sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Quando Jesus conversou sobre o fim do mundo com o Padre Pio

FATHER PIO

12 mensagens sobre o Apocalipse foram reveladas ao humilde místico

Muitos não sabem, mas o Padre Pio, entre tantos outros dons, tinha um muito especial: o da profecia. Até o Senhor Jesus Cristo se comunicava com ele. Em uma carta de 1959 dirigida ao seu superior, Padre Pio conta a revelação que Jesus lhe tinha feito sobre o fim do mundo.
 A carta é longa. Por isso, publicaremos apenas um trecho com 12 mensagens tiradas do livro “I grandi profeti”, de Renzo Baschera. 
  1. O mundo está andando em ruínas. Os homens abandonaram o caminho correto para se aventurar em caminhos que terminam no deserto da violência. Se não voltarem a beber na fonte da humildade, da caridade e do amor, será uma catástrofe. 
  2. Coisas terríveis virão. Já não posso interceder pelos homens. A piedade divina está a ponto de terminar. O homem fora criado para amar a vida, e terminou destruindo a vida… 
  3. Quando o mundo foi confiado ao homem, era um jardim. O homem o transformou em uma atmosfera cheia de veneno. Nada serve agora para purificar a casa do homem. É necessário um trabalho profundo, que só pode vir do céu. 
  4. Preparem-se para viver três dias em total escuridão. Estes três dias estão muito próximos. E, nestes dias, os homens permanecerão como mortos, sem comer nem beber. Depois, a luz voltará. Mas muitos serão os homens que não mais a verão. 
  5. Muita gente escapará assustada. Correrão sem ter uma meta. Dirão que há salvação no oriente e as pessoas correrão para lá. Mas cairão em um precipício. Dirão que no oriente há salvação, e as pessoas correrão para lá. Mas cairão em um forno.
  6. A terra tremerá e o pânico será grande. A terra está enferma. O terremoto será como uma serpente: o sentirão arrastar-se por todos os lados. E muitas pedras cairão. E muito homens perecerão. 
  7. Vós sois como formigas, porque virá o tempo em que os homens tirarão os olhos por uma migalha de pão. Os negócios serão saqueados, os armazéns serão tomados em assalto e destruídos. Pobre será aquele que, nestes dias escuros, estiver sem uma vela, sem um copo de água e sem o necessário por três meses. 
  8. Uma terra vai desaparecer… uma grande terra. Um país será apagado para sempre dos mapas. E com ele serão levados para a lama os homens, a história e a riqueza. 
  9. O amor do homem será transformado em palavra vazia.Como podes esperar que Jesus te ame, se nem sequer tu amas os que comem em tua própria mesa? Da ira de Deus não serão perdoados os homens de Ciência, mas os homens de coração.
  10. Estou desesperado. Não sei o que fazer para que a humanidade se arrependa. Se continuar por este caminho, a tremenda ira de Deus se desencadeará como um tremendo raio.
  11. Um meteorito cairá sobre a terra e tudo brilhará. Será um desastre, muito pior que uma guerra. Muitas coisas serão canceladas. E este será apenas um dos sinais…
  12. Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão levados pelos rios, outros serão queimados pelo fogo, muitos serão enterrados pelos venenos. Mas eu me manterei perto dos puros de coração. 
Realmente, são mensagens que nos fazem refletir. Mas quando será este dia? A resposta está na Bíblia!

https://pt.aleteia.org/2018/09/27/quando-jesus-conversou-sobre-o-fim-do-mundo-com-o-padre-pio/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 25 de setembro de 2018

«TERÇO DE SÃO MIGUEL ARCANJO»



Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Creio / Pai-Nosso/ 3 Aves-Maria/ Glória ao Pai

Nossa Senhora Rainha dos Anjos, rogai por nós!

1° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, adorador do Verbo Divino. Ajudai-nos a viver na graça do Cristo Salvador.

Pai Nosso ….
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, adorador do Verbo Divino. Ajudai-nos a viver na graça do Cristo Salvador.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

2° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, príncipe dos exércitos de Deus. Fortalecei-nos no combate contra as forças do mal.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, príncipe dos exércitos de Deus. Fortalecei-nos no combate contra as forças do mal.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

3° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, guardião do Paraíso. Vinde em nosso auxílio na hora da morte.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, guardião do Paraíso. Vinde em nosso auxílio na hora da morte.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

4° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, defensor da Igreja de Cristo. Dai-nos a paz, a alegria e a esperança.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, defensor da Igreja de Cristo. Dai-nos a paz, a alegria e a esperança.
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

5° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade. Iluminai a nossa vida com a luz do Senhor.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade. Iluminai a nossa vida com a luz do Senhor.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e as ciladas do demônio. Que Deus o repreenda, humildemente pedimos, e vós, Ó Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder de Deus, precipitai no inferno Satanás e todos os espíritos malignos que rondam o mundo para destruírem as almas. Amém!
Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Fonte: Terço a São Miguel Arcanjo por Pe. Agnaldo José (Paulinas-COMEP).

domingo, 23 de setembro de 2018

Qual a sua “desculpa esfarrapada” para viver no pecado?


Só pode reclamar o direito de seguir a própria consciência quem primeiro se submeteu ao dever de formá-la retamente

A encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, que condenava como imorais os métodos de contracepção artificial — preservativos e pílulas anticoncepcionais, por exemplo —, completou seu cinquentenário no último dia 25 de julho e, até hoje, a onda de contestação a seu conteúdo não cessou.
Em nossos dias, porém, em vez de uma oposição aberta, o que parece estar se delineando é uma tentativa de reinterpretar o documento à luz de teorias morais já condenadas pelo Magistério, a fim de invalidar, na prática, tudo o que a Igreja sempre ensinou a esse respeito.
Não há nada de novo debaixo do sol, é preciso dizer. A título de exemplo, vejamos o que um dos contestadores da Humanae Vitae — e, infelizmente, perito do Concílio Vaticano II — disse sobre a encíclica, tão logo ela foi publicada:
Se um cristão católico, após provar suficientemente sua consciência, acredita ter chegado, após completa reflexão e autocrítica, a uma posição que dissente da norma papal, e a segue em sua vida matrimonial sob a observância desses princípios aos quais já se aludiu frequentemente como sendo comumente cristãos, então esse católico não precisa temer qualquer culpa subjetiva ou considerar a si mesmo formalmente desobediente à autoridade da Igreja. [1]
Para dizer de maneira mais clara: se uma pessoa casada chegasse à conclusão de que deveria usar camisinha ou tomar a pílula, e efetivamente o fizesse em seu relacionamento conjugal, não deveria considerar-se “desobediente” por isso. Pela mesma lógica, um marido que, “após provar suficientemente sua consciência”, “após completa reflexão e autocrítica”, decidisse trair a própria esposa, e realmente o fizesse, nem por isso deveria considerar-se um adúltero; um bandido que decidisse roubar um carro de alguém, e realmente o roubasse, não deveria considerar-se um ladrão, e por aí vai.
A manifestação acima é de ninguém menos que Karl Rahner e, como se vê, seu argumento traz dentro de si o poder de derrubar não só a moral sexual da Igreja, mas todo o edifício doutrinário católico. Afinal de contas, “se tais princípios podem ser aplicados à questão da contracepção”, pergunta-se um estudioso da história da Igreja, “então por que não aplicá-los a outros aspectos da moralidade tradicional católica” [2]? Ora, se a consciência possui um papel assim criativo, que dogma e que preceito moral não poderia ser derrubado por sua atuação?
A contestação à Humanae Vitae precisa ser lida, portanto, em um contexto mais amplo: não se trata de minar simplesmente uma parte do ensinamento da Igreja, mas de relativizar todo o Magistério. A esse propósito o próprio Paulo VI havia respondido em sua encíclica, lembrando que:
Na missão de transmitir a vida, eles [os esposos] não são, portanto,livres para procederem a seu próprio bel-prazer, como se pudessem determinar, de maneira absolutamente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem, sim, conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e dos seus atos e manifestada pelo ensino constante da Igreja. [3]
É da máxima importância, para a paz das consciências e para a unidade do povo cristão, que, tanto no campo da moral como no do dogma, todos se atenham ao Magistério da Igreja e falem a mesma linguagem. [4]
A proibição de um “livre exame” do ensinamento contido na Humanae Vitae provinha, portanto, da simples leitura de suas letras. Não há desculpas.
Mas o argumento da consciência, aludido acima por Karl Rahner, ainda tem seus simpatizantes em nossos dias. Sob o pretexto de recorrer a ela, tudo se justifica, tudo se desculpa, até mesmo o pecado mortal.
Por isso, como complemento da Humanae Vitae, é preciso ter sempre à mão um outro documento pontifício, tão ou até mais importante para os nossos dias do que a encíclica de Paulo VI: seu nome é Veritatis Splendor, seu autor é São João Paulo II e, coincidência ou não, seu 25.º aniversário se recordou no último dia 6 de agosto de 2018.

Os deveres da consciência

Nesta encíclica, dedicada a uma defesa geral de toda a doutrina moral cristã, encontramos ensinamentos fundamentais para resolver o aparente choque entre lei e consciênciaverdade divina e liberdade humana. O Papa S. João Paulo II aí ensina, por exemplo, que:
Se existe o direito de ser respeitado no próprio caminho em busca da verdade, há ainda antes a obrigação moral grave para cada um de procurar a verdade e de aderir a ela, uma vez conhecida. Neste sentido, afirmava com decisão o Cardeal John Henry Newman, eminente defensor dos direitos da consciência: “A consciência tem direitos, porque tem deveres”. [5]
Só neste simples parágrafo já é possível identificar o problema do pensamento de Karl Rahner, exposto mais acima. O direito a ser respeitado “no próprio caminho em busca da verdade” deve andar junto com a responsabilidade “de aderir a ela, uma vez conhecida”. Em outras palavras, a consciência não cria a lei que deve seguir, mas simplesmente se submete àquilo que encontra inscrito na própria natureza das coisas e revelado por Deus ao longo da história da salvação. Nas palavras do teólogo dominicano espanhol Pe. Royo Marín,
A consciência supõe verdadeiros os princípios morais da fé e da razão natural e aplica-os a um caso particular. Não julga de modo algum os princípios da lei natural ou divina, mas unicamente se o ato que vamos realizar se ajusta ou não àqueles princípios. Donde se segue que a consciência de modo nenhum é autônoma (como querem Kant e seus sequazes) e que é falsa aquela liberdade de consciência proclamada por muitos racionalistas, que consideram a própria consciência como o árbitro supremo e independente do bem e do mal. [6]
Saiamos um pouco da teoria e sejamos práticos. O que isso significa de modo bem concreto?
Significa simplesmente que a Verdade não é uma ficção que nós inventamos, mas um dom que nós recebemos. Se Deus revelou e a Igreja ensina, na linha de uma tradição constante, o que é certo e errado, não resta ao ser humano outra alternativa senão submeter-se humildemente a essa verdade e procurar conformar a ela sua conduta. Nós não somos senhores do bem e do mal; a verdade não é relativa, como pregam muitos de nossos contemporâneos. O que é certo, é certo; o que é errado, é errado, independentemente do que achemos ou deixemos de achar.
Mas talvez estejamos excessivamente apegados ao nosso pecado. Quando as pessoas repetem muitas vezes um ato mau, pouco a pouco vão perdendo a noção da gravidade do que fazem, podendo até mesmo achar que aquilo que as está destruindo, na verdade, é um bem. Assim o dependente químico com as drogas; assim o jovem obstinado na masturbação e na pornografia, ou no sexo desregrado; assim o marido infiel; assim o ladrão que não se arrepende do que faz etc. É o fenômeno da chamada “consciência culpavelmente errônea”:
A consciência, como juízo último concreto, compromete a sua dignidade quando é culpavelmente errônea, ou seja, quando o homem não se preocupa de buscar a verdade e o bem, e quando a consciência se torna quase cega em consequência do hábito ao pecado. Jesus alude aos perigos da deformação da consciência, quando admoesta: “A lâmpada do corpo é o olho; se o teu olho estiver são, todo o teu corpo andará iluminado. Se, porém, o teu olho for mau, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!” (Mt 6, 22-23).
Nas palavras de Jesus agora referidas, encontramos também o apelo para formar a consciência, fazendo-a objeto de contínua conversão à verdade e ao bem. Análoga é a exortação do Apóstolo a não se conformar com a mentalidade deste mundo, mas a transformar-se pela renovação da própria mente (cf. Rm 12, 2). Na verdade, o “coração” convertido ao Senhor e ao amor do bem é a fonte dos juízos verdadeiros da consciência. [7]
A consciência deve ser, portanto, um “santuário” onde o ser humano “se encontra a sós com Deus” [8], não uma rave onde dá ouvidos tão-somente a suas paixões desordenadas. Só pode reclamar o direito de seguir a própria consciência quem primeiro se submeteu ao dever de formá-la retamente, de acordo com os Mandamentos, com a verdade divinamente revelada, com a doutrina moral da Santa Igreja. Caso contrário, o “argumento” da consciência não passará de uma desculpa esfarrapada para satisfazer caprichos e desejos irracionais.

Consequências práticas do abandono da moral católica

Vejam-se, por exemplo, todas as tentativas recentes de minar a doutrina católica tradicional com a velha “moral de situação”.
A Igreja sempre ensinou que, quando uma pessoa comete consciente e deliberadamente — isto é, “sabendo e querendo” [9] — um pecado de matéria grave, ela perde a graça de Deus, só a recuperando, via de regra, pelo sacramento da Penitência. É o pecado mortal, que mata a vida sobrenatural na alma.
Assim, um casal de namorados que tem relações sexuais fora do casamento, se deseja aproximar-se da mesa da Comunhão, precisa arrepender-se de tal pecado, fazer o propósito de nunca mais o cometer e confessar-se primeiro a um sacerdote; um esposo infiel, se deseja salvar-se, precisa romper seus casos extraconjugais e fazer penitência por sua infidelidade; saindo do sexto para o quinto Mandamento, uma mãe que tenha praticado um aborto só pode voltar a receber os sacramentos se trilhar, também ela, o caminho da conversão. Foi assim que a Igreja sempre e em todos os lugares creu e ensinou, mantendo-se fiel ao Evangelho.
Hoje, ao contrário, há uma tendência generalizada a relativizar o mal, diminuir a gravidade do pecado, em um discurso mais parecido com as máximas do mundo que com a verdadeira doutrina do Evangelho.
A grande tragédia dessa verdadeira “mudança de rota” é que ela simplesmente frustra toda a possibilidade de as pessoas terem uma vida espiritual, uma relação de amizade e intimidade com Deus. Ao invés de reconhecer o próprio pecado, arrepender-se e confessá-lo, o que se busca é apelar a toda sorte de “argumentos” para justificá-lo: o ladrão que rouba pode não estar em pecado mortal, dizem; o marido que não é fiel à esposa pode não estar em pecado mortal; o jovem que se masturba ou tem relações com a namorada pode não estar em pecado mortal… Talvez em um futuro não muito distante certos teólogos cheguem a descobrir que a humanidade inteira foi concebida sem pecado original!
Ora, não seria muito mais fácil, mais simples, mais condizente com o que diz Nosso Senhor nos Evangelhos que ensinássemos às pessoas o que elas devem e o que não devem fazer, sabendo que contam com a graça de Deus para realizá-lo, e reforçássemos a importância dos sacramentos para recuperar a graça de Deus? Que parássemos de inventar todo tipo de pretextos para continuarmos a viver em pecado?
O que nossa época precisa é de menos “argumentações” e mais obediência, mais arrependimento, mais humildade. Quem seríamos nós, por exemplo, na parábola do fariseu e o publicano (cf. Lc 18, 9-14)? Queremos defender-nos diante de Deus, arrumando toda sorte de justificativas para viver no pecado, ou reconheceremos humildemente nossas faltas diante dEle, pedindo perdão por nossas culpas e fazendo o firme propósito de não mais incorrer nelas?
É hora de renunciarmos de vez ao pecado e às “estruturas de pecado” que infelizmente se têm montado dentro de nossas próprias casas. Ouçamos as duras, porém libertadoras, palavras de Cristo ecoando através dos séculos: “Não é possível servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Não é possível estar ao mesmo tempo na graça de Deus e no pecado mortal. Não é possível ser ao mesmo tempo amigo de Deus e amigo do mundo (cf. Tg 4, 4). Não é possível acender uma vela para Deus e outra para o diabo.
Procuremos, pois, a salvação com sinceridade e humildade, bem como o perdão de nossos pecados. “Se dissermos que não temos pecado, estamos enganando a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1, 8-9).

Referências

  1. National Catholic Register, 18 de setembro de 1968, p. 7, apudMichael T. Davies, O Concílio de João XXIII. Trad. port. de Fabiano Rollim. Niterói: Permanência, 2018, p. 70.
  2. Michael T. Davies, op. cit., Niterói: Permanência, 2018, p. 70.
  3. Papa Paulo VI, Carta Encíclica Humanae Vitae (25 de julho de 1968), n. 10.
  4. Ibid., n. 28.
  5. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 34.
  6. Antonio Royo Marín, Teología moral para seglares, v. 1, 4.ª ed., Madri: BAC, 1973, p. 130.
  7. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 63-64.
  8. Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes (7 de dezembro de 1965), n. 16.
  9. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 70.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

UMA MENSAGEM DE PODER TRANSFORMADOR

“A Palavra de Deus é (...) capaz de dar provas de autenticidade pelo seu poder transformador que opera uma invasão de amor, unidade, paz, compreensão mútua e liberdade, onde havia antes preconceito, conflito, ódio, divisão e ganância.

A mensagem da Bíblia consiste, então, em que, na plena confusão do mundo do homem com suas divisões e seus ódios, penetrou uma mensagem de poder transformador e aqueles que nela creem haverão de experimentar e reconhecer em si o amor que opera a reconciliação e a paz no mundo.”

(Vega, 1975) pág. 11

TORNAR A PECAR MORTALMENTE! DIFICULTOSO É O REMÉDIO PARA O PECADO NAS PESSOAS ESPIRITUAIS


O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!
Depois de uma confissão geral…
Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…
Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…
Depois de muitas luzes e benefícios divinos…
Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!
O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque é de Jesus Cristo e do Apóstolo.
Que diz Jesus Cristo? Falando de uma pessoa espiritual, diz:
“Se os meus inimigos me ofendessem, alguma razão teria de os sofrer; porém que me ofendas tu, que professas estar unido comigo por espírito! Tu, que me conheces com a luz da fé; Tu, a quem sustento à minha mesa com a doce iguaria do sacramento; eis o que mais agrava a tua culpa e provoca a minha justiça. E é o que não posso sofrer”.
E o que diz mais?
“Quem lança mão não arado, e torna a olhar para trás, não é apto para o Reino de Deus”.
Logo perde-se. E o que diz o Apóstolo, falando também das pessoas espirituais?
Diz ele:
“Aqueles que uma vez já foram alumiados, e provaram a doçura dos dons de Deus, participando do Espírito Santo, e provando a suavidade das virtudes, e contudo tornaram a cair, é impossível que outra vez se renovem com a verdadeira penitência”!!
“É impossível”, quer dizer, é moralmente impossível, isto é, muito e muito dificultoso!!
Muitos santos venera a Santa Igreja, que primeiro foram pecadores e bem escandalosos; mas depois de convertidos, quantos tornaram a se desconverter? Poucos haveis de citar.
Agora, tudo são conversões e confissões gerais pelas missões, na quaresma…; e daqui por um ano, ou ainda menos, tudo serão pessoas desconvertidas e ainda mais obstinadas. Ó almas infelizes, que assim o tendes experimentado, ou se assim vos acontecer, desenganai-vos, a vossa salvação é moralmente impossível, diz o Apóstolo; é muito e muito dificultosa!!
Uma culpa em uma pessoa espiritual é a mais agravante e abominável, porque esta pessoa devia amar e honrar a Deus mais que as outras pessoas; porque Deus mais que outras a tinha já honrado e amado. Ó quantas vezes Deus já a teria visitado pela sagrada comunhão, e posto à sua mesa! Que graças lhe teria dado, e que benefícios lhe teria concedido! O Padre Eterno a tratava por sua filha; o Divino Verbo por sua esposa; O Divino Espírito Santo habitava nela; finalmente, ela era um santuário de Deus vivo.
Mas que mudança a mais fatal! Tornou a pecar mortalmente; crucificou de novo a Jesus Cristo seu Divino esposo, que tanto a amava; é outra vez com o demônio, é mesmo a casa dos demônios, e anda em guerra com o mesmo Cristo! Que ingratidão a mais feia! Que sentidas lágrimas não deve chorar esta alma pecadora por ter perdido a joia da divina graça, e a amizade do seu Deus; por se ver outra vez com o demônio, e os seus trabalhos todos perdidos!!
Isto mesmo aconteceu ao Rei David; porém depois as suas lágrimas lhe serviam de pão de dia e de noite; e falando com a sua alma, dizia: “Aonde está o teu Deus? Alma minha, aonde está o teu Deus?”
E vós, ó almas infelizes, vós que já fostes justas, mas agora andais outra vez com o demônio, que me dizeis? Onde está o vosso Deus? Ai que fugiu de vós; fugiu do vosso coração para dar lugar ao demônio! Deus já não é convosco, porque vós já sois com o demônio!
Onde estão as vossas boas obras? Perdeste tudo, as vossas confissões, as vossas comunhões, as vossas orações, missas, esmolas, penitências, merecimentos, alegrias, consolações do céu, perdeste tudo; o demônio, que entrou na vossa alma quando caístes no pecado, matou a mesma alma, e roubou-lhe tudo; tudo quanto tínheis lucrado talvez em vinte, trinta ou mais anos!!
E agora que remédio? Que o diga o Apóstolo; “é moralmente impossível.” E na verdade quem dará tempo para lucrar outra tanta riqueza espiritual? Desenganai-vos, meus irmãos; andar a coxear na vida espiritual, ora na graça, ora no pecado; hoje com Deus, amanhã com o demônio; esta vida é vida de condenados e o caminho do inferno!!
É para Deus, e para sempre; eu antes quero absolver na primeira confissão geral trinta milheiros de pecados mortais, do que depois um só cometido de propósito, e com plena advertência. Tais pecados em pessoas espirituais não se perdoam sem muitas penitencias e grandes arrependimentos; para assim dizer é necessário um fervor extraordinário para recuperar o que está perdido, e também desagravar sua Majestade Divina tão enormemente ofendida.
Portanto, temei e tremei vós, ó almas justas, não torneis a cair, porque depois com dificuldade se dá o remédio, e é moralmente impossível.
Padre Manoel José Gonçalves Couto, no livro “Missão Abreviada”.

MARAVILHAR-SE COM DEUS

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OS SALMOS, NOSSO ESPELHO-3

MARAVILHAR-SE COM DEUS

― Vinde e, prostrados, adoremos diante do Senhor que nos criou, pois Ele é o nosso Deus (Salmo 95, 6-7)

― Feliz o povo que te aclama e caminha, Senhor, ao fulgor do teu rosto. Em teu Nome se alegrarão todos os dias (Salmo89, 16-17). 

Muitos textos da Sagrada Escritura falam da alegria, o júbilo, de adorar a Deus. Que, nunca sentiu essa alegria é que não captou a beleza de seu “rosto”.

Acolhamos a pergunta – e a resposta – do Papa Francisco, em 14 de abril de 2013: «Você e eu adoramos o Senhor? … O que significa adorar a Deus? Significa aprender a estar com Ele, demorar-se em diálogo com Ele, sentindo a sua presença como a mais verdadeira, a melhor, a mais importante de todas …, e dar-lhe o lugar que Ele deve ter».

Acreditamos em Deus, mas não ficamos assombrados porque Ele existe, não irradiamos a felicidade por tê-lo junto de nós, na nossa alma (a Trindade na alma em graça do cristão!). É incrível…!

Melhor…, é crível. Porque o conhecemos pouco, porque não o “descobrimos” ainda, porque fazemos teorias em vez de deixar-nos inundar por sua Luz e por seu Amor, porque ignoramos o que é ter intimidade com Ele.

«A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus…». Assim começa a falar da adoração o Catecismo (n. 2096).

Vamos, então. Procure-o com todo o coração. Leia e medite a Bíblia, sobretudo os Evangelhos. Reze, ainda que ache que o faz sem fé e que não sente nada… Peça a fé, como os Apóstolos – Aumenta-nos a fé! E nunca esqueça o que Cristo disse na Última Ceia: Quem me vê, vê o Pai – vê Deus (João, 14,9).

Quem procurou Deus com todo o coração, compreende o que a bem-aventurada Isabel da Trindade anotava no seu último retiro: «A adoração! Ah! É uma palavra do Céu. Parece-me que se poderia definir assim: o êxtase do amor. É o amor “esmagado” pela beleza, a força, a imensa grandeza de Deus, o Objeto amado».

Não demore em procurá-lo… Tomara que, mesmo que o faça com atraso, possa ter a felicidade de dizer como Santo Agostinho: «Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! (…). Chamaste, clamaste e rompeste a minha surdez; brilhaste, resplandeceste, e a tua luz afugentou a minha cegueira; exalaste o teu perfume e respirei, suspirei por ti; saboreei-te, e agora tenho fome e sede de ti; Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo da tua paz» 

(Confissões, Liv. 10, 27).

sábado, 15 de setembro de 2018

A dor da alma

LONELY MAN,BEACH

Se você tem ou conhece alguém que tenha depressão, é importante ler isso

Em alguma ocasião, alguém já recebeu um diagnóstico com a seguinte indicação: “Você tem andado muito deprimido; isto não tem nenhum remédio. Sugiro que você continue a viver e que resolva os seus problemas o mais rápido possível.”
Você pode imaginar as consequências que uma frase como esta causam na mente de uma pessoa que não consegue sair do fundo do poço onde ela se encontra?
Ao quebrar uma perna, ninguém iria recorrer ao vizinho para ver se ele a cura; procuraria um ortopedista. Em um caso como este, ninguém pode nos culpar por sermos tão distraídos, por não olharmos para o que estava no chão ou por não nos segurarmos bem ao descermos as escadas.
No geral, nós não pensamos assim. Se nós quebramos a nossa perna por uma distração nossa, o lógico seria nós mesmos solucionáramos o problema, uma vez que teríamos sido nós os responsáveis pelo que aconteceu.
Se no fim consultássemos um médico, ele não pediria que explicássemos as razões que causaram o erro que levou à quebra de nossos ossos, e também não nos recriminaria por nossa falta de atenção. Ele se limitaria a agir sobre o mal e procuraria maneiras de resolvê-lo da forma mais adequada e mais rápida possível.
Mas se o que se quebrou em pedaços foi a alma, qual o sentido de tudo isso? Podemos recorrer a qualquer um para consertá-la? Alguém iria nos culpar, mesmo sendo esta situação tão desconfortável?
Provavelmente nós próprios nos culparíamos por não termos sido mais prudentes, por termos permitido que muitos danos fossem causados dentro do nosso ser. Nós iríamos exigir muito de nós mesmos sem saber se é possível sairmos sozinhos desta situação.
A dor psíquica
Diante da doença física, nos preocupamos em cuidar dos doentes e fornecer todos os cuidados, mas quando o mal é psíquico e a dor é da alma, tudo muda radicalmente. Penso que a razão disso reside em não sabermos muito bem o que fazer, como agir, como ajudar o doente. Ninguém nos ensinou nada sobre os cuidados adequados para os problemas que nos fazem nos sentir tão mal emocionalmente. A dor da alma é extremamente intensa.
Ao mesmo tempo, ver alguém de quem gostamos desanimado ou deprimido, tão diferente de como ele se comportava antes, nos desconcerta e aumenta a nossa inquietação.
Isto faz com que, às vezes, as pessoas vivam com esse mal sem procurar pelas soluções externas, acreditando que elas devam agir sozinhas. Talvez pensem que é algo que não tem nenhum remédio, que é algo com o qual terão que aprender a conviver.
E não é assim. Não estou dizendo que há uma solução para todos os males psíquicos, mas também não há para todos os males físicos e isso não nos impede de procurar a ajuda de profissionais adequados.
Há uma série de alternativas para ajudar a encontrar um caminho mais saudável do que o do sofrimento. Quando a dor é da alma, também há ataduras e remédios; se você não os conhece, um profissional poderá lhe fornecer a resposta que você tanto precisa, e se este profissional não tem a resposta, procure outro. Se uma pessoa não pode resolver um problema, não significa que essa solução não exista; ela apenas não a conhece.
Persista até encontrar a solução para o seu problema, porque ela existe.