sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Pe. Gabriel Vila Verde: “Quem não ajuda a Igreja não deve criticar”


“Chega de tanta crítica de quem não faz nada. Quer ver a Igreja de Deus crescendo? Fecha um pouquinho a boca e mãos à obra!”

Em sua página pessoal no Facebook, o pe. Gabriel Vila Verde propôs aos católicos um exame de consciência rápido e direto ao ponto no tocante à vivência da própria fé católica:
O que você está fazendo pela Igreja?
Chegou o advento. Em quantas casas você vai rezar a novena do Natal?
E as famílias carentes? Como irá ajudar?
E o grupo de canto? Quando vai se dispor para os ensaios?
E na limpeza do templo? Quando vai pegar numa vassoura?
E os grupos de jovens? Quando vai aparecer lá para dar uma força?
E a Pastoral do Dízimo? Quando vai fazer uma visita?
E na adoração ao Santíssimo, quando vai aparecer?
E o padre de sua paróquia? Já perguntou a ele se tem alguma missão a ser feita?
Chega de tanta crítica de quem não faz nada. Quer ver a Igreja de Deus crescendo? Fecha um pouquinho a boca e mãos à obra!!! São Paulo diz nas Escrituras: quem não trabalha não deve comer. Eu aproveito a carona e digo: quem não ajuda a Igreja, não deve criticar.
https://pt.aleteia.org/2019/12/05/pe-gabriel-vila-verde-quem-nao-ajuda-a-igreja-nao-deve-criticar/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

Quer entender melhor o ano litúrgico? Este e-book gratuito pode ajudar!

o tempo de uma presença

Texto disponibilizado pelo Opus Dei apresenta a riqueza da liturgia católica, na qual celebramos o mistério de Cristo ao longo do tempo

Osite do Opus Dei em português oferece gratuitamente, no formato ePub, o livro digital “O tempo de uma presença: o ano litúrgico na vida dos cristãos“, de Juan José Silvestre.
A apresentação do texto, feita pelo site, nos diz:
“A história não é um simples suceder-se de séculos, anos e dias, mas é o tempo de uma presença que lhe confere pleno significado, abrindo-a a uma esperança sólida”. Estas palavras de Bento XVI, que inspiraram o título deste livro, descrevem a essência do ano litúrgico, “celebração do mistério de Cristo no tempo”.
Este livro, com textos publicados no site do Opus Dei, convida a aprofundar nas tonalidades que a oração da Igreja adquire no tempo. Com palavras do Papa Francisco, “tempo e espaço de Deus”, Ele nos convida a “entrar ali, no tempo de Deus, no espaço de Deus, e não ficar olhando o relógio. A liturgia é, precisamente, entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e estar imerso no mistério”.

Índice do e-book

Apresentação
1. Tempo do Advento: Preparar a Vinda do Senhor
2. Tempo de Natal: a luz de Belém
3. Quaresma: O caminho para a Páscoa
4. Semana Santa: Amou-nos até o fim
5. Páscoa: Ressuscitei e sempre estou contigo
6. Tempo Comum: o domingo, dia do Senhor e alegria dos cristãos
7. As Festas do Senhor durante o Tempo Comum (I)
8. As Festas do Senhor durante o Tempo Comum (II)
9. “Chamar-me-ão bem-aventurada”: Santa Maria, no ano litúrgico
10. A música que vem de Deus: canto e música na liturgia
11. Como uma grande sinfonia: os santos no ano litúrgico

Como baixar a sua cópia grátis

ATENÇÃO: Lembre-se de que o formato deste e-book é o “ePub”. Este formato exige que você tenha instalado (em seu celular ou computador) algum aplicativo específico habilitado para lê-lo. Existem diversos aplicativos gratuitos para esta finalidade, geralmente chamados de “e-readers“.
Uma vez que você tenha o aplicativo adequado para a leitura do formato ePub, poderá descarregar o e-book no seu celular ou computador acessando aqui o arquivo digital. O link é fornecido pelo site do Opus Dei.

https://pt.aleteia.org/2019/11/24/quer-entender-melhor-o-ano-liturgico-este-e-book-gratuito-pode-ajudar/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Conselhos para lidar com as críticas de forma serena

PSYCHOLOG


3 dicas de um santo que foi constantemente criticado

Como padre, eu ouço muitas críticas. Os temas são muito abrangentes – o volume do sistema de som, o choro dos bebês durante a missa, a posição das velas no altar, uma palavra usada durante a homilia, o modo como eu me visto. E as críticas não são apenas direcionadas a mim. As pessoas vêm me dizer o que está errado com as outras pessoas e com o mundo. De certo modo, é um sinal de respeito que as pessoas estejam tão dispostas a ser honestas comigo.
Mas nem sempre eu lidei bem com isso. Ainda me lembro de quando comecei a escrever seriamente e publicar artigos. Na internet, os comentários podem ser brutais. Haverá inevitavelmente um ataque pessoal ou uma reação negativa totalmente sem sentido. Isso já me incomodou muito, mas depois notei outra coisa. Todo mundo é criticado. Como padre e escritor, não sou único. Todos, em todas as esferas da vida, são questionados e atacados.
Amanhã é a festividade de São Bernardino, franciscano do século 14 que viveu no norte da Itália. Quando conheci sua história, fiquei impressionado com a forma como esse humilde homem foi constantemente criticado. Quando virou monge, sua primeira tarefa foi pedir esmolas em Siena, motivo pelo qual ele foi frequentemente criticado pelos habitantes da cidade. Entre seus familiares, ele foi criticado por ter se tornado monge ao invés de um homem de negócios. Diz-se que Bernardino absorvia com calma os insultos e as críticas.
Mais tarde em sua vida, Bernardino tornou-se um pregador famoso, multidões de 30.000 pessoas acorriam para ouvi-lo falar. E quanto mais famoso, maiores foram as críticas. Um nobre local se ofendeu e ameaçou-o com prisão e morte se Bernardino não mudasse os temas de seus sermões. Ele foi denunciado como herege e forçado a ir a julgamento perante o Papa para se defender. Ele por fim conseguiu limpar seu nome, mas enquanto esteve em meio às críticas, permaneceu, como sempre, perfeitamente calmo. Tudo o que ele dizia era: “Deus cuida dessas coisas”.
Bernardino fala sobre como lidar com as críticas de forma serena, contando uma história sobre um abade e um de seus jovens monges. O abade diz ao monge para buscar um burro. O abade monta no burro e inicia a viagem, enquanto o jovem monge segue a pé. Quando eles passam pela cidade, um homem reclama que o abade está sendo egoísta, pois o jovem monge caminha na lama. Então o abade desce do burro e pede para o jovem monge ir montado. Mais adiante, um homem os vê e comenta que é muito estranho que um homem velho ande enquanto um jovem segue montado, quando, na verdade, ambos podiam montar no animal. Então o abade também sobe no burro. Mais à frente, um homem os vê e comenta que o abade e o monge estão maltratando o animal. Então eles descem do burro. Vem outro homem e diz que os dois são insensatos de caminhar e não montar no burro.
A partir dessa fábula, Bernardino explica que alguém, em algum lugar, vai criticá-lo por qualquer coisa que você faça, então não se preocupe com as opiniões de outras pessoas.

Em primeiro lugar, leve as críticas a sério, mas não de forma pessoal

Isso não significa mudar ao primeiro indício de uma opinião diferente, mas também significa não mergulhar numa reação defensiva. Bernardino prosseguiu com serenidade em seu caminho.

Segundo, se você refletiu sobre suas ações, não se preocupe com o que as outras pessoas pensam

Busque bons conselhos, ouça sua consciência, tome sua decisão e não dê atenção à negatividade e às críticas.

Em terceiro lugar, nenhuma discussão é necessária

Nem Bernardino – nem seu abade fictício – pararam para discutir com seus detratores. Nem todo mundo precisa concordar ou nem mesmo entender tudo o que você faz. E discutir com os críticos muitas vezes é simplesmente uma energia desperdiçada.
No final, Bernardino lidou com as críticas tão bem porque sabia que estava indo agindo da melhor maneira que podia. Suas ações eram genuínas em favor das outras pessoas, e não por causa de sua reputação. A única coisa que importa é viver generosa e humildemente, sempre procurando fazer o bem em todas as situações – não importa o que nossos críticos digam.

https://pt.aleteia.org/2019/05/19/conselhos-para-lidar-com-as-criticas-de-forma-serena/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Grandes coisas

Prometemos grandes coisas, maiores
são as que nos foram prometidas.

Observemos as primeiras e suspiremos
pelas outras. O prazer é breve, o castigo

perpétuo, o sofrimento pequeno e a glória
não tem fim.

Tomas De Celano

sábado, 7 de dezembro de 2019

Breve “Guia das 4 Atitudes Pessoais no Advento”, semana por semana

SUNSET

Sugestões para viver melhor este período litúrgico de espera confiante na vinda de Jesus

Apalavra advento significa “chegada” e, no caso do presente tempo litúrgico, é um convite da Igreja a vivermos a espera da vinda de Jesus em atitude de vigilância, diligência, penitência, oração, esperança e gratidão Àquele que, sendo Deus, se fez homem e nasceu por amor a nós!
Há preciosas tradições que nos ajudam a aproveitar com intensidade espiritual este precioso tempo de preparação para o Natal. Uma delas é a Coroa do Advento:


E há também, é claro, o chamado do Espírito Santo a prepararmos a nossa alma, em recolhimento pessoal diante de Deus e da nossa própria consciência. É para essa preparação que sugerimos o seguinte “guia” – que não é nada formal, nem constitui nenhuma tradição específica da Igreja. São meras sugestões para vivermos de modo mais intenso o Advento em nosso cotidiano!

Primeira Semana: Limpeza

Viva a virtude da pureza, do perdão, da retidão das intenções. Asseie o seu interior com espírito vigilante e varra de si mesmo tudo aquilo que não deixa você olhar com clareza para a Magnificência de Deus!
Limpe a sua alma com um exame de consciência profundo, pensando nas coisas que separam você de Deus. Depois faça uma boa confissão, pedindo-Lhe perdão.
Ah, e você também precisa perdoar. Tire do seu coração aquilo que impede você de experimentar em profundidade o amor de Deus, o mesmo amor que você deseja viver e transmitir plenamente aos seus semelhantes. Você pode fazer, por exemplo, alguma oração parecida com esta:
Pai, eu Te suplico humildemente: dá-me tudo o que eu não soube Te pedir e tira de mim tudo aquilo que eu não soube Te entregar. Tira de mim tudo aquilo que me afasta de Ti e nunca permitas que nenhum amor humano, nenhum bem material, nenhuma circunstância da vida me separe de Ti, do Teu coração, pois eu desejo ser só Teu, meu Senhor! Completamente Teu!

Segunda Semana: Reorganização

Depois da limpeza, vem a recolocação de tudo em ordem. A verdadeira paz está relacionada com a ordem da alma, que nos ajuda a viver a vida com as prioridades certas. A máxima prioridade é Deus, que é a plenitude do Ser, a plenitude do Amor, a plenitude do Bem, a plenitude da Beleza, a plenitude da Verdade, a plenitude da Felicidade.
Organize os seus afetos recolocando Deus no primeiro lugar. Siga o que Ele pede. Assim, você experimentará a ordem interior e, portanto, a verdadeira paz – a mesma paz que você vai retransmitir ao mundo, já que os outros vão dizer: “Eu também quero viver como você!”.
Mas lembre-se: paz não significa ausência de problemas; ela é fruto da certeza de que, por trás de todo acontecimento, por mais doloroso que seja, Deus tem um plano perfeito que poderá levar você à sua plenitude – se você deixar.

Terceira semana: Caridade

Nesta semana, foque na caridade e na misericórdia para com os seus irmãos em Cristo. Com todos. O serviço ao próximo, que é fruto do sacrifício e do amor autêntico, se torna alimento para a alma, motor para a vida e veículo do amor de Deus para os demais.
Lembre-se: é dando que se recebe. Amar e servir a quem você ama é fácil; amar e servir a quem mais custa é prática real de misericórdia e caridade.

Quarta semana: Alegria!

O Natal já está às portas! Esta é a grande semana! Desfrute-a com a felicidade de uma alma cheia de esperança, alegria, certeza do Amor de Deus! Reconheça realmente quem você é e viva com dignidade, honrando a sua verdadeira natureza: você é ninguém menos que FILHO DE DEUS, redimido por Cristo!

https://pt.aleteia.org/2018/12/04/breve-guia-das-4-atitudes-pessoais-no-advento-semana-por-semana/

Advento: tempo de faxina interior


Neste tempo do Advento, a faxina da espera deve remover as teias de aranha dos sentimentos que estacionaram em nossa alma

As estações da natureza nos ensinam a reconciliar, em nosso coração, o tempo dos mistérios que abraçam nossa fé. Advento é tempo da espera. Ainda não é Natal, mas antecipa-se a alegria dessa festa. Viver cada tempo litúrgico com o coração é um jeito nobre de não adiantar um tempo que ainda não chegou. Na sobriedade que este tempo litúrgico exige, vamos tecendo a colcha das alegrias do Cristo que vem ao nosso encontro.
Esperar é uma alegria antecipada de algo que ainda não chegou. A mulher grávida vive na alma a felicidade antecipada pela vida que, em seu ventre, vai sendo gerada no tempo que lhe cabe. A natureza cumpre o ritual das estações para que cada tempo seja único. Os casais apaixonados esperam o momento do encontro. As famílias organizam a casa no cuidado da espera dos parentes que vão chegar. Esperar é uma metáfora do cotidiano da vida. No contexto do Advento, a espera ganha tonalidades alegres e sóbrias.
Casa mal arrumada não é adequada para acolher os amigos e familiares que vão chegar. Jardim sujo não pode se tornar um canteiro para novas sementes. Esperar é também tempo de cuidado e organização. No tempo da espera, o tempo do cuidado na vida espiritual. Chegando ao fim de mais um ano, muitos corações se encontram totalmente bagunçados. Raivas armazenadas nos potes da prepotência, mágoas guardadas nas gavetas do rancor, amizades sendo consumidas pelo microondas da inveja, tristezas crescendo no jardim da infelicidade, violência sendo gerada no silêncio do coração.

No Advento da vida

Enquanto as lojas fazem o balanço [de seu patrimônio], somos convidados a fazer o balanço de nossa situação emocional. No balancete da vida, o amor deve sempre ser o saldo positivo que nos impulsiona a sermos mais humanos a cada dia.
Casa mal arrumada não é local adequado para receber quem nos visita. Coração bagunçado dificilmente tem espaço para acolher quem chega. Neste tempo do Advento, a faxina da espera deve remover as teias de aranha dos sentimentos que estacionaram em nossa alma. O pó que asfixia o amor deve ser varrido. Tempo novo exige coração novo. Jesus, com Seu amor sem limites, adentrava o coração de cada pessoa e fazia uma faxina de amor; abria as janelas da vida, que impediam cada pessoa de ver a luz de um novo tempo chegar; devolvia às flores, já secas pelas dores e tristezas, as alegrias da ressurreição; semeava nos sertões sem vida as sementes do amor e da paz.
No Advento da vida, as estações do coração se tornam tempo propício para limpar os quartos da alma à espera do Cristo que vem. Se o jardim do coração estiver sendo cuidado, as sementes da esperança vão germinar no tempo que lhes cabe, e o Amor nascerá nas alegrias da chegada.
Por Pe. Flávio Sobreiro, via Canção Nova

Vencendo as tempestades | Pregação - Frei Gilson