domingo, 18 de março de 2018

O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse


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«A palavra de Deus é viva» [Heb 4, 12]. O que o apóstolo demonstra com as suas palavras àqueles que procuram Cristo, que é o Verbo, a força e a sabedoria de Deus, é toda a grandeza, a força e a sabedoria da palavra de Deus. 

Este Verbo estava no início junto do Pai, é eterno com Ele [Jo 1,1], e foi revelado a seu tempo aos apóstolos, anunciado por eles e recebido humildemente pelo povo dos crentes. [...] 

Ela eé viva, esta palavra a quem o Pai deu o dom da vida em Si mesma, tal como Ele a possuía em Si mesmo [Jo 5,26]. E não só é viva, como é a própria vida, conforme está escrito: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» [Jo 14,6]. 

E porque é a vida, está viva e dá vida, pois «como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem Ele quer» [Jo 5,21]. 

Ela dá vida quando chama Lázaro para fora do túmulo e lhe diz: «Lázaro, vem para fora !» [Jo 11,43] Quando esta palavra é proclamada, a voz que a pronuncia ressoa no exterior com tal força, que, percebida no interior, faz reviver os mortos, e ao acordar a fé, suscita verdadeiros filhos de Abraão [Mt 3,9]. 

Sim, ela é viva, esta palavra, viva no coração do Pai, na boca daquele que a proclama, no coração daquele que crê e que ama.

#BalduínoDeFord

«É o Messias»



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O verdadeiro significado da misericórdia não consiste apenas no olhar, por mais penetrante e mais cheio de compaixão que ele seja. [...] A misericórdia manifesta-se quando [...] tira bem de todas as formas de mal existentes no mundo e no homem. Entendida desta maneira, constitui o conteúdo fundamental da mensagem messiânica de Cristo. [...] A mensagem messiânica de Cristo e a sua atividade entre os homens terminam com a Cruz e a ressurreição.

[...] A dimensão divina da redenção permite-nos descobrir [...] a profundidade do amor que não retrocede diante do extraordinário sacrifício do Filho, para satisfazer a fidelidade do Criador e Pai para com os homens. [...] 

Os acontecimentos de Sexta-Feira Santa e, ainda antes, a oração no Getsemani, introduzem uma mudança fundamental em todo o processo de revelação do amor e da misericórdia na missão messiânica de Cristo. Aquele que «passou fazendo o bem e curando a todos», e «sarando toda a espécie de doenças e enfermidades» [At 10,38; Mt 9,35], mostra-Se agora, Ele próprio, digno da maior misericórdia, e parece apelar para a misericórdia quando é preso, ultrajado, condenado, flagelado, coroado de espinhos, pregado na cruz e expira no meio de tormentos atrozes. 

É então que Se apresenta particularmente merecedor da misericórdia dos homens, a quem fez o bem; mas não a recebe. Nem aqueles que mais de perto contactaram com Ele têm a coragem de O proteger e O arrancar à mão dos seus opressores. Na fase final do desempenho da função messiânica, cumprem-se em Cristo as palavras dos profetas, sobretudo as de Isaías, proferidas a respeito do Servo de Javé: «Fomos curados pelas suas chagas» [53,5]. [...] 

«Àquele que não conhecera o pecado, Deus tratou-O por nós como pecado», escrevia São Paulo [2Cor 5,21], resumindo em poucas palavras toda a profundidade do mistério da Cruz e a dimensão divina da realidade da redenção. É precisamente a redenção a última e definitiva revelação da santidade de Deus, que é a plenitude absoluta da perfeição.

#SãoJoãoPauloII

sexta-feira, 16 de março de 2018

5 das mais poderosas declarações de Jesus sobre o perdão

CHRIST,CRUCIFIXION

Ele não só pregava, como praticava o que pregava

De todos os ensinamentos de Jesus, aqueles sobre o perdão estão entre os de mais revolucionário impacto na história do pensamento humano. E Ele não só pregava o perdão como ainda o demonstrava, inclusive para com aqueles que o crucificavam. “Perdoai-os, Pai, porque eles não sabem o que fazem”.
O perdão pode ser extremamente difícil de viver, mas é essencial para a vida cristã. É uma das características intrínsecas do cristianismo e, estranhíssimas ao antigo mundo pautado pela vingança e pelo dente por dente. Aliás, foi justamente esta uma das parte da Boa Nova de Cristo que mais atraíram pessoas para a fé cristã.
Repassemos as palavras de Jesus sobre o perdão. Respondamos ao seu chamado a ir além dos nossos rancores e durezas de coração para acolher e transmitir o amor misericordioso de Deus por toda a humanidade – inclusive por aqueles que crucificam Jesus (e, se tivermos vergonha na cara suficiente para admitir, nós estamos entre eles).
Aqui vão cinco das mais poderosas palavras de Jesus sobre o perdão.

Mt 18, 21-22:

“Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Mt 6, 13-15:

“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”.

Mc 11, 25-26:

“E quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. Mas se não perdoardes, tampouco vosso Pai que está nos céus vos perdoará os vossos pecados”.

Lc 17, 3-4:

“Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe. Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: Estou arrependido, perdoar-lhe-ás”.

Lc 23, 34:

“E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam”.

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terça-feira, 6 de março de 2018

"União das duas finalidades."

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Terá minha existência, então, duas finalidades?
Sim e não.

Sim, porque há nela a parte de Deus e a minha parte, os direitos de sua glória e a minha herança de felicidade.
Não, porque na mente de Deus, essas duas finalidades não se separam jamais. Aprouve-lhe unir minha vida à sua, meu ser ao seu, minha felicidade à sua honra.
E minha conduta somente lhe agradará se eu souber "não separar o que Deus uniu"[Mt 19,6]. Ele deseja ser glorificado em mim, e que eu seja saciado nele.
Tudo o que Ele fez desde o princípio e tudo o que continua a fazer a cada instante, visa sempre conduzir-me a esse supremo termo onde serei consumado na unidade com Ele [Jo 17,23].
Preciso estão, saber, por minha vez, a condições dessa aliança e os meios de conduzi-la à sua perfeição. Uma delas, é sem dúvida, a subordinação do homem a Deus.

sábado, 3 de março de 2018

Jejuar é inspirador!

 

Se o jejum é feito só por costume, a experiência termina vazia de conteúdo. Se você sabe para que jejua, a experiência se edifica

Fazer dieta ou desintoxicar-se é bom. Mas jejuar é outra coisa, que conecta você com o que há de mais importante na sua vida. É o que argumenta Letícia Soberón Mainero nesta entrevista para a Aleteia. Letícia é doutora em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, psicóloga e membro da Secretaria de Comunicação da Santa Sé.
Jejuar é inspirador?
Jejuar é inspirador se você tiver Deus e os outros – em particular os mais necessitados – em um lugar central da sua vida. Coisas diferentes são as dietas e os regimes para emagrecer ou desintoxicar, que também são aconselháveis, mas que têm como foco você mesmo.
Do que devemos nos privar?
Muitas culturas e religiões têm praticado o jejum como aperfeiçoamento espiritual ao longo dos séculos. O ser humano sempre soube que, embora comer seja uma necessidade vital, é de pouco que precisamos para sobreviver e muito o que podemos dividir. Come-se menos para voltar-se ao essencial.
Além disso, devemos nos privar de tudo o que nos impede de estarmos próximos a Deus e de dar amor a quem está perto de nós.
Comer menos ou reduzir os prazeres da vida parece que não faz sentido se isso não estiver orientado a dar mais aos outros, a colocar no centro da vida não os nossos desejos, mas o querer de Deus: a paz, a justiça, a harmonia e a alegria.
Por tudo isso, também devemos nos despojar dos hábitos e rotinas, que, sem que a gente percebe, produzem dor a quem nos rodeia. Precisamos saber se estamos provocando ou não a “dor estúpida” em outras pessoas.
Mas o que é a “dor estúpida”? É o sofrimento que não tem sentido, aquele que não vem de algo superior ou de maneira transitória, mas que somente fere e deteriora as pessoas.
Você, como psicóloga, vê na Quaresma um momento psicologicamente fértil para as pessoas?
Quanto mais nos aprofundarmos no sentido e no espírito da Quaresma – preparando nosso coração para celebrar a ressurreição de Cristo – mais fértil pode ser para nós este período.
Focarmos naquilo que é essencial, renovar interiormente nossa crença em Jesus com todas as suas consequências, fazer jejum acompanhado de esmola e oração, tudo isso ajuda a nos sacudir da dispersão e da ansiedade, que, geralmente, marca a vida na era digital.
Se os jejuns são feitos apenas por costume, as boas práticas terminam vazias de conteúdo e se transformam em folclore. Se você sabe por que e para que jejua, ele se edifica.
Por que é positivo fazer outros tipos de jejum, como o que você sugere, que é o de não criticar?
Porque somos seres integrais, não divididos em corpo e em psicologia e relações pessoais. Somos uma unidade.
Tudo o que temos no coração contribui para criar um ambiente alegre, pacífico, neutro ou tenso ao nosso redor. Todas as nossas ações e até pensamentos podem ter um efeito sobre os outros. Um amigo me disse: “não fale nunca a ninguém mal de ninguém”. Procuro seguir esse conselho; as boas palavras e o silêncio podem ser bons “purificadores de ambiente”.

https://pt.aleteia.org/2018/02/28/jejuar-e-inspirador/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quinta-feira, 1 de março de 2018

Início e fim de minha vida espiritual

“Anotei no meu caderno minhas resoluções quaresmais, mas quero confirmá-las aqui. Devo verdadeiramente renovar minha vida, e é a Deus a quem peço com toda simplicidade transformar-me. Quero interiormente viver mais espiritualmente, exteriormente mais gentil e amável para fazer Deus melhor amado, que é o início e o fim de minha vida espiritual"

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

5 coisas que deve saber sobre a Quaresma


A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para se preparar verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.


Aqui estão cinco pontos que todo católico deve saber sobre a Quaresma:

1. Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).


A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.


2. O jejum e a abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios, reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.


Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade.


3. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.


A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4. A duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estadia dos judeus no Egito.


Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5. Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.



Fonte: http://www.acidigital.com