quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Tira-me a liberdade de Te desagradar."

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Oh, torna-me mártir do Teu Amor,
que este martírio me faça morrer.
Tira-me a liberdade de Te desagradar,
que nunca Te faça a mais ligeira ofensa.
Quebra, arranca do meu coração
tudo o que Te desagrade.
Quero cumprir sempre a Tua vontade,
corresponder sempre à Tua graça.
Ó Mestre,
quero ser santa para Ti,
sê a minha santidade,
pois conheço a minha fraqueza .
Oh! Jesus, obrigada por todas as graças que me concedeste,
agradeço sobretudo por me teres provado.
É tão bom sofrer por Ti, conTigo.
Que cada batimento do meu coração
seja um grito de reconhecimento e de amor.»

Santa Elisabete da Trindade

LADAINHA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

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Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sais um só Deus, tende piedade de nós.  

Jesus, Deus e homem presente no Santíssimo Sacramento do Altar, tende piedade de nós.
Pão Vivo, que descestes do Céu, tende piedade de nós.
Deus, escondido e Salvador,...
Sacrifício perene do Novo Testamento,...
Sacrifício de todos mais digno,...
Verdadeiro Propiciatório por vivos e defuntos,...
Cordeiro Imaculado de Deus, ...
Resumo das maravilhas de Deus,...
Comemoração da sagrada paixão de Nosso Senhor e Salva­dor,...
Hóstia Santa,...
Cálice de benção,...
Mistério da Fé,...
Pão dos Anjos,...
Vínculo de paz e caridade,...
Celeste antídoto, que nos preserva dos pecados,...
Fonte de todas as graças,...
Consolo dos aflitos,...
Remédio dos enfermos,...
Viático dos que morrem no Senhor,...
Penhor seguro da glória futura,...

Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.
Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor.

Da recepção indigna do vosso Corpo e Sangue, livrai-nos, Senhor.
Da comunhão tíbia, livrai-nos, Senhor.
Da concupiscência da carne, livrai-nos, Senhor.
Da concupiscência dos olhos, livra i-nos, Senhor.
Da soberba da vida, livrai-nos, Senhor.
De toda ocasião de pecar, livrai-nos, Senhor.
Da morte eterna, livrai-nos, Senhor.
Por Vossa Santa Encarnação, livrai-nos, Senhor.
Por Vossa Sagrada Paixão e Morte, livrai-nos, Senhor.
Pelo ardente desejo com que desejastes comer a Páscoa com vossos Apóstolos, livrai-nos, Senhor.
Pela humildade, com que lavastes os pés dos Vossos Apósto­los, livrai-nos, Senhor.
Pelo ardentíssimo amor com que instituístes este Divino Sa­cramento, livrai-nos, Senhor.
Pelo Sangue Precioso, que no sacramento do Altar nos deixastes, livrai-nos, Senhor.
Pelas cinco sacratíssimas Chagas, que no Vosso Corpo recebestes por nosso amor, livrai-nos, Senhor.

Ainda que pecadores, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de aumentar e conservar em nós a Fé, reverência e devoção a este admirável Sacramento, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de nos dispor para um santo e freqüente uso da Sagrada Escritura pela sincera confissão dos nossos peca­dos, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de nos fazer colher os celestiais e preciosos frutos deste Santíssimo Sacramento, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de nos salvar de toda heresia, perfídia e cegueira espiritual, ouvi-nos, Senhor.
Que vos digneis de confortar-nos e fortalecer-nos na hora da morte com este celestial viático, ouvi-nos, Senhor.
Filho Eterno, verdadeiro Deus, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende compaixão de nós, Senhor.

D. Vós lhes destes um Pão vindo do Céu.
T. Pão, que encerra todas as delícias.

D. Oremos:
Ó Deus, que neste admirável, Sacramento nos conservastes a memória de vossa Paixão, dai-nos a graça de reverenciar de tal modo o Mistério Sagrado de Vosso Corpo e Sangue, que experimentemos perenemente em nós os frutos da Redenção; Vós que viveis e reinais por todos os séculos.
T. Assim seja.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A batalha com os demônios e outras confidências


O Padre Pio sofria muitíssimo ao ver a humanidade cair nos braços de Satanás. Lutou, durante toda a vida, contra Satanás e contra o inferno inteiro, a ponto de dizer: "Sinto forças para aniquilar todo o reino de Satanás!"

Qual foi o santo que alguma vez disse coisas semelhantes? Combater um ou dois diabos, já dá bastante trabalho. Mas o inferno inteiro!

De princípio, tinha muito medo. Pedia às suas primeiras filhas espirituais: "Implorai a Nossa Senhora que não me deixe ver mais aqueles rostos medonhos." Assustava-se ao ver aqueles monstros.

Falavam com a boca que tinham atrás da cabeça e ostentavam as orelhas na parte da frente. Eram urna aberração da natureza. Além disso, também apareciam ao Padre sob a forma de animais, corno elefantes, bois, cães, mas não segundo a natureza criada por Deus. Eram animais monstruosos, com o focinho no alto da cabeça, e as orelhas deslocadas. Apareciam-lhe aos milhares. Mas, corno podiam caber milhares de diabos na cela do Padre? O Padre Pio respondeu, dizendo: "São espíritos que não ocupam espaço."»

Nenhum santo combateu como ele
«Eram aquelas carrancas horríveis que aterrorizavam o Padre, e não os seus sofrimentos. Ele estava sempre pronto a viver corno um mártir e a desfrutar dos sofrimentos, mas aqueles monstros assustavam-no. Contudo, Nossa Senhora estava sempre presente aquando das batalhas que o Padre sustentava. Estava ali a seu lado, e gloriava-Se das vitórias do Padre Pio e dos méritos por ele conquistados junto de Deus. Assim, com a força que recebia de Nossa Senhora, e com a alegria de lutar para glória de Deus, o Padre tornou-se audaz.

As batalhas contra os diabos duravam das dez da noite até às cinco da manhã! Nunca nenhum santo combateu tanto contra o inferno corno o Padre Pio.

Quando o Padre Pio via o sol a pôr-se, começava a sentir medo do que o esperava à noite. Mal escurecia, logo surgiam aqueles rostos horrendos. Contudo, no o Senhor deu ao Padre Pio o vigor de Cristo, que esmagou Satanás, sob a cruz.

Prestes a morrer, o Padre estava preocupado. Via que, sem ele, Satanás reinaria. Via-o reinar. Satanás reinava e escondia-se. Era por isso que até os sacerdotes diziam às mulheres: "Mas ele não existe!

Onde está esse diabo? Foram vocês que o meteram na cabeça." Seria necessário que o Padre Pio lhes falasse deles, já que os via tão bem, um por um.

E também desceu ao inferno, segundo contou: "Desci lá abaixo, ao meio daqueles desgraçados do inferno, e sofri mais do que eles. E que eles odeiam a Deus, mas eu amo-o. E ouvir aqueles urros cavernosos contra Deus..."

Porque desceria o Padre Pio ao inferno? Porque ele pedia muitas conversões a Deus, conversões de pessoas que não tinham interesse nenhum em converter-se. Então oferecia-se como vítima ao Senhor, queria sofrer todas as penas que se sofrem na terra, e também as do inferno, para impedir que outros as sofressem. Assim, muita gente convertia-se, precisamente porque o Padre chegava ao inferno.

Durante muitos anos, o Padre Pio desejava morrer para ir ter com Jesus, mas depois, no fim, chorava porque não queria partir. O Padre sabia que o Senhor o estava a chamar, mas não queria partir, para não deixar a humanidade em poder de Satanás.»

«Era preciso apanhar o Padre de improviso, e então ele dizia-nos a verdade e não nos escondia nada.

De outro modo, fechava-se em si mesmo. Eu perguntava-lhe: "Padre, gostaria muito de saber..." E ele: "E que queres tu saber? Pensa apenas que Jesus sofreu..."»

«O Padre era muito zeloso e reservado sobre as suas coisas pessoais. Contudo, eu fazia-lhe perguntas precisas, até sobre a Paixão de Jesus. Assim o Padre explicou-me que os pés de Jesus, na cruz, tinham sido pregados em separado, e não juntos, como se vê nos quadros. Em seguida perguntei-lhe como era possível que os braços de Jesus não se tivessem partido. O Padre Pio explicou-me que tinham sido passadas cordas sob as axilas de Jesus, a de O sustentar.»

«Deus amou-nos para sermos felizes»

Padre Pio, [25.09.17 03:18]
«Eu pedi ao Padre Pio: "Padre, dai-me uma palavra."
"Ama Nossa Senhora e faz com que Ela seja amada. Recita o seu rosário com amor e atenção."
"Devo prestar atenção às palavras da Avé Maria ou ao significado do mistério?"
"Mantém-te amorosamente atenta à saudação que lhe Eriges e ao mistério que contemplas e em que Ela se encontra."
"Padre, qual é a medida do vosso amor por nós?"
"Até já não poder amar-vos mais!"
"Porque chorais quando rezais por mim?"
"Parece-te pouco teres ofendido o Senhor?"
"Contei coisas inúteis."
"Tem cuidado, pois no dia do juízo daremos contas a Deus da mínima palavra inútil."
"Posso contar anedotas, ou também são palavras inúteis?"
"Se forem ditas para distrair o espírito, ou com uma finalidade boa, com vista ao arrependimento de uma pessoa que escuta, nesse caso não são palavras ociosas."
"Quando vos passará essa tosse? Nunca vos passa. Dai-ma a mim."
"Não posso. Sofro muito ao ouvir-te sofrer. Além disso, as minhas jóias, não as dou a ninguém."
"Se, para nos santificarmos, é necessário o sofrimento, eu certamente não chego a santa."
"Deus criou-nos para a felicidade. O sofrimento é uma expiação."
"Eu suporto melhor o sofrimento moral do que o físico."
"Bem-aventurada és tu!"
"Que feio é o meu nome!"
"Isso dizes tu. Eu vi-o nas constelações. À noite, olha para o céu estrelado e verás o teu nome."
"Hoje sinto-me triste."
"Mas eu gosto de ver as pessoas alegres. Tristeza e melancolia, fora da minha vida."
"Sinto que não devo comungar. Sinto-me indigna."
"Indignos somos todos. Outra coisa é aproximarmo-nos indignamente do pecado. Mas é Jesus que nos convida, é Ele que o quer."»

«É melhor viver o purgatório sobre a terra»
"Ensinai-me um atalho para chegar a Deus."
"O atalho é a Virgem Santíssima."
"Tenho medo de nos separarmos ao morrer. Vós ireis para o paraíso, e eu para o purgatório."
"Por isso te digo: pede a Deus que te faça viver o purgatório na terra, amando e sofrendo com generosidade, aceitando, por amor de Deus, tudo o que Ele quiser enviar-te."
"Sofro porque Jesus não se faz sentir."
"Está denfro de ti. Procura-o!"
"Padre, dissestes-me que todas as manhãs vos imolais por mim. Então é verdade que eu ofendo o Senhor."
"A imolação não será oufra forma de louvar a Deus? Não é outra forma de lhe agradecer? Não é oufra forma de implorar novas graças?"
"Hoje é o dia de Nossa Senhora das Dores. Concedei-me estar perto do coração da Virgem e sentir as suas e as vossas penas."
"Já as sentes. O teu coração já está perto de
"Disseste-me que sempre sofrestes, desde o berço."
"E como te lembras disso? Es tu que o dizes. Eu digo-te que, quando estava no berço, mal a minha mãe apagava a luz, eu gritava e chorava porque muitos monstros me cercavam imediatamente. A minha mãe voltava a acender a luz, e eu sossegava."
"Sinto-me hipócrita. Pareço ser boa, mas não sou."
"Qual hipócrita, qual quê! Além disso, devemos edificar o próximo também afravés da nossa conduta exterior."
"Também Jesus é nossa mãe?"
"Compreende-se que assim seja! Não nos regenerou Ele na dor e no amor? Não nos alimenta com a sua carne e com o seu sangue?"
"Pai, dizei-me uma palavra."
"O olhar de Jesus pousou sobre ti. Recompensar-te-á imensamente. Que a Virgem das Dores guie todos os teus passos."
"Quanto sofreis na Santa Missa?"
"Tudo o que Jesus sofreu durante a sua Paixão, quanto é possível a uma criatura humana."
"Tendes presentes todos os fiéis, que assistem à Missa?"
"Vejo-os todos sobre o altar, como num espelho."
"Passais todo o tempo da Missa suspenso da cruz?"
"Ainda duvidas? Ainda não estás convencida?"
"Como conseguis aguentar-vos de pé no altar, com tantas dores?"
"Como Se aguentava Jesus na cruz?"
"Desejais que subam muitas pessoas à cruz?"
"Gostaria que não subisse nenhuma, para não ter que sentir compaixão. Ao vê-las subir, apetece-me nunca mais descer do altar!"»


"Lute ferozmente contra as tentações da carne. "


"Lembre-se de que não se ganha nenhuma batalha sem oração. A escolha é sua!"


"É necessário manter o coração aberto para o Céu e aguardar, de lá, o celeste orvalho." São Pio de Pietrelcina

As 3 orações mais “perigosas” que você pode fazer


Cuidado com o que você pede; você pode receber

Em 2014, Matthew Wenke e sua esposa viram sua filha Nora entrar em um convento para seguir a vocação como religiosa.
À medida que as portas se fechavam atrás da jovem, a família sabia que, se ela perseverasse, Nora nunca mais daria o ar da graça na casa deles. Isso porque, além de fazer os votos habituais – pobreza, castidade e obediência – as freiras passionistas fazem um quarto voto: o de clausura.
Wenke, embora estivesse orgulhoso de sua filha e feliz pela alegria dela, precisava de um tempo para processar tudo o que estava acontecendo, porque, como ele escreveu: “Quando rezei pelas vocações, não quis dizer que Deus poderia tirar minha filha de mim”.
Aí é que mora o perigo: “Tome cuidado com o que você pede; você pode ser atendido”.
Frequentemente começamos as nossas orações, dizendo a primeira oração “perigosa”, que é: “seja feita a vossa vontade”.  Mas queremos alcançar a graça que buscamos sem ter que encontrar a Cruz.
Eu sei que faço isso o tempo todo e digo: “querido Deus, me ensine a ser uma pessoa melhor. Seja feita a sua vontade, mas não faça isso de maneira louca, que envolva algo trágico, ok? Não consigo lidar com isso”.
Muitas vezes, minhas orações seguem o estilo de Flannery O ‘Connor: “senhor, nunca serei um santo, mas eu posso ser um mártir se eles me matarem rapidamente”.
Queremos todas as bênçãos e, de preferência, com o menor sofrimento possível! Nós sempre pensamos: “por favor, não destrua a minha vida!”
Na verdade, essa é a segunda “oração perigosa”. Em uma recente entrevista para a Aleteia, uma jovem religiosa dominicana revelou que um orador, em uma conferência de jovens católicos, tinha desafiado os participantes a fazer a seguinte oração: “Ó Deus, arruíne a minha vida!” Ela topou o desafio. Mas, depois de fazer aquela oração audaciosa e perigosa, todo o seu mundo e suas perspectivas mudaram.
A terceira oração perigosa, porém, é aquela que o Pe. Brad Milunski, trouxe em sua homilia durante a Primeira Profissão da Ir. Frances Marie, do Coração Eucarístico de Jesus. Sim, essa é a filha de Matt Wenke, que está caminhando em sua clausura.
Na homilia, o Pe. Milunski admite que esta é uma oração corajosa: “Senhor, faça-me seu”:
“Quando eu estava começando o meu ministério paroquial, tive a sorte de estar perto de um convento de freiras em Nova Jersey. A madre superiora tornou-se minha diretora espiritual e compartilhou comigo um dia que, desde o início, sua única oração a Deus era simplesmente isso: ‘Faça-me sua’.
Devo confessar que voltei para o convento um pouco assustado com essa oração. Eu também estava um tanto aborrecido comigo mesmo por não conseguir fazer essa prece sem oferecer a Deus minha lista de notas de rodapé. Eu dizia: ‘Faça-me seu, mas aqui estão minhas sugestões, Senhor, sobre como você pode fazer isso’. Talvez seja uma coisa de moleque, mas eu desconfio que não”.
A homilia é realmente muito boa e merece uma leitura completa e atenta.
Eu mal tenho a coragem de dizer “Sua vontade, não a minha”, embora eu saiba que eu tenho o controle de poucas coisas e acredite – com todo o meu coração, porque eu sou verdadeira filha de São Filipe Neri – que “todos os propósitos de Deus são para o bem; embora nem sempre possamos entender isso, podemos confiar nisso”.
Eu acredito nisso porque eu vi, na minha vida, como as coisas que eram trágicas e sem sentido acabaram por servir um plano muito maior do que qualquer coisa que eu pudesse ter sonhado.
Tomemos os exemplos de São Paulo e Santa Teresa de Calcutá. Eles, em algum momento, fizeram suas perigosas orações a Deus, dizendo: “Use-me”. E acabaram sendo usados.
Então, sigamos estes exemplos, mas somente se não tivermos medo dessas “orações perigosas” e suas bênçãos.

Artigo publicado na edição em inglês da Aleteia, traduzido e adaptado ao português.

https://pt.aleteia.org/2017/09/20/as-3-oracoes-mais-perigosas-que-voce-pode-fazer/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sábado, 23 de setembro de 2017

São Pio de Pietrelcina

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O JEJUM E A ABSTINÊNCIA.



Catecismo de São Pio X.

Com o intuito de fazer penitência por nossos pecados, de melhor nos dispor para a oração e de estar unidos aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santa Igreja nos pede, nos tempos de penitência, que ofereçamos jejum e abstinência a Deus.

O Jejum:

Penitência é a mortificação do corpo.

A Igreja convida todos os fiéis à corresponderem ao preceito divino da penitência que, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana, pede alguns atos de mortificação também do corpo ... A Igreja quer indicar na Tríade Tradicional "ORAÇÃO, JEJUM, CARIDADE" os modos fundamentais para obedecer ao preceito divino da penitência. Ela defendeu a ora­ção e as obras de caridade, também, e com insistência, a abstinência de carne e o jejum.
Praticado desde toda a Antiguidade pelo povo eleito, como sinal de arrependimento, praticado por Nosso Senhor Jesus Cristo e por todos os santos, recomendado pela Santa Igreja como instrumento de santificação da alma, de controle do corpo e equilíbrio emocional, o jejum obrigatório foi sendo reduzido ao longo dos séculos.

Na prática do dia-a-dia há muitas formas de fazer penitência, devemos aproveitar por exemplo, silenciando algo que sabemos de alguém. Deixar de olhar televisão. Suportar os defeitos de alguém. Viver sem reclamar. Ter coragem de falar sempre bem do próximo. Cumprimentar sempre e, principalmente, aqueles que não nos são simpáticos. Dobrar os joelhos enquanto rezamos. Fazer o sinal da Cruz quando passamos diante de uma Igreja. Deixar de comer algum alimento que gostamos em determinados dias da semana. Agradecer com humildade todos os sofrimentos que ocorrem no dia a dia. Enfim, a penitência nos eleva, nos conduz à viver às 24 horas do dia na graça. Sejamos fortes fazendo penitência.


A oração e o jejum representam, em certo sentido, dois pilares da nossa fé.

O jejum constitui um dos princípios fundamentais da vida cristã; ele torna o devoto capaz de viver de acordo com a vontade de Deus; em todas as circunstâncias. Mediante a prática do jejum, a vontade de Deus poderá ser reconhecida mais facilmente, e raramente será perdida de vista. Como a respiração é função fundamental da vida física, assim o jejum e a oração representam as funções fundamentais da vida espiritual.

Nossa Senhora, em Medjugorje, nos pediu a volta à prática do jejum e nos disse que a melhor forma de jejuar é aquela a pão e água. Então constatamos que pão e água não representam a única maneira de jejuar, mas é a melhor maneira segundo a afirmação da Virgem.
O pão é o alimento fundamental do povo de Deus e, ao mesmo tempo simboliza a vida. A água é insubstituível em nossa vida; ela simboliza a purificação espiritual.

O jejum alimenta a oração e o impulso para Deus, para a paz e a reconciliação: eco fiel do Evangelho. Põe o corpo em sintonia com a alma e transforma-se em fonte de uma outra reconciliação, a interior.


Quando devemos jejuar por obrigação?


Na Quarta-feira de cinzas, abertura da Quaresma
Na Sexta-feira Santa, dia da morte de Nosso Senhor.

No entanto, todos os católicos devem ter a mortificação e o jejum presentes em suas vidas ao longo do ano, principalmente durante o Advento, a Quaresma e nas Quatro Têmporas, tendo sempre o espírito mortificado, fugindo do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecendo alguns sacrifícios a Deusseja no comer, no beber, nas diversões (televisão principal­men­te), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo.
Assim sendo, mesmo não sendo obrigatório, continua sendo recomendado o jejum nas Quartas e Sextas da Quaresma e do Advento, guardando-se sempre o espírito pronto para as pequenas mortificações também nos demais dias.


Quem deve jejuar?


As pessoas maiores de 21 anos são obrigadas. Mas é evidente que os adolescentes podem muito bem oferecer esse sacrifício sem prejuízo para a saúde.
Quanto às crianças menores, mesmo alimentando-se bem, devem ser orientadas no sentido de oferecer pequenos sacrifícios, e acompanhar a frugalidade das refeições.
As pessoas doentes podem ser dispensadas (é sempre bom pedir a permissão ao padre)
As pessoas com mais de sessenta anos não têm obrigação de jejuar, mas podem fazê-lo se não houver perigo para a saúde.


Como jejuar nos dias de jejum obrigatório?


- Café da manhã mais simples que de hábito: uma xícara de café puro, um pedaço de pão, uma fruta.
- Almoço normal, mas sem carne (peixe pode), sem doces e sobremesas mais apetitosas, sem bebidas alcoólicas ou refrigerantes.
- No jantar, um copo de leite ou um prato de sopa, um pedaço de pão, uma fruta.

- O ideal é jejuar a pão e água(desde o amanhecer até o anoitecer se tiver fome comer pão, se tiver sede tomar água. Não devemos comer pão e tomar água ao mesmo tempo, pois leva a dor de cabeça. Devemos comer pão calmamente em pequenas porções segurando na boca mastigando bem de modo que se dissolva com a saliva. Para beber água é bom dar um tempo após comer pão, também tomar a água calmamente como fez com o pão, segurar na boca um tempo para se misturar à saliva. Diz-se que devemos tomar o pão e mastigar a água). Pode tomar e comer quantas vezes for necessário durante o dia, em que sentir fome e sede.)

São inúmeras as passagens das Sagradas Escrituras referentes ao jejum. Eis algumas poucas referências:

- II Reis XII,16
- Tobias XII,8
- Daniel I, 6-16
- S. Mateus IV,1
- S. Mateus VI, 17
- S. Mateus XVII,20
- Atos XIV,22
- II Coríntios VI,5


A Abstinência de carne 


Dentro do mesmo espírito de mortificação, pede-nos a Santa Madre Igreja a mortificação de não comer carne às sextas-feiras, o ano todo, de modo a honrar e adorar a santa morte de Nosso Senhor. (ficam excluídas as sextas-feiras das grandes festas, segundo a orientação do padre).
A abstinência ainda é praticada e, diferente do jejum, começa desde a adolescência, a partir dos quatorze anos.
Nas sextas-feiras do ano, e mais ainda durante os tempos de penitência, saibamos oferecer esse pequeno sacrifício a Nosso Senhor. Se vamos a um restaurante, peçamos peixe(muitos restaurantes ainda hoje servem pratos de peixe nas sextas-feiras).


O Jejum eucarístico


O jejum eucarístico é o fato de se comungar sem nenhum alimento comum no estômago, em honra à Santíssima Eucaristia.
O espírito do jejum eucarístico é de receber a Santa Comunhão como primeiro alimento do dia. Quando o Papa Pio XII modificou a disciplina do jejum eucarístico, devido à guerra, salientou que todos os que podiam deviam praticar esse jejum, chamado natural: só tomar alimento depois da comunhão. Quem assiste à Santa Missa cedo pode, muitas vezes, praticar esse jejum.
Apesar da lei eclesiástica em vigor determinar apenas uma hora antes da comunhão para o jejum eucarístico, todos os padres sérios pedem a seus fiéis que se esforcem para deixar três horas, visto que uma hora não chega a ser nem mesmo um sacrifício.
Caso as crianças ou pessoas debilitadas precisarem tomar algo antes da comunhão, com menos de três horas, procurem, ao menos, tomar apenas líquido, um copo de leite, por exemplo.
Porém, tendo se alimentado com menos de uma hora antes da hora da comunhão, não se deve, de modo algum, se aproximar da Sagrada Mesa.


O jejum, a abstinência e o confessionário.


Como o jejum e a abstinência fazem parte dos mandamentos da Igreja, devemos nos empenhar para praticá-los por amor à Deus. Caso haja alguma negligência ou fraqueza da nossa vontade que nos leve a quebrar o santo jejum ou a abstinência, devemos nos arrepender por não termos obedecido ao que nos ordena nossa Santa Madre Igreja, confessando-nos por termos assim ofendido a Deus.
Nos casos de esquecimento, devemos substituir essa obra por outra equivalente, como fazer o jejum em outro dia, rezar um terço, etc.
É sempre bom lembrar que a água pura não quebra o jejum.
As pessoas inclinadas à mortificação e ao jejum não devem nunca determinar um aumento de penitência sem o consentimento explícito do sacerdote responsável. O demônio usa muito o excesso de penitência corporal para enfraquecer a alma.

Tudo fazer na obediência.



http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/DOCUMENTÁRIO%20DA%20IGREJA/O%20Jejum%20e%20a%20Abstinência.htm

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Jim Caviezel será São Lucas em novo filme sobre o apóstolo Paulo


O filme tem estreia prevista para setembro de 2018

Jim Caviezel, conhecido mundialmente por ter interpretado o papel de Jesus em “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, fará o evangelista São Lucas em um filme histórico, cujo título é “Paul, Apostle of Christ” (“Paulo, o Apóstolo de Cristo”).
Outros atores que fazem parte do elenco desta ambiciosa produção – que poderá ser o filme religioso de 2018 – são: James Faulkner, Olivier Martinez, Joanne Whalley e John Lynch, segundo informa o site Variety.
A produção de “Paulo, o Apóstolo de Cristo” é da Sony Pictures, através da subsidiária “Affirm Films”, especializada em filmes de cunho religioso.
O filme é dirigido por Andrew Hyatt (“Full of Grace”), que também assina o roteiro. Os produtores são David Zelon e T.J. Berden.
A obra conta a história de Saulo de Tarso, interpretado por Faulkner, que passou do título de mais famoso perseguidor dos cristãos ao mais influente apóstolo de Cristo. Serão abordados seus últimos dias, quando ele esperava para ser executado por Nero, o imperador de Roma.
Embora sua morte estivesse próxima, Paulo continuou fazendo o possível, na prisão, para anunciar o Evangelho de Jesus e para fortalecer a fé dos cristãos, que deveriam afrontar a perseguição romana.
“Depois de Jesus, ninguém desempenhou um papel mais decisivo no crescimento da Igreja primitiva que o apóstolo Paulo”, explica Rich Peluso, vice-presidente executivo da “Affirm Films”.
“Ele escreveu uma boa parte do Novo Testamento e viajou mais de 16 mil quilômetros a pé e de barco para pregar o Evangelho”, adiciona Peluso.
O filme tem estreia prevista para setembro de 2018.