segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O Padre Pio e a conversão do advogado maçom

O capuchinho dos estigmas

Na vida do padre Pio, o sobrenatural é muito abundante: conversões, milagres, curas, bilocação, clarividência, predição, sem falar dos estigmas que foram, durante cinqüenta anos, a manifestação mais patente, a mais visível marca do sobrenatural na sua vida, e também a mais dolorosa e mais incompreensível para os homens, a que mais respeito merece, pois é com verdadeira graça de conformidade com Cristo até na carne. Existem numerosos testemunhos circunstanciados para numerosas destas diversas graças. Foram numerosas as altas autoridades eclesiásticas e os médicos que testemunharam as curas milagrosas ou outros fenômenos sobrenaturais inexplicáveis. Em todos os casos, as graças sobrenaturais não eram concedidas por Deus para a auto-glorificação do padre Pio, senão para dar testemunho da vida divina, para chamar À conversão, curar ou aliviar. Não há nem curas, nem conversões ou bilocações que não acabaram por uma maior vida de fé e que não serviram para fazer algum bem.

O confessionário foi o lugar habitual dos “milagres” realizados pelo padre Pio. Nos dias de grande afluência, chegava a passar dez ou quinze horas confessando. Para alguns penitentes, essa confissão era ocasião de uma verdadeira mudança interior. Entre as conversões de antes da primeira perseguição, uma das mais clamorosas foi a do advogado genovês Cesare Festa. Festa era um dos grandes dignatários da maçonaria italiana. Era primo do Dr. Giorgio Festa. Depois que este viu e examinou o padre Pio, mencionou com freqüência ao religioso e aos prodígios da fé com seu primo Cesare. O advogado ateu, raivosamente anticlerical, considerava a religião como uma superstição de outros tempos. Giorgio, tendo esgotado seus argumentos, disse-lhe um dia: “Vai a São Giovanni Rotondo e encontrarás ali a um testemunho que acabará de um só golpe com todas as suas objeções. Vai vê-lo e depois continuaremos falando”.


Em março de 1921, Cesare se dedicou a seguir o conselho de seu primo. Foi a São Giovanni Rotondo mais como cético, foi com a firme intenção de desmascarar a impostura e denunciar ao seu regresso, diante de seus irmãos maçons, a superstição de Gargano. O padre Pio não sabia nada de Cesare Festa nem de sua pertença maçônica. Sem embargo, quando chegou na sacristia do convento entre outros peregrinos, o religioso se dirigiu até ele e o interpelou brutalmente: “Que quer este entre nós? É um maçom…”. O advogado não negou. O padre Pio analdiu: “Que papel desempenha você na Maçonaria?”. Festa respondeu sem vacilar: “Lutar contra a Igreja”.

As coisas estavam claras. O padre Pio não analdiu nenhuma palavra. Mirou fixamente a Cesare e lhe indicou com o dedo o confessionário. O advogado maçom se ajoelhou, abriu seu coração e, com a ajuda daquele sacerdote ao que poderia resistir, examinou toda a sua vida passada. Um perfume desconhecido e suave passava pela rede do confessionário e o ateu Festa via suas prevenções contra a religião cair uma atrás da outra. A conversão resultou numa paz interior que o invadia e lhe fazia receber as palavras de misericórdia e as exortações prodigadas por aquele estranho capuchinho.

Permaneceu três dias no convento e depois regressou a Genova. O ruído de sua conversão se estendeu e ocupou a primeira página dos periódicos. O advogado arrependido foi logo a Lourdes e depois voltou a São Giovanni Rotondo para receber das mãos do padre Pio o escapulário da Ordem terceira franciscana. Da maçonaria À Ordem terceira em poucos meses. O papa Bento XV recebeu no Vaticano a esse assombroso convertido. Disse-lhe a estima que tinha ao padre Pio, apesar dos informes por vezes desfavoráveis que haviam chegado, e confiou esta missão a Cesare Festa:

– O padre Pio é verdadeiramente um homem de Deus. Comprometa-se a dar testemunho, porque ele não é apreciado por todos como ele merece.

A clamorosa conversão de cesare Festa suscitou muitas controvérsias. O Avanti, cotidiano socialista, ironizou sobre este maçom que passava seu tempo entre São Giovanni Rotondo e Lourdes. A Grande Loja italiana se reuniu para pronunciar a exclusão oficial do advogado renegado dos ideais maçônicos.


Cesare Festa decidiu assistir, fazer frente e dar a conhecer seu testemunho: no dia da reunião recebeu uma tarjeta do padre Pio com estas quatro linhas: “Não se envergonhe de Cristo e de sua doutrina; é momento de lutar com o rosto descoberto. O Dispensador de todo o bem te dará a fortaleza para isso.”

(Yves Chiron: El Padre Pío. Ed. Palabra, pg.163, 1999.)

Os demônios creem e estremecem diante da presença real de Jesus na Eucaristia

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Uma reflexão a partir do roubo de uma hóstia consagrada por um grupo de satanistas

Alguns anos atrás, eu escrevi sobre uma experiência incomum que tive ao celebrar a santa missa: uma pessoa, atormentada pela possessão demoníaca, saiu correndo para fora da igreja no momento da consagração. Voltarei a falar deste caso um pouco mais adiante.

Eu me lembrei do fato nos últimos dias em face das atuais notícias de que um culto satânico da cidade de Oklahoma (EUA) roubou uma hóstia consagrada de uma paróquia e anunciou que a profanaria durante uma “missa negra”, a realizar-se neste mês de setembro. O arcebispo de Oklahoma, dom Paul Coakley, entrou com uma ação judicial para impedir o sacrilégio e exigir que o grupo devolvesse a propriedade roubada da Igreja. Dom Coakley ressaltou, no processo, que a hóstia seria profanada dos modos mais vis imagináveis, como oferenda feita em sacrifício a Satanás.

O porta-voz do grupo satânico, Adam Daniels, declarou: “Toda a base da ‘missa’ [satânica] é que nós pegamos a hóstia consagrada e fazemos uma ‘bênção’ ou oferta a Satanás. Nós fazemos todos os ritos que normalmente abençoam um sacrifício, que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo. Então nós, ou o diabo, a reconsagramos…”.

À luz do processo judicial, o grupo devolveu à Igreja a hóstia consagrada que tinha roubado. Graças a Deus.
Mas você notou o que o porta-voz satânico atestou sobre a Eucaristia? Ao falar do que seria oferecido em sacrifício, ele disse: “…que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo”.
Por mais grave e triste que seja este caso (e não é o primeiro), esses satanistas explicitamente consideram que a Eucaristia católica É o Corpo de Cristo. Pelo que eu sei, nunca houve tentativas de satanistas de roubar e profanar uma hóstia metodista, ou episcopaliana, ou batista, ou luterana, etc. É a hóstia católica o que eles procuram. E nós temos uma afirmação da própria escritura que garante: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Em outra passagem, a escritura nos fala de um homem que vagava em meio aos túmulos e era atormentado por um demônio. Quando viu Jesus, ainda de longe, correu até Ele e o adorou (Marcos 5,6). O evangelho de Lucas cita outros demônios que saíam de muitos corpos possuídos e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”. Mas Jesus os repreendia e não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Cristo (Lc 4,41-42).

De fato, como pode ser atestado por muitos que já testemunharam exorcismos, há um poder maravilhoso na água benta, nas relíquias, na cruz do exorcista, na estola do sacerdote e em outros objetos sagrados que afugentam os demônios. Mesmo assim, muitos católicos e não católicos minusvaloram esses sacramentais (assim como os próprios sacramentos) e os utilizam de qualquer jeito, com pouca frequência ou sem frequência alguma. Há muita gente, inclusive católicos, que os consideram pouco importantes. Mas os demônios não! Vergonhosamente, os demônios, às vezes, manifestam mais fé (ainda que cheia de medo) que os crentes que deveriam reverenciar os sacramentos e os sacramentais com fé amorosa. Mesmo o satanista de Oklahoma reconhece que Jesus está realmente presente na Eucaristia. É por isso que ele procura uma hóstia consagrada, ainda que para fins tão nefastos e perversos.

Tudo isso me leva de volta ao caso real que eu descrevi já faz um bom tempo. Apresento a seguir alguns trechos do que escrevi há quase quinze anos, quando eu estava na paróquia de Santa Maria Antiga [Old St. Mary, na capital norte-americana] celebrando a missa em latim na forma extraordinária. Era uma missa solene. Não seria diferente da maioria dos domingos, mas algo muito impressionante estava prestes a acontecer.

Como vocês devem saber, a antiga missa em latim era celebrada “ad orientem”, ou seja, voltada em direção ao oriente litúrgico. Sacerdote e fiéis ficavam todos de frente para a mesma direção, o que significa que o celebrante permanecia, na prática, de costas para as pessoas. Ao chegar a hora da consagração, o sacerdote se inclinava com os antebraços sobre o altar, segurando a hóstia entre os dedos.

Naquele dia, eu pronunciei as veneráveis palavras da consagração em voz baixa, mas de modo claro e distinto: “Hoc est enim Corpus meum” [Este é o meu Corpo]. O sino tocou enquanto eu me ajoelhava.

Atrás de mim, no entanto, houve algum tipo de perturbação; uma agitação ou sons incongruentes vieram dos bancos da parte da frente da igreja, logo às minhas costas, um pouco mais para a minha direita. Em seguida, um gemido ou resmungo. “O que foi isso?”, perguntei a mim mesmo. Não pareciam sons humanos, mas grasnidos de algum animal de grande porte, como um javali ou um urso, junto com um gemido plangente que também não parecia humano. Eu elevei a hóstia e novamente me perguntei: “O que foi isso?”. Então, silêncio. Celebrando no antigo rito da missa em latim, eu não podia me virar facilmente para olhar. Mas ainda pensei: “O que foi isso?”.

Chegou a hora da consagração do cálice. Mais uma vez eu me curvei, pronunciando clara e distintamente, mas em voz baixa, as palavras da consagração: “Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni testamenti; mysterium fidei; qui pro vobis et pro multis effundetur em remissionem pecatorum. Haec quotiescumque feceritis in mei memoriam facietis” [Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, o mistério da fé, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Todas as vezes que fizerdes isso, fazei-o em memória de mim].

Então, ouvi mais um ruído, desta vez um inegável gemido e, logo em seguida, um grito de alguém que clamava: “Jesus, me deixe em paz! Por que me tortura?”. Houve de repente um barulho que lembrava uma briga e alguém correu para fora a um som de gemidos, como de quem tivesse sido ferido. As portas da igreja se abriram e em seguida fecharam. Depois, o silêncio.

Consciência – Eu não podia me virar para olhar porque estava levantando o cálice da consagração. Mas entendi no mesmo instante que alguma pobre alma atormentada pelo demônio tinha se visto diante de Cristo na Eucaristia e não tinha conseguido suportar a sua presença real, exibida perante todos. Ocorreram-me as palavras da escritura: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Arrependimento – Assim como Tiago usou aquelas palavras para repreender a fé fraca do seu rebanho, eu também tinha motivos para a contrição. Por que, afinal, um pobre homem atormentado pelo demônio era mais consciente da presença real de Cristo na Eucaristia e ficava mais impactado com ela do que eu? Ele ficou impactado em sentido negativo e correu para longe. Mas por que eu não me impactava de forma positiva com a mesma intensidade? E quanto aos outros crentes, que estavam nos bancos? Eu não tenho dúvidas de que todos nós acreditávamos intelectualmente na presença eucarística. Mas há algo muito diferente e muito mais maravilhoso em nos deixarmos mover por ela na profundidade da nossa alma! Como é fácil bocejarmos na presença do Divino e nos esquecermos da presença milagrosa e inefável, disponível ali para todos nós!

Quero deixar registrado que, naquele dia, há quase quinze anos, ficou muito claro para mim que eu tinha nas minhas mãos o Senhor da Glória, o Rei dos Céus e da Terra, o Justo Juiz e o Rei dos reis da terra.
Será que Jesus está realmente presente na Eucaristia?

Até os demônios acreditam!

Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/

A forma eficiente de receber a Cura


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– Frei Elias Vella


A forma mais eficiente de receber a cura e a libertação é através da oração de louvor. Quando louvamos a Deus nós submetemos nossas vidas a Ele. É na nossa fraqueza que encontramos toda a nossa força. Quando estamos louvando ao Senhor é o mesmo que dizermos a Ele que somos pessoas fracas que precisamos de ajuda d’Ele, da Sua cura e de Sua libertação e do Seu amor.

Precisamos orar em línguas. Porque quando oramos em línguas nos apresentamos diante do Senhor como criancinhas que estão aprendendo a falar. A I Carta aos Coríntios, capítulo 12, é a prece da criancinha. Muitas vezes, a criança não sabe como se expressar diante da sua mãe, ela apenas balbucia, e aquelas sílabas que os pequenos pronunciam só a mãe consegue entender. Não vamos encontrar essa linguagem infantil em nenhum dicionário, mas para a mãe aquilo tem muita expressividade.

Muitas vezes, nos encontramos diante de Deus sem saber o que pedir, como criancinhas. Não sabemos em que linguagem devemos nos comunicar com Ele, então a língua que usamos para falar com Ele é a de uma pequena criança. E não importa sobre o que vão dizer sobre nós de utilizarmos essa língua. Eu sou um(a) filho(a) livre diante de Deus, que se comunica comigo.

"Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis (cf. Romanos 8,26).

Paulo fala nessa passagem bíblica que muitas vezes não sabemos como orar, então nós pedimos ao Espírito, que habita em nós, para orar em nós ao Pai, para orar numa língua que é a língua d’Ele [Espírito Santo]. E São Paulo expressa isso ao dizer que é o Paráclito que vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis, e esses gemidos, que não podem ser traduzidos em palavras, é o Espírito orando em nós ao Pai segundo nossas necessidades, e que hoje, vem orar através de nós.

Estamos pedindo que o Espírito Santo de Deus venha orar em nosso nome para que a nossa oração chegue ao Pai, porque o Espírito sabe exatamente o que estamos necessitando.

Pelo Espírito vamos descobrir necessidades que nós mesmos não temos conhecimento; e uma coisa que precisamos fazer é entregar as nossas necessidades nas mãos do Espírito Santo, que sabe muito mais que nós o que precisamos.

Qual é o Pai que se rejubila vendo um filho sofrendo? Ou morrendo de fome e sede?

O Senhor não se alegra com isso! Não é Deus que causa todos esses desastres ao mundo. Ele não traz doença nem sofrimento. Caso contrário, qual seria o sentido de ir até Jesus buscar cura e libertação?

Ao contrário do que pensamos, Deus tem compaixão, e compaixão vem do latim que significa "sofrer junto". Ele não nos promete cura e libertação, mas Ele já nos está dando a cura e a libertação ao derramar o Seu Espírito que nos faz voltar à vida, e não nos deixará como ossos que estão secos, mas através desse sopro do Espírito nos fará criaturas vivas.

Lembra como a Bíblia apresenta a criação do homem? O homem que era apenas barro e o Senhor sopra naquele barro e o torna vivo. Lembra quando Jesus soprou sobre os apóstolos e derramou sobre eles o Seu Espírito Santo e eles se tornaram novas criaturas a partir daquele momento? Jesus, hoje, sopra cada um de nós e a partir disso você se torna uma nova pessoa, nos tornamos pessoas curadas e libertas.

Senhor, nós cremos em Tua Palavra. Não é apenas uma promessa, mas uma realidade! Tu és fiel na Tua Palavra. Eu abro, Senhor, meu coração para qualquer cura e libertação que queira fazer em mim. Abra os nossos corações, meu Senhor, para que possamos receber toda a cura que vem de Ti, e receber novamente a verdadeira vida.

Eu sei que o Senhor deseja fazer isso com todo o Seu povo. O Senhor deseja fazer isso comigo e eu Te agradeço, Senhor, por me fazer uma pessoa viva!

Frei Elias Vella 
Franciscano conventual, líder da RCC na Ilha de Malta

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Tira-me a liberdade de Te desagradar."

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Oh, torna-me mártir do Teu Amor,
que este martírio me faça morrer.
Tira-me a liberdade de Te desagradar,
que nunca Te faça a mais ligeira ofensa.
Quebra, arranca do meu coração
tudo o que Te desagrade.
Quero cumprir sempre a Tua vontade,
corresponder sempre à Tua graça.
Ó Mestre,
quero ser santa para Ti,
sê a minha santidade,
pois conheço a minha fraqueza .
Oh! Jesus, obrigada por todas as graças que me concedeste,
agradeço sobretudo por me teres provado.
É tão bom sofrer por Ti, conTigo.
Que cada batimento do meu coração
seja um grito de reconhecimento e de amor.»

Santa Elisabete da Trindade

LADAINHA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

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Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sais um só Deus, tende piedade de nós.  

Jesus, Deus e homem presente no Santíssimo Sacramento do Altar, tende piedade de nós.
Pão Vivo, que descestes do Céu, tende piedade de nós.
Deus, escondido e Salvador,...
Sacrifício perene do Novo Testamento,...
Sacrifício de todos mais digno,...
Verdadeiro Propiciatório por vivos e defuntos,...
Cordeiro Imaculado de Deus, ...
Resumo das maravilhas de Deus,...
Comemoração da sagrada paixão de Nosso Senhor e Salva­dor,...
Hóstia Santa,...
Cálice de benção,...
Mistério da Fé,...
Pão dos Anjos,...
Vínculo de paz e caridade,...
Celeste antídoto, que nos preserva dos pecados,...
Fonte de todas as graças,...
Consolo dos aflitos,...
Remédio dos enfermos,...
Viático dos que morrem no Senhor,...
Penhor seguro da glória futura,...

Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.
Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor.

Da recepção indigna do vosso Corpo e Sangue, livrai-nos, Senhor.
Da comunhão tíbia, livrai-nos, Senhor.
Da concupiscência da carne, livrai-nos, Senhor.
Da concupiscência dos olhos, livra i-nos, Senhor.
Da soberba da vida, livrai-nos, Senhor.
De toda ocasião de pecar, livrai-nos, Senhor.
Da morte eterna, livrai-nos, Senhor.
Por Vossa Santa Encarnação, livrai-nos, Senhor.
Por Vossa Sagrada Paixão e Morte, livrai-nos, Senhor.
Pelo ardente desejo com que desejastes comer a Páscoa com vossos Apóstolos, livrai-nos, Senhor.
Pela humildade, com que lavastes os pés dos Vossos Apósto­los, livrai-nos, Senhor.
Pelo ardentíssimo amor com que instituístes este Divino Sa­cramento, livrai-nos, Senhor.
Pelo Sangue Precioso, que no sacramento do Altar nos deixastes, livrai-nos, Senhor.
Pelas cinco sacratíssimas Chagas, que no Vosso Corpo recebestes por nosso amor, livrai-nos, Senhor.

Ainda que pecadores, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de aumentar e conservar em nós a Fé, reverência e devoção a este admirável Sacramento, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de nos dispor para um santo e freqüente uso da Sagrada Escritura pela sincera confissão dos nossos peca­dos, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de nos fazer colher os celestiais e preciosos frutos deste Santíssimo Sacramento, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos de nos salvar de toda heresia, perfídia e cegueira espiritual, ouvi-nos, Senhor.
Que vos digneis de confortar-nos e fortalecer-nos na hora da morte com este celestial viático, ouvi-nos, Senhor.
Filho Eterno, verdadeiro Deus, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende compaixão de nós, Senhor.

D. Vós lhes destes um Pão vindo do Céu.
T. Pão, que encerra todas as delícias.

D. Oremos:
Ó Deus, que neste admirável, Sacramento nos conservastes a memória de vossa Paixão, dai-nos a graça de reverenciar de tal modo o Mistério Sagrado de Vosso Corpo e Sangue, que experimentemos perenemente em nós os frutos da Redenção; Vós que viveis e reinais por todos os séculos.
T. Assim seja.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A batalha com os demônios e outras confidências


O Padre Pio sofria muitíssimo ao ver a humanidade cair nos braços de Satanás. Lutou, durante toda a vida, contra Satanás e contra o inferno inteiro, a ponto de dizer: "Sinto forças para aniquilar todo o reino de Satanás!"

Qual foi o santo que alguma vez disse coisas semelhantes? Combater um ou dois diabos, já dá bastante trabalho. Mas o inferno inteiro!

De princípio, tinha muito medo. Pedia às suas primeiras filhas espirituais: "Implorai a Nossa Senhora que não me deixe ver mais aqueles rostos medonhos." Assustava-se ao ver aqueles monstros.

Falavam com a boca que tinham atrás da cabeça e ostentavam as orelhas na parte da frente. Eram urna aberração da natureza. Além disso, também apareciam ao Padre sob a forma de animais, corno elefantes, bois, cães, mas não segundo a natureza criada por Deus. Eram animais monstruosos, com o focinho no alto da cabeça, e as orelhas deslocadas. Apareciam-lhe aos milhares. Mas, corno podiam caber milhares de diabos na cela do Padre? O Padre Pio respondeu, dizendo: "São espíritos que não ocupam espaço."»

Nenhum santo combateu como ele
«Eram aquelas carrancas horríveis que aterrorizavam o Padre, e não os seus sofrimentos. Ele estava sempre pronto a viver corno um mártir e a desfrutar dos sofrimentos, mas aqueles monstros assustavam-no. Contudo, Nossa Senhora estava sempre presente aquando das batalhas que o Padre sustentava. Estava ali a seu lado, e gloriava-Se das vitórias do Padre Pio e dos méritos por ele conquistados junto de Deus. Assim, com a força que recebia de Nossa Senhora, e com a alegria de lutar para glória de Deus, o Padre tornou-se audaz.

As batalhas contra os diabos duravam das dez da noite até às cinco da manhã! Nunca nenhum santo combateu tanto contra o inferno corno o Padre Pio.

Quando o Padre Pio via o sol a pôr-se, começava a sentir medo do que o esperava à noite. Mal escurecia, logo surgiam aqueles rostos horrendos. Contudo, no o Senhor deu ao Padre Pio o vigor de Cristo, que esmagou Satanás, sob a cruz.

Prestes a morrer, o Padre estava preocupado. Via que, sem ele, Satanás reinaria. Via-o reinar. Satanás reinava e escondia-se. Era por isso que até os sacerdotes diziam às mulheres: "Mas ele não existe!

Onde está esse diabo? Foram vocês que o meteram na cabeça." Seria necessário que o Padre Pio lhes falasse deles, já que os via tão bem, um por um.

E também desceu ao inferno, segundo contou: "Desci lá abaixo, ao meio daqueles desgraçados do inferno, e sofri mais do que eles. E que eles odeiam a Deus, mas eu amo-o. E ouvir aqueles urros cavernosos contra Deus..."

Porque desceria o Padre Pio ao inferno? Porque ele pedia muitas conversões a Deus, conversões de pessoas que não tinham interesse nenhum em converter-se. Então oferecia-se como vítima ao Senhor, queria sofrer todas as penas que se sofrem na terra, e também as do inferno, para impedir que outros as sofressem. Assim, muita gente convertia-se, precisamente porque o Padre chegava ao inferno.

Durante muitos anos, o Padre Pio desejava morrer para ir ter com Jesus, mas depois, no fim, chorava porque não queria partir. O Padre sabia que o Senhor o estava a chamar, mas não queria partir, para não deixar a humanidade em poder de Satanás.»

«Era preciso apanhar o Padre de improviso, e então ele dizia-nos a verdade e não nos escondia nada.

De outro modo, fechava-se em si mesmo. Eu perguntava-lhe: "Padre, gostaria muito de saber..." E ele: "E que queres tu saber? Pensa apenas que Jesus sofreu..."»

«O Padre era muito zeloso e reservado sobre as suas coisas pessoais. Contudo, eu fazia-lhe perguntas precisas, até sobre a Paixão de Jesus. Assim o Padre explicou-me que os pés de Jesus, na cruz, tinham sido pregados em separado, e não juntos, como se vê nos quadros. Em seguida perguntei-lhe como era possível que os braços de Jesus não se tivessem partido. O Padre Pio explicou-me que tinham sido passadas cordas sob as axilas de Jesus, a de O sustentar.»

«Deus amou-nos para sermos felizes»

Padre Pio, [25.09.17 03:18]
«Eu pedi ao Padre Pio: "Padre, dai-me uma palavra."
"Ama Nossa Senhora e faz com que Ela seja amada. Recita o seu rosário com amor e atenção."
"Devo prestar atenção às palavras da Avé Maria ou ao significado do mistério?"
"Mantém-te amorosamente atenta à saudação que lhe Eriges e ao mistério que contemplas e em que Ela se encontra."
"Padre, qual é a medida do vosso amor por nós?"
"Até já não poder amar-vos mais!"
"Porque chorais quando rezais por mim?"
"Parece-te pouco teres ofendido o Senhor?"
"Contei coisas inúteis."
"Tem cuidado, pois no dia do juízo daremos contas a Deus da mínima palavra inútil."
"Posso contar anedotas, ou também são palavras inúteis?"
"Se forem ditas para distrair o espírito, ou com uma finalidade boa, com vista ao arrependimento de uma pessoa que escuta, nesse caso não são palavras ociosas."
"Quando vos passará essa tosse? Nunca vos passa. Dai-ma a mim."
"Não posso. Sofro muito ao ouvir-te sofrer. Além disso, as minhas jóias, não as dou a ninguém."
"Se, para nos santificarmos, é necessário o sofrimento, eu certamente não chego a santa."
"Deus criou-nos para a felicidade. O sofrimento é uma expiação."
"Eu suporto melhor o sofrimento moral do que o físico."
"Bem-aventurada és tu!"
"Que feio é o meu nome!"
"Isso dizes tu. Eu vi-o nas constelações. À noite, olha para o céu estrelado e verás o teu nome."
"Hoje sinto-me triste."
"Mas eu gosto de ver as pessoas alegres. Tristeza e melancolia, fora da minha vida."
"Sinto que não devo comungar. Sinto-me indigna."
"Indignos somos todos. Outra coisa é aproximarmo-nos indignamente do pecado. Mas é Jesus que nos convida, é Ele que o quer."»

«É melhor viver o purgatório sobre a terra»
"Ensinai-me um atalho para chegar a Deus."
"O atalho é a Virgem Santíssima."
"Tenho medo de nos separarmos ao morrer. Vós ireis para o paraíso, e eu para o purgatório."
"Por isso te digo: pede a Deus que te faça viver o purgatório na terra, amando e sofrendo com generosidade, aceitando, por amor de Deus, tudo o que Ele quiser enviar-te."
"Sofro porque Jesus não se faz sentir."
"Está denfro de ti. Procura-o!"
"Padre, dissestes-me que todas as manhãs vos imolais por mim. Então é verdade que eu ofendo o Senhor."
"A imolação não será oufra forma de louvar a Deus? Não é outra forma de lhe agradecer? Não é oufra forma de implorar novas graças?"
"Hoje é o dia de Nossa Senhora das Dores. Concedei-me estar perto do coração da Virgem e sentir as suas e as vossas penas."
"Já as sentes. O teu coração já está perto de
"Disseste-me que sempre sofrestes, desde o berço."
"E como te lembras disso? Es tu que o dizes. Eu digo-te que, quando estava no berço, mal a minha mãe apagava a luz, eu gritava e chorava porque muitos monstros me cercavam imediatamente. A minha mãe voltava a acender a luz, e eu sossegava."
"Sinto-me hipócrita. Pareço ser boa, mas não sou."
"Qual hipócrita, qual quê! Além disso, devemos edificar o próximo também afravés da nossa conduta exterior."
"Também Jesus é nossa mãe?"
"Compreende-se que assim seja! Não nos regenerou Ele na dor e no amor? Não nos alimenta com a sua carne e com o seu sangue?"
"Pai, dizei-me uma palavra."
"O olhar de Jesus pousou sobre ti. Recompensar-te-á imensamente. Que a Virgem das Dores guie todos os teus passos."
"Quanto sofreis na Santa Missa?"
"Tudo o que Jesus sofreu durante a sua Paixão, quanto é possível a uma criatura humana."
"Tendes presentes todos os fiéis, que assistem à Missa?"
"Vejo-os todos sobre o altar, como num espelho."
"Passais todo o tempo da Missa suspenso da cruz?"
"Ainda duvidas? Ainda não estás convencida?"
"Como conseguis aguentar-vos de pé no altar, com tantas dores?"
"Como Se aguentava Jesus na cruz?"
"Desejais que subam muitas pessoas à cruz?"
"Gostaria que não subisse nenhuma, para não ter que sentir compaixão. Ao vê-las subir, apetece-me nunca mais descer do altar!"»


"Lute ferozmente contra as tentações da carne. "


"Lembre-se de que não se ganha nenhuma batalha sem oração. A escolha é sua!"


"É necessário manter o coração aberto para o Céu e aguardar, de lá, o celeste orvalho." São Pio de Pietrelcina