Santa Teresa de Ávila é mestra no encontro com Deus e no encontro com os outros. Quanto mais crescemos no relacionamento com Deus também intensificamos o relacionamento com os outros. Pensando nisso, a Santa apresenta três virtudes necessárias para a vida de oração e de convivência com os outros.
sábado, 1 de abril de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
ORAÇÃO VOCAL E MENTAL 26/30
A oração vocal é dizer as palavras, mas inclui pensar as palavras. Isto é, deve ser também mental.
terça-feira, 28 de março de 2017
ORAÇÃO: INTIMIDADE COM DEUS!
“Pelo Coração nos unimos a Deus” “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.” (Santa Teresa do Menino Jesus)Nosso coração é uma casa, onde existem cômodos, janelas, porta… e abrimos a quem queremos receber bem. É também o centro da nossa vida, centro escondido, sustenta toda vida em nós. É inatingível pela razão – se o cérebro parar de funcionar o coração continua a bater e não vice e versa. Apenas o próprio Senhor o conhece e pode sondá-lo. É o lugar da decisão, lugar da verdade, onde escolhemos a vida ou a morte. Nosso coração é o lugar do encontro com Deus, lugar da aliança. É o Espírito que impulsiona esse encontro íntimo, entre Criador e criatura. (CIC § 2563)Quem ora em nós é o coração, impulsionado pelo Espírito Santo, pela sede da presença do Criador, do Amor. Se o coração está longe de Deus, toda expressão da oração é vã, pois ela passa a ser mecânica. Quando dirigida totalmente pela razão e não pela autenticidade do sentimento e do momento no qual estamos passando, a oração foge da sua essência que é buscar sem cessar, a presença de Deus.“Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes?. Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar.”(Jo 11,33-34). Jesus expressa sua autenticidade, impulsionado de profunda emoção. Expressa todo seu amor por Lázaro e por aquelas pessoas que estavam feridas pela dor da perda de quem amavam.
Ele chorou… é o impulso que o leva a dar os próximos passos para clamar a intervenção do Pai naquele momento.“Tomado novamente de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra…” (Jo 11,38ss)Se o nosso coração é o ponto de encontro com o próprio Senhor, é dele que deve brotar a oração. Dado este primeiro passo, tudo é conseqüência e conseguimos assim, expressar o sentimento de profundo amor ou busca diante Daquele que tudo pode realizar, por amor a nós.
Lançar os olhos para o céu, deve ser para nós uma busca da Face Sagradado Senhor. É um simples impulso do corpo, que anseia ver aquilo que o coração já está gritando: a presença e intervenção do Amado Senhor, em quem nossa alma confia e suspira de saudades. “Levantando Jesus os olhos para o alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste…” (Jo 11,41ss) Quando, a partir do coração, o sentimento tomou conta de todo nossocorpo, a expressão vai além de um olhar para o céu, mas quer ser ouvida, quer anunciar esse sentimento de busca de todo ser.
É o momento onde reconhecemos o quanto precisamos de Deus e que toda maravilha se realiza por Ele em nossa vida.Temos como prova desse grito de reconhecimento diante de Deus, a oração de Maria: “Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador…” (Lc 1,46ss)Maria, exulta em Deus… em seu grande momento de alegria, mas tambémem tempos de provação. E é pela provação que conseguimos mostrar o que realmente somos diante de Deus. Por menor que ela seja, os sentimentos do nosso coração, expressos nas nossas atitudes ou não, revelam quem realmente somos e assim, provamos para Deus – diante destes sentimentos e atitudes – todo amor que temos por Ele.
Provamos também, até que ponto renunciamos a nossa vontade para que a Vontade de Deus aconteça, uma vez que Ele sabe (como Pai) o que émelhora a cada um de nós.
E esta prova de amor dada por nós ao Pai é expressa através de nossa vida e de nossa oração autêntica.
O Magnificat é a mais perfeita oração da alegria. Maria, cheia do Espírito Santo e cheia de Jesus em seu seio, exultou de alegria perante de Deus, reconhecendo-se pequena diante da grandiosidade de Deus.
Seu coração estava cheio do mais puro sentimento e o Senhor se alegrou
em Maria, no seu coração e na sua vida, fazendo dela sua morada, um Templo Santo, morada Do Salvador.Que alegria é saber se colocar diante do Rei e preparar na morada do nosso coração, no nosso castelo interior uma habitação para Deus.
Preparar o trono do Rei de nossas vidas e nos encontrar com esse Rei todos os dias para refletirmos diante de Sua sabedoria e para pedir aquilo que realmente nos é necessário, sem orgulho ou cobiça.
Pedir somente aquilo que nos leva a amar mais.
Quando pedimos algo a Deus das alturas de nosso orgulho e da nossa própria vontade, pedimos apenas o que nos convém e acabamos anulando a essência de Deus que é Amor e que só quer nosso bem.
Não podemos continuar a colocar condições para amar a Deus. Ou seja, só amamos a Deus quando Ele nos dá o que queremos.
Assim acabamos por nos tornar meros mercenários.Quando nos dirigimos a Deus justificando nossos erros ou nos achando melhores ou maiores do que os outros, estamos mais nos distanciando de Deus do que criando vínculo de aliança eterna com O Amado.
Seremos assim, eternos fariseus (cf.Lc 18,9-14).
Ao contrário, irmãos amados e irmãs amadas, rasguemo-nos diante do Senhor, como quem somente quer receber amor e amar em plenitude, pois
a oração é uma graça que só pode ser acolhida por Deus, diante de um coração humilde e pobre.“É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.” (São Gregório Nazianzeno)A verdade é que nunca sabemos o que realmente precisamos, sempre queremos mais e mais e mais…
de satisfação pessoal em bens materiais e apegos terrestres.Que possamos buscar sempre a Deus e assim, viver na Sua presença, e tudo nos será dado de acordo com nossas necessidades. (cf. Mt 6,33)Paz oracional para teu coração!
Fonte: Comunidade Beatitudes
O QUE É TER VIDA DE ORAÇÃO? 25/30
Ter vida de oração é viver a partir da vontade de Deus, colocando Nele o pensamento e o coração. Quem quer não somente ter pratica de oração mas de fato ser orante, busca viver também as virtudes.
domingo, 26 de março de 2017
Cuidado para não deixar o coração surdo, alerta o Papa
Não escutar a Palavra de Deus e ter o coração endurecido, fechado em si mesmo, fazem perder a fidelidade
“Ouvir a Palavra de Deus para evitar o risco de endurecer o coração”, disse o Papa Francisco na missa celebrada, esta quinta-feira (24/03), na Casa Santa Marta.
Quando o povo não escuta a voz de Deus e vira as costas para Ele, acaba se distanciando Dele. Baseando-se num trecho do Livro do Profeta Jeremias, o Papa desenvolveu a sua meditação sobre a escuta da Palavra de Deus.
“Quando não paramos para ouvir a voz do Senhor, nos distanciamos Dele, viramos as costas para Ele. E quando não ouvimos a voz de Deus, ouvimos outras vozes.”
Se não ouvimos a Palavra de Deus, ouvimos os ídolos do mundo
“No final”, constatou amargamente o Pontífice, “fechamos os ouvidos e nos tornamos surdos à Palavra de Deus”.
“Se hoje todos nós pararmos um pouco e olharmos para o nosso coração, veremos quantas vezes fechamos os ouvidos e quantas vezes nos tornamos surdos. Quando um povo, uma comunidade, mas também uma comunidade cristã, uma paróquia, uma diocese, fecha os ouvidos e se torna surda, não ouve a Palavra de Deus, procura outras vozes, outros senhores e acaba seguindo os ídolos, os ídolos que o mundo, a mundanidade, a sociedade lhes oferece. Se distancia do Deus vivo.”
Quando o coração se endurece, tornamo-nos católicos ateus
“Quando nos distanciamos do Senhor”, prosseguiu o Papa, “o nosso coração se endurece”. Quando não ouvimos, o coração se torna mais duro, mais fechado em si mesmo. Duro e incapaz de receber alguma coisa. Não só fechamento, mas dureza do coração. Vive então naquele mundo, naquela atmosfera que não lhe faz bem, que o distancia cada dia mais de Deus”.
“E estas duas coisas – não escutar a Palavra de Deus e ter o coração endurecido, fechado em si mesmo – fazem perder a fidelidade. Perde-se o sentido da fidelidade. O Senhor diz na Primeira Leitura: ‘A fidelidade desapareceu’ e nós nos tornamos católicos infiéis, católicos pagãos ou pior ainda, católicos ateus, porque não temos uma referência de amor ao Deus vivo. Não escutar e virar as costas – que nos endurece o coração – que nos conduz ao caminho da infidelidade”.
“Esta infidelidade, como se traduz esta infidelidade?”, perguntou o Papa. “Traduz-se com a confusão: não se sabe aonde está Deus, aonde não está, se confunde Deus com o diabo”. Francisco fez referência ao Evangelho do dia e observou que “a Jesus, que faz milagres, que faz tanto pela salvação e as pessoas estão felizes, as pessoas dizem: ‘E o faz isto porque é um filho do diabo. Faz o poder de Belzebu’”.
Escutamos realmente a Palavra de Deus?
“Esta – disse o Papa – é a blasfêmia. a blasfêmia é a palavra final deste percurso, que começa com o não-escutar, que endurece o coração, que ‘causa confusão’, que faz esquecer a fidelidade… e no fim, vem a blasfêmia”. Ai daquele povo que se esquece da surpresa do primeiro encontro com Jesus:
“Hoje, podemos todos nos perguntar: Eu paro para ouvir a Palavra de Deus, pego a Bíblia, que fala a mim? Meu coração se endureceu? Eu me afastei do Senhor? Perdi a fidelidade ao Senhor e vivo com os ídolos que a mundanidade me propõe todos os dias? Perdi a alegria da maravilha do primeiro encontro com Jesus? Hoje é um dia para ‘escutar’: ‘Escutem hoje a voz do Senhor’, rezamos antes. ‘Não endureçam seu coração’. Peçamos esta graça. A graça de escutar, para que nosso coração não se endureça”.
Quando você se sentir sem coragem, reze esta oração de Santo Agostinho
Há dias em que a carga nos desgasta os ombros e nós nos sentimos esgotados...”
Deus da vida,
há dias em que a carga nos desgasta os ombros e nós nos sentimos esgotados;
dias em que o caminho parece monótono e interminável,
e o céu cinzento e ameaçador;
dias em que nossa vida carece de música,
nosso coração está solitário e nossa alma perdeu a coragem.
Inunda o caminho com tua luz, te suplicamos;
dirige nosso olhar para onde o céu estiver cheio de promessas.
Por Santo Agostinho
Oração publicada no livro” Oraciones del mundo” de Juliet Mabey (traduzido e adaptado do espanhol para o português)
http://pt.aleteia.org/2017/03/24/quando-voce-se-sentir-sem-coragem-reze-esta-oracao-de-santo-agostinho/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
sábado, 25 de março de 2017
QUAIS OS LUGARES FAVORÁVEIS À ORAÇÃO? 24/30
Podemos rezar em todos os lugares, no metrô, no ônibus, no avião, em casa, no trabalho. Contudo, a igreja é o lugar próprio da oração litúrgica e da adoração eucarística. Embora, em casa também devemos criar um lugar privilegiado à oração.
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