sexta-feira, 14 de julho de 2017

7 fatos sobre a vida dos leigos nos primeiros séculos do cristianismo


Nos primeiros passos da Igreja, estava claríssimo que a sua missão era responsabilidade tanto dos ministros ordenados quanto dos leigos

Apesar de costumeiramente não receber uma descrição melhor do que “o leigo é aquele que não é padre nem religioso”, é da vida leiga que a Igreja é principalmente composta. O ministério ordenado, como sabemos, não é um fim em si mesmo. Bispos, padres e diáconos estão a serviço do crescimento na fé, na esperança e no amor daquela multidão de homens e mulheres que fecundam com o Espírito de Deus a vida do mundo.
O protagonismo do leigo na vida da Igreja é um tema que foi retomado com mais força em tempos recentes pelo Concílio Vaticano II, sobretudo nas constituições Lumen Gentium e Gaudium et Spes e no decreto Apostolicam Actuositatem. Por “vida da Igreja”, entenda-se tanto a sua participação na sociedade realizada a partir do Evangelho e, assim, como presença de Cristo no mundo, quanto a sua colaboração, ao lado de clérigos e religiosos, na missão evangelizadora da Igreja, assumindo serviços pastorais.
Desde o Concílio, leigos têm lentamente assumido postos na Cúria Romana e nas dioceses. São mais numerosas – mas ainda tímidas – as beatificações e canonizações de leigos. Os leigos passaram a poder estudar teologia e lecionar nessa área. Mas como vivia o laicato nos primórdios da Igreja? Confira aqui sete fatos sobre como era a vida dos leigos nos primeiros séculos do cristianismo.
  1. Laikós
A palavra “leigo” – do grego λαϊκός (“laikós”), que vem de λαός (“laós”), “povo” – não aparece no Novo Testamento. Seu primeiro registro em contexto cristão está na carta de Clemente aos coríntios, no final do século I.
  1. Eles anunciam, ensinam e participam
Mas é claro que leigos e leigas estão presentes na Igreja nascente: eles participam da eleição de Matias para a vaga que surgiu entre os doze apóstolos com a morte de Judas (cf. At 1, 23), bem como da escolha dos sete primeiros diáconos (cf. At 6, 1-6). Anunciam o Evangelho, até aproveitando as dispersões que as perseguições ocasionam (cf. At 8,4; 11,19), e assumem ministérios como o de didáscalos (mestre, doutor), como o casal Áquila e Priscila, que dá uma formação mais aprofundada da fé a Apolo (cf. At 18,26).
  1. “Já enchemos tudo”
Estava claríssimo que a missão evangelizadora da Igreja era responsabilidade tanto dos ministros ordenados quanto dos leigos. Era nas conversas do dia-a-dia, nas cidades e nos campos, que o nome de Jesus era anunciado. Tertuliano, no final do século II, louvava diante dos pagãos os frutos do testemunho cristão no meio do mundo: “Nós somos de ontem e já enchemos tudo que é vosso: cidades, ilhas, fortalezas, prefeituras, aldeias, os próprios campos, tribos, decúrias, palácio, senado, fórum; deixamo-vos apenas os templos…”
  1. Trindade
O teólogo africano Tertuliano (+220), aliás, era um dos grandes escritores da Igreja dos primeiros séculos – foi ele quem registrou pela primeira vez o termo “Trindade” e quem fez a mais antiga exposição formal sobre a teologia trinitária. E era um leigo.
  1. Apologetas
O filósofo e mártir Justino (+165) também era leigo, bem como Minúcio Félix, Lactâncio e outros escritores cristãos. Outro personagem fundamental da Igreja dos primeiros séculos, Orígenes (+ 254), já era um teólogo renomado e estava na ativa há mais de vinte anos quando foi ordenado presbítero.
  1. Pregação
Até o século III, não era raro ver leigos pregando em público nas assembleias, de forma oficial. “Onde se encontram homens em condição de ajudar os irmãos, eles são convidados pelos santos bispos a pregar para o povo”, escrevem Teoctisto de Cesareia e Alexandre de Jerusalém, bispos, em uma carta defendendo o ministério de Orígenes como pregador, na qual citam outros diversos casos. A epístola é reproduzida por Eusébio em sua História eclesiástica.
  1. A eleição dos bispos
É só no decorrer dos séculos III e IV que começam a aparecer escritos que criam um abismo entre ministros ordenados e leigos, como a Didascália e as Constituições Apostólicas. Há uma função da qual os leigos participam que, porém, é mantida religiosamente ainda por muito tempo: a eleição dos bispos. A praxe é considerar a participação de todo o povo cristão na escolha do seu bispo como uma regra indispensável. Tanto é assim que Santo Agostinho – uma exceção, pois foi apontado como bispo pelo seu antecessor, Valério –, bem como o primaz da Numídia, Megalio de Calama, que presidiu sua ordenação, se desculparam posteriormente pela eleição episcopal realizada sem a participação do povo.
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Por Felipe Koller (teólogo, com mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É catequista há 12 anos e prega em retiros de jovens. Pela Editora Apostolado da Divina Misericórdia, lançou uma série de livros infantis),

“ESTAMOS COMUNGANDO JESUS OU COMENDO HÓSTIAS ?


Resultado de imagem para comendo hóstias

Parece uma brincadeira, mas o questionamento é sério. Eu fiquei pensando… meu Deus! Já comunguei tantas vezes, já participei de MILHARES de Missas, mas… o que mudou? Em que mudei?

Comungar é estar unido, intimamente ligado ao Cristo. É viver como Ele viveu, pensar como Ele pensa, agir como Ele age! Da sua primeira comunhão pra cá, em que você melhorou? Quais foram os passos significativos no processo de conversão? Em suma: quais os frutos de santidade que a Eucaristia realizou em nós?

Santa Teresa de Ávila dizia que bastava uma comunhão em estado de graça para se santificar. A Beata Imelda morreu no dia da sua Primeira Comunhão. Morreu de amor. Tantos santos que entravam em êxtase na hora da Missa, como Luís de Monfort, Inácio de Loyola e José de Cupertino…

Irmã Dulce e Madre Teresa que saíam da Missa para dar socorro aos necessitados, Santa Gema Galgani que tinha o seio queimado por causa de um fogo misterioso que lhe incendiava, Santo Antônio de Lisboa que fez um jumento se ajoelhar diante da Hóstia para converter um ateu, Maria Milza que nunca aceitou ser ministra da comunhão por se sentir indigna de tocar o Corpo de Deus, a Beata Alexandrina que viveu 13 anos apenas com uma Eucaristia diária, etc… etc… etc…

Santo Agostinho dizia que nós metabolizamos os alimentos que comemos, mas quanto a Eucaristia, é ela que nos metaboliza.

E eu? E você? E nós? Estamos comungando Jesus ou comendo hóstias? Aquela partícula branca transforma o nosso interior ou é como uma vela acesa mergulhada na água? Pense… repense… medite…


(Seminarista Gabriel Vila Verde)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

“Nossa Senhora veio aqui porque queria curar o Padre Pio”


O Padre Pio esteve uma vez severamente doente, de cama, e Nossa Senhora de Fátima fez-lhe uma visita para curá-lo

Quase todo o mundo conhece Nossa Senhora de Fátima. Quase todo o mundo já ouviu falar de São Padre Pio. Mas quantos sabem que o Padre Pio esteve uma vez severamente doente, de cama, e Nossa Senhora de Fátima fez-lhe uma visita para curá-lo?
O evento miraculoso aconteceu em 1959. Naquela primavera, a imagem de Nossa Senhora de Fátima tinha vindo de Portugal para visitar as capitais das províncias da Itália, em várias paradas. Viajando de helicóptero, a imagem de Nossa Senhora deveria seguir para Foggia, onde o bispo Paolo Carta tinha preparado uma recepção calorosa para a Santíssima Virgem. Mas houve um desvio na rota.
Mais tarde, em 1997, como bispo emérito, ele contaria essa história à fundação Voce di Padre Pio, falando um pouco sobre o amor de longa dataque o Padre Pio sempre cultivou por Nossa Senhora de Fátima:
Acho que posso afirmar que na metade de século que se seguiu, ninguém dentro da Igreja deu a Fátima uma resposta mais completa do que o Padre Pio. A ansiedade maternal do Imaculado Coração de Maria pelas almas que se precipitavam no inferno, invadiu profunda e completamente o coração do Padre Pio, que fez da sua vida inteira um grande sacrifício para que Nosso Senhor livrasse as almas da condenação eterna.
O bispo sublinhou que, em Fátima, Nossa Senhora havia pedido especialmente pela oração do Rosário. “E quem poderia contar as horas que o Padre Pio passou a rezar pela conversão e salvação dos pecadores? E com que amorosa insistência ele não recomendava o Rosário a todos como meio de atingir a salvação?”
Além disso, o bispo também apontou para os incontáveis atos de mortificação, penitências e sofrimentos praticados pelo Padre Pio para salvar as almas do inferno, em resposta ao que Nossa Senhora havia pedido. “Esta resposta heroica do Padre Pio merecia um sinal de mimo materno de Nossa Senhora — e o sinal foi maravilhoso.”
Para a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal, estava programada uma passagem pela grande cidade de Foggia, no começo de agosto. O mosteiro de San Giovanni Rotondo pertencia à diocese de Foggia, mas o Padre Pio estava severamente doente, acamado por conta de uma pleurite, desde o dia 5 de maio. Se estava impossibilitado até de celebrar a Santa Missa, quanto mais de peregrinar até Foggia!
“Mas poderia uma Mãe com um Imaculado Coração tão sensível e delicado não visitar seu filho mais querido, o Padre Pio?”, conta o bispo Paolo Carta.
Por algum motivo, o itinerário mudou. A imagem não iria mais para Foggia, e sim para San Giovanni Rotondo. A alegria tomou conta dos ares enquanto as pessoas se reuniam em volta do mosteiro. Com a ajuda de um alto-falante, o Padre Pio foi capaz de prepará-los para a chegada de sua Mãe, no dia 6 de agosto.
Naquela manhã, o Padre Pio conseguiu descer até a igreja e alcançar a imagem de Nossa Senhora — “mas teve que se sentar pois estava exausto”, observou o bispo, e depois “ele deu a ela um Rosário dourado”. ” A imagem foi rebaixada diante do seu rosto e ele lhe deu um beijo. Foi um gesto de muito carinho.”
Naquele mesmo dia, entre as duas e três da tarde, Nossa Senhora de Fátima estava mais uma vez no helicóptero, pronta para partir rumo ao seu próximo destino. Decolando da Casa Sollievo della Sofferenza — construída por ideia e inspiração do Padre Pio e inaugurada a 5 de maio de 1956 —, o helicóptero deu três voltas em torno do mosteiro antes de voar em direção à sua próxima parada. (Nem o piloto da aeronave conseguiu explicar, depois, por que se deram aquelas voltas.)
O bispo Paolo Carta descreveu ainda como, “de uma janela, o Padre Pio viu o helicóptero voar para longe, com os olhos cheios de lágrimas. Para Nossa Senhora que estava no voo, o Padre Pio lamentou com uma confiança que era própria dele: ‘Minha Senhora, minha Mãe, vieste à Itália e eu fiquei doente, agora te vais embora e me deixas doente ainda.'”
Mas, enquanto o helicóptero dava voltas no ar, ele sentiu um arrepio, uma “sacudida” em todo o seu corpo. O bispo repetiu, então, aquilo que o Padre Pio diria pelo resto de sua vida: ” Naquele mesmo instante eu senti um tremor nos meus ossos que me curou imediatamente.” O bispo acrescentou ainda as palavras do seu diretor espiritual, para confirmar o evento: “Num momento, o padre sentiu uma força misteriosa em seu corpo e disse aos seus confrades: ‘Estou curado.’ Ele estava forte e saudável como nunca antes na sua vida.”
No livro Padre Pio, a Personal Portrait (“Padre Pio, um retrato pessoal”, sem tradução para o português), publicado originalmente em 1978 e relançado recentemente, o frei Francesco Napolitano, que trabalhou com o santo de Pietrelcina, dá o seu próprio testemunho: “Eu estava presente no momento e posso atestar que o Padre Pio nunca se sentiu tão saudável como depois da partida da imagem de Nossa Senhora de Fátima.”
Quando contaram ao santo frade que um artigo, no jornal de Foggia, perguntava o por que a imagem de Nossa Senhora de Fátima tinha ido a San Giovanni Rotondo, em vez de ir ao Santuário de São Miguel, no monte Sant’Angelo, também localizado em Foggia, o bispo Paolo Carta repete aquilo que o Padre Pio costumava responder, com muita simplicidade: ” Nossa Senhora veio aqui para curar o Padre Pio.”
Três dias após a visita da Virgem, ele estava de volta a celebrar a Santa Missa.
Sobre o porquê de Nossa Senhora de Fátima ter visitado o Padre Pio, o bispo Paolo Carta tinha a sua própria opinião:
Gosto de acrescentar que ela veio também por causa do exemplo de devoção ardente do Padre Pio. A sua recuperação prodigiosa iria despertar na Itália e no mundo um fervoroso aumento de amor e confiança no Imaculado Coração de Maria.
E a partir deste maravilhoso episódio nós devemos fazer uma santa resolução de sempre crescer nesta devoção, com uma resposta generosa à mensagem de Fátima, recitando fervorosamente o Rosário todos os dias, rezando e oferecendo os nossos sofrimentos pela conversão dos pecadores, e recebendo a Comunhão nos primeiros sábados de cada mês, na esperança de que estas palavras consoladoras se tornem verdade para nós: ‘A quem abraçar esta devoção, prometo a salvação, e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.’
A promessa da Virgem de Fátima é que as almas por ela queridas seriam como “flores”. Pela resposta que deu às suas mensagens e pedidos, no entanto, o Padre Pio está mais para um ramalhete inteiro.

Por que adultos e crianças estão mais ansiosos que nunca


5 razões que explicam por que estamos todos tão estressados


De todas as preocupações de saúde mental dos dias atuais, uma pesquisa sugere que, nos EUA, a ansiedade é a queixa psicológica número um em crianças e adultos.
E, sim, isso está superando muitos outros grandes problemas mentais. Por exemplo, The 2013 Global Disease Burden Study declarou que “os distúrbios mentais e abuso de substâncias são a principal causa de doenças não fatais em todo o mundo, com uma carga de doenças global que supera o HIV/Aids, tuberculose, diabetes”. Devemos nos preocupar com as estatísticas. Especialmente quando você considera que o Instituto Nacional de Saúde Mental realizou amplas pesquisas em 2001 e 2003 de adultos selecionados aleatoriamente e descobriu que 46% dessas pessoas preencheram critérios para pelo menos uma doença mental em suas vidas.
E o fardo só parece piorar, já que estudos mais recentes indicam que as dificuldades psicológicas aumentaram significativamente ao longo do último meio século ou mais.
Mas, apesar de todos esses números assustadores, existem muitas maneiras pelas quais nossos filhos estão mais seguros do que nunca. Desde 1970, a mortalidade infantil diminuiu significativamente. Desde 1907, a taxa de mortalidade de crianças pequenas caiu quase 50 vezes. Nos últimos 40 anos, as taxas de crimes violentos contra crianças diminuíram mais de 60%.
Então, por que nós (adultos e crianças) estamos mais ansiosos do que nunca? Por que estamos sofrendo de preocupação grave e sofrimento mental? Eu pensei muito sobre esse paradoxo e acredito que existem cinco tendências sociais importantes que fornecem respostas para nosso estado de vida enervado:
A ameaça da mídia e dos dispositivos móveis
Uma infinidade de informações indica que o consumo de mídia e dispositivo móvel está fortemente correlacionado com muitas questões psicológicas, incluindo a ansiedade, mas as taxas de uso em ambas as áreas aumentaram apenas nas últimas décadas. Isso se traduz em uma realidade simples: quanto mais nossa juventude estiver ligada a uma tela, mais devemos nos preocupar.
Isto é especialmente verdadeiro com a exposição precoce à tela, já que os cérebros das crianças não possuem desenvolvimento neurológico e experiências de vida para amortecer as mensagens assustadoras e confusas que recebem através dela. Meu conselho? Não dê aos seus filhos pequenos os seus próprios dispositivos móveis (por mais tentador que seja para viagens de avião e passeios de carro) e certifique-se de que, pelo menos, dois dias por semana (além dos requisitos de lição de casa), eles ficarão sem tela.
Dificuldades para dormir
Evidências sugerem que os americanos estão dormindo 20% menos do que um século atrás. No entanto, a pesquisa descobriu que o sono está conectado a quase tudo. A ansiedade não é exceção. Aproximadamente 90% das pessoas com transtornos de ansiedade relatam problemas relacionados ao sono, e, sem dúvida, o sono e a ansiedade estão intimamente conectados. Se quisermos melhorar o sono de nossos filhos, remover todas as telas do quarto e garantir que as crianças vão para a cama às 21h fará a maior diferença. Clique aqui para mais dicas de sono.
À medida que o corpo vai, a mente também vai
Nos Estados Unidos, a prevalência de obesidade pediátrica mais do que triplicou nas últimas quatro décadas. Nossos filhos estão comendo mais e se movendo menos. Enquanto isso, os estudos consistentemente relacionaram a saúde mental com a atividade física, e parece que os alimentos processados são um dos culpados da saúde precária. Existem várias recomendações, mas três das mais importantes incluem o seguinte: certifique-se de que seu filho bebe mais água do que qualquer outra bebida; 30 minutos de atividade física (apenas metade do valor recomendado) devem ser não negociáveis; e pelo menos uma refeição por dia deve ser natural (considere a aveia real, frutas, legumes, vegetais, nozes…).
Assuntos de família
A boa notícia é que as taxas de divórcio se estabilizaram em grande parte nas últimas décadas, em comparação com um aumento significativo em meados dos anos 80. Mas, ao mesmo tempo, famílias de casais não casados continuam a aumentar drasticamente. Crianças nascidas de pais conviventes versus pais casados têm mais de 5 vezes maior risco de experimentar a separação de seus pais. Em 2000, de acordo com o US Census Bureau, 41% de todos os casais não casados incluíram uma criança menor de 18 anos. Em 1987, era 21%. Os estudos mostram repetidamente que as crianças que vivem em famílias conviventes são mais propensas a sofrer de dificuldades psicológicas, incluindo ansiedade. Este tópico não se presta a sugestões fáceis, mas sim aponta para a necessidade de todos os pais em considerar a importância das situações de vida e relacionamentos com a saúde mental de seus filhos.
“Não há medo no amor”
Embora a religião seja repleta de muitos resultados negativos, a fé, a espiritualidade e a religião têm sido uma fonte de enfrentamento e resiliência para muitas pessoas. Estudos em larga escala geralmente indicaram que a fé e um relacionamento forte com um poder superior estão associados com menos ansiedade, maior suporte social, maior estabilidade relacional, menor uso de substâncias e menos comportamentos negativos.
Aqui está a parte complicada: grande parte da associação positiva entre a religião e o ajuste psicológico parece dependente da fé durante a juventude, mas a pesquisa sugere que vamos a igreja mais do que antes (e não somos honestos quanto ao comparecimento). A participação regular na igreja e o envolvimento com organizações de serviços e grupos de jovens são duas chaves para reduzir a ansiedade em crianças.
Nós, como pais, ainda temos muita influência para combater esses cinco desafios. São necessárias decisões mundanas e corajosas para colocar a saúde e a estabilidade familiar em primeiro plano. Dizem que a frase “não tenha medo” é a frase mais repetida na Bíblia. Mas com as tendências de hoje não é tão fácil abraçar esse argumento. Porque se eu adicionasse mais um desafio a esta lista, seria a ansiedade dos pais. Se nós, como pais, estamos excessivamente ansiosos, nossos filhos provavelmente também estarão. Então, talvez a recomendação mais importante que eu poderia fazer é abordar a ansiedade dos adultos primeiro, então os pais podem ajudar melhor seus filhos a lidar com isso também.
Não tenho dúvidas de que você e eu não fomos concedidos para se preocupar com tudo. Lembro-me de Filipenses 4,6:
Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus”.

https://pt.aleteia.org/2017/07/11/por-que-adultos-e-criancas-estao-mais-ansiosos-que-nunca/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 9 de julho de 2017

A TRADIÇÃO - Cantos ritmados

Cantos ritmados
Certos povos primitivos costumavam acompanhar a cantiga com gestos do corpo, bater das mãos, movimentos ritmados e passos de dança. Esses cânticos continham interesses comuns de cada grupo. O ritmo e a brevidade ajudavam na memorização da letra e com isso levavam ao aprendizado de seus valores e crenças. Exemplos: 
− O canto de Lamec (Gn 4,23) – Exprime as mais sombrias vinganças das tribos que percorriam o deserto como nômades (1800 – 1200 a.C.). 
− O canto do poço (Nm 21,17) – É o canto da alegria de descobrir água no deserto.
A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo

sábado, 8 de julho de 2017

3 vícios que você tem de manhã e que prejudicam o resto do seu dia


Desafie-se: acabe com esses 3 vícios e perceba a diferença positiva!

Vício 1: Espiar seu email e suas redes sociais
Seu telefone “inteligente” facilitou para você este hábito que é muito pouco inteligente: mal acorda, você já confere o que há no seu email, no WhatsApp, nos fluxos do Facebook, do Twitter ou das outras tantas redes sociais de que possivelmente participa. Qual é o problema deste vício? Simples: você começa a se conectar com a vida alheia e com assuntos de trabalho antes mesmo de se conectar consigo próprio! Você permite que a enxurrada de coisas externas comece o dia por você, arrastando-o num fluxo sem foco, em vez de ser o protagonista consciente que começa o dia com serenidade, fazendo uma oração de agradecimento e de oferecimento, cuidando da sua higiene e aparência pessoal, alongando-se, sentindo o sol e a brisa nem que seja da janela, saudando com um sorriso e um beijo a sua família, tomando um café-da-manhã saudável e, então sim, se preparando para uma jornada produtiva e construtiva de trabalho.
Vício 2: Ler ou ver notícias ruins
Você já sabe disso. A mídia sempre prioriza o que dá audiência, e, num mundo sem foco em construir, o que dá audiência é tudo aquilo que destrói: desgraças, tragédias, crises, problemas, divisões, perigos, ameaças… É claro que é necessário estar consciente dos problemas do mundo (desde que seja para ajudar a resolvê-los e não apenas para resmungar deles), mas o começo da manhã não é o momento mais adequado para se atualizar a este respeito. As notícias ruins estimulam raiva e medo; a raiva e o medo estimulam a liberação do cortisol, que é o hormônio do estresse. E, entre as várias coisas de que você não precisa no começo da sua manhã, certamente está essa dose evitável de cortisol. Respeite a serenidade e a harmonia no seu início de dia!
Vício 3: Pré-ocupar-se com tarefas do trabalho
Você mal iniciou o dia e já está se “pré-ocupando”: pré-ocupar-se é ocupar-se previamente, é antecipar mentalmente uma torrente de assuntos com os quais não pode se ocupar de verdade no momento presente; é gerar ansiedades e falta de foco já nos primeiros minutos do dia. A preocupação é isso: “pré-ocupação”, antecipação daquilo a que você ainda não pode se dedicar produtivamente nesse instante. Prefira abastecer-se de serenidade ao dar início à nova jornada: há um tempo para cada ato e cada ato deve ser realizado em seu tempo! Aprenda a viver o momento presente. Se no café-da-manhã você já está pensando ou falando no que deve ser feito durante o trabalho, você nem está trabalhando nem está tomando um café-da-manhã saudável.

https://pt.aleteia.org/2016/06/30/3-vicios-que-voce-tem-de-manha-e-que-prejudicam-o-resto-do-seu-dia/

3 vícios que desrespeitam o ritmo da natureza – e nos prejudicam todos os dias


A luz e o sono; o cérebro e o foco; o tempo sequencial e os resultados

Muitas das suas atitudes do dia-a-dia interferem diretamente no seu estado de humor, na sua produtividade, na qualidade do seu descanso, no seu bem-estar. Mudar atitudes é difícil, especialmente quando elas já viraram hábitos, mas… é fundamental rever alguns comportamentos cotidianos e nocivos se você quiser seriamente melhorar a sua qualidade de vida.
Aqui vão 3 hábitos nocivos que você tem, que vão contra os ritmos da natureza e que você precisa controlar agora:

1 – A luz azul de curto-comprimento: chega de smartphone antes de dormir!
A nossa sociedade cada vez mais artificializada tende a dar cada vez menos atenção aos ritmos da natureza, seja no longo prazo, seja no dia-a-dia. No entanto, as consequências deixam claro que esses ritmos não podem simplesmente ser ignorados como se pudéssemos mandar na ordem natural (e não é pouca a quantidade de gente que pensa que mandamos na natureza…).
Um dos elementos naturais que variam ao longo do dia com mais evidência é a luz.
Você já ouviu falar na luz azul de curto-comprimento? Pois bem: os raios de sol contêm altas concentrações desse tipo de luz. Quando expomos os olhos a ela, o nosso organismo interrompe a produção da melatonina, que é o hormônio indutor do sono, deixando-nos, portanto, mais atentos. Já quando os raios solares perdem a luz azul, no final da tarde, acontece o contrário: o nosso corpo volta a produzir melatonina e, por consequência, vai nos deixando sonolentos. Por fim, durante a noite, quando os raios do sol não nos atingem e o nosso cérebro naturalmente não espera exposição à luz, ficamos especialmente sensíveis à luz azul de curto-comprimento, com consequências para o nossoo humor, nível de energia e qualidade do sono.
Acontece que muitos dispositivos nos quais estamos viciados, como smartphonesnotebooks e tablets, emitem a luz azul de curto-comprimento diretamente aos nossos olhos. E o que acontece com a produção de melatonina quando somos expostos a essa luz? Ela é interrompida, interferindo em nosso sono. E o que acontece no dia seguinte quando a qualidade do nosso sono foi ruim? E o que acontece quando isto se repete todas as noites e todos os dias? Pois é, está na hora de voltar a respeitar um pouco mais esses ritmos da natureza.

2 – Os 15 minutos consecutivos de foco: chega de interrupções, avisos e alarmes!
O nosso cérebro precisa, em média, de 15 minutos consecutivos para focar em uma tarefa única. Ao atingirmos o foco nessa tarefa, entramos num fluxo contínuo de produtividade no qual rendemos cinco vezes mais do que quando ficamos interrompendo a concentração.
Mas o que é que tendemos a fazer ao longo do dia? Olhar as mensagens na rede social, conferir os resultados do campeonato, dar uma passeada pelos portais de notícias, fazer (mais) uma “pequena” pausa para um “breve” lanchinho… Tudo isso nos tira do ambiente de concentração e… exige mais 15 minutos de dedicação contínua, após cada interrupção, para voltarmos ao estado de foco.
Isso vale também para um hábito que pode até parecer produtivo, mas não é: o de programar notificações, alertas e alarmes que nos distraem ao longo do dia todo. Cada vez que somos notificados de uma nova mensagem ou tarefa pendente, somos também tirados daquele fluxo de produtividade que o nosso cérebro tinha demorado 15 preciosos minutos de foco ininterrupto para conseguir atingir! Em vez de sabotar a sua própria concentração com avisos sonoros e visuais espalhados pela jornada, trace horários fixos nos quais você vai responder aos e-mails, verificar as mensagens, fazer pausas. Assim você preserva a sua concentração nas tarefas específicas de cada um dos seus objetivos e vai avançando mais rápido, focando em uma coisa de cada vez, fazendo bem feito e evitando refazer ou ter de recomeçar porque se distraiu (de novo).

3 – O começo só começa ao começar: sim, isto é óbvio, mas… então por que você fica adiando?
A ordem normal do tempo, conforme a nossa experiência natural no cotidiano, é sequencial: primeiro vem o “antes”, depois vem o “durante” e por fim vem o “depois”. Excetuando realidades paralelas muito interessantes da ficção científica, é nesta ordem que as coisas acontecem: elas começam, prosseguem e terminam.
Mas muita gente não começa! Fica imaginando como será a vida “depois que” eu resolver tal pendência, “depois que” eu arrumar a casa, “depois que” eu ler tal livro, “depois que” eu fizer tal trabalho, “depois que” eu conquistar tal objetivo, “depois que” eu solucionar tal problema que estou empurrando com a barriga há meses e meses… Aí sim eu “vou ser” feliz, eu “vou saber” tal idioma, eu “vou ter” uma casa bem ordenada, eu “vou fazer” o meu trabalho com mais cuidado, eu “vou ter tempo” para a família, para os amigos, para Deus…
É uma tentação comum a de esperar para começar a fazer algo só quando temos a “certeza” de que vai dar certo. É evidente que não se pode fazer as coisas costumeiramente aos trancos e barrancos e sem planejamento, mas também deveria ser evidente que ficar a vida toda planejando, sonhando e calculando e nunca tirar nada do papel também não dá! Como você pretende produzir algo se não começar nunca? Como você espera melhorar os resultados se não testar as suas ideias e identificar na prática o que pode ser ajustado? Se você escrever uma página ruim, poderá editá-la; mas nunca poderá editar uma página em branco.

https://pt.aleteia.org/2017/02/26/3-vicios-que-desrespeitam-o-ritmo-da-natureza-e-nos-prejudicam-todos-os-dias/