sábado, 23 de março de 2019

O valor da honestidade

STUDYING

A honestidade tornou-se um requisito desejado e desejável em todas as áreas vitais

À primeira vista, o conceito de honestidade parece bastante simples. Tudo o que você precisa fazer é dizer a verdade e agir com retidão em todas as situações. Então, por que pessoas sinceras justificam a distorção da verdade em certas situações?
Existem inúmeras situações que muito rapidamente testarão nossa determinação de ser completamente honestos.
Podemos nos recordar da nossa infância quando queríamos evitar ser punidosO medo leva as crianças a mentir em um esforço para evitar consequências que sejam consideradas negativas. Desta forma, a mentira é apresentada como menos dolorosa do que a honestidade, pelo menos aparentemente.
“Justificativas” da falta de honestidade
Além de evitar as consequências de nossas ações, existem mais razões pelas quais supostamente “valeria a pena” não ser inteiramente honesto:
  • Não prejudicar os sentimentos de alguém ou seu orgulho.
  • Evitar que outros pensem mal de nós.
  • Medo de que alguém possa roubar nosso reconhecimento.
  • Pensar que estamos protegendo alguém.
  • Proteger nosso ego ao evitar o constrangimento.
  • Evitar que nossa imagem ou reputação seja comprometida.
  • Quando não gostamos de alguém, mas não queremos que as pessoas saibam.
À primeira vista, você pode pensar que estes seriam motivos perfeitamente legítimos para desviar um pouco a verdade. Afinal, não é para o bem maior?
Pois bem, adotar este tipo de raciocínio distorcido é o mesmo que dizer que o fim sempre justifica os meios. Em outras palavras, é bom fazer algo ruim, desde que você obtenha os resultados desejados.
Ser honesto exige coragem e tato
Ser honesto exige coragem porque nos torna vulneráveis ​​e exige que sejamos responsáveis. Para evitar ferir os sentimentos dos outros com nossa honestidade, o tato também é necessário.
É claro que ser verdadeiramente honesto envolve mais do que dizer a verdade em cada situação, mas, para as pessoas com integridade, é a única opção aceitável.
A honestidade tornou-se um requisito desejado e desejável em todas as áreas vitais.
Permanecer honesto permite, acima de tudo, aumentar a autoconfiança.
Nessa linha fina que separa o que é certo e o que é errado, nossa honestidade pessoal pode nos mostrar o caminho do que realmente é certo.
Ser honesto nem sempre será o curso de ação mais simples ou mais conveniente, mas é o único caminho que lhe dará integridade. Pessoas com integridade sempre reconhecerão e apreciarão sua honestidade e coragem.

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quinta-feira, 7 de março de 2019

CRISTO PARA MORRER, DISSE: “EU TENHO SEDE”. NÃO DIZ QUE TEM DORES, DIZ QUE TEM SEDE. E QUE SEDE SERÁ ESTA?




[Pelo Pe. Manoel José Gonçalves Couto]
Jesus Cristo estando para morrer sobre a cruz, seus carrascos não cessavam de o atormentar e desprezar cada vez mais com injúrias e escárnios. Diziam outros: “Ele tem livrado os outros e agora não pode se livrar a si?” Diziam outros: “Se Ele é o Rei de Israel, que desça agora da cruz”. Porém, enquanto eles o insultavam, Jesus Cristo por eles estava pedindo a seu Eterno Pai.
Vingativo, põe aqui os teus olhos. Olha para o teu Divino Mestre. Ele pediu a seu Eterno Pai perdão para os seus inimigos, e tu? Tu, nem para os teus inimigos, nem para ti o pedes. Dos inimigos desejas vingar-te. Se assim continuas, que esperança de salvação podes ter? Nenhuma, porque não segues o exemplo de Jesus Cristo.
A morte de Jesus Cristo foi, pois, a mais amarga e a mais dolorosa porque morreu sobre uma cruz, sem alívio algum. Desde os pés até a cabeça tudo é dor e aflição. Ele ainda procurou quem o consolasse, mas não achou quem.
Os judeus e os romanos proferiam contra Ele terríveis maldições e blasfêmias. Maria Santíssima bem queria dar-lhe algum alívio, mas as suas dores mais o atormentavam. Não achando na terra quem o consolasse, levantou os olhos ao Céu e pediu socorro a se Eterno Pai, porém o Pai lhe responde: “Não, meu Filho, não quero consolar-te, porque satisfazes a minha justiça por todos os pecados do mundo. É justo, pois, que eu te abandone nesses tormentos e te deixe morrer sem algum alívio.” E foi, então, quando Jesus Cristo deu um grande brado, um ai, proferindo estas palavras para nos fazer conhecer a grande dor em que morria e o grande amor que nos tinha em tanto padecer por nós.
Ó pecador, não sejas mais ingrato a tantos excessos de amor divino. Deixa já o pecado. Já é bem tempo de te voltares para Deus e de ter muito amor a Jesus, que tanto sofreu por ti.
Estando, pois, Jesus Cristo para morrer, disse: “Eu tenho sede”. Não diz que tem dores, diz que tem sede. E que sede será esta? Era um grande desejo que tinha de salvar os pecadores, era um grande desejo que tinha de sofrer e de padecer ainda mais para o salvar. Sabes isto, pecador, e não terás também sede de Jesus?
Ó, se tu tiveras tanta sede ou desejo de te salvar, como Ele teve de sofrer e de padecer por teu amor.
Estando Jesus Cristo para dar o último suspiro, disse com uma voz moribunda: “Já está tudo cumprido. A obra da vossa redenção está concluída. A divina justiça está satisfeita. O Céu já está aberto para todos. Aí vos fica remédio para tudo. Aproveite-se pois quem quiser! Tempo é de deixar o pecado. Já me podeis amar. Pois eu primeiro vos amei a vós. Eu não tenho mais que fazer para ser amado por vós.
Vede, pois, o que eu tenho feito por amor de vós e para que deixeis o pecado. Por vós eu tenho passado uma vida toda cheia de trabalho e aflições. Por vós eu tenho sido esgotado de sangue. Por vós o meu rosto foi escarrado, o meu corpo rasgado, a minha cabeça penetrada de espinhos. Sobre este madeiro por vós tenho sofrido as maiores dores e agonias. Que resta ainda para fazer, pecadores?
Que eu morra por vós! Pois também quero morrer por vós! Morte! Vem, ó morte! Vem tirar-me a vida para salvar estes pecadores. E vós, pecadores, eu vos peço que deixes o pecado e que me ameis. Eu não posso ir mais longe, não posso fazer mais para ganhar o vosso amor e a emenda do vosso pecado. Que me dizes, pecador? Ouves estas coisas e ainda não aborreces nem deixas o pecado?
Ah, quantos infernos serão precisos para castigar as tuas ingratidões? Nem mil infernos! Mil infernos ainda não são suficientes.
Lá está morrendo Jesus Cristo. Está para dar o último suspiro. Os seus olhos já estão moribundos, o seu rosto pálido, o Céu já se obscurece, a terra treme, as sepulturas se abrem. Que sinais são estes tão horrorosos? Assim acontecer porque morreu o Criador do universo, e Ele é o Salvador do gênero humano.
Jesus Cristo, tendo encomendado sua alma a seu Eterno Pai e baixando a cabeça, expirou pela violência da dor. Que me dizes, pecador? Ainda não será tempo de deixar o pecado e de ter muito amor a Jesus? A Jesus que tanto tem sofrido e padecido por teu amor? Ele bem te pudera salvar, passando uma vida bem sossegada e bem regalada. Mas, não. Ele rejeitou as riquezas, deixou os prazeres e os regalos, aborreceu as honras. Escolheu uma vida pobre e uma morte afrontosa.
Que maior prova de amor pode dar o amigo, do que sacrificar sua vida por essa pessoa que ama! Pois Jesus Cristo ainda passou a mais, porque deu a vida por ti, sem tu seres amigo d’Ele. Eras, sim, um grande inimigo, porque eras com o demônio, até lhe fazias uma grande guerra.
Mas se Jesus Cristo deu a própria vida por ti, sendo tu inimigo seu, como podes tu resistir a tanto amor? A Sagrada Paixão de Jesus Cristo é um excesso de misericórdia, é um excesso de amor.
Ó, meu Jesus! Quem poderá meditar na vossa sagrada Paixão e não se abrasar no vosso santo amor? Mas, ai de ti, pecador quanto és infeliz! Pois ainda não amas a Jesus. Tu amas os teus parentes, amas os teus prazeres, amas os teus regalos e divertimentos, amas as tuas conveniências e interesses, até amas os teus animais. Tudo isto amas, e ainda mais do que a Deus, teu Redentor, porque por via destas coisas, e por amor a elas fazes muitos pecados mortais, ofendes muitas vezes a Deus, e deixas a Deus.
Ó, que ingratidões as tuas! Quando abrirás os olhos da tua alma? Ainda queres mais tempo? Pois não esperes por ele, porque ninguém ainda o prometeu a ti. É já, pecador, que deves voltar par Deus e amar muito a Jesus. Pede-lhe perdão das tuas culpas, dizendo:
Ó meu Jesus, perdoai-me, Senhor. Eu bem sei que tenho sido um ingrato a tantos excessos de amor. Porém já conheço as minhas ingratidões e misérias, e quero emendar-me, meu Jesus. Por isso vos peço que me perdoeis. Vós me tendes amado como o maior excesso e eu agora também não quero senão a vós. Todas as minhas obras serão feitas por vós e não quero viver senão para vos amar. Ajudai-me pois, Senhor.
E vós, minha Mãe Santíssima, intercedei também por mim. De vós fico esperando todas as graças que me são necessárias para emendar o pecado e amar muito o vosso Jesus.

https://capelasantoagostinho.com/2018/03/29/cristo-para-morrer-disse-eu-tenho-sede-nao-diz-que-tem-dores-diz-que-tem-sede-e-que-sede-sera-esta/

FAÇAMOS A GENUFLEXÃO PARA A CRUZ


A Tradição finalmente começa a atrair a atenção das pessoas que estão aí nas paróquias, que ouvem já há tantos anos seus padres falando coisas que não são muito bem católicas. Pouco a pouco este trabalho, esta insistência, esta espiritualidade, a fé começa a fazer o seu trabalho. Nosso Senhor nos corações atraindo as almas para onde está o Filho de Deus, para onde está o Seu Santo Sacrifício, para onde está a Sua Missa.
Nosso Senhor morreu hoje para nós, Nosso Senhor entregou o seu corpo e sua alma ao suplício da cruz e nós acompanhamos mais uma vez estes mesmos ritos e quanto mais a gente acompanha, quanto mais nós vivemos a Semana Santa mais as coisas vão acontecendo com uma certa simplicidade.
E o que resta para nós? Resta para nós a cruz, a cruz gloriosamente posta sobre o altar para que nós possamos nos lembrar de Jesus crucificado, nosso redentor, que nos trouxe a salvação. Nada disso é brincadeira, nada disso é teatro, nada disso é para nos alimentar um sentimento religioso. Todos os homens nascem com um sentimento religioso, todos os homens fazem algum culto a algum deus por causa de sentimento religioso, menos nós. Nós não fazemos por sentimento religioso, nós fazemos porque recebemos o dom da fé no coração, a fé sobrenatural.
O mundo de Deus, o mundo do céu está presente dentro de nós. Não é por motivos de sentimentos religiosos que nós estamos aqui, é por fé sobrenatural. Todas as outras religiões por mais belas que sejam, por mais interessantes que sejam historicamente, nada disso vale uma vírgula do rito católico, da doutrina católica, da fé católica, uma vírgula, não vale nada! Porque todos os pagãos que matam suas criancinhas, todos os pagãos que fazem sacrifício de porcos, todos os pagãos que fazem sacrifícios horríveis, muitas vezes humanos, fazem por sentimento religioso. Não vale nada, são obras do demônio, diz São Paulo.
Mas nós fazemos por uma visão de fé sobrenatural que Deus sopra no nosso coração. E esta visão de fé sobrenatural põe a cruz no centro da nossa vida e é por isso que nós estamos hoje celebrando a exaltação da Santa Cruz, não a exaltação da Santa Cruz como na festa de setembro, mas a exaltação da Santa Cruz porque ela foi posta no lugar principal e nós dobramos o joelho no dia de hoje, nós entramos e saímos da igreja fazendo genuflexão para a cruz. Nosso Senhor não está no sacrário, mas a Igreja nos manda e nós obedecemos. Façamos a genuflexão para a cruz, não para o ídolo, não para o gesso, não para a madeira, mas Jesus Cristo está tão presente hoje pela Sua cruz, é tão importante para nós estarmos unidos a sua cruz que nós reconhecemos nela o próprio Cristo e fazemos a genuflexão.
Dia de jejum, dia de penitência. Vamos fazer a nossa penitência com generosidade, vamos oferecer para Nosso Senhor esta fome que nós passamos um pouquinho neste dia para que nós possamos realmente estar comungando com Nosso Senhor crucificado. Para que os efeitos do Seu sangue derramado realmente penetrem no nosso coração e nós possamos dizer amanhã: “Cristo ressuscitou, aleluia!”. E que isso vibre dentro de nós como a verdade espiritual que realmente brota de um coração mortificado por uma Quaresma, endurecido no rude combate por causa de uma Quaresma, de uma penitência, de um jejum. E que nós possamos compreender pela fé sobrenatural o que é a ressurreição para o resto do ano, para o resto da nossa vida. Porque Cristo ressuscitou e nós também ressuscitamos por Cristo, Ele morreu na cruz e nós morremos com ele, fomos batizados nessa morte e saímos das águas batismais para ressuscitarmos com Cristo.
Isso tudo é a grandeza do mistério da nossa fé, isso tudo é a grandeza do único mistério de fé, nenhum outro existe além desse. Nada. Nenhuma outra missa existe que não seja o verdadeiro sacrifício da cruz, renovado incruentamente sobre os nossos altares. E é por isso que nós temos que tirar dessa Semana Santa um sumo, uma seiva de vida espiritual, uma seiva de renovação dos nossos atos, renovação da nossa moral, renovação da nossa casa, das nossas crianças, para que vivam num ambiente religioso. Não façamos essa dicotomia entre a vida na capela e a vida lá fora, não existe isso! Se nós somos católicos aqui e se nós puxamos a espada do combate aqui temos que levá-las pra casa e combater contra essas coisas todas que trazem a corrupção pra dentro da casa de vocês. Nós temos que ter a coragem de enfrentar o mundo porque nós somos portadores da cruz, portadores dessa cruz que Jesus carregou para nós, onde ele morreu por nós e de onde ele vai ressuscitar para torná-la gloriosa para nós.
A única e verdadeira Tradição recusa todo e qualquer compromisso com qualquer modernidade que venha diminuir a luz dessa fé como o Concílio Vaticano Segundo diminuiu. Não podemos, não podemos aceitar isso. E é dentro desse contexto que nós estamos aqui e todos os novatos que vêm já a seis meses, três meses, três semanas, que seja, saibam onde estão pondo os pés, saibam onde estão vindo. É a fé íntegra e nada da modernidade, nada do modernismo, nada.
Nós acabamos de fazer a oração das Nove Orações, tem uma que é pelo Papa e vocês ouviram, nós rezamos pelo Papa. Por mais dor que ele possa causar, pela confusão que ele causa dentro da Igreja, nós rezamos pela conversão deles, para que eles voltem à Tradição, para que eles voltem à verdadeira fé e nos confirme na fé. Mas não podemos aceitar o modernismo deles, isso não. Nada, zero, sem compromisso.
Então, que seja este brilho da fé, de uma fé íntegra e total, de uma fé que nos põe em combate constante contra nós mesmos, contra o mundo modernista, contra o liberalismo do mundo político. Nós nos levantamos contra tudo isso para podermos cantar as alegrias de Jesus ressuscitado, para podermos estar numa Via Sacra como agora faremos, para consagrarmos a Nossa Senhora, como faremos daqui a pouco, para o jejum que vamos fazer. E amanhã, nós temos a Vigília Pascal, mais uma grande cerimônia. E vamos cantar o Exultet, e vamos benzer a água batismal e vamos batizar, e vamos cantar o Aleluia da ressurreição com toda a alegria espiritual do nosso coração. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Sento. Amém.
Por Dom Lourenço Fleichman, Sexta-feira Santa, Niterói, 2017

OS 3 MOTIVOS PRA SE PRATICAR O JEJUM, SEGUNDO SÃO TOMÁS DE AQUINO


Meditações extraídas das obras de São Tomás de Aquino
Pratica-se o jejum por três motivos:
Primeiro, para reprimir as concupiscências da carne. Donde o dizer o Apóstolo (2 Cor 6, 5): «Nos jejuns, na necessidade», porque o jejum conserva a castidade. Pois, como diz Jerônimo, «sem Ceres e Baco Vênus esfria», i. é, pela abstinência da comida e da bebida a luxúria se amortece.
Segundo, praticamos o jejum para mais livremente se nos elevar a alma na contemplação das sublimes verdades. Por isso, refere a Escritura que Daniel (Dn 10), depois de ter jejuado três semanas, recebeu de Deus a revelação.
Terceiro, para satisfazer pelos nossos pecados. Por isso, diz a Escritura (Jl 2, 12): «Convertei-vos a mim de todo o vosso coração em jejum e em lágrimas e em gemido». E é o que ensina Agostinho num sermão: «O jejum purifica a alma, eleva os sentidos, sujeita a carne ao espírito, faz-nos contrito e humilhado o coração, dissipa o nevoeiro da concupiscência, extingue os odores da sensualidade, acende a verdadeira luz da castidade».
O jejum é objeto de preceito. Pois o jejum é útil para delir e coibir as nossas culpas e elevar-nos a mente para as coisas espirituais. Ora, cada um está obrigado, pela razão natural, a jejuar tanto quanto lhe for necessário para conseguir tal fim. Por onde, o jejum, em geral, constitui um preceito da lei natural. Mas, a determinação do tempo e do modo de jejuar, conforme à conveniência e à utilidade do povo Cristão, constitui um preceito de direito positivo, instituído pelos superiores eclesiásticos. E tal é o jejum da Igreja, diferente do jejum natural.
Os tempos de jejum estão convenientemente determinados pela Igreja. O jejum é ordenado por dois motivos: para delir a culpa e para nos elevar a mente às coisas espirituais. Por isso, os jejuns foram ordenados especialmente naqueles tempos em que, sobretudo, devemos os fiéis nos purificar dos pecados e elevar a mente a Deus pela devoção. O que sobretudo se dá antes da solenidade Pascal, quando as culpas são delidas pelo batismo, celebrado solenemente na vigília da Páscoa, em memória da sepultura do Senhor; pois, pelo batismo, somos sepultados com Cristo para «morrer ao pecado», na frase do Apóstolo (Rm 6, 4). E também na festa Pascal devemos, sobretudo, pela devoção, elevar a mente à glória da eternidade, a que Cristo deu começo pela sua ressurreição. Por isso, imediatamente antes da solenidade Pascal, a Igreja nos manda jejuar; e pela mesma razão, nas vigílias das principais festividades, quando devemos nos preparar devotamente para celebrar as festas que se vão celebrar.
 (P. D. Mézard, Quinta-feira depois das cinzas: O jejum

As 5 quintas-feiras de luta contra o mal

MĘSKI RÓŻANIEC

Um movimento de oração proposto pelo Padre Reginaldo Manzotti

O ano de 2019 suscitou no coração do Padre Reginaldo Manzotti um apelo: fazer um grande movimento de oração em prol da igreja que sofre grandes turbulências. Surgiu então, com a luz do Espírito Santo, as cinco quintas-feiras de purificação, proteção e libertação, com meditação dos 5 Mistérios Dolorosos do Santo Rosário.
O tema central é: Jesus Eucarístico, protegei-nos e libertai-nos dos inimigos com a intercessão de Nossa Senhora – Augusta Rainha – e São Miguel Arcanjo – Príncipe Guerreiro.

Na primeira quinta-feira, dia 21 de fevereiro, o Padre Reginaldo reuniu uma
multidão de fiéis no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba, pedindo que Jesus, em Suas Santas Chagas, interceda por todo o povo de Deus e lance um olhar especial e particular para este tempo de trevas que a Igreja está passando. (Você pode ver como foi esta primeira quinta-feira de adoração, clicando aqui)

Padre Reginaldo reforça que não devemos negar os problemas internos que estão
acontecendo, mas nos unir em oração pedindo a purificação e santificação de toda a Igreja. “É tempo de rezar. Filhos, o inimigo não dá trégua. Ele não dorme, mas devemos perceber que em nossa vida o mal se manifesta e por isso a melhor forma de vencermos é com muita oração. De joelhos dobrados, com jejum, oração e penitência, na presença de Jesus, por Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo”, convida o sacerdote.

Como participar

Para quem está em Curitiba e região metropolitana, o momento de Adoração acontece às 19 horas (horário de Brasília), com uma missa às 18 horas e outra às 20 horas. Veja o cronograma
21/02 – Agonia de Jesus no Horto (assista e reze aqui)
28/02 – Flagelação de Jesus
07/03 – Coroação de Espinhos
14/03 – Jesus carregando a cruz no caminho do Calvário
21/03 – Crucifixão e morte de Jesus

Para quem não pode estar presente, é possível acompanhar a adoração pela internet. Durante as cinco quintas-feiras, Padre Reginaldo faz uma transmissão ao vivo pelo seu canal do YouTube às 19 horas (horário de Brasília) (clique aqui para acessar).

sábado, 2 de março de 2019

O segredo para viver bem a Quaresma, segundo João Paulo II

JAN PAWEŁ II

Uma dica imprescindível, porém muitas vezes esquecida

A Quaresma é um tempo maravilhoso para a renovação espiritual. Por muitos séculos tem sido costume abdicar-se de algo durante os 40 dias de preparação para a Páscoa. Isso geralmente consiste em abster-se de coisas como carne, chocolate ou TV. 
Mas São João Paulo II tinha uma ideia diferente das coisas que deveríamos deixar de lado nesta época. 
Na primeira mensagem de Páscoa como Papa, em 1979, ele escreveu: 
“Privar-se de alguma coisa não é apenas dar do que porventura para nós é supérfluo, mas sim dar também algumas vezes daquilo que nos é necessário, à imitação da viúva do Evangelho, a qual sabia bem que o seu óbolo era já um dom recebido de Deus. Privar-se de algo é libertar-se das servidões de uma civilização que nos incita a um conforto e consumo cada vez maiores, sem ter sequer o cuidado da preservação do nosso ambiente, património comum da humanidade.”
O Papa polonês expandiu esse conceito em 1980, explicando: 
“A verdadeira partilha de bens, que é encontro com os outros, ajuda-nos a nos libertar daqueles vínculos que nos tornam escravos; e porque ela nos faz ver nos outros irmãos e irmãs, leva-nos a redescobrir que somos filhos de um mesmo Pai”. 
João Paulo II considerava a Quaresma como uma oportunidade única para nos rendermos à caridade cristã, fazendo o bem aos mais vulneráveis da sociedade. Em 1981, ele ratificou este pensamento: 
“Sim, a Quaresma é um tempo de verdade! Examinemo-nos com sinceridade, franqueza e simplicidade! Os nossos irmãos estão ao nosso lado, na pessoa dos pobres, dos doentes, dos marginalizados e dos velhinhos. A que ponto estamos com o nosso amor? E com a nossa verdade?”
Ao preparar-se para a Quaresma, pense em como você pode servir ao próximo, privando-se não só do que não é essencial  para você, mas também ajudando com aquilo que é vital para amenizar o sofrimento do outro.

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Como saber quando sua raiva é saudável e o que fazer quando não é

ANGRY FIRST

No contexto certo, a raiva pode ter sua função, mas pode facilmente se tornar um veneno

Eu ouvi o som de um vidro quebrando na cozinha e sabia que um dos meus filhos havia deixado cair outro prato. Não tenho orgulho da minha primeira reação. Deveria ter sido preocupação com a segurança do meu filho, mas, em vez disso, foi a raiva.
Em nossa casa, as crianças ao longo dos anos quebraram um número desmedido de pratos e copos.  Toda vez que eu ouço um vidro quebrar, tenho vontade de soltar um grito. Não consigo entender por que isso continua acontecendo e isso me deixa irracionalmente irado.
A raiva chama a atenção. As manchetes dos artigos online são escritas em um estilo controverso para gerar cliques, e as controvérsias são alimentadas por vários políticos para garantir votos. Depois de um tempo, a raiva se torna um hábito e transborda para nossas vidas pessoais.
Estamos ameaçando uns aos outros em textos em mídias sociais, cortando amizades por causa de divergências, e geralmente fomentando a inquietação sobre quem nos prejudicou e que tipo de castigo eterno e doloroso ele realmente merece. Mesmo os eventos mais tolos podem causar raiva.
Estaríamos melhor se respirássemos fundo coletivamente.
Embora dar vazão à raiva possa parecer algo satisfatório, no final isso nos torna vítimas. Pessoas com raiva sentem-se impotentes, e é por isso que reagem com tanta força. Pense em como os monstros online são responsáveis ​​por culpar tal pessoa ou corporação por arruinar nossas vidas. Nós nos sentimos vitimados pela vida em geral e direcionar a raiva para causas externas é uma maneira de tentar recuperar o controle, mas isso nunca funciona. A raiva é estressante. Ela afasta amigos e cria uma sensação constante de ter sido injustiçado. Um estilo de vida de agressividade constante destrói nossa capacidade de ficar com raiva de uma forma saudável, quando ela seria realmente necessária.
A raiva, como uma emoção, é neutra. No contexto adequado, tem seus benefícios. Quando vemos injustiças ou intimidações, é apropriado ter uma reação emocional a isso. A raiva, no entanto, precisa ser saudável. A pergunta que eu faço a mim mesmo quando escuto um copo quebrar em casa é: será que esta raiva que estou sentindo neste caso é saudável?
Como sabemos quando a raiva é prejudicial e quando é saudável? Aqui estão alguns pontos.

Raiva dos outros

Se eu estou com raiva porque o cinema ficou sem pipoca e isso não é justo porque “eu sou incrível e mereço pipoca”, isso não é saudável. Se estou constantemente furioso com meus patrões, com o motorista à minha frente ou com meus filhos por me incomodarem enquanto estou lendo, isso é um sinal de que é necessário ampliar a perspectiva. O mundo não gira em torno de mim. E todas essas pequenas coisas me incomodando representam um sinal de que eu sou egocêntrico. No entanto, se estou com raiva em nome de outra pessoa que foi injustiçada, isso é um sinal de empatia e preocupação.

Tenha certeza de que não é direcionada a uma pessoa

A raiva saudável é direcionada para uma injustiça ou um problema sistemático. Não deve voltar-se para as pessoas. Isso não quer dizer que pessoas específicas não nos causem raiva, mas geralmente isso acontece se houver falta de comunicação, ou se elas tiveram um dia ruim, ou o que quer que seja. Isso não necessariamente desculpa a pessoa, mas fornece um pouco de contexto e uma base para o perdão. Raiva saudável não tem como alvo pessoas e nem busca vingança. Centra-se nas causas subjacentes dos problemas em curso.

Deve ser temporária

A raiva como estado emocional permanente é problemática. Emoções vêm e vão, não podemos evitar isso. Sempre que nos sentimos irritados, nossa primeira reação deve ser fazer uma pausa, deixar a emoção de lado por um momento e fazer um exame razoável da causa. A raiva pode exigir uma resposta, ou podemos achar que isso é injustificado e precisamos deixá-la ir embora. A raiva é saudável quando nos faz reexaminar crenças e problemas.

Ofereça uma solução positiva

A raiva saudável busca resolver-se através de uma mudança positiva. Se estou com raiva de mim mesmo, isso é motivação para realizar algumas mudanças no estilo de vida, seja em mim mesmo ou no meu ambiente. Se estou chateado com uma injustiça, a raiva pode ser a motivação para ter coragem, falar e propor uma solução. A emoção da raiva nunca é um fim em si mesmo. Isso sempre nos motiva a tornar o mundo um lugar melhor.

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