domingo, 26 de novembro de 2017

Quando uma satanista tentou roubar a Eucaristia


A hóstia consagrada foi levada ao cemitério. E o que aconteceu depois é de arrepiar

No século XV, na pequena aldeia de Ettiswil, Suíça, ocorreu um grande milagre, depois que um crime terrível foi cometido. Uma hóstia consagrada foi roubada de uma igreja por uma mulher que fazia parte  de uma seita satânica. O nome dela era Ann Vögtli e ela fugiu da igreja com a Eucaristia nas mãos.
A razão do crime não é conhecida. Porém hóstias consagradas são frequentemente roubadas das igrejas para serem profanadas por grupos satânicos. Isso geralmente ocorre durante a chamada “Missa Negra”, onde uma Missa Católica é ridicularizada com rituais bizarros. Um dos dias preferidos para essas “Missas Negras” é o Halloween, considerado um “feriado” satânico para muitos grupos.
Depois de sair da igreja, Vögtli correu até chegar ao muro do cemitério. Ela tentou entrar, mas, naquele momento, a hóstia ficou muito pesada. Tanto que a moça não conseguia mais segurá-la. Mais tarde, Vögtli revelou a seguinte história: “Depois de bater minha mão no portão de ferro, eu segurei a hóstia. Mas, assim que eu atravessei o muro do cemitério, a hóstia tornou-se tão pesada que eu não conseguia carregá-la mais. Sendo incapaz de avançar ou de retroceder, joguei a hóstia perto de uma cerca, nas urtigas “.
Uma jovem encontrou a Eucaristia nas plantas, mas a hóstia tinha se transformado e ficou parecendo uma flor. Ela explicou que “a hóstia roubada [estava] dividida em sete partes. Seis delas formaram uma flor semelhante a uma rosa. Além disso, uma grande luz as cercava”.
O padre da paróquia foi informado e conseguiu recolher as seis partes. Porém a sétima não saía do lugar. Ele entendeu aquilo como um sinal de que uma capela deveria ser construída naquele local.
Mais tarde, uma relíquia contendo a hóstia milagrosa foi consagrada na capela construída no lugar. Desde então, inúmeros milagres aconteceram para aqueles que veneraram a relíquia.
Esta história é um grande lembrete do poder de Deus e de sua capacidade de tirar um bem maior de algo horrível.

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Oração para se libertar dos opressores


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Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Senhor, rogo pela justiça divina. Senhor, não deixai que os ímpios oprimam os cidadãos íntegros. Conservai a liberdade de todos os nosso irmãos, e que apenas o Senhor interceda em nossos destinos. Pai, livrai-nos da opressão dos homens poderosos, dos políticos mal-feitores, da violência do poder, para vivermos na Sua paz, com fé e otimismo. Amém! 
Oração para dar liberdade aos oprimidos 


Senhor, Tu tudo vês, tudo sabes, até mesmo aquilo que os homens tantas vezes Te querem ocultar. Por isso, Senhor, hoje Te pedimos por todas aquelas e aqueles que sofrem no silêncio dos seus corações, das suas vidas, a violência física no segredo das suas casas, a violência psicológica no segredo das suas mentes, que se sentem abandonados e sozinhos perante o seu sofrimento. Senhor, Tu mesmo nos disseste:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativose, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos,a proclamar um ano favorável da parte do Senhor."

Começou, então, a dizer-lhes: "cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir."Lc 4, 18-19.21

Por isso, porque acreditamos que esta passagem da Escritura se continua a cumprir, e porque Tu, Senhor Jesus, és o mesmo ontem, hoje e sempre, Te suplicamos a libertação destas irmãs e irmãos oprimidos, tantas vezes por aqueles que lhes são mais próximos.

Para glória do Pai que está nos Céus, para glória do Teu Nome, Senhor, para glória do Espírito Santo que nos conduz.Amém.

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/esoterico/faca-oracoes-para-se-libertar-da-opressao-e-opressores,87787e55a7b4d310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html?utm_source=Whatsapp

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Padre revela: por que sempre levo água benta comigo ao viajar


O mal pode continuar presente em um recinto muito tempo depois do que quer que tenha acontecido lá dentro...

Compartilhamos a seguir um breve e proveitoso depoimento do pe. Edward Looney, sacerdote norte-americano que nos explica por que leva sempre consigo uma garrafinha de água benta quando viaja:
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De vez em quando, tenho a oportunidade de viajar e dar conferências sobre a importância de Maria em nossa vida espiritual. Nessas ocasiões, costumo passar a noite em um quarto de hotel. Um dos itens essenciais que eu levo comigo na bagagem é uma garrafinha de água benta.
Por quê? Simples: porque o mal é real.
O mal pode continuar presente num recinto muito tempo depois do que quer que tenha acontecido lá dentro. Você não sabe quem foi a pessoa que ocupou aquele quarto antes de você, nem que tipo de bagagem ela trouxe consigo. Você não sabe o que ocorreu no quarto que, ao menos por uma noite, é “seu”. A água benta é uma poderosa proteção contra o male ajuda a dissipar os seus resquícios.
Da próxima vez que você viajar, posso lhe sugerir que leve consigo uma garrafinha de água benta?
Quando se hospedar num hotel, asperja água benta pelo seu quarto. Se você não tiver água benta em casa, a sua paróquia pode lhe fornecer: peça ao seu pároco.
Depois de aspergir o quarto, faça uma oração pedindo a proteção de Deus e que Ele perdoe qualquer mal que tenha sido feito ali dentro. Ore também pela conversão das pessoas que tenham praticado esse mal e reze pelas pessoas que ocuparão esse mesmo quarto depois de você.
Este é um exemplo de oração, que eu mesmo escrevi para ocasiões como essa:
Deus Todo-Poderoso, eu Vos peço: enviai os Vossos anjos para estarem comigo neste local e protegei-me de todo assalto do maligno. Perdoai todo mal que tenha sido cometido neste quarto e concedei a graça da conversão àqueles que Vos ofenderam. Dissipai os poderes das trevas que possam estar neste quarto e protegei-me nesta noite, bem como a todos os que vierem a dormir neste local de hoje em diante. Jesus, eu confio em Vós!
Também é bom rezar pelos funcionários do hotel, que entram de recinto em recinto para trabalhar expostos a sabe-se lá que tipo de influências sobrenaturais.
Você pode ainda invocar a intercessão de São Miguel Arcanjo ou do seu próprio anjo da guarda. Com oração e água benta, você se protege dos resquícios do mal e se prepara para as batalhas espirituais da vida.

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3 dicas para quem quer se confessar mas tem vergonha dos pecados que cometeu


Não é ruim sentir vergonha de seus pecados. Mas não permita que essa vergonha se transforme em um bloqueio

Antes de tudo, reflita sobre uma passagem do Evangelho sobre a paixão de Jesus e considere que Ele quer, por sua misericórdia infinita, aplicar em você todas as graças que ele obteve na cruz. Ele quer te perdoar. Mas você tem que responder a ele. A vida passa muito rápido, e devemos nos preparar para a eternidade.
Não tenha medo. Deus ama você e vai estar com você na Confissão. Confie em Jesus e verá que paz e felicidade você vai receber.
Aqui, apresentamos três conselhos para ajudar quem quer se confessar, mas tem vergonha de seus pecados:
1.- Procure um padre que não conheça você  
Se você quiser, você pode se confessar em um lugar onde o padre não te conheça. As igrejas devem ter horários de Confissão estabelecidos e você também pode se confessar sem mostrar seu rosto.
Como padre, posso dizer que, quando alguém confessa um grande pecado, o que sinto é uma grande admiração por esta pessoa, por ela ter se atentado ao verdadeiro valor da Confissão.
Os padres sabem que decidir-se pela Confissão é uma graça e requer muita humildade. Quem se confessa, reconhece seu pecado e se humilha. Isso é admirável.
2.- Exame de consciência
Faça um exame de consciência com humildade. Uma lista de perguntas pode ajudar nessa tarefa.
Se você não conseguir se lembrar de todos os pecados na hora da confissão, mas se lembrou deles no exame de consciência, a Confissão é válida.
3.-. Vencer a tentação de adiar a Confissão
Decida-se hoje, pois amanhã pode ser muito tarde. Faça o exame de consciência, olhe para Jesus, que te ama e quer te perdoar. Depois, vá em frente. Se fizer muito tempo que você não se confessa, não tenha medo. Converse com o padre. Ele vai ajudar.

 Padre Jordi Rivero. Fonte: corazones.org. 

Artigo publicado em pildorasdefe.net, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

sábado, 18 de novembro de 2017

SOBRE OS FELIZES

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Por Socorro Acioli

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. 

Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam que o sentimento do próximo possa ser tão importante quanto o deles mesmos. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Não gostam de ter a rotina perturbada pelo outro. São sempre os donos da razão, são acima do bem e do mal, não conseguem saborear as pequenas coisas da vida, pois são eternos insatisfeitos.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras e imperfeições.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho...

Fonte: WhatsApp

Exame sobre o bom exemplo 1


Resultado de imagem para bom exemplo

As obras acima das palavras

Para iniciarmos esta nossa primeira meditação sobre o dever de dar bom exemplo, vamos escutar atentamente umas palavras muito claras de Cristo no Sermão da Montanha: Vós sois a luz do mundo […]. Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus (Mt 5, 14.16).
A luz entra pelos olhos. O que os olhos enxergam em plena claridade fala por si, não precisa de palavras nem, muito menos, de “palavreado” para se explicar.
Assim é o bom exemplo, e assim o apreciaram sempre os grandes homens, sobretudo os santos. Já Santo Inácio de Antioquia, o bispo mártir do século II, enquanto era conduzido a Roma para sofrer martírio, escrevia aos Efésios: “É melhor calar-se e ser do que falar e não ser. É maravilhoso ensinar, quando se faz o que se diz […]. Aquele que compreende verdadeiramente a palavra de Jesus pode entender o seu silêncio [ou seja, o que “dizem”, sem palavras, os seus exemplos]; e então será perfeito, porque atuará de acordo com a sua palavra, e se manifestará também mediante o seu silêncio [ou seja, mediante o que “faz” sem falar]”.
O doce Santo Antônio de Pádua adotava um tom santamente irado quando falava do exemplo: “É viva a palavra quando são as ações que falam. Cessem, peço, os discursos, falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras” i. Hoje, a pedagogia científica insiste cada vez mais no valor insubstituível da chamada educação invisível ii; da força exemplar das convicções e das atitudes que as encarnam.
A imagem da luz é simples. A boa luz permite enxergar bem, sem confusões; mostra perigos que a sombra ocultaria; ilumina referenciais da paisagem e dos caminhos que a noite encobriria; a luz também aquece, estimula a vitalidade e favorece a alegria. Poderíamos dizer que os que irradiam a claridade do bom exemplo têm todas essas características da luz.
Eu sou luz ou sombra?
Tendo isso em mente, tentemos fazer o nosso exame de consciência, partindo de uma pergunta desafiadora. Eu sou luz ou sombra? Está disposto a enfrentá-la com coragem? Pois, então, veja, só para exemplificar, alguns flashes ilustrativos:
– Se eu sou uma pessoa sincera, constante, organizada, leal à palavra dada e fiel aos compromissos, sou luz. Os outros – filhos alunos, etc. – , junto de mim, vêem claro e sentem-se seguros.
– Mas se sou pessoa mentirosa, inconstante, desordenada e volúvel, sou sombra. Os que dependem de mim ficam confusos, inseguros, não conseguem avaliar o alcance das minhas palavras, das minhas atitudes, das minhas promessas; em suma, não podem contar comigo como um farol orientador nem como um apoio.
– Se eu sou pessoa com ideais nobres e definidos na vida, pessoa que tem valores positivos – ânsias de fazer o bem – , que vibra com eles, que procura praticá-los; se sou pessoa cheia de fé e de esperança e posso dizer, como Jesus, eu sei de onde venho e para onde vou, então eu sou luz, mais ainda, sou reflexo da Luz com maiúscula, sou sinalização divina, foco cristão que orientará outras vidas.
– Mas se sou pessoa cética, agnóstica, cheia de incertezas e de pessimismo, convencida de que neste mundo nada há de bom, tudo é interesseiro, os valores são imaginários e os ideais tolices; se me julgo realista porque capitulo perante os interesses egoístas da terra e sou incapaz de ver, além deles, outra finalidade para a vida, então sou uma sombra mais daninha que uma cascavel oculta no armário, e as primeiras vítimas podem ser os que mais amo.
– Se eu sou um lutador que detesta o conformismo e a acomodação, um coração que sempre quer puxar a vida para patamares mais elevados e perfeitos – para aspirações nobres, para virtudes, para maiores quilates de amor e amizade – ; se eu detesto a mediocridade, se vibro com ânsias de justiça, se arquiteto sonhos realistas para tornar o mundo mais fraterno e belo e os demais mais felizes, então, com certeza, sou luz.
– Se, porém, cochilo na rede da canseira moral e do desencanto; se resmungo mais do que animo, se tenho alma, coração, atitudes, palavras e gestos desbotados pela frustração; se faço troça dos sonhadores sacrificados, se tenho pena dos que “ainda” acreditam no amor, na verdade, na justiça e no bem, então eu sou, com certeza, uma treva miserável..
– Se eu vejo, antes de mais nada, o lado positivo das coisas; se os meus comentários, em casa e fora de casa, sem serem ingênuos, são sempre estimulantes; se sou conhecido como aquela pessoa que sempre acolhe, que sempre está disposta a ajudar, que sempre anima, que sempre sorri, que alegra qualquer ambiente, então eu sou uma luz que concentra as sete cores da alegria..
– Mas se pertenço ao rol daqueles que, mal aparecem em casa, ou se sentam à mesa, ou entram na sala de aula, iniciam uma nova era glacial, apagam o sorriso dos outros (“fechou o tempo” – dizem deles); se a minha característica é a irritação, a impaciência e o mau humor; se reclamo de tudo e de todos; se acho tudo ruim; se não agradeço nada; se tenho pena de mim mesmo e ando com complexo de vítima, então, meu amigo, então eu sou uma sombra pior que as que Dante pinta no Inferno.
Guardemos essas amostras e passemos para outra imagem muito clara de Cristo.
A imagem do sal
Vós sois o sal da terra. Se o sal perder o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens (Mat 5, 13).
Os ouvintes de Cristo podiam entender bastante bem estas palavras, como também nós podemos, pois sabemos qual é a utilidade do sal. Resume-a com simplicidade este pensamento de São Josemaria Escrivá: “Sal da terra. – Nosso Senhor disse que os seus discípulos – tu e eu também – são sal da terra: para imunizar, para evitar a corrupção, para temperar o mundo. – Mas também acrescentou «quod si sal evanuerit…» – que se o sal perde o seu sabor, será lançado fora e pisado pelos homens…”.
Há pessoas que, tendo uma vida comum, igual à de muitos outros, dão a tudo o que dizem e fazem o toque de um “sabor” diferente. Os que com eles convivem e se relacionam captam, talvez de modo inconsciente, que tudo neles é atraente, porque está condimentado pela bondade, pelo amor, pela caridade, pela lealdade, pela serenidade, pela fé. Admiram-nas. Gostariam de ser como elas.
Era isso o que acontecia com os primeiros cristãos, como relata um antiqüíssimo escrito do século II, a Carta a Diogneto: “Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver […]. Vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida singular e admirável […]. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põem a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo as paixões da carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas com sua conduta ultrapassam as leis; amam a todos, ainda que sejam perseguidos por todos […]. Em poucas palavras, assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo” (nn. 5 e 6).
Fica patente nessa apologia que os primeiros cristãos eram, como Cristo desejava, o sal da terra. O seu “modo de vida singular e admirável”, o seu exemplo – fruto palpável de sua fé e do seu amor – atraía os corações mais nobres dentre os pagãos.
Mas não nos esqueçamos de que Cristo falou também do sal que perde o sabor, que se estraga. Não só deixa os alimentos insípidos, como pode vir a produzir náuseas. Talvez nos lembremos de umas palavras bastante fortes do Apocalipse, que Jesus dirige a uma comunidade em que começava a haver cristãos mornos, tíbios, dizendo-lhes – é duro! – que lhe produziam ânsia de vômito. Trata-se de um trecho da carta dirigida à igreja de Laodicéia, muitas vezes citada nas obras de espiritualidade: Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, estou para te vomitar da minha boca. (Apoc 3, 15-16).
Nem frio nem quente. Na vida de um cristão morno tudo é insípido, tudo tem o mau sabor de sal corrompido. Assim acontece, infelizmente, com o amor decadente, desleixado e rotineiro dos esposos, dos pais, esse amor que, por não se renovar com detalhes de delicadeza, criatividade e abnegação, foi ficando encardido, esgarçado, e acabou tendo cheiro de mofo, por não dizer odor de cadáver.
São Josemaria Escrivá dizia: “Fujamos da rotina como do próprio demônio”, e qualificava a rotina de “abismo, sepulcro”, armazém de coisas mortas iv. A rotina não é só o túmulo do amor dos esposos. Também o trabalho feito sem amor, sem perfeição e capricho nos detalhes, sem espírito de serviço (pense no trabalho no lar), fica sendo como uma comida insossa e azedada… O “exemplo” de pais assim, espiritualmente mais “mortos” do que “vivos”, é natural que não atraia nem faça bem algum. Como seria triste, ou melhor, trágico, que houvesse filhos que pensassem. – “Eu não quero ser como os meus pais! Eles me fizeram desacreditar do casamento, do amor, da família, da vida”. Como seria amargo ter tido pais, mestres, pastores de almas, que foram incapazes de nos fazer sentir o gosto de Deus.
A imagem do fermento
O Reino dos céus é comparável ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa (Mat 13, 33).
Esta imagem é importante, sobretudo nos tempos atuais. Lembra-nos que o mundo é uma “massa” carente, quase inteiramente, da qualidade do bom pão das virtudes cristãs, da consistência e do sabor da verdade e do alimento da lei de Deus. Por isso, o exemplo dos cristãos responsáveis, neste ambiente atual, é decisivo. Para transformar a massa em pão de Deus, o fermento precisa ter uma força e uma eficácia capazes de levantá-la. Uma força que só Cristo pode dar.
Seria cegueira não nos darmos conta de que vivemos, de fato, numa sociedade cada vez mais massificada, em que o ambiente materializado e incrédulo que nos cerca despersonaliza as pessoas. Massifica-lhes a cabeça, os costumes, os gostos e os vícios, até quase anular a personalidade. Cria, em série, adolescentes e jovens consumistas e hedonistas. Basta abrir os olhos para perceber que a “cultura global de massa” robotiza a juventude. Se não houver educadores-fermento, cheios da vitalidade do ideal cristão, a inércia mecânica dos adolescentes que não pensam (talvez porque nunca viram nem aprenderam nada melhor por parte dos que deviam educá-los) os colocará na boca do lobo da “cultura-ambiente” materialista e pagã.
Sob a influência crescente da mídia, do markenting internacional, dos impérios jornalísticos, da propaganda dominada pela ditadura do lucro – interesses de empresas, de laboratórios, de companhias globais; império econômico do lazer; da indústria da droga e da pornografia… –, tudo se globaliza. E vai sendo também cada vez mais forte sobre a juventude e, em geral, sobre a massa, a influência, não menos ditatorial, das ideologias predominantes (sobretudo do laicismo anti-religioso, dos resíduos imuno-resistentes do marxismo, do hedonismo consumista e das diversas formas de esoterismo e de “mística” tipo New Age).
Nada mais fácil, nesse clima envolvente, que tornar-se massa. Nada mais fácil que aceitar, sem anti-corpos de idéias, de cultura e de espírito crítico, os valores (os contravalores) da maioria que segue a corrente. Nada mais fácil – é só deixar-se puxar pelo cabresto – que adotar os hábitos sociais comuns e mergulhar bem cedo, já na infância e na adolescência, nos vícios generalizados (álcool, drogas, obsessões “eletrônicas”, aberrações sexuais), enquanto leituras, programas de tv, “mestres”, etc, vão injetando na “veia” todos os preconceitos contra as atitudes cristãs fundamentais, os valores éticos básicos, as evidências da lei natural sobre a vida, a morte, o amor e a família, valores, infelizmente, nunca conhecidos com seriedade, nunca aprendidos e nunca aprofundados.
“A pós-modernidade – afirma o conhecido pedagogo Víctor García Hoz – é um grande vácuo. A profusão de idéias contraditórias, o relativismo predominante em muitas ideologias e o pragmatismo superficial da sociedade atual, dão razão ao ditado de que o mundo de hoje, especialmente a juventude, sabe o que não quer, mas não sabe o que quer […]. Os valores que apoiavam a vida humana foram rejeitados e não foram substituídos por outros. O pensamento da pós-modernidade vacila entre a melancolia e o vazio”. v
Não feche os olhos! É em meio a essa massa desnorteada que se encontram os seus filhos, os seus alunos, os membros do seu rebanho de pastor. Muita boa gente, ao constatar isso, sofre, sofre muito. Mas, o que faz? O que fazemos? Lutamos, porventura, cada um de nós por ser o fermento de que essa massa manipulada precisa para ganhar qualidade humana e cristã? Os nossos critérios e comportamentos têm a potência do fermento, capaz de levedar a massa e transformá-la em bom pão?

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Pense que é Deus quem lhe dirige, silenciosamente, estas interrogações. O que lhe vai responder? Eis o nosso tema, agora, de meditação e exame de consciência.
i Sermões, I, 226
ii Víctor García Hoz, Pedagogia visível, educação invisível, Ed, Nerman, São Paulo 1988, pág. 112
iii São Josemaria Escrivá, Sulco, Ed. Quadrante, São Paulo 1987, n. 342
iv Cfr. Caminho, 9ª edição. Quadrante, São Paulo 1999, n. 551
v Pedagogia visível. Educação invisível citada, pág. 112

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

12 conselhos do Padre Pio para você, que é católico e está sofrendo


Ao longo da vida, o santo capuchinho escreveu milhares de cartas para as pessoas que procuravam o seu aconselhamento

São Pio de Pietrelcina foi um religioso capuchinho italiano que recebeu dons especialíssimos de Deus, como o discernimento das almas, a capacidade de ler as consciências, as curas milagrosas, a bilocação, o dom das lágrimas, o perfume de rosas e, mais extraordinários ainda, os estigmas da Paixão de Cristo, que ele padeceu durante cinquenta anos.
Falecido em 1968, foi canonizado por São João Paulo II em 2002 e é um dos santos mais venerados do mundo.
Ao longo da vida, o Padre Pio escreveu milhares de cartas para as pessoas que procuravam o seu aconselhamento. É desses escritos que foi extraída a pequena seleção de pensamentos que compartilhamos logo abaixo: eles podem trazer esperança e conforto espiritual diante do mistério do sofrimento.
1. O sofrimento suportado de maneira cristã é a condição que Deus, autor de todas as graças e de todos os dons que conduzem à salvação, estabeleceu para conceder-nos a glória.
2. Deus quer que a tua incapacidade seja a sede da Sua onipotência.
3. A fé é a tocha que guia os passos dos espíritos desolados.
4. Na agitação das paixões e das vicissitudes adversas, que a grata esperança da inesgotável misericórdia de Deus nos sustente.
5. Coloque toda a sua confiança somente em Deus.
6. O melhor consolo é aquele que vem da oração.
7. A oração é a melhor arma que temos: é uma chave que abre o coração de Deus.
8. Esta é a grande oportunidade do seu progresso espiritual.
9. A felicidade só se encontra no céu.
10. Quanto mais crescem as tentações do demônio, mais perto a alma está de Deus.
11. Bendiga o Senhor pelo sofrimento e aceite beber o cálice do Getsêmani.
12. Suporte os sofrimentos durante toda a sua vida para poder participar dos sofrimentos de Cristo.

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