domingo, 13 de agosto de 2017

O dia em que Jesus me repreendeu enquanto eu celebrava a Missa


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Sim, os padres também erram


Como acontece com todos os padres do mundo, não há um dia sem que procurem o Padre Sérgio para conversar e perguntar o que fazer em determinadas situações: “Minha sogra está contra mim, dá vontade de me distanciar dela e deixar de falar com ela. O que o senhor recomenda que eu faça?”

Outras situações que aparecem:

-“Meu avô deixou uma herança, mas tem todos os netos a merecem. Convém que entre na justiça?”

– “Padre, já não aguento mais meu esposo, seus insultos e maus tratos… Quero deixá-lo. O senhor acredita que seja conveniente?”

– “Sinto que tudo está dando errado na minha vida, todos os meus esforços têm sido em vão. Estou cansada. O que eu faço?”

Enfim, são muitas perguntas como essas que eu recebo todos os dias. Sempre trato de escutar com o coração e de iluminá-los com algumas palavras de esperança, convidando-os a fazer o bem e que peça força a Deus para seguir adiante. Também faço questão de lembra-los que mais vale padecer de uma injustiça que cometê-la.

Porém, o que mais faço é rezar por eles, especialmente na Eucaristia, quando tenho o meu Senhor em minhas mãos. Eu sempre digo a Ele: “Confio a ti tal pessoa e também aquela outra. Faça com que elas tomem as melhores decisões para Tua glória e benefício de suas famílias…”

Entretanto, outro dia, chegou a mim uma infinidade de problemas em uma só tarde. Eu sentia que meus conselhos eram muito pobres. Quando cheguei à Missa, era um mar de angústia. Seguia pensando em como faria para orientar essas pessoas. E, justamente depois da consagração, gaguejei em várias ocasiões. E me recriminei: “Você está fazendo errado.”

Naquele momento, consegui escutar o meu doce Jesus: “Sim, você está fazendo errado, você não poderá ajudá-los, diga a eles que perguntem para mim o que EU faria no lugar deles e EU indicarei o caminho.”

Eu tinha me equivocado. Não só no fato de gaguejar, mas também na maneira de auxiliar. Jesus tinha razão. Quem melhor que Ele para nos dizer o que fazer? Por isso, a partir daquele momento, me propus a não me preocupar tanto e orientar as pessoas para que se aproximem de Deus e peçam conselho a Ele mesmo.

Naquela mesma noite, antes de eu sair da igreja, apareceu um senhor que queria falar comigo. Ele me contou que o pai dele foi muito cruel com ele durante toda a sua vida; praticamente havia crescido entre insultos e brigas. Além disso, o homem não quis deixar os filhos irem à escola. Sem contar que ele só sabia dar ordens aos gritos para a esposa. Por isso, quando pode, o homem se distanciou do pai e havia mais de 30 anos que não o via. Porém, há uma semana, uma tia lhe contou que o pai dele estava fazendo diálise, que estava muito fraco e que ninguém da família queria ajudar. Por fim, ele perguntou: “Padre, graças a Deus tenho uma família, sou muito feliz, sei que minha esposa e meus filhos receberão meu pai com muito gosto, mas creio que não é justo que agora eu o ajude, depois de tudo o que ele nos fez sofrer. Será que sou obrigado a ajudá-lo?”

Eu lhe dei um abraço e disse: “Filho, lamento tudo o que você sofreu e entendo que você não acha justo. Mas te peço um favor: acompanhe-me, vou abrir a capela do Santíssimo e quero que você pergunte ao Nosso Senhor o que ele faria em seu lugar”.

Depois de meia hora, ele voltou e me disse entre lágrimas: “Padre, eu vou receber meu pai, graças a ele tenho a vida. Receberei meu pai em minha casa e vou ajudá-lo em tudo o que eu puder…”

Fui dormir muito alegre. Sentia que naquele dia eu descansaria como nunca. Deus, mais uma vez, me mostrou que ele soluciona os problemas; que eu só devo aproximar as pessoas Dele.

Muitas coisas dão errado porque nós não pensamos em perguntar a Jesus “o que ele faria em nosso lugar”. Como eu gostaria de encontrar todo mundo que está passando por uma dificuldade ou que precise tomar alguma decisão. Iria dizer-lhes: Não tenha medo, não se desgaste tanto, Deus te ama, está com você e vai te ajudar; coloque-se de joelhos diante dele e pergunte: “meu bom Jesus, o que o senhor faria em meu lugar?”



Fonte: http://www.padresergio.org

sábado, 12 de agosto de 2017

Oração para conseguir emprego


"Senhor, apesar da boa vontade de trabalhar há tanto desemprego"

São José Trabalhador, rogai pelos desempregados.
Senhor que disseste, comerás o pão com o suor de teu rosto, eu sei que o trabalho é digno e abençoado para sustentar a vida, mas Senhor, apesar da boa vontade de trabalhar há tanto desemprego!
E por isso Senhor, o desemprego está causando problemas na família e na vida pessoal. Senhor olhai pelos desempregados. Por isso hoje estamos rezando por estes, cujos nomes apresentamos agora…
(Diga os nomes das pessoas que estão precisando da graça de um emprego)
Senhor, por intercessão de São José Operário, faça com que estas pessoas consigam um trabalho decente para sustentar a vida. Senhor, quando estivestes neste mundo, fostes humilde carpinteiro. Tende piedade e compaixão dos desempregados que querem trabalhar, que precisam trabalhar.
Ilumina o caminho para que possam encontrar o que há tanto tempo estão procurando. Nós cremos Senhor naquela Tua Palavra: Batei e a porta vos será aberta.
Ilumina os desempregados a baterem na porta certa. Que não recebam um não ou o descaso, mas consigam a graça de um trabalho. Dai ânimo Senhor, aos desempregados. Abre as portas de um emprego para estas pessoas
(Diga mais uma vez os nomes das pessoas)
São José Operário, intercedei pelos desempregados.
Senhor, eu confio na Tua Graça.
Senhor, eu confio no Teu Poder.

Amém.

3 orações a São Caetano para pedir emprego


Não se renda! Tenha fé, pois essa é a única coisa que Deus exige para operar milagres em sua vida

São Caetano (1480-1547) foi o fundador da Ordem dos Teatinos e um dos primeiros promotores do Escapulário Azul, que se transformou em um sacramental próximo e querido dos Padres Marianos da Imaculada Conceição.
Caetano nasceu em Vicenza, Itália, e seu pai era um conde muito rico. Estudou Direito na Universidade de Pádua e conseguiu trabalho nos escritórios do Papa, em Roma. Porém, mais tarde, sentindo o chamado de Deus, decidiu ser sacerdote.
Com o passar do tempo, uniu-se a um grupo de homens humildes e simples, que se dedicavam a ajudar os enfermos e os pobres.
São Caetano também servia em um hospital, cuidando de pessoas com doenças contagiosas. Geralmente, convencia-os a receber a Sagrada Comunhão.
“Nunca serei feliz, até que eu veja os cristãos se unirem e se alimentarem com o Pão da Vida com avidez, não com medo e vergonha”, disse São Caetano.
Sabemos o quanto é importante levar o sustento de cada dia para o nosso lar, e que, em algumas ocasiões, as situações que vivemos nos colocam em uma posição pouco favorável para conseguir o trabalho que tanto desejamos e pelo qual tanto lutamos.
Deus capacitou a todos com talentos diferentes e suficientes para enfrentar a vida e ir adiante, seja qual for a dificuldade a que estivermos submetidos.
Não devemos nos desesperar, pois estamos seguros de que Deus tem reservado para nós esse lugar de trabalho, que será um lugar de salvação espiritual para nós e para nossos companheiros.
A seguir, deixamos três orações a São Caetano para que você possa pedir a intercessão dele junto ao Senhor. Não se renda, tenha fé, pois esta é a única coisa que Deus exige para operar milagres em sua vida.

Oração a São Caetano por uma causa desesperada
“Glorioso São Caetano, aclamado por todos os povos, Pai de providência porque socorres com grandes milagres a quem te invoca em suas necessidades, recorro ao teu altar, suplicando-te que apresentes ao Senhor os desejos que confiantemente deposito em tuas mãos.
(Pedir a graça)
Faz com que esta graça, que agora te peço, me ajude a buscar sempre o Reino de Deus e sua Justiça, sabendo que Deus, que veste de beleza as flores do campo e alimenta com a grandeza as aves do céu, me dará as demais coisas por consequência.
Em nome de Jesus.
Amém.”
(Rezar o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória)

Oração a São Caetano pelo sustento diário
“Ó, glorioso São Caetano, Pai de providência, não permitas que me falte o sustento em minha casa e faz com que eu sempre possa contar com o auxílio divino para suprir todas as necessidades de minha família.
Ó, glorioso São Caetano, confiamos na providência de Deus e na tua intercessão”.
(Pedir a graça)
(Rezar o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória)
Invocação:
“Glorioso São Caetano, intercede por nós junto à Divina Providência.
Em nome de Jesus.
Amém.”

Oração a São Caetano por pão e trabalho
“Deus de todo consolo, Pai misericordioso, que vês em segredo e conheces nossas necessidades, que alimenta os pássaros do céu e veste os lírios do campo, te pedimos, ó Senhor, por intercessão de São Caetano, que nos ajudes a viver sempre em teu amor e no amor de nossos irmãos, e, assim, nos concedas a graça de nunca nos faltar nem o pão nem o trabalho de cada dia.
Ó glorioso São Caetano, confiamos na providência de Deus e na tua intercessão”.
(Pedir a graça)
(Rezar o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória)
Invocação:
“Glorioso São Caetano, intercede por nós junto à Divina Providência.
Em nome de Jesus.
Amém.”

Oração originalmente publicada por pildorasdefe.net, traduzida e adaptada ao português.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Satisfaz-se à queixa dos que sentem securas e desconsolações na oração





Em primeiro lugar eu não digo que não se deva alegrar uma alma quando Deus a visita com as consolações espirituais, porque é coisa certa que não pode deixar de sentir gosto com a presença do seu divino esposo; nem digo também que não sinta a ausência de Deus, quando a castiga com securas e tentações, pois bem vejo que isto se não pode deixar de sentir. Cristo Nosso Redentor sentiu o desamparo de Seu Eterno Pai, quando estando na Cruz disse: Deus meu, Deus meu por que me desamparaste? (1) Mas o que pretendemos persuadir é que saibamos aproveitar-nos deste trabalho e desta prova com que o Senhor costuma experimentar muitas vezes a Seus escolhidos, e que sempre nos conformemos com a vontade de Deus, e digamos com fortaleza: Não se faça Senhor o que eu quero, senão o que vós quereis (2); pois devemos advertir que a santidade e perfeição não consiste nas consolações ou em ter alta e elevada oração, nem o nosso aproveitamento se mede por estas coisas, senão, pelo verdadeiro amor de Deus, o qual também não consiste nisso, mas em uma união e conformidade inteira com a vontade de Deus, assim nas amarguras como nas doçuras, e tanto no adverso como no próspero.


E assim havemos de tomar igualmente da mão de Deus tanto a cruz e o desamparo espiritual, como a consolação, dando-Lhe graças assim por uma coisa como pela outra. “Se quereis que esteja em trevas, sede bendito; e se quereis que esteja em luz, sede bendito igualmente. Se quereis que eu esteja consolado, sede bendito; e se quereis que esteja atribulado, sede também bendito para sempre” (3). Assim no-lo aconselha também o apóstolo S. Paulo. Em todas as coisas que vos acontecerem, dai graças a Deus, porque esta é a sua vontade (4). Pois se esta é a vontade de Deus, que mais temos que desejar? Esta vida não é mais que para agradar a Deus. Se Ele guia a minha vida por esta vereda escura e escabrosa, não tenho que suspirar por outro caminho mais claro e suave.


Quer Deus que aquele vá por um caminho fácil e cheio de luz, e que eu vá por este deserto escuro e cheio de desolação; pois eu não trocaria a minha escuridão pela sua claridade. Isto dizem os que têm os olhos abertos à verdade, e com isto se consolam. Diz muito bem o P. Mestre Ávila: Oh! se o Senhor nos abrisse os olhos, como veríamos mais claro que a luz do sol, que todas as coisas da terra e do céu são muito baixas para serem desejadas ou possuídas, se delas se aparta a vontade de Deus, e que não há coisa por pequena e amarga que seja, que, se vem junta com a vontade de Deus, não seja de muito valor! Vale muito mais sem comparação estar no meio de trabalhos, desolações, securas e tentações, se o Senhor assim o quer, do que todos os gostos e consolações e que todas as contemplações, se delas se aparta a vontade divina.


Porem dirá alguém: Se eu entendesse com certeza que esta era a vontade de Deus, e que Lhe agradava mais esta minha tribulação, facilmente me conformaria, e estaria muito contente, ainda que passasse toda a vida atribulado desta maneira, porque bem vejo que neste mundo não há mais que agradar a Deus, nem a vida é para outra coisa. Mas a mim parece-me que Deus queria que eu tivesse melhor oração e mais recolhimento e atenção, se eu me dispusesse para isso; e o que a mim me dá pena e tormento é crer que por minha culpa e tibieza, e por não fazer toda a diligência da minha parte, estou ali distraído e seco sem poder entrar na oração; pois se eu entendesse e estivesse persuadido que fazia da minha parte tudo o que devo, e que não era culpa minha a causa das minhas securas, não teria pena alguma.






Muito bem dada está a réplica; não há mais que dizer, porque nisto se vêm a resumir todas as razões dos que têm semelhantes queixas. E assim se satisfizermos bem a isto, faremos uma grande obra, porque não há ninguém, por santo e perfeito que seja, que não sinta a seus tempos estas securas e desolações espirituais. Do bem-aventurado S. Francisco e de S. Catarina de Sena lemos que, sendo tão amigos e favorecidos de Deus, contudo experimentaram estas provas. E S. Antão abade tendo tão alta oração, que as noites lhe pareciam breves, e se queixava do sol porque madrugava tanto, contudo algumas vezes era tão combatido e perseguido de pensamentos maus e importunos, que clamava e dava vozes a Deus: “Senhor, eu quero ser bom, e não me deixam os meus pensamentos!” Do mesmo se queixava São Bernardo e dizia: “Ai! Senhor, que se secou e coagulou o meu coração, e está tão endurecido como a terra sem água; de tal modo que não me posso compungir nem mover a lágrimas, tanta é a dureza de meu coração! Não me sinto bem no coro, não gosto da leitura espiritual, não me agrada a meditação; já não acho na oração o que antes costumava. Onde está aquela suavidade, paz e gozo no Espírito Santo?” Portanto não há dúvida que para todos é útil e necessária esta doutrina, e confio no Senhor que a todos satisfaremos.






Comecemos pois por aqui: Concedo que a vossa culpa é a causa da vossa distração e secura, e de não poderdes entrar na oração. Assim é bem que o sintais e o confesseis, que por vossos pecados e pelas vossas culpas e descuidos presentes, vos quer o Senhor castigar em vos não dar entrada na oração, e em não poderdes ter recolhimento nem quietação, nem atenção nela; enfim não o mereceis, antes o desmereceis. Porém daí não se segue; que vos hajais de queixar, antes deveis ter uma grande conformidade com a vontade de Deus neste particular. Quereis ver isto claramente? Por vossa boca e pelas vossas palavras vos quero julgar (5). Não conheceis e dizeis vós que pelos vossos pecados passados, e por vossas culpas e descuidos presentes, mereceis grande castigo de Deus? “Assim é na verdade, tenho merecido o inferno muitas vezes; e assim nenhum castigo será grande para mim, mas todo o castigo será misericórdia e benefício, em comparação do que eu mereço; e o querer-me Deus mandar algum castigo nesta vida, me terá por singular favor, pois para mim será sinal de que o Senhor me tem perdoado os meus pecados, e que me não quer castigar na outra vida, visto castigar-me nesta”.


Baste isso. Não é preciso acrescentar mais; eu me contento com o que já dissestes. Porém, não sejam tudo palavras; vamos às obras. Este é pois o castigo que Deus quer que padeçais agora por vossos pecados. Essas desolações, essas distrações e securas, esse desamparo espiritual, esse fazer-se-vos o céu de ferro e a terra de bronze, esse ocultar-se-vos Deus de modo que não acheis entrada na oração: essa é a pena com que Deus vos quer agora castigar, para expiardes as vossas culpas.


Não vos parece que os vossos pecados passados e os descuidos e negligências presentes merecem um grande castigo? “Sim, por certo; e agora digo que ainda é muito pequeno para o que mereço, e que esse castigo vem cheio de muita justiça e misericórdia. De justiça, porque, como tenho tantas vezes fechado a Deus as portas da minha alma e do meu coração, e me tinha feito surdo, quando Ele batia e chamava com Suas santas inspirações, resistindo-lhes muitas vezes: agora é muito justo que o Senhor, ainda que eu chame, Se faça também surdo e não me responda nem me queira abrir a porta, antes me dê com ela nos olhos: Justíssimo castigo é este, mas para mim muito pequeno, e assim é cheio de misericórdia, por ser muito inferior ao que eu merecia”. A isto só respondo: Conformai-vos pois com a vontade de Deus nesse castigo, e recebei-o com ações de graças, visto castigar-vos com tanta misericórdia, e não segundo os vossos merecimentos.


Não dizeis vós que merecíeis o inferno? Pois como vos atreveis a pedir a Deus consolações e regalos na oração, e que vos dê nela muita entrada e muita familiaridade com Ele, e uma paz e sossego e quietação própria de filhos muito queridos e regalados? E como vos atreveis a fazer queixa do contrário? Não vedes que essa vossa ousadia é grande atrevimento e soberba? Contentai-vos com que Deus vos tenha em sua casa, e vos consinta em Sua presença, e estimai isso por grande mercê e benefício singular. Se no nosso coração houvesse humildade, não teríamos boca para nos queixarmos, de qualquer modo que o Senhor nos tratasse, e assim facilmente acabaria esta tentação.


(Exercícios de Perfeição e Virtudes Cristãs pelo V. Padre Afonso Rodrigues da Companhia de Jesus, versão do Castelhano por Fr. Pedro de Santa Clara, 4.ª Edição, primeira Parte, Tomo II.)


Notas:


1- Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquisti me? Matth. XXVII, 46.


2- Veruntamen non sicut ego volo, sed sicut tu. Matth. XXVI, 39.


3- Kempis, Imit. De Cristo, 1. III, c.17.


4- In omnibus gratias agite, haec est enim voluntae Dei. I ad Thess. V, 13.


5- De ore tuo te judico. Luc. XIX, 22.



Fonte: A grande Guerra.

domingo, 6 de agosto de 2017

Crucifixo é a escola da oração.


Crucifixo é a escola da oração.

Santa Teresa, Santa Madalena de Pazzi, São Bruno, São Bernardo, São Francisco de Assis, São Boaventura, todos os grandes contemplativos da idade Média onde terão encontrado as labaredas do amor de Deus?

O Crucificado é para os fiéis manual de meditação quotidiana. Ele abençoa os trabalhos, santifica as conversações, tempera os prazeres e balsamiza os sofrimentos.
Ao pé da Santa Imagem, repete o cristão as palavras de São Paulo:

"Sicut abundant passiones Christi in nobis, ita et per Christum abundat consolatio nostra. - Assim como são abundantes os sofrimentos de Cristo em nós, assim também pelo Cristo é superabundante nossa consolação."

Sofremos todos nós através da vida. O Crucificado, relembra-nos que, unida à Paixão de Cristo, a dor é expiatória e meritória; ensinar-nos-á que a dor é amável em seu exemplar divino.

Perreyve escreve, numa página de emoção:

"O pranto corre bem sobre Vossa imagem, ó Divino Crucificado. As lágrimas do homem conhecem-nO. Há entre a Cruz e as dores humanas eterna conformidade."

"Não posso mais orar, murmurava Lacordaire, nos momentos derradeiros, mas eu O contemplo!" E não tirava os olhos do Crucificado.

No alto da fogueira, prestres a ser devorada pelas chamas, Santa Joana d'Arc cobria de beijos e lágrimas uma cruz de madeira feita, no momento, por um soldado.

Suplicou que lhe trouxessem o Crucificado da Igreja próxima. Foi atendida. Ao religioso, que a acompanhava, pediu que levantasse a Cruz e a conservasse bem alto, enquanto ela estivesse viva; queria contemplá-la até o suspiro extremo. As labaredas envolveram-na. E a heroína francesa morreru com os olhos fixos na imagem de Jesus Cristo pregado à Cruz.

São Francisco Xavier, o general Lamoricière e Pasteur, nos minutos finais, seguravam e beijavam o Crucifixo.

Um poeta do século passado pergunta ao Crucificado, em estrófes sublimes, o que é que Ele murmura aos ouvidos do moribundo:

"Aos lábios dos moribundos colados na agonia - como derradeiro amigo, para iluminar o horror desta passagem estreita, - para soerguer até Deus seus olhares amortecidos, ó Divino Consolador, - cuja imagem osculamos, - responde: que lhe dizes Vós?"

A história da Igreja responde:

"Ao ouvido dos pecadores o Crucificado murmura uma palavra de perdão; aos que tremem, uma palavra de confiança; às almas puras, uma palavra de amor".
(O livro de J. Hoppenot de que colhem esta formosa página intitula-se Le Crucifix dans l'Histoire, dans l'art, dans l'ame des Saints et dans notre Vie.)

Uma alma de virtudes eminentes compôs estas estrófes admiráveis que tecem a mais sentida e a mais fervorosa das preces:

Meu Crucificado!
Eu O levo a toda a parte;
Eu O prefiro a tudo;

Quando caio, Ele me levanta;
Quando choro, Ele me consola;
Quando sofro, Ele me cura;
Quando tremo, Ele me tranquiliza;
Quando chamo, Ele me responde.

Meu Crucificado!
Ele é a luz, que me ilumina;
O sol, que me aquece;
O alimento, que me nutre;
A fonte que me desaltera;
A doçura, que me cura;
O bálsamo, que me cura;
A beleza, que me encanta!

Meu Crucificado!
Ele é a solidão, em que repouso;
O reduto, a que me acolho;
A frágua, que me consome;
O oceano, em que mergulho;
O abismo, em que me perco!

Feliz a inspiração do Revmo. Cônego J.Cabral, no tema escolhido para estas páginas de espiritualidade. É grande, é muito grande, no Brasil, o número de corações, que consagram fervorosa à Sagrada Paixão de nosso Redentor. Com quanto enlevo, com que intenso júbilo, acolherão estas almas o livro precioso do ilustre publicista!

Através destes capítulos enriquecidos, pela mais pura doutrina dos Santos Padres, aprenderemos as lições de Jesus Cristo agonizante.

Quantos e quão preciosos ensinamentos, quantas consolações profundas, iremos encontrar nas palavras que o Mestre Divino pronunciou na agonia do Calvário! Que soma incalculável de benefícios espirituais vão estas páginas espalhar na seara imensa das almas!

Sede bendito, ó Testamento emocionante do Redentor dos homens!
Sede bem-vindas, ó páginas consoladoras!

(Padre Heliodoro Pires, São Paulo, dia do Preciosíssimo Sangue de N.S.Jesus Cristo, 1-VII-1936)

sábado, 5 de agosto de 2017

Livro grátis: “O Homem Bom”


Reflexões práticas e inspiradoras de um sacerdote que vem formando gerações no Brasil

padre Francisco Faus, nascido em Barcelona em 1931, é sacerdote da prelazia do Opus Dei.
Licenciado em Direito pela Universidade de Barcelona e Doutor em Direito Canônico pela Universidade de São Tomás de Aquino, de Roma, ele foi ordenado sacerdote em 1955 e reside desde 1961 em São Paulo, onde exerce intensa atividade de formação cristã e de atenção espiritual a estudantes universitários e profissionais.
O pe. Faus também se dedica ao atendimento espiritual de sacerdotes e seminaristas.
Em seu site oficial, o pe. Faus disponibiliza vários textos formativos e de espiritualidade, dos quais recomendamos e compartilhamos hoje um livro grátis:

“O Homem Bom”

Para baixar gratuitamente o seu livro, você pode acessar esta página.
Aproveite!

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Menininha surpreende policiais em um restaurante: “Posso rezar por vocês?”


Os agentes, emocionados, rezaram com a pequena - e ela nem sabia o que tinha acabado de acontecer com eles...

Uma história comovente aconteceu no começo deste mês em um restaurante de San Antonio, no Texas. Compartilhado no Facebook em 5 de julho, o momento inusitado viralizou na rede social.
A menina Paige Bosquez, de 8 anos, estava sentada à mesa com sua tia Martha quando reparou num grupo de policiais uniformizados que almoçavam a poucos metros.
Com sua camiseta azul celeste, a pequena foi espontaneamente até a mesa dos agentes e fez uma pergunta que deixou estupefatos aqueles homens que, por seu ofício, não se impressionam com qualquer coisa:
“Vocês me deixam rezar por vocês para que fiquem sempre a salvo e para que Deus os proteja?”
Surpresos, os policiais aceitaram imediatamente a proposta e inclinaram a cabeça para rezar com a pequena Paige, enquanto a tia teve o lampejo de capturar a cena memorável numa fotografia. Depois da oração, todos continuaram seu almoço. Antes de partirem, os policiais foram à mesa de Paige para lhe agradecer e se despedir.
O que a pequena nem imaginava era que, no dia desse episódio, aqueles agentes ainda estavam profundamente afetados pela morte violenta de um companheiro: o policial Miguel Moreno tinha sido assassinado havia poucos dias, em 30 de junho, durante uma investigação de roubos de carros.
A singela iniciativa de Paige, nesse contexto, foi um bálsamoinesperadamente consolador.

https://pt.aleteia.org/2017/07/20/menininha-surpreende-policiais-em-um-restaurante-posso-rezar-por-voces/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt