serviço aos outros, onde o meu Pai Deus me espera a toda a hora e me pede que imite Jesus quando trabalhava como carpinteiro em Nazaré. 

Para fazer um bom trabalho - Para que Deus Nosso Senhor me ajude a olhar para a minha tarefa profissional como um caminho de santificação e de serviço aos outros, onde Ele me espera a toda a hora, e me pede, em todas as circunstâncias, que imite Jesus quando trabalhava como carpinteiro em Nazaré. 

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen. 

Pai nosso, Ave Maria, Gloria

http://opusdei.org.br/pt-br/article/novena-do-trabalho/

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

No deserto, no silêncio...

Do lugar onde estou eu já fui embora...



O deserto e o silêncio são um mistério e também um espelho, pois revelam nosso "eu profundo", o que somos realmente.

Os pais do deserto, acorrendo à solidão, buscavam um contato íntimo com o seu "eu" inconsciente, e se reconciliar com suas emoções e paixões mais profundas. Na solidão surgem com clareza inusitada os monstros que nos habitam, e só tomando consciência deles foram reconciliados e pacificados. Uma árvore só fica de pé se estiver profundamente enraizada.

Na busca sincera do Absoluto, aqueles homens e mulheres do deserto foram, aos poucos, iluminados pela presença de Deus que os encorajava e conduzia à compreensão de si. Com máscaras ou sem elas somos o que somos. 

Ao assumir a natureza humana, o próprio Cristo aceitou em tudo a nossa condição humana. Jesus não se entregou a nenhum mal ou mentira, mas na sua condição humana foi duramente tentado no deserto e nas cidades. Nele não havia sombras, só Luz. E em você?

Ninguém faz silêncio ou se retira ao deserto para fugir dos perigos externos, pois eles nos rodeiam e habitam. Mas, nesse confronto somos iluminados. 

Animais ferozes vivem no deserto, e no silêncio eles aparecem. Contudo, os valores verdadeiros ali crescem e se fortalecem. 

Quem não souber silenciar, nunca estará seguro de si mesmo!



http://www.terraboa.blog.br/2016/11/no-deserto-no-silencio.html

sábado, 5 de novembro de 2016

Ruptura

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Não existe ruptura na relação de Deus pra conosco, não importa o que aconteça, Ele permanece ali, entenda isso, creia nisso, descanse nisso, Deus ama você e isso não muda, o que acontece é que quando nos afastamos dele, nós mesmos nos julgamos indignos.
Agora pense, e quando somos dignos? 
Somos feitos dignos através de Cristo.
Descanse nisso.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Não sejas como quem diz uma coisa e faz outra

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Do Sermão proferido no último sínodo por São Carlos, bispo
(Acta Eclesiae Mediolanensis, Mediolani 1599,1 177-1178)            (Séc.XVI)

Somos todos fracos, confesso, mas o Senhor Deus nos entregou meios com que, se quisermos, poderemos ser fortalecidos com facilidade. Tal sacerdote desejaria possuir uma vida íntegra, que dele é exigida, ser continente e ter um comportamento angélico, como convém, mas não se resolve a empregar estes meios: jejuar, orar, fugir das más conversas e de nocivas e perigosas familiaridades. 
Queixa-se de que, ao entrar no coro para a salmodia, ao dirigir-se para celebrar a missa, logo mil pensamentos lhe assaltam a mente e o distraem de Deus. Mas, antes de ir ao coro ou à missa, que fez na sacristia, como se preparou, que meios escolheu e empregou para fixar a atenção?  
Queres que te ensine a caminhar de virtude em virtude e como seres mais atento ao ofício, ficando assim teu louvor mais aceito de Deus? Escuta o que digo. Se ao menos uma fagulha do amor divino já se acendeu em ti, não a mostres logo, não a exponhas ao vento! Mantém encoberta a lâmpada, para não se esfriar e perder o calor; isto é, foge, tanto quanto possível, das distrações; fica recolhido junto de Deus, evita as conversas vãs.  
Tua missão é pregar e ensinar? Estuda e entrega-te ao necessário para bem exerceres este encargo. Faze, primeiro, por pregar com a vida e o comportamento. Não aconteça que, vendo-te dizer uma coisa e fazer outra, zombem de tuas palavras, abanando a cabeça. 
Exerces cura de almas? Não negligencies por isso o cuidado de ti mesmo, nem dês com tanta liberalidade aos outros que nada sobre para ti. Com efeito, é preciso te lembrares das almas que diriges, sem que isto te faça esquecer da tua.  
Entendei, irmãos, nada mais necessário aos eclesiásticos do que a oração mental que precede, acompanha e segue todos os nossos atos: Salmodiarei, diz o Profeta, e entenderei (cf. Sl 100,1 Vulg.). Se administras os sacramentos, ó irmão, medita no que fazes; se celebras a missa, medita no que ofereces; se salmodias no coro, medita a quem e no que falas; se diriges as almas, medita no sangue que as lavou e, assim, tudo o que é vosso se faça na caridade (1Cor 16,14). Deste modo, as dificuldades que encontramos todos os dias, inúmeras e necessárias (para isto estamos aqui), serão vencidas com facilidade. Teremos, assim, a força de gerar Cristo em nós e nos outros.

http://liturgiadashoras.org/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Sofrimento, presente de Deus?


Se fomos criados para a felicidade, por que Deus permite que soframos?
Sofrimento, presente de Deus?

A pessoa humana foi criada para a felicidade. Ninguém gosta de tristeza,  sofrimento ou dor. Porém, tais movimentos nos levam a pensar sobre nossa atitude diante do sofrimento e da dor. É possível tomar consciência de que o sofrimento está presente no mundo em múltiplas formas e manifestações e, que não podemos fugir dele de forma alguma. Sendo assim, resta-nos três caminhos: a revolta, a indiferença ou a aceitação. A revolta leva a pessoa ao desespero; a indiferença nos torna estáticos, deterministas, estoicos; a aceitação comunica-nos a paz e alegria profundas próprias do cristãos: seguidores e imitadores de Jesus Cristo.

O sofrimento na Biblia
O homem bíblico, desde o Gênesis ao Apocalipse, pergunta-se por que o sofrimento e como libertar-se dele. Antes da vinda de Jesus o sofrimento aparece como uma estrada sem saída, fruto do pecado e como castigo de Deus pelo bem não realizado. O grito que perpassa toda a Sagrada Escritura é o pedido a Deus que nos liberte da dor e que nos dê a força necessária para suportá-la. Os salmos são o livro do homem sofredor que, na sua breve existência, depara-se com todo tipo de dor: física, moral, espiritual, a solidão, o abandono dos amigos, a lepra que devasta, a perseguição dos inimigos…O livro de Jó, que podemos considerar como o grande tratado antropológico da dor, faz-nos ainda mais críticos diante do sofrimento.
O sentido de impotência que nos advém quando nos deparamos com a dor deixa-nos ainda mais angustiados. O que fazer diante das pessoas que sofrem, e como reagir diante do nosso próprio sofrimento? Se Deus-amor não quer que o homem sofra, por que permite o sofrimento? São perguntas que, provavelmente, nunca terão uma resposta que nos deixe totalmente satisfeitos.
A repugnância à dor está inscrita no nosso coração e todos somos chamados a lutar contra ela. Superar a dor é caminho promissor para se chegar à felicidade plena.


Jesus nos ensina a amar a cruz
O encontro com Jesus de Nazaré, o amor que tenho para com Ele, a leitura do Evangelho e o desejo de imitar sua vida têm-me feito compreender melhor o caminho da dor. Aliás, fora de Jesus, não creio que encontremos resposta para coisa alguma. A vida tende para Jesus e por Ele somos atraídos e seduzidos. Contemplando-o nos vários momentos de sua existência terrena sabemos descobrir o caminho novo. A novidade trazida por Jesus é que Ele encerra o tempo das promessas e abre o tempo da realidade. Ele nos ensina como viver, amar, sofrer, morrer e ressuscitar.
A grandeza de Jesus é que Ele, encarnando-se, assumiu a nossa natureza humana plena, total, com todas as limitações, menos o pecado. De fato, o pecado não faz parte da natureza humana, ele entrou no mundo pela desobediência. Alguém como Jesus, que nunca desobedeceu ao projeto do Pai, não poderia ter o pecado na sua humanidade. Ele “se fez pecado” por nós e nos redimiu de todos os nossos pecados.
O projeto trazido por Jesus é libertar o homem do pecado, e para que isso possa acontecer Ele iniciou a sua história entre nós através do caminho da cruz e do sofrimento.
“Jesus tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o sobre exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fil 2,6-12).
O nascimento, a fuga ao Egito, o trabalho em Nazaré, as incompreensões por parte do povo, dos seus seguidores e do poder constituído em Israel, formam a história de dor de Jesus, que tem o cume na morte de cruz. O caminho apresentado por Jesus aos seus seguidores é: renúncia de si mesmo, carregar a cruz e seguí-lo no seu nomadismo, onde não tem nem uma pedra para reclinar a cabeça… O amor à paixão de Jesus não é opcional na vida cristã, mas necessário para poder compreender o sentido da vida de Jesus.
Através da leitura do Evangelho, compreendemos que Jesus não queria sofrer e que em momento algum provocou o sofrimento, seu ou dos outros, e que fez o possível para aliviar a dor dos outros. Ele mesmo “gemeu e suplicou” ao Pai que o libertasse da cruz, do beber o cálice e da morte. Mas, consciente que era possível salvar a humanidade por este caminho, Ele assume a dor com a alegria interior de quem realiza na fidelidade a vontade do Pai.
Tenho encontrado muitas pessoas esmagadas pela dor e interiormente felizes. Uma das frases que ajudam-me a compreender o sentido da dor é de Santa Teresinha: “Cheguei a um ponto em que o sofrimento me dá alegria”. A alegria de participar ativamente da paixão de Jesus. É o amor que leva a dar toda a vida pelo outro. É o amor do Pai que envia seu Filho Jesus. É o amor do Espírito Santo que consagra Jesus na sua missão e o amor de Jesus que dá toda a sua vida para nossa libertação e salvação. A força do amor é sempre maior do que qualquer sofrimento e, no amor, o sofrimento se faz alegria e vida.
O amor por Jesus gera os mártires da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares do mundo. O sofrimento é possível entender na dimensão do amor: “Não há maior amor do que dar a vida por aquele que se ama”. O servo sofredor de Javé, o Cordeiro manso levado ao matadouro apresentado por Isaías se faz realidade na pessoa do Verbo encarnado que, por amor, não volta atrás, mas oferece o seu rosto para que lhe arranquem a barba. Quando o peso das minhas “cruzinhas” se faz pesado aos meus frágeis ombros, o que mais gosto é de contemplar o crucifixo e saber que Ele, o Cristo, por amor morreu por mim. É nesse momento que a dor se faz leve e fonte de uma alegria imensa e incompreensível.
“O sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro a minha alegria, porque na cruz se encontra Jesus e Ele é amor. E que importa sofrer quando se ama?” (Santa Teresa de los Andes)
À luz de Jesus se entende a dor como fruto de amor e presente de Deus. Todos os santos, os grandes místicos nascidos do encontro com Jesus, pedem a dor como participação do sofrimento. A purificação é consequência do amor. Deus nos purifica porque nos ama, e existe em nós o desejo de nos purificar para “vermos desde já a Deus”. O concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes, coloca em destaque como não é possível resolver os problemas existenciais, como o sofrimento, sem Jesus.
“Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno se vinculam com aquele desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do homem. Com efeito, no próprio homem muitos elementos lutam entre si. Enquanto, de uma parte, porque criatura, experimenta-se limitado de muitas maneiras, por outra parte, porém, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é ao mesmo tempo obrigado a escolher entre elas renunciando a algumas. Pior ainda: enfermo e pecador, não raro faz o que não quer, não fazendo o que desejaria. Em suma, sofre a divisão em si mesmo, da qual se originam tantas e tamanhas discórdias na sociedade. Certamente muitíssimos, cuja vida se impregnou de materialismo prático, afastam-se da percepção clara deste estado dramático, ou, oprimidos pela miséria, são impedidos de considerá-lo. Muitos pensam encontrar tranquilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros porém esperam uma verdadeira e plena libertação da humanidade somente pelo esforço humano. Estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra haverá de satisfazer todos os desejos de seu coração. Não faltam os que, desesperados do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana desprovida de qualquer significado peculiar, esforçam-se por lhe atribuir toda significação só do próprio engenho. Contudo, diante da evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que formulam perguntas primordialmente fundamentais ou as percebem com nova acuidade. O que é o homem? Qual é o significado da dor, do mal, da morte que, apesar de tanto progresso conseguido, continuam a subsistir? Para que aquelas vitórias adquiridas a tanto custo? O que pode o homem trazer para a sociedade e dela esperar? O que se seguirá depois desta vida terrestre?” (Gaudim et Spes, 10).


(via Shalom)

domingo, 23 de outubro de 2016

CONDIÇÕES SEMELHANTES, RESPOSTAS DIFERENTES


Foram colocados cenoura, um ovo e pó de café sob as mesmas condições: água fervente! A cenoura ficou mole, se desmanchou. O ovo criou uma casca dura por fora e ficou mole por dentro. Somente o café exalou um perfume, um aroma delicioso. 
Diante das provações, deserto, qual a nossa resposta. Ficar mole, criar uma casca, que na verdade pode ser uma máscara, uma desculpa ou extrair da contrariedade algo de bom?

Quantos de nós já desistimos de lutar por algo por achar difícil demais. Isso acontece quando dependemos e nos baseamos somente em nossas débeis forças, limitadas e fracas forças humanas. Quanto ensinamento há durante uma tempestade, quanta sabedoria se pode tirar de uma situação controversa.
Jesus é isso, Ele quer nos mostrar e fazer entender, porém na maioria das vezes, somos péssimos alunos, não ouvimos, não damos tempo ao tempo, não nos posicionamos, queremos do nosso jeito e tempo. E assim aprendizados maravilhosos são desperdiçados.

Marcelo Mattityahu