sábado, 11 de novembro de 2017

Oração das mil misericórdias

Quer viver momentos de paz interior e intercessão ativa? Então experimente esta profunda oração

Vós morrestes  Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas e abriu-se um mar de misericórdia para o mundo. Ó fonte de vida, inescrutável misericórdia divina, envolvei o mundo todo e derramai-Vos sobre nós!
Ó Sangue e água, que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!
Ato de Contrição:
Ó meu Jesus, crucificado por minha culpa, estou muito arrependido de ter feito pecado, pois ofendi a Vós que sois tão bom e mereci ser castigado neste mundo e no outro, mas perdoa-me Senhor, não quero mais pecar. Amém!
Invocação ao Espírito Santo:
(Esta invocação deve ser repetida durante o dia)
Vinde Espírito Santo, Vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado coração de Maria Vossa Amadíssima Esposa. (3X).
OFERECIMENTO:
Queremos rezar as mil misericórdias pela Santa Madre Igreja, pelas almas do Purgatório e para a conversão dos pecadores do mundo inteiro!
Existirá dor maior do que a que JESUS sentiu?
INICIANDO A RECITAÇÃO DAS MIL MISERICÓRDIAS:
Creio – Pai Nosso, Ave Maria.
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação)
1ª DOR:  Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais. Para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro! (50x)
Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
   (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação)
2ª DOR: O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens esmagaram Jesus. Tal tensão extrema produziu o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas. O sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
    (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
3ª DOR: Pilatos ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós,das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro! (50x)
Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
    (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
4ª DOR: Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe, o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor.
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ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
5ª DOR: As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro!
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
6ª DOR: Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
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ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
– Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
7ª DOR: Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz: pesa uns 50 quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos.
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ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das alma, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
   (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
8ª DOR: Os soldados puxam Jesus com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes  e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
    (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
9ª DOR: Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
   (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
10ª DOR: Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos.
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ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
11ª DOR: Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
   (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
12ª DOR: A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: Provoca uma síncope e faz perder a consciência.Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro.(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
   (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
13ª DOR: O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
14ª DOR: As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que Jesus levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro.(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
15ª DOR: Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
   (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
16ª DOR: Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
17ª DOR: A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianótico.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D –  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
18ª DOR: Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços.
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
D – Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
    (Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
19ª DOR: Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!
ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
–  Pela Sua dolorosa paixão /
R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
(Opcional: pode-se apresentar mentalmente como intenção, o nome de uma pessoa viva, para conversão e salvação).
20ª DOR: Atraídas pelo sangue que ainda escorre e também pelo sangue coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde. Uma tortura que portanto já dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento:
“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”
Jesus grita: “Tudo está consumado!”.
Em seguida num grande brado diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
E JESUS morre… em meu lugar… por causa dos meus pecados!
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ETERNO PAI, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.
.D –  Pela Sua dolorosa paixão /
 R – Tende misericórdia de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro!(50x)
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Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós!
Final
T – Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós, das almas, dos agonizantes e do mundo inteiro. (3x)
Canto
 Vitória, Tu reinarás, Ó Cruz, Tu nos salvarás :/
1. Brilhando sobre o mundo/ que vive sem tua luz/ Tu és um sol fecundo/ de amor e de paz, ó Cruz.
2. Aumenta a confiança/ do pobre e do pecador/ confirma nossa esperança/ na marcha para o Senhor.
3. À sombra dos teus braços/ a Igreja viverá,/ Por ti no eterno abraço/ o Pai nos acolherá.
ORAÇÃO À DIVINA MISERICÓRDIA
Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje a humanidade toda clama do abismo da sua miséria à Vossa misericórdia, à Vossa compaixão, ó Deus, e clama com a potente voz da sua miséria. Ó Deus clemente, não rejeiteis a oração dos exilados desta Terra. Ó Senhor, bondade inconcebível, que conheceis profundamente a nossa miséria e sabeis que, com nossas próprias forças, não temos condições de nos elevar até Vós, por isso Vos suplicamos: adiantai-Vos ao nosso pedido com a Vossa misericórdia, a fim de que possamos cumprir fielmente a Vossa santa vontade durante toda a nossa vida e na hora da morte. Que o poder da Vossa misericórdia nos defenda dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para que aguardemos com confiança, como Vossos filhos, a Vossa vinda última, dia que somente Vós conheceis. E esperamos alcançar tudo o que Jesus nos prometeu, apesar de toda a nossa miséria, porque Jesus é a nossa Confiança; pelo Seu Coração misericordioso, como por uma porta aberta, entramos no Céu. Amém!

“Deus me perdoou, mas eu não consigo me perdoar”


Se este pensamento já passou pela sua cabeça, este texto é para você

Muitas vezes pode parecer difícil acreditar na grande misericórdia de Deus. Por um lado, percebemos a nossa grande miséria, nossas fragilidades e nossos pecados. Por outro, está a experiência de que Deus continua apostando por nós, pela nossa conversão, fazendo de tudo para que entremos em nós mesmos e voltemos correndo ao abraço do Pai, como na parábola do filho pródigo.
E se chegamos a aceitar que Deus é realmente tão bom, ainda assim pode resistir em nós a sensação de que somos tão pecadores a ponto de não merecer tanta misericórdia. Em outras palavras, até aceitamos que Deus nos perdoa, mas nós mesmos temos dificuldade de nos perdoar realmente.
Precisamos levar a sério essa experiência, porque ela pode esconder algo prejudicial para nossa saúde espiritual, algo inclusive que pode, em última análise, afastar-nos do amor de Deus. Esse algo é uma espécie de soberba da nossa parte. Não é aquele orgulho ou prepotência com a qual estamos acostumados, daquele que se afirma em suas ideias ou de quem se coloca por cima dos outros achando-se melhor que todos. É uma soberba mais sutil, mas que se olhamos com cuidado, perceberemos que ela realmente tem muito em comum com esse tipo, digamos, mais “comum”.
Nós a reconhecemos da seguinte maneira: quando falamos que embora Deus nos perdoe, nós não somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado é mais forte que o amor de Deus. Tiramos do Senhor a sua onipotência e nos colocamos como mais fortes que Ele mesmo. E isso simplesmente não é verdade. Por mais que possamos optar pelo mal e causar danos reais, nunca chegaremos a altura do poder do amor misericordioso do Senhor. Por isso podemos, e de certa maneira devemos, aceitar que por pior que seja o mal cometido, maior ainda é o perdão de Deus. São Paulo disse que onde abundou o pecado, sobreabundou a Graça. Do pior dos males, Deus pode tirar o melhor dos bens.
Quando falamos que embora Deus nos perdoe, nós não somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado é mais forte que o amor de Deus.
Frágeis como somos, desde o pecado original, tendemos a desconfiar de Deus. Não só de sua bondade, da sua onipotência ou de sua existência, mas também da sua misericórdia. E quando duvidamos da misericórdia, de sua capacidade de perdoar, o único caminho é o desespero. Tirando Deus do centro da realidade e colocando-nos em seu lugar, perceberemos que não temos a força necessária para perdoar tantas atrocidades que cometem os homens e que cometemos cada um de nós em particular.
É uma experiência difícil essa de não conseguir se perdoar porque ela mistura essa soberba sutil com algo de verdadeiro.
A parcela de verdade é que nós realmente somos incapazes de perdoar nossos pecados. Lembremos daquela passagem que Jesus questiona os fariseus ao perdoar pecados: “Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder” (Lc 5, 18-26). Mas isso não pode desesperar-nos, justamente porque Deus saiu ao nosso encontro para perdoar todos os verdadeiros pecados que cometemos.
São João Maria Vianney, sacerdote francês, passava horas e horas no confessionário, levando essa misericórdia infinita de Deus aos fiéis, e falava: O Bom Deus sabe tudo. Ainda antes que vos confesseis, já sabe que voltareis a pecar e, contudo, perdoa-vos. Como é grande o Amor do nosso Deus, que chega a esquecer voluntariamente o futuro, para nos perdoar. Precisamos renovar sempre a nossa esperança e a nossa confiança nesse amor perseverante de Deus. Se essa confiança começa a fraquejar, todo o resto do edifício da vida cristã não tardará em cair também.
Quando estamos com dificuldade de nos perdoar, perguntemo-nos justamente por essa confiança em Deus, em sua misericórdia infinita. A saída parece ser deixar de olhar para as nossas fragilidades e fraquezas, porque nelas não encontraremos forças para o perdão, e voltar o olhar ao Senhor, pedir que Ele mesmo renove em nós a certeza do poder de sua misericórdia. Não corramos o risco de colocar-nos acima de Deus, de confiar mais no poder dos nossos pecados que no poder do Amor de Deus.

Se te acontecer de perder Jesus…


O encontro com Deus não é estático, mas dinâmico e, por isso mesmo, sempre novo

Oração é busca de Deus. Porém, nem sempre é fácil encontrá-lo ou reconhecê-lo entre nós.
Deus entra na nossa história e mistura-se conosco. O Verbo se fez carne de forma muito humilde, simples e pobre, totalmente despretensiosa. Enquanto as filhas dos nobres preparavam seus castelos para receberem o Messias, Ele preferiu nascer pobre, num estábulo, desprovido da exuberância e do perfume do palácio dos reis. Assim foi, e embora muitos judeus esperassem grandes manifestações na vinda do Messias, Ele veio discreta e silenciosamente.
Às vezes não encontramos Deus porque Ele não se revela como gostaríamos. Ele exige de nós uma total purificação do nosso ser. É necessário esvaziar-se para poder ser preenchido pela sua força. A exigência da oração é o total desapego, somente assim somos inundados por aquela luz especial que possuem apenas os que procuram o rosto de Deus “com ânsias de amor inflamado”: “Tua face, Senhor, eu busco…não me escondas o teu rosto!”…
Minha experiência pessoal revela – e os outros me confirmam – que o encontro com Deus não é estático, mas dinâmico e, por isso mesmo, sempre novo. Quando pensamos que o encontramos e “agarramos”, Ele “escapa”, se esconde e nos deixa num profundo sentido de desolação e de noite. É o caminho da noite que precisamos aprender a trilhar silenciosamente e a sós, esperando que o Senhor apareça novamente quando lhe aprouver. A nós cabe gritar e procurar, a Ele cabe responder. A saudade de Deus é uma doença tão forte que somente se cura “com sua presença e figura”.
Saber esperar
Atualmente não sabemos esperar. O mundo da tecnologia gera a impaciência. Queremos que tudo seja “para ontem”, esquecemos que existe também o amanhã… O saber esperar é uma atitude bíblica.
No caminho da oração, saber esperar o momento de Deus quer dizer que Ele nos visita quando menos esperamos e que a nós cabe a vigilância, como virtude de quem sabe que, mais cedo ou mais tarde, Ele virá nos visitar.
Na escola dos profetas e dos místicos, aprendemos a virtude da esperança. As demoras de Deus são pedagógicas. O orante é, antes de mais nada, homem e mulher de esperança, que não se cansa de bater até que a porta se abra, nem de procurar até que encontre, nem de pedir até que obtenha o que mais deseja.
Esperar é lançar os olhos além de todos os pequenos horizontes da vida e crer que o Senhor da história nos prova, mas não nos abandona. Ele quer que o procuremos com a intensidade da esposa que busca o seu esposo, como os olhos dos servos que esperam tudo do seu Senhor.
O salmista anima: “Coragem! Espera no Senhor!” (Sl 26). Nesta coragem são superados os medos e as incertezas da fé. A esperança é alimentada pelo amor. Só espera quem tem fé e quem ama. A vivência das virtudes teologais se faz indispensável para quem quer se tornar um orante. Deus não se deixa manipular pelos nossos sentimentos ou exigências humanas; Ele sabe como e quando vir em nosso socorro.
Ir a Jerusalém
A Palavra de Deus sempre nos ensina o caminho da oração. Na vivência da Palavra e na sua meditação encontramos o caminho que devemos seguir para encontrar o Senhor. O texto de Lucas 2,41-50 ajuda-me na busca de Deus. Sempre encontro o Senhor em Jerusalém, na “cidade santa”, que não fica em determinado lugar, mas no coração de cada um de nós.
Somos a nova Jerusalém aonde devemos ir todos os dias para estar com o Senhor. Ir a Jerusalém quer dizer que é preciso desinstalar-se, sair de si, romper com todas as formas de comodismo e, sem medo, enfrentar todas as dificuldades que podem estar no caminho. Quem se coloca a caminho é movido por um forte ideal. Orar é “subir a Jerusalém”, tomar uma “determinada determinação”, saber que “vida cômoda e oração não podem combinar”, que somente o amor pode nos convencer a deixar a vida tranquila do nosso dia-a-dia e procurar o Senhor que nos espera para nos amar.
Maria, José e Jesus todos os anos deixavam a tranquilidade de sua casa em Nazaré, enfrentavam as dificuldades do caminho, pobreza, cansaço, para irem a Jerusalém prestar a adoração devida ao Senhor. Um caminho que tem o sabor do êxodo, carregado sem dúvida de dor e cruz. Mas eles sabiam que, no Templo de Jerusalém, o Senhor os esperava. A leitura silenciosa e meditativa deste texto nos faz compreender como deve ser o caminho da nossa oração.
Jesus aos doze anos no Templo
“Todos os anos, na festa da Páscoa, seus pais iam a Jerusalém. Quando Ele completou doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume da festa. Acabados os dias de festa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre os parentes e conhecidos. Não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois o encontraram no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo e fazendo perguntas. Todos que o escutavam maravilhavam-se de sua inteligência e de suas respostas.
Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: ‘Filho, por que agiste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’. Ele respondeu-lhes: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai?’ Eles não entenderam o que lhes dizia. Depois desceu com eles e foi para Nazaré, e lhes era submisso. Sua mãe conservava a lembrança de tudo isso no coração. Jesus crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e das pessoas”.
Coloquemos em evidência alguns aspectos concretos para a nossa vida de oração:
Passados os dias da páscoa voltaram…
A oração é um momento de alegria, de páscoa, de festa. Mas não pode durar para sempre. Deus nos chama à intimidade com Ele, convida-nos a subir a montanha para experimentarmos sua presença, ou ao deserto porque quer falar ao nosso coração no amor e na solidão, ou nos desperta na noite para dialogar conosco e nos apresentar os seus projetos. Mas, depois desses momentos de intimidade, Ele quer que voltemos às nossas atividades e sejamos testemunhas autênticas do seu amor.
A fidelidade e firmeza do orante não se prova enquanto ele está orando, mas no cotidiano da vida. É sua maneira de agir, de falar, de ser que torna visível sua amizade com Deus. É interessante como na Bíblia temos sempre esta atitude da intimidade com Deus que dá forças para voltar aos nossos compromissos humanos. Cada vez mais compreendo que entre oração e ação, entre contemplação e atividade não pode existir “divórcio nem desquite”, mas, ao contrário, uma profunda união. Na oração se revela a nossa atividade e na atividade se manifesta a autenticidade da nossa oração.
Maria, José e Jesus não ficaram para sempre no Templo. Depois da festa da páscoa puseram-se novamente a caminho… Assim, depois de nossos momentos de oração, de retiro, de encontro, devemos voltar ao trabalho. Toda páscoa, que é domingo, devolve-nos à “segunda-feira”, que é trabalho e labuta onde devemos procurar ser fermento e ganhar o pão com o suor da nossa fronte.
O menino ficou em Jerusalém “sem que os seus o notassem”
Esta expressão de Lucas pode nos ajudar a entender como, embora voltando ao trabalho, devemos permanecer unidos ao Senhor na oração. A intimidade, a vida na presença de Deus nunca pode ser interrompida. Quer comamos, bebamos ou façamos outras coisas, sempre devemos agir em Deus.
Maria e José retomaram o caminho de volta, quem sabe preocupados com os afazeres que os esperavam em Nazaré, mas Jesus permaneceu em Jerusalém. Nunca devemos “sair” do clima de contemplação e de intimidade. Deus quer que estejamos constantemente unidos a Ele, que não nos separemos do seu amor e da sua presença. Esta linguagem bíblica nos compromete à vivência sempre em plena sintonia com o Deus da vida. Os místicos e os santos sempre nos recordam isto. João evangelista, quando diz que “Deus é amor”, convida-nos a permanecermos nele porque Ele sempre permanece em nós.
Maria e José não se preocuparam com Jesus. Pensavam que Ele estivesse com os outros, na caravana que voltava feliz e cantando de Jerusalém. A páscoa cria um novo clima de fraternidade, “caminharam um dia inteiro” despreocupados. Mas ao entardecer sentem a necessidade de se unirem novamente a Jesus. Também nós passamos o dia inteiro preocupados com tantas coisas, mas ao cair da noite sentimos a necessidade de buscar novamente o Senhor para estar com Ele, para entrar em comunhão, para experimentar numa forma mais forte a presença do amado, como fizeram Maria e José, mas nem sempre o encontramos…
Não o tendo encontrado…
A dor da decepção é sempre muito grande. Esta dor foi experimentada por Maria e José que, buscando Jesus, não o encontram entre os amigos e parentes. Se eles, que cuidavam tanto de Jesus, estavam sempre presentes em tudo aos desejos e ao cuidado de Jesus, o perderam de vista, tanto mais isto pode acontecer com cada um de nós. Podemos buscar Jesus e não encontrá-lo, pedir que outros nos ajudem e ninguém saber nos ajudar. Podemos viver momentos de desnorteamento nesta procura de Jesus. A experiência humana da nossa fragilidade nos faz sentir impotentes e tristes. Nem sempre encontramos Jesus onde “esperamos que Ele esteja”. Mas, graças a esta perda de Jesus, a Bíblia nos oferece o segredo onde devemos voltar a encontrá-lo, onde Ele sempre nos espera.
Voltaram a Jerusalém
Aqui está o verdadeiro segredo da oração: Voltar a Jerusalém. Se nos acontecer, depois de um dia de viagem, de “perdermos Jesus”, não devemos desesperar. Devemos pedir a todos que nos ajudem a encontrar novamente o Senhor…As pessoas, a criação ou, como canta João da Cruz:
Pastores que subirdes
Além, pelas malhadas, ao Outeiro,
Se, porventura, virdes
Aquele a quem mais quero,
Dizei-lhe que adoeço, peno e morro.

Mas, se as criaturas forem incapazes de nos dizer onde está o Senhor, resta-nos o caminho de volta para Jerusalém, para o santuário, para o lugar onde o Senhor nos espera.
E onde está Jerusalém? No nosso coração, na Palavra de Deus, na Igreja… Deus jamais desiste de nós, mesmo quando não o sentimos.
Voltar a Jerusalém, onde o Senhor nos espera sempre para novamente entrar em comunhão conosco! Ele quer que saibamos buscá-lo no amor e na fé. Quando o encontramos, Ele desce conosco para Nazaré, para a vida, e permanece conosco para sempre.
Por Frei Patrício Sciadini, OCD

(via Shalom)

sábado, 4 de novembro de 2017

MODÉSTIA MASCULINA


Dentre os trabalhos desse apostolado temos o objetivo de oferecer material sobre as virtudes e dentre elas, a virtude da modéstia.

No entanto, nós estamos nos reduzindo a modéstia feminina - que é realmente importante, pois regula e modela o comportamento masculino - mas devemos também oferecer alguma fonte de material para os homens, dito por um homem. 

Por isso, estamos abrindo espaço aqui para divulgar as formações abaixo, que possuem o conteúdo norteador básico para os homens.

1- Comportamento, Vestimenta e Masculinidade


2- Modéstia Masculina e Imoralidade (Parte 1)



3- Modéstia Masculina e Imoralidade (Parte 2)



Espero que possa ter lhe auxiliado! Não deixe de se inscrever no canal do Pe. Leonardo e assistir aos outros vídeos.

http://www.salusincaritate.com/2017/11/modestia-masculina.html

Como rezar de manhã e ter um excelente dia


Oração baseada nos ensinamentos de São Francisco de Sales

Muitos de nós nos perguntamos como podemos acordar e rezar logo pela manhã com grande eficácia, de tal modo que cada palavra que pronunciamos seja positiva para o nosso crescimento interior.
O trecho abaixo foi tirado do livro “Introdución a la vida devota”,  de São Francisco de Sales, e pode ser muito útil quando quisermos adotar, seriamente,  o hábito da oração matinal.
Te todas as orações, a primeira é a que se faz de manhã, como preparação geral para todas as atividades do dia. Faz-se assim:
  1. Agradecer e adorar
Dê graças e adore profundamente a Deus pelo presente que Ele lhe deu de tê-lo protegido durante a noite anterior e, se você cometeu algum pecado, peça perdão.
  1. Ter consciência do tempo presente
Considere que o dia de hoje lhe foi dado para que, durante o decorrer dele, você possa ganhar o próximo dia da eternidade. Faça o firme propósito de utilizá-lo com essa intenção.
  1. Mantenha-se alerta para servir e proteger-se da tentação
Saiba quais atividades, quais tratamentos e oportunidades de servir a Deus você poderá encontrar neste dia e quais tentações que possam ofendê-lo podem acontecer, por causa da ira, da vaidade ou de qualquer outra desordem. E, com uma santa determinação, prepare-se para utilizar bem os recursos que você tem de servir a Deus e progredir na devoção. Da mesma forma, prepare-se para evitar, combater ou vencer tudo o que for contrário à sua salvação e à glória de Deus.
E não basta ter essa determinação; é necessário preparar o caminho para executá-la. Por exemplo: se eu sei que terei que tratar alguma coisa com uma pessoa apaixonada e irracional, não somente me proporei a não me deixar levar até o ponto de ofendê-la, como também procurarei ter palavras amáveis para não deixa-la sair do controle ou procurei estar próximo de alguma outra pessoa que possa contê-la.
Se sei que poderei visitar um doente, vou arranjar tempo e consolações pertinentes para lhe dar e, assim, com todas as outras coisas.
  1. Refugie-se nos braços de Deus
Feito isso, colocque-se diante de Deus e reconheça que, por si próprio, não poderá fazer nada que planejou, seja para evitar o mal, seja para praticar o bem.
E, como se tivesse o coração nas mãos, ofereça-o com todas as suas boas intenções à Divina Majestade e suplique que o mantenha sob sua proteção e o reforce, para que fique à frente de seu serviço. Faça isso com estas palavras:
Senhor, eis aqui este pobre e miserável coração que, por tua bondade, concebestes muitos e muitos desejos bons. Mas ele é demasiado fraco e infeliz para fazer o bem que deseja se não lhe permite Tua benção celeste, que para este fim te peço, ó Pai de Bondade, pelos méritos da paixão de teu Filho, ao qual consagro este dia e o resto de minha vida”.
Recorra à Nossa Senhora, ao seu Anjo da Guarda e aos santos para que o ajudem com sua assistência.
Mas isso, se possível, tem que ser feito rápida e fervorosamente antes de sair de casa, a fim de que, com este exercício, tudo o que você fizer durante o dia fique orvalhado com as bênçãos de Deus. O que eu te peço é que jamais deixe de fazer esse exercício.

Por Qriswell Quero
Originalmente publicado por pildorasdefe.net

Conheça 5 santos que não se davam muito bem com seus familiares


Mesmo que o seu caso seja diferente, você pode contar com a sua inspiração para lidar com situações difíceis em família

Desde o começo deste mundo, nascemos em família e somos configurados pela família. E, também desde o princípio, esteve presente na família a pressão do pecado, semeando a discórdia desde Adão e Eva. Segundo o relato bíblico sobre os primórdios da história da humanidade, o pecado e a natureza humana caída inseriram a divisão não apenas no primeiro casal, mas também entre os seus filhos, culminando no assassinado de Abel pelo próprio irmão, Caim.
Deus, porém, não se rendeu: entre as suas inspirações e indicações de amor ao próximo, Ele determinou o mandamento bem específico de “honrar pai e mãe”.
Quando Jesus entrou em cena, confirmou a validade dos mandamentos e a necessidade de obedecer aos pais, mas desafiou os indivíduos a escolherem Deus acima de todas as coisas, inclusive dos vínculos familiares. O cristão não deve descuidar da família, mas, ainda mais importante que isso é amar a Deus, o que, às vezes, acarreta… conflitos familiares.
Houve muitos santos e santas que tiveram de encarar esses conflitos e discernir o que fazer a respeito. Em alguns casos, o santo em questão estava inicialmente errado e se distanciava da família por causa do pecado; já outros precisaram cortar laços familiares deturpados para seguir o chamado do Evangelho.
Vejamos cinco exemplos de homens e mulheres que, em sua trajetória de conversão, não se deram bem o tempo todo com suas famílias:

1 e 2 – Santa Clara e Santa Inês de Assis

Nasceram de uma rica família de Assis, na Itália. Santa Clara ficou profundamente comovida, aos 18 anos, com as pregações de São Francisco sobre viver o Evangelho de forma radical e, certa noite, escapou de casa com a ajuda da tia, Bianca. Clara não queria se casar: a sua vocação era dedicar a vida a Deus. Uniu-se a São Francisco numa pequena capela, onde trocou seu cinto adornado de joias por uma corda grosseira ao redor da cintura. Cortou o cabelo e recebeu um véu, confirmando assim a sua entrada num convento beneditino.
Sua família não aceitou essa recusa a se casar e foi buscá-la à força no convento, mas Clara se agarrou com firmeza ao altar e revelou o cabelo cortado, símbolo da sua consagração a Deus.
A irmã de Santa Clara, Inês, também fugiu de casa na metade da noite e buscou refúgio no convento beneditino com a irmã. Ainda mais furiosa, a família enviou um tio e vários homens armados para obrigarem Inês a retornar. Tentaram agarrá-la pelo cabelo, mas o corpo da jovem ficou milagrosamente inamovível e eles tiveram que desistir.
Os familiares de Santa Clara e Santa Inês reconheceram que Deus as protegia e nunca mais tentaram obrigá-las a se afastar dos planos divinos.

3 e 4 – Santo Agostinho e Santa Mônica

Nascido de pai pagão e mãe cristã, Agostinho foi catecúmeno quando já adulto, mas só se batizou tempos depois, quando finalmente se converteu. Como jovem intelectual que era, o que dirigia a sua vida eram a filosofia e os ensinamentos maniqueístas.
Ele levou na juventude uma vida de pecado e hedonismo à qual não queria renunciar. Chegava a rezar a Deus pedindo-lhe: “Concede-me castidade e continência, mas não ainda”.
Sua escolha de viver fora do Evangelho doía gravemente à sua mãe, Santa Mônica. Ela tentou orientá-lo e achou até que impedir o filho de entrar em casa fosse ajudá-lo a recuperar o reto sentido das coisas. Essa tensão gerou grande estresse na relação entre mãe e filho, mas Santa Mônica persistiu.
Mais adiante, Agostinho decidiu se mudar para Roma. A mãe quis ir com ele. Durante a viagem de barco, Agostinho lhe pediu que fosse rezar numa capela próxima. Quando Mônica terminou suas orações e voltou ao porto, viu o barco zarpando sem ela.
Depois de muitos desafios e muita perseverança, Santa Mônica terminou “ganhando”: como fruto de suas persistentes orações, o filho finalmente se converteu e hoje é reconhecido como um dos santos mais influentes e queridos da Igreja católica.

5 – São Tomás de Aquino

Nascido em uma família nobre italiana, Tomás de Aquino foi cativado pelo estudo da filosofia desde bem jovem e decidiu entrar na ordem dos dominicanos aos 19 anos de idade. Sua família, porém, não se entusiasmava muito com a ideia de ver o jovem nobre ataviado como mendigo.
Os dominicanos o enviaram a Roma para viver afastado da influência dos familiares, mas, no trajeto, seus irmãos o capturaram e encerraram na fortaleza de San Giovanni, em Roccasecca. Tomás permaneceu dois anos inteiros ali confinado, e, durante esse tempo, seus pais, irmãos e irmãs tentaram dissuadi-lo de seguir a vocação religiosa. Chegaram até a lhe enviar uma prostituta para tentá-lo, mas Tomás a pôs para correr usando um ferro da lareira de seu quarto.
A mãe finalmente cedeu depois dos dois anos e organizou uma fuga secreta, na esperança de não trazer vergonha à família. Tomás desceu por uma janela com a ajuda das irmãs e voltou para junto dos dominicanos, retomando uma vida religiosa que o tornou um dos santos mais influentes de toda a história do cristianismo.

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