domingo, 9 de junho de 2019

O segredo para encontrar a paz e a liberdade espirituais


Se você quer ser incendiada(o) com o Espírito Santo, você precisa seguir este conselho

O Espírito Santo quer nos dar uma liberdade espiritual que irá deixar nosso coração em paz. No entanto, nem sempre é fácil eliminar os vários obstáculos que nos impedem de experimentar essa liberdade.
Em sua homilia chamada “O Grande Desconhecido”, São Josemaria Escrivá descreve o que ele acredita ser o segredo para essa liberdade:
União com a cruz, porque na vida de Cristo a ressurreição e o Pentecostes foram precedidos pelo Calvário. Esta é a ordem que deve ser seguida na vida de qualquer cristão. Nós somos, como nos diz São Paulo, “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, desde que, no entanto, soframos com ele, para que também possamos ser glorificados com ele”. O Espírito Santo vem a nós como resultado da cruz – como resultado do nosso total abandono à vontade de Deus, da nossa busca apenas da sua glória e da renúncia total a nós mesmos.
Escrivá continua explicando:
Somente quando formos fiéis à graça e determinados a colocar a cruz no centro de nossas almas, negando a nós mesmos pelo amor de Deus, destacando-nos de verdade de todo egoísmo e falsa segurança humana, só então receberemos a plenitude do grande fogo, a grande luz, o grande conforto do Espírito Santo. É então, também, que as almas começam a experimentar a paz e a liberdade que Cristo conquistou para nós e que nos são dadas com a graça do Espírito Santo.
Este é um ensinamento fundamental de Jesus Cristo, que disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, irá recobrá-la” (Mateus 16, 24-25).
A tarefa não é fácil, mas é necessária para alcançar uma verdadeira e duradoura paz e liberdade dentro da alma de uma pessoa. Nós devemos morrer para nós mesmos se quisermos viver no Espírito Santo.
Então, na próxima vez que você se sentar para orar, considere o que está te impedindo de ter essa liberdade espiritual e o que você precisa negar na sua vida para encontrar a paz que você tanto anseia.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

SABEIS QUE EU VOS AMO!

Sabeis que eu Vos Amo

Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo, porque me conheces até o fundo do meu ser.
Vós sabeis que eu Vos amo, mesmo que não o consiga exprimir na oração.
Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo, mesmo que eu não consiga mostrar-Vos o meu amor como queria.
Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo, mesmo que eu me pergunte se meu amor é sincero e verdadeiro.
Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo, mesmo que eu não sinta nada deste amor que gostaria de doar-Vos.
Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo, e que para mim viver significa amar-Vos.
Senhor, Vós sabeis muito bem como anseio entregar-me interiormente, e que estou sofrendo por não conseguir amar-Vos com mais magnanimidade.
Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo, e que esta certeza ilumina as minhas dúvidas e angústias e que isso me encoraja para amar-Vos ainda mais, porque sabeis da verdade do meu pobre amor e mesmo assim o estimais. Amém.

https://rumoasantidade.com.br/oracoes-fazer-diante-santissimo-sacramento/

domingo, 19 de maio de 2019

Nova pesquisa revela os efeitos da fé no cérebro

PRAYING

A fé traz benefícios psicológicos e físicos, de acordo com estudos científicos

Um artigo da edição de março da revista italiana Benêsse, la saudé con l’anima nos oferece a oportunidade de aprofundar uma perspectiva científica sobre os efeitos psicofísicos da fé, revelando um panorama verdadeiramente encorajador.
O autor é o jornalista científico Piero Bianucci, que desde o início deixa claro que não está tentando tirar uma conclusão exagerada e utilitarista como: “Se você acredita em Deus, não terá nenhum problema de saúde”. Em vez disso, ele quer compartilhar conosco os resultados interessantes de experimentos neurocientíficos que mostram o impacto positivo da experiência religiosa.

Ressonância espiritual

O artigo é amplamente baseado no livro Psychothérapie de Dieu, escrito pelo psiquiatra francês Boris Cyrulnik, que revela que, através do uso de simples e não invasivos exames de ressonância magnética, tornou-se claro que a oração e outras experiências emocionais relacionadas à fé ativam uma área específica do cérebro: os lobos pré-frontais, que estão conectados com o sistema límbico – a área de memórias e emoções fortes (altamente estimuladas na infância).
Como consequência, ele diz, “estudos de circuitos cerebrais não revelam a existência de uma ‘zona de Deus’ ou uma ‘zona de religião’, mas mostram que um ambiente estruturado pela fé religiosa deixa uma marca biológica em nosso cérebro e torna mais fácil redescobrir sentimentos de êxtase ou transcendência adquiridos na infância”.
Isso leva a uma reflexão interessante. É como se tivéssemos um baú dentro de nós, pronto para ser aberto quando precisamos. Atividades como dizer suas preces noturnas quando criança, rezar o Rosário com sua avó ou ir à missa com seus pais não são momentos que desaparecem no ar com a adolescência e a idade adulta.
Mesmo quando nossos filhos adultos rejeitam nosso convite para orar, ou dão as costas decisivamente para a religião, podemos ter certeza de que as boas experiências que tiveram quando crianças, compartilhando conosco atividades baseadas na fé, continuam impressas em seus cérebros, e estarão prontas para reaparecer assim que o filho pródigo sentir a necessidade de voltar para casa.

Cantar nos une

A ideia de que a repetição é necessariamente entediante é um estereótipo muito errado. Quem conhece a beleza e a alegria de rezar o Rosário sabe que essa oração “repetitiva” nos torna como um alegre camponês que está cultivando um campo. Ao capinar e plantar, todo movimento parece repetitivo, mas é somente através dessa constante repetição que o campo é cultivado e semeado, e se torna fértil e frutífero.
A neurociência também descobriu o valor reconfortante e encorajador dos rituais. “A oração e as fórmulas sagradas dissolvem o sofrimento que vem com o isolamento. Quando você canta um hino, você não está sozinho. Objetos sagrados simbolizam a possibilidade de ter acesso àquele que protege a todos. Atos de fé nos inspiram a um sentimento de pertencer. O sentimento de fraternidade cura nossa ansiedade”.
Os relacionamentos são o motivador humano mais importante e são mais eficazes quando o companheirismo é real, na carne. Se as redes sociais nos dão a impressão de estarmos juntos e nos dão fóruns de partilha em que cada um expõe sua opinião, a Santa Missa é um gesto revolucionário, a manifestação de ser um coro, unido em harmonia, no qual reconhecemos um ao outro como iguais, com limites e necessidades compartilhados. Somos alegres porque juntos temos palavras para expressar nossa gratidão e louvor, palavras que funcionam para todos nós e que são verdadeiras para todos e cada um de nós.

Irmã Longevidade, Irmão Bem-Estar

A última notícia surpreendente encontrada no artigo de Piero Bianucci refere-se ao mundo do claustro.
Há muitas histórias de pessoas que nos últimos anos, não apenas no passado, fizeram a escolha contra-cultural de deixar para trás sua liberdade no mundo para se enclausurar em um convento ou mosteiro. Essas pessoas tornaram-se testemunhas, transbordando de alegria, revelando que não estão realmente longe do mundo; eles estão mais presentes no mundo, apesar de estarem às margens.
Os cientistas agora têm uma visão dessa forma entusiasta da vida, que aparentemente produz efeitos físicos e psicológicos: “Um grupo de pesquisadores ficou curioso quando descobriu que a expectativa de vida das freiras é particularmente alta, enquanto a taxa de ocorrência da doença de Alzheimer é incomumente baixa. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que era o ambiente do convento, estruturado na fé e nos rituais, que favorece um maior tempo de vida e que mantém o cérebro das irmãs funcionando de maneira eficiente”.
É lindo saber que esses servos do bem possuem reservas incomuns de perseverança, entusiasmo e força para continuar sua missão e ajudar-nos em nossas dificuldades diárias por meio de suas orações.

Texto original escrito por: Annalisa Teggi

Sejamos um templo santificado


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Jesus quer entrar na nossa casa e fazer uma limpeza. Eu, você, nossa família, todos pertencemos a Deus

Na narração de Jesus que purifica o templo de Jerusalém, Ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo. Fazer um chicote de cordas é uma coisa trabalhosa, é trançar aquelas cordinhas, e isso demora, exige paciência. Jesus não foi no ímpeto. Ele viu e ficou desolado com aquela situação deplorável do templo, a casa do Seu Pai.
Havia no templo uma verdadeira quadrilha, na qual entravam doutores da lei, fariseus, junto com negociantes, com aquelas concordatas deles para explorar o povo e tirar o máximo de lucro. Era uma pouca vergonha. E Jesus limpa o templo dizendo: Esta é a casa do meu Pai, e vós fizeste dela um covil de ladrões, de espertalhões, nos termos de hoje, de corruptos.
Do mesmo modo que Jesus purificou aquele templo, Ele quer purificar os templos de hoje. Meu filho, minha filha, “Acaso não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em vós?” O santuário do Senhor precisa ser santo, cada vez mais. Veja a importância que Deus dá a cada um de nós. Por isso, precisamos progredir na santidade.
Deus nos chamou para a santidade. Nós temos que dizer um solene “não” a toda impureza. Jesus quer entrar na nossa casa e fazer uma limpeza. Eu, você, nossa família, todos  pertencemos a Deus!
Eu peço a Deus que não seja necessário Ele entrar na minha e na sua casa e fazer como fez no templo de Jerusalém, expulsar toda impureza, maldade. Vai ser doloroso, mas, se preciso for, que Jesus faça isso. Senhor dai-nos a graça da santidade!
Monsenhor Jonas Abib

4 sinais de que você pode estar espiritualmente morto




Assim como há indicações de que o corpo morreu, também há sobre a morte espiritual

Ele está vivo ou está morto?
Essa é uma questão importante, não é? Como verificar se alguém está vivo ou morto? Existem sinais bem estabelecidos. Você pode verificar a respiração, verificar se há pulso, ouvir o batimento cardíaco. Até agora, estamos falando de vida física ou morte. E quanto à vida espiritual ou morte?
Mais especificamente: se você estivesse espiritualmente morto, como saberia?
Podemos considerar quatro sinais de que alguém está espiritualmente morto. Eles geralmente são encontrados juntos e não isoladamente.

Primeiro sinal:

Não há esforço. O que quero dizer com isso? Há uma resignação apática ao status quo e nenhuma aspiração por um futuro melhor. Em outras palavras: “Minhas falhas são permanentes; é assim que eu sou. Virtudes são impossíveis para mim; eu não sou esse tipo de pessoa”. Ausência de esforço tem uma semelhança familiar com o pecado mortal da preguiça (acédia), não é?

Segundo sinal:

Sem compaixão. O que quero dizer com isso? Um coração frio como pedra na presença do pecado e do sofrimento. Na presença do pecado, não há indignação pelos direitos e dignidade de Deus; não há pesar pela perda de uma alma humana. Na presença do sofrimento, não há empatia pelos aflitos, muito menos ação em favor daqueles que sofrem. Há simplesmente uma falta de movimento do corpo, mente e coração.
Considere a observação forte de Santo Agostinho: ​​“a esperança tem duas lindas filhas: seus nomes são raiva e coragem. Raiva de que as coisas estejam do jeito que estão. Coragem para colocá-las no caminho que deveriam estar”. Podemos concluir que a ausência de compaixão indica ausência de esperança.

Terceiro sinal:

Sem aprendizado. O que quero dizer com isso? Uma recusa a ser ensinado sobre a santidade de Deus e sobre o nosso pecado. Quando estamos apaixonados, freqüentemente perguntamos à pessoa amada: “Diga-me mais”. Que pessoa sensata não diria “diga-me mais”, quando Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”? (João 14, 6) Nenhum aprendizado indica falta de humildade, isto é, falta de disponibilidade para ouvir a verdade sobre Deus e a verdade sobre nós mesmos.

Quarto sinal:

Sem arrependimento. Quase todos os párocos confirmarão isto: as filas para receber a Santa Comunhão são muito maiores do que as filas da Confissão. O que uma pessoa razoável pode inferir disso? Certamente não que o pecado tenha sido derrotado em nossa vida! Sem arrependimento refere-se a qualquer um que peca sem hesitação, sem se arrepender e sem ter vergonha. É pouco provável que uma cultura que valoriza a auto-estima mais do que a contrição produza muitos grandes santos. Como uma alma, uma cultura sem arrependimento não terá bons frutos ou futuro.
Tendo escrito essas palavras, sei que existe a tentação de pensar em como esses quatro sinais de morte espiritual podem se aplicar aos outros. Podemos ser tentados a fazer uma lista de quais sinais se aplicam a qualquer pessoa que conheçamos.
Vamos resistir a essa tentação! Em vez disso, vamos olhar para essa lista novamente, e refletir sobre a questão dos apóstolos na Última Ceia: “Sou eu, Senhor?” (Mateus 26, 22)
Se isso se aplicar a você, é hora de examinar sua consciência, planejar uma reforma da vida e confessar-se o mais rápido possível. (Sugestão útil: a menos que você tenha sido concebido de modo imaculado, você tem caído em um ou mais desses casos uma vez ou outra!)
Vamos pedir a Nosso Senhor em oração que nos revele onde essas ervas daninhas se enraizaram no jardim de nossas almas. Vamos pedir ajuda divina para arrancar essas ervas daninhas e substituí-las pelas virtudes contrárias.
Vamos compartilhar com um confidente de confiança (um diretor espiritual, o cônjuge ou alguma outra pessoa espiritualmente madura) nossos planos confirmados em oração para consertar nossas vidas. Vamos compartilhar com eles metas identificáveis ​​e mensuráveis, para que, na caridade, eles possam nos ajudar a nos responsabilizarmos pela reforma que todos nós devemos empreender.
Considere isto: se nos recusarmos a admitir que a morte espiritual nos ronda, se teimosamente nos recusarmos a admitir que precisamos nos confessar, arrepender e reformar nossa vida, então estaremos dando as costas para as graças da Quaresma e às bênçãos da Páscoa. Seríamos semelhantes a Lázaro recusando-se a sair da tumba, porque dá trabalho fazer isso. Deus nos livre de tal escândalo!

https://pt.aleteia.org/2019/04/17/4-sinais-de-que-voce-pode-estar-espiritualmente-morto/

3 práticas católicas para quem é “espiritual, mas não religioso”


MAN PONDERING LIFE


Tantas pessoas que acreditam em Deus estão sedentas por algo mais... o que poderia ser?

Como a maioria de vocês sabe, há um número crescente de pessoas que começaram a se identificar como “espirituais, mas não religiosas”.
Eu sempre suspeitei que essa frase realmente cobrisse um grupo diversificado de pessoas, algumas que na verdade estão mais próximas do agnosticismo, e outras que praticam a fé periodicamente, mas não querem se comprometer com ela de perto.
Eu também acredito que a frase “espiritual, mas não religioso” raramente seja usada por pessoas que realmente seguem muitas práticas espirituais em suas vidas. Mas eu acho que as pessoas que usam a frase genuinamente querem ser mais espirituais, e é por isso que a usam. A frase comunica simultaneamente um distanciamento de Deus (através do desapego da maioria das práticas espirituais) e um desejo genuíno de relacionar-se com ele.
Li recentemente um interessante estudo realizado há alguns anos por uma socióloga da religião, Nancy Ammerman, que confirmava isso. Seu estudo descobriu que a maioria das pessoas que são “espirituais” dependem muito das tradições e práticas religiosas. Na verdade, ela descobriu que as pessoas que eram mais ativas na religião organizada também eram as mais comprometidas com as práticas espirituais e uma visão espiritual do mundo. E que as pessoas com o mais forte senso de presença do sagrado são aquelas que participam de atividades religiosas.
Nossa cultura individualista e relativista leva naturalmente a um desejo gnóstico de separar as práticas religiosas (corpo), associadas ao dogma e às regras, da espiritualidade (alma), que está associada ao relacionamento com Deus. Mas a nossa realidade humana simplesmente não permite que isso aconteça. Nós somos ambos: corpo e alma. Se não usamos nosso corpo na vida espiritual, nossas almas sofrem.
Uma maneira simples de explicar isso é a nossa compreensão secular de formar um hábito. Se quisermos ser saudáveis, não basta desejar ser saudável, ou apenas desenvolver mentalidades psicológicas saudáveis. Saúde envolve nosso corpo e nossa mente. E eles estão interligados.
Por que pensamos que com a espiritualidade seria diferente?
Uma pessoa “espiritual, mas não religiosa” é muito parecida com uma pessoa se diz “emocionalmente madura” mas passa o dia assistindo a séries de TV, comendo junk food, não tem emprego e passa a maior parte do tempo no sofá. Não existem muitas pessoas assim, exatamente porque a saúde da mente e do corpo estão inter-relacionadas, assim como a espiritualidade e a religião são inseparáveis.
E, sejamos sinceros, as tradições religiosas estabelecidas têm milhares de anos de experiência e acumulam conhecimento na área do crescimento espiritual. Não faz sentido rejeitar essa sabedoria se o relacionamento com Deus for realmente importante para uma pessoa.
Diante disso, quero crer que há muitas pessoas “espirituais, mas não religiosas” por aí que estão sedentas por mais “espiritualidade”, mas não estão realmente certas de como alcançá-la. E a resposta fácil é: religião.
Você vem de uma família católica, mas se identifica hoje como “espiritual, mas não religioso”?
Você conhece alguém que é “espiritual, mas não religioso”?
Você é um frequentador eventual da missa, mas está procurando por algo mais?
Aqui estão três práticas religiosas que você pode desenvolver e que certamente irão ajudá-lo em sua vida espiritual.

1. Exame de Consciência

Pratique o Exame de Consciência Diário: esta prática tem raízes antigas e tem sido praticada há séculos por pessoas que são sérias no quesito “desenvolvimento espiritual”. Geralmente envolve cinco etapas nas quais nos colocamos na presença de Deus e revisamos nosso dia. Este tipo de meditação não é um momento de nos debatermos, mas de rever o dia em atitude de ação de graças e pedir a Deus a graça de fazer melhor nas áreas em que não estamos maduros espiritualmente. O Exame de Consciência nos ajuda a crescer em virtude e desenvolver uma atitude de gratidão. Se você quiser fazê-lo efetivamente, defina um tempo para esse tipo de meditação e certifique-se de cumpri-la todos os dias.

2. Terço

Faça uma caminhada rezando o Terço: muitas pessoas “espirituais, mas não religiosas” encontram Deus na natureza e isso é totalmente compreensível. Eu me converti do ateísmo logo depois de trabalhar em uma fazenda todos os dias por vários meses; não foi coincidência. Assim, uma maneira de combinar práticas religiosas com a natureza é orar, não apenas para sentir uma onda de gratidão e admiração naquele momento, mas para orar meditativamente enquanto caminha. O Terço  é uma grande revisão de alguns dos eventos básicos dos Evangelhos e fazer uma caminhada rezando o Terço pode ser uma maneira maravilhosa de orar essa antiga oração.

3. Adoração Eucarística

Procure uma igreja ou capela em sua região. Descubra quando sua igreja local está aberta. Você pode até não acreditar na Eucaristia. Você pode nem saber direito o que é, tendo apenas uma vaga lembrança da Primeira Comunhão. Mas experimente ir a um sacrário. É uma ótima maneira de estruturar um tempo de oração. Comprometa-se a ir uma vez por semana durante uma hora. Sente-se na presença de Deus. Não se preocupe muito com o que você deveria estar fazendo ou pensando. Apenas fale com Deus como você faria com um amigo. Então sente-se em silêncio e deixe a presença de Deus envolver você. Não lute contra as dúvidas que possam surgir em sua mente. Basta deixá-las flutuar enquanto você está envolvido no silêncio.
Ah, uma última coisa: eu sou freira, por isso, se você é católico e não participa da missa há algum tempo, espero que você pense em voltar.

https://pt.aleteia.org/2019/03/15/3-praticas-catolicas-para-quem-e-espiritual-mas-nao-religioso/

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O preço que pagamos pela necessidade de estar sempre certos

PORTRAIT

É satisfatório ser o sabe-tudo, mas quais são os custos desse tipo de atitude?

Recentemente, dois dos meus filhos iniciaram uma discussão que acabou levando os dois a recriminações e lágrimas. O motivo da briga era uma suposta melhor maneira de construir um caminhão de Lego. Cada um tinha em mente o modo “certo” de fazer o trabalho e não queria ceder. Tenho certeza de que você pode prever como a história terminou – duas crianças que não queriam mais brincar juntas.
Quando se trata de insistir no que achamos que é certo, os adultos não são diferentes. Discutimos sobre todos os tipos de minúcias, rotulamos um ao outro como teimosos, não podemos imaginar como outras pessoas poderiam estar tão terrivelmente erradas.
Estar certo é uma experiência que traz satisfação. Porém, há um ponto em que nossa necessidade de estar sempre certos começa a causar sérios desentendimentos em nossos relacionamentos. Todos nós pensamos que sabemos o melhor caminho e não precisamos estabelecer entendimentos, e geralmente estamos mais preocupados em ser corretos do que, misericordiosamente, deixar passar um erro sem fazer comentários maliciosos.
Há um custo não tão oculto por estar sempre certo: isso nos torna solitários. Você pode ser a pessoa mais certa do mundo, mas ainda assim se sentir como Shakespeare, em seu Soneto 29: “Sozinho, lamento meu banimento.” Um sabe-tudo é uma pessoa difícil de ser amiga; ninguém quer sair com uma pessoa que nunca estabelece acordos e entendimentos comuns. Uma pessoa que nunca perdoará um erro sem uma rendição total por parte da outra pessoa não está destinada a ser muito popular. Estudos mostram, por exemplo, que quanto mais propensos a reter o perdão, maior a probabilidade de sentirmos uma solidão crescente à medida que envelhecemos.
O desejo de estar certo a qualquer custo é um enorme impedimento para estar disposto a oferecer o perdão. Psicólogos que trabalham com pacientes para superar a vergonha, a culpa e a solidão dizem que envolver-se no processo de perdão é vital para o processo de cura. Exceto em casos abusivos, parece que a maioria de nossas brigas é sobre assuntos que não são tão significativos. Isso quer dizer que, para muitos de nós, é hora de abandonar a necessidade de provar cada detalhe, entrar em acordo e demonstrar aos outros um pouco de piedade.
É hora de admitir que existem outras qualidades na vida que talvez sejam mais importantes do que estar certo. Quando estou ouvindo confissões de paroquianos, percebo que muitas vezes eles têm dificuldade em perdoar por causa de um sentimento de ter sido injustiçado. Eles não podem deixar passar e não acham que outros merecem perdão. Também é comum, na minha experiência, que as pessoas desanimem porque querem desesperadamente ter razão, mas sabem que muitas vezes escolhem fazer o que é errado. Por causa disso, têm dificuldade em perdoar a si mesmas.
Talvez seja bom perguntar a si mesmo: eu tenho necessidade de estar sempre certo(a)?
Se a resposta for “Sim”, é hora de perceber que o custo de estar sempre certo não vale a pena. Às vezes, as pessoas estão erradas; elas nem sempre precisam ser corrigidas. Às vezes, as pessoas te magoaram e podem nem perceber; vá em frente e perdoe. Talvez você esteja desanimado(a) porque errou; permita-se o perdão e faça melhor amanhã. Perder o privilégio de estar sempre certo vale a pena. Isso contribui para ter um dia menos estressante, ter amizades mais saudáveis ​​e viver a alegria de não ter que se sentar para julgar os outros.