terça-feira, 2 de maio de 2017

FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES



Começaremos essa semana a postar artigos sobre Intercessão. O intercessor é aquele que se coloca como defensor, é aquele que se coloca no meio da batalha frente os inimigos e clama a Deus por algo, alguém, uma nação.
Urge a necessidade de termos intercessores, aqueles que se colocam na brecha e interceda principalmente pelas famílias.

Deus abençoe você.

...


Parte I

O intercessor não é aquele que somente faz a Deus uma oração de pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus, através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.”

Escrever sobre o ministério de intercessão é, para mim, uma grande alegria, dado que nutro um grande amor a este ministério, que acredito ser o sustentáculo das grandes obras que Deus realiza no meio do seu povo.

Este ministério é como o alicerce de um grande edifício, que não é viso nem admirado, mas sem o qual o edifício não poderia erguer-se.

Eu creio que este artigo será de grande esclarecimento e importância para todos os que lideram comunidades e desempenham este ministério dentro do trabalho que o Senhor os chama a realizar.

Leia este artigo com o desejo de que o Espírito Santo venha revelar no seu coração as verdades mais profundas, porque muito mais do que aqui está escrito o Senhor tem a falar no seu coração.


Continua ...

Fonte: Telegram

Parece com a Igreja católica, mas não é. Entendendo o que é a Igreja Católica Apostólica Brasileira


D. Estevam Bettencourt 
A Igreja Católica Apostólica Brasileira ou “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras” (ICAB), têm lançado confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus seguidores. – Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno.

1. Origem da ICAB

A “Igreja Católica Apostólica Brasileira” (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa. Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes “fascistas, nazistas e falangistas”; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita; prefaciou elogiosamente o livro “O Poder Soviético” de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede.

Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita “Igreja Católica Apostólica Brasileira”. Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946.

Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do “Partido Socialista Cristão”, sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido.

D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos “bispos” e “presbíteros”, cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal “LUTA”. Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de “Santo”: “São Carlos Duarte”!

2. Doutrina e atuação da ICAB

Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo (como se compreende) o primado de Pedro… A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados. Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação “sacerdotal” ou “episcopal”, lucros financeiros mediante celebração do culto, “casamento” facilitado em favor de pessoas já casadas, “batizados” sem preparação dos pais e padrinhos… Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço; lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro:

“ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara”.

Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação “Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras” em vez de “Igreja Brasileira”.

O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores:

1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras.

2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de “legitimar” religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros.

A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos.

A propósito pergunta-se:

3. Qual a validade dos ritos da ICAB?

Respondemos em três etapas:

3.1. A eficácia dos Sacramentos

a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria).

b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora. Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que:

– O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo;

– Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote.

3.2. Que diz a ICAB?

Os adeptos da ICAB afirmam que

– Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma

– D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões);

– As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica.

Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos.

3.3. E que diz a Igreja Católica?

a) Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis fosse feito. Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma “Igreja” separada da única Igreja fundada por Cristo; tal “Igreja” nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista “A Patena”, revista da “diocese da Baixada Fluminense” da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira “religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.”. Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa.

Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos.

b) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas “Igrejas”, Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações “católico-brasileiras” se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades. Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB.

4. Observações Finais

A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia, Alexandria… se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu).

O título de “Romana” portanto não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituido por Cristo, na cidade de Roma.

Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil. 

Título Original: O que é a Igreja Brasileira, ou Igreja Católica Brasileira? 


Site: Universo Católico
Editado por Henrique Guilhon

domingo, 30 de abril de 2017

Uma oração armênia de 900 anos a Cristo, Filho Único do Pai


De São Nersés Snorhali, o patriarca "repleto pela Graça"

São Nersés Snorhali, que viveu entre 1102 e 1173, foi patriarca da Armênia de 1166 até a morte. Seu epíteto “Snorhali” quer dizer “repleto pela Graça” e lhe foi dado por causa da qualidade dos seus escritos. Eis um dos seus textos mais belos:

Filho Único do Pai

São Nersés Snorhali
Como o rico que amava a vida de prazeres,
Eu amei os prazeres efémeros,
Com este meu corpo animal,
Nos prazeres insensatos. […]
E, de tantas benfeitorias
Que me deste gratuitamente,
Não Te devolvi o dízimo
Que de Ti tinha recebido.
Mas tudo o que estava sob o meu tecto
Feito de terra, ar e mar,
As Tuas benfeitorias inumeráveis,
Pensava que eram propriedade minha.
De tudo isso nada dei ao pobre
E para as suas necessidades nada pus de lado:
Nem comida, para o esfomeado
Nem roupa, para o corpo nu.
Nem abrigo, para o indigente,
Nem morada, para o hóspede estrangeiro,
Nem visitei os doentes,
Nem cuidei dos prisioneiros (cf. Mt 25,31 em diante).
Não me entristeci com a tristeza
do homem triste, por causa do que lhe pesava;
Nem partilhei a alegria do homem feliz
Mas ardi de inveja dele.
Todos eles são outros Lázaros […]
Que jazem à minha porta. […]
Quanto a mim, surdo ao seu apelo,
Não lhes dei as migalhas da minha mesa. […]
Lá fora, pelo menos, os cães da Tua lei
consolavam-nos com a língua;
E eu, que ouvia o Teu mandamento,
Com a língua feri aquele que se Te assemelhava (cf. Mt 25,45). […]
Mas dá-me aqui na terra arrependimento,
Para que faça penitência pelos meus pecados. […]
Para que as minhas lágrimas parem
A fornalha ardente e as suas chamas. […]
E, em vez da conduta de um homem sem misericórdia,
Estabelece, no mais fundo de mim, a piedade misericordiosa,
Para que, ao praticar a misericórdia com o pobre,
Eu possa obter misericórdia.

http://pt.aleteia.org/2017/04/26/uma-oracao-armenia-de-900-anos-a-cristo-filho-unico-do-pai/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Rituais satânicos em clínicas de aborto: um ex-satanista abre o jogo


As revelações estarrecedoras do ex-adepto da Igreja Mundial de Satanás que, aos 15 anos de idade, já tinha violado todos os 10 Mandamentos – inclusive o de “não matar”


Em 2015, veio à luz (mais) um grande escândalo envolvendo a organização abortista norte-americana Planned Parenthood, uma rede de clínicas de aborto que recebia vasto financiamento do governo dos Estados Unidos: naquele ano, uma série de vídeos gravados com câmeras ocultas desmascararam um repugnante esquema de tráfico de órgãos e tecidos dos bebês abortados pela organização.

Saiba mais a respeito desse escândalo nestes dois artigos:

Nesse contexto, o também norte-americano Instituto Lepanto, voltado à pesquisa e educação católica, entrevistou o ex-satanista Zachary King, que tinha chegado a praticar abortos ritualísticos antes de se converter ao catolicismo. Zachary começou a se envolver com a magia aos 10 anos de idade, entrou na seita satânica aos 13 e, aos 15, já tinha infringido todos os 10 Mandamentos – inclusive o quinto, “não matar”.
Confira a seguir uma tradução dessa entrevista estarrecedora, cuja íntegra em inglês você pode ler no site do Lepanto Institute.

Lepanto Institute – Zac, você poderia nos contar um pouco sobre como entrou no satanismo?

Zachary King – Começou com uma curiosidade forte de saber se a magia era uma coisa real. Isso veio depois de assistir a alguns filmes de bruxos e magos na década de 1970, na minha infância. Nós fazíamos uma brincadeira na escola chamada “Bloody Mary”, ou “I Hate You, Bloody Mary”: você entrava num banheiro e cantava essa frase um certo número de vezes com as luzes apagadas. Toda vez que a minha turma fazia isso, a gente via um rosto demoníaco no espelho. Não tínhamos ideia do que estávamos olhando, só sabíamos que aquela coisa assustadora estava no espelho e todo mundo saía correndo, morrendo de medo… menos eu. Eu sempre achei aquilo muito legal. Na mesma época eu jogava o “Dungeons and Dragons” todo fim de semana, e eu era sempre o mago ou feiticeiro [Nota: trata-se de um RPG, ou jogo de interpretação de papéis, que mais tarde deu origem ao desenho animado de mesmo nome, conhecido no Brasil como “Caverna do Dragão”. É a história de um grupo de crianças que ficam presas em outra dimensão, semelhante a um pesadelo, repleta de criaturas demoníacas: toda vez que estão prestes a escapar daquele mundo de horror, ocorre algo que os mantém ainda presos àquela dimensão assustadora]. Eu me perguntava se poderia fazer magia de verdade e tentei dois feitiços para ganhar dinheiro. Deu certo, mas podia ser só coincidência; aí eu fiz de novo, e, nessa terceira vez, lá estava eu no banheiro, sozinho, na frente do demônio, para ver o que iria acontecer. No dia seguinte eu ganhei 1.000 dólares. A partir daquele momento eu fiquei convencido de que a magia era real.
Quando eu tinha uns 12 anos, um amigo me apresentou a um grupo que jogava “Dungeons and Dragons”. Eles também achavam que a magia era real. Depois eu descobri que esse grupo era uma seita satânica (…) Eu adoro pinball, vídeo games e ficção científica, Star TrekStar Wars, e aqueles caras tinham quase todos os filmes de ficção científica e fantasia que você podia querer. Eles tinham máquinas de pinball, piscina, uma churrasqueira grande, era quase um clube de meninos e meninas e era muito divertido. Eles sabiam recrutar. Eles sabiam tudo o que um garoto gostava de fazer e foi assim que eu fui me envolvendo naquilo.
Fiquei nesse grupo até os 18 anos e entrei para a Igreja Mundial de Satanás, que é uma seita muito maior, internacional. A posição que eu alcancei é chamada de “alto mago” (“high wizard”). Numa grande seita satânica, os altos magos são as pessoas que fazem a magia. Podia ter só um ou até dez. O número médio é de 2 a 5 e o nosso trabalho era viajar pelo mundo fazendo os feitiços que as pessoas quisessem. Quando eu digo “as pessoas”, eu me refiro a astros do rock, do cinema, políticos, gente rica… Não tem limite quem quer um feitiço e quanto eles topam pagar.

LI – Então, você era um “alto mago” dentro do satanismo… Resumindo, como você chegou a isso?

King – Dizem que os “altos magos” são escolhidos a dedo por Satanás. Eu não sei qual é o critério. Eu praticava a magia desde os 10 anos de idade e virei “alto mago” quando tinha uns 21. Já era membro da Igreja Mundial de Satanás fazia uns 3 anos. Eu já tinha visto um “alto mago” quando era criança, mas não sabia que era isso o que ele era. O visual é bem peculiar, chapéu alto, bastão ou bengala, o rosto pintado como um cadáver, um casaco de tipo tradicional (…) Existe [na seita] um chefe e um conselho. Eles chamam você e dizem que você foi escolhido. Você recebe um livro que diz quais são os seus deveres como “alto mago” e você decide se quer ou não, mas eu nunca soube de ninguém que tenha recusado. Eu fui [“alto mago”] durante uns 10 ou 12 anos.

LI – Qual é o papel do aborto nos rituais satânicos e quando você começou a se envolver com o aborto no satanismo?

King – Logo depois que eu fiz 14 anos, os membros da seita me disseram que eu ia participar de um aborto dali a 9 meses. Tivemos uma orgia em que participaram todos os garotos da seita de 12 a 15 anos e uma garota de 18, que também era da seita. Ela tinha que ficar grávida para depois fazer o aborto. Quando eles disseram isso, eu falei “maneiro”, em voz alta, mas não tinha ideia do que era um aborto. Na minha família eu acho que tinha ouvido os meus pais sussurrarem essa palavra uma vez só, por isso eu achava que era uma palavra suja. Quando perguntei aos membros da seita o que era o aborto, falei que não sabia o que tinha que fazer. Eles me explicaram que ia ter um bebê dentro do útero e que a gente ia matá-lo. Ia ter um médico e uma enfermeira lá para ajudar, porque era um procedimento médico. Eu perguntei: “Isso é legal?”. E a resposta foi: “É, quando ele ainda está no útero. Enquanto o bebê estiver dentro da mulher você pode matá-lo”.
Foi assim que eles explicaram para nós. Também explicaram que “você está matando um bebê”. Eles não disseram que é matar “um feto” ou matar “umas células em um corpo”. Nada disso. É um bebê.
Eu acho que não teria concordado em matar um bebê fora do corpo de uma mulher, mas, sabendo que podia matar à vontade se ele estivesse dentro do corpo… No satanismo, matar algo ou a morte de algo é o jeito mais eficaz de realizar um feitiço. Para conseguir de Satanás alguma coisa que você quer, o melhor jeito é matar algo. Matar é a máxima oferta a Satanás, e, se você pode matar um bebê que ainda não nasceu, este é o seu objetivo máximo.

LI – Fale do primeiro aborto que você fez como ritual satânico.

King – O primeiro que eu fiz foi mais ou menos 3 meses antes de completar 15 anos. Foi numa chácara que me surpreendeu porque era muito mais limpa do que muitas clínicas onde eu fiz outros abortos. Tinha um médico e uma enfermeira abortista. A grávida já estava no fim da gestação e estava cercada por 13 dos principais membros da nossa seita, que eram todos “altos sacerdotes” e “altas sacerdotisas”. Eu estava dentro do círculo com a mulher e o médico. Todos os adultos da minha seita estavam lá. Várias mulheres ficavam ajoelhadas no chão, se balançando para trás e para frente e cantando o tempo todo a frase “Nosso corpo e nós mesmas”. Do lado estavam vários membros masculinos da seita, todos cantando e “rezando”. O ritual começou às 23h45 e o feitiço começou à meia-noite, que é a hora da bruxaria, e a morte da criança aconteceu às 3h00 da manhã, que é chamada de “hora do diabo”.
O meu papel naquilo tudo foi inserir o bisturi. Eu não tinha necessariamente que matar… O importante era ficar com sangue nas minhas mãos, da mulher ou do bebê, e depois o médico terminava o procedimento. Naquele, em particular, que provavelmente foi um dos abortos mais hediondos de que eu já participei, o médico arrancou o bebê e o jogou no chão, lá onde as outras mulheres ficavam balançando o corpo para frente e para trás. Elas pareciam que estavam possuídas, e, quando o médico jogou o bebê no chão para elas, elas o comeram, como canibais.

LI – Deus do Céu! De quantos rituais de aborto você participou?

King – Antes de virar “alto mago”, eu fiz cinco. Depois, participei de mais 141.

LI – Você já fez ritual de aborto em alguma clínica renomada?

King – Fiz. Eu estimaria que fiz uns 20 rituais de aborto dentro dessas instalações, mas nunca fiz a conta exata. Só sei que estive num monte delas (…) Algumas pareciam casas de horrores, com sangue por todo lado, algumas salas até com sangue no teto.

LI – Como foi que convidaram você a fazer abortos satânicos nessas clínicas renomadas?

King – Sendo “alto mago”, você é o cara da seita satânica que comparece, então a maioria das pessoas vai chamar alguém que elas conhecem daquela seita ou vão chamar porque nós fizemos um monte de trabalhos com os Illuminati também. Aí elas vão chamá-los. Obviamente, pessoas que têm que estar a par dessas coisas, mas você é convidado para participar. A Igreja Mundial de Satanás não é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas clinicas. Há outras organizações de feitiçaria, como os wiccanos, que estão realmente envolvidas em abortos dentro dessas instalações. Você às vezes é convidado a fazer o ritual de aborto pelo próprio diretor do estabelecimento ou por algum gerente de nível mais alto, ou, às vezes, o médico é satanista e convida você para participar do aborto, ou querem fazer uma cerimônia no final do dia.
Mas no final do dia, todos os dias, os grupos satânicos fazem um tipo de missa negra, geralmente perto da meia-noite, que dura cerca de 2 ou 3 horas, em que eles oferecem a Satanás todos os bebês que foram mortos naquele dia. Não importa qual foi a razão das mulheres que optaram pelo aborto: todos os bebês [abortados] são dedicados a Satanás no final do dia.

LI – O que acontece nesses rituais de aborto?

King – Há crianças que participam, mas elas geralmente não ficam na sala quando o aborto é feito. Elas ficam numa sala separada e acontece uma competição para ver quem delas consegue ficar acordada até as 3 da manhã. Quem consegue ganha um prêmio. Os homens que não fazem parte do grupo dos 13 principais da seita ficam fazendo feitiços e cantando. Eles também lançam feitiços para se “proteger” de qualquer pessoa que possa estar rezando por eles, como um cristão que esteja rezando por eles. Além disso, nós pagamos pela nossa proteção, a políticos ou policiais, então sabemos que ninguém vai nos investigar naquele momento. Já os 13 principais da seita ficam rodeando a mulher que vai abortar; são eles que presidem o ritual.
Uma vez foi o prefeito de uma cidade quem pediu um feitiço. Ele nos procurou porque queria passar uma lei em sua cidade que já tinha tentado duas ou três vezes e não passava. Ele tinha sido membro da seita durante um tempo. Tinha tentado a aprovação por todas as vias legais e nunca deu certo, então ele procurou alguém que topasse fazer o aborto numa noite em que nós pudéssemos fazer o aborto e o feitiço ao mesmo tempo. Geralmente, numa seita de cidade pequena, que era o caso, estão todos presentes. Já num lugar maior, como quando eu era membro da Igreja Mundial de Satanás, vão o “alto mago”, as pessoas que querem o feitiço, o médico, a enfermeira. Muitas vezes, nas clínicas renomadas de aborto, tem muita gente lá, porque muitos que trabalham nesses lugares são bruxos ou satanistas. Então você encontra bastante gente lá que está disposta a participar do ritual satânico.

LI – Você diria que as clínicas renomadas de aborto atraem ocultistas por causa da oportunidade de fazer rituais de aborto?

King – Eu diria que sim, que esta afirmação é absolutamente verdadeira. Você tem as pessoas que pertencem à NOW [National Organization of Women, ou seja, Organização Nacional de Mulheres, nos EUA] e muitas dessas pessoas são da wicca, e há pessoas da wicca, embora professem uma postura de preservação da vida, que se veem autorizadas a “alvejar” quem é de alguma forma contra elas, ou seja, destruí-las pelos meios necessários, o que, para eles, é através da magia. Por exemplo, como cristãos, nós rezamos pela conversão deles. Bom, eles entendem isso como uma temporada de caça aos cristãos. Eles também veem a figura feminina, a mulher, como a Mãe Terra, ou Gaia. Eles têm uma figura feminina que eles adoram como a deusa; a criança vem dela e por isso o aborto é um sacramento satânico, por assim dizer. Então, assim como um homem católico entra no sacerdócio porque é atraído para a santidade e para servir a Deus, uma clínica abortista vai atrair satanistas para o “sacerdócio satânico”.

LI – Você já sentiu algum tipo de incapacidade para completar um aborto ou para conseguir os efeitos do seu ritual por causa das pessoas que rezam do lado de fora das clínicas?

[Nota: nos EUA e em outros países que permitem o aborto, é frequente que grupos cristãos se reúnam diante de clínicas abortistas para rezar a Deus pedindo que proteja e salve os bebês e converta os promotores do aborto]
King – Mais de uma vez houve bebês que desafiaram os procedimentos e sobreviveram ao aborto. Uma vez, eu cheguei à clínica de aborto e havia pessoas nos dois lados da rua. De um lado, pessoas rezando e clamando contra o aborto, e, no lado em que eu estava, pessoas pró-aborto gritando todo tipo de obscenidade contra o outro grupo. Quando entramos, olhamos para a rua de novo e vimos todas aquelas pessoas rezando de joelhos. Naquele dia, o aborto que tínhamos programado para um ritual não deu certo. Eu acho que isso me aconteceu umas três vezes, e… todas as três… é curioso, mas eu nunca tinha me tocado que aqueles três abortos que não deram certo só pode ter sido por causa das orações que eles estavam fazendo lá fora.

LI – Que conselho você daria às pessoas que rezam diante das clínicas de aborto, especialmente se elas suspeitam de ocultismo lá dentro?

King – Em primeiro lugar, não parem! Não tem nada que aconteça dentro daquela clínica que possa atingir vocês. É claro que tem demônios ali ao redor, mas vocês têm que pensar que Satanás é como um cachorro preso na coleira: se você não se aproximar dele, ele não vai conseguir morder. Esteja em estado de graça quando você for lá. Leve uma garrafinha de água benta. Não jogue a água benta nas pessoas que estão lá, ou que estão lá do lado contrário, porque você vai parar no fórum. Essa gente vai aproveitar qualquer mínima bobagem para processar você. Se você puder receber a Santa Comunhão antes de ir até lá, é o ideal. Se você for à Missa nesse dia, fique uns minutos depois da Missa pedindo a Jesus para enviar Nossa Senhora com você. Leve um terço e nocauteie o diabo com ele. Existem coisas que dão medo no diabo, mas, principalmente, ele tem medo de um católico bem formado, um católico que entende a sua fé e que sabe o que é a guerra espiritual. Ele não quer brigar com quem está de armadura completa.

Nota do Instituto Lepanto:

Em janeiro de 2008, quando trabalhava em um quiosque de venda de joias, Zachary teve um encontro com Nossa Senhora que mudou a sua vida. No meio do shopping, graças ao poder da Medalha Milagrosa, Zachary experimentou uma paz que supera todo entendimento. Aquela paz era Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Zachary começou a frequentar a igreja de São Francisco Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008, mês de Maria, ele entrou oficialmente para a Igreja Católica. Depois de 26 anos envolto no ocultismo, Zachary King se tornou guerreiro de Cristo e quer compartilhar o seu testemunho para proteger o povo de Deus, mostrando que a misericórdia e o perdão divinos são imensos e que o amor de Deus por nós é infinitamente profundo. Zachary, que vive atualmente na Flórida com sua esposa, é conferencista internacional e faz questão de relatar a história do milagroso resgate que o arrancou das garras do satanismo.
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O que eu sofri me faz ser quem eu sou


Quero que me vejam como eu sou. E me amem assim

Nós nos reconhecemos por nossas feridas. O que me fez doer no mais profundo fez-me ser quem sou. Mas as minhas feridas me assustam. E eu as tapo. Creio que elas já me causaram bastante sofrimento. Por isso, cubro-me.
Porém, este homem sem feridas não sou eu. Na verdade, quero que me vejam como eu sou e me amem assim. É desta forma que Deus me vê e me ama.
Jesus me mostra as marcas Dele. É Ele. Ferido, porque soube assumir todo o seu amor. Não chegou a todos, nem todos o compreenderam, não queriam ouvir outras formas de fazer as coisas. Ele não curou todo mundo. Os mais sábios não o amaram.
Ele se sentiu impotente, sozinho, abandonado na sua mais profunda verdade. Alguns os procuraram por causa de seus milagres e, depois, o deixaram. Essas feridas são as que ficaram em Jesus. Junto com a dor de deixar seus amigos e sua mãe, com quem compartilhava tudo.
Ele deixou de olhar para o lago e caminhou pela terra. As provocações, a indiferença. A necessidade da ajuda dos amigos na cruz. O pranto da mãe. O desejo de que os seus estivessem perto. A preocupação em deixá-los sozinhos. A dor física. As feridas. Os pregos. O peito aberto.
Tanto amor que Ele deixou nesta terra…Tantas pessoas que ficaram órfãs. As feridas foram profundas. A dor pela negação de um amigo, pela traição de outro, pelos gritos de tantos, pelo silêncio de muitos. Os pregos. A lança.
Ele amou tanto aqueles homens… Olhou com olhos humanos. Acariciou e sustentou corações com mãos de carne – agora atravessadas. Caminhou ao lado de homens de todas as condições. Sorriu, amou, desejou, sonhou, recordou, teve medo, temeu perder seus entes queridos.
Ele se encarnou para sempre para me compreender, para me levar ao céu, para dar sentido às minhas perguntas. E para me mostrar um amor incondicional e gratuito que foi criado em meu coração. Um amor sem medida, como o que Ele mostrou em sua vida e em sua morte.
E agora, em sua ressurreição, ele volta para mim. Não me deixa. Fica comigo. Mostra suas feridas, para que eu o reconheça. É Ele. Só pode ser Ele. Não é um fantasma. É quem viveu e morreu por mim. Agora, está vivo ao meu lado.
Ele sabe que sem Ele eu não posso ficar. Sabe que preciso dele, que sou feito para a vida e para a alegria. Para a plenitude. Por isso, Ele se coloca no meio da minha vida, porque tenho medo. Ele me mostra suas feridas, suas provas de amor.
Para quem eu mostro minhas feridas? Quem sou eu? Qual é o nome de minhas feridas?
Jesus me ensina que minha dor, minhas carências, meus medos e minhas faltas de amor são marcas que me fazem ser quem eu sou.
E, de onde ele está, Jesus vem me dizer que me ama. Que tudo tem um sentido. Que ele já carregou minha dor, que há amou. Que eu não estou sozinho no caminho. Que Ele já o percorreu antes. Que morreu por mim e agora continua vivo para voltar a caminhar ao meu lado.

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INTRODUÇÃO AO CURSO DE SÃO JOÃO DA CRUZ

quinta-feira, 27 de abril de 2017

As duas mães

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São Pio de Pietrelcina foi um dos maiores santos do século XX. Foi um sacerdote piedoso, lutou contra o demônio, recebeu os estigmas e sua vida comoveu tantas pessoas que mais de 100 mil fiéis participaram de seu funeral.
Mas você sabia que ele teve uma visão mística momentos antes de sua morte?
Depois de ter celebrado com dificuldades sua última missa no dia 22 de setembro de 1968, o santo de 81 anos teve um colapso deixando a Igreja. Então, seus irmãos franciscanos o ajudaram e o levaram até sua cama.
Depois de meia-noite, se confessou pela última vez e renovou seus votos franciscanos. Estava tão débil que mal conseguia falar, mas foi capaz de repetir as palavras “Jesus, Maria” enquanto segurava seu terço.
Então, por volta de 2:30h da manhã de 23 de setembro melhorou um pouco. O santo que viveu numerosas experiências sobrenaturais durante sua vida, aparentemente viu algo ao seu redor, mas ninguém via nada de especial.
Padre Pio conseguiu dizer “Vejo duas mães. Maria…” e então morreu.
O que ele viu exatamente?
A respeito das “duas mães”, há poucas explicações. Ele poderia ter querido dizer que estava vendo a Virgem Maria, sua mãe espiritual, e sua mãe biológica. A Igreja também é “Mãe”, por isso que não está claro do que se tratava aquela visão.
E enquanto parece óbvio que sua última palavra, “Maria”, faz referência a Mãe de Deus, sua mãe biológica também se chamava Maria, pode-ser que também tenha se referido a ela.
De qualquer maneira, não é estranho um homem cuja vida esteve cheia de situações sobrenaturais, como seus famosos estigmas, termine sua vida terrena com uma visão mística.

São Padre Pio, rogai por nós!