sábado, 4 de novembro de 2017

Como rezar de manhã e ter um excelente dia


Oração baseada nos ensinamentos de São Francisco de Sales

Muitos de nós nos perguntamos como podemos acordar e rezar logo pela manhã com grande eficácia, de tal modo que cada palavra que pronunciamos seja positiva para o nosso crescimento interior.
O trecho abaixo foi tirado do livro “Introdución a la vida devota”,  de São Francisco de Sales, e pode ser muito útil quando quisermos adotar, seriamente,  o hábito da oração matinal.
Te todas as orações, a primeira é a que se faz de manhã, como preparação geral para todas as atividades do dia. Faz-se assim:
  1. Agradecer e adorar
Dê graças e adore profundamente a Deus pelo presente que Ele lhe deu de tê-lo protegido durante a noite anterior e, se você cometeu algum pecado, peça perdão.
  1. Ter consciência do tempo presente
Considere que o dia de hoje lhe foi dado para que, durante o decorrer dele, você possa ganhar o próximo dia da eternidade. Faça o firme propósito de utilizá-lo com essa intenção.
  1. Mantenha-se alerta para servir e proteger-se da tentação
Saiba quais atividades, quais tratamentos e oportunidades de servir a Deus você poderá encontrar neste dia e quais tentações que possam ofendê-lo podem acontecer, por causa da ira, da vaidade ou de qualquer outra desordem. E, com uma santa determinação, prepare-se para utilizar bem os recursos que você tem de servir a Deus e progredir na devoção. Da mesma forma, prepare-se para evitar, combater ou vencer tudo o que for contrário à sua salvação e à glória de Deus.
E não basta ter essa determinação; é necessário preparar o caminho para executá-la. Por exemplo: se eu sei que terei que tratar alguma coisa com uma pessoa apaixonada e irracional, não somente me proporei a não me deixar levar até o ponto de ofendê-la, como também procurarei ter palavras amáveis para não deixa-la sair do controle ou procurei estar próximo de alguma outra pessoa que possa contê-la.
Se sei que poderei visitar um doente, vou arranjar tempo e consolações pertinentes para lhe dar e, assim, com todas as outras coisas.
  1. Refugie-se nos braços de Deus
Feito isso, colocque-se diante de Deus e reconheça que, por si próprio, não poderá fazer nada que planejou, seja para evitar o mal, seja para praticar o bem.
E, como se tivesse o coração nas mãos, ofereça-o com todas as suas boas intenções à Divina Majestade e suplique que o mantenha sob sua proteção e o reforce, para que fique à frente de seu serviço. Faça isso com estas palavras:
Senhor, eis aqui este pobre e miserável coração que, por tua bondade, concebestes muitos e muitos desejos bons. Mas ele é demasiado fraco e infeliz para fazer o bem que deseja se não lhe permite Tua benção celeste, que para este fim te peço, ó Pai de Bondade, pelos méritos da paixão de teu Filho, ao qual consagro este dia e o resto de minha vida”.
Recorra à Nossa Senhora, ao seu Anjo da Guarda e aos santos para que o ajudem com sua assistência.
Mas isso, se possível, tem que ser feito rápida e fervorosamente antes de sair de casa, a fim de que, com este exercício, tudo o que você fizer durante o dia fique orvalhado com as bênçãos de Deus. O que eu te peço é que jamais deixe de fazer esse exercício.

Por Qriswell Quero
Originalmente publicado por pildorasdefe.net

Conheça 5 santos que não se davam muito bem com seus familiares


Mesmo que o seu caso seja diferente, você pode contar com a sua inspiração para lidar com situações difíceis em família

Desde o começo deste mundo, nascemos em família e somos configurados pela família. E, também desde o princípio, esteve presente na família a pressão do pecado, semeando a discórdia desde Adão e Eva. Segundo o relato bíblico sobre os primórdios da história da humanidade, o pecado e a natureza humana caída inseriram a divisão não apenas no primeiro casal, mas também entre os seus filhos, culminando no assassinado de Abel pelo próprio irmão, Caim.
Deus, porém, não se rendeu: entre as suas inspirações e indicações de amor ao próximo, Ele determinou o mandamento bem específico de “honrar pai e mãe”.
Quando Jesus entrou em cena, confirmou a validade dos mandamentos e a necessidade de obedecer aos pais, mas desafiou os indivíduos a escolherem Deus acima de todas as coisas, inclusive dos vínculos familiares. O cristão não deve descuidar da família, mas, ainda mais importante que isso é amar a Deus, o que, às vezes, acarreta… conflitos familiares.
Houve muitos santos e santas que tiveram de encarar esses conflitos e discernir o que fazer a respeito. Em alguns casos, o santo em questão estava inicialmente errado e se distanciava da família por causa do pecado; já outros precisaram cortar laços familiares deturpados para seguir o chamado do Evangelho.
Vejamos cinco exemplos de homens e mulheres que, em sua trajetória de conversão, não se deram bem o tempo todo com suas famílias:

1 e 2 – Santa Clara e Santa Inês de Assis

Nasceram de uma rica família de Assis, na Itália. Santa Clara ficou profundamente comovida, aos 18 anos, com as pregações de São Francisco sobre viver o Evangelho de forma radical e, certa noite, escapou de casa com a ajuda da tia, Bianca. Clara não queria se casar: a sua vocação era dedicar a vida a Deus. Uniu-se a São Francisco numa pequena capela, onde trocou seu cinto adornado de joias por uma corda grosseira ao redor da cintura. Cortou o cabelo e recebeu um véu, confirmando assim a sua entrada num convento beneditino.
Sua família não aceitou essa recusa a se casar e foi buscá-la à força no convento, mas Clara se agarrou com firmeza ao altar e revelou o cabelo cortado, símbolo da sua consagração a Deus.
A irmã de Santa Clara, Inês, também fugiu de casa na metade da noite e buscou refúgio no convento beneditino com a irmã. Ainda mais furiosa, a família enviou um tio e vários homens armados para obrigarem Inês a retornar. Tentaram agarrá-la pelo cabelo, mas o corpo da jovem ficou milagrosamente inamovível e eles tiveram que desistir.
Os familiares de Santa Clara e Santa Inês reconheceram que Deus as protegia e nunca mais tentaram obrigá-las a se afastar dos planos divinos.

3 e 4 – Santo Agostinho e Santa Mônica

Nascido de pai pagão e mãe cristã, Agostinho foi catecúmeno quando já adulto, mas só se batizou tempos depois, quando finalmente se converteu. Como jovem intelectual que era, o que dirigia a sua vida eram a filosofia e os ensinamentos maniqueístas.
Ele levou na juventude uma vida de pecado e hedonismo à qual não queria renunciar. Chegava a rezar a Deus pedindo-lhe: “Concede-me castidade e continência, mas não ainda”.
Sua escolha de viver fora do Evangelho doía gravemente à sua mãe, Santa Mônica. Ela tentou orientá-lo e achou até que impedir o filho de entrar em casa fosse ajudá-lo a recuperar o reto sentido das coisas. Essa tensão gerou grande estresse na relação entre mãe e filho, mas Santa Mônica persistiu.
Mais adiante, Agostinho decidiu se mudar para Roma. A mãe quis ir com ele. Durante a viagem de barco, Agostinho lhe pediu que fosse rezar numa capela próxima. Quando Mônica terminou suas orações e voltou ao porto, viu o barco zarpando sem ela.
Depois de muitos desafios e muita perseverança, Santa Mônica terminou “ganhando”: como fruto de suas persistentes orações, o filho finalmente se converteu e hoje é reconhecido como um dos santos mais influentes e queridos da Igreja católica.

5 – São Tomás de Aquino

Nascido em uma família nobre italiana, Tomás de Aquino foi cativado pelo estudo da filosofia desde bem jovem e decidiu entrar na ordem dos dominicanos aos 19 anos de idade. Sua família, porém, não se entusiasmava muito com a ideia de ver o jovem nobre ataviado como mendigo.
Os dominicanos o enviaram a Roma para viver afastado da influência dos familiares, mas, no trajeto, seus irmãos o capturaram e encerraram na fortaleza de San Giovanni, em Roccasecca. Tomás permaneceu dois anos inteiros ali confinado, e, durante esse tempo, seus pais, irmãos e irmãs tentaram dissuadi-lo de seguir a vocação religiosa. Chegaram até a lhe enviar uma prostituta para tentá-lo, mas Tomás a pôs para correr usando um ferro da lareira de seu quarto.
A mãe finalmente cedeu depois dos dois anos e organizou uma fuga secreta, na esperança de não trazer vergonha à família. Tomás desceu por uma janela com a ajuda das irmãs e voltou para junto dos dominicanos, retomando uma vida religiosa que o tornou um dos santos mais influentes de toda a história do cristianismo.

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O amigo do padre Pio que voltou à vida após 3 horas no purgatório


Os poucos instantes que ele passou no Purgatório pareceram-lhe uma eternidade. E decidiu recorrer a Nossa Senhora

O frei Daniele Natale foi um sacerdote capuchinho italiano que se dedicou a missionar em terras hostis durante a 2ª Guerra Mundial. Ele socorria os feridos, enterrava os mortos e salvava os objetos litúrgicos. Em meio a este cenário, em 1952, na clínica “Regina Elena”, ele recebeu o diagnóstico de câncer.
Com esta triste notícia, ele foi ver o Padre Pio, seu amigo e guia espiritual, quem lhe insistiu para que tratasse sua doença. O frei Daniele viajou a Roma e encontrou o médico que lhe haviam recomendado, Dr. Riccardo Moretti. Este médico, no começo, não queria realizar a cirurgia, porque tinha certeza de que o paciente não sobreviveria. Mas, influenciado por um impulso interior, acabou aceitando o desafio.
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A intervenção foi realizada no dia seguinte pela manhã. Apesar da anestesia local, o frei Daniele continuou consciente. Ele sentia dor, mas não manifestava: pelo contrário, estava contente por poder oferecer seu sofrimento a Jesus. Mas, ao mesmo tempo, ele tinha a sensação de que esta dor estava purificando sua alma dos pecados.
Depois de algum tempo, ele sentiu que dormia. Para os médicos, ele havia entrado em coma, na qual permaneceu durante três dias, falecendo logo depois. Redigiram o atestado de óbito confirmado pelos médicos, e seus familiares se aproximaram do seu leito para rezar pelo defunto. No entanto, após algumas horas, o “morto” voltou à vida.
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Três horas de purgatório
O que será que aconteceu com o frei Daniele durante aquelas horas? Onde esteve sua alma? O frade relatou sua experiência no livro “Fra Daniele reconta”. Deste escrito, compartilhamos os seguintes trechos:
“Eu estava em pé diante do trono de Deus. Pude vê-lo, mas não como um juiz severo, e sim como um Pai carinhoso e cheio de amor. Então, percebi que o Senhor havia feito tudo por amor a mim, que havia cuidado de mim do primeiro ao último instante da minha vida, amando-me como se eu fosse a única criatura existente sobre esta terra. Percebi também, no entanto, que eu não só não havia correspondido a este imenso amor divino, senão que havia descuidado dele. Fui condenado a duas-três horas de purgatório.
‘Mas como? – perguntei-me. Somente duas-três horas? Depois vou permanecer para sempre junto a Deus, eterno amor?’. Deu um pulo de alegria e me senti como um filho predileto. (…) Eram dores terríveis, que não sei de onde vinham, mas se sentiam intensamente. Os sentidos que mais haviam ofendido Deus neste mundo: os olhos, a língua, sentiam maior dor e era algo incrível, porque no purgatório a pessoa sente como se tivesse o corpo e conhece, reconhece os outros como ocorre no mundo.
Enquanto isso, não haviam passado mais que uns poucos minutos dessas penas e já me pareciam uma eternidade. Então pensei em pedir a um irmão do meu convento que rezasse por mim, porque eu estava no purgatório. Esse irmão ficou impressionado, porque sentia a minha voz, mas não me via. Ele perguntava: ‘Onde você está? Por que não consigo vê-lo?’ (…) Só então percebi estar sem corpo. Me contentei com insistir-lhe que rezasse muito por mim e fui embora.
‘Mas como? – dizia eu a mim mesmo. Não seriam só duas ou três horas de purgatório? Mas já se passaram 300 anos!’ – pelo menos esta era a minha impressão. De repente, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu para mim e lhe supliquei, implorei, dizendo-lhe: ‘Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, obtém para mim do Senhor a graça de retornar à terra para viver e agir somente por amor a Deus!’.
Percebi também a presença do Padre Pio e lhe supliquei: ‘Pelas suas dores atrozes, pelas suas benditas chagas, Padre Pio meu, reze por mim a Deus, para que me liberte destas chamas e me conceda continuar o purgatório sobre a terra’. Depois não vi mais nada, mas percebi que o Padre Pio conversava com Nossa Senhora (…).
Ela inclinou a cabeça e sorriu para mim.
Naquele exato momento, recuperei a possessão do meu corpo. (…) Com um movimento brusco, me livrei do lençol que me cobria. (…) Os que estavam velando e rezando, assustadíssimos, correram para fora do quarto, para buscar os enfermeiros e médicos. Em poucos minutos, o hospital virou uma bagunça. Todos pensavam que eu era um fantasma.”
No dia seguinte pela manhã, o frei Daniele se levantou sozinho da cama e se sentou em uma poltrona. Eram sete horas. Os médicos geralmente visitavam os pacientes às nove. Mas, neste dia, o Dr. Riccardo Moretti, o mesmo que havia redigido o atestado médico de óbito do frei Daniele, havia chegada mais cedo ao hospital. Ele parou na frente do frade e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Sim, agora eu acredito em Deus e na Igreja, acredito no Padre Pio!”.
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O frei Daniele teve a oportunidade de compartilhar sua dor com Cristo durante mais de 40 anos após estes acontecimentos. Ele faleceu em 6 de julho de 1994, aos 75 anos, na enfermaria do convento dos Irmãos Capuchinhos de San Giovanni Rotondo (Itália).

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Oração pelo eterno descanso dos falecidos


Unamo-nos em oração pela alma de quem foi chamado à eternidade

ORAÇÃO PELOS FALECIDOS
Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso,
nós vos pedimos por aqueles
a quem chamastes deste mundo.
Dai-lhes a felicidade, a luz e a paz.
Que eles, tendo passado pela morte,
participem do convívio de vossos santos na luz eterna,
como prometestes a Abraão e à sua descendência.
Que a sua alma nada sofra,
e vos digneis ressuscitá-los com os vossos santos
no dia da ressurreição e da recompensa.
Perdoai-lhes os pecados,
para que alcancem junto a Vós
a vida imortal no Reino eterno.
Por Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amém.
(Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria)
Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno
e brilhe para eles a vossa luz! (3 vezes).

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O que fazer com uma imagem sacra abençoada que quebrou?


Uma imagem que está quebrada ou danificada não atinge todo o seu objetivo

Antes de pontuar o que se pode fazer com uma imagem sacra que se quebrou, é válido destacar a importância e o valor das imagens na Igreja. Começo recordando que católico não adora imagem, mas tem por ela veneração. São João Damasceno diz que “antigamente, Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas, agora que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (…) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1159).
Nessa perspectiva, o Catecismo da Igreja ensina que, “na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos padres e da tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos, com toda certeza e acerto, que as veneráveis e santas imagens […] devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima Mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1161). A Igreja sempre valorizou tais práticas que conduzem para o próprio Deus.

Como dispensar com zelo imagens sacras abençoadas quebradas?

Um primeiro ponto a ser observado em relação a uma imagem sacra que se quebrou é verificar a possibilidade de restaurá-la, se assim for oportuno. Após uma avaliação do estado da imagem e não havendo uma possibilidade ou interesse em sua restauração, o próximo passo seria utilizar a forma mais coerente de se desfazer do objeto levando em conta seu significado.
A sugestão é que não há “necessidade” de se levar as imagens quebradas para depositar nas igrejas, cemitérios, jogar em rios ou em outros lugares, mas elas podem ser trituradas e enterradas no jardim ou em um vaso de sua casa. O sentido é evitar a possibilidade de as imagens que foram abençoadas serem escarnecidas, ao serem jogadas no lixo com indignidade ou deixadas em lugar indevido.
Com isso, deve-se desfazer das imagens danificadas de forma que o seu valor espiritual e significado religioso não sejam afetados, evitando qualquer sinal de desrespeito.
Dizia São João Damasceno que “a beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus”. Assim, a função tanto das imagens abençoadas quanto dos ícones santos em boas condições é entrar “na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1162). Portanto, uma imagem que está quebrada ou danificada não atinge todo o seu objetivo, por isso pode ser dispensada sem nenhum problema.
Por Márcio Leandro Fernandes, via Canção Nova 

Você sabe qual é a diferença entre basílica e catedral?


E será que uma igreja pode ser as duas coisas?

Vez ou outra, nós, católicos, nos deparamos com uma igreja diferente daquela da nossa paróquia. Geralmente, essas igrejas são majestosas e possuem uma rica história. Esses edifícios são chamados de “basílicas” ou “catedrais”. Mas qual é a diferença entre os dois termos?
Basílica
Historicamente, uma basílica era apenas uma grande construção retangular, bastante comum na Roma Antiga, com uma abóboda semicircular no topo. A abóboda era tradicionalmente o lugar onde um juiz ou imperador romano se sentaria. Na verdade, o termo “basílica” tem uma razão política: em grego, “basileos” significa rei. A basílica é, então, o lugar do soberano, onde o soberano se senta, fala e governa.
Os cristãos adaptaram esse estilo de construção pública para o lugar onde o sacrifício da Missa é celebrado, associando-o ao Reino de Jesus. Desta forma, Cristo foi visto como o verdadeiro juiz e governante, suplantando o papel dos líderes romanos.
À medida que os séculos passaram, este modelo arquitetônico foi copiado em todo o mundo por inúmeras igrejas católicas romanas. A maioria das igrejas mais antigas do foram desenhadas no estilo da basílica.
Ao longo do tempo, os Papas deram a certas igrejas o “título” canônico de basílica, concedendo a estes espaços certos privilégios e honras, como: ter um altar reservado ao Papa, ao cardeal ou ao patriarca, e não estar submetido à jurisdição eclesiástica local, o que lhe confere status internacional.
As basílicas são ainda classificadas em dois grupos: “basílicas maiores” (que inclui apenas as igrejas de Roma com grande significado histórico) e “basílicas menores”.
Para receber o título de “basílica”, os bispos locais fazem a solicitação a Roma. Entretanto, a igreja deve ter uma beleza extraordinária e uma rica história junto à comunidade.
Catedral
O título de “catedral” é dado às igrejas que são o “centro” de cada diocese, onde o bispo normalmente preside importantes liturgias. A catedral é caracterizada pela presença da cadeira do bispo, tradicionalmente chamada de cathedra (palavra em latim para “cadeira”). O bispo fica nesta cadeira ao celebrar a Missa ou outros eventos litúrgicos, assim como os basileos se sentariam na basílica.
Muitas vezes, a catedral local também é a igreja mais antiga da região e, em muitos casos, recebe o título adicional de “basílica”.
Em cada diocese, geralmente há apenas uma catedral. Mas é possível que existam muitas basílicas. Hoje, em dioceses com uma área geográfica muito grande, uma igreja adicional pode ser designada como co-catedral.
Agora, outra curiosidade: a catedral da diocese de Roma – a catedral do Papa como bispo de Roma – não é a Basílica de São Pedro, embora o Papa celebre muitas missas lá. São Pedro não pertence tecnicamente à Diocese de Roma, pois está localizada no estado independente, que é a Cidade do Vaticano. A catedral da diocese de Roma é São João de Latrão. Alguns Papas residiam no palácio de Latrão, ao lado da Basílica de São João de Latrão, antes da construção da residência papal do Vaticano.

https://pt.aleteia.org/2017/10/31/voce-sabe-qual-e-a-diferenca-entre-basilica-e-catedral/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Oito coisas que você deve saber sobre o Halloween antes de fantasiar seu filho


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“O que o demônio faz para afastar-nos do caminho de Jesus? A tentação começa de forma sutil, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.
Próximos à noite de Halloween, celebrada a cada 31 de outubro, compartilhamos oito coisas que todo cristão deve saber acerca desta festa pagã que pouco a pouco foi difundida no mundo inteiro.

1. A origem do nome

A Solenidade de todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Halloween significa “All hallow’s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”.

2. As raízes celtas

No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite do 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. A respeito, eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.

Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era disfarçando-se, para tratar de assemelhar-se a eles e desta maneira passarem despercebidos ante seus olhares.

3. Sua mistura com o cristianismo

Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.

Por meio da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros migrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.

4. Uma das principais festas satânicas

Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e logo se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. E nesta data os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.

5. Doces ou travessuras?

No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casa em casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é que se não lhes dá alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao residente do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição dos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.

6. Jack e a abóbora

Existe uma antiga lenda irlandesa, em que se conta que um homem chamado Jack que tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um vegetal vazio com um carvão aceso.

Assista também: Católico pode celebrar Halloween?

As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou à frente de sua casa. Mais adiante, quando isto se popularizou, o vegetal para fazer a lanterna passou a ser uma cabaça com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.

7. Um grande negócio

Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo, e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens, entre outros artigos, são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.

8. A festa à fantasia

Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.

É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do Santo ou Santa favorita e participar a noite de 31 de outubro em diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças, de um "modo cristão”.

Fonte:http://www.acidigital.com/…/oito-coisas-que-voce-deve-sabe…/