quinta-feira, 22 de junho de 2017

Curso de Teologia Bíblica - Gêneros Literários do Novo Testamento

Cartas ou epístolas


São correspondências destinadas a uma pessoa ou comunidade, contendo notícias e expressando pontos de vista. No caso Bíblico, contendo ensinamentos doutrinais.
A diferença entre carta e epístola consiste no fato de que a primeira é mais particular e a segunda tem caráter literário. Uma Epístola é semelhante a uma carta, porém mais formal e poética. Há quem entenda que “epístola” seja uma carta que tem a intenção de ser um tratado filosófico, desenvolvendo assuntos que vão além de coisas pessoais e familiares, incluindo discussões, opiniões, orientações e manifestos. Nas CARTAS PAULINAS existem dois exemplos que podem ajudar na diferenciação entre uma e outra: a epístola aos Romanos e a carta aos Filipenses

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

SÃO JOÃO DA CRUZ. 7: Noviço de Santa Teresa de Jesus

Em 1568, João de São Matias acompanhou a madre Teresa na fundação do Carmelo de monjas em Valladolid. Aqui ele fará alguns meses de noviciado. Aprenderá o modo de ser das monjas guiadas por Santa Teresa. Ao mesmo tempo, ele foi confessor e diretor espiritual da comunidade.

sábado, 17 de junho de 2017

SÃO JOÃO DA CRUZ. 6: O ENCONTRO COM SANTA TERESA DE JESUS

Em 1567, em Medina del Campo, encontraram-se, providencialmente, os dois grandes reformadores do Carmelo: Santa Teresa e São João da Cruz

Construção da Casa Alívio do Sofrimento - São Padre Pio

A ÚLTIMA NOITE DE PADRE PIO

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EMOCIONANTE DEMAIS ...

Padre Pellegrino, relata seus últimos momentos, ele que sempre foi fiel e seu filho espiritual, muito dedicado.
Logo após as 21:00 horas do dia 22 de Setembro de 1968, quando Padre Mariano já se distanciava, eu entrei na cela, porque Padre Pio tinha me chamado pelo interfone, ele estava deitado, e queria saber a que horas o despertador estava marcado para despertar, ele estava preocupado com a missa.
De seus olhos avermelhados escorria uma lágrima que enxuguei e me retirei para a cela ao lado, mantendo-me acordado e prestando atenção no interfone.
Antes da meia noite Padre Pio me chamou cinco vezes, sempre com alguma lágrima nos olhos, mas era um pranto suave e tranqüilo, e pediu que eu ficasse com ele.
E começou a me perguntar as horas com muita freqüência. Olhava para mim com olhos suplicantes, apertando a minha mão.
Em seguida, como se já tivesse esquecido o correr das horas, perguntou-me;- você já celebrou á missa?
Ainda é muito cedo para a missa, Pai Espiritual! Respondi.
Bem...então esta manhã você celebra para mim? –perguntou-me.
Todas as manhãs eu celebro a missa em suas intenções.
Em seguida Padre Pio quis se confessar. Depois da Confissão Sacramental, disse-me:
-Meu filho, se Deus me chamar hoje, pede perdão em meu nome a todos os Confrades, pelo incomodo que lhes causei aqui e peça a eles e aos meus filhos espirituais uma oração pela minha alma.
-Pai espiritual, tenho certeza de que Deus lhe permitirá viver ainda por muito tempo. Mas, se o senhor estiver certo, em suas intuições, posso pedir uma última benção para seus Confrades, para seus filhos espirituais e para seus doentes?- perguntei.
-Sim, eu abençôo a todos! Mas, peça ao Padre Superior para ele próprio transmitir a minha benção aos nossos Confrades.
Em seguida, pediu-me para renovar seus votos de profissão religiosa. E já era 1:00 hora da manhã, quando me disse;
-Ouça, meu filho, aqui na cama não estou respirando bem. Ajude-me a passar para a cadeira, onde poderei respirar melhor.
Padre Pio costumava levantar-se entre uma e três horas da manhã, para se preparar para a missa. E costumava andar um pouco pelo corredor, antes de sentar-se para esta preparação.
Fiquei realmente muito feliz, quando o vi andando ereto e firme como um jovem, sem precisar de minha ajuda.
Á saída de sua cela, disse-me: Caminhemos um pouco até o avarandado (varanda).
Segurei-o pelo braço, ele mesmo acendeu a luz e chegou até perto da poltrona. Sentou-se e passou a vista pela saleta a que chamavam de varanda, como se estivesse procurando alguma coisa.
Decorridos uns 5 minutos, quis voltar para a cela. Tentei levantá-lo da poltrona, mas ele me disse;- Pode deixar eu me levanto.
Mas percebi que ele não estava agüentando o peso do corpo e disse-lhe:
-Pai espiritual, não se preocupe, enquanto já apanhava a cadeira de rodas que estava ao lado.
Levantei-o da poltrona e sentei-o na cadeira de rodas. E ele mesmo levantou os pés do chão, colocando-os sobre o pequeno estribo da cadeira.
Na cela, quando o transferi para a poltrona, ele me disse, apontando para a cadeira de rodas;
-Pode levá-la lá para fora.
Fiz o que ele pedia e, ao voltar, notei que o Padre estava muito pálido e um suor frio lhe umedecia a testa.
Assustei-me, quando percebi que seus lábios estavam lívidos. E ele repetia, com a voz cada vez mais fraca:
JESUS...MARIA...JESUS...MARIA...
Fiz menção de chamar um Confrade, mas ele disse;
-Não acorde ninguém!
Resolvi chamar assim mesmo e quando me afastei correndo de sua cela. Padre Pio me chamou.
Voltei sem coragem de atende-lo, mas quando ele me repetiu;- Não acorde ninguém! Apressei-me.
Eu só disse , deixe-me agir... E sai correndo para chamar Padre Mariano. Todavia, vendo a porta da cela de Padre Guglielmo, entrei correndo, indo diretamente ao telefone, para chamar o médico, Doutor Sala.
Em 10 minutos chegava doutor Sala que, ao ver o Padre, preparou imediatamente uma injeção. Padre Guglielmo e eu tentamos levá-lo até a cama para tomar a injeção.
Depois da injeção, resolvemos levá-lo de volta para a pequena poltrona, enquanto continuava a repetir, com um fio de voz:
JESUS...MARIA...JESUS...MARIA...
Em seguida, atendendo aos chamados de Doutor Sala, chegou Mario Pennelli, sobrinho de Padre Pio. Veio também o Doutor Gusso, Diretor da Casa Alívio do Sofrimento, e mais o Doutor Scarale. Chamados por mim, chegavam também o Padre Guardião, o Padre Mariano e outros Confrades.
Enquanto os médicos davam-lhe oxigênio, primeiro com a cânula e depois com a máscara, o Padre Paolo lhe ministrava a Unção dos Enfermos e os demais Padres, ajoelhados a sua volta, REZAVAM FERVOROSAMENTE.
E Padre Pio continuava:
JESUS... MARIA... JESUS...MARIA...E inclinando docemente a cabeça, expirou.
ERAM DUAS HORAS E TRINTA MINUTOS DA MADRUGADA DO DIA 23 DE SETEMBRO DE 1968. NO MESMO INSTANTE A CELA DE PADRE PIO FOI INVADIDA POR INTENSO PERFUME DE FLOR DE LARANJEIRA, PERFUME ESTE QUE FOI SENTIDO SIMULTANEAMENTE POR TODOS OS SEUS FILHOS ESPIRITUAIS ESPALHADOS PELO MUNDO INTEIRO.
E também os seus Confrades, se deram de que suas mãos e pés do Padre Pio ESTAVAM COMPLETAMENTE LIVRES DAS CHAGAS.
Não havia o menor vestígio dos estigmas que o acompanharam por 50 anos. A pele de suas mãos e de seus pés parecia a pele de um recém-nascido. Ele agora era um recém-nascido diante de Deus, UM RECEM-NASCIDO PARA A VIDA ETERNA.
O Superior do Convento achou por bem, a fim de evitar sensacionalismo ou atos de fanatismo, nada revelar aos fiéis sobre o desaparecimento dos estigmas de Padre Pio, determinando que fosse velado e enterrado com as meias-luvas que sempre usara. E só 3 meses mais tarde o fato foi dado ao conhecimento público.
Em PIETRELCINA, cidade natal de Padre Pio, quando receberam a triste noticia de seu falecimento, os sinos de todas as Igrejas tocavam em festivo - GLÓRIA A DEUS PELA CHEGADA AO CÉU DAQUELE FILHO AMADO. AMEM.
Em San Giovanni Rotondo, ao ser divulgada a noticia da morte de Padre Pio, uma multidão incalculável irrompeu na IGREJA DE SANTA MARIA DAS GRAÇAS, para o último adeus ao Padre Pio, tão querido.
Centenas de pessoas vieram de toda parte do mundo para os funerais que se realizaram 3 dias depois.
A tampa do caixão de Padre Pio tinha uma parte de vidro, deixando antever seu rosto remoçado, tranqüilo e sereno.
Ficou decidido que o esquife seria colocado no alto de um carro, para dar uma volta pelas ruas principais da cidade, a fim de que todos os moradores de San Giovanni, idosos, inválidos ou doentes, tivessem a oportunidade de reverenciar e aplaudir PADRE PIO, em solene e emocionada despedida.
Enquanto isso, helicópteros militares sobrevoavam a cidade, deixando cair uma chuva de pétalas coloridas.
ERA A APOTEOSE DE UMA GRANDE VIDA, DE UM GRANDE HOMEM, CUJA GRANDEZA ESTAVA JUSTAMENTE EM SE CONSIDERAR, PEQUENO DIANTE DE DEUS.
E Padre Pio foi sepultado na cripta da Igreja Santa Maria das Graças, túmulo novo, que ainda não tinha sido utilizado, COMO FOI O TÚMULO DE JESUS..
PADRE PIO NUNCA ESCREVEU LIVRO ALGUM. 
NEM PRECISAVA. 
ELE ERA UM DOS LIVROS MAIS BELOS DE DEUS.

JESUS CRISTO PREGADO NA CRUZ, PADRE PIO PREGADO EM JESUS.
GLÓRIA AO PAI, AO FILHO E AO ESPÍRITO SANTO, COMO ERA NO PRINCÍPIO AGORA E PARA SEMPRE . AMEM.

São Padre Pio- Rogai por nós !

https://www.facebook.com/SaoPe.pio/photos/a.238860259522558.56242.238794229529161/746263118782267/?type=3&theater

sexta-feira, 16 de junho de 2017

5 coisas que você não sabia sobre a água benta


A água benta é provavelmente um dos sacramentais mais conhecidos da Igreja. Não confundam sacramental com sacramento. Sacramental é um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, mediante o qual significam efeitos obtidos pela intercessão da Igreja.
Alguma vez já se perguntou desde quando a Igreja usa água benta? Porque sempre a encontramos na entrada das igrejas? Estas e outras perguntas estão respondidas aqui!
Conheça 5 coisas que você não sabia sobre água benta:

1) Sua origem

Se pode dizer que a origem da água benta remonta os tempos de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque Ele mesmo abençoou as águas. Mais adiante, o Papa São Alexandre I, que exerceu seu pontificado desde 121 d.C. até 132, determinou que o sal seria posto na água, enquanto as orações são ditas normalmente pela igreja. Os judeus colocavam cinzas na água, por isso São Clemente dizia que o que o que estava sob a antiga lei era a cinza, sob a graça, o sal.

2) Por que  tem água benta à entrada de algumas igrejas?

A água benta é colocada ali para nos persignarmos (fazer o sinal da cruz na testa, lábios e peito) com ela ao entrar no templo e sermos abençoados por Deus, com o sinal da Cruz. Assim entregamos todos os nossos sentidos a Ele, em Sua casa. Quando entramos na Igreja devemos pedir para que o Espírito Santo ilumine os nossos corações, infundindo neles aquele santo temor, piedade, silêncio e reverência, que cabem àquele santo lugar.

3) Como foi introduzido o uso da água benta na Igreja?

Foi em substituição à uma antiga cerimônia judia em que, antes de entrar na oração, se lavavam pedindo a Deus que os tornasse limpos. Para lembrar essa figura, os sacerdotes católicos primeiro abençoam a água, como um rito que ainda se mantém.

4) O que simboliza a água benta?

A água benta simboliza o suor de Nosso Senhor Jesus Cristo no horto e o preciosíssimo sangue que molhou seu rosto, na agonia.

5) Que efeitos tem a água benta?

Tradicionalmente se sabe que a água benta tem os seguintes efeitos:
– Afugenta toda potestade demoníaca sobre as pessoas e lugares que onde ela é lançada.
– Apaga os pecados veniais.
– Afugenta toda sombra, nuvem, fantasia e astúcia diabólica.
– Encerra as distrações da oração.
– Nos dispõe, com a graça do Espírito Santo, a uma maior devoção.
– Infunde em nós a virtude da benção divina para receber os sacramentos, para o administrá-los, e para celebrar os divinos ofícios de Deus.

Tem mais alguma informação sobre a água benta? Conte-nos!

Fonte: ChurchPop

quinta-feira, 15 de junho de 2017

4 lições espirituais dos monges orientais para a nossa vida cotidiana


A sabedoria dos Padres do Deserto tem o poder de transformar a nossa vida diária

A consagração pessoal a Deus dentro de uma comunidade foi se desenvolvendo em dois ramos distintos na história do cristianismo: o oriental e o ocidental.
Surgiu primeiro o monaquismo oriental, que influenciou São Bento na fundação da vida monástica no Ocidente.
As raízes espirituais do monaquismo oriental remontam a São Paulo Eremita, no século III, e a Santo Antônio, o Grande, pouco tempo depois. Sua formalização, porém, ocorreu com São Basílio de Cesareia e São Pacômio, no século IV. Por volta do ano 357, São Basílio viajou para a Palestina, o Egito, a Síria e a Mesopotâmia a fim de estudar a vida dessas comunidades monásticas e descobrir o seu segredo da santidade.
Embora admirasse o ascetismo severo e a devota vida de oração que os eremitas viviam, São Basílio considerou que os mosteiros precisavam de equilíbrio. Ele então escreveu uma espécie de “regra” para governar o cotidiano dos monges e moderar o seu modo extremo de vida. Graças ao grande sucesso dessa regularização, São Basílio seria reconhecido, mais tarde, como o “pai do monaquismo oriental”.
Essa vida completamente dedicada a Deus tem muito a nos ensinar no século XXI. A sabedoria de São Basílio e dos Padres do Deserto influenciou inúmeros santos ao longo dos séculos e ainda hoje é altamente relevante.
Estas são quatro lições espirituais que podemos aprender do monasticismo oriental e aplicar em nossa vida de todos os dias:

1 – Ore sem cessar

São Basílio escreve:
“Devemos rezar sem cessar? É possível obedecer a tal mandamento? (…) A força da oração reside mais no propósito da nossa alma e nos atos de virtude que estendemos a cada parte e momento da nossa vida. ‘Seja que comais’, está escrito, ‘seja que bebais, ou o que quer que façais, tudo fazei para a glória de Deus’. Ao te sentares à mesa, reza. Ao levantares o pão, dá graças ao Criador (…) Ao vestires a túnica, dá graças ao Doador. Ao te envolveres no manto, sente um amor ainda maior por Deus, que, no verão e no inverno, provê nossas vestes convenientes, tanto para nos preservar a vida quanto para cobrir o que é impróprio à vista. Finda já o dia? Dá graças a Ele, que nos deu o sol para o nosso trabalho diário e nos fornece o fogo para iluminar a noite”.
Em essência: viva sempre em espírito de ação de graças, lembrando-se de Deus em todas as atividades. Assim viveremos a exortação de São Paulo a “rezar sem cessar”, pois não só com palavras sem faz oração!

2 – Renove a sua alma com um “deserto” semanal

Em uma carta a São Gregório Nazianzeno, São Basílio escreve:
“A quietude é o primeiro passo para a limpeza da alma. A solidão é de grande utilidade quando aplaca as paixões e dá lugar ao princípio de cortá-las da alma”.
Há uma razão pela qual Deus nos deu um dia semanal de descanso: precisamos não apenas descansar, mas renovar a alma e experimentar a quietude. Não fomos feitos para trabalhar sete dias por semana. Quando chega o domingo, faça dele um dia de descanso e quietude, de acordo com o seu estado de vida.

3 – Sirva aos pobres em todos os momentos

Os monges do deserto egípcio geralmente não viam muita gente, mas São Basílio recomendou aos seus monges que servissem aos pobres o máximo possível. Os monges fizeram isso com diligência, dando todas as suas posses aos pobres e continuando a apoiá-los mediante o seu trabalho em solidão.
São Basílio lembrava aos monges que o ato de retirar-se do mundo não os dispensava de servir aos outros, porque a sua fé cristã devia ser demonstrada no amor aos pobres.

4 – Jejue para desarraigar pecados particulares

Jejuar pode ser difícil, mas os padres do deserto viam no jejum um meio primordial de erradicar o pecado na vida de uma pessoa. Se o pecado deriva das nossas paixões, abster-nos da paixão corporal pela comida nos fortalece contra as outras paixões rebeladas.
São Basílio recomenda moderação no jejum, considerando que a saúde e os deveres são mais importantes do essa prática. Embora digno como todo meio espiritual, o jejum deve ser vivido com intenção reta, evitando o espírito de competição que se verificava, algumas vezes, nos primeiros mosteiros: sim, alguns monges “competiam” para ver quem se abstinha de comida durante mais tempo. É comum, aliás, que a soberba humana contamine práticas piedosas e as desvie do seu sentido autêntico, destruindo seus méritos.

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