sábado, 15 de setembro de 2018

Já ouviu falar dos “pecados de estimação”?


Entenda por que temos a tendência de cometer sempre os mesmos pecados

O encontro pessoal com Cristo Ressuscitado provoca uma transformação em nosso interior. O amor de Deus é responsável pelo nascimento de homens e mulheres novos, gerados na água e no Espírito (cf. Jo 3,3-5). Nossas aspirações passam a ser de enveredar pelo caminho da santidade, procurar o arrependimento dos pecados, para não ofender o Senhor, que revelou o quanto nos ama.
A esperança renasce, uma força contagia e, principalmente, um novo conceito de si, a partir da dignidade de filho de Deus, abrange nossos corações. Porém, decorrido algum tempo, pode acontecer de voltarmos a cometer alguns pecados. Mesmo com luta e vigilância, acabamos por cair, vez ou outra, nos mesmos erros. São os chamados “pecados de estimação”.

O que acontece conosco?

Temos a consciência e a inspiração de não pecar, então, por que nos percebemos fracos diante de certos impulsos? A primeira coisa a entender é que o Senhor criou o homem todo no bem, para o bem e pelo bem. “E viu (Deus) que tudo era muito bom” (Gn 1,31). São Tomás de Aquino diz que “o homem, ao seguir qualquer desejo natural, tende à semelhança divina, pois todo bem naturalmente desejado é uma certa semelhança com a bondade divina”. Ainda citando São Tomás de Aquino, ele diz: “O pecado é desviar-se da reta apropriação de um bem”. O que leva o ser humano a pecar sempre será o desejo de alcançar o bem que nele foi constituído.
Pecamos quando usamos esses “bens”, dons e talentos depositados em nós por Deus de forma incorreta. Esse anseio pelo bem nunca será extirpado e, ainda que a forma de buscar alcançá-lo seja errada, “o pecado tende a reproduzir-se e a reforçar-se, mas não consegue destruir o senso moral até a raiz” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1865). O dom nunca morrerá, mesmo que o estejamos usando para o pecado. “Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11,29).
Se todas as nossas faculdades humanas foram criadas para o bem, mas, por nossa livre iniciativa ou porque aprendemos as coisas de forma pecaminosa, nós ainda não conseguimos nos livrar de uma prática ruim, significa que estamos lidando com um traço da nossa personalidade criada para o bem; porém, durante a história pessoal, foi habituado na forma de pecado e não de virtude.

O demônio e as nossas fraquezas

Aí entra satanás, o autor do pecado com suas artimanhas. A tentação será maior em uma área do que em outra, pois o demônio conhece nossas fraquezas, ou melhor, conhece nossos traços e quer acabar com o que temos de melhor. Jesus, no deserto, foi tentado justamente em Sua mais sagrada particularidade, naquilo que só Ele é: “Se és Filho de Deus!” (Mt 4,3-6). De Jó, o demônio pediu contas de seu maior mérito: a fé (cf. Jó 1,21; 2,9-10).
Também, nossa maior luta será nas maiores características do nosso ser, no que diz respeito ao núcleo íntimo de cada um. É por isso que voltamos à prática do pecado, pois foi afetado um traço da sacra individualidade do ser, está selado em nós e não há como lançar fora o que somos. Exemplo disso: uma grande habilidade de comunicar-se, em vez de ser usufruída para levar a Boa Nova, pode estar sendo desenvolvida para a maledicência.
Se uma fraqueza persiste, há ali um forte traço da nossa humanidade. É um valioso dom, mas não o percebemos como riqueza, pois estamos lutando para sufocá-lo, já que está manifesto na forma de pecado. O homem que enterrou seu único talento, no fim perdeu-o, exatamente por não ter investido corretamente (cf. Mt 25, 14-30). O livro “Pecados e Virtudes Capitais”, do professor Felipe Aquino, salienta que os erros e os bens capitais têm todos uma mesma raiz, apenas que um é inverso do outro.

O que devo fazer?

O que se deve fazer agora é direcionar essas forças para o bem, descobrindo em que ponto nos apropriamos, aprendemos ou canalizamos essa característica individual de forma errada e potencializá-la de maneira que venha à tona toda riqueza que o Altíssimo deu a cada um de nós.
Também, é essencial não lutarmos sozinhos! Tanto para detectar em que ponto da nossa vida o dom foi se inclinando para o pecado como para bem canalizá-lo será importante a ajuda de uma outra pessoa. Busque auxílio: biológico (se for patologia ou vício), psicológico e espiritual (alguém ministeriado).
Nessa descoberta, que é permeada pela luta, acima de tudo devemos ter paciência conosco. Sendo humanos, somos limitados e sempre conviveremos com nossas misérias, porém, não podemos nos render a elas. A busca da santidade não é atingir a perfeição, mas lutar contra nossas fraquezas. Nisso o ser humano avança, torna-se humanamente melhor e mais próximo de Deus.

É preciso lutar!

São Francisco de Sales ensinava: “Considerai os vossos defeitos com mais dó do que indignação, com mais humildade do que severidade, e conservai o coração cheio de um amor brando, sossegado e terno”.
Caiu? Levante-se! Não se conforme com o pecado nem desanime. Você vai vencer! O Catecismo da Igreja Católica afirma, no número 943: “os leigos têm o poder de vencer o império do pecado em si mesmos e no mundo”. Além de o Senhor dotar-nos com essa força interior, que é mais potente que nossas faltas, ainda podemos recorrer à Sua graça. “Mas Ele [Jesus] me disse: Basta-te a minha graça”.
Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, necessidades, perseguições e no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. “Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (II Cor 12,9a-10).
A graça de Deus, também, se manifesta em nossa pobreza. Quando nos percebemos impotentes diante de um fato, só podemos recorrer à Misericórdia Divina que, neste mundo, manifesta-se por excelência no Sacramento da Confissão. Confessar-se será sempre a melhor via de libertação.
Deus o abençoe!
Por Sandro Arquejada, via Canção Nova 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

FATOS HISTÓRICOS QUE COMPROVAM A INTERVENÇÃO DE NOSSA SENHORA EM FAVOR DA IGREJA, QUANDO INVOCADA ATRAVÉS DO SANTO ROSÁRIO DURANTE ÉPOCA DE GRANDE TRIBULAÇÃO

Fatos históricos que comprovam a intervenção de Nossa Senhora em favor da Igreja, quando invocada através do Santo Rosário durante época de grande tribulação

Intervenções de Maria na história da Igreja
Trecho da encíclica Supremi Apostolatus Officio, de Leão XIII
“Mas esta ardente e confiante piedade para com a augusta Rainha do Céu foi posta em mais clara luz quando a violência dos erros largamente difundidos, ou a transbordante corrupção dos costumes, ou o assalto de inimigos poderosos, pareceram pôr em perigo a Igreja militante de Deus.
As memórias antigas e modernas e os sagrados fastos da Igreja relembram, de uma parte, as súplicas públicas e particulares e os votos elevados à divina Mãe, e, de outra parte, os auxílios por meio dela obtidos, e a tranquilidade e a paz pelo Céu concedidas. Daí tiveram origem esses títulos insignes com que os povos católicos a saudaram: Auxiliadora dos cristãos, Socorredora e Consoladora, Dominadora das guerras, Senhora das vitórias, Pacificadora. Entre os quais é principalmente digno de menção o titulo, tão solene, do Rosário, que consagra à imortalidade os seus assinalados benefícios em favor da inteira Família cristã.
Nenhum de vós, ó Veneráveis Irmãos, ignora quantas dores e quantas lágrimas, no fim do século XII, proporcionaram à santa Igreja de Deus os hereges Albigenses, que, nascidos da seita dos últimos Maniqueus, haviam infectado de perniciosos erros a França meridional e outras regiões do mundo latino. Espalhando em torno de si o terror das armas, eles tramavam estender o seu domínio pelos morticínios e pelas ruínas. Contra esses péssimos inimigos Deus misericordioso suscitou, como vos é bem conhecido, um homem virtuosíssimo: o ínclito padre fundador da Ordem dominicana. Insigne pela integridade da doutrina, por exemplos de virtude e pelos seus labores apostólicos, ele se preparou com intrépida coragem para travar as batalhas da Igreja Católica, confiando não na força das armas, mas sobretudo na daquela oração que ele, por primeiro, introduziu sob o nome do santo Rosário, e que, ou diretamente ou por meio dos seus discípulos, depois divulgou por toda parte.
Visto como, por inspiração ou por impulso divino, ele bem sabia que, com o auxílio desta oração, poderoso instrumento de guerra, os fiéis poderiam vencer e desbaratar os inimigos, e forçá-los a cessar a sua ímpia e estulta audácia. E é sabido que os acontecimentos deram razão à previsão. De feito, desde quando tal forma de oração ensinada por S. Domingos, foi abraçada e devidamente praticada pelo povo cristão, de um lado começaram a revigorar-se a piedade, a fé e a concórdia, e, de outro, foram por toda parte quebradas as manobras e as insídias dos hereges. Além disto, muitíssimos errantes foram reconduzidos à trilha da salvação, e a loucura dos ímpios foi esmagada por aquelas armas que os católicos haviam empunhado para reprimir a violência.
A eficácia e o poder da mesma oração foi, depois experimentada também no século XVI, quando as imponentes forças dos Turcos ameaçavam impor a quase toda a Europa o jugo da superstição da barbárie. Nessa circunstância, o Pontífice S. Pio V, depois de estimular os soberanos cristãos à defesa de uma causa que era a causa de todos, dirigiu todo o seu zelo a obter que a poderosíssima Mãe de Deus, invocada por meio do santo Rosário, viesse em auxílio do povo cristão. E a resposta foi o maravilhoso espetáculo então oferecido ao Céu e à terra; espetáculo que empolgou as mentes e os corações de todos!
Com efeito, de um lado os fiéis, prontos a dar a vida e a derramar o sangue pela incolumidade da religião e da pátria, junto ao golfo de Corinto esperavam impávidos o inimigo; de outro lado, homens inermes, com piedosa e suplicante falange, invocavam Maria, e com a fórmula do santo Rosário repetidamente a saudavam, a fim de que assistisse os combatentes até à vitória. E Nossa Senhora, movida por aquelas preces, os assistiu: porquanto, havendo a frota dos cristãos travado batalha perto de Lepanto, sem graves perdas dos seus desbaratou e matou os inimigos, e alcançou uma esplêndida vitória. Por este motivo o santo Pontífice, para perpetuar a lembrança da graça obtida, decretou que o dia aniversário daquela grande batalha fosse considerado festivo com honra da Virgem das Vitórias; festa que depois Gregório XIII consagrou sob o título do Rosário.
Igualmente são conhecidas as vitórias alcançadas sobre as forças dos Turcos, durante o século passado, primeiramente perto de Timisoara, na Rumania, depois perto da ilha de Corfu: com dois dias dedicados à grande Virgem, e após muitas preces a ela elevadas sob a forma do Rosário. Esta foi a razão que levou o Nosso Predecessor Clemente XI a estabelecer que, com prova de gratidão, a Igreja toda celebrasse cada ano a solenidade do santo Rosário.”
Leão XIII

OS HOMENS SÃO GUARDADOS POR ANJOS? – SÃO TOMÁS DE AQUINO, NA SUMA TEOLÓGICA

Os homens são guardados por anjos? – São Tomás de Aquino, na Suma Teológica
Parece que os homens não são guardados por anjos:
  1. Com efeito, delegam-se guardas àqueles que não sabem ou não podem guardar a si mesmos, como às crianças e doentes. Ora, o homem, tendo o livre-arbítrio, pode guardar a si mesmo, e sabe, graças ao conhecimento natural da lei natural. Logo, o homem não é guardado pelo anjo.
  2. Além disso, parece inútil uma guarda mais fraca onde existe uma mais forte. Ora, os homens são guardados por Deus, conforme o Salmo 121: “Ele não cochilará nem dormirá, o que guarda Israel”. Logo, não é necessário que o homem seja guardado pelo anjo.
  3. Ademais, a perda do que é guardado redunda em negligência do guarda. Por isso se diz no livro dos Reis: “Guarda este homem! Se ele vier a faltar, tua alma responderá pela dele” (20, 39). Ora, muitos homens perecem todos os dias caindo em pecado, sem que os anjos possam socorrê-los por meio de aparições, milagres ou coisas semelhantes. Logo, os anjos seriam negligentes, se de fato os homens fossem confiados à sua guarda. Logo, os anjos não são guardas dos homens.
EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz o Salmo 91: “Ele ordenou a seus anjos guardar-te em todos os teus caminhos” (v. 11).
RESPONDO. Conforme a razão da divina providência, isso se encontra em todas as coisas, a saber, que as coisas móveis e variáveis são movidas e regidas pelas imóveis e invariáveis. Assim, todos os seres corporais o são pelas substâncias espirituais imóveis; e os corpos inferiores pelos superiores, substancialmente invariáveis. Nós mesmos nos regulamos por princípios que julgamos invariáveis a respeito de conclusões nas quais podemos opinar diversamente. Quando se trata do agir é claro que o conhecimento e o sentimento do homem podem variar de muitos modos e assim se afastar do bem. Daí a necessidade de se delegarem anjos para a guarda dos homens, para dirigi-los e movê-los ao bem.
Quanto às objeções iniciais, portanto:
  1. Deve-se dizer que graças ao livre-arbítrio, o homem pode de algum modo evitar o mal, mas não suficientemente, pois sua afeição para o bem é enfraquecida por causa das muitas paixões da alma. Assim também o conhecimento universal da lei natural que o homem tem naturalmente, de certo modo o orienta para o bem, mas não suficientemente. De fato, ao aplicar os princípios universais do direito aos casos particulares, engana-se de muitas maneiras. Por isso diz o livro da Sabedoria: “Os pensamentos dos mortais são tímidos, incertas nossas providências” (9, 14). Portanto, o homem necessita da guarda dos anjos.
  2. Deve-se dizer que duas são as condições para se agir bem: primeiro, que o afeto se incline ao fim; isso faz em nós o hábito da virtude moral. Segundo, que a razão encontre os caminhos convenientes para realizar o bem da virtude; e isso o Filósofo atribui à prudência. Ora, quanto à primeira, Deus guarda imediatamente o homem infundindo a graça e as virtudes. Mas, quanto à segunda, Deus guarda o homem como mestre universal, cuja instrução chega ao homem pelo serviço dos anjos, como acima foi dito (Questão 111, a. 1).
3. Assim como os homens se desviam da natural inclinação para o bem por causa da paixão do pecado, assim também se desviam das sugestões dos anjos bons, dadas invisivelmente ao iluminá-los para agir bem. Se, pois, os homens se perdem, isso não deve ser imputado à negligência dos anjos, mas à maldade humana. Que alguma vez apareçam visivelmente aos homens fora da lei comum, isso é por especial graça de Deus; como também que se façam milagres fora da lei da natureza.

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A virtude da vingança

A virtude da vingança

Existe uma virtude que desapareceu completamente da vida moderna. É o zelo pela vingança. Em que consiste? Em punir os erros dos que estão subordinados a nós, dando-lhes um castigo correspondente à gravidade do erro. Com este castigo, a pessoa que errou torna-se capaz de reparar o mal que fez. Por isso, a vingança é uma ótima virtude, pois ajuda aos outros a se corrigirem. Quando um pai não corrige seu filho, ele está alimentando o vício na alma do filho. Quando a polícia não castiga o bandido, ela está dando a impressão, ao bandido, que o crime compensa. etc.
Mas atenção! Trata-se de atos próprios à autoridade. É claro que se vingar de alguém que nos fez mal sem ter autoridade e sem ter a intenção de ajudar é próprio do orgulho e pode ser um pecado muito grave.

sábado, 8 de setembro de 2018

Oração para sempre darmos o melhor de nós em tudo o que fazemos

PERFECTIONIST

Sábios conselhos de Madre Teresa de Calcutá...

Tem dias em que a gente sente que tenta fazer o melhor, com sacrifício e sem descanso, mas nota que ninguém reconhece o nosso esforço. Há dias também em que a gente pensa que, ao nosso redor, só reinam o egoísmo, a falsidade, a inveja. 
Nestes dias, não desanime; siga estes conselhos de Madre Teresa de Calcutá: 
Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo! 
Se você é gentil, podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil assim mesmo! 
Se você é um vencedor terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo! 
Se você é bondoso e franco poderão enganá-lo. Seja bondoso e franco assim mesmo! 
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para a outra. Construa assim mesmo! 
Se você tem paz e é feliz, poderão sentir inveja. Seja feliz assim mesmo! 
O bem que você faz hoje, poderão esquecê-lo amanhã. Faça o bem assim mesmo! 
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo! 
Veja você que, no final das contas é entre você e Deus. Nunca foi entre você e os outros!
Madre Teresa de Calcutá

https://pt.aleteia.org/2018/09/06/oracao-para-sempre-darmos-o-melhor-de-nos-em-tudo-o-que-fazemos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

O ponto fraco do diabo

FALLEN ANGEL,SATAN

Sim, existe um jeito de combatermos o maligno

Muitas vezes, quando vemos um grande mal no mundo, sentimos um desejo de “combater o fogo com fogo” e usar as mesmas táticas do inimigo. Começamos a nos convencer de que se fôssemos “poderosos” o suficiente, poderíamos derrubar Satanás e todos os seus seguidores.
No entanto, essa estratégia só vai nos machucar. Se realmente quisermos ter o poder de Satanás em nossas vidas, precisamos ir atrás de sua maior fraqueza.
Satanás ama o poder e usa nossa sede pelo poder contra nós.   Mas há uma coisa que ele odeia e isso pode acabar com a sua suposta força: a humildade. 
O maior exemplo de humildade que superou o mal foi a crucificação de Jesus Cristo. O Rei dos Reis estava despido na madeira da cruz em suprema agonia. Suas mãos e pés estavam pregados, deixando-o inteiramente vulnerável. Seus captores podiam fazer o que quisessem,  e ele não podia fazer nada para se defender.
Porém, esse ato de fraqueza e humildade foi, na realidade, um ato de amor e sacrifício extraordinários. Era o real poder do amor, que continha os laços da morte e abriu as portas do céu.
Incontáveis homens e mulheres ao longo da história seriam inspirados a seguir os passos de Jesus e, como resultado, os impérios do mal foram destruídos e os sistemas políticos corruptos demolidos. 
O filósofo Peter Kreeft aponta em seu livro The Philosophy of Tolkien [“A Filosofia de Tolkien] como até mesmo no Apocalipse, a “última batalha entre o bem e o mal é uma batalha entre dois animais míticos: o pequeno cordeiro manso e a terrível besta do dragão. E o cordeiro vence a besta por uma arma secreta: o seu próprio sangue”. 
Kreeft prossegue explicando: “O ponto fraco do mal é que ele não consegue vencer a humildade. Não importa quanto poder o mal tenha, é sempre derrotado pela renúncia amorosa e livre do poder”. 
Satanás despreza a humildade enquanto prospera na busca pelo poder terrestre. Quanto mais tentamos ser “fortes” e “influentes” no mundo, mais Satanás trabalha sobre nós. Pense em Madre Teresa. Ela trabalhava com os mais pobres dos pobres e, aos olhos do mundo, era uma mulher idosa baixa, fraca e frágil. Porém, na verdade, ela era uma das mulheres mais fortes que já viveu; era um espinho para Satanás. Ele nunca poderia conquistá-la nem destruir o bom trabalho que ela fez.
Portanto, se quisermos vencer o mal, o caminho para a vitória passa pela humildade e pelo sacrifício pessoal. Somente quando entregarmos tudo a Deus poderemos derrotar o mal.

https://pt.aleteia.org/2018/09/05/o-ponto-fraco-do-diabo/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Recomeçar


Experimentamos continuamente a nossa ineficácia pessoal. Mas, às vezes, é como se todas essas coisas se juntassem, como se se manifestassem aos nossos olhos com maior relevo, para que tomemos consciência do pouco que somos. Que fazer?
Expecta Dominum, espera no Senhor; vive de esperança - sugere-nos a Igreja - com amor e com fé. Viriliter age, porta-te varonilmente. Que importa que sejamos criaturas de lodo, se temos a esperança posta em Deus? E se nalgum momento uma alma sofre uma queda, um retrocesso - não é necessário que aconteça -, aplica-se-lhe o remédio, como se faz normalmente na vida corrente com a saúde do corpo. E toca a recomeçar!
[...] À vista das nossas misérias e dos nossos pecados, dos nossos erros - ainda que, pela graça divina, sejam de pouca monta -, corramos à oração e digamos ao nosso Pai: Senhor, na minha pobreza, na minha fragilidade, neste meu barro de vaso quebrado, Senhor, coloca-me uns grampos e - com a minha dor e com o teu perdão - serei mais forte e agradável à vista do que antes! Uma oração consoladora, para que a repitamos quando este nosso pobre barro se quebrar.