sábado, 30 de março de 2019
Quem é essa Senhora? - Banda DOM
Quem é essa senhora
que me fala com ternura,
que me acolhe sempre com bondade,
em tudo se faz entrega.
Quem é essa senhora
de mãos estendidas
que me espera sempre em seu olhar
em tudo é misericórdia
Bem Aventurada, ouve esta nossa oração.
Maria bendita, nossa consolação.
Mãe, eis-me aqui sou teu filho,
nos teus braços gentis quero estar,
Mãe, eis-me aqui sou teu filho,
minha vida vou te entregar.
Quem é essa senhora
que é Mãe do próprio Deus,
que guarda em seu coração
as palavras de um anjo.
Bem Aventurada, ouve esta nossa oração.
Maria bendita, nossa consolação.
Mãe, eis-me aqui sou teu filho,
nos teus braços gentis quero estar.
Mãe, eis-me aqui sou teu filho,
minha vida vou te entregar...
Artista: Banda DOM
Álbum: O Amor Vai Falar
Data de lançamento: 2015
sexta-feira, 29 de março de 2019
Prudência: Virtudes humanas e cristãs
CULTIVAR AS VIRTUDES HUMANAS E CRISTÃS
«Persuadi-vos – escreve São Josemaria – de que um cristão, se de verdade pretende conduzir-se retamente diante de Deus e diante dos homens, precisa de todas as virtudes, pelo menos em potência»[1].
Tenhamos presente o que dizia o Pe. Antonio Vieira: «Os olhos veem pelo coração; e assim como quem vê por vidros de diversas cores, todas as coisas lhe parecem daquela cor, assim as vistas se tingem dos mesmos humores de que estão bem ou mal afetos os corações»[2].
Onde o Pe. Vieira diz “humores”, coloquemos “vícios”, que são o contrário das virtudes. Para alcançar a clareza do olhar, do julgamento de que a prudência precisa (cf. Mt 6, 22-23), é necessário limpar esses “humores”, e eles só se limpam com a luta pelas virtudes, ajudados pela graça de Deus.
─ Em primeiro lugar – porque têm uma função básica −, precisamos esforçar-nos por cultivar as virtudes humanas[3] já mencionadas antes, ou seja as “virtudes morais”: prudência, justiça, fortaleza, temperança… e as outras virtudes ligadas a elas. Essas virtudes já foram comparadas à estrutura óssea de um corpo. Sem ela, o corpo se esparramaria no chão como uma ameba. Pois bem, sem virtudes, só pode haver homens e mulheres “amebas”, incapazes de segurar a direção prudente da vida.
─ Não duvide de que as quatro virtudes cardeais são inseparáveis. Sem fortaleza, não há autodomínio, quer dizer, não há temperança. Essa moleza impede também que a prudência utilize, com constância e firmeza, os “meios”. Por sua vez, a falta de temperança nos prazeres corporais, ofusca a mente e escurece a prudência, e também enfraquece a vontade desfibrando assim a fortaleza. Finalmente, sem justiça a alma se corrompe e confunde o certo com o errado; deixa de ter, então, um norte que lhe oriente a prudência.
─ Acima das virtudes humanas, e vivificando-as todas, estão as virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Essas três virtudes, diz o Catecismo da Igreja, «informam e vivificam todas as virtudes morais» (n. 1813). Elas criam a abóbada luminosa onde a prudência é guiada com segurança pela “estrela” de Deus, como na história dos Magos.
─ Quando a alma vive sob o influxo dessa constelação de virtudes – teologais e morais −, os valores da vida se enxergam de uma forma mais alta, e a prudência, que agora já é “prudência sobrenatural”, toma rumos bem mais elevados.
Vale a pena recordar uma cena evangélica, que fala da vida de um jovem, que fracassou pela falta de prudência sobrenatural.
O Evangelho nos mostra um rapaz idealista e impetuoso. Empolgado, ao ver e ouvir Jesus, correu ao encontro dele e se lhe jogou aos pés dizendo: Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna? Queria estar com Deus, muito perto de Deus e para sempre. Jesus indicou-lhe o caminho dos dez Mandamentos da Lei de Deus. Satisfeito, o jovem respondeu: Eu os tenho observado desde a minha adolescência.
Jesus então – diz São Marcos – olhou para ele com carinho, e lançou-lhe um apelo: Ainda te falta uma coisa. O que faltava era largar tudo e segui-lo, como fizeram Pedro, João, Mateus, Tiago…. Mal ouviu o apelo da vocação, o jovem ficou pesaroso e foi embora cheio de tristeza, pois possuía muitos bens. Ficou com o seu dinheiro e a sua tristeza, talvez para sempre… (cf. Mc 10, 17-22).
Fez uma inversão de valores. Mais do que acolher o amor de Deus e o privilégio da vocação divina, preferiu aconchegar-se nos seus bens materiais, no dinheiro. Bem dizia Jesus que ninguém pode servir a dois senhores… Não podeis servir a Deus e à riqueza (Mt 6, 24)
Duas virtudes auxiliares
Há uma série de virtudes que Santo Tomás chama “partes integrantes” da prudência, porque só com elas a prudência funciona bem[4]. Vamos considerar duas delas:
─ A docilitas (palavra ligada ao verbo latino docere, ensinar)
«A prudência – diz o santo doutor – refere-se às ações particulares, nas quais a diversidade é quase infinita. Não é possível que um só homem seja plenamente informado de tudo o que a isso se refere, nem em um curto tempo, senão em um longo tempo. Por isso, no que se refere à prudência, em grande parte o homem tem necessidade de ser instruído por outros»[5].
Docilitas é a arte de consultar a quem pode aconselhar-nos – como lembrávamos acima −, e de acolher os seus conselhos e sugestões de mente aberta, com ponderação e sem preconceitos.
Como é difícil a arte de “escutar”. Passamos grande parte da vida escutando-nos a nós mesmos. Ao fazer isso, substituímos a razão objetiva pela subjetividade dos nossos desejos, caprichos e vontades. É lógico que, assim, muitos “juízos” e “decisões” pessoais saiam deturpados.
É próprio do prudente consultar e escutar. Pelo contrário o vaidoso fala, fala, fala, impõe seus pontos de vista, nem que seja na base de gritar mais alto do que os outros. Assim impossibilita o diálogo, ignora a troca enriquecedora de pareceres. Quem não sabe ouvir se empobrece. Isso é muito ruim na família, é ruim entre amigos, é ruim na empresa, é ruim no esporte, é ruim na Igreja …
─ A previdência. É outra “parte integrante” da prudência. Dela, Santo Tomás afirma, entre outras coisas: «Deve-se dizer que todas as vezes que muitas coisas são requeridas para uma ação, uma delas é necessariamente a principal à qual todas as outras se subordinam»[6].
No mundo atual, é normal estar envolvido em muitas coisas, numa complexidade de ocupações e deveres. É necessário ordená-los. Não permitir que o secundário ocupe o lugar do principal, ou que o nosso tempo se organize de forma a deixar de lado os deveres primordiais.
Para mencionar um exemplo comum, lembre-se do grande número de pais e mães que, pela dedicação “desordenada” (ou seja, não necessária nem inevitável) ao trabalho profissional, não deixam espaço para o convívio familiar, não acham tempo para a conversa entre mulher e marido, nem para o diálogo e a vida compartilhada com os filhos.
Isso tudo é uma desordem na hierarquia de valores. Uma imprudência séria, que – por falha na formação da consciência moral − é praticada por muitos como a coisa mais natural do mundo.
O prudente decide sobre os fins e os meios mantendo a ordem de importâncias: ao que é primeiro, deve dedicar-se a melhor atenção e empenho, ainda que não se lhe possa dedicar o maior tempo.
Quer uma ordem hierárquica clara?
─ primeiro, Deus (e os mais necessitados, espiritual e corporalmente, que Jesus identifica consigo: cf. Mt 25, 40)
─ segundo, a família, a “começar” pela mútua dedicação do casal
─ terceiro, os deveres profissionais e sociais, e a responsabilidade pelo bem comum
Dissemos desde o começo que a pessoa prudente tem que decidir quais os fins certos e os meios adequados que deve escolher. Falta-nos apenas refletir sobre a ação, sobre a decisão de agir, de pôr em prática esses meios. É o que veremos nos próximos capítulos.
[1] Amigos de Deus, m. 161
[2] Sermão da quinta quarta-feira, 1669
[3] Cf. A conquista das virtudes, Coedição Cultor de Livros e Cléofas, 2ª ed., São Paulo 2015
[4] S. Tomás chama-as partes integrantes pois são, diz ele, como «as paredes, o teto e as fundações que são parte de uma casa» (Suma Teológica, II-II, 48 c)
[5] Suma Teológica, II-II, 49, 3 c)
[6] Ibidem, II-II, 49, 6, 1
O santo temos
|
|
Prudência: Decisão
TERCEIRA ETAPA: A DECISÃO
1 – A etapa “definitiva” da prudência
Até aqui acompanhamos dois elementos necessários para a virtude da prudência: a reflexão (não agir sem antes ter pensado devidamente) e o juízo (ter julgado ponderadamente acerca dos valores e dos meios a empregar). São dois passos importantes da prudência: conforme o caso, podem ser praticados em poucos segundos, em horas, ou em dias e até mesmo em anos. Mas são necessários para o momento decisivo, que é a hora de agir com prudência, a “hora da verdade”.
Neste sentido, Santo Tomás ensina que «ato principal» da prudência é «comandar, que consiste em aplicar o conhecimento ao desejo e à ação»[1]. Comandar é determinar-se a agir. Por isso, Josef Pieper pode afirmar que a prudência é «a perfeita capacidade de decisão em função da realidade»[2].
Essa decisão leva o processo da prudência à perfeição. Por isso se diz que a prudência é a virtude característica do governante. «Onde se encontra uma razão especial de direção e de comando nos atos humanos, haverá também uma razão especial de prudência… Por isso de considera a ciência de governo uma espécie de prudência»[3]
Vale a pena meditar sobre isso porque frequentemente se cometem graves imprudências por faltas de decisão (no governo da família, de qualquer comunidade,de um país, etc.).
Vejamos algumas modalidades do vício da “indecisão”. Todas elas, evidentemente, são manifestações de fraqueza moral
A hesitação
A vida não é um jogo matemático, no qual todos os elementos e variáveis possam se meter numa tabela ou num computador para obter o resultado infalível.
Não sei se leu ou ouviu dizer que um computador sofisticado da IBM, o Deep blue, acabou vencendo, em 1997, Garry Kasparov, talvez o maior enxadrista de todos os tempos.
Acontece, porém, que não existe o computador do namoro, nem o computador da fidelidade conjugal, nem o computador do amor ao próximo, nem o da vocação cristã, nem sequer o do sucesso de uma missão política ou militar, ou de uma simples microempresa comercial.
Se esse computador existisse, muito teria ajudado Flora, a jovem do romance Esaú e Jacó de Machado de Assis. Flora, a eterna hesitante, morreu sem se haver decidido por nenhum dos dois gêmeos, Pedro ou Paulo, que a cortejavam. Pela sua fraqueza de caráter, se morresse aos noventa anos, seria enterrada ainda indecisa.
Com perdão pela comparação, pessoas assim vivem uma história análoga à experiência feita por alguns biólogos há tempos: encerrar um cachorro em um cubículo em frente a duas tigelas atulhadas de boa comida, uma à direita e outra à esquerda. Que aconteceu? Diante dos dois banquetes tentadores, o cão morreu de fome antes de engolir um bocado. São as pessoas do famoso «nem sim nem não, antes muito pelo contrário».
Às vezes custa decidir, porque isso significa inevitavelmente excluir. Se você decide casar-se com tal pessoa, exclui todas as outras. Aquele que decide alistar-se como voluntário na força de paz da ONU exclui continuar na tranquilidade do lar. Não se pode jogar baralho mantendo todas as cartas na mão. Algumas delas, por vezes a maioria, têm que ser descartada.
O medo
Outras vezes, para nos decidirmos a algo que valha a pena, precisamos ultrapassar a barreira do medo.
─ Medo de que não dê certo. Medo dos imprevistos. Medo das dificuldades. Medo de não ser capaz. Se você não vencer esse medo, nunca fará nada.
A decisão exige “lançar-se” a fazer, sabendo que nada na vida está absolutamente garantido e sempre podem surgir surpresas ou imprevistos. Sem essa coragem de começar, de empreender, de arriscar, nunca faríamos nada que valesse a pena… e nem sequer enfrentaríamos as dificuldades do cotidiano. Não iríamos de carro, porque poderia haver um acidente, não desceríamos uma escada porque poderíamos escorregar e quebrar o pescoço…
Shakespeare mostra-nos Hamlet monologando sobre a sua própria reflexão indecisa: ele reconhece que se dedica a «pensar nas consequências com excessiva minúcia», e acaba confessando: «Reflexão esta que, de quatro partes, tem uma só de prudência e sempre três de covardia»[4].
Aos que se sintam indecisos por esse tipo de medos, aconselharia ler os relatos das diversas viagens de Amyr Klink. Impressiona a seriedade – a prudência! – com que preparou em cada caso o barco, os alimentos, as rotas, o clima, o estudo das correntes marítimas, as experiências dos exploradores mais qualificados, e tantos detalhes mais.
Quando chegou a hora em que, com tudo suficientemente preparado, tinha que partir, partiu. E não recuou no meio da travessia. Assim se inscreveu entre os grandes dessas aventuras imortais (Amundsen, Shackleton…). Bem conhecidos são alguns conselhos dele, que são verdadeiras máximas de prudência:
─ «Para se chegar, onde quer que seja, é preciso, antes de mais nada, querer».
─ «O pior naufrágio é não partir».
Medite também estas outras considerações de São Josemaria:
«Pela prudência, o homem é audaz, sem insensatez. Não evita, por ocultas razões de comodismo, o esforço necessário […]. Não atua com tresloucada precipitação ou com absurda temeridade, mas assume o risco das suas decisões e não renuncia a conseguir o bem por medo de não acertar»[5].
O falso querer
A prudência pode perder-se pela fragilidade do querer. É o caso das pessoas que querem, dizem que querem, mas falta-lhes caráter e convicção.
Tranquilizam a consciência pensando que, na verdade, “estão querendo sinceramente” (dedicar-se muito mais aos filhos, preparar um concurso difícil, assumir um compromisso de serviço à comunidade, resolver longas dúvidas sobre a vocação), mas na realidade não querem, só “gostariam de”…
São os que alguém chamava “os suicidas do condicional”. “Eu gostaria muito de recomeçar a minha vida cristã: assisti a um filme sobre padre Pio e chorei”, “Eu gostaria tanto de fazer juntamente com a esposa um curso de orientação familiar do IOF, me falaram que é ótimo… Vamos ver se no ano que vem vai dar, quem sabe…”.
Mil desculpas de pura moleza ou preguiça levam a não resolver. Os desejos matam o preguiçoso, diz o Livro dos Provérbios (21, 25). Morre no pântano do condicional.
Para esses São Josemaria escrevia: «Um querer sem querer é o teu… – Não queiras iludir-te dizendo-me que és fraco. És … covarde, o que não é o mesmo» (Caminho, n.714).
Em contraste com os moles inoperantes, penso em Santa Teresa de Ávila. Uma mulher de fraca saúde e com uma vida cheia de incompreensões, perseguições e obstáculos aparentemente invencíveis.Tinha orado, meditado e se aconselhado muito; por isso estava certa do que Deus lhe pedia. E em poucos anos realizou – com a fundação de um grande número de mosteiros de carmelitas descalças – o que raríssimos homens e mulheres de empresa conseguem durante a vida[6]. Um trabalho, um serviço, que continua a dar frutos vigorosos e saborosos em todo o mundo.
A importância de um querer sincero atinge o grau máximo quando se trata de decisões das quais depende o sentido profundo da existência (o ideal, a fé, a vocação cristã, a fidelidade, o amor, a família).
Pensando nisso, peço-lhe que medite devagar (sinceramente!) este ponto de Caminho: «Dizes que sim, que queres. – Está bem. – Mas… queres como um avaro quer o seu ouro, como uma mãe quer ao seu filho, como um ambicioso quer as honras, ou como um pobre sensual quer o seu prazer? – Não? Então não queres» (n. 316).
[1] II-II, q. 47, 8 c
[2] Obra citada, p. 44
[3] Santo Tomás, Suma Teológica II-II, 50, 1 c
[4] Hamlet, príncipe da Dinamarca, ato quarto, terceira cena.
[5] Amigos de Deus, n. 88
[6] Ver Livro da vida e As Fundações. Ed. Paulus, São Paulo
Exercícios espirituais - Obras de misericórdia

1ª semana - *Obras de misericórdia espirituais*
5º dia - *Perdoar (as injustiças de boa vontade)*
_O perdão é uma exigência do Evangelho, e uma condição para entrar no Reino. Jesus nos dá essa lição ao ensinar a oração do Pai Nosso: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.” (Mt 6, 14-15)_
_Se nós não perdoamos, impedimos que o perdão de Deus chegue a nós._
_São Paulo também nos exorta: “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente toda vez que tiverdes queixas contra os outros. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós” (Col 3, 13)._
_Pedir perdão a Deus é fácil, mas conceder o perdão aos outros na maioria das vezes é difícil, e agimos como o servo mau que foi perdoado no muito que devia, e não soube perdoar seu próximo no pouco que lhe era devido (Mt 18, 23-35)._
_Perdoar de coração deveria nos levar a esquecer toda injustiça sofrida, mas nem sempre conseguimos, e nem sempre voltamos a um relacionamento normal com a pessoa perdoada, isso não deve nos impedir de, à luz do Espírito Santo, exercitar e aprimorar o perdão, pois nem sempre e na maioria das vezes um ato de vontade pode eliminar uma lembrança._
_No dialogo com Pedro, Nosso Senhor Jesus ensina que devemos perdoar sempre e sem limites (Mt 18, 21-22)._
_Negar o perdão nos leva um ato de injustiça com Deus, conosco e com os irmãos.
*MEDITAÇÃO (REFLEXÃO)*
1. Você tem pedido perdão às pessoas que você ofendeu?
2. Você tem dado o perdão para as pessoas que te ofenderam?
3. Você tem pedido perdão a Deus pelos seus atos e ações? Palavras e omissões?
*ORAÇÃO*
Jesus, ensina-me a amar como Tu me amas. Que eu saiba perdoar assim como Tu nos destes o exemplo, ao orar ao Pai pedindo perdão pelos que O crucificavam. Ensina-me a amar e perdoar quem me ofendeu. E dai-me a humildade e sabedoria de pedir perdão a quem eu ofendi. Amém.
*A paz de Cristo!*
Fonte: https://www.padrereginaldomanzotti.org.br/artigo/obras-de-misericordia-espirituais/
sábado, 23 de março de 2019
O valor da honestidade

A honestidade tornou-se um requisito desejado e desejável em todas as áreas vitais
À primeira vista, o conceito de honestidade parece bastante simples. Tudo o que você precisa fazer é dizer a verdade e agir com retidão em todas as situações. Então, por que pessoas sinceras justificam a distorção da verdade em certas situações?
Existem inúmeras situações que muito rapidamente testarão nossa determinação de ser completamente honestos.
Podemos nos recordar da nossa infância quando queríamos evitar ser punidos. O medo leva as crianças a mentir em um esforço para evitar consequências que sejam consideradas negativas. Desta forma, a mentira é apresentada como menos dolorosa do que a honestidade, pelo menos aparentemente.
“Justificativas” da falta de honestidade
Além de evitar as consequências de nossas ações, existem mais razões pelas quais supostamente “valeria a pena” não ser inteiramente honesto:
- Não prejudicar os sentimentos de alguém ou seu orgulho.
- Evitar que outros pensem mal de nós.
- Medo de que alguém possa roubar nosso reconhecimento.
- Pensar que estamos protegendo alguém.
- Proteger nosso ego ao evitar o constrangimento.
- Evitar que nossa imagem ou reputação seja comprometida.
- Quando não gostamos de alguém, mas não queremos que as pessoas saibam.
À primeira vista, você pode pensar que estes seriam motivos perfeitamente legítimos para desviar um pouco a verdade. Afinal, não é para o bem maior?
Pois bem, adotar este tipo de raciocínio distorcido é o mesmo que dizer que o fim sempre justifica os meios. Em outras palavras, é bom fazer algo ruim, desde que você obtenha os resultados desejados.
Ser honesto exige coragem e tato
Ser honesto exige coragem porque nos torna vulneráveis e exige que sejamos responsáveis. Para evitar ferir os sentimentos dos outros com nossa honestidade, o tato também é necessário.
É claro que ser verdadeiramente honesto envolve mais do que dizer a verdade em cada situação, mas, para as pessoas com integridade, é a única opção aceitável.
A honestidade tornou-se um requisito desejado e desejável em todas as áreas vitais.
Permanecer honesto permite, acima de tudo, aumentar a autoconfiança.
Nessa linha fina que separa o que é certo e o que é errado, nossa honestidade pessoal pode nos mostrar o caminho do que realmente é certo.
Ser honesto nem sempre será o curso de ação mais simples ou mais conveniente, mas é o único caminho que lhe dará integridade. Pessoas com integridade sempre reconhecerão e apreciarão sua honestidade e coragem.
https://pt.aleteia.org/2019/03/22/o-valor-da-honestidade/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
quinta-feira, 7 de março de 2019
CRISTO PARA MORRER, DISSE: “EU TENHO SEDE”. NÃO DIZ QUE TEM DORES, DIZ QUE TEM SEDE. E QUE SEDE SERÁ ESTA?

[Pelo Pe. Manoel José Gonçalves Couto]
Jesus Cristo estando para morrer sobre a cruz, seus carrascos não cessavam de o atormentar e desprezar cada vez mais com injúrias e escárnios. Diziam outros: “Ele tem livrado os outros e agora não pode se livrar a si?” Diziam outros: “Se Ele é o Rei de Israel, que desça agora da cruz”. Porém, enquanto eles o insultavam, Jesus Cristo por eles estava pedindo a seu Eterno Pai.
Vingativo, põe aqui os teus olhos. Olha para o teu Divino Mestre. Ele pediu a seu Eterno Pai perdão para os seus inimigos, e tu? Tu, nem para os teus inimigos, nem para ti o pedes. Dos inimigos desejas vingar-te. Se assim continuas, que esperança de salvação podes ter? Nenhuma, porque não segues o exemplo de Jesus Cristo.
A morte de Jesus Cristo foi, pois, a mais amarga e a mais dolorosa porque morreu sobre uma cruz, sem alívio algum. Desde os pés até a cabeça tudo é dor e aflição. Ele ainda procurou quem o consolasse, mas não achou quem.
Os judeus e os romanos proferiam contra Ele terríveis maldições e blasfêmias. Maria Santíssima bem queria dar-lhe algum alívio, mas as suas dores mais o atormentavam. Não achando na terra quem o consolasse, levantou os olhos ao Céu e pediu socorro a se Eterno Pai, porém o Pai lhe responde: “Não, meu Filho, não quero consolar-te, porque satisfazes a minha justiça por todos os pecados do mundo. É justo, pois, que eu te abandone nesses tormentos e te deixe morrer sem algum alívio.” E foi, então, quando Jesus Cristo deu um grande brado, um ai, proferindo estas palavras para nos fazer conhecer a grande dor em que morria e o grande amor que nos tinha em tanto padecer por nós.
Ó pecador, não sejas mais ingrato a tantos excessos de amor divino. Deixa já o pecado. Já é bem tempo de te voltares para Deus e de ter muito amor a Jesus, que tanto sofreu por ti.
Estando, pois, Jesus Cristo para morrer, disse: “Eu tenho sede”. Não diz que tem dores, diz que tem sede. E que sede será esta? Era um grande desejo que tinha de salvar os pecadores, era um grande desejo que tinha de sofrer e de padecer ainda mais para o salvar. Sabes isto, pecador, e não terás também sede de Jesus?
Ó, se tu tiveras tanta sede ou desejo de te salvar, como Ele teve de sofrer e de padecer por teu amor.
Estando Jesus Cristo para dar o último suspiro, disse com uma voz moribunda: “Já está tudo cumprido. A obra da vossa redenção está concluída. A divina justiça está satisfeita. O Céu já está aberto para todos. Aí vos fica remédio para tudo. Aproveite-se pois quem quiser! Tempo é de deixar o pecado. Já me podeis amar. Pois eu primeiro vos amei a vós. Eu não tenho mais que fazer para ser amado por vós.
Vede, pois, o que eu tenho feito por amor de vós e para que deixeis o pecado. Por vós eu tenho passado uma vida toda cheia de trabalho e aflições. Por vós eu tenho sido esgotado de sangue. Por vós o meu rosto foi escarrado, o meu corpo rasgado, a minha cabeça penetrada de espinhos. Sobre este madeiro por vós tenho sofrido as maiores dores e agonias. Que resta ainda para fazer, pecadores?
Que eu morra por vós! Pois também quero morrer por vós! Morte! Vem, ó morte! Vem tirar-me a vida para salvar estes pecadores. E vós, pecadores, eu vos peço que deixes o pecado e que me ameis. Eu não posso ir mais longe, não posso fazer mais para ganhar o vosso amor e a emenda do vosso pecado. Que me dizes, pecador? Ouves estas coisas e ainda não aborreces nem deixas o pecado?
Ah, quantos infernos serão precisos para castigar as tuas ingratidões? Nem mil infernos! Mil infernos ainda não são suficientes.
Lá está morrendo Jesus Cristo. Está para dar o último suspiro. Os seus olhos já estão moribundos, o seu rosto pálido, o Céu já se obscurece, a terra treme, as sepulturas se abrem. Que sinais são estes tão horrorosos? Assim acontecer porque morreu o Criador do universo, e Ele é o Salvador do gênero humano.
Jesus Cristo, tendo encomendado sua alma a seu Eterno Pai e baixando a cabeça, expirou pela violência da dor. Que me dizes, pecador? Ainda não será tempo de deixar o pecado e de ter muito amor a Jesus? A Jesus que tanto tem sofrido e padecido por teu amor? Ele bem te pudera salvar, passando uma vida bem sossegada e bem regalada. Mas, não. Ele rejeitou as riquezas, deixou os prazeres e os regalos, aborreceu as honras. Escolheu uma vida pobre e uma morte afrontosa.
Que maior prova de amor pode dar o amigo, do que sacrificar sua vida por essa pessoa que ama! Pois Jesus Cristo ainda passou a mais, porque deu a vida por ti, sem tu seres amigo d’Ele. Eras, sim, um grande inimigo, porque eras com o demônio, até lhe fazias uma grande guerra.
Mas se Jesus Cristo deu a própria vida por ti, sendo tu inimigo seu, como podes tu resistir a tanto amor? A Sagrada Paixão de Jesus Cristo é um excesso de misericórdia, é um excesso de amor.
Ó, meu Jesus! Quem poderá meditar na vossa sagrada Paixão e não se abrasar no vosso santo amor? Mas, ai de ti, pecador quanto és infeliz! Pois ainda não amas a Jesus. Tu amas os teus parentes, amas os teus prazeres, amas os teus regalos e divertimentos, amas as tuas conveniências e interesses, até amas os teus animais. Tudo isto amas, e ainda mais do que a Deus, teu Redentor, porque por via destas coisas, e por amor a elas fazes muitos pecados mortais, ofendes muitas vezes a Deus, e deixas a Deus.
Ó, que ingratidões as tuas! Quando abrirás os olhos da tua alma? Ainda queres mais tempo? Pois não esperes por ele, porque ninguém ainda o prometeu a ti. É já, pecador, que deves voltar par Deus e amar muito a Jesus. Pede-lhe perdão das tuas culpas, dizendo:
Ó meu Jesus, perdoai-me, Senhor. Eu bem sei que tenho sido um ingrato a tantos excessos de amor. Porém já conheço as minhas ingratidões e misérias, e quero emendar-me, meu Jesus. Por isso vos peço que me perdoeis. Vós me tendes amado como o maior excesso e eu agora também não quero senão a vós. Todas as minhas obras serão feitas por vós e não quero viver senão para vos amar. Ajudai-me pois, Senhor.
E vós, minha Mãe Santíssima, intercedei também por mim. De vós fico esperando todas as graças que me são necessárias para emendar o pecado e amar muito o vosso Jesus.
https://capelasantoagostinho.com/2018/03/29/cristo-para-morrer-disse-eu-tenho-sede-nao-diz-que-tem-dores-diz-que-tem-sede-e-que-sede-sera-esta/
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Deus Todo Poderoso, que sofrestes a morte sobre a madeira sagrada, por todos os nossos pecados sede comigo. Santa Cruz de Jesus...
-
ORAÇÃO DE MARIA VALEI-ME Maria, valei-me Aos vossos devotos, Vinde, socorrei-nos! Vosso amor se empenha, Ó Virgem da Penha, ...
-
O pe. Amorth é mundialmente conhecido e respeitado em seu ministério de combate ao diabo ORAÇÃO CONTRA TODO MAL Espírito do S...
