CURSO SOBRE A HISTÓRIA E O PENSAMENTO DE SÃO JOÃO DA CRUZ com Frei Claudiano
quinta-feira, 25 de maio de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
Por quanto tempo Jesus fica presente na Eucaristia após recebermos a Comunhão?
Temos que dar o devido respeito ao Nosso Senhor
O
grande tesouro da Igreja Católica é a Eucaristia – o próprio Jesus
disfarçado sob as aparências do pão e do vinho. Cremos que, como diz o
Catecismo, “No santíssimo sacramento da Eucaristia estão ‘contidos
verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue
juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por
conseguinte, o Cristo todo’”(CCC 1374).
Além disso, esta presença real de Cristo na Eucaristia não termina
imediatamente quando o recebemos na hora da Comunhão. O Catecismo
prossegue explicando como “a presença eucarística de Cristo começa no
momento da consagração e perdura enquanto a espécie eucarística
subsistir” (CCC 1377).
Mas o que significa quando recebemos a Comunhão em nossas bocas?
Quanto tempo permanece a Presença Real de Jesus em nossos corpos?
Há uma história famosa da vida de São Filipe Néri que ajuda a
responder a essa pergunta. Um dia, enquanto celebrava a Missa, um homem
recebeu a Sagrada Comunhão e deixou a igreja mais cedo. O homem parecia
não ter respeito pela Presença dentro dele e, assim, Filipe Néri decidiu
usar esta oportunidade como um momento de ensino. Ele enviou dois
coroinhas com velas acesas para seguir o homem fora da igreja.
Depois de um tempo andando pelas ruas de Roma, o homem se virou para
ver os coroinhas que ainda o seguiam. Confuso, o homem voltou à igreja e
perguntou a Filipe Néri por que ele tinha mandado os coroinhas atrás
dele. São Filipe Néri respondeu dizendo: “Temos que prestar o devido
respeito a Nosso Senhor, que você está levando com você. Como você se
recusou a adorá-lo, mandei os dois acólitos para fazer isso”. O homem
ficou atordoado com a resposta e resolveu, das próximas vezes, ficar
mais consciente sobre presença de Deus dentro dele.
Considera-se que a espécie eucarística do pão permanece por cerca de
15 minutos em nós, após recebermos a Comunhão. Isso se baseia na
biologia simples e reflete a afirmação do Catecismo de que a presença de
Cristo “permanece enquanto persistir a espécie eucarística”.
É por isso que muitos santos recomendaram oferecer 15 minutos de
oração depois de receber a Eucaristia, como uma ação de graças a Deus.
Isso permite que a nossa alma saboreie a presença de Deus, e que nós
tenhamos um verdadeiro encontro de “coração para coração” com Jesus.
Em nosso mundo corrido, muitas vezes é difícil permanecer na Igreja
muito tempo depois da Missa. Mas isso não significa que não possamos
pelo menos fazer uma breve oração de agradecimento. O ponto principal é
que precisamos nos lembrar de que a presença de Jesus na Eucaristia
permanece conosco por vários minutos e nos apresenta um momento
especial, quando podemos comungar com o Senhor e sentir seu amor dentro
de nós.
Se um dia você se esquecer disso, não se surpreenda se o seu pároco
enviar coroinhas para seguir o seu carro quando você sair da Igreja logo
depois de receber a Comunhão!
https://pt.aleteia.org/2017/05/18/por-quanto-tempo-jesus-fica-presente-na-eucaristia-apos-recebermos-a-comunhao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Não esqueçam a oração de São Miguel Arcanjo!

Ainda que não seja mais recitada ao final das Missas, como acontecia antigamente, a oração a São Miguel Arcanjo continua sendo um auxílio poderoso “na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo”
Depois de receber em 1884 uma visão terrível de forças diabólicas prestes a serem soltas na Terra, o Papa Leão XIII escreveu de próprio punho a oração a São Miguel, ordenando que ela fosse recitada logo em seguida a todas as Missas rezadas no rito latino. A oração ao Arcanjo tornou-se parte das chamadas “orações leoninas”, as quais foram deixadas de lado pela reforma litúrgica da década de 1960.
Em 1994, porém, o Papa São João Paulo II fez notar a ausência dessa oração e pediu que ela fosse novamente recitada pelos fiéis. Foi no dia 24 de abril, no Vaticano, depois da tradicional oração do Regina Caeli:
“Que a oração nos fortaleça para aquela batalha espiritual de que fala a Carta aos Efésios: ‘Fortalecei-vos no Senhor e no poder da sua virtude’ ( Ef 6, 10). É a essa mesma batalha que se refere o Livro do Apocalipse, colocando diante de nossos olhos a imagem de São Miguel Arcanjo (cf. Ap 12, 7). Tinha certamente bem presente diante de si essa cena o Papa Leão XIII, quando, no final do século passado, introduziu em toda a Igreja uma oração especial a São Miguel: ‘São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra a maldade e as ciladas do demônio…’Ainda que hoje essa oração não seja mais recitada ao término da celebração eucarística, convido todos a não esquecê-la, mas a recitá-la para obter a ajuda na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo.”
Curiosamente, uma década apenas depois que essa oração deixou de ser recitada nas paróquias após as Missas, o bem-aventurado Papa Paulo VI reconhecia, com pesar, as vitórias que Satanás e suas forças estavam obtendo sobre a Igreja. Em uma homilia no dia 29 de junho de 1972, ele alertava:
” Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus. Subsiste a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se a confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrermos a ele e lhe pedirmos se tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, que já somos os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam, em vez disso, serem abertas à luz.[…]Na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso? Confiamo-vos um nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo.”
A oração a São Miguel foi composta pelo Papa Leão XIII no dia 13 de outubro de 1884, exatamente 33 anos antes do Milagre do Sol, em Fátima. Seguem a versão latina original da oração e a sua tradução portuguesa:
Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
(Fonte: Church Militant | Tradução e adaptação: Equipe CNP)
Consagração aos Santos Anjos

Entregue sua vida à proteção dos Santos Anjos de Deus
Santos Anjos de Deus,
na presença de Deus Uno e Trino e no amor do meu Senhor e Redentor Jesus Cristo quero eu, N.N., pobre pecador, concluir hoje uma aliança convosco, que sois servos, a fim de que eu possa, em comunhão convosco, empenhar-me, com humildade e fortaleza, para a glória de Deus e a vinda do Seu Reino.
Por isso, eu vos suplico assistir-me, de modo particular:
– na adoração reverente de Deus e do Santíssimo Sacramento,
– na contemplação da Palavra e da Obra salvífica de Deus,
– no seguimento de Cristo e no amor à Sua Cruz, em espírito de expiação,
– no fiel cumprimento da minha missão na Igreja, servindo humildemente a exemplo de Maria, minha Mãe celestial e vossa Rainha.
E vós, meu bom Anjo da Guarda, que vedes continuamente a face do nosso Pai que está nos céus, a vós Deus me confiou desde o início da minha vida. Agradeço-vos de todo o meu coração por vossos amorosos cuidados. Entrego-me a vós e vos prometo o meu amor e a minha fidelidade.
Peço-vos: protegei-me contra minha fraqueza e contra os ataques dos espíritos malignos; iluminai a minha mente e o meu coração, a fim de que eu sempre reconheça e cumpra a vontade de Deus; e conduzi-me à união com Deus Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
(Autor desconhecido)
terça-feira, 16 de maio de 2017
SÃO JOÃO DA CRUZ CONHECEU A FOME NA SUA INFÂNCIA - Aula 2
CURSO SOBRE A HISTÓRIA E O PENSAMENTO DE SÃO JOÃO DA CRUZ com Frei Claudiano
A misteriosa linha reta que une 7 santuários dedicados a São Miguel: coincidência?

Será que essa linha impressionante, de milhares de quilômetros, representa a espada do Arcanjo que mandou o diabo para o inferno?
Uma linha reta impressionante e misteriosa, que vai da Irlanda a Israel, une sete mosteiros e santuários relacionados com o Arcanjo São Miguel. Será mera coincidência? Terá sido proposital? Os sete santuários ficam a grandes distâncias um do outro, mas estão alinhados de modo perfeito e assombroso.
A “Linha Sacra de São Miguel Arcanjo” simboliza, de acordo com a tradição, o golpe de espada que o Arcanjo infligiu ao diabo para enviá-lo ao inferno depois da batalha nos céus entre os anjos fiéis e os anjos rebeldes que, liderados por Lúcifer, tinham se voltado contra Deus.
Seja como for, é surpreendente a disposição de todos esses santuários ao longo de uma linha reta. Seria uma advertência do Arcanjo para que, respeitando as leis de Deus, os fiéis caminhem sempre na retidão? A Linha Sacra, além disso, fica perfeitamente alinhada com o poente no dia do solstício de verão no hemisfério Norte.

Como se não bastasse, os três mais importantes santuários da linha misteriosa ficam à mesma distância um do outro: a belíssima e famosíssima abadia do Mont Saint-Michel, na divisa entre as regiões francesas da Normandia e da Bretanha; a Sacra di San Michele, no vale italiano de Susa, região do Piemonte; e o santuário de Monte Sant’Angelo, no também italiano Monte Gargano, situado na região da Apúlia.
Conheça todos os sete santuários da Linha Sacra:
1) SKELLING MICHAEL

O traçado da Linha Sacra começa na Irlanda, numa ilha deserta onde o Arcanjo Miguel teria aparecido para São Patrício a fim de ajudá-lo a libertar o país dos ataques do demônio. É nessa ilha que se levanta o primeiro mosteiro: o de Skellig Michael ou Sceilig Mhichíl, em idioma gaélico (“Rocha de Miguel”).
Curiosidade adicional: o esplêndido panorama desta ilha aparece em um dos filmes da saga Star Wars, conforme você pode conferir neste outro artigo: O que Star Wars tem a ver com o Arcanjo São Miguel?
2) SAINT MICHEAL’S MOUNT

Rumando para o sul, a linha passa pelo St. Michael’s Mount, na Inglaterra: é uma ilhota da Cornuália que, na maré baixa, se junta à terra firme. Nesse local, São Miguel teria falado com um grupo de pescadores.
3) MONT SAINT-MICHEL

A Linha Sacra prossegue então para a França, cruzando outra célebre ilha que também se junta à terra firme nas baixas marés: o espetacular Mont Saint-Michel, outro local de aparição do Arcanjo. A beleza e a riqueza histórica e artística deste santuário e da sua baía na costa normanda fazem dele um dos lugares mais visitados de toda a França, além de terem garantido a sua proclamação como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1979. O Mont Saint-Michel já era cercado de forte misticismo desde a Alta Idade Média. Há mais de 1.300 anos, em 709, o Arcanjo apareceu, conforme a tradição, ao bispo de Avranches, Santo Aubert, pedindo a construção do santuário. Os trabalhos começaram logo, mas a abadia beneditina só foi ficar pronta no século X.
4) SACRA DI SAN MICHELE

A cerca de 1.000 quilômetros de distância, no vale piemontês de Susa, ergue-se o quarto santuário: a Sacra di San Michele (pronuncia-se “Mikéle”, em italiano). Sua construção começou por volta do ano 1.000 e, ao curso dos séculos, foram sendo acrescentadas novas estruturas. É o caso da hospedaria construída pelos monges beneditinos, já que o santo lugar ficava na rota dos peregrinos da Via Francígena, antiga estrada que ia da França para Roma.
5) SANTUÁRIO DO MONTE SANT’ANGELO

Mais 1.000 quilômetros em linha reta e se chega à também italiana região da Apúlia, mais precisamente ao Monte Gargano. Ali, uma caverna de acesso muito difícil se transformou em lugar sagrado e viu erguer-se o Santuário de São Miguel Arcanjo, iniciado no longínquo ano de 490. Ele marca a primeira aparição do Arcanjo Miguel a São Lourenço Maiorano.
6) MOSTEIRO DE SYMI

Deixando a Itália, a fascinante Linha Sacra de São Miguel chega ao sexto santuário, agora na ilha grega de Symi: aqui, o mosteiro alberga uma das maiores efígies do Arcanjo que existem no mundo, com três metros de altura.
7) MOSTEIRO DO MONTE CARMELO

A Linha Sacra termina em território israelense: o mosteiro do Monte Carmelo, em Haifa. O local é venerado desde a antiguidade, mas a construção do santuário cristão remonta ao século XII.
https://pt.aleteia.org/2017/05/15/a-misteriosa-linha-reta-que-une-7-santuarios-dedicados-a-sao-miguel-coincidencia/
terça-feira, 9 de maio de 2017
Ele era “sacerdote” de Satanás. Virou apóstolo do Rosário e foi beatificado
A juventude o afastou de Deus e o lançou no ocultismo e no ódio à Igreja. Mas Nossa Senhora o resgatou!
O beato Bartolo Longo nasceu em 1841 na localidade italiana de Latiano, região da Apúlia. Embora educado na fé e na piedade, cedeu a influências que o afastaram de Deus após sair de casa para estudar, primeiro em Lecce e depois em Nápoles.Eram tempos conflituosos e o ímpeto idealista que antecedeu a unificação italiana irradiava nas universidades as ideias iluministas e o ódio contra a Igreja, tachada de obscurantista e opressora.
Bartolo não passou incólume por essas influências, que o levaram a círculos fechados e elitistas, à maçonaria e ao espiritismo. Ele próprio dirá de si mesmo que, nessa época, foi como um “sacerdote de Satanás”, mas a euforia da suposta “libertação do jugo da Igreja” se transformou em tamanha desilusão com as novas ideias e práticas que o jovem se viu em intensa depressão e, várias vezes, à beira do suicídio.
Na busca de alívio para o desespero, encontrou no professor e amigo Vincenzo Pepe, seu conterrâneo, a firmeza e a clareza que o salvariam: “Se você continuar com essas práticas, vai terminar num hospício!”. Foi Pepe quem o apresentou ao padre dominicano Alberto Radente, diretor espiritual que o ajudaria a dissipar do espírito aquelas trevas espessas.
Foi depois de várias sessões de orientação guiadas pelo sacerdote que Bartolo Longo se confessou e abraçou a mudança de rota.
Mas quem disse que ia ser fácil? A tentação e os pensamentos de desespero se mantiveram em seu encalço. Certo dia, enquanto andava cheio de pesares e tormentos pelo Vale de Pompeia, veio-lhe à mente uma frase que o pe. Radente lhe dissera várias vezes:
“Se você procura a salvação, propague o Rosário. É uma promessa de Maria”.Ele ouviu então o ressoar de um sino distante, alçou os braços ao céu e bradou:
“Se é verdade que prometestes a São Domingos que quem propagar o Rosário se salvará, eu me salvarei porque não vou sair desta terra de Pompeia sem ter aqui propagado o teu Rosário!”

Os novos cônjuges fizeram o propósito de espalhar pelo Vale de Pompeia a devoção ao terço. Puseram numa antiga igreja local um quadro de Nossa Senhora do Rosário que eles próprios haviam recebido de uma irmã dominicana, amiga do pe. Radente. A imagem se tornou conhecida como o ícone de Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia, cujo santuário está hoje entre os mais frequentados do mundo. Em 1883, Bartolo compôs a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia.

No dia 5 de outubro de 1926, Bartolo Longo suspirou, pouco antes de entregar o espírito às mãos do Pai:
“O meu único desejo é o de ver Maria, que me salvou e me salvará das garras de Satanás”.São João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980.
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