sábado, 23 de fevereiro de 2019

Padre Pio de Pietrelcina, Bilocação e Levitação



Levitando no Céu, perto dos Aviões, na Guerra
A levitação pode ser definida como o fenômeno no qual uma pessoa se eleva da terra e fica suspensa no ar e também pode ter o poder de elevar objetos. Tal fenômeno, obviamente é um dom dado por Deus aos místicos, inclusive os da Santa Igreja católica. São José de Copertino, por exemplo, era famoso pelo dom de levitação e também como ele, Padre Pio de Pietrelcina tinha tais dons. Padre Pio era visto frequentemente por seus irmãos enquanto ele se elevava do chão, durante a sua oração.

Em Bari, cidade da Itália, durante a II Guerra Mundial se encontrava a sede do Comando da Força Aérea Americana. Muitos oficiais se dirigiam para ver o Padre Pio durante a guerra. Inclusive o general comandante foi protagonista de um episódio assombroso. Esse imponente oficial americano quis levar um esquadrão de bombardeiros para destruir um depósito de material de guerra alemão, que se localizava próximo a San Giovanni Rotondo.

O general disse: “quando os aviões estavam próximos ao alvo, seus homens e ele viram no céu um monge com as mãos erguidas. As bombas foram cair nos bosques. Os aviões haviam mudado o percurso. Todos se perguntavam quem era aquele monge a que os aviões tinham obedecido. Alguém falou ao General que em San Giovanni Rotondo vivia um monge que fazia milagres e ele decidiu que assim que o país estivesse livre, ele iria verificar quem era o monge que eles tinham visto no céu.

Depois da guerra o General foi ao convento dos capuchinhos com alguns pilotos. Entrando na sacristia ele se achou de frente com vários monges entre os quais ele reconheceu imediatamente o monge que tinha parado os seus aviões: era Padre Pio. Padre Pio caminhou ao seu encontro e ao chegar perto dele disse: "Então é você que quis matar todos nós." Iluminado pelo olhar e pelas palavras do Padre, o General se ajoelhou em frente a ele. Como de costume o Padre Pio tinha falado em dialeto, mas o General se convenceu que o monge tinha falado em inglês. Este era mais um dos dons do Padre Pio. Todos se entreolharam e o General e seus amigos, que eram protestantes, converteram-se ao catolicismo.

Caminhando pelo Ar, na Igreja
Aqui está a história de Padre Ascânio: - "Nós estávamos esperando por Padre Pio que deveria vir confessar os penitentes. A sacristia estava abarrotada e todo o mundo olhava para a porta pela qual Padre Pio teria que entrar. A porta estava fechada, mas de repente eu vi Padre Pio caminhar acima das cabeças das pessoas, indo até o confessionário: posteriormente ele desapareceu.

Depois de alguns minutos ele começou a confessar os penitentes. Eu não disse nada, e pensei que estava sonhando, mas quando o encontrei lhe perguntei: "Padre Pio, como você conseguiu caminhar acima das cabeças das pessoas? " Esta foi a engraçada resposta dele: "Posso assegurar-lhe minha criança, igual a caminhar no chão..."

Padre Pio de Pietrelcina e o Diabo


A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, barba e close-up

Parte 2


Carta para Padre Agostino datada de 18 de novembro de 1912:

"O inimigo não quer me deixar só, me bate continuamente. Ele tenta envenenar minha vida com as armadilhas infernais. Ele se perturba muito porque eu lhe conto estes fatos. Ele me sugere não lhe contar os fatos que acontecem entre ele e mim. Ele me pede que narre as visitas boas que recebo; na realidade ele diz que você gosta só destas histórias.

O pastor esteve informado da batalha que eu travo com estes demônios e com referência às cartas, ele me sugeriu ir até ele abrir a carta assim que tivesse chegado. E quando abri a carta junto do pastor, achamos a carta suja de tinta. Era a vingança do diabo!

'Eu não posso acreditar que você me tenha enviado a carta suja porque você sabe que eu não enxergo bem.' No princípio nós não pudemos ler a carta, mas depois de sobrepor o Crucifixo à carta , tivemos sucesso na leitura, até mesmo não sendo capazes de ler letras pequenas."

(Padre Pio da Pietrelcina: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)

Carta a Padre Agostino - 4
Carta para Padre Agostino de 13 de fevereiro de 1913:

"Agora, vinte e dois dias passados desde que Jesus permitiu aos diabos descarregarem a raiva deles em mim, meu corpo, meu Padre, é todo marcado pelos golpes que recebi, até o presente, dos nossos inimigos. Várias vezes, tiraram minha camisa e me golpearam de forma brutal"...

(Padre Pio da Pietrelcina: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S. Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)

Carta a Padre Benedetto
Carta para Padre Benedetto de 18 de março de 1913:

"Os diabos não deixam de me golpear e me derrubam da cama. Eles removem minha camisa para me bateram. Mas agora eles já não me assustam mais. Jesus me ama, me levanta e me coloca na cama..."

(Padre Pio da Pietrelcina: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S. Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)

No Confessionário - 1
Satanás foi além de todos os limites da provocação com Padre Pio; até lhe disse que era um penitente.

Este é o testemunho de Padre Pio:

“Um dia, enquanto eu estava ouvindo confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra a moral. Todos os pecados eram aberrantes! Eu fiquei desorientado com todos os pecados que ele me contou, e respondi "e lhe trago a Palavra de Deus, o exemplo da Igreja e a moral dos Santos", mas o penitente enigmático se opôs às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado”.

Ele desabafou todas as ações pecadoras e tentou me fazer entender normal, natural e humanamente compreensível todas as ações pecadoras. E isto não só para os pecados que eram horríveis contra Deus, Nossa Senhora e os Santos. Ele foi firme na argumentação dos pecados morais tão sujos e repugnantes. As respostas que me deu, com fineza qualificada e malícia, me surpreenderam.


Eu me perguntei: Quem ele é? De que mundo ele vem? E eu tentei olhar bem para ele, ler algo na face dele. Ao mesmo tempo me concentrei em cada palavra dele para dar-lhe o juízo correto que merecia. Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante eu reconheci claramente que era ele. Com tom definido e imperioso lhe falei: "Diga, Viva Jesus para sempre, Viva Maria eternamente". Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, o Satanás desapareceu imediatamente dentro de um zigue-zague de fogo, deixando um fedor insuportável."

No Confessionário - 2
Don Pierino Galeone estava presente no mesmo episódio. Ele é um padre e um dos filhos espirituais do Padre Pio. E nos conta o seguinte:

"Um dia, Padre Pio estava no confessionário, coberto por duas cortinas. As cortinas do confessionário não estavam fechadas e eu tive oportunidade de ver o Padre Pio. Os homens, enquanto se preparavam, se posicionaram em uma fila única. Do lugar onde eu estava lia o Breviário e, às vezes, erguia o olhar para ver o Padre. Pela porta pequena da igreja, entrou um homem. Ele era bonito, com olhos pequenos e pretos, cabelo grisalho, com uma jaqueta escura e calças compridas.


Eu não quis me distrair e continuei recitando o breviário, mas uma voz interna me falou: Pare e olhe! "Eu parei e olhei para Padre Pio. Aquele homem parou em frente do confessionário. E depois que o penitente anterior foi embora desapareceu imediatamente entre as cortinas. Estava em pé, de frente para o Padre Pio . Então eu não vi mais aquele homem de cabelo grisalho.

Depois de alguns minutos o vi penetrando no chão. No confessionário, na cadeira onde Padre Pio estava sentado, vi Jesus em seu lugar. Ele era loiro, jovem e bonito e ele parecia fixo naquele homem que penetrou o chão. Então vi Padre Pio surgir novamente. Ele voltou a tomar seu assento, era semelhante a Jesus. Pude então ver claramente o Padre Pio. E imediatamente ouvi sua voz: Se apressem! Ninguém notou esse acontecimento e todos permanecemos onde estávamos."



3 Casos de Intercessão


A imagem pode conter: 1 pessoa, barba

Parte 1

Um ítalo-americano que viveu na Califórnia, freqüentemente pedia a seu Anjo da Guarda, que por piedade levasse um importante recado ao Padre Pio. Um dia depois da confissão, ele falou na igreja com Padre Pio, perguntando se o Anjo da Guarda havia lhe dado o recado. O Padre Pio respondeu: Tu crês que sou "surdo"? E o Padre Pio repetiu o que ele há poucos dias antes havia dito ao seu Anjo da Guarda.

O Padre Linio contou que estava rezando ao meu anjo da guarda para que interviesse e falasse ao Padre Pio em favor de uma senhora que estava muito mal. Porém parecia que as coisas não mudavam em anda. Encontrei o Padre Pio e disse: Padre pedi a meu Anjo da Guarda que pedisse ao senhor por aquela senhora. É possível que não tenha feito? Respondeu o Padre Pio: E tu o que crês? Que ele seja desobediente como tu e eu?
O Padre Eusébio narra:
Estava viajando a Londres em avião, contra o conselho do Padre pio que não quis que eu usasse aquele meio de transporte. Em quanto sobrevoávamos o canal da Mancha uma violenta tempestade se abateu sobre o avião, e nos encontrávamos em grave perigo. Entre o terror geral, eu recitei o ato de contrição e não sabendo outra coisa a fazer, mandei ao Padre Pio, um pedido pelo meu Anjo da Guarda, suplicando ajuda urgente.
De regresso a San Giovanni Rotondo fui ver o Padre Pio. "Menino", me disse. - "Como estás? " "Passaste bem o tempo todo?" - "Padre!, eu disse, estive a ponto de morrer" - Então porque não obedeces?" - "Porém eu rezei ao meu Anjo da Guarda"... "É menos mal que ele chegou a tempo!
O Superpiloto Secreto
Um advogado de Fano, Itália estava regressando à sua casa em Bolonha. Ele estava dirigindo seu veículo que era modelo Fiat 1100. No carro encontravam-se sua mulher e seus dois filhos. Num certo momento, sentindo-se cansado, o advogado foi substituído no volante pelo seu filho mais velho, Guido, o qual antes se encontrava dormindo.

Após alguns quilômetros perto de San Lázaro, também esse filho dormiu. Quando acordou deu-se conta que se encontrava a um par de quilômetros do povoado de Imola. Assustado ele gritou: - “Quem havia dirigido o carro? Tinha-lhes acontecido algo... Não - responderam todos. O filho mais velho despertou e disse que havia dormido profundamente.

A mulher e o filho mais novo, incrédulo e maravilhado, disseram haver percebido um modo de dirigir o carro diferente do usual: às vezes o carro esteve a ponto de se chocar com outros veículos, porém na última hora nada acontecia, devido a manobras perfeitas. Também a maneira de fazer as curvas era diferente.

“Sobretudo, - disse a mulher - não colidimos, apesar de vocês estarem dormindo o tempo todo e não respondendo as nossas perguntas. Disse o marido: “Eu não pude responder porque estava dormindo”. No entanto, quem tinha conduzido o automóvel? O que havia impedido os acidentes?... Alguns meses depois o advogado foi a San Giovanni Rotondo e o Padre Pio quando o viu, apoiando sua mão no ombro dele disse: “ficaste dormindo e o Anjo da Guarda conduziu o veículo”. O mistério estava revelado.
Dando as Boas-Vindas
Uma filha espiritual do Padre Pio estava caminhando para o Convento em uma estrada pelo campo. O padre Pio a esperava no Convento dos Capuchinhos. Eram dias de inverno e nevava, o que dificultava caminhar. Ao longo do caminho ela acreditava que não conseguiria chegar até o Convento na hora marcada.

Cheia de fé, ela rogou ao seu anjo da guarda para que avisasse a Padre Pio que chegaria atrasada para o seu compromisso, devido ao mal tempo. Chegando ao Convento ela constatou com grande alegria que o monge a aguardava em uma janela, da qual ele lhe sorriu, cumprimentando-a.

Bênçãos e Carinhos de Pai
Um homem certa vez contou: “Padre Pio, parava freqüentemente na sacristia para cumprimentar suas crianças e amigos espirituais, com um beijo. Um senhor comentou que um homem naquela posição deveria cumprimentá-los somente com a bênção, e não com um beijo”. Para a surpresa daquele senhor, no dia 24 de dezembro de 1958, estando em confissão com Padre Pio, quando estava ao fim, seu coração palpitava fortemente e estava tão emocionado que perguntou ao Padre Pio: “Padre, hoje é Natal e eu posso lhe cumprimentar com um beijo?” Pio com uma doçura que não se consegue descrever, mas somente imaginar, lhe respondeu: “À frente meu filho, não percamos mais tempo!”. Ele me abraçou e eu o beijei como um pássaro, alegre, e saí daquele lugar cheio de alegrias celestiais, afora aqueles carinhos na cabeça que ele me deu, o que dizer deles!

Depois de algum tempo, antes de partir para St. Giovanni Rotondo, quis obter um sinal particular de predileção do Padre Pio. A benção dele não era suficiente. Eu também queria que me cumprimentasse com aqueles carinhos na cabeça, que eram para mim os de um verdadeiro pai. Tenho que dizer que eu, como um menino, nunca senti falta dos carinhos do Padre Pio. Mas num certo dia, na sacristia havia muitas pessoas querendo cumprimentar Padre Pio, a sacristia era pequena e por isso o Pe. Vincenzo exortou a todos com a severidade habitual: “Não empurrem... não atrapalhem o Padre Pio... para trás...”

Nesse momento eu me desencorajei e pensei: “Partirei sem a benção do Padre Pio. Não quis ir até ele e por isso pedi ao meu anjo da guarda para se tornar um mensageiro e contar ao Padre Pio que eu iria partir, e disse com estas palavras: Pai, eu parto, desejo receber a benção e o carinho paternal do Padre Pio, para mim e para minha esposa”. Padre Vincenzo ainda estava repetindo... “Não empurrem Padre Pio... não empurrem”. Eu sentia ao mesmo tempo uma grande ansiedade e uma imensa tristeza. Mas de repente Padre Pio veio ao meu encontro, e sorrindo me fez aqueles carinhos na cabeça e estendeu a mão para que a beijasse.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Pecados duvidosos?


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e área interna
Não é raro ter dúvidas de dois tipos:

– “Será que este pecado é grave, ou é só leve?”

– “Será que cometi mesmo um pecado, que consenti, ou foi só uma tentação?”

Nestes pontos, nada como a doutrina para formar a consciência e esclarecer essas dúvidas.

Lembre-se sempre de que a Igreja ensina que, para que exista pecado grave, devem dar-se, simultaneamente, três condições: “matéria grave”, “plena advertência”, isto é, plena consciência do que se faz, e “consentimento deliberado” (Cf. Catecismo, n. 1857).

Primeiro, “matéria grave”. Uma pessoa formada sabe que é grave ofender seriamente alguém, divulgar faltas graves do próximo que outros não conhecem, dizer mentiras que causem danos a terceiros, ter condutas injustas (não pagar o que é devido por justiça, trapacear nos negócios, eliminar o verdadeiro ganhador de um concurso ou concorrência por motivos escusos, praticar sexo fora do casamento, abortar, etc.). Em caso de dúvida, deve se consultar um bom confessor.

Segundo, “consciência plena do que se faz”. Não pode ser grave um mau pensamento, sentimento ou ato que ocorreram durante o sono ou num estado de semi-inconsciência. Também não costuma ser grave um rompante verbal de ira perante um estímulo forte e inesperado (o fato de não ser grave não significa que seja coisa boa, mas quer dizer que não faz perder o estado de graça e, portanto, não impede de comungar).

Terceiro, “consentimento pleno ou deliberado”. É bom recordar que uma coisa é “sentir” e outra “consentir”. A tentação pode-se sentir, até com violência (por exemplo, sentir com força – sem o querer nem o provocar – o desejo de agredir uma pessoa; ou um pensamento, uma fantasia, desejo ou movimento físico contrário à castidade). Mas, mesmo que a tentação seja insistente (que volte uma e outra vez, pegajosa como uma mutuca), não haverá pecado, pelo menos pecado grave, enquanto não for aceita, enquanto não se “quiser” deliberadamente (“quero mesmo fazer isso”, “esse desejo sexual, eu praticaria se pudesse”).

Alguém dizia, de modo expressivo e correto: “Primeiro você sentiu a tentação e, sem reparar, deteve-se um pouco nela, mas logo se acendeu na consciência o sinal vermelho: ‘Isto está errado, repudia a tentação, reza e luta firmemente por afastá-la, esteja certo de que não pecou gravemente”.

Ainda sobre os pecados duvidosos, lembro-lhe que a Igreja ensina que não há obrigação de confessá-los, embora quase sempre seja bom mencioná-los na confissão para obter critério, mas – como ensinava São Pio X – <<o certo deve ser confessado como certo e o duvidoso como duvidoso>>. Caso sofra do tormento da dúvida doentia, ou seja, dos escrúpulos de consciência, peça ajuda a Deus e siga fielmente as orientações do confessor. Quando for o caso – pois os escrúpulos angustiantes podem ser uma doença – consulte um médico de bom critério.

Retirado do livro: “Para estar com Deus”. Francisco Faus. Ed. Cleófas e Cultor de Livros.

Como fazer um bom momento de ação de Graças?


Resultado de imagem para após receber a comunhão

No momento de comungar, não vos preocupeis mais com os vossos pecados, o que, além de ser uma perigosa tentação, lançar-vos-ia na tristeza e desassossego, inimigos da piedade.

Com a tranquilidade da consciência e um suave sentimento de confiança na bondade de Jesus que vos convida e vos espera, ide receber o vosso Deus de amor.

Dirigi-vos para a Santa Mesa de olhos baixos, com um andar grave e modesto, e ajoelhai-vos impressionados de alegria e felicidade do coração.

Deixai, se quiserdes, que a Santa Hóstia permaneça um momento sobre a vossa língua a fim de que Jesus, verdade e santidade, a purifique e santifique. Introduzia depois em vosso peito, no trono de vosso coração, e, abandonado em silêncio, começai a ação de graças.

A conversação interior depois da Comunhão não requer um estado de vida espiritual muito elevado. Tendes boa vontade? Jesus vos falará então e compreender-lhe-eis a linguagem.

O momento mais solene de vossa vida é o de ação de graças, em que possuis o Rei do Céu e da Terra, vosso Salvador e Juiz, disposto a vos conceder tudo o que Lhe pedirdes.

Nosso Senhor permanece pouco tempo em nossos corações, após a Santa Comunhão, porém os efeitos de sua presença se prolongam. As santas espécies são como o invólucro de um remédio, o qual se rompe e desaparece no organismo. A alma se torna então como um vaso que recebeu um perfume precioso.

Consagrai à ação de graças meia hora se vos for possível, ou, pelo menos, um rigoroso quarto de hora. Daríeis prova de não ter coração e de não saber apreciar devidamente o que é a Comunhão, se, após haver recebido Nosso Senhor, nada sentísseis e não Lhe soubésseis agradecer.

E, durante o dia, sede como um santo que tivesse passado uma hora no Céu; não vos esqueçais da visita régia de Jesus.

A ação de graças é imprescindível necessidade, a fim de evitar que a Santa Comunhão degenere num simples hábito piedoso.

Haveis de colher frutos servindo-vos dos fins do Sacrifício.

Adorai Jesus sobre o trono de vosso coração, apoiando-vos sobre o d’Ele, ardente de amor. Extrai-lhe o poder, oferecei-Lhe, em homenagem de adoração e de total submissão, as chaves de vossa morada. Proclamai-O, Senhor vosso, confessai-vos seu feliz servo, disposto a tudo para Lhe dar prazer.

Agradecei-Lhe a honra que vos fez, o amor que vos testemunhou, e o muito que vos deu nessa Comunhão! Louvai a sua bondade e o seu amor para convosco, que sois tão pobre, tão imperfeito, tão infiel! Convidai os anjos, os santos, a divina Mãe de Jesus para louvá-Lo, bendizê-Lo e agradecer-Lhe por vós. Uni-vos às ações de graças amantes e perfeitas da Santíssima Virgem.

Agradeçamos por intermédio de Maria, pois quando um filho recebe alguma coisa cabe à mãe agradecer por ele. A ação de graças identificada com a de Maria Santíssima será perfeita e bem aceita pelo Coração de Jesus.

Retirado do livro: “Flores da Eucaristia”.

PRUDÊNCIA: MAIS SOBRE JUÍZO MORAL


Imagem relacionada
Como víamos, somente a consciência guiada pela luz de Deus formula juízos morais corretos: os únicos que nos permitem ser prudentes. Vamos aprofundar um pouco mais nesse tema.

  1. AINDA SOBRE O JUÍZO DA CONSCIÊNCIA
  1. Há luzes falsas

São muitas as luzes falsas que tiram a consciência dos trilhos e falsificam a bondade das nossas ações. Jesus nos alerta: Se o teu olho – o olho da alma  – estiver são, ficarás todo cheio de luz. Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas (Mt 6, 22-23).
Vem-me ao pensamento um conto de Chesterton, O fim dos Pendragon[1], que trata de um “almirante” louco, que morava num velho casarão nas costas rochosas da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra. Construiu uma torre em cujo cimo podia acender uma grande fogueira, e assim simulava de longe um farol marítimo. Com essa luz falsa, enganava navegantes rivais que queria eliminar e os induzia a naufragar e morrer no labirinto das rochas.
Que “luzes” nos enganam mais facilmente? Quais os falsos faróis que nos fazem naufragar na vida moral? Vejamos alguns, mesmo que repisemos ideias já expostas ou apontadas nos capítulos anteriores.
─ O farol do subjetivismo. A pessoa  – já víamos isso – confunde a consciência com um sentimento subjetivo. Não nos damos conta de que o que nós “achamos” está condicionado frequentemente por vícios e influências que obscurecem a retidão moral.
Mais ainda. «Quando o homem não se preocupa suficientemente com a procura da verdade e o bem, a consciência pouco a pouco, pelo hábito do pecado, se torna quase obcecada»[2]. É a cegueira moral, a moral insanity .
«Acaba-se por assumir – dizia São João Paulo II – como única e indiscutível referência para as próprias decisões, não já a verdade sobre o bem e o mal, mas apenas a sua subjetiva e volúvel opinião ou, simplesmente, o seu interesse egoísta e o seu capricho… Diminui toda referência a valores comuns e a uma verdade absoluta para todos: a vida social aventura-se pelas areias movediças de um relativismo total. Então, tudo é convencional, tudo é negociável, inclusive o primeiro dos direitos fundamentais, o direito à vida»[3].
─ O farol do politicamente correto. É fácil ser arrastado pela correnteza do pensamento dominante. Se todo o mundo pensa assim, acha-se que aquilo tem que estar certo; ou então adere-se covardemente para ser bem aceito. Ora,  a opinião “geral” – até mesmo em muitos ambientes católicos – com frequência não coincide com o que é o critério “normal”, o que corresponde aos valores autênticos da vida moral.
Uma corrupção econômica ou sexual generalizada não torna esses comportamentos moralmente bons. São incontáveis os jovens e menos jovens que substituem os valores da ética natural e da moral cristã pelas falsas “liberdades comportamentais” do ambiente (abusos destemperados do sexo, do álcool, da droga, do consumismo, da pornografia, do exibicionismo e da mentira nas redes sociais), e acham que isso é “normal”. É a moral que transforma em valores os erros estatisticamente majoritários.
Vale a pena transcrever umas palavras do conhecido filósofo espanhol Julián Marías: «O homem da nossa época recebe uma série de interpretações da realidade que, muitas vezes, têm um caráter moral. Aparecem formas de vida, de relacionamento humano, de família, de ética política que são, de certa forma, interpretações a uma determinada luz e, muitas vezes, apresentam-se como normais só porque são frequentes. Essa identificação parece-me muito perigosa: considerar o que é frequente como normal, o que é normal como lícito, e o que é lícito legalmente como se fosse moral. Não! Trata-se de identificações inaceitáveis. Pode haver coisas frequentes que não são normais, e pode haver coisas lícitas legalmente, mas que não o são moralmente. É preciso analisar cada caso concreto»[4].
─ O farol das ideologias. É uma falsa luz muito aparentada com a anterior. Hoje, a influência do ambiente, a pressão da mídia, o tom doutoral e agressivo dos militantes das  ideologias em pauta é uma pirotecnia de luzes enganadoras, que pretendem dominar monoliticamente o pensamento de todos. Muitos despreparados caem nessa tirania como a mariposa que queima as asas na chama de uma vela: desde o velho marxismo até o laicismo antirreligioso, passando pelo niilismo e as antropologias antinaturais.
Bem dizia o Papa Bento XVI, «Cresce o perigo de uma ditadura da opinião, e quem não a acata é isolado e marginalizado, de tal forma que há gente boa que não ousa mais manifestar que não concorda com esses grupos. Uma eventual ditadura anticristã do futuro será presumivelmente muito sutil. Ela se mostrará aparentemente aberta às religiões, mas com a condição de que não mexam no seu modelo de conduta e de pensamento»[5]. São novos dogmas de fé, com a sua própria inquisição, apoiados até mesmo pela lei e os tribunais.
  1. O farol que não engana
No meio desse hallowen, dessa festa das bruxas, destaca o brilho da lux vera (Jo 1, 9), a luz verdadeira, única que pode guiar as nossas vidas por caminhos de bondade.
Santo Agostinho indica um rumo certo: «A prudência é o amor que sabe discernir bem que coisas nos ajudam a caminhar para Deus, e quais nos podem impedir de fazê-lo»[6]. E alerta: «Não pretendas desviar o coração de Deus, que é sempre reto, para que se acomode à perversidade do teu»[7].
Voltemos ao Catecismo, que nos mostra o verdadeiro farol: «A consciência deve ser educada e o juízo moral esclarecido. Uma consciência bem formada é reta e verídica. Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência é indispensável aos seres humanos submetidos  a influências negativas e tentados pelo pecado a preferirem o próprio juízo e a recusar os ensinamentos autorizados» (n. 1783)
Depois, o mesmo Catecismo (n. 1785), concretiza os modos de procurar a lux vera para, com base nela, formular os nossos juízos éticos:
─ «Na formação da consciência, a Palavra de Deus é a luz do nosso caminho; é preciso que a assimilemos na fé e na oração e a ponhamos em prática». Sobretudo, com a leitura e meditação frequente – de preferência, diária – do Novo Testamento, e mais especialmente dos quatro Evangelhos.
─ «É preciso ainda que examinemos a nossa consciência». Lembremos que Jesus dizia que os puros de coração verão a Deus (Mt 5, 8). Com o exame de consciência (bastam uns minutos de balanço espiritual à noite) , identificamos as nossas falhas e  insuficiências, pedimos perdão a Deus, e nos preparamos para purificar a alma com um propósito de retificar e, em muitos casos, com uma boa Confissão. Assim, com a alma purificada pelo perdão de Deus, é mais difícil que nos iludamos com as luzes falsas.
─ «Somos assistidos pelos dons do Espírito Santo». Não nos faltará essa luz divina para as decisões morais, se invocarmos frequentemente a assistência do Espírito Santo: “Ó luz felicíssima, enchei o mais íntimo dos corações dos vossos fiéis”, diz a sequência de Pentecostes Veni, Sancte Spiritus. 
─ «Somos ajudados –diz ainda – pelo testemunho e conselho dos outros». Ajuda-nos muito frequentar um confessor fixo, com quem possamos ter direção espiritual.
─ «Somos guiados pelo ensinamento autorizado da Igreja». O Catecismo da Igreja Católica, na sua edição típica vaticana, é uma fonte de claridade para as dúvidas e ignorâncias da nossa consciência. Basta consultar o assunto em questão no amplíssimo e excelente índice alfabético que, como um dicionário remissivo, se encontra no final do volume.
Nestes tempos de confusão e opiniões morais conflitantes, mesmo no âmbito católico, é importante ter presente o que São João Paulo II dizia sobre esse Catecismo:
Catecismo da Igreja Católica é «norma segura para o ensino da fé…, texto de referência seguro e autêntico para  ensino da doutrina católica… É oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação» (Constituição Apostólica Fidei depositum, de 11 de outubro de 1992).

[1] A sabedoria do padre Brown, cap. XIV
[2]  cf. Concílio Vaticano II, Const. Gaudium et spes, n. 16.
[3] Encíclica Evangelium Vitae, nn. 19, 20.
[4] Conferência A moralidade coletiva, pronunciada em 15/04/98. Cf. www.hottopos.com
[5] Cf. Dag Tessore, Bento XVI – Questões de fé, ética e pensamento na obra de Joseph Ratzinger.  Ed. Claridade, São Paulo 2005, p. 24
[6] Os costumes da Igreja católica e os dos maniqueus, 1, c. 15
[7] Enarrationes in Psalmos, 63, 18

A febre de Pe. Pio

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e barba

Padre Pio, sofria todas as cruzes e fazia todo tipo de penitências, de bom grado, pela conversão dos pecadores e pela remissão dos pecados dos outros, já que certamente não pagava somente pelos seus próprios. A febre era apenas uma dessas provações pelas quais o santo passava.Febres essas que passavam dos 50 graus e nenhum termômetro comum conseguia medir! O corpo do Padre Pio chegava a temperaturas tão absurdas que o termômetro chegava a arrebentar.