sábado, 11 de novembro de 2017

Se te acontecer de perder Jesus…


O encontro com Deus não é estático, mas dinâmico e, por isso mesmo, sempre novo

Oração é busca de Deus. Porém, nem sempre é fácil encontrá-lo ou reconhecê-lo entre nós.
Deus entra na nossa história e mistura-se conosco. O Verbo se fez carne de forma muito humilde, simples e pobre, totalmente despretensiosa. Enquanto as filhas dos nobres preparavam seus castelos para receberem o Messias, Ele preferiu nascer pobre, num estábulo, desprovido da exuberância e do perfume do palácio dos reis. Assim foi, e embora muitos judeus esperassem grandes manifestações na vinda do Messias, Ele veio discreta e silenciosamente.
Às vezes não encontramos Deus porque Ele não se revela como gostaríamos. Ele exige de nós uma total purificação do nosso ser. É necessário esvaziar-se para poder ser preenchido pela sua força. A exigência da oração é o total desapego, somente assim somos inundados por aquela luz especial que possuem apenas os que procuram o rosto de Deus “com ânsias de amor inflamado”: “Tua face, Senhor, eu busco…não me escondas o teu rosto!”…
Minha experiência pessoal revela – e os outros me confirmam – que o encontro com Deus não é estático, mas dinâmico e, por isso mesmo, sempre novo. Quando pensamos que o encontramos e “agarramos”, Ele “escapa”, se esconde e nos deixa num profundo sentido de desolação e de noite. É o caminho da noite que precisamos aprender a trilhar silenciosamente e a sós, esperando que o Senhor apareça novamente quando lhe aprouver. A nós cabe gritar e procurar, a Ele cabe responder. A saudade de Deus é uma doença tão forte que somente se cura “com sua presença e figura”.
Saber esperar
Atualmente não sabemos esperar. O mundo da tecnologia gera a impaciência. Queremos que tudo seja “para ontem”, esquecemos que existe também o amanhã… O saber esperar é uma atitude bíblica.
No caminho da oração, saber esperar o momento de Deus quer dizer que Ele nos visita quando menos esperamos e que a nós cabe a vigilância, como virtude de quem sabe que, mais cedo ou mais tarde, Ele virá nos visitar.
Na escola dos profetas e dos místicos, aprendemos a virtude da esperança. As demoras de Deus são pedagógicas. O orante é, antes de mais nada, homem e mulher de esperança, que não se cansa de bater até que a porta se abra, nem de procurar até que encontre, nem de pedir até que obtenha o que mais deseja.
Esperar é lançar os olhos além de todos os pequenos horizontes da vida e crer que o Senhor da história nos prova, mas não nos abandona. Ele quer que o procuremos com a intensidade da esposa que busca o seu esposo, como os olhos dos servos que esperam tudo do seu Senhor.
O salmista anima: “Coragem! Espera no Senhor!” (Sl 26). Nesta coragem são superados os medos e as incertezas da fé. A esperança é alimentada pelo amor. Só espera quem tem fé e quem ama. A vivência das virtudes teologais se faz indispensável para quem quer se tornar um orante. Deus não se deixa manipular pelos nossos sentimentos ou exigências humanas; Ele sabe como e quando vir em nosso socorro.
Ir a Jerusalém
A Palavra de Deus sempre nos ensina o caminho da oração. Na vivência da Palavra e na sua meditação encontramos o caminho que devemos seguir para encontrar o Senhor. O texto de Lucas 2,41-50 ajuda-me na busca de Deus. Sempre encontro o Senhor em Jerusalém, na “cidade santa”, que não fica em determinado lugar, mas no coração de cada um de nós.
Somos a nova Jerusalém aonde devemos ir todos os dias para estar com o Senhor. Ir a Jerusalém quer dizer que é preciso desinstalar-se, sair de si, romper com todas as formas de comodismo e, sem medo, enfrentar todas as dificuldades que podem estar no caminho. Quem se coloca a caminho é movido por um forte ideal. Orar é “subir a Jerusalém”, tomar uma “determinada determinação”, saber que “vida cômoda e oração não podem combinar”, que somente o amor pode nos convencer a deixar a vida tranquila do nosso dia-a-dia e procurar o Senhor que nos espera para nos amar.
Maria, José e Jesus todos os anos deixavam a tranquilidade de sua casa em Nazaré, enfrentavam as dificuldades do caminho, pobreza, cansaço, para irem a Jerusalém prestar a adoração devida ao Senhor. Um caminho que tem o sabor do êxodo, carregado sem dúvida de dor e cruz. Mas eles sabiam que, no Templo de Jerusalém, o Senhor os esperava. A leitura silenciosa e meditativa deste texto nos faz compreender como deve ser o caminho da nossa oração.
Jesus aos doze anos no Templo
“Todos os anos, na festa da Páscoa, seus pais iam a Jerusalém. Quando Ele completou doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume da festa. Acabados os dias de festa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre os parentes e conhecidos. Não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois o encontraram no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo e fazendo perguntas. Todos que o escutavam maravilhavam-se de sua inteligência e de suas respostas.
Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: ‘Filho, por que agiste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’. Ele respondeu-lhes: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai?’ Eles não entenderam o que lhes dizia. Depois desceu com eles e foi para Nazaré, e lhes era submisso. Sua mãe conservava a lembrança de tudo isso no coração. Jesus crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e das pessoas”.
Coloquemos em evidência alguns aspectos concretos para a nossa vida de oração:
Passados os dias da páscoa voltaram…
A oração é um momento de alegria, de páscoa, de festa. Mas não pode durar para sempre. Deus nos chama à intimidade com Ele, convida-nos a subir a montanha para experimentarmos sua presença, ou ao deserto porque quer falar ao nosso coração no amor e na solidão, ou nos desperta na noite para dialogar conosco e nos apresentar os seus projetos. Mas, depois desses momentos de intimidade, Ele quer que voltemos às nossas atividades e sejamos testemunhas autênticas do seu amor.
A fidelidade e firmeza do orante não se prova enquanto ele está orando, mas no cotidiano da vida. É sua maneira de agir, de falar, de ser que torna visível sua amizade com Deus. É interessante como na Bíblia temos sempre esta atitude da intimidade com Deus que dá forças para voltar aos nossos compromissos humanos. Cada vez mais compreendo que entre oração e ação, entre contemplação e atividade não pode existir “divórcio nem desquite”, mas, ao contrário, uma profunda união. Na oração se revela a nossa atividade e na atividade se manifesta a autenticidade da nossa oração.
Maria, José e Jesus não ficaram para sempre no Templo. Depois da festa da páscoa puseram-se novamente a caminho… Assim, depois de nossos momentos de oração, de retiro, de encontro, devemos voltar ao trabalho. Toda páscoa, que é domingo, devolve-nos à “segunda-feira”, que é trabalho e labuta onde devemos procurar ser fermento e ganhar o pão com o suor da nossa fronte.
O menino ficou em Jerusalém “sem que os seus o notassem”
Esta expressão de Lucas pode nos ajudar a entender como, embora voltando ao trabalho, devemos permanecer unidos ao Senhor na oração. A intimidade, a vida na presença de Deus nunca pode ser interrompida. Quer comamos, bebamos ou façamos outras coisas, sempre devemos agir em Deus.
Maria e José retomaram o caminho de volta, quem sabe preocupados com os afazeres que os esperavam em Nazaré, mas Jesus permaneceu em Jerusalém. Nunca devemos “sair” do clima de contemplação e de intimidade. Deus quer que estejamos constantemente unidos a Ele, que não nos separemos do seu amor e da sua presença. Esta linguagem bíblica nos compromete à vivência sempre em plena sintonia com o Deus da vida. Os místicos e os santos sempre nos recordam isto. João evangelista, quando diz que “Deus é amor”, convida-nos a permanecermos nele porque Ele sempre permanece em nós.
Maria e José não se preocuparam com Jesus. Pensavam que Ele estivesse com os outros, na caravana que voltava feliz e cantando de Jerusalém. A páscoa cria um novo clima de fraternidade, “caminharam um dia inteiro” despreocupados. Mas ao entardecer sentem a necessidade de se unirem novamente a Jesus. Também nós passamos o dia inteiro preocupados com tantas coisas, mas ao cair da noite sentimos a necessidade de buscar novamente o Senhor para estar com Ele, para entrar em comunhão, para experimentar numa forma mais forte a presença do amado, como fizeram Maria e José, mas nem sempre o encontramos…
Não o tendo encontrado…
A dor da decepção é sempre muito grande. Esta dor foi experimentada por Maria e José que, buscando Jesus, não o encontram entre os amigos e parentes. Se eles, que cuidavam tanto de Jesus, estavam sempre presentes em tudo aos desejos e ao cuidado de Jesus, o perderam de vista, tanto mais isto pode acontecer com cada um de nós. Podemos buscar Jesus e não encontrá-lo, pedir que outros nos ajudem e ninguém saber nos ajudar. Podemos viver momentos de desnorteamento nesta procura de Jesus. A experiência humana da nossa fragilidade nos faz sentir impotentes e tristes. Nem sempre encontramos Jesus onde “esperamos que Ele esteja”. Mas, graças a esta perda de Jesus, a Bíblia nos oferece o segredo onde devemos voltar a encontrá-lo, onde Ele sempre nos espera.
Voltaram a Jerusalém
Aqui está o verdadeiro segredo da oração: Voltar a Jerusalém. Se nos acontecer, depois de um dia de viagem, de “perdermos Jesus”, não devemos desesperar. Devemos pedir a todos que nos ajudem a encontrar novamente o Senhor…As pessoas, a criação ou, como canta João da Cruz:
Pastores que subirdes
Além, pelas malhadas, ao Outeiro,
Se, porventura, virdes
Aquele a quem mais quero,
Dizei-lhe que adoeço, peno e morro.

Mas, se as criaturas forem incapazes de nos dizer onde está o Senhor, resta-nos o caminho de volta para Jerusalém, para o santuário, para o lugar onde o Senhor nos espera.
E onde está Jerusalém? No nosso coração, na Palavra de Deus, na Igreja… Deus jamais desiste de nós, mesmo quando não o sentimos.
Voltar a Jerusalém, onde o Senhor nos espera sempre para novamente entrar em comunhão conosco! Ele quer que saibamos buscá-lo no amor e na fé. Quando o encontramos, Ele desce conosco para Nazaré, para a vida, e permanece conosco para sempre.
Por Frei Patrício Sciadini, OCD

(via Shalom)

sábado, 4 de novembro de 2017

MODÉSTIA MASCULINA


Dentre os trabalhos desse apostolado temos o objetivo de oferecer material sobre as virtudes e dentre elas, a virtude da modéstia.

No entanto, nós estamos nos reduzindo a modéstia feminina - que é realmente importante, pois regula e modela o comportamento masculino - mas devemos também oferecer alguma fonte de material para os homens, dito por um homem. 

Por isso, estamos abrindo espaço aqui para divulgar as formações abaixo, que possuem o conteúdo norteador básico para os homens.

1- Comportamento, Vestimenta e Masculinidade


2- Modéstia Masculina e Imoralidade (Parte 1)



3- Modéstia Masculina e Imoralidade (Parte 2)



Espero que possa ter lhe auxiliado! Não deixe de se inscrever no canal do Pe. Leonardo e assistir aos outros vídeos.

http://www.salusincaritate.com/2017/11/modestia-masculina.html

Como rezar de manhã e ter um excelente dia


Oração baseada nos ensinamentos de São Francisco de Sales

Muitos de nós nos perguntamos como podemos acordar e rezar logo pela manhã com grande eficácia, de tal modo que cada palavra que pronunciamos seja positiva para o nosso crescimento interior.
O trecho abaixo foi tirado do livro “Introdución a la vida devota”,  de São Francisco de Sales, e pode ser muito útil quando quisermos adotar, seriamente,  o hábito da oração matinal.
Te todas as orações, a primeira é a que se faz de manhã, como preparação geral para todas as atividades do dia. Faz-se assim:
  1. Agradecer e adorar
Dê graças e adore profundamente a Deus pelo presente que Ele lhe deu de tê-lo protegido durante a noite anterior e, se você cometeu algum pecado, peça perdão.
  1. Ter consciência do tempo presente
Considere que o dia de hoje lhe foi dado para que, durante o decorrer dele, você possa ganhar o próximo dia da eternidade. Faça o firme propósito de utilizá-lo com essa intenção.
  1. Mantenha-se alerta para servir e proteger-se da tentação
Saiba quais atividades, quais tratamentos e oportunidades de servir a Deus você poderá encontrar neste dia e quais tentações que possam ofendê-lo podem acontecer, por causa da ira, da vaidade ou de qualquer outra desordem. E, com uma santa determinação, prepare-se para utilizar bem os recursos que você tem de servir a Deus e progredir na devoção. Da mesma forma, prepare-se para evitar, combater ou vencer tudo o que for contrário à sua salvação e à glória de Deus.
E não basta ter essa determinação; é necessário preparar o caminho para executá-la. Por exemplo: se eu sei que terei que tratar alguma coisa com uma pessoa apaixonada e irracional, não somente me proporei a não me deixar levar até o ponto de ofendê-la, como também procurarei ter palavras amáveis para não deixa-la sair do controle ou procurei estar próximo de alguma outra pessoa que possa contê-la.
Se sei que poderei visitar um doente, vou arranjar tempo e consolações pertinentes para lhe dar e, assim, com todas as outras coisas.
  1. Refugie-se nos braços de Deus
Feito isso, colocque-se diante de Deus e reconheça que, por si próprio, não poderá fazer nada que planejou, seja para evitar o mal, seja para praticar o bem.
E, como se tivesse o coração nas mãos, ofereça-o com todas as suas boas intenções à Divina Majestade e suplique que o mantenha sob sua proteção e o reforce, para que fique à frente de seu serviço. Faça isso com estas palavras:
Senhor, eis aqui este pobre e miserável coração que, por tua bondade, concebestes muitos e muitos desejos bons. Mas ele é demasiado fraco e infeliz para fazer o bem que deseja se não lhe permite Tua benção celeste, que para este fim te peço, ó Pai de Bondade, pelos méritos da paixão de teu Filho, ao qual consagro este dia e o resto de minha vida”.
Recorra à Nossa Senhora, ao seu Anjo da Guarda e aos santos para que o ajudem com sua assistência.
Mas isso, se possível, tem que ser feito rápida e fervorosamente antes de sair de casa, a fim de que, com este exercício, tudo o que você fizer durante o dia fique orvalhado com as bênçãos de Deus. O que eu te peço é que jamais deixe de fazer esse exercício.

Por Qriswell Quero
Originalmente publicado por pildorasdefe.net

Conheça 5 santos que não se davam muito bem com seus familiares


Mesmo que o seu caso seja diferente, você pode contar com a sua inspiração para lidar com situações difíceis em família

Desde o começo deste mundo, nascemos em família e somos configurados pela família. E, também desde o princípio, esteve presente na família a pressão do pecado, semeando a discórdia desde Adão e Eva. Segundo o relato bíblico sobre os primórdios da história da humanidade, o pecado e a natureza humana caída inseriram a divisão não apenas no primeiro casal, mas também entre os seus filhos, culminando no assassinado de Abel pelo próprio irmão, Caim.
Deus, porém, não se rendeu: entre as suas inspirações e indicações de amor ao próximo, Ele determinou o mandamento bem específico de “honrar pai e mãe”.
Quando Jesus entrou em cena, confirmou a validade dos mandamentos e a necessidade de obedecer aos pais, mas desafiou os indivíduos a escolherem Deus acima de todas as coisas, inclusive dos vínculos familiares. O cristão não deve descuidar da família, mas, ainda mais importante que isso é amar a Deus, o que, às vezes, acarreta… conflitos familiares.
Houve muitos santos e santas que tiveram de encarar esses conflitos e discernir o que fazer a respeito. Em alguns casos, o santo em questão estava inicialmente errado e se distanciava da família por causa do pecado; já outros precisaram cortar laços familiares deturpados para seguir o chamado do Evangelho.
Vejamos cinco exemplos de homens e mulheres que, em sua trajetória de conversão, não se deram bem o tempo todo com suas famílias:

1 e 2 – Santa Clara e Santa Inês de Assis

Nasceram de uma rica família de Assis, na Itália. Santa Clara ficou profundamente comovida, aos 18 anos, com as pregações de São Francisco sobre viver o Evangelho de forma radical e, certa noite, escapou de casa com a ajuda da tia, Bianca. Clara não queria se casar: a sua vocação era dedicar a vida a Deus. Uniu-se a São Francisco numa pequena capela, onde trocou seu cinto adornado de joias por uma corda grosseira ao redor da cintura. Cortou o cabelo e recebeu um véu, confirmando assim a sua entrada num convento beneditino.
Sua família não aceitou essa recusa a se casar e foi buscá-la à força no convento, mas Clara se agarrou com firmeza ao altar e revelou o cabelo cortado, símbolo da sua consagração a Deus.
A irmã de Santa Clara, Inês, também fugiu de casa na metade da noite e buscou refúgio no convento beneditino com a irmã. Ainda mais furiosa, a família enviou um tio e vários homens armados para obrigarem Inês a retornar. Tentaram agarrá-la pelo cabelo, mas o corpo da jovem ficou milagrosamente inamovível e eles tiveram que desistir.
Os familiares de Santa Clara e Santa Inês reconheceram que Deus as protegia e nunca mais tentaram obrigá-las a se afastar dos planos divinos.

3 e 4 – Santo Agostinho e Santa Mônica

Nascido de pai pagão e mãe cristã, Agostinho foi catecúmeno quando já adulto, mas só se batizou tempos depois, quando finalmente se converteu. Como jovem intelectual que era, o que dirigia a sua vida eram a filosofia e os ensinamentos maniqueístas.
Ele levou na juventude uma vida de pecado e hedonismo à qual não queria renunciar. Chegava a rezar a Deus pedindo-lhe: “Concede-me castidade e continência, mas não ainda”.
Sua escolha de viver fora do Evangelho doía gravemente à sua mãe, Santa Mônica. Ela tentou orientá-lo e achou até que impedir o filho de entrar em casa fosse ajudá-lo a recuperar o reto sentido das coisas. Essa tensão gerou grande estresse na relação entre mãe e filho, mas Santa Mônica persistiu.
Mais adiante, Agostinho decidiu se mudar para Roma. A mãe quis ir com ele. Durante a viagem de barco, Agostinho lhe pediu que fosse rezar numa capela próxima. Quando Mônica terminou suas orações e voltou ao porto, viu o barco zarpando sem ela.
Depois de muitos desafios e muita perseverança, Santa Mônica terminou “ganhando”: como fruto de suas persistentes orações, o filho finalmente se converteu e hoje é reconhecido como um dos santos mais influentes e queridos da Igreja católica.

5 – São Tomás de Aquino

Nascido em uma família nobre italiana, Tomás de Aquino foi cativado pelo estudo da filosofia desde bem jovem e decidiu entrar na ordem dos dominicanos aos 19 anos de idade. Sua família, porém, não se entusiasmava muito com a ideia de ver o jovem nobre ataviado como mendigo.
Os dominicanos o enviaram a Roma para viver afastado da influência dos familiares, mas, no trajeto, seus irmãos o capturaram e encerraram na fortaleza de San Giovanni, em Roccasecca. Tomás permaneceu dois anos inteiros ali confinado, e, durante esse tempo, seus pais, irmãos e irmãs tentaram dissuadi-lo de seguir a vocação religiosa. Chegaram até a lhe enviar uma prostituta para tentá-lo, mas Tomás a pôs para correr usando um ferro da lareira de seu quarto.
A mãe finalmente cedeu depois dos dois anos e organizou uma fuga secreta, na esperança de não trazer vergonha à família. Tomás desceu por uma janela com a ajuda das irmãs e voltou para junto dos dominicanos, retomando uma vida religiosa que o tornou um dos santos mais influentes de toda a história do cristianismo.

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O amigo do padre Pio que voltou à vida após 3 horas no purgatório


Os poucos instantes que ele passou no Purgatório pareceram-lhe uma eternidade. E decidiu recorrer a Nossa Senhora

O frei Daniele Natale foi um sacerdote capuchinho italiano que se dedicou a missionar em terras hostis durante a 2ª Guerra Mundial. Ele socorria os feridos, enterrava os mortos e salvava os objetos litúrgicos. Em meio a este cenário, em 1952, na clínica “Regina Elena”, ele recebeu o diagnóstico de câncer.
Com esta triste notícia, ele foi ver o Padre Pio, seu amigo e guia espiritual, quem lhe insistiu para que tratasse sua doença. O frei Daniele viajou a Roma e encontrou o médico que lhe haviam recomendado, Dr. Riccardo Moretti. Este médico, no começo, não queria realizar a cirurgia, porque tinha certeza de que o paciente não sobreviveria. Mas, influenciado por um impulso interior, acabou aceitando o desafio.
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A intervenção foi realizada no dia seguinte pela manhã. Apesar da anestesia local, o frei Daniele continuou consciente. Ele sentia dor, mas não manifestava: pelo contrário, estava contente por poder oferecer seu sofrimento a Jesus. Mas, ao mesmo tempo, ele tinha a sensação de que esta dor estava purificando sua alma dos pecados.
Depois de algum tempo, ele sentiu que dormia. Para os médicos, ele havia entrado em coma, na qual permaneceu durante três dias, falecendo logo depois. Redigiram o atestado de óbito confirmado pelos médicos, e seus familiares se aproximaram do seu leito para rezar pelo defunto. No entanto, após algumas horas, o “morto” voltou à vida.
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Três horas de purgatório
O que será que aconteceu com o frei Daniele durante aquelas horas? Onde esteve sua alma? O frade relatou sua experiência no livro “Fra Daniele reconta”. Deste escrito, compartilhamos os seguintes trechos:
“Eu estava em pé diante do trono de Deus. Pude vê-lo, mas não como um juiz severo, e sim como um Pai carinhoso e cheio de amor. Então, percebi que o Senhor havia feito tudo por amor a mim, que havia cuidado de mim do primeiro ao último instante da minha vida, amando-me como se eu fosse a única criatura existente sobre esta terra. Percebi também, no entanto, que eu não só não havia correspondido a este imenso amor divino, senão que havia descuidado dele. Fui condenado a duas-três horas de purgatório.
‘Mas como? – perguntei-me. Somente duas-três horas? Depois vou permanecer para sempre junto a Deus, eterno amor?’. Deu um pulo de alegria e me senti como um filho predileto. (…) Eram dores terríveis, que não sei de onde vinham, mas se sentiam intensamente. Os sentidos que mais haviam ofendido Deus neste mundo: os olhos, a língua, sentiam maior dor e era algo incrível, porque no purgatório a pessoa sente como se tivesse o corpo e conhece, reconhece os outros como ocorre no mundo.
Enquanto isso, não haviam passado mais que uns poucos minutos dessas penas e já me pareciam uma eternidade. Então pensei em pedir a um irmão do meu convento que rezasse por mim, porque eu estava no purgatório. Esse irmão ficou impressionado, porque sentia a minha voz, mas não me via. Ele perguntava: ‘Onde você está? Por que não consigo vê-lo?’ (…) Só então percebi estar sem corpo. Me contentei com insistir-lhe que rezasse muito por mim e fui embora.
‘Mas como? – dizia eu a mim mesmo. Não seriam só duas ou três horas de purgatório? Mas já se passaram 300 anos!’ – pelo menos esta era a minha impressão. De repente, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu para mim e lhe supliquei, implorei, dizendo-lhe: ‘Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, obtém para mim do Senhor a graça de retornar à terra para viver e agir somente por amor a Deus!’.
Percebi também a presença do Padre Pio e lhe supliquei: ‘Pelas suas dores atrozes, pelas suas benditas chagas, Padre Pio meu, reze por mim a Deus, para que me liberte destas chamas e me conceda continuar o purgatório sobre a terra’. Depois não vi mais nada, mas percebi que o Padre Pio conversava com Nossa Senhora (…).
Ela inclinou a cabeça e sorriu para mim.
Naquele exato momento, recuperei a possessão do meu corpo. (…) Com um movimento brusco, me livrei do lençol que me cobria. (…) Os que estavam velando e rezando, assustadíssimos, correram para fora do quarto, para buscar os enfermeiros e médicos. Em poucos minutos, o hospital virou uma bagunça. Todos pensavam que eu era um fantasma.”
No dia seguinte pela manhã, o frei Daniele se levantou sozinho da cama e se sentou em uma poltrona. Eram sete horas. Os médicos geralmente visitavam os pacientes às nove. Mas, neste dia, o Dr. Riccardo Moretti, o mesmo que havia redigido o atestado médico de óbito do frei Daniele, havia chegada mais cedo ao hospital. Ele parou na frente do frade e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Sim, agora eu acredito em Deus e na Igreja, acredito no Padre Pio!”.
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O frei Daniele teve a oportunidade de compartilhar sua dor com Cristo durante mais de 40 anos após estes acontecimentos. Ele faleceu em 6 de julho de 1994, aos 75 anos, na enfermaria do convento dos Irmãos Capuchinhos de San Giovanni Rotondo (Itália).

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Oração pelo eterno descanso dos falecidos


Unamo-nos em oração pela alma de quem foi chamado à eternidade

ORAÇÃO PELOS FALECIDOS
Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso,
nós vos pedimos por aqueles
a quem chamastes deste mundo.
Dai-lhes a felicidade, a luz e a paz.
Que eles, tendo passado pela morte,
participem do convívio de vossos santos na luz eterna,
como prometestes a Abraão e à sua descendência.
Que a sua alma nada sofra,
e vos digneis ressuscitá-los com os vossos santos
no dia da ressurreição e da recompensa.
Perdoai-lhes os pecados,
para que alcancem junto a Vós
a vida imortal no Reino eterno.
Por Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amém.
(Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria)
Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno
e brilhe para eles a vossa luz! (3 vezes).

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O que fazer com uma imagem sacra abençoada que quebrou?


Uma imagem que está quebrada ou danificada não atinge todo o seu objetivo

Antes de pontuar o que se pode fazer com uma imagem sacra que se quebrou, é válido destacar a importância e o valor das imagens na Igreja. Começo recordando que católico não adora imagem, mas tem por ela veneração. São João Damasceno diz que “antigamente, Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas, agora que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (…) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1159).
Nessa perspectiva, o Catecismo da Igreja ensina que, “na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos padres e da tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos, com toda certeza e acerto, que as veneráveis e santas imagens […] devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima Mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1161). A Igreja sempre valorizou tais práticas que conduzem para o próprio Deus.

Como dispensar com zelo imagens sacras abençoadas quebradas?

Um primeiro ponto a ser observado em relação a uma imagem sacra que se quebrou é verificar a possibilidade de restaurá-la, se assim for oportuno. Após uma avaliação do estado da imagem e não havendo uma possibilidade ou interesse em sua restauração, o próximo passo seria utilizar a forma mais coerente de se desfazer do objeto levando em conta seu significado.
A sugestão é que não há “necessidade” de se levar as imagens quebradas para depositar nas igrejas, cemitérios, jogar em rios ou em outros lugares, mas elas podem ser trituradas e enterradas no jardim ou em um vaso de sua casa. O sentido é evitar a possibilidade de as imagens que foram abençoadas serem escarnecidas, ao serem jogadas no lixo com indignidade ou deixadas em lugar indevido.
Com isso, deve-se desfazer das imagens danificadas de forma que o seu valor espiritual e significado religioso não sejam afetados, evitando qualquer sinal de desrespeito.
Dizia São João Damasceno que “a beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus”. Assim, a função tanto das imagens abençoadas quanto dos ícones santos em boas condições é entrar “na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1162). Portanto, uma imagem que está quebrada ou danificada não atinge todo o seu objetivo, por isso pode ser dispensada sem nenhum problema.
Por Márcio Leandro Fernandes, via Canção Nova