terça-feira, 5 de setembro de 2017

Por que devemos fazer nossos filhos dormirem cedo


Aderir a um horário tem muitos benefícios para as crianças – e para os pais!

Minha cunhada e eu tivemos nossas primeiras crianças muito próximas. Mas enquanto eu estava descontraída (leia: preguiçosa) sobre horários para ir dormir, ela fez um plano com antecedência e o cumpriu. Desde o dia em que seu filho chegou do hospital, ele tinha hora para ir dormir. E era cedo, com o pôr do sol.
A hora para ir dormir da minha filha era quando ela adormecia no meu colo e eu a colocava no berço. Na verdade, ela realmente não teve uma hora para ir dormir estabelecida por anos. Ela ia para a cama quando o jantar acabava e a cozinha estava limpa e ela estava com sono, e isso podia ser às 8h da noite ou às 10h da noite. Eu não via problema e realmente cheguei a pensar que minha cunhada exagerava.
Até que minha filha entrou na pré-escola. De repente, tivemos como casal um tempo acordados que nunca havíamos tido antes… e ainda era cedo! Claro que nas primeiras semanas foi difícil a adaptação dela. Mas uma vez estabelecida a hora de dormir, às 8h da noite, aconteceu algo incrível.
Tudo entrou no ritmo. Ela acordava facilmente com um grande apetite, comia seu café da manhã, ia para a escola e voltava para casa no almoço com um grande apetite. Ela almoçava e tirava uma soneca, e as tardes estavam cheias de energia. Ela ouvia mais, as birras diminuíram, assim como os pedidos de petiscos. As horas de sono eram uma delícia. A vida, em resumo, tornou-se mais fácil e muito mais agradável.
Desde então, me convenci que é bom ir cedo para a cama. E dormir cedo não é apenas bom para as crianças – de acordo com Babble, isso também reduz o risco das crianças de desenvolver obesidade mais tarde na vida.
O estudo, publicado no Journal of Pediatrics de setembro, fornece novas evidências de que crianças em idade pré-escolar que dormem cedo estão em risco muito menor de desenvolver obesidade em seus anos de adolescência. Na verdade, os autores do estudo descobriram que “as crianças em idade pré-escolar que dormiam cedo durante a semana tinham metade da probabilidade de serem obesas quando adolescente em comparação com as crianças que dormiam tarde”. Em outras palavras, estabelecer boas rotinas de sono desde cedo pode ser um fator importante na prevenção da obesidade infantil.
Dormir cedo durante a semana corta pela metade o risco das crianças serem obesas quando adolescente. Essa é uma porcentagem enorme – e quando li isso, não pude deixar de lembrar da diferença no apetite da minha filha quando finalmente começamos a colocá-la para dormir mais cedo.
Dormir tarde geralmente incluía lanches tardios, e ela nunca teve muita fome pela manhã. Ela comia um pouco, então queria um lanche uma hora depois. E uma hora depois novamente. E meia hora depois de novo.
Dormir mais cedo não apenas contornou o problema dos lanches do final da noite, mas também prolongou e melhorou seu sono. Ela dormia menos agitada, dormia mais facilmente e acordava com mais energia. Pareceu-me que uma boa noite de sono estimulava seus níveis de apetite e energia, então ela estava mais disposta a comer um grande e equilibrado café da manhã e depois passava horas sem sentir a necessidade de recarregar.
É preciso se certificar de que as crianças dormem o suficiente. Para crianças em idade pré-escolar, são necessárias 10 a 13 horas de sono por noite; para crianças do ensino fundamental, de 9 a 12 horas. Perder o sono necessário pode afetar negativamente a capacidade de seus corpos de regular emoções, hormônios e metabolismo, além de inibir o desenvolvimento cognitivo.
Simplificando, o sono é tão essencial para a saúde dos nossos filhos como a nutrição e o exercício, e devemos priorizá-lo. Mas se você precisar de uma pequena motivação extra para enfrentar as horas para ir dormir com mais disciplina, apenas pense nos benefícios que você receberá em troca: longas horas de silêncio.
https://pt.aleteia.org/2017/09/03/por-que-devemos-fazer-nossos-filhos-dormirem-cedo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 3 de setembro de 2017

DESPRENDIMENTO DOS PARENTES,


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SOBRETUDO QUANTO À VOCAÇÃO

1. Para alguém chegar à perfeição com Deus, deve desapegar-se totalmente das criaturas, e, em particular, renunciar ao amor desregrado dos parentes. Disse Jesus Cristo: Se alguém vem a mim, e não aborrece seu pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e até a sua vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14,26). E por que esse ódio, isto é, desapego dos parentes? É porque muitas vezes, no referente ao bem da nossa alma, não temos inimigos maiores do que os nossos parentes: Cada um, diz ainda o Salvador, terá por inimigos os da sua própria casa (Mt 10,36). S. Carlos Borromeu dizia que, sempre que ia à casa dos parentes, voltava mais frio de espírito. Quando perguntavam ao P. Antônio Mendonza por que não visitava a casa dos parentes, respondeu: “Sei por experiência que em nenhum lugar os religiosos perdem tanto a devoção como na casa dos parentes”.

2. Em se tratando da escolha de estado, é certo, como o ensina S. Tomás, que não somos obrigados a obedecer aos nossos progenitores. Se os pais dum jovem chamado ao estado religioso se opõem à sua vocação, este deve preferir a vontade de Deus à deles; porque, segundo observa o mesmo doutor, os pais fazem muitas vezes obstáculos ao bem espiritual de seus filhos, visando fins pessoais e interesseiros. Preferem vê-los condenarem-se com eles, diz S. Bernardo, a permitir que se salvem longe deles. É coisa estranha ver pais e mães, aliás tementes a Deus, deixarem-se cegar pela paixão ao ponto de tudo fazer e nada omitir para entravar a vocação dum filho que deseja entrar em religião; o que exceto algum caso raríssimo, não se pode escusar de culpa grave.

3. Mas dirá alguém: “É então impossível salvar-se quem não se faz religioso? Então todos os que ficam no mundo se condenam? Respondo: Os que não são chamados por Deus ao estado religioso, salvar-se-ão no mundo, cumprindo os deveres de seu estado; quanto aos que a ele são chamados e não obedecem à voz de Deus, poderão, sim, salvar-se, porém dificilmente se salvarão por falta dos socorros especiais que o Senhor lhes prepara no estado religioso; privados desses meios, não chegarão ao salvar-se. Escreve o teólogo Habert que quem não obedece à vocação divina fica na Igreja como um membro fora do lugar, e assim não poderá, sem muitas dificuldades, cumprir os seus deveres e salvar-se.

4. A escolha de estado é chamada pelo P. Luís de Granada a roda-mestra da vida; no relógio, gasta a roda-mestra, tudo se atrapalha; assim, quanto à vocação, errando-a, a vida inteira ficará em desordem. Quantos moços, por haverem perdido a vocação por culpa dos pais, tiveram mau fim e se tornaram a ruína da sua família! Um moço, chamado ao estado religioso, ficou no mundo para agradar a seu pai; mas depois, desavindo-se com ele, matou-o com a própria mão e morreu no cadafalso. Um outro, já no seminário, resistiu à voz de Deus que o convidava a deixar o mundo. Começou por abandonar os exercícios de piedade, a oração, a comunhão, depois entregou-se aos vícios; e, enfim, uma noite que saía duma casa de tolerância, foi assassinado por um rival. Vários sacerdotes acorreram para socorrê-lo, mas encontraram-no morto. Quantos exemplos semelhantes não poderia eu citar!

5. Mas voltemos ao nosso assunto. S. Tomás exorta os que são chamados a uma vida mais perfeita a não se aconselharem nesse ponto com seus pais, porque, nesse particular, eles se tornam nossos inimigos, segundo a palavra do Senhor: Cada um terá por inimigos os de sua própria casa. E se os filhos não são obrigados a se aconselharem com seus pais sobre a vocação a um estado mais perfeito, muito menos o são para esperar a sua permissão para segui-la, e nem a pedi-la sempre que possam temer seja-lhes ele injustamente negada e assim entravada a vocação. S. Tomás de Aquino, S. Pedro de Alcântara, S. Francisco Xavier. S. Luís Bertrand, e muitos outros entraram no convento sem os próprios pais o saberem.

Santo Afonso Maria de Ligório,
Prática do Amor a Jesus Cristo, capítulo XI

A imodéstia, o inferno e o purgatório


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"O Pe. Schouppe, em seu livro “O que é o Purgatório”, diz que “aqueles que tiveram o infortúnio de dar mau exemplo, ferir ou causar a perda das almas pelo escândalo, devem ter empenho em reparar tudo neste mundo, se não querem ser sujeitos à mais terrível expiação no outro.”[1] Ele ainda fala que “os escândalos produzem grandes devastações nas almas, seduzindo a inocência. Ah! Esses malditos sedutores! Eles terão que prestar a Deus uma terrível conta do sangue de suas vítimas.”[2] Parece pouco? ou história de amedrontar crianças? Não mesmo. Eis o que ele conta em seu livro:


-O Pe. Rossignoli relata em seu Merveilles du Purgatoire que um pintor, de grande habilidade e vida exemplar, uma vez fez uma pintura não inteiramente conforme às estritas regras da modéstia cristã. Era uma dessas pinturas que, sob o pretexto de serem obras de arte, são encontradas nas melhores famílias, e cuja vista causa a perda de muitas almas.*
A verdadeira arte é uma inspiração do Céu, que eleva a alma a Deus. A arte mundana, que apela somente aos sentidos e apresenta aos olhos nada mais que belezas da carne e do sangue, não é senão uma inspiração do espírito mau.
O artista de que falamos se permitiu desviar-se nesse ponto, pelo mau exemplo. Logo, entretanto, renunciando a esse pernicioso estilo, entregou-se à produção de pinturas religiosas, ou pelo menos daquelas que eram perfeitamente irrepreensíveis.
Finalmente, estava pintando um grande quadro no convento dos Carmelitas Descalços quando foi atacado por uma doença mortal, falecendo com os melhores sentimentos de piedade.
Algum tempo depois ele apareceu a um religioso, rodeado de chamas e suspirando de modo a provocar compaixão: “Eu sofro por causa daquela imodesta pintura que pintei há alguns anos. Quando apareci diante do Soberano Juiz, uma multidão de acusadores testemunhou contra mim. Declararam que tinham sido excitados a pensamentos impuros e maus desejos, pela pintura que foi obra de minha mão. Em consequência desses maus pensamentos, alguns estão no Purgatório, outros no Inferno. Estes clamam por vingança, dizendo que, tendo eu sido causa de sua perdição eterna, eu merecia no mínimo a mesma punição. Então a Bem-Aventurada Virgem e os Santos, a quem eu tinha glorificado em minhas pinturas, tomaram a minha defesa. Disseram ao Juiz que essa infeliz pintura tinha sido obra da juventude, da qual eu me arrependera; que eu a tinha reparado depois com objetos religiosos, que tinham sido fonte de edificação para as almas. Assim fui livrado da danação, mas condenado às chamas até que meu trabalho seja queimado e não possa escandalizar mais ninguém”.
Por isso o pintor pediu ao religioso que fosse à casa de um tal senhor, que havia encomendado o quadro, e lhe explicasse a situação, pedindo-lhe que o destruísse: “Se ele se recusar, ai dele! Para provar que isto não é uma ilusão, e para puni-lo por sua própria falta encomendando tal pintura, diga-lhe que muito breve ele perderá seus dois filhos. E se ele se recusar a fazer o que ordena Aquele que nos criou a ambos, pagará com uma morte prematura”.
O religioso foi à casa do tal senhor, que imediatamente queimou o quadro. Mas como lhe tinha sido anunciado, em menos de um mês perdeu os dois filhos. O resto de sua vida, passou em penitência por ter ordenado e mantido aquela pintura imodesta em casa.[3]
Como podemos ler um texto assim e ainda continuarmos indiferentes? Como podemos não olhar para nós mesmos, como num espelho, para o modo como temos expostos nossos corpos (no passado ou no presente – e para aqueles que se recusam a entender, no futuro)? Como podemos ignorar o quanto não mortificamos nossos olhos para as coisas imodestas? Para o quanto não cuidamos de sermos bons exemplos? Para as vezes que fomos motivos de escândalo? Conforme Pe. Schouppe,“se tais são as consequências de uma pintura imodesta, quais serão então as punições de mais desastrosos escândalos, como o das vestimentas imorais, filmes, novelas, maus livros, maus jornais, más conversas? Ai do homem por quem o escândalo é cometido!”[4] E pensar que há tantos “católicos” que assistem novelas – especialmente as da globo – que são cheias de cenas indecentes e imodestas!
Que esse pequeno texto que relata a história do pintor e sua pintura imodesta nos sirva para refletirmos acerca de como temos nos vestido, nos portado, diante de Deus e também diante de nossos irmãos. Deus, tudo vê. Não adianta alegar ignorância. Quem sabe ler e possui um mínimo de inteligência não pode dizer que “só importa o coração”. É obrigação nossa buscarmos conhecer a verdade das coisas, especialmente a doutrina e a moral católica. Não dá para dizer “ah, Deus não se importa com isso”. Deus se importa sim. E esta história narrada no livro do Pe. Schouppe é prova disto."

Pe. Schouppe - O que é o Purgatório

sábado, 2 de setembro de 2017

Da utilidade das adversidades

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Bom é passarmos algumas vezes por aflições e contrariedades, porque frequentemente fazem o homem refletir, lembrando-lhe que vive no desterro e, portanto, não deve pôr sua esperança em coisas alguma do mundo. Bom é encontrarmos às vezes contradições, e que de nós façam conceito mau ou pouco favorável, ainda quando nossas obras e intenções sejam boas. Isto ordinariamente nos conduz à humildade e nos preserva da vanglória. Porque, então, mais depressa recorremos ao testemunho interior de Deus, quando de fora somos vilipendiados e desacreditados pelos homens.  2. Por isso, devia o homem firmar-se de tal modo em Deus, que lhe não fosse mais necessário mendigar consolações às criaturas. Assim que o homem de boa vontade está atribulado ou tentado, ou molestado por maus pensamentos, sente logo melhor a necessidade que tem de Deus, sem o qual não pode fazer bem algum. Então se entristece, geme e chora pelas misérias que padece. Então causa-lhe tédio viver mais tempo, e deseja que venha a morte livrá-lo do corpo e uni-lo a Cristo. Então compreende também que neste mundo não pode haver perfeita segurança nem paz completa. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Por que há pessoas que não querem mais ir à Missa?


Um estudo revela as razões que estão fazendo fiéis abandonarem a prática religiosa

Há quem diga que as pessoas deixaram de ir à igreja devido à falta de flexibilidade que a instituição possui em relação a alguns temas, como sua postura sobre as uniões de homossexuais e outros princípios no que se refere à sexualidade. No entanto, os motivos da falta de fiéis nos templos podem ser outros.
No livro Por qué ya nadie quiere ir a Misa (“Por que ninguém quer ir mais à Missa”), Thom y Joani Schultz, casados e consultores de religião, mostram que, atualmente, muitas pessoas, sobretudo jovens de países com antiga tradição cristã, decidiram se afastar da religião. A afirmação se baseia em uma exaustiva pesquisa que os escritores fizeram em ambientes católicos e protestantes. Além disso, o estudo revela quatro razões pelas quais as pessoas deixaram de frequentar os lugares de culto:

1. As pessoas se sentem julgadas na igreja

Essa é a primeira das quatro causas explicadas pelo casal Schultz que fazem muitas pessoas se afastarem das igrejas ou outros lugares de culto.
Não é que existam muitas pessoas que fazem julgamentos nesses lugares. Há, sim, uma ideia preconcebida por parte de quem se sente julgado. Para elas, pode haver uma solução eficaz: a Igreja deve continuar acolhendo e aceitando todos os fiéis como eles chegam, no estado em que eles se apresentam, independentemente se, aos olhos de Deus, suas atitudes não são boas. Ou seja: é necessária uma “hospitalidade radical”, que abra oportunidade de tratar do tema “pecado” posteriormente.

2. A impossibilidade do diálogo

Thom y Joani Schultz explicam que, no ocidente, as pessoas querem falar e ser ouvidas: os colégios incentivam os debates e, desde cedo, qualquer criança intervém para dizer ao professor a primeira coisa que lhe vem à cabeça; os sites de jornais estão cheios de comentários de pessoas que, muito provavelmente, nem sequer analisaram o tema, mas que têm muita vontade de comentar.
No entanto, quando as pessoas vão à Missa ou a um culto, não encontram um momento para se expressar. Há quem diga que a situação é menos complicada para os católicos, já que, pelo menos, recitamos algumas respostas e rezamos em voz alta. Em muitos cultos protestantes, as pessoas devem se limitar a ouvir o pastor ou a cantar hinos. Quando os cantos são mudados, as pessoas deixam de ter algo para fazer, pois não conhecem as músicas novas.
O casal Schultz detectou que os fiéis querem falar de seus sentimentos religiosos, formular perguntas, sentirem-se ouvidos, o que, claro, não conseguem fazer na Missa. Por isso, a Igreja deveria oferecer espaços para que ele possam dividir suas opiniões. Já que um pároco não pode ouvir atentamente seus dois, três ou 30 mil paroquianos, é preciso incentivar a criação de espaços onde possa acontecer o diálogo, como as células de Evangelização Paroquial, os grupos Carismáticos, os grupos do Caminho Neocatecumenal e outros.

3. O pensamento de que “os cristãos são hipócritas”

O livro diz que não é fácil para as pessoas pensarem que há hipócritas. Com certeza, hipócritas são os outros, “não eu”. A verdade é que os cristãos nunca serão suficientemente virtuosos para os elevadíssimos patamares dos que estão afastados da Igreja. Não importa o bem que os cristãos façam em suas paróquias, quem está afastado sempre encontrará um cristão que não seja suficientemente bom para ele. E, se não encontra um membro pecaminoso da Igreja ao seu lado, encontra-o nos meios de comunicação: um padre vigarista, um religioso que cometeu um crime. Pode encontrá-lo até mesmo no passado: “Não vou à Missa porque a Santa Inquisição…”
Para os autores, a melhor estratégia para a Igreja é enfatizar o fato de que ela não é uma casa para perfeitos, mas um hospital para enfermos. Além de disso, é preciso fomentar a humildade e fazê-la visível; se a humildade é atrativa, a imagem de humildade é necessária. Esse é o motivo que torna o Papa Francisco atrativo para muitos fiéis afastados.

4. A sensação de que Deus está “distante” ou “morto”

A última razão que o casal Schultz nos mostra é o fato de as pessoas não sentirem que há um Deus vivo. Elas argumentam que não o viram, nem conversaram com Ele. Por isso, a resposta aqui é o Kerigma, o anúncio forte de que “Cristo ressuscitou, nos salva da morte, do pecado e muda nossa vida”. Também deve ser enfatizada a mensagem de que “Deus te ama e te perdoa, de forma pessoal”.
Os autores ainda destacam que, mais do que falar sobre uma moral elevado que as pessoas deveriam praticar, o que é preciso é convidá-las a fazer a prova, a confiar no Senhor, a abrir seus corações a Ele e deixar-se transformar por Ele, já que um encontro pessoal com Deus é a chave. Por isso, a Nova Evangelização pede, como dizia João Paulo II, novos métodos, nova linguagem, novo ardor.

Com informações de Religión en Libertad, publicado em Desde la fe, traduzido e adaptado ao português.

https://pt.aleteia.org/2017/08/21/por-que-ha-pessoas-que-nao-querem-mais-ir-a-missa/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sábado, 26 de agosto de 2017

A tristeza pode ser boa ou má: São Francisco de Sales explica a diferença


A tristeza tem 2 efeitos bons e 6 ruins

A tristeza pode ser boa ou má. A tristeza que vem de Deus, diz São Paulo, opera a penitência para a salvação; e a tristeza que vem do mundo opera a morte.
A tristeza pode, pois, ser boa ou má, segundo os efeitos que em nós produz. É verdade que há mais efeitos maus do que bons; porque só há dois bons: misericórdia e penitência; e seis maus: angústia, preguiça, indignação, inveja, impaciência e ciúme. É por isso que diz o sábio: “A tristeza mata muita gente e nada com ela ganhamos“; porque há dois bons regalos que dela provém, mas seis maus efeitos.
O inimigo serve-se da tristeza para exercitar a perseverança dos bons; porque, assim como procura alegrar os maus no pecado, procura entristecer os bons nas boas obras; e assim como não pode atrair para o mal senão tornando-o agradável, também não pode afastar do bem senão tornando-o odioso.
O demônio só pede tristeza e melancolia; porque, assim como ele está para toda a eternidade triste e melancólico, assim desejaria que todos também estivessem.
A tristeza má perturba a alma e a inquieta, lhe incute temores desregrados e a afasta da oração; atormenta o cérebro e priva a alma de conselho, resolução, juízo e coragem, absorvendo-lhe completamente as forças. Em breve tempo ela estará como um rigoroso inverno, que apaga toda a beleza da terra e atormenta os animais; porque priva a alma de toda consolação e torna impotentes as suas faculdades.
Já a tristeza boa deixa grande paz e tranquilidade no espírito. É por isso que Nosso Senhor, dizendo aos seus apóstolos: “Vós estareis tristes“, acrescenta: “Não se perturbe o vosso coração; nada temais“.
A tristeza má vem como saraiva, com uma mudança inopinada e grandes terrores e impetuosidade, e de repente, sem que se possa dizer de onde vem, porque não se deixa adivinhar. Entretanto, a tristeza boa chega docemente à alma, como uma chuva fina, que tempera os ardores das consolações, e com algumas razões precedentes.
A tristeza má perde o coração e o atormenta, tornando-o inútil, fazendo-lhe perder o cuidado das boas obras, como diz o salmista, e como Agar, que deixou o filho debaixo da árvore para chorar. A tristeza boa dá força e coragem, e não deixa nem abandona um bom desígnio; esta foi a tristeza de Nosso Senhor, que, embora fosse a maior que existiu, não lhe impediu a oração nem o cuidado dos seus apóstolos. E Nossa Senhora, tendo perdido seu Filho, ficou muito triste, mas nem por isso deixou de procurá-Lo com diligência, como também o fez Madalena, sem se demorar a lamentar-se e chorar inutilmente.
A tristeza pecaminosa obscurece o entendimento, priva as almas de conselho, de resolução e discernimento, como sucede àqueles de quem diz o salmista que “os perturbaram e abalaram como um ébrio, e ficaram privados de sabedoria” (Salmo CVI, 27). Procuram-se remédios aqui e além, confusamente, sem tino e às apalpadelas. A tristeza santa abre o espírito, torna-o claro e luminoso, e, como diz o salmista, dá inteligência.
A pecaminosa impede a oração e a contemplação e faz desconfiar da benignidade divina; pelo contrário, a santa tristeza nos fortalece na bondade de Deus e nos impele a invocar a Sua misericórdia. “As tribulações e angústias me perturbaram, mas os vossos mandamentos foram a minha meditação”.
Em suma, os que estão possuídos da tristeza pecaminosa mergulham numa infinidade de horrores, erros e temores inúteis, receando ser abandonados por Deus. Tudo lhe parece contrário à sua salvação; são como Caim, que pensava que todos os que encontrava o queriam matar. Julgam que Deus será injusto e severo só com eles por toda a eternidade; pensam que os outros são muito mais felizes do que eles. É da soberba que provém tal crença, que lhes persuade que deveriam ser muito melhores do que os outros e mais perfeitos que ninguém.
A tristeza santa, porém, discorre assim: “Sou uma criatura miserável, vil e abjeta: mas Deus usará de misericórdia para comigo; porque a virtude se acrisola na doença e não se aflige por ser pobre, miserável“.
Ora, o fundamento da oposição que se oferece entre a boa e a má tristeza é que o Espírito Santo é o autor da tristeza santa e, por ser o único Consolador, as suas operações trazem consigo luz e claridade. Por consequência, essas operações são inseparáveis do verdadeiro bem; porque os frutos do Espírito Santo, diz São Paulo, são caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, longanimidade.
Pelo contrário, o espírito maligno, autor da má tristeza (porque não aludo à tristeza natural que tem mais necessidade de medicina do que de teologia), é um verdadeiro estrago, tenebroso e aniquilador, e os seus frutos só podem ser ódio, tristeza, inquietação, pesar, malignidade e desalento. Ora, todos os sinais da má tristeza são os mesmos que os do mau temor.

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São Francisco de Sales, em Filoteia.


FILHO PORQUE ESTÁ TÃO LONGE...





...Mesmo á distância, desfigurado pelo pecado, mergulhado nos próprios interesses, há sempre um amor que o espera.

Um amor que não se explica, um amor que pregação alguma pode expor ou explicar.



Esse é o amor de Deus



Se você se afastou, VOLTE


Com certeza você teve motivos para se afastar...
Mas os motivos para voltar são ainda maiores
Que cada um de nós colaboremos pra que o outro volte!


Marcelo Mattityahu

filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br