domingo, 29 de dezembro de 2019

ORAÇÕES DAS SETE DORES E DOS SETE GOZOS DE SÃO JOSÉ

São José, o maior de todos os santos
Para a devoção dos Sete Domingos de São José.


Para a devoção dos Sete Domingos de São José
Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes vossa castíssima Esposa, assim foi inexplicável a vossa alegria, quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta vossa dor e por este vosso gozo, vos rogamos a graça de consolardes agora, e nas extremas dores, a nossa alma com a alegria de uma boa morte, semelhante à vossa, entre Jesus e Maria.

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…
Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para o cargo de pai putativo do Verbo humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus-Menino, se vos trocou em celeste júbilo ao escutardes a angélica melodia e ao verdes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta vossa dor, e por este vosso gozo, suplicamos a graça de nos alcançardes, que depois da jornada desta vida, possamos ouvir os angélicos louvores, e gozar os esplendores da glória celeste.



Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…
Ó obedientíssimo executor das divinas leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo, que na circuncisão derramou o Redentor Menino vos traspassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta vossa dor, e por este vosso gozo, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós os vícios nesta vida, com o nome de Jesus no coração e na boca, expiremos cheios de júbilo.

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…
Ó fidelíssimo Santo, que também tivestes parte nos mistérios de nossa redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria tinham de sofrer vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumo gozo pela salvação e gloriosa ressurreição, que igualmente predisse teria de resultar para inumeráveis almas. Por esta vossa dor e por este vosso gozo, obtende-nos que sejamos daqueles que pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Virgem sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente.

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…
Ó vigilantíssimo guardião, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto penastes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fugida, que com Ele houvestes de fazer ao Egito! Mas, qual não foi também o vosso gozo por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos do Egito. Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que, expelindo longe de nós o infernal tirano, especialmente com a fugida das ocasiões perigosas, sejam derrubados de nosso coração todos os ídolos de afetos terrenos, e que inteiramente empregados no serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e felizmente morramos.

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…
Ó Anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do céu submisso aos vossos mandatos, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, contudo, sossegada pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria. Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que desocupado o nosso coração de vãos temores, gozemos paz de consciência, vivamos seguros com Jesus e Maria e também entre eles morramos.

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…
Ó exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdestes sem culpa vossa o Menino Jesus, e para maior angústia houvestes de buscá-lo por três dias, até que com sumo júbilo gozastes do que era vossa vida, achando-a no templo entre os doutores.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca nos suceda perdermos a Jesus por culpa grave, mas se por desgraça o perdêssemos, com tão continua dor o procuremos, que o achemos favorável, especialmente em nossa morte para passarmos a gozá-lo no céu, e lá cantarmos convosco eternamente suas divinas misericórdias.

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…



ANTÍFONA. 

Ipse Jesus erat incipiens, quasi annorum triginta, ut putabatur filius Joseph.

Ora pro nobis, sancte Joseph.

R . Utdigni efficiamur promissionibus Christi. 

OREMUS 

Deus, qui ineffabili providentia, Beatum Joseph sanctissimae Genitricis tuae Sponsum eligere dignatus es paesta, quaesumus, ut quem protectorem veneramur in terris, intercessorem habere mereamur in caelis. Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. Amen. 

O principal motivo da perdição

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As confissões mal feitas o motivo pelo qual tantas pessoas perdem suas almas e vão para o inferno, afirmam-nos os Santos que melhor conhecem as almas...

(Diálogo entre o discípulo e o mestre)

Mestre — Conta-se certa moça, tendo caído por desgraça num desses pecados que tanto envergonham na confissão, vivia triste e desconsolada. Passaram-se assim muitos meses, sem que nenhuma das companheiras da coitada descobrisse a causa de tanta aflição. Nesse ínterim, aconteceu que a sua melhor amiga, muito virtuosa e devota, morreu santamente. Uma noite, a chamam pelo nome, quando está no melhor do sono; reconhece perfeitamente a voz da amiguinha morta que vai repetindo: Confesse-se bem… se você soubesse o quanto Jesus e bom! A moça tomou aquela voz por uma revelação do céu, criou coragem e, decidida, confessou o pecado que era a causa de tanta vergonha e de tantas lágrimas. Naquela ocasião, tamanha foi a sua comoção, tão grande o seu alívio que depois disso, contava o fato a todo o mundo, e repetia por sua vez: “Experimentem e vejam o quanto Jesus é bom”.

Discípulo — Muito bem! — acredito nisso plenamente, porque, já fiz mais de cem vezes a experiência de tal verdade.

M. — Pois então agradeça a Deus de todo o coração e continue a fazer boas confissões. Ai daquele que envereda, pelo caminho do sacrilégio! É essa a maior desgraça que nos pode acontecer, porque dela não teremos mais a força de nos afastar, e assim prosseguiremos, talvez até à morte, precipitando-nos no abismo da perdição eterna.

D. — É assim tão nefanda uma confissão mal feita?

M. — É o principal motivo, a causa capital da perdição!

D. — Deveras?

M. — Assim é, infelizmente! São as confissões mal feitas o motivo pelo qual tantas pessoas perdem suas almas e vão para o inferno.

D. — Mas não há exagero nisso?

M. — Exagero nenhum, e nem sou eu quem o diz: afirmam-nos os Santos que melhor conhecem as almas e viu-o Santa Teresa em uma visão. Estava a Santa rezando, quando, de repente abrem-se diante dos seus olhos uma voragem profunda, cheia de fogo e de chamas; e nesse abismo precipitam-se com abundância, como neve no inverno, as pobres almas perdidas. Assustada, a Santa levanta os olhos ao céu e: — Meu Deus, exclama, meu Deus! O que é que eu estou vendo? Quem são elas,quem são todas essas almas que se perdem? Com certeza devem ser as almas dos pobres infiéis. — Não, Teresa, não! Responde o Senhor. As almas que neste momento vês precipitarem-se no inferno com o meu consentimento, são, todas elas, almas de cristãos como tu. — Mas então devem ser almas de pessoas que não acreditavam, que não praticavam a Religião, que não frequentavam os Sacramentos! — Não, Teresa, não! Fica sabendo que essas almas pertencem todas a cristãos batizados como tu, e, que, como tu, eram crentes e praticantes… — Mas se assim é, naturalmente essa gente nunca se confessou, nem mesmo na hora da morte… — No entanto, são almas que se confessavam, e confessaram-se também antes de morrer… — Por qual motivo então, ó meu Deus, são elas condenadas? — São condenadas porque se confessaram mal… Vai Teresa, conta a todos esta visão e recomenda aos Bispos e Sacerdotes que nunca se cansem de pregar sobre a importância da confissão e contra as confissões mal feitas, a fim de que os meus amados cristãos não transformem “o remédio em veneno; a fim de que não se sirvam mal desse sacramento, que é o sacramento da misericórdia e do perdão.”

D. — Pobre Jesus!… São assim tão numerosas as confissões mal feitas?

M. — S. Afonso, S. Felipe Néri, S. Leonardo de Porto Maurício, afirmam unanimemente que, infelizmente, o número das confissões mal feitas é incalculável. Eles, que passaram à vida no confessionário e à cabeceira dos moribundos, sabem dizer a pura verdade. E nós que erramos, de terra em terra, pregando exercícios e missões, somos obrigados a afirmar a mesma coisa. O célebre Padre Sarnelli, na sua obra “O mundo santificado” exclama: “Infelizmente são incalculáveis as almas que fazem confissões sacrílegas: sabem disso, em parte, os Missionários de longa experiência, e cada um de nós virá sabê-lo, com grande pasmo, no vale de Josafá. Não só nas grandes capitais, mas nas cidades menores, nas comunidades, no meio daqueles que passam por piedosos e devotos encontram-se em grande número os sacrílegos…” O Padre Tranquillini, da Companhia de Jesus, tendo sido chamado à cabeceira duma senhora gravemente enferma, acode com solicitude e a confessa: mas, chegada à hora da absolvição, ele sente qualquer coisa que, como se fosse uma mão de ferro, o impede de prosseguir. — Minha senhora, diz ele, talvez se tenha esquecido de alguma coisa… — Impossível, Padre, estou me preparando há oito dias…! Depois de algumas preces, tenta uma segunda vez; mas, a mesma mão o impede de novo. — Desculpe, minha senhora, replica o Padre, talvez a senhora não ouse confessar algum pecado… — O quê diz, Padre? Isso me ofende. Como pode supor que eu queira cometer um sacrilégio? Torna a tentar pela terceira vez a absolvição e ainda uma vez aquela força invisível o impede de agir. Não podendo compreender qual o mistério que se escondia num fato tão extraordinário, cai de joelhos, e, chorando, suplica àquela senhora, que não se traia, que não seja a causa da própria perdição. — Padre, exclama ela então, Padre, há quinze anos que eu me confesso mal! Veja, portanto, como é fácil achar-se quem se confessa mal!

D. — Chega, Padre, isto me faz estremecer.

M. — Antes tremer aqui do que queimar no inferno: e, falando disso, lembro-me de outro exemplo. São João Bosco, numa obra sobre a confissão diz textualmente: “Eu vos afirmo que enquanto escrevo, minha mão treme, porque eu penso no número de cristãos que vão para a perdição eterna, somente por terem escondido, ou por não terem exposto sinceramente os seus pecados na confissão”!

D. — O senhor disse também: por não terem exposto sinceramente os seus pecados?

M. — Certamente! Aquele que, por exemplo, confessa só os maus pensamentos, quando além disso cometeu ações ou atos impuros; aquele que confessa ter cometido tais atos sozinho, quando os cometeu com outros; aquele que esconde o número conhecido de suas faltas; aquele que, interrogado pelo confessor não diz a verdade; todos esses fazem más confissões.

D. — O quê é que pensam os que assim procedem?

M. — Pensam que no futuro poderão remediar, isto é, confessam-se para viver como diz São Felipe Néri, quando toda e qualquer confissão devia ser feita como se fosse a última, como se nos preparássemos para a morte. Um dia uma mulher do povo confessou-se com um célebre Missionário: de volta do confessionário, ela passou casualmente por cima de uma laje que cobria uma sepultura. A laje, gasta pelo tempo, cedeu, e a mulher caiu lá em baixo, no meio dos ossos e dos esqueletos. Imagine o susto de todas as pessoas que acudiram; mas isso não foi nada, comparado ao terror o aos berros da coitada! Logo depois que, com muito esforço e trabalho conseguiram tirar a mulher dali, ela, que escapou ilesa, voou para o confessionário e: — Padre, padre, até hoje eu só me tinha confessado para viver, mas agora que eu vi a morte diante do mim quero confessar-me como se eu fosse morrer – e tornou a fazer, tremendo, aquela confissão que, momentos antes, tinha feito mal.

D. — Ah! o pensamento da morte é terrível.

M. — É terrível sim, mas muitíssimo salutar e é pior isso que, cada vez que nos confessamos, devíamos tê-lo na mente. Dentre os inúmeros fatos maravilhosos que se contam na história de D. Bosco destaca-se este: No Salesiano de Turim faziam-se os santos exercícios espirituais, e, todos os presentes, alunos e internos com a máxima seriedade, muito piedosos, rezavam com fervor e colhiam os frutos de suas preces para o bem de suas almas. Enquanto esses cumpriam o seu piedoso dever, um jovem, refratário a toda e qualquer suplica e aos mais afetuosos cuidados de D. Bosco e dos demais superiores, teimou em não se querer confessar nem mesmo naquela circunstância. Os bons Padres tinham feito todo o possível para convencê-lo, mas inutilmente. Ele repetia sempre: “Em qualquer outra ocasião, sim, mas agora não! Vou pensar nisso depois… Agora não sei tomar uma resolução”! Com essa desculpa, chegou ao ultimo dia das cerimônias; D. Bosco, então recorreu a um estratagema. Escreveu numa folha de papel estas palavras: “… e se você morresse durante a noite?!…” e escondeu-a entre o lençol e o travesseiro do rapaz. Cai à noite: todos se vão deitar, e o nosso jovem, despreocupado, também se despe, mas eis que quando vai entrar na cama encontra a tal folha. Um oh! de espanto que ele não pode conter lhe sai dos lábios; pega no papel olha-o, vira-o e revira-o e, por fim, descobrindo que há nele qualquer coisa escrita, arregala os olhos e lê: “… e se você morresse durante a noite”… D. Bosco. D. Bosco! Exclama ele; mas D. Bosco é um santo… Ele conhece o futuro… Talvez aconteça isso mesmo! E se eu morresse durante a noite? Mas eu não quero morrer, não: quero viver, quero viver e… Enquanto isso, para que os companheiros não reparem, ele se deita, cobre-se e cheio de coragem, tenta pegar no sono. Qual nada! Adormecer naquele estado? Com aquelas palavras que o atormentavam como se fossem espinhos agudos? É impossível! Ele vira e revira na cama, fecha os olhos com força, mas… tudo inútil; ouve sem cessar, cada vez mais vivo, cada vez mais forte, o som daquelas palavras; ele imagina, como se visse o inferno aberto e Jesus que o condena, e diz: “Pobre de mim! E se eu morresse mesmo?…” Um arrepio gelado corre-lhe pela espinha, ele sua frio… — Ah, não — exclama, — eu não quero ir para o inferno, eu quero me confessar… Invoca a proteção de Maria Auxiliadora, do seu Anjo da Guarda e depois, decidido, veste-se, sai devagarzinho, desce a escada, atravessa corredores, sobe para o quarto de D. Bosco e bate na porta. D. Bosco, que, como bom padre o esperava, abre a porta e: — Quem é você?… A estas horas?… O que é que você quer? — Oh! D. Bosco, eu quero confessar-me! — À vontade! se você soubesse com que ansiedade eu o esperei! Introduzido na antecâmara, o rapaz cai de joelhos e, depois de feita a confissão, com o perdão de Jesus volta feliz e tranquilo para a cama. E já não tem medo! O pensamento da morte já não o assusta e ele diz: “Como estou contente! Mesmo que eu tenha que morrer que importa se eu recuperei a graça, se eu tornei a ser amigo de Jesus”! Adormece serenamente e sonha… vê o céu aberto, os Anjos jubilosos que voam levíssimos, entoando os cânticos mais lindos, os mais belos hinos! Que rapaz de sorte! De sorte são todos aqueles que acreditam no grande bem da confissão e se servem dela, impedindo assim a própria perdição; enquanto que é bem diferente o caso da infeliz de quem lhe vou falar. São Leonardo de Porto Maurício, acode à cabeceira de uma moribunda, acompanhado por um frade leigo. Depois de confessada a doente, o padre sai sossegado, e, reunindo-se ao companheiro que o esperava no quarto vizinho, apronta-se para sair, quando este, muito triste e assustado lhe diz: — “Padre Leonardo, o quê significa aquilo que eu vi?” — O que é que você viu?— Eu vi uma mão horrendamente negra que vagava pela antecâmara; e, assim que o senhor saiu ela entrou, rápida como um raio, no quarto da doente. Diante de tal história São Leonardo volta para trás, torna a entrar no quarto e oh! Que cena terrível. Aquela mão negra estrangulava aquela desgraçada que, com olhos fora das órbitas, e a língua caída, morria gritando: “Malditos sejam os sacrilégios… Malditos sejam os sacrilégios…”

D. — Oh, Padre, então é mesmo verdade que as confissões mal feitas são a causa principal da perdição!

M. — Por conseguinte, guerra à mentira e sinceridade absoluta na confissão.

Da obra “Confessai-vos bem. Diálogos, fatos e exemplos”, pelo Pe Luiz Chiavarino

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Peça ao Menino Jesus um coração radiante de amor


BABY,JESUS,MANGER

O Menino Jesus tem muito a nos ensinar durante as épocas do Advento e do Natal

As épocas do Advento e do Natal nos dão uma oportunidade especial de nos concentrarmos mais em Jesus quando criança – e essa é uma oportunidade da qual nem sempre aproveitamos.
O Menino Jesus tem muito a nos ensinar sobre humildade, pequenez e acima de tudo, amor.
Aqui está uma oração retirada do livro A Book of Devotions (“Um Livro de Devoções”). Trata-se de uma prece que se concentra nessas muitas lições e pede ao Menino Jesus que inflame nossos corações com amor nesta época especial do ano. Reze:
Ó Jesus, o mais glorioso, o mais santo, o mais adorável, Rei da minha alma! Bendita seja a hora em que Tua santa Mãe me dará como meu resgate. Ó, mais belo acima dos filhos dos homens, dá-me um coração cheio de desejos sagrados, amor, gratidão e zelo ardente, pois foi por minha causa que tu nasceste na terra. Dá-me o verdadeiro espírito de tua santa Natividade, um espírito de humildade, silêncio, desapego, docilidade, mansidão e verdadeira e ardente caridade. Abençoa-me, Divino Infante, ao abençoar os humildes e simples pastores vigiando seus rebanhos; e lembra-me sempre que é para os humildes, simples e fiéis que Tu mais desejas comunicar teus dons. Amém.

https://pt.aleteia.org/2019/12/02/peca-ao-menino-jesus-um-coracao-radiante-de-amor/ 

Oração de São João Paulo II ao Menino Jesus



POPE JOHN PAUL II

A bela e atual oração foi recitada durante a homilia da Missa de Natal de 2003

As épocas do Advento e do Natal proporcionam oportunidades para nos humilharmos diante do Menino Jesus. Existem muitas orações que refletem essa santa humildade.
Uma delas foi escrita por São João Paulo II, proferida durante a homilia da Missa da Noite de Natal de 2003. É uma bela oração, que reflete as muitas dimensões espirituais do Natal e pode nos ajudar a entrar em uma experiência mais profunda da celebração. Reze:
“Ó Menino, que teve como berço uma manjedoura,
Ó Criador do universo, que se despiu da glória divina,
Ó Redentor, que ofereceu seu corpo vulnerável em sacrifício pela salvação da humanidade!
Que o brilho do seu nascimento ilumine a noite do mundo.
Que o poder da sua mensagem de amor frustre as armadilhas orgulhosas do maligno.
Que o dom da sua vida nos faça entender cada vez mais claramente o valor da vida de cada ser humano.
Muito sangue ainda está sendo derramado na terra!
Muita violência e muitos conflitos perturbam a coexistência pacífica das nações!
O Senhor vem para nos trazer a paz.
O senhor é a nossa paz!
O Senhor pode fazer de nós “um povo purificado” e pertencer a vós para sempre, um povo “zeloso por boas ações”.
Pois para nós não é só uma criança que nasce, para nós um filho é dado!
Que mistério insondável está oculto na humildade desta criança!
Nós gostaríamos de tocá-la; nós gostaríamos de abraçá-la.
Maria, que vigia seu Filho todo-poderoso, conceda-nos seus olhos para contemplá-lo com fé; conceda-nos o seu coração para adorá-lo com amor.
Em sua simplicidade, o Filho de Belém nos ensina a redescobrir o verdadeiro significado de nossa existência; ele nos ensina “a viver vidas sóbrias, retas e piedosas neste mundo”. 
Ó Noite Santa, tão esperada, que uniste para sempre Deus e o homem! Tu nos renovas a esperança. Tu nos enches de assombro extasiante. Tu nos garantes o triunfo do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte”
Por esse motivo, permaneçamos em oração.
No luminoso silêncio da tua Natividade, Tu, Emmanuel, continuas falando conosco. E estamos prontos para te ouvir. Amém!”

https://pt.aleteia.org/2019/12/23/oracao-de-sao-joao-paulo-ii-ao-menino-jesus/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Antes da Missa: peça ao Espírito Santo incendiar o seu coração


Se quisermos nos oferecer a Deus na Missa, precisamos da orientação do Espírito Santo

OConcílio Vaticano II incentivou os leigos a abraçar uma “participação plenamente consciente e ativa” na Missa. A ideia é que os que estão nos bancos estejam totalmente presentes ao que acontece no altar, oferecendo, juntamente com o sacerdote, suas vidas a Deus.
No entanto, é tentador para muitos de nós assistir à Missa e apenas aquecer o banco – não o coração.
Uma maneira de despertar nossa alma para a Eucaristia é pedir ao Espírito Santo que inflame nosso coração com o profundo amor de Deus e a capacidade compreensão da Missa. Se quisermos nos oferecer a Deus na Missa, precisamos da orientação do Espírito Santo; é ele que vai preparar nosso coração para receber Jesus na Santíssima Eucaristia.
Aqui está uma breve oração de um livro de oração de 1876 que resume perfeitamente esse desejo e é uma ótima maneira de entrar no clima certo antes da Missa:
“Espírito Santo, enchei de amor o meu coração frio, para que eu possa participar desta Missa com muita reverência e devoção.
Maria, minha mãe, rogai por mim. Meu anjo da guarda, me protegei de todos os pensamentos vãos e errantes. Amém.”

https://pt.aleteia.org/2019/12/12/antes-da-missa-peca-ao-espirito-santo-incendiar-o-seu-coracao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

Os 4 Jesuses que nós inventamos e o Jesus que nós encontramos

Jesus Christ; King;

Como evitar os mal-entendidos sobre Ele?

Sem a Igreja, Jesus ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, do nosso humor“, disse o Papa Francisco no dia 1º de janeiro de 2015.
Isto, sem dúvida alguma, é verdade. Nós reescrevemos Jesus, como em “O Código Da Vinci”; nós o repensamos sem a fé, como nas obras do cético Bart Ehrman; ou reimaginamos a fé sem a religião, como tentaram fazer, em seus livros recentes, os autores James Carroll e Bill O’Reilly.
Existem vários Jesuses em nossa cabeça e é importante fazer o esforço de separá-los. Eu não pretendo listar aqui todas as respostas erradas para a pergunta “Quem é Jesus?”. A verdade é que eu mesmo caio com frequência em cada uma das respostas erradas – e suspeito que mais gente também…

O primeiro Jesus: um vívido e amoroso amigo imaginário

Minha esposa e eu damos aulas para os crismandos em nossa paróquia de Atchison, no Estado do Kansas, EUA, e eu sempre abro a primeira aula dizendo: “Levante a mão quem acha que a seguinte afirmação é verdadeira: Jesus é um amigo imaginário que vai nos dar um abraço toda vez que precisarmos dele”.
Normalmente, pelo menos a metade das mãos se joga para cima. Às vezes, quase todas. Mas eu estou orgulhoso dos meus alunos deste ano: eles não só não levantaram mão nenhuma como ainda protestaram: “Ele não é imaginário!”.
De qualquer maneira, mesmo a turma deste ano teve dificuldades para entender que nem sempre Jesus nos abraça: algumas vezes, Ele retém o seu amor para nos fazer desejá-lo com mais intensidade.
A verdade é que todos nós, de vez em quando, fazemos de Jesus uma espécie de consolação emocional. Mas isso é perigoso. Jesus mesmo nos disse: “Quem me ama, guardará os meus mandamentos”. Ora, se o nosso Jesus é só um amigo imaginário abraçável, guardar os mandamentos dele é uma coisa que não fará sentido nenhum nem terá impacto algum sobre nós. E o mundo vai descartar rapidamente esse Jesus por vê-lo apenas como uma fraqueza psicológica nossa, da qual é melhor não participar.

O segundo Jesus: um embasamento moral para a nossa ideologia

Vivemos em uma sociedade onde as perguntas sobre nós não priorizam mais “Qual é a sua religião?” ou “De que família você é?”, mas sim “Qual é o seu partido ou orientação política?”.
Numa sociedade assim, corremos o constante perigo de politizar Jesus Cristo. Um lado se convence de que Jesus vota na direita porque os direitistas são pró-vida (ou, pelo menos, são contra o aborto) e avessos à redefinição do casamento. O outro lado tem certeza de que Jesus vota na esquerda porque os esquerdistas se opõem às guerras (exceto quando eles próprios começam as guerras) e se mostram a favor dos pequenos (desde que os pequenos já tenham nascido, não sejam muito velhos e não trabalhem numa fábrica na China).
Como quer que seja, podemos reduzir Jesus, no meio desses mal-entendidos, a um fator entre muitos outros fatores que compõem algo de grande importância para nós: as nossas opiniões políticas (ou aquilo que achamos que são “opiniões políticas”). Este Jesus não tem a nossa permissão para desafiar essas opiniões; nós é que procuramos garantir que esse “nosso” Jesus as reforce sempre.

O terceiro Jesus: um talismã mágico

Este erro na visão que temos de Jesus pode ser cometido tanto por quem o evoca quanto por aqueles que o temem.
Para os religiosos, Jesus pode se tornar um tipo de “gênio da lâmpada” capaz de realizar os seus desejos, bastando repetir esses desejos com insistência e com “sentimento”. Já para os temerosos, Jesus pode virar uma espécie de “bicho-papão”: Ele não é levado muito a sério, mas também é bom não “desrespeitá-lo”, por que vai que isso dá azar ou atrai represálias do além…
Trate-se de religião superficial ou de mera superstição, esta atitude presta a Jesus um terrível desserviço e acaba destruindo a fé nele. Se Deus, para nós, serve apenas para satisfazer os nossos desejos errantes, não vamos demorar a descobrir que Ele não “funciona” do jeito que gostaríamos. E se Jesus é só uma “força do karma” que nos exige tomar cuidado, logo descobriremos que Ele é uma força bem fraquinha…

O quarto Jesus: o da apologética

Outra armadilha em que os católicos ativos, leitores de blogs e defensores da Igreja podem cair facilmente é a de reduzir Jesus a um item-chave para as suas discussões: aquela figura que serve para “dar sentido” aos seus argumentos.
Quando descobrimos a apologética, percebemos que a nossa fé não é um absurdo; que ela dá forças para a nossa vida e melhora o nosso relacionamento com Deus durante algum tempo. O problema é quando tudo acaba por aí mesmo. O fato é que o nosso relacionamento com Deus tem que progredir sempre. Não basta concluir que “Jesus demonstra que a Igreja está certa e que o mundo está errado”; é preciso descobrir que “Jesus é a Verdade, a Beleza, a Bondade e o Mistério, e que o mundo e eu temos que lutar para compreendê-lo melhor”.
Esse Jesus da apologética, no fim das contas, não é tão diferente do “Jesus histórico” sobre o qual os céticos gostam de especular: Ele é um mero objeto de erudição humana, uma figura fascinante, mas remota.

O quinto Jesus: o Deus Filho e o filho de Maria

Eu não vou conseguir resumir o verdadeiro Jesus em poucas frases, mas, na primeira homilia que fez em janeiro, o papa Francisco nos deu uma pista: “A nossa fé não é uma doutrina abstrata ou uma filosofia, e sim uma relação vital e completa com uma pessoa: Jesus Cristo”. Jesus é o verdadeiro Deus que realmente compartilhou da nossa humanidade e que realmente está conosco nos sacramentos.
Os mal-entendidos em que caímos quando o assunto é Jesus não são muito diferentes dos enganos que cometemos no tocante a outras pessoas que fazem parte da nossa vida. Tendemos a diminuir, romantizar ou desdenhar a nossa esposa ou o nosso marido em vários aspectos da nossa relação, antes de nos lembrarmos de que ela ou ele é de carne e osso. A melhor maneira de melhorar a nossa compreensão da nossa esposa ou esposo é passando mais tempo com ela ou ele, falando e também ouvindo. A mesma coisa acontece com Jesus.
Em todos estes equívocos, o maior problema é que eles fazem de Jesus um meio para um fim, e não um fim em si mesmo. Nós nunca vamos entender o Jesus real até nos encontrarmos com Ele nos contextos em que Ele pode ser encontrado: nas sagradas escrituras, no tabernáculo, no confessionário, na comunidade dos crentes e nos ensinamentos da Igreja.

https://pt.aleteia.org/2019/12/10/os-4-jesuses-que-nos-inventamos-e-o-jesus-que-nos-encontramos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Pe. Gabriel Vila Verde: “Quem não ajuda a Igreja não deve criticar”


“Chega de tanta crítica de quem não faz nada. Quer ver a Igreja de Deus crescendo? Fecha um pouquinho a boca e mãos à obra!”

Em sua página pessoal no Facebook, o pe. Gabriel Vila Verde propôs aos católicos um exame de consciência rápido e direto ao ponto no tocante à vivência da própria fé católica:
O que você está fazendo pela Igreja?
Chegou o advento. Em quantas casas você vai rezar a novena do Natal?
E as famílias carentes? Como irá ajudar?
E o grupo de canto? Quando vai se dispor para os ensaios?
E na limpeza do templo? Quando vai pegar numa vassoura?
E os grupos de jovens? Quando vai aparecer lá para dar uma força?
E a Pastoral do Dízimo? Quando vai fazer uma visita?
E na adoração ao Santíssimo, quando vai aparecer?
E o padre de sua paróquia? Já perguntou a ele se tem alguma missão a ser feita?
Chega de tanta crítica de quem não faz nada. Quer ver a Igreja de Deus crescendo? Fecha um pouquinho a boca e mãos à obra!!! São Paulo diz nas Escrituras: quem não trabalha não deve comer. Eu aproveito a carona e digo: quem não ajuda a Igreja, não deve criticar.
https://pt.aleteia.org/2019/12/05/pe-gabriel-vila-verde-quem-nao-ajuda-a-igreja-nao-deve-criticar/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt