quarta-feira, 16 de maio de 2018

Oração contra os maus pensamentos

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Senhor, meu Deus, não Vos aparteis de mim, meu Deus dignai-Vos socorrer-me (Sl 70,13). Pois me invadem vários pensamentos, e grandes temores afligem minha alma. Como escaparei ileso, como poderei vencê-los? Diante de Ti, são palavras Vossas, irei eu e humilharei os soberbos da terra (Is 14,1); abrir-te-ei as portas do cárcere e te revelarei mistérios recônditos. Fazei, Senhor, conforme dizeis e dissipe Vossa presença todos os maus pensamentos. Esta é a minha única esperança e consolação: a vós recorrer em toda tribulação, em vós confiar, invocar-Vos de todo o coração e com paciência aguardar a Vossa consolação. Amém. 

Graças e louvores se dêem a todo momento, R: ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento (3x) Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão, pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Os Anjos falam?

Os Anjos falam?

A existência dos Anjos nunca foi motivo de dúvida, mesmo no Antigo Testamento, pelas pessoas que tinham Fé nas Sagradas Escrituras. Quase a cada página eles estão presentes intervindo nos acontecimentos, cumprindo alguma ordem divina ou simplesmente auxiliando os homens.[1] No Novo Testamento essa crença se torna ainda mais vigorosa.
Com efeito, a doutrina católica ensina que Deus designa um Anjo para guardar cada homem desde o instante de seu nascimento. Esse Anjo não terá outra pessoa a quem proteger durante toda a história da humanidade, mesmo depois da morte do seu protegido. Estes celestes guardiões nos amparam permanentemente em nossa peregrinação terrena.[2]
Contudo, conversar com o próprio Anjo da Guarda, como quem fala com um amigo íntimo ou um irmão, é um fato extraordinário, que raras vezes acontece. Mas, os Anjos comunicam-se conosco, por meio de uma linguagem que não é de palavras, e com mais frequência do que se pensa.
E de alguma maneira, sempre estamos nos relacionando com o nosso Anjo, e, sobretudo, ele conosco. Mas como se dá essa comunicação se ele não possui corpo material, e, portanto, não tem boca nem língua? Como os Anjos conversam?
O grande São Tomás de Aquino nos explica que os Anjos podem se comunicar de duas maneiras diferentes, tanto com os homens quanto entre si: uma é a iluminação e outra é a simples locução.
A iluminação é o ato pelo qual se manifesta uma verdade.[3] Assim se diz que um Anjo ilumina outro quando lhe manifesta uma verdade que conhece e que lhe foi revelada por Deus e que o outro Anjo desconhece ou conhece em grau menor. Esta iluminação é concedida por Deus a todos os Anjos, mas nem todos a recebem – ou aproveitam – de igual modo.[4] Isto, entretanto, não se deve a uma deficiência do modo pelo qual Deus os ilumina, mas porque a capacidade de apreender é maior para uns e menor para outros.
O Anjo superior tem uma capacidade maior de apreender as verdades sobrenaturais, então para que o Anjo inferior possa entender aquilo que o Anjo superior quer lhe transmitir é necessário que o Anjo superior fragmente seu conhecimento. O exemplo que o próprio São Tomás dá para esta teoria é de um professor que tem um conhecimento muito amplo da matéria que leciona e que ao apresentá-la aos alunos divide-a em partes coerentes e ordenadas, de modo que os alunos possam entendê-la. Evidentemente, os alunos terão um conhecimento da matéria muito inferior em relação ao do professor, portanto menos perfeito. Algo semelhante se passa com os Anjos.[5]
Esta forma de comunicação só se dá da parte dos Anjos superiores para com os Anjos inferiores, mas existe a outra forma de comunicação, que é a simples locução, na qual também os Anjos inferiores “falam” aos superiores. São Tomás explica que a locução tem por finalidade manifestar algo desconhecido àquele com quem se fala ou pedir-lhe alguma coisa.[6]
A locução se distingue da iluminação, porque a iluminação se refere às verdades que procedem de Deus […]. A locução tem por objeto a revelação daqueles conhecimentos que dependem da vontade do comunicante e que São Tomás denomina “segredos do coração”. Não são verdades essenciais; são dados da própria consciência pessoal, cuja manifestação está debaixo do selo da própria vontade. Daí a liberdade característica de tal comunicação da intimidade[7].
Evidentemente, a comunicação dos Anjos uns com os outros não se expressa com sons, palavras ou outro elemento material, pois sua natureza é puramente espiritual. A sua comunicação corresponde a um ato de vontade de que outros Anjos conheçam ou compreendam conceitos que possuem e que conservam ocultos, e podem inclusive dar a conhecer a uns e não a outros, conforme sua vontade.[8] Assim, os Anjos falam também a Deus, perguntando-Lhe coisas, pedindo esclarecimentos, louvando-O e glorificando-O.[9]
Isso que no Anjo é co-natural, no homem pode se dar pela graça. Um Anjo superior pelo simples fato de voltar-se para o inferior já lhe amplia a capacidade cognoscitiva.[10] Nós poderíamos sentar ao lado de São Tomás de Aquino durante uma semana que provavelmente não ficaríamos mais inteligentes, mas por uma graça de Deus poderíamos ficar. O exemplo prototípico disso é o cumprimento de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. Maria provavelmente não deu uma aula de filosofia à sua prima, mas o simples fato de Ela ser quem é e estar ali, de fazer ouvir sua voz, foi o suficiente para que Santa Isabel percebesse estar ali a Mãe do Messias e para santificar São João Batista no claustro materno.
É sem dúvida essa “iluminação” que nos move a querermos estar próximos das pessoas de quem gostamos, pois sentimos que alguma coisa nos eleva e nos atrai.
E sobre o que conversam os Anjos? Evidentemente, o principal objeto da conversa angélica é Deus, pois toda criatura tende naturalmente a voltar-se para o Criador, sobretudo em se tratando de criaturas tão perfeitas como são os Anjos, além de estarem na Visão Beatífica, sempre vendo aspectos novos de Deus durante toda a eternidade, pois sendo Deus infinito, por mais que eles vejam a Deus no seu todo, não O vêem totalmente, o que é impossível a qualquer criatura.
Mas, podemos concluir disso que um dos temas sobre os quais os Anjos conversam é a intervenção de Deus na Obra da Criação, ora o elemento mais importante da criação é o homem. Em última análise os Anjos conversam sobre a ação de Deus na história da humanidade.[11] A respeito da criação os Anjos superiores comunicam aos inferiores tudo o que vêem em Deus.
Poderíamos imaginar inclusive uma conversa angélica na qual os nossos Anjos da Guarda perguntam a algum Anjo mais elevado como compreender melhor o seu protegido, e o Anjo superior explica que sua natureza é constituída de tal maneira e que seria conveniente agir com ele desse ou daquele modo, que Deus tem este ou aquele plano para ele, etc. Enfim, cada um pode imaginar – ou dar-se conta de que já aconteceu – mil circunstâncias em que nossos Anjos da Guarda recorreram a Deus, através dos Anjos superiores, para nos auxiliar.
Portanto, nossos Anjos da Guarda estão muitas vezes conversando sobre nós com os Anjos que lhes são superiores, de maneira que nós fazemos parte de uma “cascata” de Anjos que estão preocupados com cada um de nós, a fim de nos proteger, auxiliar e interceder por nós junto a Deus.
Mas eles não conversam apenas entre si ou com Deus. Também com os homens eles se comunicam. Por uma sublime disposição da Providência Divina, os seres superiores se tornam intermediários entre Deus e os que lhes são inferiores. Assim os Anjos são intermediários entre o Criador e os homens.[12]
Como diz São Tomás, citando São Dionízio, o homem não é capaz de captar um conceito puramente abstrato se não houver em sua mente algo à maneira de um invólucro que sirva de imagem para poder entender. Por isso os Anjos apresentam as verdades que querem transmitir aos homens sob uma aparência sensível a seus sentidos.[13]
Os Anjos, tanto os bons quanto os maus, têm poder sobre a imaginação humana[14], podendo nos inclinar à prática da virtude, dando-nos boas inspirações, sugerindo-nos bons propósitos, podem nos ajudar em nossas tarefas proporcionando-nos boas ideias, enfim, em toda sorte de ações podemos ser profundamente influenciados pelos espíritos angélicos.
Se nós sentimos tantas vezes as insídias diabólicas a combater contra nós, com maior razão estará nosso Anjo da Guarda a combater por nós? Se ele nos permite alguma tribulação, provação ou sofrimento, é apenas para nosso bem, embora possamos não entender no momento.[15] Mas quanto mais nos sentimos abandonados, mais estamos sendo amparados insensivelmente por nosso Santo Anjo da Guarda.
Peçamos, pois, a Deus e a sua Mãe Santíssima uma devoção entranhada aos Anjos, esses gloriosos intercessores celestes, de que muitas vezes esquecemos.


[1] Citamos algumas passagens da Escritura mais importantes nas quais os Anjos têm papel de destaque: Gn 3, 24; Gn 22, 11; Dn 3, 49-50; Dn 6, 23; Ex 14, 19; Jz 6, 12. 22; 1Cr 21, 7. 15-16; Lc 1, 26-38; Mt 2, 13; Mc 16, 5-7; At 12, 7-11; entre outras.
[2] Cf. AQUINO, São Tomás de. Suma de Teología, I, q. 113; Cf. BASÍLIO, São. Contra Eunômio, Livro 3, n. 1; Cf. ORÍGENES. Comentários ao Evangelho de São Mateus, 5; Cf. JERÔNIMO, São. Commentaire sur Saint Matthieu, Tomo 2, Livro 3, Cap. 18; Cf. Catéchisme du Concile de Trente, Parte 4, Cap. 39, n. 1; Cf. VALBUENA, Jesús. Introdução à questão 113. In: Suma Teológica, BAC, Madrid, 1950, p. 932; Cf. JOÃO XXIII. Discurso do 2 de outubro de 1960; Cf. JOÃO XXIII. Discurso na Basílica de Santa Maria dos Anjos de 9 de setembro de 1962.
[3] Cf. AQUINO, São Tomás de. Suma de Teología, I, q. 106, a. 1, resp.
[4] Cf. Idem., a. 4, resp.
[5] Cf. Idem., a. 1, resp.
[6] Cf. Idem., q. 107, a. 2, resp.
[7] BARRENECHEA, José Maria. Introdução às questões 103 a 119. In: Suma Teológica, 4ª ed., BAC Maior, Madrid, 2001, p. 878.
[8] Cf. AQUINO, São Tomás de. Suma de Teología, I, q. 107, a. 2, resp.
[9] Cf. Idem., a. 3, resp.
[10] Cf. Idem., q. 106, a. 1, resp.
[11] Cf. Idem., q. 113, a. 8, sed contra e resp.
[12] Cf. AQUINO, São Tomás de. Suma de Teología, I, q. 111, a. 1.
[13] Cf. Idem.
[14] Cf. Idem., a. 3.
[15] Cf. Idem., q. 113, a. 6.


https://ocatolico.com.br/os-anjos-falam.html

domingo, 13 de maio de 2018

“Devoção deve sempre levar a Jesus”, ressalta teólogo no mês mariano

ST. MARY

Para o especialista, o mês de maio não deve ser só de devoção a Maria, mas também de conhecimento sobre ela

A devoção mariana é recordada em todo o mundo durante o mês de maio. Apontada como legítima no horizonte católico por Irmão Afonso Murad, teólogo e membro da Academia Marial, a devoção deve sempre levar a Jesus. “Maria forma o coração dos cristãos para serem seguidores de Jesus”, afirma o teólogo.
De acordo com Padre Rivelino Nogueira, integrante do movimento sacerdotal mariano, a associação de Nossa Senhora ao mês de maio é uma tradição europeia que liga a figura de Maria ao início da primavera, período das rosas e das flores.
A primeira relação, de que se tem notícia, do mês de maio à figura de Maria ocorreu, segundo Irmão Afonso, aproximadamente no ano 1250, com o rei Afonso X (na atual Espanha). O teólogo conta que os fiéis pediam a Maria que concedesse a todos bênçãos materiais e espirituais. Trezentos anos mais tarde, foi São Filipe Neri quem ensinou os cristãos a homenagear a Mãe de Jesus, ornando sua imagem com flores, cantando louvores e também realizando gestos de conversão a Deus.
Com o crescimento e difusão da devoção mariana, Murad comenta que são muitos os atos de fé incorporados à celebração a Nossa Senhora durante o mês de maio. Adaptadas segundo as características de cada região e localidade, são muitas as ações de devoção no Brasil, sendo as principais a consagração à Maria, à dedicação ao terço e ao rosário, a reza da ladainha, o oferecimento de flores, retiros e congressos mariológicos, vigílias e procissões litúrgicas marianas.
A consagração a Maria surgiu, de acordo com Irmão Afonso, na Patrística — estudo do pensamento teológico dos padres da Igreja —, e incorporada na Idade Média, em uma formação utilizada até os tempos atuais. Segundo Murad, foi com Grimon de Montfort que surge o tema da consagração a Jesus através de Maria. “Essa prática devocional a Maria é uma forma de reforçar o nosso compromisso com Jesus, pelas mãos de Maria”, explica o teólogo.
Padre Rivelino recorda que a consagração faz memória ao Bastimo, e é uma renovação dos votos realizados durante o sacramento. “‘Sou todo teu ó Maria, entrego todo a ti a minha vida, todo o meu ser’. É uma consagração antiga, (…) na qual os pais e padrinhos assumem a criança e a entregam nas mãos de Nossa Senhora”, conta.
De acordo com Irmão Afonso, o mês de maio deve ser não só de atos de devoção a Maria, mas também de conhecimento sobre ela. “O Mês de maio é o mês de Maria, mês de conhecermos mais Maria citada na bíblia, aprofundarmos mais sobre ela, dedicar nossa devoção a ela em um tempo que nos convida a isso”, comenta.

A devoção

Murad reafirmou a necessidade dos católicos compreenderem e terem sempre em mente o que é a devoção a Maria e aos santos. “É sempre bom compreender a devoção aos santos. O Concílio Vaticano II, no capítulo 8 da Lumen Gentium [Constituição Dogmática sobre a Igreja] — dedicado a Maria —, explicita isso de uma forma muito clara que diz primeiro que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, (…) mas que essa única e exclusiva mediação de Jesus é estendida na comunhão dos santos. Os santos e as santas colaboram, cooperam nessa única mediação de Jesus, e isso nos distingue”, observa o teólogo.
“Nesta comunhão dos santos, Maria tem um lugar muito especial, que o Concílio Vaticano diz: ‘Aquela que está mais perto de Jesus e mais perto de nós’. Então, por isso, podemos rezar a Maria, pedir a intercessão dela”, afirma Irmão Afonso.
Recordando Papa São João Paulo II, padre Rivelino adverte ainda sobre a necessidade dos fiéis conhecerem a devoção mariana. “Dizia o saudoso Papa: os fiéis cristãos precisam de uma boa catequese de mariologia para saber a importância da devoção a Nossa Senhora. É aquela frase antiga, ‘pede a mãe, o filho atende’”.
Além da importante figura de mãe de Deus, Maria é caracterizada pelo sacerdote como exemplo de humildade, simplicidade, serviço e obediência à voz de Deus. “Precisamos nos colocar diante dela e ser como ela”, afirmou o padre.
Por fim, Murad recordou as palavras do Papa Francisco em sua exortação, Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho, 286): “Maria é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus”.

Como lidar com as distrações durante a oração, segundo Santa Teresinha


A “Pequena Flor” dá um conselho para quem acha que as distrações durante a oração são um problema

Acontece com muita gente: é só sentar para rezar que logo chegam as distrações. O tique-taque do relógio de parede, a buzina do carro na rua ou até mesmo uma enxurrada de pensamentos sobre várias pessoas ou problemas de nossas vidas já basta para que a concentração na prece vá embora.
Aí fica difícil focar nossa atenção em Deus e estabelecer uma conversa com Ele. Contudo, algumas vezes essas distrações não são “distrações”; são pensamentos apresentados por Deus que visam o nosso benefício espiritual.
Para exemplificar, apresentamos o que Santa Teresinha escreveu sobre as distrações durante as orações:
“Eu também tenho muitas [distrações], mas assim que dou conta delas, eu oro por aquelas pessoas que aparecem em meus pensamentos e desviam a minha atenção, e, dessa forma, elas se beneficiam das minhas distrações”.
Às vezes, Deus quer desviar nossa atenção para nos lembrar de um amigo ou membro da família que está passando por dificuldades. Eles podem precisar das nossas orações ou da nossa caridade. Desta forma, a distração é coloca no caminho certo e, em vez de nos afastar de Deus, nos aproxima Dele e de seu plano divino.
O segredo é ficarmos atentos quando isso acontecer e perceber quando você está pensando em alguém ou até mesmo em algo que você viu no Facebook. Deus pode estar querendo que você reze por esse indivíduo ou estenda a mão para ele.
São Josemaria Escrivá disse que “quanto mais próximo um apóstolo estiver de Deus, mais universais são seus desejos. Seu coração se expande e absorve tudo em nome de seu anseio de colocar o universo aos pés de Jesus”.
Então, na próxima vez que você se sentir distraído durante uma oração, ofereça seus pensamentos a Deus e abra seu coração para aquilo que Deus quer falar para você naquele momento.

https://pt.aleteia.org/2018/05/09/como-lidar-com-as-distracoes-durante-a-oracao-segundo-santa-teresinha/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria Vocação

BLESSED MARY

Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria Vocação

Sua melhor companhia neste mês das Vocações!

Eis-me a vossos pés, ó piedosa Virgem
para implorar de Vós a importantíssima graça
da escolha da minha vocação.

Outra coisa não quero
senão cumprir perfeitamente
a vontade de vosso Divino Filho,
em todo o tempo da minha vida.

Desejo ardentemente
escolher a vocação
que me há de deixar mais satisfeito
no momento da minha morte.

Ó Mãe do Bom Conselho,
fazei que soe aos meus ouvidos
uma voz que afaste toda a dúvida
da minha mente.

A Vós, que sois a Mãe do meu Salvador,
também cabe ser a Mãe da minha salvação.
Porque se Vós, Ó Maria,
não me comunicais um raio do Sol divino,
que luz me há de esclarecer?

Se Vós não me instruís,
ó Mãe da Sabedoria Encarnada,
quem poderá ensinar-me?

Ouvi pois, ó Maria,
as minhas humildes súplicas.
Perplexo e vacilante, dirigi-me Vós,
guiai-me pelo reto caminho
que conduz à vida eterna,
pois que sois Vós a Mãe do belo amor,
do temor, do conhecimento e da santa esperança,
cujas flores produzem frutos de honestidade e honra.
Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.


http://www.aleteia.org/pt/religiao/conteudo-agregado/oracao-a-nossa-senhora-para-conhecer-a-propria-vocacao-5782290265276416

sábado, 12 de maio de 2018

Centelhas Eucarísticas - O Crucifixo


PONHO nele muitas vezes os meus olhos; beijo-o, de manhã, apenas desperto; beijo-o à noite antes de adormecer, e durante o dia... quantas vezes... mas Jesus não está todo aqui. Aqui está a figura, um pouco mais longe a realidade; aqui Jesus sem palavra, além com as suas palavras de vida eterna; aqui vejo-O morto, acolá encontro-O vivo; aqui o Calvário, além o Cenáculo.

Olho para o meu crucifixo, mas parece-me que Jesus do Tabernáculo o olha mais do que eu; parece-me que me está convidando para eu fixar toda a minha atenção, para eu aprender a recordar sempre que o Jesus da Hóstia é o mesmo que um dia foi o Jesus da Cruz.
Mas, és realmente tu, ó meu sacramentado Senhor, que um dia morreste sobre esta cruz, e duma maneira tão bárbara? Estes cravos atravessaram realmente as tuas mãos? Estes espinhos estiveram realmente em volta da tua fronte? E o teu Coração, aquele coração tão doce, tão belo... Foi realmente alanceado desta maneira? E foi sobre estas carnes que realmente se desencadeou uma furiosa saraivada de flagelos? E, por único conforto, deram-te o fel, a mirra e uma tempestade de blasfêmias? És, pois, tu, mesmo tu, este Jesus que eu vejo aqui cinzelado... O Jesus morto sobre o Calvário? E quem foi esse bárbaro assassino?... Meu Deus! Que pergunta! Eu próprio fui o carnífice, e Jesus, o próprio Jesus foi a vítima... o delito foi perpetrado lá... a vítima está aqui, no Tabernáculo... E qual é a vingança?... A vingança? Ei-la aqui: a Santa Comunhão!
Depois de tantos maus tratos, Tu me vens ainda a visitar, a estar comigo, a dares-te a mim? Mas onde aprendeste um tal modo de punir os teus crucifixores? Eu coroei-te de espinhos, e tu dás-me o direito de cingir o diadema e de reinar contigo? Eu esbofeteei-te, e tu fazes-me certas carícias à minha alma, que me sabem a paraíso? Eu vesti-te de louco, e tu vestes-me com a tua graça? Eu flagelei horrivelmente as tuas carnes, e tu, depois de as tomares imortais e gloriosas, dás-mas em mantimento? Eu derramei todo o teu sangue, e tu ofereces-mo em bebida? Eu alanceei o teu Coração, a parte mais nobre da tua humanidade, e tu ofereces-mo como o teu dom mais precioso?... Mas se eu te tivesse amado como um serafim, poderias tu ser mais liberal para comigo?... Ó Santa Eucaristia, tu és realmente um mistério! E o que mais me confunde a razão, é que Jesus tenha amado tanto uma criatura tão má como eu sou.
Este Crucifixo, esta imagem fria e muda do meu Jesus, deve, sem dúvida, fazer ouvir uma linguagem misteriosa e potente... Os santos olhavam-no, choravam, eram arrebatados em êxtases... Ficavam horas inteiras, dias inteiros a contemplá-lo, liam nele coisas sempre novas... E não é senão uma figura. Eu estou diante da Hóstia e, momentos após, sinto-me cansada! Rezo um pouco, e já não posso dizer mais nada! Recebo-a, e uma hora depois já estou esquecida de tê-la recebido... E não é uma figura, mas a realidade, a grande realidade de Jesus! Que distância entre mim e os santos!
Mas, ou santa ou pecadora, hei de querer sempre bem ao meu Crucifixo, e a Hóstia hei de considerá-la sempre como coisa minha. Estudarei o Crucifixo para conhecer sempre melhor a Hóstia, e estudarei a Hóstia para conhecer sempre melhor o Crucifixo. O Crucifixo me recordará sobretudo que eu tenho sido a pior das almas, e a Hóstia me recordará que Jesus me tem amado como se eu tivesse sido sempre uma santa. O Crucifixo me fará arrepender dos pecados, a Hóstia me fará amar a Jesus.
Amar a Jesus, que bela coisa! Mas eu amarei a Jesus também crucificado; somente que, crucificado, o amarei com as lágrimas nos olhos, e na Hóstia o amarei com o sorriso nos lábios; crucificado o amarei gemendo, na Hóstia o amarei cantando... E continuarei a amá-lo sempre, enquanto tiver um fio de vida. E depois?...
Depois... O Crucifixo sobre o peito, a Hóstia no coração... Que me restará senão morrer e voar para o Céu?

Retirado do blog: http://almasdevotas.blogspot.com.br/

7 exemplos de Maria para praticar o silêncio

VIRGIN, BLACK, WHITE

Quem é silencioso sabe escutar

Numa conversa entre amigos, sempre que o silêncio reinava por alguns segundos, alguém dizia: “Foi um anjo que passou por nós!”
Faz tempo que não escuto essa expressão! Ou os anjos estão assustados com as nossas conversas ou é a ausência de silêncio dos nossos dias. Vou ficar com a segunda opção! Uma mulher soube, por causa do silêncio, sentir a presença e ouvir o anjo. Maria é modelo de quietação para nós. Vamos aprender com Ela?
1- Silenciosa e escondida
No Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, São Luís de Montfort nos leva a Nazaré a encontrar uma jovenzinha escondida. Não com medo, mas reservada, delicada e simples. Era Maria. São Luís afirma que nem os anjos conheciam essa mulher. O silêncio dela era do agrado de Deus e pela sua humildade foi escolhida para tão perfeita missão: mãe de Jesus.
Hoje, nossos barulhos pelas redes sociais, pelo ego, pelo desejo de sermos destaques nos impedem de gerar Cristo em nós. Pelo silêncio da Virgem, foi gerado o Verbo encarnado e, em nós, pelo barulho, são deixados de lado os ensinamentos do mesmo Verbo.
2- Silenciosa e confiante
Maria não contou a José sobre a gravidez. E nem a Isabel. A Palavra nos conta que José, percebendo a gestação, quis abandonar Maria em segredo. Certamente Maria orou muito. Abandonou-se em Deus e confiou. E José, por sonho, acreditou. A Bíblia também narra que Maria mal tinha chegado à casa de Isabel e já foi saudada por sua prima. Como Isabel sabia? Nossa Senhora não saiu divulgando a todos, mas pelo seu silêncio e jeito meigo tornou-se bendita. Precisamos aprender a maturidade do silêncio que nos leva a confiar e não nos vangloriar.
3- Silenciosa e grata
Sabe aquela expressão, “falou pouco, mas falou bonito”? Encaixa-se perfeitamente a Maria. Quando ela abriu a boca, cantou o Magnificat em gratidão ao amor de Deus.
Tem gente que quer enfeitar tanto sua fala que mais enche linguiça do que toca no coração das pessoas. Maria ensina a usar os lábios para o bem e não para ser o queridinho.
4- Silenciosa e perceptiva
Em Caná, Maria interveio para o primeiro milagre de Jesus. Nossa Senhora estava em um lugar barulhento. Era uma festa! Tinha música, conversas… E ela estava se divertindo, porém o fruto de uma vida regrada pelo silêncio fez Nossa Senhora perceber o drama dos noivos com o vinho que iria acabar.
Em muitas situações a agitação nos domina e não percebemos os necessitados e sofredores ao nosso lado.
5- Silenciosa e paciente
Aos pés da Cruz, diante da dor de ver seu filho morrendo, Maria poderia se desesperar. A dor era imensa, mas seu silêncio ajudava a cicatrizar as feridas. A quietação permitiu trocar olhares e dar força a Jesus.
Em nossas dores precisamos silenciar. A agitação no momento da Cruz só aumenta as feridas e nada resolve. Assim como nos momentos de raiva. Agir com a cabeça quente mais machuca do que cura.
6- Silenciosa e solícita
Quem é silencioso sabe escutar. Oferece os ouvidos para quem quer desabafar. Maria é refém dos nossos pedidos. Fica à espera de nossas orações e confianças.
Aprendamos com Ela a ser atenciosos, oferecendo nossos ouvidos para um simples desabafo.
7- Silenciosa e advogada
Os advogados precisam de muitos argumentos para defender seus clientes. Maria é tão bendita e formosa para Deus que uma palavra já basta para nos salvar. Ela é advogada e mãe de misericórdia. Quando a mãe fala o filho obedece!
Queremos ser do agrado de Deus a exemplo de Maria!
Por José Eymard, via Jovens de Maria