sábado, 10 de fevereiro de 2018

Os 25 segredos que Jesus revelou a Santa Faustina para lutar contra o demônio


A Irmã Faustina Kowalska registrou em seu diário as instruções de Cristo

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:
1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.
2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.
3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.
4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!
5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.
6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.
7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.
8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.
9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.
10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.
11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.
12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.
13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.
14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.
15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.
16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.
17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.
18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.
19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.
20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?
22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.
Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.
23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).
24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.
25. Lute como uma valorosa guerreira, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um guerreiro(a)!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.

https://pt.aleteia.org/2017/10/05/25-segredos-que-jesus-revelou-a-santa-faustina-para-lutar-contra-o-demonio/

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

10 sugestões simples de renúncia para quaresma


Qual item da lista você vai escolher?

Dicas de renúncia nesta quaresma:
WhatsApp
Facebook
Doces
Carne
Refrigerante
Bebida alcoólica
Pintar unhas
Roupas curtas
Café
Perfumes (nunca o desodorante)

(Tem outras sugestões? Compartilhe conosco!)
Lembrando que deve ser algo que eu gosto muito. Se eu não gosto de café e renuncio o café, estou fazendo Jesus de palhaço. A renúncia de algo material que me dá prazer, nos educa a controlar nossas paixões. Portanto, mãos à obra!

( via Padre Gabriel Vila Verde)

As 3 orações mais “perigosas” que você pode fazer


Cuidado com o que você pede; você pode receber

Em 2014, Matthew Wenke e sua esposa viram sua filha Nora entrar em um convento para seguir a vocação como religiosa.
À medida que as portas se fechavam atrás da jovem, a família sabia que, se ela perseverasse, Nora nunca mais daria o ar da graça na casa deles. Isso porque, além de fazer os votos habituais – pobreza, castidade e obediência – as freiras passionistas fazem um quarto voto: o de clausura.
Wenke, embora estivesse orgulhoso de sua filha e feliz pela alegria dela, precisava de um tempo para processar tudo o que estava acontecendo, porque, como ele escreveu: “Quando rezei pelas vocações, não quis dizer que Deus poderia tirar minha filha de mim”.
Aí é que mora o perigo: “Tome cuidado com o que você pede; você pode ser atendido”.
Frequentemente começamos as nossas orações, dizendo a primeira oração “perigosa”, que é: “seja feita a vossa vontade”.  Mas queremos alcançar a graça que buscamos sem ter que encontrar a Cruz.
Eu sei que faço isso o tempo todo e digo: “querido Deus, me ensine a ser uma pessoa melhor. Seja feita a sua vontade, mas não faça isso de maneira louca, que envolva algo trágico, ok? Não consigo lidar com isso”.
Muitas vezes, minhas orações seguem o estilo de Flannery O ‘Connor: “senhor, nunca serei um santo, mas eu posso ser um mártir se eles me matarem rapidamente”.
Queremos todas as bênçãos e, de preferência, com o menor sofrimento possível! Nós sempre pensamos: “por favor, não destrua a minha vida!”
Na verdade, essa é a segunda “oração perigosa”. Em uma recente entrevista para a Aleteia, uma jovem religiosa dominicana revelou que um orador, em uma conferência de jovens católicos, tinha desafiado os participantes a fazer a seguinte oração: “Ó Deus, arruíne a minha vida!” Ela topou o desafio. Mas, depois de fazer aquela oração audaciosa e perigosa, todo o seu mundo e suas perspectivas mudaram.
A terceira oração perigosa, porém, é aquela que o Pe. Brad Milunski, trouxe em sua homilia durante a Primeira Profissão da Ir. Frances Marie, do Coração Eucarístico de Jesus. Sim, essa é a filha de Matt Wenke, que está caminhando em sua clausura.
Na homilia, o Pe. Milunski admite que esta é uma oração corajosa: “Senhor, faça-me seu”:
“Quando eu estava começando o meu ministério paroquial, tive a sorte de estar perto de um convento de freiras em Nova Jersey. A madre superiora tornou-se minha diretora espiritual e compartilhou comigo um dia que, desde o início, sua única oração a Deus era simplesmente isso: ‘Faça-me sua’.
Devo confessar que voltei para o convento um pouco assustado com essa oração. Eu também estava um tanto aborrecido comigo mesmo por não conseguir fazer essa prece sem oferecer a Deus minha lista de notas de rodapé. Eu dizia: ‘Faça-me seu, mas aqui estão minhas sugestões, Senhor, sobre como você pode fazer isso’. Talvez seja uma coisa de moleque, mas eu desconfio que não”.
A homilia é realmente muito boa e merece uma leitura completa e atenta.
Eu mal tenho a coragem de dizer “Sua vontade, não a minha”, embora eu saiba que eu tenho o controle de poucas coisas e acredite – com todo o meu coração, porque eu sou verdadeira filha de São Filipe Neri – que “todos os propósitos de Deus são para o bem; embora nem sempre possamos entender isso, podemos confiar nisso”.
Eu acredito nisso porque eu vi, na minha vida, como as coisas que eram trágicas e sem sentido acabaram por servir um plano muito maior do que qualquer coisa que eu pudesse ter sonhado.
Tomemos os exemplos de São Paulo e Santa Teresa de Calcutá. Eles, em algum momento, fizeram suas perigosas orações a Deus, dizendo: “Use-me”. E acabaram sendo usados.
Então, sigamos estes exemplos, mas somente se não tivermos medo dessas “orações perigosas” e suas bênçãos.

Artigo publicado na edição em inglês da Aleteia, traduzido e adaptado ao português.

https://pt.aleteia.org/2017/09/20/as-3-oracoes-mais-perigosas-que-voce-pode-fazer/

A sugestão do Papa Francisco sobre como fazer a oração de adoração

Pode não ser fácil, pois, "diante da glória de Deus, as palavras desaparecem: não sabemos o que dizer"... (e eis o "segredo": não precisa dizer nada!)

Durante a homilia da Santa Missa que celebrou no dia 5 deste mês, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou a Primeira Leitura do dia (1Re 8,1-7.9-13): o rei Salomão convocava o povo a subir até o templo levando a Arca da Aliança do Senhor. Era um caminho ladeira acima, um subir durante o qual se carregava a própria história, “a memória da eleição”. Uma aliança simples: “Eu amo você e você me ama” – o primeiro e o segundo mandamentos, amar a Deus e amar ao próximo. Quando a arca foi introduzida no santuário e os sacerdotes saíram do lugar santo, a nuvem encheu o templo do Senhor e o povo entrou em adoração.
Refletiu o Papa:
“Dos sacrifícios ao silêncio; à adoração… Tantas vezes eu penso que nós não ensinamos o nosso povo a adorar. Sim, ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar…
A oração de adoração nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. Aproveito, hoje, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: ensinem o povo a adorar em silêncio. Adorar!
Mas só podemos conseguir com a memória de termos sido eleitos, de termos dentro do coração uma promessa que nos impulsiona a seguir, e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração”.
O Papa Francisco observou ainda que, diante da glória de Deus, as palavras desaparecem: não sabemos o que dizer. Salomão, durante a adoração, consegue dizer somente duas palavras:
“Escuta e perdoa”.
Este é, ao final da homilia, o convite de Francisco: adorar em silêncio, conscientes da história que trazemos, e pedir a Deus:
“Escuta e perdoa”.

Por que não devo usar roupas curtas dentro da igreja?

Todos os ambientes sociais requerem uma forma específica de comportamento e vestimenta

Sabemos que a vida não se reduz a aparências. Porém devemos cuidar com muito carinho da nossa imagem, não no sentido de vaidade ou orgulho, mas porque fomos criados a imagem e semelhança de Deus. A imagem que mostramos de nós mesmos deve revelar Deus para os outros.
Todos os ambientes sociais têm uma forma específica de se comportar e se vestir. Numa audiência de um tribunal, por exemplo, os advogados e magistrados usam roupas apropriadas para tal ocasião e a roupa acaba revelando a seriedade e o respeito daquele momento em que se busca a verdade sobre determinado fato. Em hospitais, empresas, há uma forma de se vestir que revela o valor do lugar que se trabalha e a importância do que ali se faz. E na igreja não poderia ser diferente.
Na igreja a dignidade da roupa não está no luxo que esta exprime, mas sim na dignidade da pessoa que ela revela, pois o corpo é templo do Espírito Santo. Não é a roupa que tem que aparecer, no sentido de você se destacar dos outros porque se veste melhor, ou usa uma roupa de marca, mas, a dignidade das vestes está justamente para mostrar quem você é: você e filho e filha de Deus.
Hoje, infelizmente, tem se relativizado a dignidade dos lugares sagrados. Acabamos nos comportando dentro das igrejas como se estivéssemos numa praça, numa lanchonete ou até mesmo num lugar de lazer. Talvez sobre o pretexto de se sentir confortável, vamos justificando cada vez mais a falta de pudor e até de respeito para com a Casa do Senhor. A casa de Deus é casa de oração, e por mais que a oração seja fundamentalmente a atitude do coração, nós rezamos também na forma como nosso corpo se apresenta, pois nosso corpo também se faz oração.
Observamos em muitas igrejas pessoas usando minissaias, blusas muito degotadas, shorts muito curtos. Talvez muitos digam: Ah! Tá muito calor mesmo, não quero suar. Mas olhemos os sacerdotes que usam as vestes próprias para o serviço do altar, os leitores, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, todos se revestem para revelar o mistério sagrado que está sendo celebrado. Por isso, cada fiel que vai à casa de Deus deve também que se revestir da dignidade daquele momento. Roupas muito curtas que expõem demais o corpo, podem acabar atraindo a atenção dos outros para si, sendo que na missa o nosso olhar, nosso pensamento e nosso coração devem estar voltados para o altar. Na oração todos os nossos gestos devem revelar Jesus.
A dignidade das vestes que usamos para ir celebrar a fé na Casa de Deus está acima de tudo na simplicidade no modo de se vestir. Ao mesmo tempo em que se deve evitar roupas curtas, não se deve fazer também da igreja um lugar de desfile de modas, onde a preocupação está mais com a aparência do que com a verdade de fé que o coração carrega.
Busquemos, então, o equilíbrio, a sobriedade, a discrição e, acima de tudo, o bom senso quando se refere as vestes para ir à igreja. Vale relembrar que no dia do nosso Batismo nós nos revestimos de Cristo, por isso, a humildade e a dignidade devem também ser expressas nas roupas que usamos para que elas sejam sinais de que buscamos a santidade de vida.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Grandeza

Resultado de imagem para grandeza
Ter o olhar voltado para as claras estrelas
Não temer as duras batalhas, mas querê-las.
Águia fitando o sol, viver para as alturas,
desprezando as coisas baixas, vis e obscuras.
Amar só os horizontes vastos e azuis.
Odiar os negros charcos e os mortos pauis.
Ter a alma sem medo, covardias, tremores,
valente e forte como o rufar dos tambores.
Ter na alma claras notas de clarins de prata,
e nos lábios um canto ardente que arrebata.
Ser impelido pelos ventos da epopéia,
longe das calmarias podres de vida atéia.
Entre nuvens de fumo, de ódio e de poeira,
ousada e desafiante, desfraldar bandeira.
Qual falcão atacar, desprezando o perigo,
tendo olhos só para Deus e para o inimigo.
Não temer jamais nem as armas, nem as vaias,
nem o combate franco, nem as vis tocaias.
E, não fugindo nem da arena, nem do sorriso.
ver, na morte e cruz, as portas do Paraíso.
Jamais calcular o número do inimigo.
Mas contar só com Deus, com Santiago e consigo
Por justo combater, mesmo que solitário,
sem ver o número, enfrentar o adversário.
Viver abrasado de amor pela verdade,
Encantado pela beleza e poesia,
mantendo no coração a fidelidade
aos ecos longínquos de uma canção bravia.
Escutar, escutar sempre os clarins de glória,
chamando ao combate, proclamando a vitória.
Amar a solidão do deserto ou do mar
ser fiel até a morte e jamais capitular.
Não temer ser desprezado e tido por nada,
não querer senão o triunfo da cruzada.
Ter uma alma agressiva que não retroceda.
Não ter no coração nem baixeza, nem lama,
mas de heroísmo, ser ardente labareda,
ser da verdade arauto, da pureza, chama.
Viver sempre enamorado pela proeza,
a alma sempre firme ancorada na certeza
sedenta de Deus, de infinito e de grandeza.

Orlando Fedeli
São Paulo, 1975

“Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”

 

Um ensinamento para aplicar a todos os âmbitos da sua vida

Dia desses acordei repetindo um trecho de uma das mais poderosas frases do psiquiatra Carl Jung, e fui procurar a frase completa na internet. Desde então, tenho me reconectado com seu sentido, tentando absorver sua essência e trazendo seu ensinamento para todos os setores da minha vida. A frase diz: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
Como eu disse, o sentido dessa frase pode ser aplicado a inúmeros setores da minha e da sua vida. Trabalhando como dentista no SUS, tenho que ter consciência que, além de toda técnica e conhecimento que tenho, além de toda responsabilidade e cumprimento de protocolos, além de todo profissionalismo e senso de dever, sou uma alma humana tocando outra alma humana.
E isso tem que ser maior que qualquer regra, filosofia, teoria, intenção ou sabedoria. Naquele momento, alguém cuida de alguém, mas acima de tudo tem que prevalecer a igualdade e a empatia. A compreensão e a sintonia. A humildade e muita humanidade.
Porém, de vez em quando estamos do lado oposto. Temos a tendência de imaginar que o outro é bem maior que nós, bem mais sucedido, bem mais feliz… só porque aparenta ter a vida mais cheia de filtros no Instagram, mais abarrotada de conhecimento e conquistas, mais repleta de afetos e possibilidades, mais adequada e notável.
O que ninguém nos conta é que todos nós estamos nus. Cada um de nós tenta, dia a dia, sobreviver às próprias batalhas, encontrar sentido, vencer as próprias prisões, superar os próprios obstáculos, afugentar as dores e tentar viver o presente da melhor maneira possível. Cada um de nós tenta se vestir, camuflar ou fantasiar da melhor maneira que pode, sem imaginar que somente se despindo estará mais próximo do que é de fato, e muito mais perto de Deus.
Você tem que entender que não é preciso impressionar ninguém. Tem que entender que quando tenta convencer alguém sobre sua felicidade, seus dons ou qualidades, está se afastando de quem é de fato. Está dando asas à vaidade, ao ego, e não à sua felicidade.
É preciso aprender a ser simples. Aprender que nessa vida não há deuses, nem superpoderosos, nem donos da verdade e muito menos gente isenta de defeitos. E que se alguém se apresenta dessa maneira, com arrogância, superioridade e prepotência, não cabe a você tentar fazer o mesmo para se igualar. Saiba que, assim como você, ele é “apenas” outra alma humana. Ao desconstruir esse mito, passamos a enxergar todos, sem exceção, como nossos semelhantes. E assim respiramos aliviados, pois descobrimos que ninguém é muita areia para o caminhão de ninguém.
Um relacionamento bem-sucedido requer mais do que beijos e declarações de amor. Requer entrega, e ao se entregar de verdade, você se torna um pouco vulnerável também. Porque no fim das contas, você estará nu, não somente por fora, mas (e talvez essa seja a parte mais difícil) por dentro também.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos medos, inseguranças e travas internas e assumir os riscos de ser quem é, com tudo de bom e ruim que existe por trás da sua necessidade de ser aceito e ser amado.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir da necessidade de comparar a sua vida com a dos outros, e do constrangimento de não ter todos os seus ideais alcançados. Precisará assumir que também fica triste, que dá preguiça ir à ginástica todos os dias, que chora em cerimônias de casamento, que não tem paciência para discutir a relação, e que se sente sozinho a maior parte do tempo.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos filtros e se despedir da necessidade de aprovação a todo custo. Terá que entender que é somente uma alma humana, e como tal não carrega passaporte, diplomas ou medalhas.
Terá que baixar a guarda, simplificar a aparência, ampliar o sorriso e abrir o coração. Só assim atrairá a “pessoa certa”, pois como já foi dito por alguém, “semelhante atrai semelhante”. E no final, você se sentirá recompensado, não somente pelos beijos, química e risadas, mas pela possibilidade de estar com alguém que conhece – e aceita – sua alma nua…