segunda-feira, 2 de setembro de 2019

SALMOS: A SANTA INDIGNAÇÃO

Salmos 91:2 Diré yo a Jehová: Esperanza mía, y castillo mío; Mi Dios, en quien confiaré. | Biblia Reina Valera 1960 (RVR1960) | Download The Bible App Now
NÃO REJEITES COM IRA O TEU SERVO
─ Tomai cuidado, ó reis… Servi ao Senhor com reverência… , para que não se indigne e pereçais pelo caminho (Salmo 2,10-12). Não rejeites com ira o teu servo. És meu auxílio, não me deixes, não me abandones, Deus, meu salvador (Salmo 27,9).
No capítulo anterior, meditamos sobre a virtude da mansidão. Neste, meditaremos sobre a virtude da santa indignação.
A santa indignação é a face positiva da paixão da ira que, como todos os impulsos naturais da emotividade, pode ser canalizada para o bem ou para o mal. O segredo da autenticidade da ira boa é o amor: se o amor estiver presente como seu motivo e sua força, a indignação será santa, a ira será boa; se não estiver, será ruim.
São Tomás de Aquino insiste em que a ira é uma força positiva, que pode tornar mais vigorosas as virtudes. Chega a dizer que a ira procedente do zelo pelo bem, constitui a autêntica força de defesa e de resistência da alma[1]. Pense no exemplo de um jornalista que, sem ofender as pessoas, apaixona-se por defender os valores morais cristãos, ou luta com as armas da verdade para desmascarar calúnias contra inocentes.
Com essas premissas, meditemos agora sobre três tipos de ira boa:
─ A ira divina. Deus é o Amor, é o “único bom”  (cf. 1 Jo, 4,8 e Mc 10,18). É evidente que o Amor total e a Bondade pura são incompatíveis com a mentira e a maldade. Não há combinação possível. Deus é Luz – diz são João ─ e nele não há treva alguma (1Jo 1,5). E são Paulo: Que comunhão pode haver entre a luz e as trevas? (2 Cor 6,14).
A Bíblia fala com frequência da ira de Deus. É expressão tanto da sua justiça como do seu amor. O Amor por essência não pode ficar indiferente em face do Mal. As almas humildes, que se sabem pecadoras, rezam com o segundo salmo que acima citamos: Não rejeites com ira o teu servo; és meu auxílio, não me deixes. E alegram-se com a certeza de que o Senhor é misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade (Salmo 103,8).
Deus é bom, mas a sua bondade não é a de um papai Noel de açúcar- cande. Deus quer o nosso bem, quer a nossa felicidade eterna. Por isso não brinca. Se precisa falar forte, fala; se precisa ameaçar e lembrar que o mal será punido, não esconde essa verdade. Tomai cuidado, ó reis… Servi ao Senhor com reverência… , para que não se indigne e pereçais pelo caminho, diz o primeiro salmo citado no cabeçalho deste capítulo. Bem o entendia são Paulo,quando alertava: Não vos iludais; de Deus ninguém zomba (Gl 6,7).
─ A ira santa de Jesus. Jesus, Deus e homem verdadeiro, sabe o que é o Mal. Jesus sabe quais são os ardis de Satanás (cf. Mt 4,1-11). Por isso, por amor de nós (pois ele veio para nos salvar) manifesta diversas vezes a sua santa indignação.
É notável perceber que nunca se indigna por ofensas meramente pessoais: basta ver seu silêncio e mansidão perante as cusparadas, bofetadas, açoites, burlas e insultos da Paixão. Mas reage com santa ira, movido pelo amor de Deus Pai e pelo amor de nós, perante  ação do mal, especialmente do mal que pode enganar inocentes e fazê-los tropeçar e cair.
Assim, nós o vemos no Templo de Jerusalém, de chicote na mão, indignado contra os vendilhões que profanam a casa de Deus. Ele os expulsa: Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio. Os discípulos, então, lembram-se de que estava escrito: O zelo da tua Casa me devorará (Jo 2,16-17) .
Indigna-se contra os que corrompem as crianças com seus maus exemplos, seus maus conselhos, suas atitudes infames, seus crimes abomináveis. Chega a dizer palavras muito duras, mas que parecem bem justas e atuais: Caso alguém escandalize um desses pequeninos que acreditam em mim, melhor seria que lhe pendurassem ao pescoço uma pesada mó e o precipitassem no profundo do mar (Mt 18,6).
─ A ira dos homens e mulheres de bem.  Uma pessoa honrada – seja religiosa ou não – deve reagir com ira justa perante os ultrajes à verdade, à justiça e à dignidade das pessoas.
Sem essa reação, a alma acabaria acovardando-se, deixando passar tudo, e contaminando-se com uma “tolerância” muito simpática e popular, mas que é uma autêntica traição à verdade e ao bem: é o beijo de Judas na face de Cristo. Como é fácil brilhar com a maquiagem da bondade, da “bondosidade”, na base de tolerar males morais, que destroem as pessoas e as famílias mais do que os males físicos, para “não magoar” ninguém, para não ser politicamente incorreto e para não perder a imagem de caridoso e compreensivo perante a opinião dos outros.
São João Crisóstomo afirma claramente: «Quem não se indigna quando há motivo, peca. A paciência que não é razoável semeia vícios, alimenta a negligência e facilita que não só os maus, como também os bons, pratiquem o mal»[2]. «Quem se cala na presença da injustiça, diz por seu lado Hugo de São Vítor, tem os lábios manchados, e a iniquidade que não combate se vira contra ele»[3].
Essa responsabilidade, hoje tão esquecida, deve ser muito lembrada; sem esquecer, porém, que a ira só é boa se reúne as duas condições seguintes:
  • Se a indignação dirige-se contra o erro, não contra a pessoa que erra. Assim se expressa Santo Agostinho: «Deve-se combater o erro, e amar o que erra». Se a ira se voltar contra a pessoa, passará a ser ódio, e ficará corrompida pela falta de caridade. Por isso, a indignação cristã, sem se esvaziar por moleza, sempre deverá ter pronto o respeito, o perdão e o coração aberto ao diálogo com a pessoa cujo erro combate. Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem (Mt 5,44).
  • A segunda condição subentende-se no já dito. Acontece, porém, que é de tal importância, na cultura em que vivemos, que convém repisá-la com toda a clareza.
Refiro-me à passividade indiferente e desfibrada de pessoas, famílias, comunidades – mesmo religiosas  – diante de ideias, costumes e comportamentos que contradizem princípios elementares de ética natural e da fé e da moral cristã. Alguns cristãos “atualizados” passam até a ser paladinos daquilo que sua consciência, antes de se corromper, lhes dizia claramente que era um grave mal, um pecado grave.
Creio que os dois textos que vou citar a seguir deixam esse problema bem equacionado:
O primeiro é de Ernest Hello: «Tente imaginar, se pode, um santo que não deteste o pecado… O verdadeiro santo possui a caridade, mas é uma caridade terrível, que queima, um amor que detesta o mal, justamente porque quer o bem, quer a cura daquele que o padece. O santo que os mundanos imaginam deveria ter uma caridade adocicada que abençoaria qualquer coisa, qualquer pessoa, em qualquer circunstância. O santo que o “mundo” gosta de imaginar sorriria ao pecado, sorriria a todos, sorriria a tudo. Seria alguém sem indignação nenhuma, sem profundidade, sem altura… Seria benigno, benévolo, açucarado para com o doente, mas indulgente e tolerante para com a doença»[4].
O segundo texto é o filósofo americano Peter Kreeft.  «Supõe-se – diz – que temos compaixão, misericórdia e indulgência para com os pecadores, como Deus. Mas supõe-se que não utilizamos a “compaixão” como uma desculpa para negar a existência do pecado. Deus nunca faz isso. Mas o mundo moderno, sim.
»Toda vez que alguém faz um juízo moral, é criticado porque lhe falta “compaixão”, compreensão, e prega-se nele a etiqueta de um ou mais dos três efes do homem moderno: fascista, fanático e fundamentalista (esse último qualificativo deve ser pronunciado com desprezo)… Você quereria que seu médico fosse “compreensivo” com as suas células cancerosas?…
»É falso dizer que tudo o que precisamos é amor. Precisamos também da verdade. Um cirurgião precisa de algo mais que amor. Também precisa de luz»[5].
Do nosso livro O espelho dos Salmos, Quadrante 2019
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[1] Suma Teológica I, q. 81, a. 2;  II-II, q. 158, a. 1 c.
[2] Citado por S. Tomás de Aquino, na Suma Teológica, II-II, q.158, a.8
[3] Cf. Ernest Hello, Du Néant a Dieu, Ed. Perrin, 1921, II, pág. 36
[4] L’homme, Ed, Perrin, Paris 1911, pág. 222
[5] Como tomar decisiones. Ed. Rialp, Madrid 1993, págs. 33 ss.

“Uma Ave Maria dita sem fervor sensível, mas…”

Habiendo sido exaltada la Virgen María como Madre del Rey de reyes, con toda razón la santa Iglesia la honra y quiere que sea honrada por todos por el título glorioso de reina.  #MadredelReydeReyes

Certa vez, Nosso Senhor pediu a São Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: “Senhor, não posso te dar nada que eu já não tenha dado: todo o meu amor”. Jesus sorriu e disse: “Francisco, dá-me tudo de novo, e de novo, e me darás a mesma alegria”. Da mesma forma, nossa querida Mãe recebe cada Ave-Maria que lhe ofertamos com a mesma alegria com que ouviu aquela saudação da boca do Arcanjo Gabriel no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.
Santa Gertrudes nos diz em seu livro “Revelações” que, quando agradecemos a Deus pelas graças que Ele deu a qualquer santo, nos tornamos participantes daquelas mesmas graças. Ora, que graças então não recebemos quando rezamos a Ave-Maria agradecendo a Deus por todas as graças extraordinárias que Ele concedeu à Sua Mãe Bendita?
“Uma Ave-Maria dita sem fervor sensível, mas com desejo puro em tempo de aridez, tem muito mais valor, à minha vista, que um rosário inteiro no meio das consolações”, disse Nossa Senhora à Irmã Benigna Consolata Ferrero. (1885- 1916).
O poder da Ave-Maria
Uma Ave-Maria bem recitada nos dá mais graças que mil rezadas sem reflexão
Aleteia team, 16 de junho de 2016

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Deus sempre vai atrás de sua alma, mesmo que você se afaste dele

JESUS,HANDS,HEAVEN

Você já vivenciou isso?

Quando eu era criança, minha mãe me levou para conhecer uma de suas grandes amigas, a Beata Maria Romero Meneses. 
Eram tantos os milagres ao redor desta religiosa salesiana que milhares de pessoas a procuravam na Costa Rica para obter conselhos e pedir uma ajuda do céu.  
Ela enviava todos os devotos ao sacrário, aos pés de Jesus Sacramentado e os pedia confiança plena em Maria Auxiliadora. 
Lembro que, naquela tarde, havia centenas de pessoas esperando para falar com ela. Eu era uma criança e já tinham me contado que a irmã Maria não caminhava, flutuava. Coisas do povo… Eu, em minha inocência, ao vê-la passar me joguei ao chão para olhar debaixo de seu hábito e tentar constatar se ela estava mesmo flutuando. 
Enfim, os escritos de irmã Maria comovem a alma e nos levam ao Amor dos Amores. Ajudam-nos a encontrar um Deus misericordioso e justo, apaixonado pela humanidade. Veja o que ela nos deixou: 
“Quando Jesus ama uma alma, quando coloca nela seus olhos e seu coração, não há nada nem ninguém, no céu ou na terra, nem nos infernos, que seja capaz de arrebatá-la.”
“Toda vez que alguém tenta fechar a porta do amor para a alma escolhida por Deus, não faz outra coisa que motivar o Altíssimo para que Ele leve a cabo sua obra admirável e gloriosa… Se nos dissipamos, Ele sabe ir atrás de nossas almas e sabe fazer chegar até o mais profundo dela a sua voz dulcíssima, que nos faz voltar a seus braços.”
“De tal maneira é o amor de Deus, de tal maneira é firme, que ninguém pode arrebatar a obra em que ele colocou seu selo próprio”. 
Confesso que a frase: “Ele sabe ir atrás de nossas almas” me deixa emocionado. Já aconteceu tantas vezes comigo… Tenho certeza que também aconteceu com você. Eu me afasto de Deus através dos meus pecados e logo Ele me lembra de sua presença amorosa: “Estou te esperando, Claudio”.
Aí eu faço uma boa confissão sacramental e volto para seu lado, caminho em sua presença.
Encanta-me saber que Deus é meu Pai, nosso Pai. 
Deus te abençoe!  

Como fazer a sua oração de Oferecimento da Manhã

PORANEK

Este hábito, que é simples de adquirir e manter, poderá transformar o seu dia-a-dia - e, portanto, a sua vida inteira!

A oração de Oferecimento da Manhã é antiga – e é um hábito fácil de adquirir.
Alguns anos atrás, durante a Quaresma, um amigo me enviou algumas orações de oferecimento. Eu li que a oração da manhã é uma forma de oferecer a Deus todo o dia que vem pela frente – o bem e o mal, as provações e sacrifícios, bem como as alegrias e bênçãos. Eu comecei a fazê-la todas as manhãs e logo estava habituada.
Como muitos católicos, eu já costumava fazer oferecimentos pontuaisaqui e ali ao longo do dia:
“Meu Deus, eu Te ofereço o meu esforço para lidar com este aborrecimento! Me ajuda!”
Isso envolvia muitos aspectos do cotidiano: desde a espera de duas horas no consultório médico até o fato de meu filho ter abandonado a fé, passando por qualquer outro tipo de problema, eu sempre tentaria colocar nas minhas orações do dia-a-dia uma infinidade de intenções. Com o oferecimento da manhã, o dia inteiro já é “coberto” com antecedência, de modo que, ao longo da jornada, se torna mais espontâneo ir renovando as ofertas espirituais.
Podemos transformar o nosso dia inteiro numa contínua oferta através desta oração simples, começando o dia por entregá-lo a Deus através da Sua Mãe Santíssima. A oração dedica todo o nosso dia e todo o nosso ser a Deus. Todos os nossos esforços são voltados ao propósito de Deus de nos santificar!
Esse hábito renova a nossa consciência de que cada dia é um presente inspirador de gratidão pelas bênçãos e alegrias vividas – e pode ser praticado em menos de três minutos!
Durante séculos, as pessoas fizeram variações da prece de oferecimento da manhã. Uma das versões mais conhecidas hoje é esta, composta pelo pe. Francois Xavier Gaulrelet em 1844 para o seu ministério de Apostolado da Oração, que ele fundou naquele mesmo ano:
“Jesus, através do Imaculado Coração de Maria, ofereço-Vos as minhas orações, obras, alegrias e sofrimentos deste dia por todas as intenções do Vosso Sagrado Coração, em união com o Santo Sacrifício da Missa por todo o mundo, pela salvação das almas, pela reparação dos pecados, pela união de todos os cristãos e, em particular, pelas intenções do Santo Padre neste mês. Amém”.
Papa São João Paulo II disse, certa vez, que a prática de rezar o oferecimento da manhã é “de importância fundamental na vida de todos e de cada um dos fiéis“. É um lembrete diário a tornarmos toda a nossa vida “um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12, 1).
Esta oração vai fazer diferença na sua vida. E você vai querer rezá-a todos os dias, o ano todo.
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Adaptado de artigo de Patty Knap

Como é a sua relação com o seu Anjo da Guarda? Algumas dicas surpreendentes!

GUARDIAN

Você saúda, por exemplo, o Anjo da Guarda do seu próximo?

Segundo a Tradição da Igreja, todos nós temos um Anjo da Guarda– exceto os sacerdotes, que têm… dois!
A delicada missão do Anjo da Guarda é nos inspirar boas obras e intenções, nos iluminar na busca da verdade contra as doutrinas enganosas, nos orientar no caminho das virtudes e dos ideais santos, nos ajudar a estender o Reino de Deus, nos proteger dos perigos… Em sua, nos conduzir rumo à eternidade com Deus.
No Catecismo da Perfeição Cristã, o frei Antônio Wallenstein, O.F.M., nos recorda que devemos sempre nos lembrar da sua presença e, diante dela, jamais fazer o que não faríamos à vista da nossa mãe. Ele também nos exorta a invocá-lo nas horas de quaisquer perigos, sejam corporais, sejam espirituais, e, é claro, seguir as suas inspirações.
O frade nos propõe também saudar o Anjo da Guarda do nosso próximo, hábito que nos ajudará a tratar os outros em conformidade com a sua dignidade de filhos de Deus protegidos pelos anjos que Ele designou como nossos companheiros, guias e protetores.
ANGEL


https://pt.aleteia.org/2019/05/09/como-e-a-sua-relacao-com-o-seu-anjo-da-guarda-algumas-dicas-surpreendentes/

São Josemaria Escrivá e sua relação com o anjo da guarda


Escrivá acreditava tanto em seu anjo protetor que o apelidou de "Relojoeirinho"

São Josemaria Escrivá tinha muita fé em seu anjo da guarda. Uma devoção que foi herdada dos pais. 
Sua relação com seu protetor era muito íntima. Tanto que até para os problemas mais simples do dia a dia, ele pedia a intercessão do guardião.
Certa vez, Escrivá, que já era sacerdote, teve problemas com seu relógio de bolso, que parou de funcionar. Ele não tinha dinheiro para comprar outro. Então, não pensou duas vezes: pediu a Deus, por intermédio do anjo da guarda, que consertasse o acessório: 
“[Deus]Pareceu não me ouvir, porque voltei a mexer e a tocar e retocar no relógio avariado, em vão. Então […], ajoelhei-me e comecei um Pai Nosso e uma Ave Maria, que acho que não cheguei a terminar, porque peguei novamente no relógio, toquei nos ponteiros… e começou a andar! Dei graças ao meu bom Pai”, destacou o Santo.
Foi a partir daí que Josemaria Escrivá apelidou seu anjo da guarda de “Relojoeirinho”. Ele confiava tanto no seu amigo celestial que pedia-lhe sempre para que o despertasse na hora que precisava. E o anjo, como um relógio suíço, nunca falhou!

A devoção e a missão Opus Dei

Foi exatamente no dia 2 de outubro de 1928, Festa dos Anjos da Guarda, que São Josemaria Escrivá entendeu o que Deus queria dele e fundou o Opus Dei.
O Beato Álvaro del Portillo relatou que, quando o Santo saudava o Senhor no Sacrário, sempre agradecia aos anjos ali presentes.
“Quando vou a um dos nossos oratórios em que há um tabernáculo, digo a Jesus que o amo e invoco a Trindade. Depois agradeço aos Anjos que guardam o Sacrário e adoram Cristo na Eucaristia”, dizia São Josemaria Escrivá.
Com informações de ACI Digital 

Quando a solidão bater, reflita sobre esta passagem bíblica

LAST SUPPER

Deus quer te consolar nos momentos de aflição

Viver neste mundo, muitas vezes, significa estarmos preparados para a rejeição e a traição daqueles que mais amamos. É difícil de suportar isso e, frequentemente, nos sentimos sozinhos.
Mas é nesses momentos que Jesus quer passar a sua mensagem de amor para nós. E há uma cena na Bíblia que pode nos trazer consolação e paz quando vivermos essa situação.
Esta passagem bíblica, quando analisada mais de perto, pode proporcionar horas de oração e meditação. Trata-se do Evangelho de João, que narra um breve momento em que o “discípulo amado” de Jesus descansa em seu peito durante a Última Ceia:
“Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus.Simão Pedro acenou-lhe para dizer-lhe: ‘Dize-nos, de quem é que ele fala’. Reclinando-se esse mesmo discípulo sobre o peito de Jesus, interrogou-o: ‘Se­nhor, quem é?'”  (João 13,23-25)

Há muito o que se inferir dessa passagem. Primeiro de tudo, em vez de identificar o discípulo, São João afirma que foi o discípulo “a quem Jesus amava”. Embora possa se referir a um indivíduo específico, também se aplica a cada um de nós, a quem Jesus ama muito.

Jesus revelou a Santa Margarida Maria Alacoque:
“Meu Divino Coração é tão apaixonado pela humanidade que não pode mais conter em si as chamas de sua ardente caridade. É preciso derramar tudo.”
Jesus nos ama infinitamente mais do que podemos imaginar e ele quer derramar esse amor sobre nós. Ele não pode mais conter o amor que ele tem por nós!
Além disso, este discípulo na Última Ceia inclinou-se sobre o peito de Jesus, descansando em seu coração. Pense nisso por alguns segundos. Você não gostaria de descansar no coração de Jesus?
Pense em quando você era criança, quando se recostou na mãe ou no pai e apoiou a cabeça no peito deles, envolto em seus braços. Novamente, isso é o que Jesus quer que você faça e sinta quando pensar nessa cena.
Jesus convidou Santa Margarida Maria Alacoque para fazer essa mesma ação quando a visitou:
“Ele me fez repousar por muito tempo em seu peito. Mostrou-me as inexplicáveis ​​maravilhas do seu amor puro e a que excesso o levara pelo amor da humanidade”.
Essa cena pode se tornar viva toda vez que recebemos Jesus na Santa Eucaristia. Depois de recebê-lo em nossos corpos, voltamos ao banco e podemos meditar sobre essa passagem. Pode ser uma experiência poderosa se realmente acreditarmos que Deus nos ama e está nos convidando a descansar em seu coração.
Lembre-se, nunca estamos verdadeiramente sozinhos neste mundo, mesmo quando todos nos abandonaram. Jesus foi abandonado na cruz e entende esse sentimento. No entanto, ele não quer que a gente fique lá, mas que cheguemos à mesa do banquete e coloquemos nossa cabeça perto do coração dele. Ao fazer isso, podemos sentir o batimento cardíaco de seu amor por nós e ter um vislumbre de sua caridade ardente.
O convite está aberto. Nós só precisamos responder e aceitar o fato de que Deus nos ama mais do que podemos imaginar.

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