sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Conselhos bíblicos para 18 situações do dia a dia



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Está feliz? Triste? Sentindo medo? A Bíblia tem uma mensagem (e uma resposta) para as mais diversas situações da nossa vida

Existem várias formas de se ler a Bíblia. Pode ser do início ao fim, escolhendo determinado livros primeiro para depois acompanhar uma outra sequência. O importante é ler as Sagradas Escrituras todos os dias e ter em mente que a finalidade dos textos é anunciar Jesus e dar testemunho de sua pessoa.
Na Bíblia encontramos palavras que nos encorajam nos momentos de fraqueza, que nos fortalecem nas provações e que renovam a nossa esperança.
Selecionamos algumas situações e em quais leituras poderemos encontrar consolo para nossos corações:
 Quando estiver triste leia: Salmos 33; 40; 42; 43; 51; João 14; Mateus 6,19-34; Filipenses 4.
– Quando os amigos falham leia: Salmos 26 e 35; Mateus 10;Lucas 17; Romanos 12.
– Quando houver pecado leia: Salmo 50; Lucas 15.
– Antes da celebração na igreja leia: Salmo 83
– Quando estiver em perigo leia: Salmos 20 e 90; Mateus 11, 25-30; Lucas 8,22-25; II Timóteo 3.
 Quando Deus lhe parece estar muito distante leia: Salmo 138; Filipenses 4, 69; I Pedro 5,7; Mateus 6, 25-34.
– Quando estiver desanimado leia: Isaías 40; Salmo 23; Mateus 5, 4; I João 3, 1-3.
– Quando quiser dar bons frutos leia: João 15.
– Quando as dúvidas o assaltarem leia: João 1, 17; Lucas 11, 1-3
– Quando estiver sozinho e atemorizado leia: Salmos 22; 42, 6-11; 55,2; Hebreus 13, 5.
– Quando necessitar de paz interior leia: Salmos 1, 1; 4; 85; Lucas 10, 38-42; Romanos 5,1-5; Colossenses 3, 15.
– Quando necessitar de oração leia: Salmos 4, 6; 20; 22; 25; 42; Mateus 6, 5-15; Lucas 11, 1-3; João 17.
– Quando estiver enfermo e na dor leia: Salmos 32; 38; 41, 2-4; 91; Mateus 26, 39; Romanos 5, 3-5; Hebreus 12, 1-11; Tiago 5, 11-15.
 Na tentação leia: Mateus 6, 24; Marcos 9, 42; Lucas 21, 33-36; Romanos 13, 13; Tiago 1, 12; Judas 24-25.
– Na aflição leia: Salmos 2; 16; 31; 34; 37; 38; 40; 139; Mateus 11, 28-30; João 14, 1-4.
– No cansaço leia: Salmos 6, 27; 55; 60; 90; Mateus 11, 28-30; Gálatas 6, 9; 10.
– No agradecimento leia: Salmos 65; 84; 92; 95; 100; 103; 116; 136; 147; I Tessalonicenses 5, 18; Hebreus 13, 15.
– Na alegria leia: Filipenses 4; Salmos 97; 99; Lucas 1, 46-56.
Para viver a Palavra de Deus, precisamos primeiramente conhecê-la. Procure ajuda de seu sacerdote para que a sua leitura seja edificante.
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São Jerônimo, o santo nervosão que detonava geral

São Jerônimo

Osso duro de roer, esse homem de Deus não era nada fácil!

Ele é conhecido como um dos santos mais irritadiços de toda a história do cristianismo!
O próprio São Jerônimo admitia as suas intolerâncias. Falava o que pensava e não usava meios termos, como numa carta em que escreveu que “aquele que não ama os mandamentos de Cristo é mais que um inimigo de Cristo: é o anticristo“!
Foram muitas as vezes em que se viu às voltas com sérios problemas por causa dos seus modos, digamos, explosivos. Na verdade, ele era grosso mesmo.
Mas Jerônimo, coitado, era bem consciente das suas limitações e levou uma vida de penitência. A este propósito, conta-se de certo bispo que, ao ver uma pintura do santo batendo no peito com uma pedra, declarou:
“Fazes muito bem em golpear-te com essa pedra. Do contrário, a Igreja nunca te teria canonizado” (cf. Vidas dos Santos, de Alban Butler).

Mas quem era essa figuraça arrepiante?

No ano 382, o padre Jerônimo foi chamado pelo Papa Dâmaso para ser seu secretário particular. Ele era tremendo, mas também muitíssimo culto e inteligente. Em Roma, o bombástico padre recebeu a incumbência de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. A esse trabalho descomunal ele dedicou praticamente o resto da existência. Ironias da vida: um dos mais nervosos de todos os santos recebeu uma das missões que mais paciência e delicadeza poderiam exigir!
O conjunto final da sua tradução da Bíblia foi chamado, em latim, de “Vulgata”, e se tornou o texto bíblico oficial da Igreja católica no Concílo de Trento.
Em 1947, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 30 de setembro, a data de falecimento do santo. Nada mau para um rabugento de dimensões bíblicas!

Atenção, você que já estava botando as manguinhas de fora!

Se identificou, não é mesmo? E já estava esfregando as mãos e dizendo para os seus botões que agora tinha uma bela justificativa para a sua própria fúria! Pois pode ir tirando o cavalinho da chuva.
São Jerônimo tinha, sim, um temperamento que ninguém merece, mas espere aí: nada de usar isso como desculpa esfarrapada para sair gritando com as pessoas que caminham lerdamente pelas calçadas ou para explodir com a sua família quando algo não sai do jeito que sua excelência desejava!
Sua excelência até pode estar em boa companhia nessa fúria nervosa, mas não se esqueça de que a santidade de São Jerônimo (e de vários outros grandes ranzinzas dos altares) se deveu justamente ao enorme e sincero esforço que ele fez para controlar os seus instintos furibundos por amor a Deus e ao próximo.
São Jerônimo penitente - Caravaggio
Caravaggio - Domínio Público
Ele e todos os outros santos irados e furiosos lutaram com confiança e fé para superar os seus impulsos ferozes, sabendo que a alegria da misericórdia de Deus é muito maior do que os nossos pecados. Ou seja: trate de continuar na luta para se controlar, ok?

Diz a Bíblia

A Bíblia (aquela mesma que o próprio São Jerônimo ajudou a traduzir) nos afirma claramente:
“Um homem sábio sabe conter a sua cólera e tem por honra passar por cima de uma ofensa” (Provérbios 19,11).
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo” (Filipenses 2,14-15).
Além de buscar auxílio na Bíblia para dominar aquela fervura que faz sair fumaça das suas ventas, aproveite para pedir uma ajudinha de quem já lidou com esse desafio e venceu: “São Jerônimo, rogai por nós!

Calma que tem mais!

Não é justo dizer apenas que São Jerônimo tinha um gênio do cão e conseguiu lutar bravamente para se domesticar. Ele era muito mais do que isso. E pasme: embora tivesse tanta tendência a ser um troglodita, São Jerônimo era um homem à frente do seu tempo em vários aspectos. E é agora que você vai gostar dele mais ainda do que já estava gostando!

Instruindo mulheres

Para começar, São Jerônimo dava instrução de alto nível para mulheres. Além de ser diretor espiritual (e dos bem exigentes), ele também lhes dava aulas nada menos que de grego, hebraico, latim e teologia. Várias das mulheres a quem ele orientava foram declaradas santas. Que tal?
Sempre aparece neste momento o mente suja que vai achar que São Jerônimo se aproveitava dessas mulheres, mas outra coisa que o tornou famoso, inclusive entre as muitas pessoas que não queriam vê-lo nem pintado de ouro, era a sua grande honestidade. E, em especial no respeito à dignidade sexual dele mesmo e das outras pessoas, o santo irado exercia um grande autodomínio. Aliás, ele chegava a andar por aí com a tal pedra que, lá no alto deste artigo, já dissemos que um Papa achou coisa boa que ele usasse para bater no próprio peito quando as coisas queriam sair de controle. Informação adicional: quando a tentação batia forte, São Jerônimo tinha um truque tiro-e-queda para se distrair: começava a estudar hebraico (!)

Acolhendo peregrinos e refugiados

Além de cavalheiresco e respeitoso com a mulherada, São Jerônimo foi exemplarmente solidário com os necessitados – inclusive com os refugiados.
Em dado momento da vida, ele tinha se mudado para Belém, na Terra Santa, onde abriu uma escola e uma casa para os peregrinos. Segundo um depoimento de Santa Paula, uma das mulheres a quem ele orientava, aquela casa devia ser sempre regida com tamanho esmero que “se Maria e José visitassem Belém de novo, teriam lá um lugar digno para ficar“.
Quando Roma foi invadida e saqueada por hordas bárbaras, uma grande onda de refugiados da Europa se dirigiu à Terra Santa (ironia chocante para quem vê os noticiários de hoje em dia, confesse!). Nesse contexto, São Jerônimo declarou:
“Interrompi o comentário que estou escrevendo sobre o livro de Ezequiel, bem como quase todos os meus estudos. Hoje devemos traduzir os mandamentos das Escrituras em fatos: em vez de dizer palavras sagradas, devemos colocá-las em prática”.
E se dedicou a ajudar e acolher os refugiados, conforme Cristo nos ordenou quando instituiu as obras de misericórdia.
É… Parece que não é só no controle da raiva que temos muita coisa para aprender de São Jerônimo!
https://pt.aleteia.org/2017/09/29/sao-jeronimo-o-santo-nervosao-que-detonava-geral/

3 lições de São Jerônimo sobre manter a calma em uma discussão

CHILD BOSS

O "santo nervosão" tem muito a ensinar para quem tem o pavio curto

Quando estou chateado, sinto nos meus dentes. Eu mordo, meu batimento cardíaco fica acelerado e minha pressão arterial dispara. Eu nunca tive um médico para verificar meus sinais vitais durante uma tensa discussão, mas tenho certeza de que é isso que acontece fisicamente comigo.
Eu sinto isso no aperto da minha mandíbula. Eu até acho que a pele ao redor dos meus olhos fica estranha por causa do conjunto dos meus músculos faciais. As pessoas que estão atentas provavelmente podem ler minhas emoções como um livro aberto, porque meu desconforto é grande e reflete na minha testa enrugada.
Estudos mostram que, quando estamos no meio de uma discussão, há muitos efeitos colaterais físicos. A raiva se espalha pelo nosso corpo e o estresse emocional ataca todos os sistemas físicos que temos. É típico o aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, mas há outros efeitos, como a respiração rápida e superficial devido ao aperto no peito. O próprio cérebro não funciona bem porque, quando nos sentimos ameaçados, ele libera um hormônio chamado cortisol, que induz ainda mais estresse, preparando-nos para uma luta intensa.
Esses fatores físicos criam um loop de feedback. A briga provoca raiva, que causa uma reação física que, por sua vez, nos deixa desconfortáveis, menos racionais e incapazes de resolver a situação. Penso que é por isso que, durante as discussões, falamos coisas sem pensar.  Olhando para trás, me pergunto por que um certo ponto de discórdia era tão importante para mim quando, na verdade, nem me importo com ele? O problema é que não conseguimos enxergar isso durante uma discussão, pois, nesses momentos, somos incapazes de gerenciar nossas reações emocionais e físicas.
São Jerônimo sabia bem disso. Ele é um santo famoso por ter sido briguento. Sabendo que a raiva o estava afetando, ele decidiu viver sozinho no deserto por dois anos e recuperar um pouco de calma. A experiência não foi totalmente bem-sucedida. Quando retornou à vida ativa, sua pregação permaneceu muito aguçada. Ele substituía padres, monges e outros teólogos no púlpito – e não media as palavras contra ninguém. Ele foi criticado por suas opiniões, hipocrisia e até pelo jeito que sorria. Fez tantos inimigos que teve que deixar a cidade para sempre.


Jerônimo provavelmente não era uma pessoa mais agradável do que você ou eu, mas ele nunca fez as pazes com sua natureza briguenta – dizia-se que ele se batia com uma pedra para tentar se acalmar – e pensava muito na natureza da raiva, que, segundo ele, é a porta pela qual todos os outros vícios nos alcançam. Quando estamos com raiva, agimos de maneira que nunca agiríamos quando estamos calmos. Começamos a fofocar, trocar insultos e mentir. Perdemos nossa paciência, empatia e bondade. O orgulho e o egoísmo tomam conta de nós.
No entanto, desacordos vão sempre acontecer. E algumas lições a vida de São Jerônimo nos ensinam como manter a calma durante uma discussão:

1
DAR UM TEMPO

Ganhar uma discussão a todo custo não vale o dano emocional que isso provoca. A raiva persistente que resulta de uma briga não faz bem a ninguém. Jerônimo pode ter lutado contra sua incapacidade de manter a calma durante as discussões, mas ele tinha um bom plano para tentar superar isso. Quando ele estava no meio de uma discussão insustentável e sabia que havia perdido a calma, ele parava para descansar (lembra que ele foi para o deserto por causa disso?). Uma conversa sempre pode ser retomada posteriormente, com a cabeça mais fria.

2
OUVIR E FOCAR

As brigas ficam fora de controle quando, na verdade, só focamos no outro. Quando estamos simplesmente tentando provar que a outra pessoa está errada e forçar uma rendição, ela rapidamente percebe isso e retribui da mesma forma. As palavras esquentam e os insultos surgem a todo momento. Uma das grandes virtudes de Jerônimo era que ele se envolvia e pensava no que a outra pessoa estava tentando dizer em detalhes. Ele interagia bastante com seus adversários. À medida em que ele fazia isso, percebia que estava no caminho certo.

3
AUTOACUSAÇÃO

Jerônimo reconhecia que ele era o problema. Mesmo quando sua opinião estava correta, ele entendia – quando estava mais calmo – que seu método de comunicação não era eficaz. Ele achava que isso era uma grande falha pessoal, e é por isso que ele administraria a autopenitência ao se bater com uma pedra. Eu não recomendo seguir o exemplo dele de autoagressão, mas ele estava no caminho certo quando decidia se examinar primeiro.
Embora Jerônimo nunca tenha controlado completamente sua raiva e continuasse a perder a calma, ele lutou contra sua falha a vida inteira. Diz a lenda que ele, certa vez, retirou um espinho da pata de um leão. Talvez seja esse o tipo de coragem necessária para que, em vez de entrar em estresse e raiva durante uma discussão, permanecermos calmos, respirarmos fundo e sorrirmos.
https://pt.aleteia.org/2019/09/30/3-licoes-de-sao-jeronimo-sobre-manter-a-calma-em-uma-discussao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Em caso de crise espiritual, estas 4 palavras são um caminho de cura

WOMAN PRAYING,CHURCH PEWS


Quatro hábitos para mantê-lo espiritualmente são e salvo

Quão boa é a sua memória? À medida que as pessoas envelhecem, elas podem se lembrar de sua música favorita no Ensino Médio ou da melodia alegre de um comercial de décadas atrás, mas não conseguem se lembrar do que comeram no café da manhã de ontem.
Agora vamos fazer uma pergunta mais difícil: quão boa é a sua memória quando você está sob estresse? Isso pode ser uma questão de vida ou morte. As pessoas que trabalham em áreas onde erro significa desastre – por exemplo, pilotos de linhas aéreas, soldados, bombeiros, médicos – todos concordam: as pessoas não se erguem nessas ocasiões, elas caem no nível de seu treinamento. Nos momentos de crise, as pessoas fazem aquilo que treinaram muito.
Como esse fato pode ser aproveitado quando nos encontramos em tempos de desespero, tentação ou até escuridão espiritual?
Gostaria de recomendar quatro palavras para os momentos difíceis. Trata-se de palavras fáceis de ser compreendidas e usadas. Elas podem se tornar uma parte tão habitual de nós que podem nos guiar quando estivermos em tempos de sofrimento e perigo espiritual.
As quatro palavras são estas: prontidão, humildade, docilidade e generosidade.
PRONTIDÃO: William Shakespeare, em sua peça Ricardo III, falou de “vivacidade de espírito” (do latim alacer), que é uma disposição alegre. Diferente de uma cautela ou proteção orientada para a autopreservação, a prontidão é um alerta orientado a atender às necessidades dos outros ou atender ao chamado do dever do momento. E esse estado de alerta é mantido de bom grado, e não de má vontade ou ressentimento.
HUMILDADE: A prontidão é complementada pela humildade, que é realmente um tipo de veracidade, um hábito de dizer a verdade a respeito da superabundância de Deus e de nossa própria pobreza. Deus é todo bom, santo, sábio e amoroso – e nós não somos. Deus é totalmente autossuficiente – e nós não somos. Deus é sempre alegre e pleno – e nós não somos. O secularismo nos diz que não precisamos de Deus, e Satanás nos diz que podemos nos tornar semelhantes a Deus; já a humildade nos diz a verdade, uma verdade dolorosa que pode nos poupar muito dano e nos preparar para ainda mais.
DOCILIDADE: A humildade nos prepara para a docilidade de aprender. À luz da plenitude de Deus e do nosso próprio vazio, como não podemos estar ansiosos para aprender? Se nos acorrentarmos, como poderemos acolher a verdade que nos libertará?
GENEROSIDADE: A docilidade nos leva à alegria da generosidade (do latim: Do ut des – “Eu dou para que você possa dar”). Santo Inácio de Loyola nos ensina que aqueles que amam se alegram em trocar presentes, em dar o que têm às pessoas queridas.
Quando Deus nos dá um presente, ele também nos dá o dom de poder dar um presente. Ele nos dá o dom de nos tornarmos “presenteadores” também, imitando-o. Assim compreendida, a generosidade se torna uma oportunidade privilegiada de compartilhar o prazer de amar como Deus ama.
Qual é a moral dessa história? Simplesmente isto: com a graça de Deus, podemos nos treinar para sermos providentes, verdadeiros, sábios e generosos, imitando a Deus. Quando estamos abatidos, desesperados ou sob tentação, lembrar dessas quatro palavras – prontidão, humildade, docilidade, generosidade – pode ajudar-nos a encontrar luz.
Pratique essa quatro palavras a partir de hoje e, com o tempo, elas poderão se tornar hábitos prontos para os momentos de tempestade.
https://pt.aleteia.org/2019/10/02/em-caso-de-crise-espiritual-estas-4-palavras-sao-o-caminho-de-cura/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Milhares de católicos retornam à missa depois de assistir a estes comerciais de TV



Depois de 20 anos, 'Catholics Come Home' continua a inspirar católicos afastados a abraçar sua fé

Nos últimos 20 anos, o apostolado Catholics Come Home tem respondido ao chamado de João Paulo II por uma “nova evangelização”, realizando comerciais de TV inspiradores que convidam católicos inativos a voltar para casa.
De acordo com um artigo do National Catholic Register, “com anos de experiência anterior em mídia profissional e publicidade, o fundador da CCH, Tom Peterson, rezou: ‘Como o Senhor quer usar minha vida, meu Deus?’ Então ele produziu um programa de mídia para a Diocese de Phoenix, resultando em 92.000 pessoas que retornaram à Igreja.”
O que diferencia o programa de mídia de Peterson é sua qualidade e capacidade de retratar a Igreja Católica de uma maneira positiva.
Como o site explica: “Inspirados pelos apelos de nossos Santos Padres a uma nova evangelização, o Catholics Come Home dirige-se a católicos afastados usando comerciais de TV inspiradores e um site interativo. Sem pressão ou obrigação, o Catholics Come Home.org oferece uma oportunidade de aprender a verdade sobre a fé católica em um ambiente amoroso e sem julgamento. Oferecemos muitos recursos que ajudam a aprender mais sobre o retorno à Igreja Católica. Voltar para casa nunca foi tão fácil!”
Os resultados dos esforços de Peterson falam por si.
O arcebispo Carlson, de St. Louis, observou: “somos abençoados com aproximadamente 37.000 almas que retornaram à fé (aumento da participação em missas em 8,3% no Advento de 2011).” O bispo Michael Sheridan, de Colorado Springs, declarou que “esta campanha na televisão teve um impacto significativo em centenas de milhares de espectadores em nossa região.”
Em Sacramento, o bispo Jaime Soto revelou que houve “um aumento de 15% na participação na  missa (20.800 almas retornaram à Igreja)”.
Seu comercial de TV mais popular (visto abaixo) é simples e destaca a alegria e a beleza da fé católica. O site apresenta uma grande variedade de vídeos inspiradores e muitos trazem depoimentos pessoais. Existe até um ramo jovem do apostolado com conteúdo voltado especificamente para a juventude.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Padre Pio tinha os estigmas, mas uma ferida secreta era mais dolorosa que as outras



O santo revelou isso apenas para uma pessoa: Karol Wojtyla, o futuro Papa João Paulo II

O Padre Pio é um dos poucos santos que sofreu os estigmas (feridas) da paixão de Cristo em seu corpo. Além das feridas dos espinhos e da lança, São Pio também recebeu a laceração que Nosso Senhor suportou em seu ombro, um ferimento causado por carregar a cruz, do qual sabemos porque Jesus revelou a São Bernardo.
Essa outra ferida que Padre Pio teve foi descoberta por um de seus amigos e filhos espirituais, o Irmão Modestino de Pietralcina.
Esse frade era da terra natal de Pio e o ajudava nos serviços domésticos. O futuro santo disse-lhe um dia que trocar de camisa era uma das coisas mais dolorosas que ele tinha Se suportar.
O Irmão Modestino não entendeu imediatamente o porquê. Ele percebeu a verdade apenas após a morte do Padre Pio, quando preparava as vestes de seu pai espiritual.
Modestino recebeu a tarefa de coletar todos os pertences do Padre Pio e guardá-los. Na camisa do padre, ele encontrou uma grande mancha no ombro direito, perto da omoplata. A mancha tinha cerca de dez centímetros de diâmetro (um pouco semelhante à mancha no Santo Sudário). Ele percebeu que, toda vez que o Padre Pio tirar a camisa, desgrudar o pano dessa ferida aberta teria causado uma dor enorme.
“Informei imediatamente o meu superior sobre que encontrei”, recordou o Irmão Modestino, e o superior pediu que ele fizesse um breve relato. Ele acrescentou: “O padre Pellegrino Funicelli, que também havia ajudado o Padre Pio por muitos anos, disse-me que, muitas vezes, ao ajudar o padre a trocar a camiseta de lã que ele usava por baixo, ele sempre notava – às vezes no ombro direito, às vezes no esquerdo, um hematoma circular”.

Wojtyla, seu confidente

O Padre Pio não falou sobre essa ferida com ninguém, exceto com o futuro João Paulo II. Se o santo irmão revelou apenas a ele, deve ter havido uma razão.
O historiador Francesco Castello escreve sobre um encontro em San Giovanni Rotondo, em abril de 1948, entre o padre Wojtyla e o padre Pio. Foi então que Pio contou ao futuro papa sobre sua “ferida mais dolorosa”.
O irmão Modestino relatou mais tarde que o padre Pio, após sua morte, deu-lhe um entendimento especial dessa ferida.
“Uma noite, antes de dormir, fiz uma petição a ele em oração. “Querido padre, se você realmente teve essa ferida, me dê um sinal.” E então eu fui dormir. Mas à 1h05 da manhã, uma dor aguda e repentina no meu ombro me despertou de um sono tranquilo. Era como se alguém tivesse pegado uma faca e arrancado a carne do meu ombro. Se a dor tivesse continuado mais alguns minutos, acho que teria morrido. No meio disso, ouvi uma voz que dizia: ‘Foi assim que sofri’. Um perfume intenso me cercou e encheu meu dormitório. Senti meu coração transbordar de amor a Deus. Eu senti uma sensação estranha: ter essa dor insuportável tirada de mim parecia ainda mais difícil do que a suportar. O corpo queria rejeitá-la, mas a alma, inexplicavelmente, desejava-a. Foi algo extremamente doloroso e doce ao mesmo tempo. Finalmente eu entendi!”

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sábado, 14 de setembro de 2019

Ó tempo perdido, em que podia ter-me santificado!


Dos escritos de Santo Afonso de Ligório, o texto nos alerta para a urgência de nossa conversão. Perdemos tantos dias na vida em busca de coisas supérfluas, dias que nunca mais voltam! Ó tempo desprezado! Tu serás a coisa que os mundanos mais desejarão no transe da morte. Queremos então dispor de mais um ano, mais um mês, mais um dia; mas não o terão, e ouvirão dizer que já não haverá mais tempo (Ap 10,6). O que não daria então para termos mais um dia de vida, a fim de poder melhor ajustar as contas da alma…


por Santo Afonso de Ligório

O VALOR DO TEMPO

Nada há mais precioso que o tempo e não há coisa menos estimada nem mais desprezada pelos mundanos. Isto deplora São Bernardo, dizendo: “Passam rapidamente os dias de salvação, e ninguém reflete que esses dias desaparecem e jamais voltam”. Vede aquele jogador que perde dias e noites na tavolagem. Perguntai-lhe o que fez e responderá: “Passar o tempo”. Vede o ocioso que se entretém horas inteiras na rua a ver quem passa, ou a falar em coisas obscenas ou inúteis. Se lhe perguntam o que está fazendo, dirá que não faz mais do que passar o tempo.

Pobres cegos, que assim vão perdendo tantos dias, dias que nunca mais voltam! Ó tempo desprezado! tu serás a coisa que os mundanos mais desejarão no transe da morte… Queremos então dispor de mais um ano, mais um mês, mais um dia; mas não o terão, e ouvirão dizer que já não haverá mais tempo (Ap 10,6). O que não daria então cada um deles para ter mais uma semana, um dia de vida, a fim de poder melhor ajustar as contas da alma!… Ainda que fosse para alcançar só uma hora — disse São Lourenço Justiniano — dariam todos os seus bens. Mas não obterão essa hora de trégua…

Pronto, dirá o sacerdote que o estiver assistindo, apressa-te a sair deste mundo; já não há mais tempo para ti. Por isso, exorta o profeta a que nos lembremos de Deus e procuremos sua graça antes que a luz se nos extinga (Ecl 12,1-2).

Que apreensão não sentirá um viajante ao notar que se transviou no caminho, quando, por ser já noite, não lhe é possível reparar o engano!… Tal será a mágoa na morte do que tiver vivido muitos anos sem empregá-los no serviço de Deus. “Virá a noite em que ninguém poderá fazer mais nada” (Jo 9,4). Então o momento da morte será para ele o tempo da noite, em que nada mais poderá fazer. “Clamou contra mim o tempo” (Lm 1,15). A consciência recordar-lhe-á todo o tempo que teve e que empregou em prejuízo de sua alma; todas as graças que recebeu de Deus para se santificar e de que não quis aproveitar; e ver-se-á depois privado de todos os meios de fazer o bem.

Por isso exclamará gemendo: Como fui insensato!… Ó tempo perdido, em que podia ter-me santificado!… Mas não o fiz e agora já não é tempo de o fazer… De que servem tais suspiros e lamentações, quando a vida está prestes a terminar e a lâmpada se vai extinguindo, vendo-se o moribundo próximo do solene instante de que depende a eternidade?

AFETOS E SÚPLICAS

Ah, meu Jesus! santificastes toda a vida para salvar minha alma; nem um instante deixastes de vos oferecer por mim ao Eterno Pai, a fim de me alcançar perdão e salvação… e eu, ao cabo de tantos anos de vida neste mundo, quanto tempo empreguei em vosso serviço? As recordações de meus atos fazem-me remorsos de consciência. O mal foi grande. O bem pouquíssimo e cheio de imperfeições, de tibieza, de amor próprio e de distrações.

Ah, meu Redentor, tudo isto tem sido porque olvidei o que por mim fizestes! Esqueci-vos, Senhor, mas vós não vos esquecestes de mim; viestes a procurar-me e repetidas vezes me oferecestes o vosso amor enquanto eu fugia de vós. Aqui estou, ó bom Jesus; não quero resistir por mais tempo, nem pensar que me abandonareis. Pesa-me, meu soberano Bem, de ter-me afastado de vós pelo pecado. Amo-vos, bondade infinita, digna de infinito amor. Não permitais que perca o tempo que vossa misericórdia me concede.

Lembrai-vos, amado Salvador meu, do amor que me tendes e das dores que por mim padecestes. Fazei que esqueça tudo na vida que me resta, exceto penar só em vos agradar. Amo-vos, meu Jesus, meu amor, meu tudo. Prometo fazer frequentíssimos atos de Amor. Concedei-me a santa perseverança, como espero, confiado nos merecimentos de vosso sangue precioso… E em vossa intercessão confio, ó Maria, minha Mãe querida!

https://capelasantoagostinho.com/2019/09/10/o-tempo-perdido-em-que-podia-ter-me-santificado/