segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
QUAL É A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO DOS SALMOS? 9/30
A Bíblia oferece, em todas as páginas, ensinamentos sobre a oração. Porém, possui um livro que pode ser considerado seu livro de oração: o livro dos Salmos.
Os Salmos são o ponto alto da oração no Antigo Testamento: a Palavra de Deus torna-se oração do homem.
Nosso Senhor rezou os salmos, dando-lhes pleno cumprimento. Por isso permanece um elemento essencial de oração da Igreja, adaptado a todos de todos os tempos.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
AS TRAIÇÕES SENTIMENTAIS
Os falsos bons passam a vida alimentando com ramos odoríferos a caldeira do nosso egoísmo, sem reparar que, querendo deixar-nos felizes com a sua brandura, nos fazem deslizar cada vez mais para o abismo da nossa infelicidade. É um fato que só o amor e a verdade nos realizam, e o egoísmo nos destrói.
Por sua vez, o bondoso sentimental é ele próprio um egoísta. A sua máxima aspiração é “ficar bem”, “ser agradável”, “ser simpático”. E, em troca de granjear o nosso apreço, não hesita em abençoar a mentira e acobertar o mal.
O filho ou um amigo estão à beira de desmanchar o casamento por motivos fúteis? Jamais passará pela mente do “bonachão” estender-lhes a mão com sacrifício, ajudá-los a reagir, passar um mau bocado para tentar que reconsiderem o mau passo que estão prestes a dar e enfrentem o dever. Preferirá observar tudo “sem interferir”, e achará por bem comentar docemente: “Deixa, ele tem o direito de ser feliz”. Uma vez consumada a catástrofe, que pode ter consequências irreversíveis – especialmente para os inocentes, para os filhos –, o nosso homem “bom” limitar-se-á a sacudir a cabeça e a comentar: “Vamos torcer para que dê tudo certo”.
É o mesmo que, enganando miseravelmente a sua consciência, deixará passivamente que a filha se envolva com amizades bem pouco recomendáveis, porque não quer atritos e – além do mais – é muito incômodo carregar a etiqueta de “pai antiquado e tirânico”. Por isso, não será nem tirano – no que fará bem – nem pai – no que fará pessimamente. E quando estourarem as consequências lamentáveis da sua omissão, chorará lágrimas mansas e se consolará dizendo: “A juventude atual é difícil, é diferente da juventude dos meus tempos”. Mas a filha já estará moralmente aniquilada.
Os bons sentimentais e vazios são os protagonistas constantes do que poderíamos chamar a “antiparábola” do bom samaritano.
Na parábola evangélica relatada por São Lucas (Lc 10, 25-37), o bom samaritano encontra estendido na estrada um judeu que acaba de ser assaltado por ladrões e que está ferido e meio morto. Que fazer? O judeu é seu inimigo – pois, como é sabido, judeus e samaritanos se odiavam –, e portanto o problema não parece ser da sua conta. Vencendo, contudo, essas barreiras, decide-se a atendê-lo. E faz tudo para assisti-lo e curá-lo. Primeiro, limpa-lhe as feridas, suavizando-as com óleo e purificando-as com vinho; depois, carrega-o na sua montaria e instala-o numa estalagem, adiantando o dinheiro necessário para que tratem dele. As suas ocupações obrigam-no a afastar-se por umas horas, mas logo volta à hospedaria para certificar-se de que não faltou ao enfermo nenhuma assistência. Cuidou dele em tudo, resume Cristo. Por isso, o bom samaritano fica no Evangelho como a imagem perfeita da bondade movida pelo amor.
Pois bem. Imaginemos – caricaturando a cena – o que teria feito um samaritano “bonachão”. Não é difícil descrever a “antiparábola”. Chega ao pé do ferido e sente-se impressionado. “Coitado!”, exclama, e acrescenta: “Neste mundo acontece cada coisa!” Acocora-se junto dele, dirige-lhe um olhar terno e limita-se a “consolá-lo”: “Dói muito? Vai ver, não há de ser nada”. Nem cogita de intervir no caso: se pegar nele para cuidá-lo, pode “machucá-lo” ou pode “comprometer-se”. Limita-se, por isso, a dar-lhe uma afetuosa palmadinha, a colocar-lhe um pano bem almofadado debaixo da cabeça e a afastar-se comovido com os seus próprios sentimentos, ao mesmo tempo que murmura baixinho: “Acho que assim vai sentir-se melhor”. Naturalmente o ferido, envolto em tanta “bondade”, morrerá poucas horas depois. É possível que o “bondoso” deixe ainda alguma esmolinha para o enterro.
Ironias à parte, qualquer pessoa lúcida é capaz de compreender que isto é o que fazem conosco os bonachões de que estamos falando.
Trecho do livro de F.F O homem bom-Reflexões sobre a bondade
Jim Caviezel "A Paixão de Cristo" - Testemunho
Testemunho de Jim Caviezel, o ator que interpretou Jesus Cristo no fime "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
COMO ERA A ORAÇÃO DOS PROFETAS? 8/30
Os profetas recebem da oração luz e força para exortar o povo à fé e à conversão do coração.
Elias é o pai dos profetas. Isto é, dos que procuram a face de Deus. No Monte Carmelo, obtém o regresso do povo à fé, graças à intervenção de Deus, a quem suplica: "Ouve-me Senhor, ouve-me"
(1 Rs 18,37)
Elias é o pai dos profetas. Isto é, dos que procuram a face de Deus. No Monte Carmelo, obtém o regresso do povo à fé, graças à intervenção de Deus, a quem suplica: "Ouve-me Senhor, ouve-me"
(1 Rs 18,37)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Contemplação e teologia
Muitos não-cristãos, e possivelmente muitos cristãos protestantes, provavelmente supõem que a intensa preocupação dos primeiros Padres da Igreja com detalhes técnicos do dogma da encarnação era fruto de uma obstinação arbitrária e subjetiva e que tinha muito pouca importância objetiva. Mas, na verdade, as complexidades da cristologia e do dogma da união hipostática não constituem, de maneira nenhuma, uma rede autoritária projetada para capturar a mente e manter em sujeição a vontade dos fiéis, como o racionalismo está sempre pronto a declarar. Tanto o teólogo quanto o crente comum da era patrística tinham consciência da importância da correta formulação teológica do mistério da encarnação, porque um erro em matéria de dogma teria de fato desastrosas consequências práticas na vida espiritual de cada indivíduo cristão.
(extraído da obra A experiência interior, pág. 54)
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Jejum faz as células se comerem e renova o organismo
Não é dieta ou regime. Os cientistas estão pesquisando como o jejum ou o corte radical de calorias pode promover o aumento da expectativa de vida. A alimentação equilibrada e rica em nutrientes é fundamental para uma boa saúde. Porém, já é sabido que a privação de alimentos de forma controlada pode ativar mecanismos de autodefesa das células que garantem a elas maior longevidade. É isso que se traduz em benefícios para todo o organismo. Tudo por causa da autofagia. Ela é um mecanismo importante de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. Os genes que regulam essa reciclagem de organelas velhas ou malformadas foram identificados por Yoshinori Ohsumi, ganhador do Nobel de medicina deste ano. A redução da autofagia leva ao acúmulo de componentes danificados, o que está associado à morte das células e ao desenvolvimento de doenças. Assim, manter o mecanismo ativo seria uma forma de prevenir problemas futuros.
A autofagia é ativada quando a célula está em situações de estresse. Por exemplo, quando o indivíduo fuma um cigarro ou deixa de se alimentar. Para sobreviver, a célula passa a “comer” partes internas, degradando tudo o que tem de ruim. Quanto mais o mecanismo funciona maior a faxina interna.
“O jejum induz a autofagia, isso é sabido. Também sabemos que a autofagia induz a longevidade. A busca agora é entender a conexão entre a autofagia ativada pelo jejum e a longevidade das células”, explica Soraya Smaili, professora livre-docente da Escola Paulista de Medicina. Segundo ela, a maioria dos estudos feitos até hoje foi com animais.
Outra forma de ativar a autofagia e propiciar benefícios para o organismo é com a restrição do consumo de alimentos. Para funcionar, a redução de calorias ingeridas deve variar entre 20% e 60%, de acordo com as pesquisas. “Não é o jejum, é a diminuição prolongada de consumo de nutrientes. A autofagia é aumentada”, explica Luciana Gomes. A redução ocorreria principalmente no consumo de carboidratos e proteínas.
Contudo, se a privação de nutrientes for muito longa, os efeitos passam a ser negativos. Nesse caso, a célula poderia começar a degradar componentes bons, que funcionam. O ideal seria conseguir estimular a faxina interna em tempo certo, sem excessos. Para isso, os cientistas pesquisam qual seria o tempo de jejum e o nível de redução calórica que garantiriam os efeitos benéficos sem causar prejuízos.
Smaili diz que há estudos feitos em humanos que mostram que o jejum, se bem conduzido e monitorado, traz benefícios a longo prazo. “Não é um jejum prolongado. É de 12 e no máximo 24 horas. E pode ser específico, de alguns nutrientes, como carboidratos e proteínas”, afirma. Durante o jejum, seria importante manter o consumo de água e de sais, para não provocar aumento da pressão arterial ou desidratação. Um soro pode cumprir essa função. E o jejum só poderia ser feito por pessoas saudáveis.
Para garantir o aumento da expectativa de vida a longo prazo, o jejum precisaria ser feito de forma periódica. “Não adianta fazer um hoje e outro no ano que vem”, diz a farmacóloga da Unifesp. Já a redução calórica precisaria ser permanente para produzir efeitos. “Como é difícil ter essa disciplina, surgiu a busca para confirmar se jejum intermitente conseguiria levar aos mesmos efeitos”, complementa a biomédica da USP.
As pesquisas existentes ainda não possuem resultados que permitam traçar uma indicação de frequência do jejum. Quanto à restrição calórica, Gomes explica que em testes com animais os melhores resultados ocorreram entre os que foram mantidos em restrição calórica desde o nascimento. O aumento da expectativa de vida chegaria, nesses casos, a 30%.
Nota: Há mais de um século, Ellen White recomendou: “Para certas ocasiões, o jejum e a oração são recomendáveis e apropriados. Na mão de Deus são o meio de purificar o coração e promover uma disposição de espírito receptiva. Obtemos resposta às nossas orações porque humilhamos nossa alma perante Deus. [...] Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 188, 189).
Além dos benefícios físicos cientificamente comprovados, o jejum recomendado pela Bíblia e por Ellen White tem o poder de desintoxicar o organismo e deixar a mente mais clara, daí porque ele faz parte das práticas/disciplinas espirituais. “Com a mente servimos ao Senhor”, escreveu White (Temperança, p. 14), e tudo o que pudermos fazer para manter a mente clara favorecerá a compreensão da vontade de Deus. [MB]
http://www.criacionismo.com.br/2016/11/jejum-faz-as-celulas-se-comerem-e.html
sábado, 4 de fevereiro de 2017
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