segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Campo de trigo

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Já viste algum campo de trigo completamente curado? Poderás observar que algumas espigas são altas e vigorosas; outras, ao invés, estão dobradas até ao chão. Experimenta a apanhar as altas, as mais vaidosas, e verás que estão vazias; se, ao contrário, colheres as que estão mais baixas, as mais humildes, verás que estão carregadas de grãos. Daqui poderás concluir que a vaidade é algo vazio.

Bendito Seja o Nome do Senhor!


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O príncipe poderoso e rico, que era Jó, viu-se batido pelas maiores adversidades. No mesmo dia lhe deram a infausta notícia da morte de todos os filhos e da perda de todos os seus haveres. Para completar o doloroso quadro, viu-se ele coberto de lepra e desprezado por todos, até pelos mais caros amigos e pela própria esposa. Calmo, sereno, em paz, o pobrezinho não proferiu uma só blasfêmia. Limitou-se a pronunciar estas palavras que se tornaram célebres:

“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Seja bendito o seu santo nome!”

E o Senhor, depois delonga e cruciante prova, recompensou generosamente a paciência do seu servo. Jó recuperou tudo quanto perdera e morreu feliz e rico de bens do Céu e dos bens da terra. Deus nos fere para salvar-nos. Quanto maior for a adversidade, tanto maior será a recompensa. E o Céu está reservado para os que sofrem e sabem dizer como Jó:

“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Bendito seja o nome do Senhor”

“O Céu, dizia o #PeBaltazarÁlvares, é o reino dos tentados, dos aflitos, dos desprezados, dos indigentes. Lá não se entra sem provações”.

Longe de lamentar a nossa sorte e de nos queixarmos da Bondade Divina, deveríamos, nas aflições da vida, olhar para o Alto, imitar o profeta da Iduméa e glorificar o nome do Senhor. Oh! Como é agradável a Deus a alma que, na adversidade, ainda com lágrimas nos olhos, sabe dizer: Bendito seja o nome de Jesus!

Cordel: Como cuidar de almas e corações feridos


Uma imprescindível (e bela) reflexão sobre a evangelização em um mundo doente

RETRATO DE UM MUNDO DOENTE
Olhando a atualidade, na bruta realidade, em que vive o ser humano,
Sem esforço percebemos que o planeta em que vivemos
Segue sem rumo e sem plano.
A inversão da consciência faz gerar a violência, que onde passa causa dano.
Vai semeando doença, idolatria, descrença, incerteza e desengano.

Deus fez tudo com bondade, “fez nascer a eternidade num momento de carinho”.
Nos fez dotados de fé, fez o homem e a mulher,
Pra ninguém viver sozinho.
Com o seu agir preciso, nos botou num paraíso e nos traçou um caminho.
Nos entregou o universo, mas o pecado perverso nos prendeu em seu domínio.

E foi assim que o pecado, virou mal estruturado e alastrou-se entre nós.
Virou praga matadeira, delinquência sem fronteira,
É o bicho mas feroz.
Esse jeito de ofender invadiu o nosso ser de forma triste e veloz,
Virou comunicação no mundo da relação e nos fez seu porta-voz.

Assim, toda a sociedade virou presa da maldade, que onde chega finca o pé,
Impõe suas condições, envenena as relações,
Sem escrúpulo qualquer.
Dissemina a violência, infecta com indecência, seja homem ou mulher.
Essa doença surgiu, se alastrou e invadiu e ‘salve-se quem puder’.

E essa selvageria deixa a humanidade fria, sem piedade e sem amor.
Grandes pisam nos pequenos, quem pode mais chora menos,
Só os grandes têm valor.
Nos palcos da impunidade desfila a banalidade, sem vergonha e sem pudor.
Quem devia governar, inventou de se aliar ao sistema malfeitor.

O mundo está revirado, religião virou mercado, a graça hoje tem preço.
Muitos fiéis iludidos, tantos milagres vendidos,
O céu já tem endereço.
Pilantragem vergonhosa, com pregações enganosas, coisa pior não conheço.
E acredite se quiser, é tudo em nome da fé. A terra virou do avesso.

Vejo que não tem mais jeito, ninguém se dá o respeito, já se foi a educação.
No universo do banal, o derrotismo cultural
Virou letra de canção.
A mensagem apelativa, com letra repetitiva já chegou lá no sertão.
Eu rezo horas inteiras: Deus, leve embora essas sujeiras e devolva o Gonzagão.

No espaço esportivo, eu reflito, apreensivo, vendo a coisa como é.
Um futebol feio e chato, em que só tem pé de rato
E cartolas de má fé.
Eles são ruins de bola, não conhecem a escola de Rivelino e Pelé.
Quando os vejo dando bico, sinto saudade do Zico e do eterno Mané.

No mundo da educação, vejo com apreensão o futuro do Brasil.
A burrice estrutural solapou nosso quintal
E o cenário estudantil.
Escolas são depredadas, as leis são desrespeitadas, a velha ordem sumiu.
Vendo tudo como está, nós podemos constatar que o mundo está doentio.

No tocante à saúde, só um tonto é que se ilude e acha que melhorou.
A coisa está piorando, hospitais estão fechando
E a pobreza aumentou.
Cada vez aumenta o tédio da espera por remédio que o governo não mandou.
Pobre sofre todo dia, esperando a cirurgia, mas o dinheiro acabou.

O pobre sofre amiúde, sem ter plano de saúde para ter atendimento.
O rico pode pagar, tem quarto particular,
Não sabe o que é sofrimento.
O País do carnaval é um País desigual, onde há pobre e avarento.
E essa desigualdade é uma enfermidade que causa dor e lamento.

No campo da moradia, até louco desconfia dos absurdos que há.
Lá tem gente sem escola, passa fome, pede esmola
E não tem casa pra morar.
Um pecado estrutural nega aos pobres um quintal e um espaço pra habitar.
Lá, um clamor indiscreto diz que nosso irmão sem teto merece ter o seu lar.

Na grande população existe uma danação que devia ser banida.
A maldita violência, que traz dura consequência
Aos que lutam pela vida.
As pessoas de bondade se escondem atrás da grade, pelo medo construída.
Nossa gente amedrontada, vive sempre apavorada e não encontra saída.

E falando em sofrimento, quem quer um atendimento não encontra um ombro amigo.
Se alguém quer desabafar, ser ouvido e até chorar,
É visto como um perigo.
Neste mundo desigual, em que tudo é pessoal, há um mal que é antigo:
Ninguém imita Jesus, cada um leva sua cruz e suporta o seu castigo.

Se alguém procura um irmão, pra falar de sua aflição, do seu mundo machucado,
Já se ouve a hipocrisia, indicando terapia
Com quem é qualificado.
Ele engole o seu lamento, esconde seu sofrimento e sai meio desolado,
Pois queria só bondade, amor na gratuidade, não amor terceirizado.

Pra curar um mal antigo, busca em outro ombro amigo o remédio pra sua dor.
E encontra atendimento, pois não foi com pagamento
Que ele recebeu amor.
Ali encontrou remédio, pra curar todo o seu tédio e todo aquele pavor.
Como uma ovelha ferida, ele encontrou acolhida no ombro de outro Pastor.

Nesta triste realidade, falta sensibilidade pra acudir quem está sofrendo.
No mundo do egoísmo, reina o individualismo;
Nosso amor está morrendo.
Cada um só quer ganhar, pra isso tem que lutar e o tempo está correndo.
Não é loucura, nem engano; nos falta um samaritano pra ouvir quem está gemendo.

Na opção que fizemos, muitas vezes nós sofremos com nossos próprios pecados.
Fazemos e desfazemos, e às vezes nos esquecemos
Que também somos julgados.
Tratamos com aspereza, sem bondade e com dureza nossos irmãos consagrados.
Agimos como leões, invadimos corações e os deixamos machucados.

Na convivência diária, uma lepra hereditária afeta o nosso agir.
A tal da maledicência, tem uma forte potência
Pra manchar e denegrir.
Com seu jeito ardiloso, faz comentário maldoso com força pra destruir
Tacha o nosso pobre irmão, que apesar da vocação, ele pensa em desistir.

A inveja destruidora, também é a causadora desse mal que nos afeta.
Ela provoca intriga, desconfiança e briga;
Sua maldade é discreta.
É uma praga perigosa, é serpente venenosa, sua ruindade é completa;
Puxar pessoas pra trás, sujar o que o outro faz é sua arma predileta.

O ciúme desmedido é outro mal embutido na consciência da gente.
É um sentimento feio, que se instala em nosso meio
Deixa a pessoa doente.
A doença do ciúme é algo que se resume como um ser deficiente
Quem tem ciúme tem medo, não sabe guardar segredo e é muito impertinente.

Há também a vaidade, que vem com tudo e invade nossos puros pensamentos
Chega impondo sua norma, nos envolve e nos transforma
Muda os nossos sentimentos.
A busca pelo poder e a ganância pelo ter são nossos contentamentos
Com isso nos esquecemos do lugar onde nascemos e ficamos avarentos.

Com o impulso da vaidade, se temos autoridade, somos diferenciados
Carro novo em nossa mão, dinheiro à disposição
E outros bens reservados.
Esses males perigosos, que nos deixam vaidosos, nos mantêm escravizados
A vaidade causa danos, nos faz viver de enganos e nos deixa enfeitiçados.

A maldita prepotência e a auto suficiência também causam danação.
Há elemento empinado, porque é mais estudado
Ofende sem compaixão.
Arrota sabedoria, não aceita companhia, vai sempre na contra mão
Esquece que algum dia vamos fazer moradia debaixo do mesmo chão.

A disputa vergonhosa é outra peste danosa que invadiu nosso meio.
Há sujeito à toda hora correndo sempre por fora
No embalo do devaneio.
Usa o fim como proposta, apunhala pelas costas e não tem nenhum receio
Vai sem ver o mal que faz, passando os outros pra trás e não acha isso feio.

A falta de humildade é outra triste verdade que temos que encarar.
Geralmente é quem foi pobre, que se reveste de nobre
Se camufla pra esnobar.
Usa seu potencial de ser sujeito do mal para ferir e pisar
Esse tipo de pessoa não pode ser coisa boa e nunca vai melhorar.

Outro veio da maldade chamada infidelidade, eu não posso esquecer
Esta age com lisura, deixa nossa estrada escura
Faz a gente se perder.
Nos coloca em confusão, provoca decepção, problemas pra resolver
Mancha nossa integridade, fere nossa identidade, nosso sim e o nosso ser.

Outro mal que causa arraso, é o chamado descaso, tenho que salientar.
É doença enraizada, é uma marca registrada
Ninguém pode duvidar.
A triste realidade apresenta propriedade começando a se estragar
Quem olha com mais cuidado percebe prédio estragado prestes a desmoronar.

Outro fruto da maldade, a danosa falsidade impregnou o nosso agir.
Essa gente causa medo, não sabe guardar segredo
E tem fama de fingir.
Não usa a consciência, ignora a confidência de alguém que quis se abrir
Aborta nossa esperança, não inspira confiança, é falso até no sorrir.

Em nossa sociedade, a ausência da verdade provoca destruição.
A pessoa mentirosa, é serpente perigosa
E mãe da corrupção.
A mentira causa briga, provoca ódio e intriga, faz surgir separação
Quem mente não tem moral, caminha num lamaçal, é estada de perdição.

Querer ser dono do alheio, esse é o vício mais feio que mancha o nosso ideal.
Numa atitude tão feia, mete a mão na coisa alheia
E acha tudo normal.
Essa coisa doentia, que é doença universal
Desvia o comportamento, causando constrangimento e mancha a nossa moral.

Nosso mundo está doente; é mundo feito de gente, é obra da criação.
Deus criou tudo perfeito, planejou com muito jeito
E indicou a direção.
Mas chegou o triste dia, em que o homem, sua cria, levado pela ilusão,
Com o apoio da mulher, desvirtuou sua fé, e assim nasceu a ambição.

A autossuficiência, mãe de toda violência, autora de todo mal,
Confundiu o ser humano, chegou ditando seu plano,
Fez ali o seu quintal.
Esbanjando competência, invadiu a consciência, sem precisar de aval.
Com seu jeito dominante, fez nascer, naquele instante, nossa doença moral.

Num momento inesperado, apareceu o pecado, pra trazer destruição.
Prontos pra fazer besteira, o homem e a companheira
Mancharam a reputação.
E o casal iludido, vendo o fruto proibido, cedeu à corrupção.
Hoje nos resta a esperança: para que haja mudança, tem que haver a Conversão.


Por Padre Anchieta Tavares, publicado originalmente em A12.com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Jesus, que nada me separa de Ti


Jesus, que nada me separe de Ti.
Nem a vida, nem a morte.
Seguindo-Te em vida, ligado a ti com todo amor;
Seja-me concedido expirar Contigo no Calvário.
Para subir contigo a glória eterna.
Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições.
Para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu.
Para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o teu sofrimento por mim.
Jesus que eu enfrente também como Tu, com serena paz e tranquilidade.
Todas as penas e trabalhos que possa encontrar nessa terra.
Uno tudo a teus méritos, às Tuas penas às Tuas expiações, às Tuas lágrimas.
A fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo pecado.
Causa que Te faz suar sangue e Te seduziu á morte.
Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado.
Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração toas as Tuas dores.
Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone.
Nas Tuas dores,

Amém!

sábado, 1 de dezembro de 2018

6 breves conselhos de um santo do século XX para vencermos a nós mesmos

WOMAN

Um deles tem a ver com o "minuto heroico" - que pode parecer até fácil de conquistar, mas...

São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, propõe em seu livro “Caminho” diversas reflexões breves, mas certeiras, para quem quer mudar de vida mediante o domínio de si mesmo.
Aqui vão 6 delas:
1 – “Procura mortificações que não mortifiquem os outros” (179).
2 – “O mundo só admira o sacrifício com espetáculo porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso” (185).
3 – “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe” (189).
4 – “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” (191)
5 – “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias” (198).
6 – “O minuto heroico. É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e… fora! O minuto heroico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza” (206).
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A partir de seleção compartilhada pelo blog Senza Pagare

“O Senhor do Veneno”: uma surpreendente devoção

SENOR DEL VENENO

Um Cristo que, segundo a tradição, “absorve" o veneno dos pecados

Milhares de mexicanos chegam até a Catedral Metropolitana da Cidade do México, entram pela porta principal e, em vez de se dirigirem ao presbitério, caminham até o Altar do Perdão para pedir graças à milagrosa imagem do “Senhor do Veneno.”. 
Também chamada de “Cristo Negro”, a imagem foi restaurada recentemente. Ela é feita de pasta de cana –  uma antiga técnica indígena. No século XVIII, a estátua ficava na capela do Seminário Dominicano de Porta Coeli.
Porém, depois que o culto público foi proibido em 1926, a imagem foi trasladada para a Catedral do México. Desde então, milhares de fiéis sentem que o “Senhor do Veneno” absorve seus padecimentos, infecções e dores, como anteriormente fizera com os pecados de um homem. 

Os pés envenenados 

Em 18 de agosto de 1602, chegou ao México uma delegação da ordem dominicana. Os padres se instalaram na Cidade do México, onde fundaram um seminário católico, que chamaram de Porta Coeli. Lá, havia um crucifixo de tamanho natural, com a imagem de Jesus tão branca como se fosse um mármore. 
Conta a tradição que um sacerdote tinha o costume de fazer orações diárias diante da imagem e, ao final, beijar piedosamente seus pés. 
Um dia, um homem confessou a este padre que tinha matado cruelmente uma pessoa. O sacerdote disse, então, que Deus sempre estava disposto a perdoar, mas, para poder lhe dar a absolvição, era necessário que ele se entregasse à justiça. 
Cheio de fúria, o homem se retirou do confessionário e, temendo que o sacerdote o entregasse, procurou um jeito de acabar com ele. Escondido pelas sombras da noite, entrou na capela e ungiu os pés de Cristo com veneno. 
Como toda noite, o padre foi até a imagem para fazer a oração. Mas, no momento em que ia se aproximar para beijar os pés de Jesus, ficou impressionado, pois a imagem flexionava os joelhos e elevava os pés para eles não fossem beijados. Ao mesmo tempo, a escultura absorvia o veneno dos pés à cabeça, transformando-se em um Cristo negro. 
Segundo a tradição, o homem que queria matar o religioso foi testemunha deste maravilhoso milagre e se entregou à justiça para pagar pelo seu crime. Com lágrimas, ele pediu perdão a Cristo pelos seus delitos e obteve a graça de ter uma pena mais curta e de terminar a vida na graça de Deus. 

Outra versão 

Outra versão da história – esta sustentada pelo diretor de Arte Sacra da Arquidiocese de Primada, o padre José de Jesus Aguilar – diz que houve uma pessoa que tentou matar um fiel devoto “que costumava beijar os pés de Cristo”. Esta pessoa pensou que, “se colocasse o veneno nos pés de Jesus, o homem beijaria os pés da imagem e iria para casa, dormir. O veneno iria agir durante a noite e ele amanheceria morto, sem levantar suspeitas”. 
“Quando o homem se aproximou para beijar os pés de Cristo diante das pessoas, todos viram como Jesus flexionava os joelhos para que os pés não fossem beijados. A imagem também foi ficando negra, como se estivesse absorvendo o veneno”.

Oração 

Um fragmento da longa oração que os fiéis fazem diante da imagem dá conta que – ao menos na tradição popular – o que se salvou primeiro do veneno foi um sacerdote. Agora, por consequência, o Cristo absorve os pecados dos homens: 
“Eu te rogo, 
que, assim como salvaste a vida 
de Sua Senhoria ilustríssima
quando, por meio de teu sacratíssimo corpo
trataram de envenenar aquele que ia beijar teus Divinos Pés, 
te suplico, adorado Senhor, 
que o veneno do pecado 
não penetre mais em meu coração. 
Faz com que ele se purifique, 
exercitando todas as obras que sejam de teu agrado. 
É o que te peço em honra de 
tua admirável transfiguração, 
através da qual manifestas
o teu infinito poder. 
Assim seja.”

https://pt.aleteia.org/2018/11/27/o-senhor-do-veneno-uma-surpreendente-devocao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt