terça-feira, 30 de julho de 2019

IMPORTANTÍSSIMO PARA O CATOLICISMO E PARA O MUNDO...


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O que os demônios disseram através de Anneliese Michel. Alemanha 1975)
Anneliese (nascida em 1952) era uma menina piedosa de uma família fortemente católica. Ela fazia parte desse período na Igreja quando a Santa Missa mudou (algumas legítimas, outras definitivamente não). Quando a comunhão na mão foi introduzida, instintivamente sentiu que isso estava errado, então ela parou de ir à sua paróquia e procurou outra. Também foi uma época em que muitos clérigos pararam de acreditar em muitas doutrinas, por exemplo, em demônios. Foi uma época de dissensão em muitas partes da Igreja Ocidental. A rebelião contra a Humanae Vitae (1968) foi extensa, e muitos outros ensinamentos foram questionados ou questionados. Poderíamos chamar este período de uma confusão diabólica. Infelizmente a confusão não acabou.
Anneliese Michel teve uma visão de Nossa Senhora aos 20 anos. Nossa Senhora perguntou se estava disposta a sofrer muito pelos jovens e pelos padres alemães. Ela concordou. O sofrimento estava na forma de possessão demoníaca. Ela seria uma "alma de vítima". Anneliese foi mostrar à Alemanha e ao mundo que os demônios realmente existem. Ao longo de sua possessão, ela orou, foi à Missa, disse o Rosário e recebeu os sacramentos. (Extraído dos áudios de exorcismo da alma vítima Anneliese Michel)
O que Lúcifer disse: "Eu quero conquistar a terra para mim, enquanto isso eu faço um espólio rico, estou enchendo meu reino, eu tomo tudo o que posso tomar, eu preciso convencê-lo disso”.
"A maioria deixou o nazareno, que tolos, aqueles que ainda são fiéis são um pequeno rebanho". "Eu levei Judas comigo, ele está sempre ao meu serviço, ele está condenado, ele poderia ter se salvado, mas ele não seguiu o Nazareno."
"Os inimigos da Igreja nos pertencem." "Oh, se você tivesse uma ideia de como as coisas estão abaixo (no Inferno)!
As crianças visionárias de Fátima viram isto, se você tivesse uma ideia ... você estaria ajoelhado dia e noite no tabernáculo. Porque a Alta Dama me obriga a ".
A "Alta Dama" refere-se a Nossa Senhora. O padre Renz pergunta a Lúcifer: "Você é responsável por heresias, por exemplo as de Kung!". Lúcifer responde: "Sim e ainda temos mais".
Lúcifer disse: "Os sacerdotes devem dizer que eu existo, ou então todos irão para baixo (para o inferno)!"
O que Judas disse:
"Eu estou condenado pela eternidade, pessoas descuidadas, se você pudesse imaginar o que é estar condenado pela eternidade! Eu estou condenado! "
“Eu não deixarei a menina (possuída), porque lá embaixo, é muito atormentador. " (Judas não queria sair do corpo de Anneliese, porque não queria voltar ao inferno).
"Se as pessoas soubessem o que os espera por não irem à igreja, será terrível."
"Estes modernistas são o resultado do meu trabalho e já pertencem a mim."
"A Humanae Vitae não tem qualquer resultado, é inútil"
"As religiosas nos mosteiros assistem à televisão e não oram o suficiente, eles não se ajoelham e abrem as pernas (isto é, recebem a Sagrada Comunhão em suas mãos).
O que disse Caim:
"Eu matei meu irmão, e estou queimando"
O que Hitler disse:
"Os homens são tão estúpidos que acreditam que depois da morte tudo acabou, mas a vida continua, para cima ou para baixo"
O que o Padre Fleischmann disse:
"Eu era um padre em Ettleben, eu estou condenado, é horrível lá embaixo, Judas me fez descer até lá."
"Eu estou condenado porque eu fiz meus deveres (sacerdotal) muito mal"
"Eu matei uma pessoa e tive mulheres."
"Eu rezava muito pouco, eu estava sempre com pressa para terminar meus deveres sagrados, agora estou lá definhando para a eternidade."
"Nenhum padre deveria se casar."
"Se os bispos não permitissem a comunhão na mão, isso não teria acontecido" (isto se refere as hóstias consagradas que se vendem, certamente para rituais satânicos)
O que Nero disse:
"Você deve seguir a mensagem de Fátima!"
"A Humanae Vitae é decisiva, toda a Humanae Vitae!"
"O Rosário deve ser recitado, ou então é o fim!"
O padre Renz pergunta sobre o bispo Lefebvre. Lúcifer responde: "Ah aquele! Mas eles não acreditam nele, que pena!"
Várias coisas que os demônios disseram:
"Os modernistas estão matando a Igreja. Estamos trabalhando duro para isso."
"Ninguém fala mais sobre nós, especialmente os párocos."
"Os bispos são estúpidos o suficiente para acreditar nos teólogos como Kung mais do que o papa (Paulo VI)."
"Este é o mês do Rosário, mas muito poucos o recitam, porque os párocos acham que não é moderno, são tão tolos, se soubessem da sua importância, é uma forte arma contra Satanás e contra nós."
Nero disse:
"Os bispos holandeses são hereges e se tornaram infiéis ao papa".
"Os católicos têm a verdadeira doutrina e correm atrás dos protestantes como prostitutas!"
"Nos sínodos continuam a deliberar, os bispos já sabem o que devem fazer, não haveria necessidade de sínodos se seguissem o Papa (Paulo VI), para eles o papa é bobo! Alguns deixam que a coisa (o anfitrião) seja dada em mãos! "
"A doutrina é falsificada na Igreja!"
"Muitos já não vão à igreja, ninguém se ajoelha ao Santíssimo Sacramento, e a Igreja não está bem desde que foi fundada, as igrejas são tão modernas, o Nazareno e sua Mãe estão agora sendo atacados!"
"As pessoas devem se confessar."
Judas diz:
"A entrega da comunhão na mão foi o meu trabalho".
"A água benta deve retornar às casas!" Além disso, o crucifixo deve retornar ao seu lugar no lar. "
" A Sagrasa Face deve ser venerada! "
"A imagem da Divina Misericórdia deve ser propagada. "
" É muito importante orar a São José. É a coisa mais importante! "
"Se a mensagem de Fátima não receber a devida importância e a *Humanae Vitae, uma nova punição virá. "
* “Aborda a questão da transmissão da vida e o problema da natalidade, aborto, não se podem justificar os atos conjugais intencionalmente infecundos com o argumento do “mal menor (contracepção). “Se para espaçar os nascimentos existem sérios motivos, derivados das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e assim regular a natalidade sem ofender os princípios morais que acabamos de lembrar”, explicou a encíclica. ”
"O conteúdo do cassete de áudio (contendo os exorcismos) deve ser divulgado com antecedência, muitos serão salvos."
"Os Anjos da guarda estão dia e noite perto de você, atrás de você, hoje as pessoas não acreditam em anjos da guarda, anjos da guarda são meus inimigos, eu os odeio."
Nero disse:
"O aborto é homicídio"
Disse Lúcifer:
"As aparições de San Damiano (Nossa Senhora das Rosas, a Mamma Rosa Quatrini e Montichiari, Rosa Mística, a Pierina Gilli) são verdadeiras, a Igreja não as aprovou, mas esse é o fruto do nosso trabalho."
Judas disse:
"Pessoas em pé durante a Santa Comunhão me agrada mais do que ajoelhadas, eu faço o meu melhor para que ninguém se ajoelhe."
Em 1975, Judas também disse:
"Estamos muito felizes com as novas reformas, estamos muito felizes com essas mudanças".
"Os filmes são ruins e a televisão não é melhor".
Diante da sepultura de Anneliese Michel, muitos possessos são libertados das garras de satanás e são curados.

Oração Devocional: 10 dicas para você crescer na vida íntima com Deus




Você sabia que a oração devocional é um ótimo instrumento para se obter uma vida de intimidade com Deus
Quando você é amigo de alguém, geralmente, se aproxima puxando papo, criando uma intimidade. Da mesma forma é com Deus, quando você se achega e passa a falar com Ele, logo, recebe Sua resposta. Oração cria amizade com Deus.
Através da oração devocional, sabemos que Ele nos escuta e que conhece muito bem o que é melhor para nós. Quando você cria comunhão, o coração de Deus se volta prontamente à você. Oração traz intimidade.
Deus fala e responde aos nossos questionamentos. Quando você está atento a voz do Senhor , você se sente seguro e livre. Oração gera liberdade/ libertação.
Para ajudar a se aproximar mais de Deus, elaboramos uma lista de orações que vão fazer você crescer na sua amizade com o Senhor:

1.Oração do Santo Terço

O Papa São João Paulo II dedicou uma encíclica ao Santo Terço, onde ele afirmava que “O Rosário coloca-se ao serviço do ideal de que, pela fé, Jesus habita os corações, oferecendo o ‘segredo’ para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e empenhado de Cristo.

2.Devoção às almas do Purgatório

A devoção às almas do Purgatório data dos primórdios da Igreja, e se fundamenta  no dogma da Comunhão dos Santos. Embora não possam merecer – elas são santas- estão na amizade de Deus, e Ele não deixa de nos atender se nos lembrarmos delas. Por isso, devemos também rezar muito por elas, oferecer missas, sacrifícios como um ato de caridade.

3.Terço da Misericórdia

Essa devoção foi ensinada por Jesus a Santa Faustina como uma oração para aplacar a ira divina e pedir perdão pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. Jesus disse a santa em revelação que rezando dessa forma as suas orações teriam grande poder pela conversão dos pecadores e pela paz para os moribundos.

4.Armadura do Cristão (Efésios 6,10)

A oração da Armadura do Cristão, mostra que somos guiados e instruídos por alguns conselhos espirituais para que possamos resistir aos ataques do inimigo. São Paulo, nesta passagem clara e sucinta das Sagradas Escrituras, apresenta um ensinamento eficaz ao qual devemos aderir. Lembrando-nos de que devemos, em primeiro lugar, buscar nossa força no Senhor e em seu poder.

5.Salmo 90 (Confiança em Deus)

Em tempos de guerras, violência, pandemias, não podemos esquecer de que o Senhor sempre será nossa segurança e refúgio. Geralmente esta oração é feita no início do dia, para que o Senhor nos proteja de todo mal.

6.Oração do Magnificat (Lucas 1, 46-55)

Rezar com Maria é acreditar na antecipação do céu. Esta oração bíblica pode ser rezada em reparação dos pecados contra a purezae também para iniciar o dia na presença de Nossa Senhora.

7.Consagração a Nossa Senhora

Consagrar-se a Nossa Senhora é entregar tudo o que temos e somos nas mãos da Santíssima Virgem, para pertencer do modo mais perfeito a Jesus. Esta consagração, tem como finalidade a união com Cristo e o crescimento na graça de Deus, através de Maria.

8.Oração devocional de São Miguel Arcanjo

A Oração de São Miguel Arcanjo é muito especial e considerada uma oração poderosa contra o mal. São Miguel Arcanjo liderou o exército de anjos que combateu e venceu Lúcifer quando ele se revoltou contra Deus, por isso esta oração se tornou tão forte.

9.Novena da Gravidez de Nossa Senhora

Acompanhar Maria em sua gestação é sentir-se como ela: a espera do Verbo de Deus, de Jesus. É desejar fazer a experiência profunda de sentir em si os efeitos da presença transformadora de Deus em nosso ser. Esta oração tem gerado muitos milagres, especialmente nas mulheres que tem o desejo de engravidar, mas não conseguem.

10.Oração do “Veni Creator Spiritus”

Esta oração é um hino da Igreja Católica, em honra ao Espírito Santo. Rezamos sempre quando desejamos pedir a presença do Santo Espírito de Deus para nos iluminar.
A oração é uma condição indispensável para obedecer os mandamentos de Deus. Agora que você já conhece quais são as melhores orações para estar mais perto de Dele, que tal colocá-las em prática?
Lembrando que, essas orações são dicas para ajudar você no relacionamento com o Senhor, mas, que você também pode e deve falar com Ele da sua maneira.
Esperamos que estas devoções te levem a uma e, principalmente, te façam crescer espiritualmente.

http://www.copiosaredencao.org.br/oracao-devocional-10-dicas-para-voce-crescer-na-vida-intima-com-deus/

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Oração do Papa João Paulo II a Santo Pio de Pietrelcina




Ensine-nos, nós lhe pedimos, a humildade de
coração para sermos incluídos entre os pequeninos
de que fala o Evangelho, aos quais o Pai prometeu
revelar os mistérios do Seu Reino.
Ajude-nos a ter um olhar de fé, capaz de reconhecer
prontamente nos pobres e nos sofredores a face do
próprio Jesus.
Sustente-nos nos momentos de luta e de provações
e, se cairmos, faça com que experimentemos a
alegria do sacramento do perdão.
Transmita-nos a terna devoção a Maria,
Mãe de Jesus e nossa.
Acompanhe-nos na peregrinação terrena em direção
à Pátria abençoada, aonde também esperamos
chegar um dia para contemplar eternamente a
Glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Oração do Santo Padre Pio na visita ao Santíssimo Sacramento

Senhor Jesus Cristo, que por amor aos homens
habitais noite e dia no Sacramento, esperando,
chamando, acolhendo todos os que o vêm visitar,
eu creio que estais realmente presente nesse
tabernáculo.
Adoro-vos abismado que estou no meu nada, e
agradeço-vos por tantas graças que me haveis
concedido, especialmente a de Vos terdes dado por
advogada Maria, a Vossa Santa Mãe, e me terdes
chamado a visitar-Vos nesta igreja.
Saúdo hoje o Vosso adorável coração e espero
saudá-lo por um triplo fim:
• Em agradecimento por este dom magnífico.
• Em compensação de todas as injúrias que vos fazem
os Vossos inimigos, neste Sacramento.
• Quero por esta visita adorar-Vos em todos os recantos
da terra.

Meu Jesus, amo-Vos de todo o coração. Lamento ter
no passado ofendido tantas vezes a Vossa bondade
infinita.
Proponho com a Vossa graça não Vos tornar a
ofender para o futuro e para o momento presente o
mesmo.
Na minha miséria, consagro-me inteiramente a Vós,
renuncio a minha vontade e dou-a inteiramente a
Vós, bem como minhas afeições, os meus desejos e
tudo o que me pertence.
Fazei de mim, daqui em diante, bem como dos meus
bens, tudo o que Vos aprouver. Eu não peço nem
desejo senão o Vosso santo amor, a perseverança
final e a perfeita submissão à Vossa vontade.
Recomendo-Vos as almas do purgatório,
especialmente as que foram mais devotas do
Santíssimo Sacramento e da Santíssima Virgem.
Recomendo-Vos também todos os pobres
pecadores. Enfim, uno, ó, meu Salvador, todas as
minhas afeições às do Vosso adorável coração e
ofereço-as ao Pai Eterno, pedindo-lhe para aceitar e
acolher por Vosso amor.
Assim seja. 

Como uma esposa, mãe e santa sueca nos ensina a lidar com as decepções da vida

SAINT BRIDGET OF SWEDEN

Quando a vida não acaba como planejada ou você se sente um fracasso, inspire-se em Brígida da Suécia

Há momentos na vida em que tudo parece dar errado. Então é preciso discernir cuidadosamente sobre nossas escolhas e decisões.
Uma esposa, mãe e religiosa de centenas de anos atrás nos dá pistas de como discernir a vontade de Deus em meio às dificuldades. Seu nome é Brígida, da Suécia, e ela é recordada pela Igreja no dia 23 de julho. Sua vida teve algumas reviravoltas surpreendentes. Mas ela conseguiu superar seus fracassos com a graça de Deus, até se tornar santa.
Brígida era esposa e mãe em 1300. Quando adolescente, ela se casou com um homem chamado Ulf, a quem ela amou muito. Eles tiveram oito filhos e muitas das crianças viveram até a idade adulta, o que não era comum na época.
Depois de embarcar em uma peregrinação juntos, Brígida viu seu marido ficar muito doente e quase morrer. Ela rezou fervorosamente por ele, e ele se recuperou. Mas então, pouco tempo depois, ele morreu.
Após sua morte, ela não sabia o que fazer. Ela rezava muitas horas em seu túmulo e tentava tocar a vida. Até que percebeu que Deus queria que ela fundasse uma ordem religiosa. Ela tinha 41 anos, e uma de suas tarefas foi tentar fazer com que o Papa voltasse para Roma (ele estava morando na França na época), mas não adiantou.
Ela mudou-se para Roma para tentar ajudar a reformar a Igreja, mas suas súplicas não foram bem sucedidas. Todos os seus planos falharam, e ela morreu em Roma, longe de sua casa e de sua família, aparentemente derrotada em seus esforços.
Mas o que aconteceu como resultado de sua vida? Ela e seu marido tinham vivido virtuosamente e criaram seus filhos para conhecer a Deus. Uma de suas filhas é uma santa canonizada – Santa Catarina da Suécia.
Depois, a ordem religiosa fundada por Brígida se espalhou e promoveu o bem em toda a Europa. Durante seu tempo em Roma, ela influenciou na Igreja apenas como testemunho de bondade e caridade.
Mas as pessoas não esqueceram o seu exemplo, e passaram a buscar nela a inspiração para a Deus da maneira que ela fizera. Embora as grandes coisas que ela queria realizar não se realizaram, o modo como ela vivia influenciou muitas pessoas para melhor.
O que a vida de Santa Brígida nos mostra é que, mesmo que nos sintamos derrotados, e mesmo que nossos planos não funcionem, nossas vidas são importantes, e Deus nunca deixa de agir.
Podemos nunca saber exatamente porque as coisas não funcionaram como esperávamos, mas isso não importa. Uma vida “bem sucedida” significa viver com humildade e amor enquanto se tenta seguir a Deus em tudo o que fazemos. A derrota é uma possibilidade, mas também a santidade.

https://pt.aleteia.org/2019/07/25/como-uma-esposa-mae-e-santa-sueca-nos-ensina-a-lidar-com-as-decepcoes-da-vida/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Hábitos do bom católico: a leitura espiritual

MEDITATION

Um modo efetivo de alcançar o objetivo de crescer em santidade mediante a leitura espiritual é ir além da leitura propriamente dita

A conquista dos bons hábitos requer tempo e perseverança: eles vão sendo adquiridos e assimilados de forma gradual – e correm o risco de enfraquecer se não forem praticados regularmente.
Isto vale também para o nosso relacionamento com Deus: para que ele cresça, temos que dedicar tempo todos os dias a conversar com Ele.

Outro é o hábito da leitura espiritual.
Mesmo alguns minutos de leitura do Novo Testamento, todos os dias, nos permitem identificar-nos com as palavras e com as obras de nosso Salvador.
É altamente recomendado, ainda, dedicar um tempo diário a ler algum dos muitos livros clássicos da espiritualidade católica – de preferência, se você tiver um diretor espiritual, com a recomendação personalizada dele para você.
Um modo efetivo de alcançar o objetivo de crescer em santidade mediante a leitura espiritual é ir além da leitura propriamente dita: comece com uma meditação sobre o Evangelho do dia e, em seguida, faça a sua leitura do livro espiritual escolhido, a fim de fortalecer o seu relacionamento com Deus.
Um dos maiores clássicos da literatura espiritual católica é a Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis. 
Também são imperdíveis os livros do pe. Afonso de Santa Cruz sobre a vida de vários santos, beatos e mártires da fé. Em estilo romanceado, ele dá vida e dinamismo aos relatos. 
Seria fácil listar uma infinidade de outros exemplos do tesouro da literatura católica, mas queremos que você participe da conversa com as suas sugestões: que livros você recomenda para a leitura espiritual católica?

https://pt.aleteia.org/2019/05/12/habitos-do-bom-catolico-a-leitura-espiritual-2/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

A “soberba disfarçada” dos que não têm tempo para Deus

Rezamos, então? Ah, sim, rezamos! Mas o fazemos do nosso modo e em nosso tempo. As regras, somos nós que as ditamos; os termos, nós que os estabelecemos. Rezamos, sim, mas os deuses, no fundo, somos nós.

No calendário litúrgico anterior à reforma litúrgica de Paulo VI, o Tempo depois de Pentecostes (correspondente ao “Tempo Comum” de agora) era inaugurado com a parábola do grande banquete (cf. Lc 14, 16-24). O texto, proclamado no domingo seguinte à grande solenidade de Corpus Christi (o 2.º depois de Pentecostes), servia de “complemento” para os ensinamentos desta grande celebração [1], lançando uma luz sobre toda a nossa vida espiritual.
Em primeiro lugar, o banquete a que faz referência Nosso Senhor nesta parábola pode significar várias coisas. Numa outra versão da mesma história, presente no Evangelho de S. Mateus (22, 1-14), Jesus fala mais propriamente de um banquete “nupcial”, ou seja, de um casamento. Com essa analogia, Ele quer fazer referência à união entre Deus e o homem que já aconteceu em Jesus Cristo (e à qual chamamos “união hipostática”), à que está acontecendo hoje em nossa vida de oração e em cada comunhão eucarística (pois incorporamos ao nosso o Corpo de Cristo) e, por fim, à que acontecerá no fim dos tempos, quando nos unirmos a Ele de modo total e definitivo.
Concentremo-nos no segundo sentido da comparação: nossa comunhão com Deus através da vida espiritual. À luz disso, as desculpas que os convidados apresentam ao longo da parábola nada mais são do que as desculpas que nós mesmos apresentamos para não procurarmos a Deus e nos unirmos a Ele através da oração e dos sacramentos. No Evangelho, é um homem que comprou uma fazenda e precisa governá-la; é outro que comprou umas juntas de bois e precisa vê-las; é outro que se casou e precisa cumprir seus deveres conjugais… Ou seja, ninguém desocupado; são justamente os “ocupados demais” que Nosso Senhor procura repreender. 
O problema não está, evidentemente, em ter ocupações, posses ou uma família a cuidar. A grande questão, aqui, é que esses homens não compreendem (ou não querem compreender) que toda a sua vida deveria girar em torno desse banqueteque é a oração íntima com Deus. O fato mesmo de eles apresentarem desculpas para não comparecerem ao festim já constitui um absurdo. Seria como alguém dizer que está “ocupado demais” para comer, por exemplo; que tem muito o que fazer e, justamente por isso, deixará de se alimentar… Ora, mas não é justamente o alimento que dará forças a essa pessoa para desempenhar bem suas atividades? 
É com esses olhos que devemos enxergar as desculpas que tantos de nós arrumamos para não rezar: “não tenho tempo”, “estou muito ocupado”, “minha vida é uma correria” são o tipo de frase que só se deve usar para coisas dispensáveis ou insignificantes. Se achamos que a oração seja isso, então a verdade é que nós ainda não entendemos nada de cristianismo. Pior do que isso: não entendemos nada da realidade do nosso ser, que tem uma necessidade profunda de Deus, uma inquietude que não cessará jamais, enquanto não repousarmos nele. Se é essa a nossa postura, somos como o homem orgulhoso descrito pelo livro do Apocalipse: 
Dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito — e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico; roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro (3, 17-18). 
O homem que vive sem oração e, além disso, não se dá conta do quanto precisa de Deus, é exatamente isto: um “infeliz, miserável, pobre, cego e nu”, que se acha “rico”, homem de “bons negócios” e “de nada” necessitado. Ou seja, é um soberbo
Mas essa soberba… quantas vezes pode vir disfarçada de humildade! São Gregório Magno, comentando a frase com que os primeiros convidados pretendiam desculpar-se — “Peço-te que me dês por dispensado” (em latim: Rogo te, habe me excusatum) —, ensina que “aquele que se escusa de ir à ceia de quem o convida, seja por causa da fazenda, seja para experimentar as juntas de bois, simula palavras de humildade: com efeito, enquanto diz ‘rogo-te’, mas se recusa a ir, soa-lhe na voz humildade, mas soberba na ação (humilitas sona in voce, superbia in actione)” [2].
O verbo usado pelo autor sagrado é mesmo providencial: Rogo. Ora, rogar é uma espécie de oração. Logo, também os soberbos “rezam”. Não são pagãos os homens da parábola. Não se trata de descrentes, ateus ou incrédulos. Primeiro porque Nosso Senhor contou essa história aos judeus simbolizando nos primeiros convidados justamente o povo eleito que não O quis receber; mas depois, numa interpretação mais ampla, esses convidados “ocupados demais” somos nós mesmos, os religiosos que acreditamos em Deus, mas vivemos como se Ele não existisse.
Rezamos, então? Ah, sim, rezamos! Mas o fazemos do nosso modo, em nosso tempo; as regras, somos nós que as ditamos; os termos, nós que os estabelecemos; a data, nós que a definimos. Rezamos, sim, mas os deuses, no fundo, somos nós.
Mas poderia o verdadeiro Deus se contentar com um culto prestado deste modo, com uma oração assim soberba? Não, não poderia ser. Nosso Senhor diz que os seus O adorariam “em espírito e em verdade” (Jo 4, 23), e não exteriormente, de modo fingido e dissimulado. Por isso, o texto da parábola diz expressamente que o Senhor se irou com esses homens “ocupados demais”, e que não provariam jamais do seu banquete. Seus lugares seriam ocupados por outros: “os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (et pauperes, ac debiles, et caecos, et claudos). 
E por que eles? Porque é essa a disposição interior que Deus espera de nós; Ele quer que nos reconheçamos necessitados dele, que nos demos conta de nossa pobreza, de nossa debilidade, de nossa cegueira e de nossa inconstância; e não que nos consideremos “plenos” e “autossuficientes” a ponto de O abandonarmos e pensarmos que temos tudo aquilo de que precisamos. Porque essa postura, no fim das contas, não passa de uma ilusão. Pauperes, debiles, caeci et claudi somos todos. A diferença é que uns andam na verdade do que são (e, por isso, são humildes), enquanto outros escolheram deliberadamente viver numa mentira: a de que se bastam a si mesmos.
E quem se basta... infelizmente deixa de participar do admirabile commerciumque aconteceu no momento da Encarnação: 
Deus veio a esta nossa pobre terra para realizar uma troca; para dizer-nos, como só um bom Deus poderia fazer: “Tu me dás a tua humanidade e eu te darei a minha divindade; tu me dás o teu tempo e eu te darei a minha eternidade; tu me dás o teu corpo frágil e eu te darei a redenção; tu me dás o teu coração partido e eu te darei amor; tu me dás o teu nada e eu te darei o meu Tudo.” [3]
Quem se basta continua “humano demais”; continua aprisionado no tempo tão passageiro desta existência; continua preso às necessidades tão corriqueiras deste corpo mortal; continua vivendo no mundo limitado dos próprios sentimentos; continua fechado em seu “nada” e, no fim, não ganha o Tudo que o Preciosíssimo Sangue de Cristo nos veio comprar.
Não nos esqueçamos, pois, que o Céu é um dom, que a vida sobrenatural é um presente de Deus, e não algo a que possamos ter “direito” com um simples crachá que nos identifique como católicos ou cristãos. Disponhamo-nos às transformações verdadeiras, profundas e radicais que Deus realmente deseja operar em nós. Mas sem desculpas, sem artifícios, sem subterfúgios. Podemos até enganar os outros, ou tentar enganar a nós mesmos; mas Deus non irridetur, “de Deus não se zomba” (Gl 6, 7): Ele conhece o mais íntimo de nosso coração.

Referências

  1. Dom Prósper Guéranger explica que, “quando ainda não se havia estabelecido a festa do Corpus Christi, este evangelho já estava assinalado para este Domingo. O Espírito divino que assiste a Igreja na ordenação de sua liturgia preparava deste modo, antecipadamente, o complemento dos ensinamentos desta grande solenidade.” (El Año Litúrgico, t. IV: El Tiempo despues de Pentecostes (I). Burgos: Editorial Aldecoa, 1955, p. 113)
  2. S. Gregório Magno, apud Santo Tomás de Aquino, Catena Aurea in Lucam, c. XIV, l. 4.
  3. Fulton Sheen, “The Infinity of Littleness” (de 24 dez. 1933), in: The Eternal Galilean, Washington: National Council of Catholic Men, 1934, p. 12.

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