domingo, 7 de outubro de 2018

A religiosa que conversava com o Sagrado Coração de Jesus

SACRED HEART

Você a conhece?

É do conhecimento de todos: o Sagrado Coração de Jesus se manifestou para a Santa Margarida Maria Alacoque e lhe deixou 12 promessas.
Mas a Irmã Maria do Divino Coração, na história, foi essencial para a devoção atual do Sagrado Coração de Jesus. Irmã Maria foi uma alemã, cujo nome de nascimento era Maria Droste zu Vischering. Filha de uma das mais nobres famílias da Alemanha, distinguiu-se pela sua fidelidade à Igreja Católica.
MARIA, DROSTE
Wikipedia
Irmã Maria do Divino Coração
Desde criança já se sentia atraída pelo Sagrado Coração de Jesus. Para a Irmã Maria, essa devoção sempre se fundiu por inteiro com a devoção ao Santíssimo Sacramento. Conforme ela própria declarou:
“Nunca pude separar a devoção ao Coração de Jesus da devoção ao Santíssimo Sacramento. E nunca serei capaz de explicar como e quanto o Sagrado Coração de Jesus se dignou favorecer-me no Santíssimo Sacramento da Eucaristia”.
Durante as pregações, Maria ouvia que Jesus falava com ela. Em 1878, Maria escutou uma pregação sobre a passagem bíblica que diz:
“Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma”.
Ela reagiu da seguinte forma:
 “Nesse preciso momento pensei: tens que te tornar Religiosa! Teria preferido que os meus ouvidos não tivessem escutado, mas é impossível resistir à voz de Deus”.
Outra vez fora no ano de 1883, na capela do Castelo de Darfeld. Ela escutou uma locução interior de Jesus, que lhe disse:
 “Tu serás a esposa do Meu Coração”
E tornou a ouvir a voz de Jesus: 
 “Tens de entrar no Convento do Bom Pastor”.
Foi então que em 1894, que chegou a Portugal, conservando bem sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Desde o momento em que chegou à capital portuguesa, entronizou na capela uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e promoveu essa devoção entre as irmãs.
Em pouco tempo foi nomeada para o seu cargo definitivo: Madre Superiora do Convento das Irmãs do Bom Pastor do Porto.
Ela, então, escreveu ao Papa duas cartas, uma em junho e outra em dezembro de 1898, transmitindo o grande desejo que o Coração de Jesus lhe manifestara.
A leitura dessas cartas impressionou profundamente o Santo Padre. Leão XIII decidiu, então, consagrar todo o gênero humano ao Sagrado Coração de Jesus.

Em 1896 os médicos diagnosticam que ela sofria de uma doença muito dolorosa, na qual ficava submergida. Infelizmente, quando o Papa veio a consagrá-la ao Sagrado Coração de Jesus, Maria já estava à beira de sua morte. A Irmã Maria do Divino Coração morreu no dia 8 de junho de 1899.
O seu corpo, encontrado incorrupto quando da sua primeira exumação, está atualmente exposto para veneração pública na Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Ermesinde, no norte de Portugal. Seu processo de canonização está em curso. 
https://pt.aleteia.org/2018/09/17/a-religiosa-que-conversava-com-o-sagrado-coracao-de-jesus/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A MODÉSTIA PARA A MULHER CATÓLICA


É verdadeiramente duvidoso que qualquer cristão católico ou não católico possa questionar a necessidade de modéstia. A modéstia é uma virtude, e mais do que isso, é um instinto. Uma vez que somos criaturas decaídas, sujeitas ao pecado original, nós também nos encontramos sujeitos, em maior grau, a tentações pecaminosas da carne. Isso nos dá uma vontade de cobrir a nós mesmos, de acordo com a lei natural que Deus inscreveu no coração de cada homem. No entanto, devido aos efeitos insidiosos da secularização da nossa sociedade, o que antes, não há muito tempo, era aparentemente senso comum, é agora uma questão altamente carregada e emocional.
Para o bem ou para o mal, é um fato da vida que o sexo masculino não é muito controverso, no que diz respeito a modéstia. Temos um pouco mais de margem de manobra, embora ainda estejamos obrigados a sempre vestir-nos com decoro e decência. Nossos corpos são templos do Espírito Santo, e devem ser tratados como tal. Pode-se facilmente ter isso como “boa conduta” e escrever livros inteiros sobre o porte adequado, boas maneiras e civilidade em geral.
Infelizmente, entre os católicos, a modéstia do homem não é muito controversa, mas a modéstia exigida das mulheres, é. Isto deriva de uma diferença inerente entre os sexos, de tal forma que, enquanto a maioria das mulheres, naturalmente, não se concentre somente sobre a aparência à primeira vista, e normalmente não são tentadas a luxúria pela estimulação visual, os homens, infelizmente, são. Exceções existem, claro, e no nosso tempo, com as influências da moderna “cultura” desordenada do unisexual-masculino, e os vícios predominantes nela, muitas meninas, infelizmente, são tentadas facilmente pela carne. Alguns homens não são, é claro, e se não forem, então isso é uma coisa maravilhosa. No entanto, exceções fazem regras pobres, e temos de lidar com o que é a consistente e objetiva verdade.
Os homens, pela sua própria natureza, são tentados a olhar para as mulheres e a cobiçá-las. Por conseguinte, como nós realmente somos guardiões de nossos irmãos, as mulheres devem considerar isto em seu vestuário. Um padrão “homem razoável” pode ser seguido. Este padrão “homem razoável” é certamente mais elevado (em ambos os sentidos da palavra) do que se poderia imaginar a princípio, dada as modas vergonhosas do nosso tempo. A Santa Igreja, na sua infinita sabedoria, nos deu algumas orientações, felizmente, e estas são consistentes com as normas constantes dos trajes modestos que têm sido praticadas por cristãos devotos, essencialmente nos últimos 2.000 anos. Existem, certamente, “regulamentos”, muitas vezes citados como “Vestidos devem ter mangas, deve estender-se abaixo do joelho ou pelo menos até o joelho, não devem ter decotes pronunciados, nem devem ser excessivamente apertados, nem com fendas excessivas, etc.” Isso, no entanto, foi jogado no chão, e espera-se que qualquer garota com um Sensus Catholicus (sentido da fé católica) adequadamente formado irá, naturalmente, ser capaz de sentir se uma peça de vestuário é indecente ou apropriada para uma dada situação. Não obstante, o seguinte princípio básico é de extrema importância: a roupa feminina tem de ser feminina, e as roupas masculinas devem ser masculinas. Ficam estabelecidas diferenças entre os sexos, tanto na “construção física,” socialmente, e entre as mentes. Como este é o caso, é lógico que as mulheres, naturalmente, vestem-se de maneira diferente dos homens.
Isso nos amarra no tópico extremamente volátil de “calças X saias.” Calças são, na civilização ocidental e na cultura (que foi formada ao longo dos últimos 2.000 anos diretamente pelo cristianismo Católico e, portanto, objetivamente a melhor cultura do mundo, pois o Cristianismo é objetivamente a Religião Verdadeira) predominantemente roupa de homens. Isso é fundamental, na medida em que em uma família tradicional, a mulher trabalha em casa para cuidar dos filhos, enquanto o homem é o único que está fora “sustentando a família”, ou “trabalhando nas minas de sal”, ou como se queira colocar isso. É esperado que os homens realizem a maioria dos trabalhos pesados, e eles geralmente exigem uma maior flexibilidade na perna. É difícil ficar em cima do feixe de um telhado para aplicar telhas (ou montar um cavalo, ou qualquer dessas coisas) quando se está sobrecarregado com um vestido longo. Além disso, Peeping Tom* chamava-se Thomas e não Sally ou Eliza. Isto pode parecer um pouco bizarro, mas ilustra um maior ponto que foi mencionado anteriormente. Os homens, em geral, não precisam se preocupar com escandalizar o sexo frágil com seus trajes, que podem se agarrar às pernas e enfatizar as formas. (Embora, é claro, ter as formas muito enfatizadas é tão errado no homem como na mulher, de acordo com os princípios básicos da modéstia.) As mulheres são, no entanto, mais vulneráveis ​​a tais olhares, e é indiscutível que uma saia “bem longa”, caindo solta, sem uma fenda comprometedora, é muito mais modesta do que mesmo a mais modesta das calças conservadoras, não importa o horrível jeans agarrado, que enfatiza todas as áreas que não deveria e que poderia facilmente incitar a terríveis pensamentos na mente de um homem.
Feminilidade é outro grande fator. Já foi estabelecido que existem diferenças marcantes entre homens e mulheres, que correspondem a diferentes papéis na família e na sociedade. Sendo este o caso, o vestido como um traje feminino na cultura ocidental é bastante apropriado para uma dama. É claro que é mais modesto, não se agarra e expõe a região da virilha que não deve ser enfatizada, e, como qualquer mulher que tenha se acostumado a usar saias e, então, tenta vestir um par de calças irá dizer-lhe, sente-se muito mais livre, graciosa e incentiva um tipo completamente diferente de movimento do que um par de calças. Hoje em dia, desde o advento do chamado movimento “feminista”, o sentido do feminino verdadeiro no mundo está sendo rapidamente perdido. Mulheres estão agindo, vestindo e até mesmo falando como os homens. Homens ainda estão falando e se vestindo como homens, mas no meio do ataque das feministas, estão começando a agir como mulheres, alternando os papéis naturais e contribuindo para a desordem. Assim, mesmo se as calças usadas por mulheres fossem objetivamente OK, e saias/vestidos fossem meramente “acessórios agradáveis,” certamente poderia se argumentar que as mulheres têm a obrigação de usá-los mesmo assim. Papéis tradicionais de gênero deve ser preservados, e as mulheres devem ter orgulho de resistir aos apelos da cultura secular, vestindo suas saias como se fossem bandeiras de guerra por Cristo-Rei.
Por Frère Ignatius
Traduzido por Andrea Patricia
Fonte: DOMINUS EST
Notas da tradutora:
*Peeping Tom: é o apelido que se dá ao homem que espreita mulheres para ver sua intimidade. Surgiu da lenda de Lady Godiva, quando um homem chamado Tom a espreitou e ficou cego.

https://capelasantoagostinho.com/2018/09/24/a-modestia-para-a-mulher-catolica/

COMO DEVEM SER NOSSAS ORAÇÕES – ENSINA-NOS SÃO TOMÁS

As cinco qualidades requeridas para todas as orações
Oração Dominical, entre todas, é a oração por excelência, pois possui as cinco qualidades requeridas para qualquer oração. A oração deve ser: confiante, reta, ordenada, devota e humilde.

Em primeiro lugar, a oração deve ser confiante.

Como São Paulo escreve aos Hebreus (4, 16): “Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, a fim de alcançar a misericórdia e achar graça para sermos socorridos no tempo oportuno”.
A oração deve ser feita com fé e sem hesitação, segundo São Tiago (Tg 1,6): “Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus… Mas peça-a com fé e sem hesitação”.
Por diversas razões, o Pai Nosso é a mais segura e confiante das orações. A Oração Dominical é obra de nosso advogado, do mais sábio dos pedintes, do possuidor de todos os tesouros de sabedoria (cf. Cl 2, 3), daquele de quem diz São João (I, 2, 1): Temos um advogado junto ao pai: Jesus Cristo, o Justo. São Cipriano escreveu em seu Tratado da Oração Dominical: “Já que temos o Cristo como advogado junto ao Pai, por nossos pecados, em nossos pedidos de perdão, por nossas faltas, apresentemos em nosso favor, as palavras de nosso advogado”.
Oração Dominical parece-nos também que deve ser a mais ouvida porque aquele que com o Pai a escuta é o mesmo que no-la ensinou; como afirma o Salmo 90 (15): “Ele clamará por mim e eu o escutarei”“É rezar uma prece amiga, familiar e piedosa dirigir-se ao Senhor com suas próprias palavras”, diz São Cipriano. Nunca se deixa de tirar algum fruto desta oração que, segundo Santo Agostinho, apaga os pecados veniais.

Em segundo lugar, nossa oração deve ser reta.

Quer dizer, devemos pedir a Deus os bens que nos sejam convenientes. “A oração é o pedido a Deus dos dons que convém pedir”, diz São João Damasceno.
Muitas vezes, a oração não é ouvida por termos implorado bens que verdadeiramente não nos convêm. “Pediste e não recebeste, porque pediste mal”, diz São Tiago (4,3).
É tão difícil saber com certeza o que devemos pedir, como saber o que devemos desejar. O Apóstolo reconhece, quando escreve aos Romanos (8, 26): “Não sabemos pedir como convém, mas (acrescenta), o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis”.
Mas não é o Cristo que é nosso doutor? Não foi ele que nos ensinou o que devemos pedir, quando seus discípulos disseram: Senhor, ensinai-nos a rezar? (Lc 11, 1).
Os bens que ele nos ensina a pedir, na oração, são os mais convenientes. “Se rezamos de maneira conveniente e justa, diz Santo Agostinho, quaisquer que sejam os termos que empregamos, não diremos nada mais do que o que está contido na Oração Dominical”.

Em terceiro lugar, a oração deve ser ordenada.

A oração deve ser ordenada como o próprio desejo que a prece interpreta. A ordem conveniente consiste em preferirmos, em nossos desejos e preces, os bens espirituais do que os bens materiais, as realidades celestes do que realidades terrenas, de acordo com a recomendação do Senhor (Mt, 6,33): “Procurai primeiro o reino de Deus e sua justiça e o resto — o comer, o beber e o vestir — ser-vos-á dado por acréscimo”.
Na Oração Dominical, o Senhor nos ensina a observar esta ordem: primeiro pedimos as realidades celestes e em seguida os bens terrestres.

Em quarto lugar, a oração deve ser devota.

A excelência da devoção torna o sacrifício da oração agradável a Deus. Em vosso nome, Senhor, elevarei minhas mãos, diz o Salmista, e minha alma é saciada como de fino manjar.
A prolixidade da oração, no mais das vezes, enfraquece a devoção; também o Senhor nos ensina a evitar essa prolixidade supérflua: “Em vossas orações não multipliqueis as palavras; como fazem os pagãos” (Mt 6,7). Santo Agostinho recomenda, escrevendo a Proba: “Tirai da oração a abundância de palavras; no entanto não deixeis de suplicar, se vossa atenção continua fervorosa”.
Esta é a razão pela qual o Senhor instituiu a breve oração do Pai Nosso.
A devoção provém da caridade, que é o amor de Deus e do próximo. O Pai Nosso é uma manifestação destes dois amores.
Para mostrar nosso amor a Deus, o chamamos «Pai» e para mostrar nosso amor ao próximo, pedimos por todos os homens justos, dizendo: «Pai nosso», e empurrados pelo mesmo amor, acrescentamos: «perdoai as nossas dívidas».

Em quinto lugar, nossa oração deve ser humilde.

Segundo o que diz o Salmista (Sl 101, 18): “Deus olhou para a prece dos humildes”.
Uma oração humilde é uma oração que certamente será ouvida, como nos mostra o Senhor, no evangelho do Fariseu e do Publicano (Lc 18, 9-15) e Judite, rogando ao Senhor, dizia: “Vós sempre tivestes por agradável a súplica dos humildes dos mansos”.
Esta humildade está presente na Oração Dominical, pois a verdadeira humildade está naquele que não confia em suas próprias forças, mas tudo espera do poder divino.
(Dos Sermões de São Tomás de Aquino)

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Quando Jesus conversou sobre o fim do mundo com o Padre Pio

FATHER PIO

12 mensagens sobre o Apocalipse foram reveladas ao humilde místico

Muitos não sabem, mas o Padre Pio, entre tantos outros dons, tinha um muito especial: o da profecia. Até o Senhor Jesus Cristo se comunicava com ele. Em uma carta de 1959 dirigida ao seu superior, Padre Pio conta a revelação que Jesus lhe tinha feito sobre o fim do mundo.
 A carta é longa. Por isso, publicaremos apenas um trecho com 12 mensagens tiradas do livro “I grandi profeti”, de Renzo Baschera. 
  1. O mundo está andando em ruínas. Os homens abandonaram o caminho correto para se aventurar em caminhos que terminam no deserto da violência. Se não voltarem a beber na fonte da humildade, da caridade e do amor, será uma catástrofe. 
  2. Coisas terríveis virão. Já não posso interceder pelos homens. A piedade divina está a ponto de terminar. O homem fora criado para amar a vida, e terminou destruindo a vida… 
  3. Quando o mundo foi confiado ao homem, era um jardim. O homem o transformou em uma atmosfera cheia de veneno. Nada serve agora para purificar a casa do homem. É necessário um trabalho profundo, que só pode vir do céu. 
  4. Preparem-se para viver três dias em total escuridão. Estes três dias estão muito próximos. E, nestes dias, os homens permanecerão como mortos, sem comer nem beber. Depois, a luz voltará. Mas muitos serão os homens que não mais a verão. 
  5. Muita gente escapará assustada. Correrão sem ter uma meta. Dirão que há salvação no oriente e as pessoas correrão para lá. Mas cairão em um precipício. Dirão que no oriente há salvação, e as pessoas correrão para lá. Mas cairão em um forno.
  6. A terra tremerá e o pânico será grande. A terra está enferma. O terremoto será como uma serpente: o sentirão arrastar-se por todos os lados. E muitas pedras cairão. E muito homens perecerão. 
  7. Vós sois como formigas, porque virá o tempo em que os homens tirarão os olhos por uma migalha de pão. Os negócios serão saqueados, os armazéns serão tomados em assalto e destruídos. Pobre será aquele que, nestes dias escuros, estiver sem uma vela, sem um copo de água e sem o necessário por três meses. 
  8. Uma terra vai desaparecer… uma grande terra. Um país será apagado para sempre dos mapas. E com ele serão levados para a lama os homens, a história e a riqueza. 
  9. O amor do homem será transformado em palavra vazia.Como podes esperar que Jesus te ame, se nem sequer tu amas os que comem em tua própria mesa? Da ira de Deus não serão perdoados os homens de Ciência, mas os homens de coração.
  10. Estou desesperado. Não sei o que fazer para que a humanidade se arrependa. Se continuar por este caminho, a tremenda ira de Deus se desencadeará como um tremendo raio.
  11. Um meteorito cairá sobre a terra e tudo brilhará. Será um desastre, muito pior que uma guerra. Muitas coisas serão canceladas. E este será apenas um dos sinais…
  12. Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão levados pelos rios, outros serão queimados pelo fogo, muitos serão enterrados pelos venenos. Mas eu me manterei perto dos puros de coração. 
Realmente, são mensagens que nos fazem refletir. Mas quando será este dia? A resposta está na Bíblia!

https://pt.aleteia.org/2018/09/27/quando-jesus-conversou-sobre-o-fim-do-mundo-com-o-padre-pio/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 25 de setembro de 2018

«TERÇO DE SÃO MIGUEL ARCANJO»



Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Creio / Pai-Nosso/ 3 Aves-Maria/ Glória ao Pai

Nossa Senhora Rainha dos Anjos, rogai por nós!

1° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, adorador do Verbo Divino. Ajudai-nos a viver na graça do Cristo Salvador.

Pai Nosso ….
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, adorador do Verbo Divino. Ajudai-nos a viver na graça do Cristo Salvador.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

2° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, príncipe dos exércitos de Deus. Fortalecei-nos no combate contra as forças do mal.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, príncipe dos exércitos de Deus. Fortalecei-nos no combate contra as forças do mal.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

3° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, guardião do Paraíso. Vinde em nosso auxílio na hora da morte.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, guardião do Paraíso. Vinde em nosso auxílio na hora da morte.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

4° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, defensor da Igreja de Cristo. Dai-nos a paz, a alegria e a esperança.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, defensor da Igreja de Cristo. Dai-nos a paz, a alegria e a esperança.
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

5° Mistério (Anuncia-se): São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade. Iluminai a nossa vida com a luz do Senhor.
Pai Nosso …. 
E nas contas da Ave Maria: São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade. Iluminai a nossa vida com a luz do Senhor.
Glória ao Pai…
Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e as ciladas do demônio. Que Deus o repreenda, humildemente pedimos, e vós, Ó Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder de Deus, precipitai no inferno Satanás e todos os espíritos malignos que rondam o mundo para destruírem as almas. Amém!
Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Fonte: Terço a São Miguel Arcanjo por Pe. Agnaldo José (Paulinas-COMEP).

domingo, 23 de setembro de 2018

Qual a sua “desculpa esfarrapada” para viver no pecado?


Só pode reclamar o direito de seguir a própria consciência quem primeiro se submeteu ao dever de formá-la retamente

A encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, que condenava como imorais os métodos de contracepção artificial — preservativos e pílulas anticoncepcionais, por exemplo —, completou seu cinquentenário no último dia 25 de julho e, até hoje, a onda de contestação a seu conteúdo não cessou.
Em nossos dias, porém, em vez de uma oposição aberta, o que parece estar se delineando é uma tentativa de reinterpretar o documento à luz de teorias morais já condenadas pelo Magistério, a fim de invalidar, na prática, tudo o que a Igreja sempre ensinou a esse respeito.
Não há nada de novo debaixo do sol, é preciso dizer. A título de exemplo, vejamos o que um dos contestadores da Humanae Vitae — e, infelizmente, perito do Concílio Vaticano II — disse sobre a encíclica, tão logo ela foi publicada:
Se um cristão católico, após provar suficientemente sua consciência, acredita ter chegado, após completa reflexão e autocrítica, a uma posição que dissente da norma papal, e a segue em sua vida matrimonial sob a observância desses princípios aos quais já se aludiu frequentemente como sendo comumente cristãos, então esse católico não precisa temer qualquer culpa subjetiva ou considerar a si mesmo formalmente desobediente à autoridade da Igreja. [1]
Para dizer de maneira mais clara: se uma pessoa casada chegasse à conclusão de que deveria usar camisinha ou tomar a pílula, e efetivamente o fizesse em seu relacionamento conjugal, não deveria considerar-se “desobediente” por isso. Pela mesma lógica, um marido que, “após provar suficientemente sua consciência”, “após completa reflexão e autocrítica”, decidisse trair a própria esposa, e realmente o fizesse, nem por isso deveria considerar-se um adúltero; um bandido que decidisse roubar um carro de alguém, e realmente o roubasse, não deveria considerar-se um ladrão, e por aí vai.
A manifestação acima é de ninguém menos que Karl Rahner e, como se vê, seu argumento traz dentro de si o poder de derrubar não só a moral sexual da Igreja, mas todo o edifício doutrinário católico. Afinal de contas, “se tais princípios podem ser aplicados à questão da contracepção”, pergunta-se um estudioso da história da Igreja, “então por que não aplicá-los a outros aspectos da moralidade tradicional católica” [2]? Ora, se a consciência possui um papel assim criativo, que dogma e que preceito moral não poderia ser derrubado por sua atuação?
A contestação à Humanae Vitae precisa ser lida, portanto, em um contexto mais amplo: não se trata de minar simplesmente uma parte do ensinamento da Igreja, mas de relativizar todo o Magistério. A esse propósito o próprio Paulo VI havia respondido em sua encíclica, lembrando que:
Na missão de transmitir a vida, eles [os esposos] não são, portanto,livres para procederem a seu próprio bel-prazer, como se pudessem determinar, de maneira absolutamente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem, sim, conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e dos seus atos e manifestada pelo ensino constante da Igreja. [3]
É da máxima importância, para a paz das consciências e para a unidade do povo cristão, que, tanto no campo da moral como no do dogma, todos se atenham ao Magistério da Igreja e falem a mesma linguagem. [4]
A proibição de um “livre exame” do ensinamento contido na Humanae Vitae provinha, portanto, da simples leitura de suas letras. Não há desculpas.
Mas o argumento da consciência, aludido acima por Karl Rahner, ainda tem seus simpatizantes em nossos dias. Sob o pretexto de recorrer a ela, tudo se justifica, tudo se desculpa, até mesmo o pecado mortal.
Por isso, como complemento da Humanae Vitae, é preciso ter sempre à mão um outro documento pontifício, tão ou até mais importante para os nossos dias do que a encíclica de Paulo VI: seu nome é Veritatis Splendor, seu autor é São João Paulo II e, coincidência ou não, seu 25.º aniversário se recordou no último dia 6 de agosto de 2018.

Os deveres da consciência

Nesta encíclica, dedicada a uma defesa geral de toda a doutrina moral cristã, encontramos ensinamentos fundamentais para resolver o aparente choque entre lei e consciênciaverdade divina e liberdade humana. O Papa S. João Paulo II aí ensina, por exemplo, que:
Se existe o direito de ser respeitado no próprio caminho em busca da verdade, há ainda antes a obrigação moral grave para cada um de procurar a verdade e de aderir a ela, uma vez conhecida. Neste sentido, afirmava com decisão o Cardeal John Henry Newman, eminente defensor dos direitos da consciência: “A consciência tem direitos, porque tem deveres”. [5]
Só neste simples parágrafo já é possível identificar o problema do pensamento de Karl Rahner, exposto mais acima. O direito a ser respeitado “no próprio caminho em busca da verdade” deve andar junto com a responsabilidade “de aderir a ela, uma vez conhecida”. Em outras palavras, a consciência não cria a lei que deve seguir, mas simplesmente se submete àquilo que encontra inscrito na própria natureza das coisas e revelado por Deus ao longo da história da salvação. Nas palavras do teólogo dominicano espanhol Pe. Royo Marín,
A consciência supõe verdadeiros os princípios morais da fé e da razão natural e aplica-os a um caso particular. Não julga de modo algum os princípios da lei natural ou divina, mas unicamente se o ato que vamos realizar se ajusta ou não àqueles princípios. Donde se segue que a consciência de modo nenhum é autônoma (como querem Kant e seus sequazes) e que é falsa aquela liberdade de consciência proclamada por muitos racionalistas, que consideram a própria consciência como o árbitro supremo e independente do bem e do mal. [6]
Saiamos um pouco da teoria e sejamos práticos. O que isso significa de modo bem concreto?
Significa simplesmente que a Verdade não é uma ficção que nós inventamos, mas um dom que nós recebemos. Se Deus revelou e a Igreja ensina, na linha de uma tradição constante, o que é certo e errado, não resta ao ser humano outra alternativa senão submeter-se humildemente a essa verdade e procurar conformar a ela sua conduta. Nós não somos senhores do bem e do mal; a verdade não é relativa, como pregam muitos de nossos contemporâneos. O que é certo, é certo; o que é errado, é errado, independentemente do que achemos ou deixemos de achar.
Mas talvez estejamos excessivamente apegados ao nosso pecado. Quando as pessoas repetem muitas vezes um ato mau, pouco a pouco vão perdendo a noção da gravidade do que fazem, podendo até mesmo achar que aquilo que as está destruindo, na verdade, é um bem. Assim o dependente químico com as drogas; assim o jovem obstinado na masturbação e na pornografia, ou no sexo desregrado; assim o marido infiel; assim o ladrão que não se arrepende do que faz etc. É o fenômeno da chamada “consciência culpavelmente errônea”:
A consciência, como juízo último concreto, compromete a sua dignidade quando é culpavelmente errônea, ou seja, quando o homem não se preocupa de buscar a verdade e o bem, e quando a consciência se torna quase cega em consequência do hábito ao pecado. Jesus alude aos perigos da deformação da consciência, quando admoesta: “A lâmpada do corpo é o olho; se o teu olho estiver são, todo o teu corpo andará iluminado. Se, porém, o teu olho for mau, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!” (Mt 6, 22-23).
Nas palavras de Jesus agora referidas, encontramos também o apelo para formar a consciência, fazendo-a objeto de contínua conversão à verdade e ao bem. Análoga é a exortação do Apóstolo a não se conformar com a mentalidade deste mundo, mas a transformar-se pela renovação da própria mente (cf. Rm 12, 2). Na verdade, o “coração” convertido ao Senhor e ao amor do bem é a fonte dos juízos verdadeiros da consciência. [7]
A consciência deve ser, portanto, um “santuário” onde o ser humano “se encontra a sós com Deus” [8], não uma rave onde dá ouvidos tão-somente a suas paixões desordenadas. Só pode reclamar o direito de seguir a própria consciência quem primeiro se submeteu ao dever de formá-la retamente, de acordo com os Mandamentos, com a verdade divinamente revelada, com a doutrina moral da Santa Igreja. Caso contrário, o “argumento” da consciência não passará de uma desculpa esfarrapada para satisfazer caprichos e desejos irracionais.

Consequências práticas do abandono da moral católica

Vejam-se, por exemplo, todas as tentativas recentes de minar a doutrina católica tradicional com a velha “moral de situação”.
A Igreja sempre ensinou que, quando uma pessoa comete consciente e deliberadamente — isto é, “sabendo e querendo” [9] — um pecado de matéria grave, ela perde a graça de Deus, só a recuperando, via de regra, pelo sacramento da Penitência. É o pecado mortal, que mata a vida sobrenatural na alma.
Assim, um casal de namorados que tem relações sexuais fora do casamento, se deseja aproximar-se da mesa da Comunhão, precisa arrepender-se de tal pecado, fazer o propósito de nunca mais o cometer e confessar-se primeiro a um sacerdote; um esposo infiel, se deseja salvar-se, precisa romper seus casos extraconjugais e fazer penitência por sua infidelidade; saindo do sexto para o quinto Mandamento, uma mãe que tenha praticado um aborto só pode voltar a receber os sacramentos se trilhar, também ela, o caminho da conversão. Foi assim que a Igreja sempre e em todos os lugares creu e ensinou, mantendo-se fiel ao Evangelho.
Hoje, ao contrário, há uma tendência generalizada a relativizar o mal, diminuir a gravidade do pecado, em um discurso mais parecido com as máximas do mundo que com a verdadeira doutrina do Evangelho.
A grande tragédia dessa verdadeira “mudança de rota” é que ela simplesmente frustra toda a possibilidade de as pessoas terem uma vida espiritual, uma relação de amizade e intimidade com Deus. Ao invés de reconhecer o próprio pecado, arrepender-se e confessá-lo, o que se busca é apelar a toda sorte de “argumentos” para justificá-lo: o ladrão que rouba pode não estar em pecado mortal, dizem; o marido que não é fiel à esposa pode não estar em pecado mortal; o jovem que se masturba ou tem relações com a namorada pode não estar em pecado mortal… Talvez em um futuro não muito distante certos teólogos cheguem a descobrir que a humanidade inteira foi concebida sem pecado original!
Ora, não seria muito mais fácil, mais simples, mais condizente com o que diz Nosso Senhor nos Evangelhos que ensinássemos às pessoas o que elas devem e o que não devem fazer, sabendo que contam com a graça de Deus para realizá-lo, e reforçássemos a importância dos sacramentos para recuperar a graça de Deus? Que parássemos de inventar todo tipo de pretextos para continuarmos a viver em pecado?
O que nossa época precisa é de menos “argumentações” e mais obediência, mais arrependimento, mais humildade. Quem seríamos nós, por exemplo, na parábola do fariseu e o publicano (cf. Lc 18, 9-14)? Queremos defender-nos diante de Deus, arrumando toda sorte de justificativas para viver no pecado, ou reconheceremos humildemente nossas faltas diante dEle, pedindo perdão por nossas culpas e fazendo o firme propósito de não mais incorrer nelas?
É hora de renunciarmos de vez ao pecado e às “estruturas de pecado” que infelizmente se têm montado dentro de nossas próprias casas. Ouçamos as duras, porém libertadoras, palavras de Cristo ecoando através dos séculos: “Não é possível servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Não é possível estar ao mesmo tempo na graça de Deus e no pecado mortal. Não é possível ser ao mesmo tempo amigo de Deus e amigo do mundo (cf. Tg 4, 4). Não é possível acender uma vela para Deus e outra para o diabo.
Procuremos, pois, a salvação com sinceridade e humildade, bem como o perdão de nossos pecados. “Se dissermos que não temos pecado, estamos enganando a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1, 8-9).

Referências

  1. National Catholic Register, 18 de setembro de 1968, p. 7, apudMichael T. Davies, O Concílio de João XXIII. Trad. port. de Fabiano Rollim. Niterói: Permanência, 2018, p. 70.
  2. Michael T. Davies, op. cit., Niterói: Permanência, 2018, p. 70.
  3. Papa Paulo VI, Carta Encíclica Humanae Vitae (25 de julho de 1968), n. 10.
  4. Ibid., n. 28.
  5. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 34.
  6. Antonio Royo Marín, Teología moral para seglares, v. 1, 4.ª ed., Madri: BAC, 1973, p. 130.
  7. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 63-64.
  8. Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes (7 de dezembro de 1965), n. 16.
  9. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 70.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

UMA MENSAGEM DE PODER TRANSFORMADOR

“A Palavra de Deus é (...) capaz de dar provas de autenticidade pelo seu poder transformador que opera uma invasão de amor, unidade, paz, compreensão mútua e liberdade, onde havia antes preconceito, conflito, ódio, divisão e ganância.

A mensagem da Bíblia consiste, então, em que, na plena confusão do mundo do homem com suas divisões e seus ódios, penetrou uma mensagem de poder transformador e aqueles que nela creem haverão de experimentar e reconhecer em si o amor que opera a reconciliação e a paz no mundo.”

(Vega, 1975) pág. 11