sábado, 30 de junho de 2018

As pérolas da fé

Procurar as pérolas escondidas

Para sermos descobridores de “novos Mediterrâneos”, temos que pedir a Deus o espírito daquele mercador que procurava boas pérolas, e que não parou até achar uma pérola tão valiosa que, para comprá-la, não hesitou em vender tudo o que tinha (Mt 13, 45-45). Tomara que Deus nos ajude a encontrar muitas dessas pérolas dentro do mar da fé, da doutrina, da liturgia, das devoções, da vida cristã.
Às vezes me passa pela cabeça que estamos vivendo uns tempos em que as pérolas de que temos mais urgente necessidade são aquelas a que os filósofos chamavam, desde tempos antigos, os «transcendentais do ser».
Sabe quais são? Unum, Verum, Bonum, Pulchrum, quer dizer, a Unidade, a Verdade, a Bondade e a Beleza.
Esses transcendentais formam em Deus uma unidade simples, que funde as quatro pérolas no próprio ser de Deus. Nós temos que começar dando-nos conta de que os quatro transcendentais correspondem às necessidades mais profundas do nosso ser, aànostalgias íntimas que a maioria ignora, mas cuja ausência é a causa profunda do nosso sofrer.
─ Que sede de “unidade” temos nós neste mundo dilacerado, esmigalhado, como um caleidoscópio onde não parece haver nada fixo. Muitos, como diria Mário de Andrade, são trezentos e não uma só pessoa; ou seja, não são uma personalidade única, coerente, harmônica, mas pretendem soldar o insoldável: a verdade com a mentira ou com trezentas mentiras; o egoísmo doentio com compensações fugazes de amor inconsistente; a solidariedade e bem-estar da humanidade com as injustiças pessoais e a indiferença em relação aos mais próximos na família e no trabalho; o amor à Natureza com a abolição da natureza humana…
─ Que nostalgia profunda da Verdade! De uma verdade que não mude de cor nem de direção a cada cinco minutos, conforme o arbítrio de cada um. De uma Verdade com maiúscula que, como a estrela dos Magos, às vezes pode se ocultar e tornar difícil, mas que nunca vira no seu contrário, nem se desmente, nem reduz o seu conteúdo, antes permanece fiel a si mesma e brilha como um astro inapagável, capaz de orientar a vida com a segurança de Deus.
Na Missa do início do Conclave que o elegeria Papa, o Card. Ratzinger fazia eco à exortação de São Paulo aos cristãos de Éfeso, quando lhes pedia que não andassem  batidos pelas ondas e levados ao sabor de qualquer vento de doutrina… (Ef 4, 14). «Uma descrição muito atual! ─ dizia Ratzinger ─. Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantos modos de pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi não raro agitada por estas ondas – lançada de um extremo ao outro…
»O relativismo, isto é, o deixar-se levar ao sabor de qualquer vento de doutrina, aparece como a única atitude à altura dos tempos atuais. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio “eu” e os seus apetites… Nós, pelo contrário, temos um outro critério: o Filho de Deus…, que nos dá o critério para discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre engano e verdade»[1].
─ Que nostalgia também, meu Deus, da Bondade, que assinala sem erro a diferença entre o bem e o mal. «Nenhum homem ─ escrevia são João Paulo II ─ pode esquivar-se às perguntas fundamentais: Que devo fazer? Como discernir o bem do mal? A resposta somente é possível graças ao esplendor da verdade que brilha no íntimo do espírito humano, como atesta o salmista: Muitos dizem: “Quem nos fará ver o bem?” Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face (Sl 4, 7).
»A luz da face de Deus resplandece em toda a sua beleza no rosto de Jesus Cristo, imagem do Deus invisível (Col 1, 15), resplendor da sua glória (Heb 1, 3), cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14): Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14, 6). Por isso, a resposta decisiva a cada interrogação do homem, e particularmente às suas questões religiosas e morais, é dada por Jesus Cristo, mais ainda, é o próprio Jesus Cristo»[2].
─ Por fim, temos uma imensa sede da autêntica Beleza, sinal de Deus, suprema Beleza. O Papa Bento XVI insistiu muitas vezes em que a via pulchritudinis, ou seja a via da beleza, é um dos mais excelentes caminhos que temos para chegar a Deus. A nossa alma tem sede do Deus vivo, anseios de contemplar o rosto de Deus (cf. Sl 41[42], 3), de ver Cristo, o mais belo dentre os filhos dos homens (Sl 44[45], 3).
Um dos sinais mais evidentes da negação do «rosto de Deus» numa cultura é a exaltação cada vez maior do feio, do sujo, do repulsivo, do caricato, do disparatado: na música, na pintura, na literatura, no teatro, no cinema… Deus não está lá onde impera a estética do banheiro público. Quando Deus, a Beleza por essência da qual participam todas coisas belas, é expulso da escola, das leis, da mídia e de seus múltiplos braços ─ como os da deusa hindu Durga ─ , perde-se um dos caminhos mais límpidos que existem para encontrar Jesus.
A exclusão dos transcendentais talvez seja o sinal mais evidente da exclusão de Deus. Mas, precisamente por isso, constitui a maior carência, a maior fome de que o mundo padece, ainda que a imensa maioria não a sinta de modo explícito. Muitos corações cansados, traídos, decepcionados, estão gritando com grandes vozes silenciosas o que pedia um grupo de pagãos no dia da entrada de Cristo em Jerusalém: Queremos ver Jesus! (Jo 12, 21).
Do livro de F. Faus Procurar, encontrar e amar a Cristo, Cultor de Livros 2018
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[1] Homilia da Missa Pro eligendo Summo Pontifice, 18/04/2005
[2] Encíclica Veritatis splendor, n. 2

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Reze em todos os lugares e até quando o tempo for curto


Um simples movimento do coração voltando-se para Deus já basta

As diferentes situações de oração podem nos conduzir ao silêncio interior e nos ajudar a respirar o mesmo alento do Espírito Santo. Pelas diferentes atitudes interiores que ela desperta, a oração revela o que está oculto e permite que entremos em comunhão com Deus, que está presente em nós, nos outros e em toda a criação.
Deus nos criou segundo seu olhar de amor, e nos convida a reconhecer seu rastro em nossa história e em sua criação. Ao rezar, nos colocamos sob este olhar criador. Podemos rezar em qualquer lugar, inclusive quando não temos tempo. Um simples movimento do coração voltando-se para Deus já basta. São apenas alguns segundos convertidos em oração.
É uma atividade elevada e simples, que não requer apenas um minuto e que podemos fazer a qualquer momento. Jesus rezava assim, constantemente e por todas as coisas, enquanto caminhava ou descansava.
Nossa história está inscrita em nosso corpo como as notas musicais em uma partitura. Deus quer fazer uma sinfonia, colocando-nos, homens e mulheres, à frente de sua criação, para proteger o fruto de seu amor.
Em sua encíclica sobre a ecologia, o papa Francisco fala com eloquência: “Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, de seu desmensurado carinho por nós. A terra, a água, as montanhas, tudo é carícia de Deus” (Laudato si´, n. 84). O papa cita São João da Cruz na mesma encíclica:
“São João da Cruz ensinava que tudo o que há de bom nas coisas e experiências do mundo «encontra-se eminentemente em Deus de maneira infinita ou, melhor, Ele é cada uma destas grandezas que se pregam». E isto, não porque as coisas limitadas do mundo sejam realmente divinas, mas porque o místico experimenta a ligação íntima que há entre Deus e todos os seres vivos e, deste modo, «sente que Deus é para ele todas as coisas». Quando admira a grandeza duma montanha, não pode separar isto de Deus, e percebe que tal admiração interior que ele vive, deve finalizar no Senhor” (Laudato si’, n. 234).
A criação, de modo diferente em suas obras, evoca a imagem do Criador, embora seja apenas um pálido reflexo de sua beleza. Escutamos sua voz no canto dos pássaros, no murmúrio do vento, no mexer das árvores, no rugido da água.
Cântico das criaturas, de Francisco de Assis, chamado também de Cântico do irmão Sol, é uma ilustre resposta a esta presença do senhor na beleza da criação:
“Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e que,
com a sua luz, nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
com grande esplendor;
de Ti, Altíssimo, é a imagem.”

https://pt.aleteia.org/2017/07/19/reze-em-todos-os-lugares-e-ate-quando-o-tempo-for-curto/

O que é um “horarium” (e por que todos deveriam ter um)

HOUR GLASS,ICON

O "horarium" deveria ser parte essencial da vida de oração de todo o mundo

A regularidade na oração é uma das dificuldades mais árduas que nos surgem no caminho do crescimento espiritual. Há dias em que nos sentimos repletos de grande fervor e rezamos durante uma hora inteira sem distrações, mas, ao nos levantarmos no dia seguinte, esse fogo já se apagou e o nosso horário conturbado acaba dificultando que nos recolhamos com calma em qualquer momento da jornada.
Assim, a nossa vida de oração se torna esporádica, no melhor dos casos, e nem sabemos quando vamos nos aquietar para rezar de novo.
Para solucionar esse problema comum e proporcionar mais consistência à vida de oração, as comunidades religiosas criaram já nos início da cristandade o horarium. Esta palavra latina, que significa “horário” em geral, adquire neste contexto o sentido específico de horário para a oração. É uma tradição com profundas raízes bíblicas.

No Antigo Testamento

O rei Davi, a quem se creditam os Salmos, proclamou: “De tarde, de manhã, ao meio-dia, gemo e me lamento, mas Ele escutará o meu clamor” (Salmo 55, 18).
O profeta Daniel também parecia ter um horário específico de oração: três vezes por dia ele se punha de joelhos, invocando e louvando a Deus (cf. Daniel 6, 11).
O próprio povo judeu começou a tradição de rezar três vezes ao dia, de manhã, à tarde e à noite.

No início do cristianismo

Os cristãos também reconheceram desde os primórdios a necessidade de deixar de lado as demais atividades para se dedicarem à oração em vários momentos específicos do dia, de modo a garantirem que a oração estivesse integrada ao seu horário cotidiano.
Os apóstolos de Jesus haviam continuado, inicialmente, a observar as tradições judaicas, mantendo as orações nas horas designadas. Com o tempo, no entanto, deixou de parecer suficiente rezar três vezes ao dia, já que bem se podia, como exortara São Paulo aos tessalonicenses, “orar sem cessar”.
Além de transformar todos os seus atos em oferecimento a Deus, eles sabiam que é importante dedicar momentos “exclusivos” a ficar com o Pai à vontade, sem outras distrações e preocupações.
Os sinos das igrejas, por exemplo, recordavam esse compromisso e convidavam todo o povo a uma pausa para o recolhimento.
Inspirando-se em passagens como a que diz “Sete vezes ao dia eu te louvo pelos teus retos juízos” (cf. Salmo 119, 164), São Bento criou um horário rigoroso de oração para os seus monges, que interrompiam todas as demais atividades ao longo do dia para rezar nas horas indicadas.

Em nosso dia-a-dia

Em tempos como os nossos, quando os horários estão mais apertados do que nunca, manter um horarium é muito importante para nos enraizarmos cada dia mais na vida espiritual e respeitarmos a prioridade merecida pela oração.
Os momentos e a duração dependem de cada um, mas o importante é integrar a oração ao horário do dia-a-dia. Se for para citar um exemplo, 10 minutos por dia poderiam ser um bom ponto de partida para quem ainda não está acostumado a parar para se recolher e conversar com Deus. Esse tempo irá aumentando conforme se cresce na relação com Ele. São Francisco de Sales, a propósito, chegou a declarar:
“Cada um de nós precisa de meia hora de oração por dia, a não ser que esteja ocupado. Nesse caso, precisamos de uma hora”.
É verdade que todas as nossas atividades podem (e devem) ser oferecidas a Deus como oração viva, mas também é verdade que é vital dedicar momentos específicos do dia para conversar de coração a coração com Ele, sem qualquer outra distração. Assim fomentamos uma relação mais profunda e nos abrimos melhor às graças que nosso Pai deseja oferecer à nossa liberdade.
E então, já está pensando em definir o seu horarium?

https://pt.aleteia.org/2018/06/26/o-que-e-um-horarium-e-por-que-todos-deveriam-ter-um/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

3 poderosos sacramentais para manter na bolsa, na pasta ou até no bolso

BRIEFCASE

Esses lembretes e canais da graça de Deus podem acompanhar você aonde quer que você vá, em meio às tantas atividades do cotidiano!

Os sacramentais estão entre as práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos.
Eles fazem parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, mas são vistos por muita gente, de forma errônea, como uma espécie de “superstição”. De fato, ao longo dos séculos, muitos católicos têm usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são.
Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para prejudicá-la. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.
Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar: se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem nos distanciar de perigos espirituais e nos inspirar a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.
Mas não é só em casa que podemos usá-los: também é recomendável conservar sacramentais junto a nós em nosso carro, no local de trabalho e até dentro da bolsa, da pasta, da mochila ou mesmo do bolso!
É o caso dos seguintes:

Água benta

shutterstock
É suficiente uma pequena garrafinha, que seja fácil e prática para transportar no dia-a-dia: peça que o seu pároco abençoe a água para você.
A água benta tem o duplo significado de nos lembrar do nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do batismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferecer a salvação.
Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava antes de fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, porém dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e retornarem à casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a se manterem sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.

O Crucifixo

Oleg Golovnev/Shutterstock
É um dos sacramentais mais simples para se levar consigo. Um pequeno crucifixo sempre presente no seu cotidiano pode ser um poderoso lembrete do grande amor que Deus tem por você, além de ser um sinal visível de fé para os seus colegas e amigos que tiverem a oportunidade de ver que você o conserva com devoção, naturalidade e simplicidade (sem pretender se exibir, é claro).
Um crucifixo perto de nós nos diversos ambientes mundanos do dia-a-dia pode ser um meio da graça para sacudir a nossa consciência quando nos sentimos tentados, seja por futilidades aparentemente banais, seja por atos abertamente prejudiciais à nossa saúde psicológica e espiritual. O olhar do Cristo crucificado voltado ao nosso olhar nos chama de volta à verdade!
De preferência, peça a um sacerdote para abençoar o crucifixo para você!

O Rosário

HOLY SOULS IN PURGATORY ROSARY
Rosary of the Month | YouTube
Oferecida por Maria Santíssima durante uma aparição em 1214 a São Domingos de Gusmão, a oração do rosário é uma contemplação dos mistérios da vida de Jesus, em união com Nossa Senhora, enquanto recitamos, em séries, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória com o auxílio de uma corrente de contas ou nós, que também recebe o nome de “rosário”.
O termo vem de “rosa” e representa a oferta de rosas espirituais a Nossa Senhora. Já o nome “terço” se refere à oração de apenas uma das três partes do tradicional rosário completo, formado por três conjuntos de mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. São João Paulo II acrescentou ainda os Luminosos, mas o termo “terço” continuou a ser usado mesmo assim.

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"Orações para se dizer diante do Santíssimo Sacramento


"Orações para se dizer diante do Santíssimo Sacramento

Amorosíssimo Jesus e Senhor meu, eis-me aqui prostrado diante de vossa divina presença; com todas as minhas potências vos adoro e desejo unir minha adoração com todas aquelas com que haveis sido, sois e sereis adorado por toda a eternidade. Adoro-vos, e reverencio-vos, meu divino Salvador, nesse augustíssimo sacramento de nossos altares, e vos rogo que vos digneis visitar espiritualmente esta minha pobre alma, dando-vos ao mesmo tempo graças por esta vossa infinita bondade.

Oração ao Santíssimo Sacramento e ao Sagrado Coração de Jesus
Eis a que ponto chegou a vossa excessiva caridade, ó amantíssimo Jesus meu. Vós me preparastes um Banquete divino da vossa Carne e do vosso preciosíssimo Sangue, para vos entregardes todo a mim. Quem pôde impelir-me a tais transportes de amor? Foi unicamente o vosso amorosíssimo Coração. Ó Coração adorável de meu Jesus, fornalha ardentíssima do divino amor, recebei na vossa sacratíssima Chaga a minha alma para que eu aprenda a pagar com amor Àquele Deus que me deu tão admiráveis provas do seu amor. Amém.
Aspirações
Ó meu amorosíssimo Jesus, creio firmemente que estais nesse augusto sacramento, e por concomitância imediata vosso eterno Pai e o divino Espírito Santo. Ó imensa Divindade de meu Deus e Senhor! Eu vos adoro, saúdo, e reverencio com profundíssima submissão e respeito. Anjos do Céu, adorai, e honrai a meu Deus e Senhor que está neste trono do Altar, como em o sólio de sua glória, respirando amor e majestade. Potências de minha alma, humilhai-vos em sua adorável presença e ofertai-lhe venerações e homenagens. Ó amabilíssimo esposo de minha alma! Fazei que esta visita me fortaleça em vossa santa fé e amor, para corresponder quanto me é possível a vossos singulares benefícios; e para que nada mais deseje que amar-vos, dai-me um raio de vosso divino amor, para que abrase meu coração em vosso afeto e amor.
Oração
Amabilíssimo Jesus, digna vítima do eterno Pai, origem de todos os bens: eu vos adoro com todo meu coração nesse santíssimo sacramento, com vivo desejo de reparar todas as irreverências, profanações e sacrilégios que se hão cometido contra vós nesse venerável e altíssimo mistério. Adoro-vos em nome de todos os que nunca vos hão conhecido nem adorado; e quisera, Deus meu, dar-vos tanta honra e gloria, como vos dariam todos esses desgraçados, se vos conheceram, e vos tributaram seus respeitos. Quisera, meu divino Salvador, resumir em minha fé e amor toda a honra, amor e glória que eles houveram podido oferecer-vos em toda a extensão dos séculos. Desejo também dar-vos outras tantas bênçãos, como injúrias vomitam os condenados contra vossa suma bondade. E para que esta adoração vos seja mais agradável, quero uni-la às de vossa Esposa, a Universal Igreja. Minha intenção, Senhor, é dizer-vos tudo quanto inspirais à vossa Mãe santíssima, para dar-vos honra e glória; tudo o que vós mesmo dizeis a vosso eterno Pai, nesse glorioso e augusto Sacramento, em que o louvais, bendizeis, glorificais, e honrais, infinitamente. Amém.
Rezem-se cinco vezes o Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória-ao-Pai, em reverência das cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo a cada vez: <<Graças e louvores se dêem a cada momento ao santíssimo e diviníssimo Sacramento>>
Oração para a visita ao Santíssimo Sacramento
Senhor meu Jesus Cristo, que pelo amor que tendes aos homens, estais noite e dia neste Sacramento todo cheio de piedade e de amor, esperando, chamando, e acolhendo todos aqueles que vêm visitar-vos; eu vos creio presente no Santíssimo Sacramento do Altar, eu vos adoro do abismo de meu nada, e vos dou graças por todos os benefícios que me tendes feito; especialmente por vós mesmo vos terdes dado a mim neste Sacramento, e por me terdes dado como advogada vossa Mãe Maria Santíssima, e chamando-me a visitar-vos nesta igreja. Saúdo o vosso amantíssimo Coração, e minha intenção é fazê-lo por três motivos: primeiro, em ação de graças por esta grande dádiva; segundo, para compensar-vos de todas as injúrias que tendes recebido de todos os vossos inimigos neste Sacramento; terceiro, com a intenção de nesta visita adorar-vos em todos os lugares da terra, onde em vosso Sacramento sois menos reverenciado e estais em maior abandono. Jesus meu, amo-vos de todo o meu coração, arrependo-me de ter no passado, tantas vezes desgostado a vossa bondade infinita. Proponho com a vossa graça nunca mais ofender-vos para o futuro, e no presente, miserável qual sou, eu me consagro todo a vós, dou-vos toda a minha vontade, afetos, desejos e todo o meu ser. De hoje em diante fazei de mim e de tudo o que me pertence, aquilo que for de vosso agrado, só vos peço e quero o vosso santo amor, perseverança final, e o perfeito cumprimento de vossa vontade. Recomendo-vos as almas do Purgatório, especialmente as mais devotas do Santíssimo Sacramento e de Maria Santíssima. Recomendo-vos também os pobres pecadores. Desejo finalmente, unir, meu querido Salvador, todos os meus afetos com os do vosso amorosíssimo Coração, e assim unidos os ofereço a vosso eterno Pai, e peço-lhe em vosso nome, que por vosso amor os aceite e atenda. Amém.


Read more: http://www.saopiov.org/2009/08/oracoes-para-se-dizer-diante-do.html#ixzz5Jfm3X5IJ

segunda-feira, 25 de junho de 2018

A MÍSTICA DO INEBRIANTE PERFUME


Um advogado que era devoto de Padre Pio contou:

"Uma vez eu estava numa velha igreja do convento escutando a Santa Missa do Padre Pio, e no momento da consagração do pão fiquei distraído, pensando em outra coisa. Eu era a única pessoa que se levantou no meio da multidão que estava ajoelhada. De repente eu senti um odor penetrante de violetas que me fizeram voltar à realidade e dando uma olhada ao redor de mim, eu também ajoelhei sem pensar no estranho perfume.

Como sempre, depois da missa, eu fui cumprimentar Padre Pio que me deu boas-vindas dizendo: "Você estava um pouco desorientado hoje? "- "Sim, eu estava Padre; Minha mente se ausentou hoje mas felizmente seu perfume me acordou." E ele me disse: "Para você o perfume é necessário, para você os tapas são necessários."

http://www.eurooscar.com/padre_pio/pioperfume3.htm

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Médicos de hospital da Argentina avisam: “Não somos obrigados a fazer abortos”

ARGENTINA

De fato, eles têm direito à objeção de consciência. Aborto foi aprovado na Câmara do país na semana passada e deverá agora passar pelo Senado.

Com 129 votos a favor, 125 contra e uma abstenção, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na semana passada um projeto de lei do aborto que deverá agora passar pelo Senado.
A iniciativa libera o aborto por qualquer motivo até a 14ª semana de gestação, além de estendê-lo para a totalidade dos 9 meses de gestação em casos de estupro, de risco de vida para a gestante e da assim chamada “inviabilidade” do feto.
No entanto, o projeto reconhece o direito dos profissionais da saúde à objeção de consciência, exercida de modo “individual e por escrito”, o que quer dizer que eles podem recusar-se a praticar o aborto com base em convicções morais pessoais.
É o caso dos médicos do Hospital Materno Neonatal da cidade de Misiones: eles já anunciaram que vão exercer o seu direito à objeção de consciência para não participar de práticas abortivas.
Segundo David Halac, gerente do hospital, os médicos renovaram o seu compromisso em favor da vida já faz 3 anos, ao adotarem o “protocolo do aborto não punível” nos casos de gravidez por estupro. O hospital agora vai atualizar a lista de objetores para verificar se algum profissional mudou de posição.
Halac declarou à Rádio Libertad, de Posadas:
“Nós dirigimos um hospital que traz a vida ao mundo, que salva vidas, que luta para ajudar um feto de 700 gramas vivo e agora nos pedem para realizar a curetagem. Acho que, no setor público, não há muitos médicos dispostos a realizar essas práticas. Entendo que devemos cumprir a lei, mas temos que ver como ela vai ser regulamentada”.
E acrescentou, com a dose urgente de realismo e objetividade que faltou ao debate no país:
“Muitas pessoas que falaram no Congresso deveriam ir para uma sala de cirurgia e ver como é que é feito o procedimento do aborto numa gestação de 13 semanas. E depois deveriam dar a sua opinião a respeito”.

https://pt.aleteia.org/2018/06/20/medicos-de-hospital-da-argentina-avisam-nao-somos-obrigados-a-fazer-abortos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt