segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
COMO SE HÁ DE PEDIR O AUXÍLIO DIVINO E CONFIAR PARA RECUPERAR A GRAÇA
JESUS: Filho, eu sou o Senhor, que te conforta no dia da tribulação. (Na 1, 7). Vem a mim quando te achares aflito. O que mais te impede de receber a consolação é que tarde recorres à oração. Antes que ores com atenção, procuras consolar-te, recreando-te com vários divertimentos exteriores. Daqui vem que pouco proveito tiras de tudo, até que conheças que sou eu quem salva do perigo os que em mim esperam, e que fora de mim não há auxílio valioso, nem conselho útil, nem remédio durável.
Uma vez porém, que recobraste alento depois da tempestade, procura readquirir forças à luz das minhas misericórdias; pois estou perto, diz o Senhor, para tudo restaurar, não só com integridade, mas também com abundância e profusão.
Porventura há para mim alguma coisa dificultosa (Jr 32, 37), ou sou semelhante àqueles que dizem e não fazem? Onde está a tua fé? Tem firmeza e segurança! Mostra-te corajoso e magnânimo, e a seu tempo te virá a consolação. Espera por mim, espera! EU virei e te curarei. É tentação o que te atormenta? É temor vão o que te assusta? ...
Livro III, 30 - imitação de Cristo
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
COMO O DIABO DERRUBA UM HOMEM OU UMA MULHER DE DEUS
As 3 primeiras armas são:
1) Dinheiro
2) Orgulho
3) Vida sentimental
E a 4ª arma é....
Agora vamos a nossa história para você descobrir qual é a 4ª arma usada pelo diabo para destruir os que fazem a obra de Deus.
Havia um irmão em uma igreja que tinha sucesso em tudo o que fazia. Tinha comunhão com Deus e andava em santidade, orando, jejuando e lendo a Bíblia. Aonde ele ia, desenvolvia o trabalho. E mais, muitas pessoas se convertiam, pois, ali havia curas, milagres, etc.
O diabo, vendo isso, fez uma reunião no inferno e enviou o primeiro demônio, a pomba-gira. E ela falou para o irmão: Eu vou te derrubar!
O irmão logo amarrou o que o demônio falou, orou, jejuou, leu a Bíblia, fortaleceu o seu casamento, e ela foi embora.
O diabo convocou mais uma reunião e resolveu mandar o espírito da avareza para encher os olhos do irmão de ambição material.
Novamente, o irmão orou, jejuou, leu a Bíblia, sacrificou tudo o que tinha e o diabo caiu por terra.
Revoltado, o diabo enviou o espírito do orgulho para encher o coração do irmão de orgulho próprio.
Mas o irmão orou, jejuou, leu a Bíblia, e se humilhou diante de Deus. E, mais uma vez, o diabo caiu por terra.
O diabo viu que todas as suas tentativas tinham sido frustradas. Irado, resolveu mandar aqueles três demônios ficarem na igreja daquele irmão para ver onde ele errava. E para lá eles foram, só estudando e marcando os passos dele.
Um dia, os três demônios, ainda sem pegar nada que pudessem usar contra o irmão, viram outro demônio passar por aquela igreja. Vinha ele lá de longe, devagar, usando bengala, com uma aparência cansada.
E os três demônios começaram a zombar dele. “Seu velho cansado, o que está fazendo por aqui?”
E então perguntaram o nome dele. Ele olhou de lado, abriu um sorriso lateral sarcástico e disse: “Meu nome? Eu sou o espírito do tempo. E vocês, o que fazem por aqui?”
E os outros demônios lhe contaram sua missão e como tinham fracassado até agora.
Daí ele disse aos três: “Esperem que eu vou dar ordem quando vocês devem agir.”
E disse mais: “Não tenham pressa, pois eu sei como trabalhar.”
E aquele demônio sutilmente começou a agir.
Primeiro, tirou o tempo daquele irmão enchendo sua agenda de coisas para fazer.
Logo, ele não tinha mais tempo para jejuar, e enfraqueceu.
Depois, tirou o tempo daquele irmão para não ler mais a Bíblia, e ele não mais ouviu a voz de Deus. E sem ouvir a voz de Deus, sua comunhão esfriou.
Foi aí então que aquele demônio deu a ordem para os outros entrarem em ação. E, assim, aquele irmão que arrebentava, caiu.
O tempo é a 4ª arma usada pelo diabo para esfriar a fé dos que não perseveram.
Às vezes, ele nos faz muito atarefados. Outras, ele até causa um falso senso de bem-estar, faz as lutas cessarem durante um tempo para que nós nos acomodemos na fé. E é assim que ele nos derruba.
Lembre-se sempre de onde você veio, de onde você saiu, e do que Deus fez na sua vida para sempre se manter na fé.
O vencedor não é o que começa, mas sim o que termina.
1) Dinheiro
2) Orgulho
3) Vida sentimental
E a 4ª arma é....
Agora vamos a nossa história para você descobrir qual é a 4ª arma usada pelo diabo para destruir os que fazem a obra de Deus.
Havia um irmão em uma igreja que tinha sucesso em tudo o que fazia. Tinha comunhão com Deus e andava em santidade, orando, jejuando e lendo a Bíblia. Aonde ele ia, desenvolvia o trabalho. E mais, muitas pessoas se convertiam, pois, ali havia curas, milagres, etc.
O diabo, vendo isso, fez uma reunião no inferno e enviou o primeiro demônio, a pomba-gira. E ela falou para o irmão: Eu vou te derrubar!
O irmão logo amarrou o que o demônio falou, orou, jejuou, leu a Bíblia, fortaleceu o seu casamento, e ela foi embora.
O diabo convocou mais uma reunião e resolveu mandar o espírito da avareza para encher os olhos do irmão de ambição material.
Novamente, o irmão orou, jejuou, leu a Bíblia, sacrificou tudo o que tinha e o diabo caiu por terra.
Revoltado, o diabo enviou o espírito do orgulho para encher o coração do irmão de orgulho próprio.
Mas o irmão orou, jejuou, leu a Bíblia, e se humilhou diante de Deus. E, mais uma vez, o diabo caiu por terra.
O diabo viu que todas as suas tentativas tinham sido frustradas. Irado, resolveu mandar aqueles três demônios ficarem na igreja daquele irmão para ver onde ele errava. E para lá eles foram, só estudando e marcando os passos dele.
Um dia, os três demônios, ainda sem pegar nada que pudessem usar contra o irmão, viram outro demônio passar por aquela igreja. Vinha ele lá de longe, devagar, usando bengala, com uma aparência cansada.
E os três demônios começaram a zombar dele. “Seu velho cansado, o que está fazendo por aqui?”
E então perguntaram o nome dele. Ele olhou de lado, abriu um sorriso lateral sarcástico e disse: “Meu nome? Eu sou o espírito do tempo. E vocês, o que fazem por aqui?”
E os outros demônios lhe contaram sua missão e como tinham fracassado até agora.
Daí ele disse aos três: “Esperem que eu vou dar ordem quando vocês devem agir.”
E disse mais: “Não tenham pressa, pois eu sei como trabalhar.”
E aquele demônio sutilmente começou a agir.
Primeiro, tirou o tempo daquele irmão enchendo sua agenda de coisas para fazer.
Logo, ele não tinha mais tempo para jejuar, e enfraqueceu.
Depois, tirou o tempo daquele irmão para não ler mais a Bíblia, e ele não mais ouviu a voz de Deus. E sem ouvir a voz de Deus, sua comunhão esfriou.
Foi aí então que aquele demônio deu a ordem para os outros entrarem em ação. E, assim, aquele irmão que arrebentava, caiu.
O tempo é a 4ª arma usada pelo diabo para esfriar a fé dos que não perseveram.
Às vezes, ele nos faz muito atarefados. Outras, ele até causa um falso senso de bem-estar, faz as lutas cessarem durante um tempo para que nós nos acomodemos na fé. E é assim que ele nos derruba.
Lembre-se sempre de onde você veio, de onde você saiu, e do que Deus fez na sua vida para sempre se manter na fé.
O vencedor não é o que começa, mas sim o que termina.
Fonte: WhatsApp
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
AQUIETAI-VOS E SABEI QUE EU SOU DEUS (Salmo 46, 10)
MOMENTO DA PALAVRA
Esse versículo soa como um convite a voltar pro interior, o interior do nosso coração onde a desorganização causada pelo exterior e influência de inquietantes buscas pelo supérfluo chega até a nos deformar. Não só a deformação física, mas também a deformação no seu ser enquanto conteúdo e que virando as costas pra luz, tenta se inventar, se encontrar......mas..não consegue.
Mediante a todas essas tentativas, buscar vivenciar a presença divina em nosso interior seja a mais urgente nesses tempos tão difíceis. E quando essa busca começar, e quando esse encontro acontecer, poderemos assim como Santo Agostinho exclamar: Eis que habitava dentro de mim e eu Te procurava do lado de fora.
Porque procura pelo lado de fora?
Deus abençoe você!
Marcelo Mattityahu
domingo, 8 de janeiro de 2017
VERDADES DE QUE O CRISTÃO SE DEVE ACORDAR TODAS AS MANHÃS
Cristão, lembra-te que tens hoje:
Deus a glorificar;
Jesus a imitar;
A Santíssima Virgem Maria a invocar;
Os Santos a imitar;
Os Santos Anjos a honrar;
Uma alma a salvar;
Um corpo a mortificar;
Virtudes a pedir e praticar;
Pecados a expiar;
Um Paraíso a ganhar;
Um inferno a evitar;
Uma eternidade a meditar;
Tempo a aproveitar;
Próximo a edificar;
Um mundo a temer;
Demônios a combater;
Paixões a subjugar;
Talvez a morte a sofrer;
E o juízo a suportar.
Fonte: Filhos Espirituais de Pe. Pio
DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.
As sábias palavras são de Baruch Espinoza , e acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.
Se tens um tempinho… segue uma breve biografia…
Baruch Spinoza ou Espinosa, ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã, Holanda. John Locke nasceu no mesmo ano. Spinoza era de uma família tradicional judia, de origem portuguesa. Sua família emigrou porque os judeus estavam sendo perseguidos. Seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Spinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Era um dos melhores alunos. Aprendeu a Bíblia Sagrada e o Talmund. Então foi para uma escola particular, onde conheceu o latim. Pôde então ter um estudo mais abrangente. Leu sobre a identificação de Deus com o universo, sobre a associação da matéria com o corpo de Deus. Se interessou muito pela filosofia moderna, como Bacon, Hobbes e Descartes. Então foi acusado de heresia, por se mostrar irredutível em suas opiniões.
Spinoza fez uma análise histórica da Biblía, colocando-a como fruto de seu tempo. Critica os dogmas rígidos e rituais sem sentido nem poder, bem como o luxo e a ostentação da Igreja. Por suas opiniões, um homem tentou matá-lo com um punhal. Escapou graças à sua agilidade. Ofereceram uma pensão para ele manter fidelidade à sinagoga e Spinoza recusou. Foi então excomungado, em 1656. Amaldiçoaram-no em ritual. Depois disso, viajou pela Holanda. Os judeus não falavam com Spinoza, mas os cristãos sim. Apesar disso, não se converteu ao cristianismo. Seus familiares quiseram deserdá-lo. Lutou pela herança do pai e ganhou a causa. Mas recusou a recebê-la, só queria fazer valer seus direitos.
Spinoza era meio frágil, pois seus pais eram tuberculosos. Viveu uma vida modesta, frugal e sem grandes luxos. Se sustentava com algumas doações e com o dinheiro de polidor e cortador de lentes ópticas. Mantinha uma relação com amigos e admiradores, e discutia suas idéias. Se correspondeu bastante. Era de altura mediana, pele escura, cabelos escuros e encaracolados e feições agradáveis. Segundo Colerus, se vestia descuidadosamente. Suas principais obras são: Tratado político, inacabado; Tratado da correção do intelecto; Princípios da Filosofia Cartesiana; Pensamentos Metafísicos;que veio de curso particular que deu sobre Descartes, e sua obra prima: Ética Demonstrada pelo método geométrico. Algumas obras suas foram incluídas no Index de livros proibidos. Foi preso sob acusação religiosa e morreu na prisão, aos quarenta e quatro anos.
A vida de Spinoza foi marcada pela sua concepção de Deus. No Tratado teológico político defende uma interpretação da Bíblia diferente da visão dogmática de judeus e cristãos. Diz que a Bíblia está no sentido figurado. Spinoza atacou a falsa noção que se tem de Deus e da espiritualidade. Mair tarde, identificou isso como um erro da mente diz como escapar no Tratado da correção do intelecto. Ainda no Tratado teológico político, diz que as massas tendem a associar Deus com fenômenos extraordinários, que não ocorrem comumente na natureza. O ponto principal do pensamento de Spinoza é a comunhão entre Deus e a natureza. Spinoza critica a religião porque ela está alimentada pelo medo e a supertição. Devemos fazer uma interpretação racional da Bíblia. A diferença entre filosofia e religião é que a primeira busca a verdade e a sugunda precisa da obediência para ser realizada. Spinoza saiu da sociedade. Desde que foi excomungado, viveu à parte. Isso implica buscar vivências incomuns às galerias. Spinoza buscou a espiritualidade racionalista, é profunda sua cultura e é clara sua visão de assuntos que estão fora da subjetividade, e envolvem um conhecimento complexo, conhecimento este que nos dias de hoje são marcado pela banalização cultural e a ideologia deturpada pelas derrotas sucessivas. Desse modo , Spinoza, numa época ainda pura nos conceitos, fala de Deus, da alma e da mente. A religião e o Estado devem estar subjugados à eles. Spinoza não acreditava na divindade de Cristo, mas o colocava como o primeiro entre os homens. Spinoza, na mesma época que Locke, defendeu o liberalismo político. Para ele, direitos naturais são as regras do ser. Somos forçados a obedecer as leis naturais, que são divinas e eternas. A ajuda mútua é necessária e útil. Sem ela, os homens não poder viver confortavelmente nem cultivar seus espíritos. O objetivo do Estado não deve ser tirânico (como em Hobbes) mas libertário. O direito natural em Spinoza é compatível com a democracia: é nas grandes massas que a natureza humana melhor se manifesta.
https://divulgandoascensao.wordpress.com/deus-segundo-spinoza/
sábado, 7 de janeiro de 2017
A bondade aparente
Perguntávamos-nos qual é a qualidade que faz com que uma pessoa seja boa e nos faça o bem.
Para início de reflexão, e antes de procurarmos uma resposta, muito nos poderá ajudar delimitarmos previamente as diferenças que separam a bondade aparente – falsa bondade – da bondade real.
Todos conhecemos pessoas que estão cercadas de uma auréola de bondade. Têm fama de bons. Parentes e conhecidos costumam referir-se a elas dizendo: “É tão bom!”… Mas, não raro, começam a frase que assim os qualifica com um adjetivo: “Coitado, é tão bom!…”, e acompanham o comentário com um sorriso de condescendência. Logo adivinhamos o que se esconde por trás do adjetivo e do sorriso: uma “bondade” que está unida à falta de firmeza de espírito e de força de caráter. Uma bondade mole e superficial.
Não é que essa “bondade” seja uma “pose” ou uma atitude hipócrita. Não se trata, no caso, de uma pessoa que finja sentir o que não sente. Trata-se de homens ou mulheres que têm bom coração e uma natural inclinação para facilitar a alegria e o bem-estar dos outros. Mas a sua bondade é frágil, inconsistente. Não é autêntica porque se apoia sobre dois pilares falsos: um temperamento complacente e um sentimentalismo brando.
Essas pessoas “bonachonas” – só “bonachonas”, não “boas” – fogem instintivamente de qualquer tipo de conflitos ou estridências. Detestam cordialmente brigas e desavenças. Gostam de agradar a todo o mundo e, por isso, tendem a concordar com tudo, a ceder em tudo. A sua maior aspiração consiste em estar em paz com todos e gozar do apreço geral. Sempre nos darão razão – mesmo que não a tenhamos –, contanto que com isso nos sintamos satisfeitos e não nos criem, nem lhes criemos, perturbações.
O “bondoso superficial” parece compreensivo, mas é apenas tolerante. Não é que “compreenda”, isto é, que entenda profunda e amorosamente os outros, para assim ajudá-los. Simplesmente, concorda com tudo para ganhar, com a sua condescendência, a estima alheia.
O “bondoso superficial”, o “bonachão”, quer ser amável, mas não ama. Não passa de um fraco, que não sabe dizer “não”. Por isso, os que com ele se relacionam, sabem que, no fundo, não têm um amigo, nem um pai ou uma mãe que os amem na plena acepção da palavra; têm somente um cúmplice muito conveniente.
A criança mimada, que diz “papai é mau” sempre que este a contraria, não se cansa de dizer que a avó é “muito boazinha”, porque lhe consente todos os caprichos.
É claro que tais bonachões não são bons. E não o são precisamente porque não nos fazem bem. A bondade, ou comunica um bem – um valor que aumenta a nossa qualidade moral –, ou não é bondade. Os “bonzões” nos deixam prisioneiros dos nossos caprichos.
Trecho do livro de Francisco Faus - O homem bom-Reflexões sobre a bondade
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