sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Cinco motivos para fazer jejum

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1 – O jejum prepara a alma para oração.

Em Dt 9,9, falamos de Moisés, um grande homem que sofria pelo seu povo e obteve grandes vantagens de Deus. Antes de receber as tábuas das leis – os 10 mandamentos –, ele jejuou por 40 dias e 40 noites. Ele preparou sua alma para a ouvir Deus.

Nosso corpo não aguenta quando comemos muito, ficamos sonolentos e não rezamos direito. Uma pessoa que não é moderada na alimentação tem dificuldades para rezar. Por isso, o jejum nos prepara para grandes graças e para os milagres de Deus. Se você quiser ter asas para contemplar o Senhor e fazer grandes experiências com Deus, precisa dominar seu corpo. Você também pode conseguir esses favores se for um homem ou uma mulher de jejum.

“O jejum é um suporte para a alma, ele nos dá asas para subirmos aos céus e visualizarmos as mais altas contemplações.” (São João Crisóstomo)

2. O jejum sacrifica a carne.

Estive no deserto onde Jesus andou. Um lugar muito quente. Imagine Jesus, 40 dias naquele deserto, no calor. Ele estava se preparando para o grande combate.

Pode ser que você até seja uma pessoa de oração, mas sua carne é fraca. Por isso, precisa submeter-se ao senhorio de Jesus e sacrificar a sua carne. Esse sacrifício não é colocar coisas no corpo para se machucar, mas sim sacrificar o estômago, a boca.

Quer vencer os pecados da carne, suas concupiscências? Jejue. Nós caímos muito pela boca. Se dominarmos nosso corpo, vamos experimentar as graças de Deus. Nós levamos uma vida muito solta hoje, comemos de tudo! Até coisas que não fazem bem para nossa saúde.

“ A gula é a hipocrisia e o fingimento do ventre, que, depois de farto, nos faz crer que tem necessidade de mais. Depois de quase se arrebentar, ainda dizemos que estamos padecendo de fome” (São João Clímaco). Sacrifique sua carne, e eu tenho certeza que vai receber grandes favores de Deus.

“O demônio está sobre o nosso estômago, e faz com que nos nunca nos sintamos fartos” (São João Clímaco). Domine a si mesmo e diga: “Eu quero dominar o meu corpo. Ele é templo do Espírito Santo. Eu quero ter uma visão do céu”. Nós precisamos ser homens e mulheres equilibrados.

3. O jejum nos leva a honrar a Deus, é uma oração de louvor a Ele.

Recordo-me de Ana, a profetiza do templo. Ela honrava a Deus com jejuns e orações, e servia ao Senhor no Templo. Qual foi o beneficio de Ana, de estar ali no templo vivendo isso? O que ela ganhou? Ela viu Jesus.

Quantas mulheres daquela época estavam por ali, no templo, mas somente Ana viu o Menino Jesus, a sua apresentação no Templo. Ela viu, porque era uma mulher de oração (Lc2,37). Assim como Ana, você vai receber presentes de Deus que nem imagina, se jejuar e orar. Sabe por que você não conseguiu aquele favor de Deus ainda? Porque não se sacrificou, não jejuou.

Não espere estar apenas em um encontro de oração, porque precisamos de santos, de muitos santos. Nosso país está precisando de santos, de pessoas que jejuam e rezam. Quem quer mudar uma situação pela força da oração, precisa fazer a sua parte, como Ana.

4. O jejum é uma grande penitência de conversão, que nos leva à conversão.

Jonas é enviado a uma grande nação: aos ninivitas. Por que Deus não fez nada a eles e voltou atrás? Porque eles, os ninivitas, converteram-se e penitenciaram-se.

Quer afastar os males que vêm sobre a sua cidade, sobre a sua família? Faça o jejum e penitências. Uma cidade inteira se converteu, porque  jejuou e penitenciou-se.

5. Você pode obter favores de Deus com jejuns.

Neemias era um homem de Deus. Quando descobriu que sua cidade estava destruída e que havia um resto do seu povo lá, sentou-se a pôs-se a chorar, ficou de luto, jejuou, rezou diante do Deus do céu. Ele falou com o Rei e pediu para que Ele reconstruísse sua cidade.

O que Neemias conseguiu? Tudo o que precisava, porque rezou, jejuou, penitenciou-se para obter todos os favores de Deus. Ele alcançou a visão divina, tocou na graça de Deus.

M4RC3L0 Mattityahu, [05.09.17 17:20]
[Encaminhado de EVANGELISMO (CRIS)]
Quando um cristão peca, ele se sente culpado. Esse sentimento não é nada agradável, no entanto, ele pode ser algo bom. Isso porque, sentir culpa mostra que a sua consciência está funcionando e que você ainda possui o temor de Deus.

A Bíblia diz: "Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho" (Hebreus 12:5,6).

Se você for filho de Deus e abandonar os Seus caminhos, o Espírito Santo irá acusar os seus erros e te repreender, porque Ele te ama. Ele te dará um "puxão de orelhas" da mesma forma que os pais corrigem os seus filhos. Então, se você acha que pode fazer coisas que sabe que são erradas e não sentir nenhuma culpa, você precisa rever a ideia de que é um filho de Deus.

Por outro lado, se você se sente mal e com medo de ser condenado quando faz algo errado, é sinal que o Espírito Santo está trabalhando em você!

E uma coisa precisa ficar muito clara: você precisa aprender a diferenciar os alertas do Espírito Santo, das acusações de Satanás. O diabo sempre vai tentar te afastar da cruz, enquanto o Espírito Santo sempre vai te atrair para ela!

Quando você pecar, o diabo te dirá: "Corra! Fuja de Deus. Pra que pedir perdão se você sabe que vai errar de novo? Não seja hipócrita!". Ele fará de tudo para te levar ao desespero e à frieza espiritual. Mas o Espírito Santo te dirá algo diferente: "Arrependa-se agora. Reconheça suas fraquezas e o Pai te perdoará. Saiba que você só será forte se estiver unido com Cristo".

E é exatamente isso que você precisa fazer! Peça perdão a Deus e, quando for perdoado, não fique remoendo o passado. Receba o perdão pela fé e siga em frente na vida nova que Ele tem para você.

Fonte: TELEGRAM

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Riqueza da palavra e do silêncio


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A força da língua

A língua é um fogo, como diz São Tiago (Tg 3,6). Existem fogos que purificam, aquecem e são fonte de energia. E existem fogos que destroem. A língua, como o fogo, é ambivalente… A experiência de alegrias e dores causadas pelas palavras alheias nos mostra bem isso.
Mas não há só chamas, há também cinzas. Porque, de fato, há línguas que não têm as qualidades, positivas ou negativas, do fogo, mas são apenas cinzas apagadas, neutras.
É a essa palavra-cinza que Cristo dá o nome de palavra “ociosa”, termo que também pode ser traduzido por palavra “vã”, ou palavra “inútil” (cf. Mt 12, 36).
O que impressiona em Jesus é a dureza com que se refere a esse tipo de palavras, justamente após ter ensinado que a boca fala do que transborda do coração, e de que o homem manifesta pela palavra o bom ou o mau tesouro que tem dentro de si: Eu vos digo: no dia do juízo, os homens prestarão contas de toda a palavra ociosa que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado (cf. Mt 12, 34-36).
São afirmações enérgicas que nos fazem pensar e que talvez nos deixem perplexos. É natural que ao ouvi-las nos perguntemos se Jesus, ao falar assim, quis porventura reprovar toda a espécie de fala ligeira, sem especial profundidade e proveito. Neste caso, estaria condenada, por exemplo, a prosa intranscendente e bem-humorada que se desenrola à volta da mesa numa comemoração familiar; ou o diálogo divertido no ônibus durante uma viagem de férias; ou a conversa de uma roda de amigos em torno de uma moderada cervejinha…
Quem conheça um pouco o Evangelho logo descartará essa interpretação rígida e desumana, pois bem sabe que o próprio Cristo manteve conversas de uma deliciosa simplicidade familiar com sua Mãe e São José, com os seus discípulos, com Marta, Maria e Lázaro, com os que com Ele compartilhavam do convite de uma refeição ou uma festa… Jesus, “perfeito homem”, não estava pregando a palavra de Deus a toda a hora. Ele, quando era tempo de conversar familiarmente, fazia-o com singeleza e, sem dúvida – como deixa entrever o Evangelho –, alegremente e com uma boa dose de simpatia. Ora, esse diálogo não é palavra inútil, é palavra humana, palavra cordial, palavra afetuosa, palavra que alegra e que, deste modo, traz consigo a carga positiva do amor.
Palavra ociosa é outra coisa. É aquela que não carrega consigo nada de bom, porque está vazia de idéias e sentimentos e, portanto, é inútil para o amor.
Com esse tipo de palavras, sim, devemos preocupar-nos, e estar cientes de que prestaremos boas contas a Deus de todas elas: das palavras sem substância alguma, sem interesse, afeto, ajuda, alegria ou verdade, que ocupam com a sua estéril presença o lugar que deveriam ter ocupado palavras construtivas.
São palavras ociosas, sobretudo, as palavras gastas, formais e sem vida, que se dizem gélida e cansadamente na vida familiar, no relacionamento profissional, na conversa de amigos, quando o amor ou a amizade já se tornaram uma ruína decadente. Tais palavras rotineiras, sem calor nem cadência de afeto, sem vibração de pensamento, sem entusiasmo nem sonhos escondidos em seu bojo, são uma monótona e persistente chuva de cinzas, que vai sepultando o amor.
Famílias outrora unidas, amizades velhas que acabaram, sabem desse mau sabor de cinzas, que é apenas o gosto do vazio, do bolor da alma empobrecida, dos resíduos de ideais queimados.
Do seio do silêncio
As palavras que brotam desses corações são “ociosas” porque do coração vazio nada se consegue tirar e, em conseqüência, nada de válido se pode expressar nem transmitir; são só palavras “vãs”. Não estará precisamente aí o segredo do crescente vazio verbal, reflexo do vazio espiritual, que é patente em muitos homens e mulheres; e a explicação da progressiva redução do vocabulário empregado nas conversas habituais? Se, como é fácil comprovar, cada vez se usam menos palavras – e se usam de modo mais banal e redutivo –, é porque há no interior dos homens pouca riqueza de idéias, valores, reflexões, sentimentos e ideais; é porque o egoísmo predominante num mundo materialista está a espalhar na sociedade – como na História sem fim de Michael Ende – o império do Nada, que tudo devora e reduz a si mesmo: a nada!
É neste ponto que se torna urgente falar no silêncio, matriz fecunda da palavra. Há pobreza de palavras porque há pobreza de silêncio. Toda a palavra vale aquilo que valer a sua raiz, que é o silêncio. Pois só são grandes e valiosas as palavras que se geraram no seio do silêncio reflexivo, amoroso e orante.
Muitos são os que mergulham no silêncio apenas para “fugir”, para dormir; ou utilizam mil técnicas a fim de atingir um silêncio simplesmente relaxante; ou exercitam a “meditação” com o pensamento bloqueado, suspenso num vácuo silencioso, em que julgam elevar-se… e apenas dormitam. Sem darem por isso, buscam a paz do espírito na cinza, isto é, no vazio. Quando, na realidade, é preciso buscá-la no Fogo, ou seja, na Verdade e no Amor que vêm de Deus.
Só somos ricos se o formos diante de Deus, se não formos do gênero daquele rico-miserável de quem Cristo dizia que entesoura para si mesmo e não é rico aos olhos de Deus (Lc 12, 21).
Como andamos de riqueza interior? Que amadureceu, dentro de nós, no silêncio fecundo da reflexão, da leitura, da oração? É nesse seio escondido que se vai formando – com a graça de Deus e o nosso empenho – o verdadeiro “eu” de cada um de nós. Aí, no íntimo da alma do cristão que sabe orar, é que se elaboram em forma de critérios claros as luzes de Deus; aí, no silêncio sagrado do coração que reza, formam-se as convicções e enraízam-se as virtudes; aí se definem as linhas mestras da luta pessoal por melhorar cada dia um pouco mais; aí instala o seu laboratório permanente o amor, mestre de alquimias que transformam penas em alegrias, dificuldades em estímulos e mágoas em perdão.
Quando um homem ou uma mulher, por terem amadurecido no silêncio, se vão tornando ricos aos olhos de Deus, desse seu “bom tesouro” podem ir tirando, sem ficarem pobres nem serem nunca monótonos, palavras eternamente vivas, que são como ramos viçosos a irromper em frutos, pela seiva de amor, verdade e Graça que os vivifica.
Um grande conhecedor da grandeza inefável do silêncio com Deus, Ernest Psichari, escrevia: “A esses grandes espaços de silêncio que atravessaram a minha vida, devo eu afinal tudo o que em mim possa haver de bom. Pobres daqueles que não conheceram o silêncio! O silêncio, que faz mal e que faz bem, que faz bem com o mal! O silêncio que desliza como um grande rio sem escolhos…Por muitas vezes ele veio ter comigo, como um mestre bem-amado, e parecia ser um pouco de céu que descia até o homem para o tornar melhor… Então, eu parava cheio de amor e de respeito, porque o silêncio é também o mestre do amor” 
(Les voix qui crient dans le désert, Paris, págs. 266-267).
Desses sagrados abismos de silêncio sai a palavra que dá vida, sai a palavra que pode ser o reflexo e irradiação de Cristo, a Palavra divina que é Vida. Quem nos dera que pudéssemos dizer como São Paulo: Cristo vive em mim! (Gal 2, 20), porque então também poderíamos dizer: Cristo fala pelas minhas palavras.
Só as palavras dEle, ou as que estão impregnadas do seu espírito, é que podem transmitir amor e paz, estímulo e alegria aos outros corações.

(Adaptação de um capítulo do livro de F. Faus: A língua)

domingo, 10 de setembro de 2017

Quando São Miguel Arcanjo derrotou o diabo que tinha o rosto de um papa


Surpresa e indignação quando todos descobriram que o diabo tinha a cara de Inocêncio X

Talvez muitos já tenham visto a famosa obra de Guido Reni, “São Miguel derrotando o demônio”, que está na igreja de Santa Maria da Conceição (Roma). É uma pintura maravilhosa, em que o artista da primeira metade do século XVII colocou toda a sua alma – a pesar das muitas dificuldades técnicas – para representar o arcanjo com uma beleza extraordinária.
O quadro foi encomendado pelo cardeal Barberini, de uma das famílias romanas mais importantes e nobres da época. A outra era a família Pamphilii. Entre as duas não existiam boas relações. Os Pamphilii também tinham um cardeal na família, Giovannni Battista Pamphilii. Elas esperavam um dia chegar ao poder.
Diz-se que o cardeal Pamphilii havia difamado o artista, prejudicando gravemente sua reputação. Por isso, Reni, ressentido, decidiu se vingar do cardeal. Quando a obra foi concluída e apresentada ao público, todos ficaram maravilhados com a perfeição e a beleza daquele anjo. Mas também ficaram espantados ao ver o rosto do demônio, que acharam um pouco – ou melhor, bastante – parecido com o cardeal Pamphilii.
Public Domain
The Archangel Michael Defeating Satan, 1635 - Guido Reni in Santa Maria della Concezione dei Cappuccini, Rome
Diante da situação, os Pamphilii foram pedir explicações ao artista, que respondeu: “É verdade que nunca pude encontrar a beleza do paraíso, mas vi, sim, o rosto do diabo. E ele é como o pintei. Portanto, não mudo”.
A zombaria se agravou com o tempo, até mesmo quando o cardeal Pamphilii se tornou papa, o Papa Inocêncio X.

https://pt.aleteia.org/2017/09/05/quando-sao-miguel-arcanjo-derrotou-o-diabo-que-tinha-o-rosto-de-um-papa/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Oração ensinada por Nossa Senhora para pedir proteção dos anjos


Em 1864, na França, Nossa Senhora apareceu a um sacerdote e ensinou-lhe uma oração poderosa para combater e derrotar os poderes do inferno

No dia 13 de Janeiro de 1864, o Bem-aventurado Padre Luís-Eduardo Cestac foi subitamente atingido por um raio da luz divina. Ele viu demônios espalhados por toda a terra, causando uma imensa confusão. Ao mesmo tempo, ele teve uma visão da Virgem Maria. Nossa Senhora lhe revelou que realmente o poder dos demônios fora desencadeado em todo o mundo e que então, mais do que nunca, era necessário rezar à Rainha dos Anjos e pedir a ela que enviasse as legiões dos santos anjos para combater e derrotar os poderes do inferno.
“Minha Mãe”, disse o padre, “vós sois tão bondosa, por que então não enviais por vós mesma estes anjos, sem que ninguém vos peça?”
“Não”, respondeu a Santíssima Virgem, “a oração é uma condição estabelecida pelo próprio Deus para a obter esta graça“.
“Então, Mãe santíssima – disse o sacerdote – ensinai-me como quereis que se vos peça!”
Foi então que o Bem-aventurado Luís-Eduardo Cestac recebeu a oração “Augusta Rainha dos céus”. “Meu primeiro dever – disse ele – era apresentar esta oração a Monsenhor La Croix, bispo de Bayonne, que se dignou a aprová-la. Cumprido este dever, fiz imprimir 500.000 cópias, e providenciei que fossem distribuídas em todos os lugares. (…) Não devemos esquecer que, da primeira vez que as imprimimos, a máquina impressora chegou a quebrar duas vezes”.
Esta oração foi indulgenciada pelo Papa São Pio X no dia 8 de julho de 1908.
(Se não conseguir visualizar o vídeo, clique aqui)
Recomenda-se que seja aprendida de cor:
Oração revelada 
ao Bem-aventurado Padre Louis-Edouard Cestac
(13 de janeiro de 1864)

Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos,
Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus
o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás,
Nós vo-lo pedimos humildemente,
Enviai vossas legiões celestes para que,
sob vossas ordens, e por vosso poder,
Elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte,
Reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo.
Quem é como Deus?
Ó Mãe de bondade e ternura,
Vós sereis sempre o nosso Amor e a nossa esperança.
Ó Mãe Divina,
Enviai os Santos Anjos para nos defenderem,
E repeli para longe de nós o cruel inimigo.
Santos Anjos e Arcanjos,
Defendei-nos e guardai-nos. Amém.

Auguste Reine des cieux, souveraine maîtresse des Anges,
Vous qui, dès le commencement, avez reçu de Dieu
le pouvoir et la mission d’écraser la tête de Satan,
Nous vous le demandons humblement,
Envoyez vos légions célestes pour que,
sous vos ordres, et par votre puissance,
Elles poursuivent les démons, les combattent partout,
Répriment leur audace, et les refoulent dans l’abîme.
Qui est comme Dieu?
O bonne et tendre mère,
Vous serez toujours notre Amour et notre espérance.
O Divine Mère,
Envoyez les Saints Anges pour nous défendre,
Et repoussez loin de nous le cruel ennemi.
Saints Anges et Archanges,
Défendez nous, gardez nous.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"SOBRE A PERSEVERANÇA NA ORAÇÃO"


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Devemos orar ardente e insistentemente, pois grandes são os bens que Deus nos promete: "as coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1Cor 2,9).
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Ele não quis que procurássemos e encontrássemos facilmente os seus bens, pois senão os banalizaríamos: o negociante procura por mercadorias preciosas e desejáveis (Cf. Mt 13,45). E é a isso que Cristo nos exorta no Evangelho, quando diz: "pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á" (M7 7,7).
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De fato, Ele não promete o Reino de Deus aos ociosos, tíbios e negligentes, mas, como diz a Escritura, "o Reino dos Céus é tomado à força, e os violentos o tomam de assalto" (Mt 11,12).
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Deus ama a persistência e a impertinência na oração, pois, se os seus bens são grandes, nossos desejos não devem ser pequenos. À magnitude do prêmio deve corresponder a magnitude do desejo.
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Deus não atende às primeiras lágrimas, nem a quem, procurando e batendo, desiste, mas apenas a quem persevera constantemente e com clamor obstinado vai à presença do Salvador, até que Ele atenda ao desejo daquele que ora.
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Se a nossa consciência ou os nossos pensamentos sentem-se inclinados à lama do pecado, devemos clamar insistentemente a misericórdia do Redentor, pedir as intercessões e os auxílios dos santos, porque se, a exemplo da Cananeia (Cf. Mt 15,22-28), persistirmos na oração, permanecermos firmemente, a graça do nosso Redentor nos penetrará, corrigindo os nossos vícios, santificando a nossa imundície, serenando as nossas perturbações. Então, "Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos lavar de toda iniquidade" (1Jo 1,9), se seriamente clamarmos a Ele.
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#unidospelaeucaristiacommaria

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Por que devemos fazer nossos filhos dormirem cedo


Aderir a um horário tem muitos benefícios para as crianças – e para os pais!

Minha cunhada e eu tivemos nossas primeiras crianças muito próximas. Mas enquanto eu estava descontraída (leia: preguiçosa) sobre horários para ir dormir, ela fez um plano com antecedência e o cumpriu. Desde o dia em que seu filho chegou do hospital, ele tinha hora para ir dormir. E era cedo, com o pôr do sol.
A hora para ir dormir da minha filha era quando ela adormecia no meu colo e eu a colocava no berço. Na verdade, ela realmente não teve uma hora para ir dormir estabelecida por anos. Ela ia para a cama quando o jantar acabava e a cozinha estava limpa e ela estava com sono, e isso podia ser às 8h da noite ou às 10h da noite. Eu não via problema e realmente cheguei a pensar que minha cunhada exagerava.
Até que minha filha entrou na pré-escola. De repente, tivemos como casal um tempo acordados que nunca havíamos tido antes… e ainda era cedo! Claro que nas primeiras semanas foi difícil a adaptação dela. Mas uma vez estabelecida a hora de dormir, às 8h da noite, aconteceu algo incrível.
Tudo entrou no ritmo. Ela acordava facilmente com um grande apetite, comia seu café da manhã, ia para a escola e voltava para casa no almoço com um grande apetite. Ela almoçava e tirava uma soneca, e as tardes estavam cheias de energia. Ela ouvia mais, as birras diminuíram, assim como os pedidos de petiscos. As horas de sono eram uma delícia. A vida, em resumo, tornou-se mais fácil e muito mais agradável.
Desde então, me convenci que é bom ir cedo para a cama. E dormir cedo não é apenas bom para as crianças – de acordo com Babble, isso também reduz o risco das crianças de desenvolver obesidade mais tarde na vida.
O estudo, publicado no Journal of Pediatrics de setembro, fornece novas evidências de que crianças em idade pré-escolar que dormem cedo estão em risco muito menor de desenvolver obesidade em seus anos de adolescência. Na verdade, os autores do estudo descobriram que “as crianças em idade pré-escolar que dormiam cedo durante a semana tinham metade da probabilidade de serem obesas quando adolescente em comparação com as crianças que dormiam tarde”. Em outras palavras, estabelecer boas rotinas de sono desde cedo pode ser um fator importante na prevenção da obesidade infantil.
Dormir cedo durante a semana corta pela metade o risco das crianças serem obesas quando adolescente. Essa é uma porcentagem enorme – e quando li isso, não pude deixar de lembrar da diferença no apetite da minha filha quando finalmente começamos a colocá-la para dormir mais cedo.
Dormir tarde geralmente incluía lanches tardios, e ela nunca teve muita fome pela manhã. Ela comia um pouco, então queria um lanche uma hora depois. E uma hora depois novamente. E meia hora depois de novo.
Dormir mais cedo não apenas contornou o problema dos lanches do final da noite, mas também prolongou e melhorou seu sono. Ela dormia menos agitada, dormia mais facilmente e acordava com mais energia. Pareceu-me que uma boa noite de sono estimulava seus níveis de apetite e energia, então ela estava mais disposta a comer um grande e equilibrado café da manhã e depois passava horas sem sentir a necessidade de recarregar.
É preciso se certificar de que as crianças dormem o suficiente. Para crianças em idade pré-escolar, são necessárias 10 a 13 horas de sono por noite; para crianças do ensino fundamental, de 9 a 12 horas. Perder o sono necessário pode afetar negativamente a capacidade de seus corpos de regular emoções, hormônios e metabolismo, além de inibir o desenvolvimento cognitivo.
Simplificando, o sono é tão essencial para a saúde dos nossos filhos como a nutrição e o exercício, e devemos priorizá-lo. Mas se você precisar de uma pequena motivação extra para enfrentar as horas para ir dormir com mais disciplina, apenas pense nos benefícios que você receberá em troca: longas horas de silêncio.
https://pt.aleteia.org/2017/09/03/por-que-devemos-fazer-nossos-filhos-dormirem-cedo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 3 de setembro de 2017

DESPRENDIMENTO DOS PARENTES,


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SOBRETUDO QUANTO À VOCAÇÃO

1. Para alguém chegar à perfeição com Deus, deve desapegar-se totalmente das criaturas, e, em particular, renunciar ao amor desregrado dos parentes. Disse Jesus Cristo: Se alguém vem a mim, e não aborrece seu pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e até a sua vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14,26). E por que esse ódio, isto é, desapego dos parentes? É porque muitas vezes, no referente ao bem da nossa alma, não temos inimigos maiores do que os nossos parentes: Cada um, diz ainda o Salvador, terá por inimigos os da sua própria casa (Mt 10,36). S. Carlos Borromeu dizia que, sempre que ia à casa dos parentes, voltava mais frio de espírito. Quando perguntavam ao P. Antônio Mendonza por que não visitava a casa dos parentes, respondeu: “Sei por experiência que em nenhum lugar os religiosos perdem tanto a devoção como na casa dos parentes”.

2. Em se tratando da escolha de estado, é certo, como o ensina S. Tomás, que não somos obrigados a obedecer aos nossos progenitores. Se os pais dum jovem chamado ao estado religioso se opõem à sua vocação, este deve preferir a vontade de Deus à deles; porque, segundo observa o mesmo doutor, os pais fazem muitas vezes obstáculos ao bem espiritual de seus filhos, visando fins pessoais e interesseiros. Preferem vê-los condenarem-se com eles, diz S. Bernardo, a permitir que se salvem longe deles. É coisa estranha ver pais e mães, aliás tementes a Deus, deixarem-se cegar pela paixão ao ponto de tudo fazer e nada omitir para entravar a vocação dum filho que deseja entrar em religião; o que exceto algum caso raríssimo, não se pode escusar de culpa grave.

3. Mas dirá alguém: “É então impossível salvar-se quem não se faz religioso? Então todos os que ficam no mundo se condenam? Respondo: Os que não são chamados por Deus ao estado religioso, salvar-se-ão no mundo, cumprindo os deveres de seu estado; quanto aos que a ele são chamados e não obedecem à voz de Deus, poderão, sim, salvar-se, porém dificilmente se salvarão por falta dos socorros especiais que o Senhor lhes prepara no estado religioso; privados desses meios, não chegarão ao salvar-se. Escreve o teólogo Habert que quem não obedece à vocação divina fica na Igreja como um membro fora do lugar, e assim não poderá, sem muitas dificuldades, cumprir os seus deveres e salvar-se.

4. A escolha de estado é chamada pelo P. Luís de Granada a roda-mestra da vida; no relógio, gasta a roda-mestra, tudo se atrapalha; assim, quanto à vocação, errando-a, a vida inteira ficará em desordem. Quantos moços, por haverem perdido a vocação por culpa dos pais, tiveram mau fim e se tornaram a ruína da sua família! Um moço, chamado ao estado religioso, ficou no mundo para agradar a seu pai; mas depois, desavindo-se com ele, matou-o com a própria mão e morreu no cadafalso. Um outro, já no seminário, resistiu à voz de Deus que o convidava a deixar o mundo. Começou por abandonar os exercícios de piedade, a oração, a comunhão, depois entregou-se aos vícios; e, enfim, uma noite que saía duma casa de tolerância, foi assassinado por um rival. Vários sacerdotes acorreram para socorrê-lo, mas encontraram-no morto. Quantos exemplos semelhantes não poderia eu citar!

5. Mas voltemos ao nosso assunto. S. Tomás exorta os que são chamados a uma vida mais perfeita a não se aconselharem nesse ponto com seus pais, porque, nesse particular, eles se tornam nossos inimigos, segundo a palavra do Senhor: Cada um terá por inimigos os de sua própria casa. E se os filhos não são obrigados a se aconselharem com seus pais sobre a vocação a um estado mais perfeito, muito menos o são para esperar a sua permissão para segui-la, e nem a pedi-la sempre que possam temer seja-lhes ele injustamente negada e assim entravada a vocação. S. Tomás de Aquino, S. Pedro de Alcântara, S. Francisco Xavier. S. Luís Bertrand, e muitos outros entraram no convento sem os próprios pais o saberem.

Santo Afonso Maria de Ligório,
Prática do Amor a Jesus Cristo, capítulo XI