sábado, 27 de outubro de 2018

A lista dos pecados – Seriedade do segredo de Confissão



Naquele tempo em que não se podia fazer a Primeira Comunhão antes dos 10 anos,  um  rapazinho  chamado  Pedro  ia confessar-se a fim  de  se  preparar  para   o primeiro  encontro  com  Jesus  na  Eucaristia. Era também  o  dia  da  sua  primeira Confissão. Fez o exame de consciência, e para não esquecer nenhum pecado, escreveu-os  todos num papel, cuidadosamente.
Era uma lista comprida que aumentava com qualquer nova falta que lhe viesse ao pensamento.
“Roubei duas maçãs no mercado… Puxei pelo rabo o gato da professora… Bati na cabeça do irmãozinho Luiz e ele se pôs a chorar…Coloquei uma rã na cama da minha irmã Margarida… Joguei tinta na pia de água benta e ri quando as pessoas manchavam a testa ao fazer o sinal da cruz…Tirei os ovos do ninho dos pardais…Chamei os colegas por nomes feios e… e…”
— Você não acaba mais com esse exame de consciência? – perguntou a mãe.
— Sim – respondeu Pedro. Já estão escritos todos os pecados.
— Muito bem, filho!  Agora é preciso você confessar tudo sem esconder nada, arrepender-se e fazer o propósito de emendar-se dessas faltas. Entendeu ?
— Sim, mãe. Entendi.
E  lá foi  o menino para a igreja, junto com outros que também  iam fazer a Primeira Comunhão. No confessionário o miúdo leu a lista completa, muito sério. O senhor padre ouviu-o com paternalidade. E tinha o lenço diante do rosto. O pequenito pensava  que ele  chorava pelos seus  pecados, mas parece que estava rindo. Quando Pedro acabou a Confissão o sacerdote murmurou:
– Que lista tão completa!  Meu filho, você não quer mais tornar a pecar?
— Não, senhor padre. Nunca mais!
Depois de alguns conselhos, o bondoso sacerdote concluiu:
— Muito bem!  Por penitência reze três Pai-Nosso ao Coração de Jesus e três Ave-Maria ao Coração de Maria. E agora reze o Ato de Contrição.
E deu-lhe  a absolvição. Pedrito saiu do confessionário, rezou piedosamente a penitência no banco e foi para casa muito contente.
Era quinta-feira, e o dia da Primeira Eucaristia seria na Missa das 8 horas de Domingo.
Ao chegar na manhã seguinte à escola, já no portão os colegas começaram a escarnecer (debochar) dele  maliciosamente:
— Olha aquele que puxou pelo rabo o gato da senhora professora! – exclamou a Luísa.
— É aquele que pôs a tinta na pia da água-benta! – ajuntou o Frederico.
— Ele roubou os ovos dos ninhos dos pardais! – declarou o Gonçalo.
— E a rã que escondeu na cama da irmã dele! – Riu-se o Carlito.
— Caramba, será que o padre contou os meus pecados para eles? – pensou o pequeno, enquanto olhava para o Pároco que chegava para a aula de Religião.
Quando entraram todos para a sala de aula, levantando-se da carteira, Pedrinho tomou coragem e perguntou:
— Padre, o senhor contou os meus pecados aos outros?
— Não, meu filho. De jeito  nenhum. Que tal coisa nem passe pela sua cabeça. Você não sabe que nem eu, e nenhum outro padre, pode dizer qualquer pecado ouvido na Confissão? Por que você está me perguntando tal absurdo?
— É que os  meus colegas  estão  falando  dos  pecados  que  confessei ontem para o senhor.
— Que coisa mais rara! – exclamou o sacerdote.
E dirigindo-se aos alunos, perguntou muito sério:
— Como é que vocês souberam dos pecados do Pedro?
— É que a Luísa encontrou na  igreja o papel em que  ele  tinha escrito os pecados! – exclamou a menina Rosa.
— Ó Luísa, foi você que encontrou o papel do exame de consciência dele? – perguntou o Padre com severidade.
— Sim, fui eu, senhor padre. Desculpa! – respondeu timidamente a pequena.
— Você nem devia ter lido o que estava escrito no papel. E devia ter rasgado ou entregado ao Pedro, sem dizer nada!
A menina Luísa baixou envergonhada a cabeça, consciente de sua culpa.
— Meus meninos – continuou o sacerdote – a Confissão é coisa muito séria. O padre está obrigado ao mais absoluto segredo. Se dissesse o nome da pessoa e qualquer dos seus pecados, cometeria um pecado tão grave que só o Papa o poderia absolver. E quem ouvir  qualquer  pecado, confessado  pelos  outros, também  tem  obrigação  de  se calar.
Reinava profundo silêncio na sala.
— E você, Pedro, não volte a  pensar que um sacerdote seja capaz de faltar ao segredo a que está obrigado. Se quiser pode escrever os pecados num papel e entregá-lo ao confessor.  Como também  pode  ler  diante  dele. No fim  da Confissão  rasga-se ou queima-se  imediatamente o papel. E  assim fica  o  segredo  entre  o  penitente  e Deus Nosso Senhor.
Pe. Fernando Leite, S.J.
Revista Cruzada – Braga – Portugal

A confissão tira e sara toda fealdade e podridão do pecado


Sim, tantos encantos tem a confissão e tantos perfumes exala para o céu e a terra que tira e sara toda fealdade e podridão do pecado. Simão, o leproso, dizia que Madalena era uma pecadora; mas Nosso Senhor dizia que não, e já só falava do perfume que ela tinha espalhado por toda a sala do fariseu e já só considerava o seu imenso amor. Se somos verdadeiramente humildes, nossos pecados forçosamente nos desagradarão muitíssimo, porque são ofensas a Deus; ao contrário, a confissão de nossos pecados se tornará suave e consoladora, pela honra que com isso damos a Deus. É um consolo semelhante ao do doente que revela ao médico tudo o que sente. Estando ajoelhado aos pés do teu pai espiritual, pensa que estás no Calvário. Aos pés de Jesus crucifica-  do, e que seu sangue precioso se derrama de suas feridas e, caindo tua alma, a lava de suas iniquidades; que é, na verdade, a aplicação dos merecimentos do sangue de Cristo derramado na cruz que significa os penitentes. Manifesta, pois, inteiramente o teu coração ao confessor, para que o alivie dos teus pecados, e o encherás ao mesmo tempo de bênçãos pelos merecimentos da Paixão de Jesus. E, além disso, praticarás nesse ato a humildade, a obediência, a simplicidade e o amor de Deus — numa palavra: mais virtudes que em nenhum outro ato de religião.
Fonte: A arte de se aproveitar das próprias faltas segundo São Francisco de Sales. Pe. José Tissot. Editora Vozes LTDA, 1964. Petrópolis, RJ.


O pecado, convertido em confissão e penitência, traz-nos a saúde



O escorpião é venenoso; mas, se o reduzirmos a óleo, esse óleo é um antídoto eficaz contra a própria mordedura; o pecado é vergonhoso tão somente quando o praticamos; convertido em confissão e penitência, traz-nos a saúde. Sim, tantos encantos tem a confissão e tantos perfumes exala para o céu e a terra que tira e sara toda a fealdade e podridão do pecado. Simão, o leproso, dizia que Madalena era urna pecadora; mas Nosso Senhor dizia que não, e já só falava do perfume que ela tinha espalhado por toda a sala do fariseu e já só considerava o seu imenso amor. Se somos verdadeiramente humildes, nossos pecados forçosamente nos desagradarão muitíssimo, porque são ofensas a Deus; ao contrário, a confissão de nossos pecados se tornará suave e consoladora, pela honra que com isso damos a Deus.
Fonte: A arte de se aproveitar das próprias faltas segundo São Francisco de Sales. Pe. José Tissot. Editora Vozes LTDA, 1964. Petrópolis, RJ.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Pe. Reginaldo Manzotti: o fast-food espiritual

CANDLE,LIGHT

Você pode ser a solução para este problema que atinge nossa sociedade

Estamos no mês das missões e é interessante como acontecem os meses temáticos. Em maio, por exemplo, somos aconchegados por Nossa Senhora. Maria nos desperta para as vocações, que celebramos no mês de agosto.
Vocacionados que somos temos que mergulhar na Palavra de Deus e mergulhados na Palavra, não voltamos atrás. Não voltamos para o nosso mundo interior, saímos em missão. Interessante percebermos como a Igreja é sábia e como sempre temos algo a descobrir. Seguindo esta dinâmica, no mês de setembro destacamos a Palavra porque Ela nos impele e nos joga na missão.
Eu me sinto privilegiado por estar à frente de uma missão tão importante com a  Obra Evangelizar é Preciso, que é consagrada a Jesus das Santas Chagas e a Nossa Senhora do Carmo, mas que todas as grandes novidades na evangelização são anunciadas exatamente no dia de Santa Teresinha. Porque este foi o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “Ide por todo mundo pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16, 15).
O Papa João Paulo II fez ecoar essas palavras de Jesus, quando disse que muitos são batizados, mas pouquíssimos são evangelizados. Evangelizar é preciso em sintonia com a Igreja do Brasil e seu Projeto: “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida”.
Nunca o nome de Jesus foi tão falado e propagado, mas, infelizmente, como um “fast food espiritual” que resolve o problema de todos principalmente daqueles que arrecadam no uso de Seu nome.
E, a única forma de lutar contra todas essas leviandades de uma fé banalizada é levar as pessoas a uma experiência profunda com Jesus, resgatando-as para Ele.
A própria Igreja no Brasil, nos lança os desafios quando pede uma evangelização que atinja a pessoa, a comunidade e a sociedade. Desafio que se torna maior ainda quando nos questionamos se evangelizar, segundo as palavras de Jesus, “Eu vos farei pescadores de homens”, significa pescar num aquário ou reduzir nossa evangelização a sermões dados e bem preparados àqueles que frequentam a Igreja.
Evangelizar não seria estar disposto a falar, de uma forma renovada, atual, as verdades do Evangelho para que possam ser compreendidas por todos aqueles que estão além das paredes nossas Igrejas?
A Igreja nos desafia a evangelizar e a trazer de volta o católico “de ocasião”, aquele que só vem para batizados, missa de sétimos dia ou quando o desgosto da vida faz com que a pessoa busque a Igreja como um “supermercado de graças”.
O desafio da evangelização se faz maior quando somos chamados a “lançar redes em águas mais profundas”, para resgatar os jovens que, cada vez mais, estão distantes da Igreja e, quando nela estão, exigimos que se comportem como adultos e pessoas da terceira idade.
Faz-se necessário lembrar que os protagonistas da evangelização deste milênio não são, necessariamente, os sacerdotes, mas os leigos chamados a evangelizar pelo testemunho da vida, pelas obras e pela fé.
Deus não é um “supermercado de graças” e não precisamos querer arrancar algo D’Ele.
Uma verdadeira evangelização não passa pelo medo, mas pelo respeito a Deus. Uma verdadeira evangelização passa pela justiça e pela promoção da pessoa humana. Uma verdadeira evangelização passa pela experiência que cada um faz de Deus.
Se evangelizar é uma urgência e se somos evangelizadores, então como evangelizar?
Para nós que somos evangelizadores, evangelizar é acolher cada pessoa que chega e que se sente deslocada.
Evangelizar é acolher aqueles que tropeçam no decorrer de sua vida e se desviaram da graça.
Evangelizar é estender o braço para aquele que está caído. Evangelizar é oferecer uma nova chance para aquele que quer se redimir.
Evangelizar é acolher e trazer de volta a ovelha machucada e desgarrada que já sofreu muito no mundo e levou pancada demais, de outros e falsos pastores.
Evangelizar é ser o “bom samaritano” que abre as portas de nossas Igrejas para que as pessoas afastadas se acheguem. É ser o “bom samaritano” que abre o coração para acolher aqueles que estão desesperados.
Evangelizar é falar o que Jesus disse, fazer o que Jesus fez.
Evangelizar é subir as escadas e elevadores e ter coragem de reunir seus condôminos numa Novena de Natal. É criar laços de amizade e profunda fraternidade para promoção de alguém que necessita de um próximo.
Evangelizar é encurtar distâncias, é ser ponte onde há inimizades, é saber criar situações onde o bem comum fale mais alto e a justiça de Deus aconteça. A humanidade está faminta de Deus e não é justo que deixemos que eles vivam de migalhas. Não podemos nos esquecer dos ensinamentos da multiplicação dos pães. A humanidade esta sedenta de água viva e se envenena com água contaminada do medo, da violência e da insegurança. Não é justo guardarmos as talhas para nós e deixarmos a água pura e cristalina jorre somente entre os átrios de nossas Igrejas.
Creio numa evangelização feita por muitas mãos e muitas vozes, porém regidas por um único maestro: Jesus Cristo. E, com pautas marcadas e compassos, estabelecidos por nossa Mãe e Maestra, Maria, na sagrada tradição do Magistério da Eucaristia.
Creio numa evangelização feita com arte, como uma grande sinfonia, onde no todo há harmonia e cada instrumento é importante e singular.
Evangelizar é preciso porque é na Palavra de Cristo que encontraremos as ferramentas necessárias para despertar consciências adormecidas e relaxadas, que semeiam valores contrários à família, à fidelidade ao respeito e ao amor.

Padre Reginaldo Manzotti é fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso – Obra considerada benfeitora nacional que objetiva a evangelização pelos meios de comunicação – e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR). Apresenta diariamente programas de rádio e TV que são retransmitidos e exibidos em parceria com milhares de emissoras no país e algumas no exterior. Site: http://www.padrereginaldomanzotti.org.br. Facebook:http://www.fb.com/padrereginaldomanzotti. | Twitter: @padremanzotti | Instagram: @padremanzotti | Youtube: youtube.com/PadreReginaldo Manzotti

sábado, 13 de outubro de 2018

OS SALMOS, NOSSO ESPELHO – MAIS BRANCO QUE A NEVE



─ Lava-me de toda a minha culpa, e purifica-me do meu pecado. Lava-me e ficarei mais branco que a neve (Salmo 51,4.9)
A nossa alma é como um quadro que combina luzes e sombras. Num bom quadro, as sombras fazem parte da beleza da obra e a ressaltam. Há, porém, outras sombras que deterioram ou encobrem essa beleza.
É o que aconteceu com a Capela Sixtina. Com a passagem dos séculos, as cores dessa esplêndida criação de Michelangelo foram ficando obscurecidas. A fuligem das velas, a poeira, a umidade, a oxidação, embaçaram e escureceram de tal maneira a pintura que a desfiguraram. Quando nos tempos de São João Paulo II se concluiu a restauração, a obra desse gênio do Renascimento deslumbrou com o esplendor original das suas cores.
A alma também tem suas luzes e sombras: tem a beleza de Deus que a criou à sua imagem e semelhança, a da graça que ele nos dá, e a sujeira que os nossos pecados depositam: «porque pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, atos e omissões», dizemos na liturgia da Missa.
É uma fuligem que tem várias tonalidades. O comum denominador de todas as sombras se chama egoísmo. As tonalidades são: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça, ou seja, os sete pecados capitais.
Nós não conseguimos lavar-nos, sozinhos, dos nossos pecados. Deus misericordioso, sim, pode nos purificar com seu Amor. Para isso veio seu Filho até nós. Jesus morreu na cruz para “restaurar” a semelhança de Deus em nós. Impressionam as palavras que São João coloca bem no começo do Apocalipse: Jesus é aquele que nos ama e que, com o seu sangue, nos lavou dos nossos pecados (Apoc 1,5). São Paulo expõe a mesma fé: Fostes resgatados, e por um peço muito alto! (1 Cor 6,20). E São Pedro: Fostes resgatados…não a preço de coisas corruptíveis, prata e ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo (1 Pdr 1,18-19).
Os salmos expressam de diversas maneiras o anseio de purificação do homem pecador, que somos todos nós:
─ Ó Deus, tem piedade de mim, conforme a tua misericórdia: no teu grande amor cancela o meu pecado. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me de meu pecado… Fiz o que é mal aos teus olhos…Não me rejeites da tua presença e não me prives do teu Santo Espírito (do Salmo 51).
Deus, por meio do sacrifício da Cruz, abriu as comportas do perdão e da graça do Espírito Santo para todos. Primeiro, pelo o sacramento do Batismo; depois de batizados, pelo sacramento da Reconciliação, a Confissão. É como uma fonte copiosa e limpa, oferecida a todos, desde que lhe abramos a porta com o coração arrependido.
Santo Ambrósio, o bispo que acolheu Santo Agostinho na Igreja Católica, dizia: «Feliz aquele a cuja porta Cristo bate… Se teu coração dorme, Ele se afasta antes de bater; se teu coração está vigilante, Ele bate e pede que lhe abramos a porta»[1].
Quais são as boas disposições de um coração que abre a porta? Medite nas seguintes palavras do salmo 51 – o salmo penitencial por excelência –, que transcrevo a seguir:
─ Tem piedade de mim… Reconheço a minha iniquidade, e o meu o pecado está sempre diante de mim… Cria em mim, Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto… Devolve-me a alegria de ser salvo, que me sustente um ânimo generoso… Não desprezas, ó Deus, um coração contrito e humilhado… Senhor, abre os meus lábios, e minha boca proclame o teu louvor (do Salmo 51).
Percebe? O rei David, arrependido depois do seu crime, enumera nesse salmo as disposições com que nós, também hoje, devemos nos aproximar da confissão:
  • Termos a sinceridade de reconhecer e acusar cada um dos nossos pecados, sem medo nem disfarces. Não nos aconteça o que dizem outros salmos-espelho: Não entendem, não querem entender, caminham no escuro (Salmo 82,5). Por quê? Porque minhas culpas me tiranizam e não posso mais ver(Salmo 14,13). Jesus alerta-nos sobre esse perigo: Todo aquele que faz o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para não serem postas a descoberto as suas obras (Jo 3,20).
  • Termos contrição sincera, dor de amor por ter ofendido a Deus. Tem piedade de mim… Contra ti pequei… Cria em mim, ó Deus, um coração puro… Não desprezas um coração contrito e humilhado.
  • Termos o propósito firme de retificar os erros confessados: Renova em mim um espírito resoluto…, que me sustente um ânimo generoso.
  • Termos um agradecimento alegre e uma confiança plena na misericórdia de Deus que perdoa. Senhor, abre os meus lábios, e minha boca proclame o teu louvor.
Meditando nisso, como não vamos amar a fonte de perdão e de paz que Cristo fez brotar na sua Igreja com o sacramento da Reconciliação? Como não vamos recorrer com mais frequência a esse manancial de renovação e de alegria?
Demos graças a Deus com os sentimentos que expressa o Salmo 103: Minha alma, bendize o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios. É ele quem perdoa todas as tuas culpas, que cura todas as tuas doenças… Ele te coroa com sua bondade e sua misericórdia; é ele que pela vida afora te cumula de bens; e a tua juventude se renova como a da águia.

[1] Explicação do salmo 118.

Los 5 hábitos del Padre Pío para las personas que quieren ser santas

padre pio consagracion en misa foto blanco y negro

Aquí están los cinco hábitos que San Padre Pío creyó que todos los católicos deberían practicar basado en la guía a sus hijos espirituales

 
San Pío de Pietrelcina, conocido popularmente como el Padre Pío, tenía algunos cuántos hábitos para la santidad que necesitamos conocer y practicar
Cuando pensamos en los grandes místicos y santos milagrosos, a menudo pensamos en aquellos que vivieron hace muchos siglos. Sin embargo, San Pío de Pietrelcina fue a la vez, un gran místico y un hacedor de muchos milagros, y murió apenas en 1968, hace tan sólo 47 años.
En muchos sentidos, este santo fue y es una contradicción para nuestra era científica, racional, y pese a su afán en demostrar que estaba un fraude, los escépticos se mantuvieron consistentemente incapace de explicar los muchos milagros que acompañaron la vida de San Pío.
Pero mientras que San Pío de Pietrelcina es recordado como un hacedor de milagros, él quizás fue mejor conocido en su día como un padre espiritual para innumerables almas.
El Padre Pío dio un sabio y santo consejo a aquellos que lidian continuas luchas por vivir una vida santa en el mundo, y a través de su consejo, guió a muchas almas al cielo.
Aquí están los cinco hábitos que San Pío de Pietrelcina creyó que todos los católicos deberían practicar, basado en el asesoramiento que le dio a sus hijos espirituales.

1.- Confesión semanal del Padre Pío.

Uno de los hábitos que el Padre Pío más recomendaba a sus hijos espirituales era el de la confesión frecuente, al menos una vez a la semana. Al respecto, el Padre Pío decía:
"La confesión es el baño del alma. Tienes que ir al menos una vez a la semana. No quiero que las almas se mantengan alejadas de la confesión por más de una semana. Incluso una habitación limpia y no ocupada recoge el polvo; regresa después de una semana y verá que es necesario ¡quitar el polvo de nuevo!"

2.- Comunión diaria

La comunión diaria era una de las fortalezas del Padre Pío. Una de las cosas que él decía de este hermoso sacramento era:
"Es muy cierto, no somos dignos de tal regalo. Sin embargo, al acercarse al Santísimo Sacramento en un estado de pecado mortal es una cosa, y ser indigno es otra muy distinta. Todos nosotros somos indignos, pero es Él quien nos invita. Él es quien lo desea. Vamos y humillémonos delante de Él y recivamoslo con un corazón contrito y lleno de amor."

3.- Examen de Conciencia al anochecer

Alguien una vez dijo al Padre Pio que pensaba que un examen de conciencia cada noche era inútil, porque él sabía lo que era el pecado, y cómo este había sido cometido. Para esto, el Padre Pío le contestó:
"Eso es bastante cierto. Pero cada comerciante experimentado en este mundo no sólo mantiene un seguimiento durante todo el día de si ha perdido o ganado en cada venta. Por la noche, él hace la contabilidad del día para determinar lo que debe hacer al día siguiente. De ello se desprende que es indispensable hacer un riguroso examen de conciencia, breve pero lúcido, todas las noches"

4.- Lectura espiritual diaria

Cuanto se entristecía el Padre Pío porque muchas personas dedicaban largas horas a la lectura de libros noveleros poco edificantes y no lo dedicaban a libros que en verdad dejaban grands enseñanzas al alma. Decía el Padre Pío:
"El daño que viene a las almas por la falta de lectura de libros sagrados me hace estremecer...¡Qué asombroso poder tiene lectura espiritual que conduce a un cambio de rumbo, y hace que, incluso, la gente más mundana, entre en el camino de la perfección".

5.- Oración mental dos veces al día

Al Padre Pío muchas veces se le encontraba meditando y en oración y él siempre recomendaba hacer lo mismo a los fieles. Al respecto decía:
"Si no tiene usted éxito en la meditación, no se rinda, cumpla con su deber. Si las distracciones son numerosas, no se desanime; haga la meditación de la paciencia, y aún saldrá beneficiado.
Decida sobre la duración de su meditación, y no la deje antes de finalizarla, incluso si tiene que ser crucificado. ¿Por qué se preocupa tanto de que no sabe cómo le gustaría meditar? La meditación es un medio para alcanzar a Dios, no es un objetivo en sí mismo.
La meditación tiene como objetivo el amor a Dios y al prójimo. Ama a Dios con toda tu alma y sin reserva, y amarás a tu prójimo como a ti mismo, y usted habrá logrado la mitad de su meditación"

https://www.pildorasdefe.net/aprender/fe/cinco-habitos-padre-pio-personas-quieren-ser-santas

domingo, 7 de outubro de 2018

Uma oração para entregar suas cargas ao Senhor

WOMAN STANDING ALONE

“Deixa-me descansar e me refrescar para que meu coração não esteja tão pesado pela manhã”

Pai, meu coração está pesado. Sinto que tenho que carregar todo este peso sozinho.
Palavras como: oprimido, angustiado e esgotado parecem descrever como estou me sentindo.
Não estou certo de como devo fazer para deixar de levar esta carga pesada. Por isso, por favor, mostra-me como conseguir.
Carrega o meu peso. Deixa-me descansar e me refrescar, para que meu coração não esteja tão pesado pela manhã.
Em nome de Jesus.
Amém.

Oração originalmente publicada por pildorasdefe.net, traduzida e adaptada ao português por Aleteia.