sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O dia em que o arquiteto de uma igreja enganou o diabo


Um truque utilizado na construção evitou que o arquiteto fosse obrigado a vender sua alma ao diabo

O dia em que o arquiteto de uma igreja enganou o diabo

Assim que alguém entra na Catedral de Munique, Alemanha, mais conhecida pelos moradores da cidade como Fauenkirche (Igreja de Nossa Senhora), é possível ver uma pegada no ponto de acesso à nave central. Essa é a famosa “pegada do diabo”. Ao redor dela, uma história que envolve Jörg Von Halsbach, o arqueiteto da catedral, tem atravessado  gerações.
Diz a lenda que Halsabach, assim que recebeu a missão de construir a igreja, foi forçado a fazer um pacto com o diabo por pura necessidade. Algumas fontes afirmam que ele estava ficando aquém do orçamento para completar sua obra. Outros dizem que o diabo frequentemente intervinha na construção de catedrais, causando acidentes que atrasariam o trabalho por séculos. De qualquer forma, o diabo ajudou Halsbach sob a condição de que sua catedral não tivesse janelas, de modo que nem a luz natural nem a divina pudesse entrar no edifício. Se ele não conseguisse construir tal estrutura, Halsbach teria que entregar sua alma ao diabo.
O maligno estava certo de que ele tinha feito o melhor negócio, sabendo que a construção de uma catedral sem janelas é como construir um carro sem rodas. Mas Halsbach conseguiu terminar a catedral em apenas 20 anos, o que é excepcional se levarmos em conta que uma catedral poderia levar várias gerações para ser concluída.

A famosa pegada do diabo na Catedral de Munique,  Alemanha
A famosa pegada do diabo na Catedral de Munique,
Alemanha
Quando a obra estava pronta, o diabo ficou na entrada da Frauenkirche (o diabo não pode entrar em um edifício sagrado, por razões óbvias) e, de fato, não podia ver nenhuma janela. Pelo menos não de onde ele estava. O grande vitral atrás do altar estava coberto por um imenso retábulo, e Halsbach foi bastante hábil como arquiteto para arrumar as colunas internas da catedral, de modo que elas pareciam se sobrepor como se fossem uma parede, escondendo as belas janelas.

As colunas que impediam a visão das janelas laterais
As colunas que impediam a visão das janelas laterais
O diabo saiu do lugar enganado e frustrado, deixando sua marca precisamente no ponto onde as janelas não podem ser vistas. E o inteligente Jörg Von Halsbach manteve sua alma.

Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias?


Uma pergunta interessante feita pelo meu professor de Antigo Testamento

Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias?

Certo dia, em sala de aula, meu professor de Antigo Testamento perguntou:
“ESTAMOS COMUNGANDO JESUS OU COMENDO HÓSTIAS ? ”
Parece uma brincadeira, mas o questionamento é sério. Eu fiquei pensando… meu Deus! Já comunguei tantas vezes, já participei de MILHARES de Missas, mas… o que mudou? Em que mudei?
Comungar é estar unido, intimamente ligado ao Cristo. É viver como Ele viveu, pensar como Ele pensa, agir como Ele age! Da sua primeira comunhão pra cá, em que você melhorou? Quais foram os passos significativos no processo de conversão? Em suma: quais os frutos de santidade que a Eucaristia realizou em nós?
Santa Teresa de Ávila dizia que bastava uma comunhão em estado de graça para se santificar. A Beata Imelda morreu no dia da sua Primeira Comunhão. Morreu de amor. Tantos santos que entravam em êxtase na hora da Missa, como Luís de Monfort, Inácio de Loyola e José de Cupertino…
Irmã Dulce e Madre Teresa que saíam da Missa para dar socorro aos necessitados, Santa Gema Galgani que tinha o seio queimado por causa de um fogo misterioso que lhe incendiava, Santo Antônio de Lisboa que fez um jumento se ajoelhar diante da Hóstia para converter um ateu, Maria Milza que nunca aceitou ser ministra da comunhão por se sentir indigna de tocar o Corpo de Deus, a Beata Alexandrina que viveu 13 anos apenas com uma Eucaristia diária, etc… etc… etc…
Santo Agostinho dizia que nós metabolizamos os alimentos que comemos, mas quanto a Eucaristia, é ela que nos metaboliza.
E eu? E você? E nós? Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias? Aquela partícula branca transforma o nosso interior ou é como uma vela acesa mergulhada na água? Pense… repense… medite…

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

QUAL É A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO DOS SALMOS? 9/30



A Bíblia oferece, em todas as páginas, ensinamentos sobre a oração. Porém, possui um livro que pode ser considerado seu livro de oração: o livro dos Salmos.

Os Salmos são o ponto alto da oração no Antigo Testamento: a Palavra de Deus torna-se oração do homem.

Nosso Senhor rezou os salmos, dando-lhes pleno cumprimento. Por isso permanece um elemento essencial de oração da Igreja, adaptado a todos de todos os tempos.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

AS TRAIÇÕES SENTIMENTAIS

Os falsos bons passam a vida alimentando com ramos odoríferos a caldeira do nosso egoísmo, sem reparar que, querendo deixar-nos felizes com a sua brandura, nos fazem deslizar cada vez mais para o abismo da nossa infelicidade. É um fato que só o amor e a verdade nos realizam, e o egoísmo nos destrói.
Por sua vez, o bondoso sentimental é ele próprio um egoísta. A sua máxima aspiração é “ficar bem”, “ser agradável”, “ser simpático”. E, em troca de granjear o nosso apreço, não hesita em abençoar a mentira e acobertar o mal.
O filho ou um amigo estão à beira de desmanchar o casamento por motivos fúteis? Jamais passará pela mente do “bonachão” estender-lhes a mão com sacrifício, ajudá-los a reagir, passar um mau bocado para tentar que reconsiderem o mau passo que estão prestes a dar e enfrentem o dever. Preferirá observar tudo “sem interferir”, e achará por bem comentar docemente: “Deixa, ele tem o direito de ser feliz”. Uma vez consumada a catástrofe, que pode ter consequências irreversíveis – especialmente para os inocentes, para os filhos –, o nosso homem “bom” limitar-se-á a sacudir a cabeça e a comentar: “Vamos torcer para que dê tudo certo”.
É o mesmo que, enganando miseravelmente a sua consciência, deixará passivamente que a filha se envolva com amizades bem pouco recomendáveis, porque não quer atritos e – além do mais – é muito incômodo carregar a etiqueta de “pai antiquado e tirânico”. Por isso, não será nem tirano – no que fará bem – nem pai – no que fará pessimamente. E quando estourarem as consequências lamentáveis da sua omissão, chorará lágrimas mansas e se consolará dizendo: “A juventude atual é difícil, é diferente da juventude dos meus tempos”. Mas a filha já estará moralmente aniquilada.
Os bons sentimentais e vazios são os protagonistas constantes do que poderíamos chamar a “antiparábola” do bom samaritano.
Na parábola evangélica relatada por São Lucas (Lc 10, 25-37), o bom samaritano encontra estendido na estrada um judeu que acaba de ser assaltado por ladrões e que está ferido e meio morto. Que fazer? O judeu é seu inimigo – pois, como é sabido, judeus e samaritanos se odiavam –, e portanto o problema não parece ser da sua conta. Vencendo, contudo, essas barreiras, decide-se a atendê-lo. E faz tudo para assisti-lo e curá-lo. Primeiro, limpa-lhe as feridas, suavizando-as com óleo e purificando-as com vinho; depois, carrega-o na sua montaria e instala-o numa estalagem, adiantando o dinheiro necessário para que tratem dele. As suas ocupações obrigam-no a afastar-se por umas horas, mas logo volta à hospedaria para certificar-se de que não faltou ao enfermo nenhuma assistência. Cuidou dele em tudo, resume Cristo. Por isso, o bom samaritano fica no Evangelho como a imagem perfeita da bondade movida pelo amor.
Pois bem. Imaginemos – caricaturando a cena – o que teria feito um samaritano “bonachão”. Não é difícil descrever a “antiparábola”. Chega ao pé do ferido e sente-se impressionado. “Coitado!”, exclama, e acrescenta: “Neste mundo acontece cada coisa!” Acocora-se junto dele, dirige-lhe um olhar terno e limita-se a “consolá-lo”: “Dói muito? Vai ver, não há de ser nada”. Nem cogita de intervir no caso: se pegar nele para cuidá-lo, pode “machucá-lo” ou pode “comprometer-se”. Limita-se, por isso, a dar-lhe uma afetuosa palmadinha, a colocar-lhe um pano bem almofadado debaixo da cabeça e a afastar-se comovido com os seus próprios sentimentos, ao mesmo tempo que murmura baixinho: “Acho que assim vai sentir-se melhor”. Naturalmente o ferido, envolto em tanta “bondade”, morrerá poucas horas depois. É possível que o “bondoso” deixe ainda alguma esmolinha para o enterro.
Ironias à parte, qualquer pessoa lúcida é capaz de compreender que isto é o que fazem conosco os bonachões de que estamos falando.

Trecho do livro de F.F O homem bom-Reflexões sobre a bondade

Jim Caviezel "A Paixão de Cristo" - Testemunho




Testemunho de Jim Caviezel, o ator que interpretou Jesus Cristo no fime "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

COMO ERA A ORAÇÃO DOS PROFETAS? 8/30

Os profetas recebem da oração luz e força para exortar o povo à fé e à conversão do coração.

Elias é o pai dos profetas. Isto é, dos que procuram a face de Deus. No Monte Carmelo, obtém o regresso do povo à fé, graças à intervenção de Deus, a quem suplica: "Ouve-me Senhor, ouve-me"
(1 Rs 18,37)