domingo, 16 de fevereiro de 2020

Nos detalhes monótonos de cada dia


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«Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo – para tantos escondido – da grandeza e da novidade: o Amor» (Sulco, n. 489).

Nos detalhes monótonos de cada dia

Continuemos meditando sobre a vida cotidiana, essa sequência de um dia após o outro. O  texto de são Josemaria, que acabamos de citar, fala em «detalhes monótonos». Quantas vezes não achamos monótona a repetição dos dias que parecem fotocopiados, cada um, do dia anterior, da semana anterior, do mês anterior. Sempre a mesma coisa!

Se não infundimos vida nessa rotina, o tempo passa cada vez mais depressa, e mais vazio. «Ora! Já estamos no fim do ano? Como o tempo passou depressa, parece que a cada ano corre mais rápido… Não fiz nem metade do que queria fazer».

A vida cotidiana às vezes parece-se com o fluxo da água que escapa de um cano furado. Ninguém repara, vai escorrendo, e o tanque fica vazio.

Sobra então uma sensação de frustração, que deixa um mau sabor na alma. Foi um ano meio-vazio! Santo Agostinho detestava a rotina morna, e escrevia nas Confissões: «Tanto quanto a morte, apavorava-me ficar preso ao fluxo da rotina»[1].

Para vencer a rotina

Que fazer? Variar, simplesmente? Andar mudando de ocupação, de mulher ou de marido – como alguns fazem, infelizmente, quando se cansam de ouvir «sempre a mesma toada» –, mudar de cidade?». Se isso passasse pela nossa cabeça, teríamos que meditar estas palavras da Imitação de Cristo: «A muitos iludiu a mudança de lugar». É engano achar que a mudança, por si só, resolve os problemas. Pura ilusão, pois em qualquer lugar carregaremos a nossa miséria ou a nossa riqueza espiritual.

O segredo para dar vida à rotina – como em tudo – é o amor. Nunca percamos esse enfoque, mesmo que o devamos repetir cem vezes. São Paulo tinha-o sempre presente: Se não tiver amor, nada me aproveita (Cor 13,3).

Quando se ama, cada dia o sol de Deus ilumina com luzes novas as nossas palavras, gestos, e ações…, mesmo que externamente sejam exatamente iguais aos do dia anterior.

O poeta hindu e prêmio Nobel de literatura, Rabindranath Tagore, sem ser cristão, intuía esta bela realidade num os seus poemas: «Verdadeiramente, a pouca beleza e paz que ainda se podem encontrar entre os homens, se acham no cumprimento cotidiano dos pequenos deveres, e não nas grandes empresas nem nos altos falatórios».

Lembremos a seguir algumas atitudes que exprimem ou facilitam fazer as coisas com amor – mesmo que custe – e, assim, renovam a alma.

  • Saber começar. Desencalhar o dever que está parado e fica sendo um peso incômodo na consciência. Já dizia o poeta latino Horácio que começar é ter metade do trabalho feito. Mas, como custa! Atrasamos tantas coisas! Não nos decidimos a enfrentar, apoiados em Deus, certos problemas familiares ou profissionais, não começamos a retomar seriamente deveres religiosos que já andaram bem e agora estão descuidados, vamos procrastinando conversas inadiáveis… Sem reparar, seguimos a péssima sentença: «Deixa estar, para ver como é que fica».

«Para acabar as coisas, é preciso começar a fazê-las. – Parece óbvio, mas falta-te tantas vezes esta simples decisão!» (Sulco, n. 492).

  • Da mesma forma, praticamos o amor quando assumimos o lema “Hoje e agora!” (o Hodie et nunc dos latinos, que um mau latinista traduzia bem por «hoje ou nunca»), ou seja, quando nos decidimos a praticar «minutos heroicos»[2]: a hora em ponto de levantar da cama, a hora de desligar a tv, a hora certa de olhar mensagens e navegar nas redes sociais (que não é toda nem qualquer hora!), a hora de promover no momento certo conversas em família, a hora de dormir sem enrolar com coisas inúteis.

  • Amar é também aprender a distinguir, no dia-a-dia, a diferença entre «aproveitar o tempo» e «encher o tempo». Você já deve ter dito mais de uma vez: «Hoje não parei, foi aquela correria, fiquei exausto…e não fiz nada». Por esse caminho pode acabar como o Tio Vânia da peça de teatro homônima de Tchekhov, que dizia: «Quarenta e sete anos e não fiz nada!».

Por quê esse vazio? Quase com certeza, porque nos faltou uma pausa tranquila só para orar (talvez bem no início do dia, acordando uns dez minutos antes do que fazíamos até agora) , para refletir diante do Senhor, e para planejar as coisas do dia, prevendo – com decisão – a melhor sequência das diversas tarefas, inclusive anotando a lista delas, como quem assina um compromisso consigo mesmo. Isso é começar o dia dirigindo a bússola do coração para Deus.

Sem isso, é fácil atirar-se atabalhoadamente ao que parece urgente e não o é; ou ao que é mais fácil; e sentir que ficou curto o tempo para as demais obrigações…, sempre com a sensação de pressa, enquanto perdemos tempo zanzando à toa ou demorando-nos em papos furados…

Tomara que não aconteça conosco o que aconteceu com aquela pessoa que foi louvada, porque diziam «quanto trabalha!», e o chefe, que a conhecia bem, corrigiu: «Diga, antes: quanto se mexe!»[3].

  • E, ainda, peçamos luz a Deus para transformar os nossos «tempos mortos» em «tempos vivos»; isto é, para prever como encher positivamente os ocos do tempo: as esperas entediantes inevitáveis, os intervalos maiores que os previstos, os do cliente ou paciente que não aparece, os engarrafamentos no trânsito.

Conheço pessoas que tiram um bom proveito desses «tempos mortos»: porque já haviam previsto, para preenchê-los, leituras e áudios culturais ou formativos, ou orações, como por exemplo o Terço em pen-drive. E, com isso, aproveitam o tempo – que é um dom de Deus – quando estão guiando carro, no metrô, nas caminhadas pela rua, nas corridas matutinas… Quando aparecem os ocos do tempo, essas pessoas sabem perfeitamente ─ sem ansiedade nem desconcerto ─ o que vão fazer.

Oxalá que algum dia, com a ajuda da graça divina, possamos dizer, como são Josemaria: «Do Amor de Deus e para o seu Amor vivo eu, apesar das minhas misérias pessoais. E apesar dessas misérias, talvez por causa delas, é o meu Amor um amor que todos os dias se renova»[4].

[1] Et quasi mortem reformidabam restringi a fluxu consuetudinis.
[2] cf. Caminho, n. 206
[3] cf. Sulco, n. 506
[4] Citado em Álvaro del Portillo, Josemaria Escrivá, Instrumento de Deus, 2ª ed. Quadrante 1992, pág. 21

Trecho do livro Deus na vida cotidiana, Cultor 2019

Um método curto e fácil de meditação

MEDITATE
Se você está lutando para aprender a rezar, comece com este método recomendado por São Francisco de Sales
Às vezes, a gente fica sem saber saber por onde começar ao tentar estabelecer uma rotina de oração e meditação cristã. Existem inúmeros livros e manuais de oração, mas poucos explicam a essência de uma vida de oração.

Nosso principal objetivo sempre deve ser aumentar nosso relacionamento com Jesus Cristo, usando quaisquer meios que ajudarão a realizar essa tarefa. E lembre-se: a quantidade de orações não é tão importante como a qualidade delas.

Um método simples e fácil de meditação cristã é recomendado por São Francisco de Sales em sua obra “Introdução à Vida Devota”. Ele escreveu esse livro especificamente para os fiéis leigos e queria tornar a oração mais acessível a todos.

Ele explica que você deve começar toda sessão de oração colocando-se na presença de Deus:


“Não vemos nosso Deus e, embora a fé nos alerte que Ele está presente, por não O contemplarmos com nossos olhos mortais, estamos muito aptos a esquecê-Lo e a agir como se Ele estivesse longe, pois, embora sabendo perfeitamente que Ele está em toda parte, se não pensarmos assim, é como se não soubéssemos disso. E, portanto, antes de começar a rezar, é necessário sempre despertar a alma para a lembrança e o pensamento constantes da Presença de Deus.”

Uma maneira de fazer isso é usar nossa imaginação para ver Deus ao nosso lado :


“Simplesmente exercite sua imaginação comum, imaginando o Salvador em Sua Humanidade Sagrada, como se Ele estivesse ao seu lado, como costumamos pensar em nossos amigos, imaginando que os vemos ou ouvimos ao nosso lado.”

Isso pode ser feito fechando os olhos e imaginando a sala em que estamos e vendo Jesus à nossa frente ou talvez sentado na cadeira ao nosso lado.


Aí está! Essa é a maneira mais simples e fácil de entrar na meditação cristã. Pode pode ser feita por alguns minutos ou você pode passar meia hora imaginando Jesus ao seu lado.

Esse simples exercício pode ter um efeito profundo em nossa alma e nos dar o conforto e a paz que nunca pensamos serem possíveis.

Tente agora!

O Papa que deixou de existir


Na vida de Santo Padre Pio de Pietrelcina há este belo e interessante episódio:


Para uma mulher que foi ao seu confessionário, o padre Pio disse:

- Feche os olhos e me diga o que vê.

A senhora obedeceu, fechou os olhos e disse:

- Vejo uma praça enorme com muita gente. Entre as pessoas, vejo uma procissão que se move solenemente. Vejo no tribunal muitos padres, bispos e cardeais: todos precedem um Papa que está assumindo no trono. Sim, vejo precisamente um Papa no trono (era a cadeira gestacional) e uma grande multidão que aclama esse Papa, muito bonita... Mas o que tudo isso significa?

O padre Pio respondeu:

- A criança que você matou no seu ventre com o aborto, nos desígnios de Deus, devia se tornar esse Papa.


A pobre mulher gritou e desmaiou ao lado do confessionário.

http://almascastelos.blogspot.com

Arrependimento x remorso: um silencioso diálogo entre São Pedro e Judas


A diferença entre arrepender-se de verdade e se desesperar

Teria havido, certa vez, um  diálogo silencioso entre São Pedro e Judas, o traidor:
– Se tu, Judas, em vez de te enforcares, tivesses procurado Jesus para confessar a tua covardia, dizendo “Cometi um grande crime, mas estou arrependido. Perdoa-me”, Jesus te teria perdoado.
Pausa.
Pedro lembrou-se então da cena no pretório de Pilatos, na Quinta Feira Santa… Sua negação. O olhar de repreensão que  Jesus lhe dirigiu quando foi levado de um juiz para outro. Das lágrimas de arrependimento que não pararam de correr pelas faces, a ponto de formar dois sulcos…
E continuou:
– Judas, eu fiz coisa pior. Neguei o nosso Mestre. Neguei-O três vezes. Sou muito mais culpado que tu.
E Pedro, ainda com os olhos marejados de lágrimas, prosseguiria:
– A diferença é que eu chorei arrependido. E tu tiveste remorso, apenas. Achaste que não tinhas perdão. Por que desconfiaste da misericórdia de Jesus?
Do Boletim do Padre Pelágio, via blog Almas Castelos

Papa Francisco fala do “dom das lágrimas”: chorar faz parte da cura da alma

POPE FRANCIS

“Deus sempre perdoa, não se esqueçam disto. Mesmo os piores pecados. O problema está em nós, que nos cansamos de pedir perdão”

Dando continuidade às catequeses sobre as bem-aventuranças, o Papa Francisco falou na Audiência Geral desta quarta-feira, 12/02, sobre a segunda delas: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados“.
Francisco explicou que o choro pode ter dois aspectos nas Sagradas Escrituras:
  • o sofrimento pela morte ou pela dor de alguém;
  • as lágrimas pelo pecado, quando o coração sofre por ter ofendido a Deus e o próximo.
Nesse contexto, o Papa mencionou o “dom das lágrimas”:
“Podemos amar de maneira fria? Podemos amar por obrigação, por dever? Com certeza não! Existem pessoas aflitas para consolarmos, mas, às vezes, também existem consolados que precisam sofrer a aflição, para despertarem, porque têm um coração de pedra e desaprenderam a chorar. Despertar quem não sabe se comover com a dor dos outros”.
A dor do luto, por exemplo, é um caminho amargo, mas pode ser útil para abrir os olhos sobre a vida e o valor sagrado de cada pessoa, ressaltou o Papa, enfatizando ainda a brevidade do tempo.
Quanto ao choro do arrependimento, Francisco disse que é preciso diferenciar entre quem chora pelo orgulho ferido de ter errado e quem chora porque entende que rompeu sua relação com Deus:
“Este é o choro por não ter amado: porque não se corresponde ao Senhor, que nos quer tão bem, e nos entristece o pensamento do bem não feito; este é o sentido do pecado. Deus seja louvado se nos vierem essas lágrimas!”
Francisco agregou que enfrentar os próprios erros é “difícil, mas vital”, e citou o exemplo de São Pedro, cuja decepção o levou a amar mais: Pedro olhou para Jesus, chorou e teve o coração renovado. Judas, por outro lado, não aceitou o seu erro e se suicidou.
“Entender o pecado é um dom de Deus, é uma obra do Espírito Santo. Nós, sozinhos, não podemos entender o pecado. É uma graça que temos que pedir: ‘Senhor, que eu entenda o mal que fiz ou que posso fazer’. É um grande dom. E depois de entender isso, vem o choro do arrependimento. Deus sempre perdoa, não se esqueçam disto. Mesmo os piores pecados. O problema está em nós, que nos cansamos de pedir perdão. Este é o problema: quando alguém se fecha, não pede perdão e Ele está ali para perdoar. Que o Senhor nos conceda amar em abundância, amar com o sorriso, com a proximidade, com o serviço e também com o choro”.

https://pt.aleteia.org/2020/02/14/papa-francisco-fala-do-dom-das-lagrimas-chorar-faz-parte-da-cura-da-alma/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

sábado, 1 de fevereiro de 2020

COMO VIVER Á SANTA MISSA COM DEVOÇÃO SEGUNDO SÃO PADRE PIO


Essa carta Padre Pio escreveu para Annita Rodote no 25 de julho de 1915 em Pietrelcina.

Entre na igreja em silêncio e com grande respeito, considerando-se indigno de aparecer diante da Majestade do Senhor.
⠀⠀
Em seguida, pegue água benta e faça o sinal da cruz com cuidado e lentamente.
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Assim que você estiver diante de Deus no Santíssimo Sacramento, faça uma genuflexão devotamente.
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Depois de ter encontrado o seu lugar, ajoelhe-se e renda o tributo de sua presença e devoção a Jesus no Santíssimo Sacramento. Confie todas as suas necessidades a Ele junto com as dos outros. Fale com Ele com abandono filial, dê livre curso ao seu coração e dê-lhe total liberdade para trabalhar em você como ele achar melhor.
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Ao assistir à Santa Missa e as funções sagradas, fique muito composta, quando em pé, ajoelhada e sentada, e realize todos os atos religiosos, com a maior devoção.
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Seja modesta no seu olhar, não vire a cabeça aqui e ali para ver quem entra e sai. Não ria, por respeito para com este santo lugar e também por respeito para aqueles que estão perto de você. Tente não falar com ninguém, exceto quando a caridade ou a estrita necessidade pedirem isso.
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Em suma, comporte-se de tal maneira que todos os presentes sejam edificados, bem como, através de você, sejam instados a glorificar e amar o Pai celestial.
⠀⠀
Ao sair da igreja, você deve estar recolhida e calma. Em primeiro lugar peça a permissão de Jesus no Santíssimo Sacramento; peça perdão pelas falhas cometidas em sua presença divina e não O deixe sem pedir e ter recebido a Sua bênção paterna.
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Assim que estiver fora da igreja, seja como todo ser seguidor do Nazareno deveria ser. Acima de tudo, seja extremamente modesta em tudo, pois esta é a virtude que, mais do que qualquer outra, revela os sentimentos do coração.
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Seja sempre econômica em sua fala, assídua na boa leitura, atenta em seu trabalho, modesta em sua conversa. Não seja desagradável com ninguém, mas seja benevolente para com todos e respeitosa para com os mais velhos. ⠀⠀
Em suma deixe que todo seu exterior seja uma imagem vívida da compostura de sua alma.

https://magnificat0.blogspot.com/2019/09/como-viver-santa-missa-com-devocao.html

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Reze antes da Comunhão pela cura espiritual

HOLY COMMUNION

Jesus é o médico divino e quer nos curar na Eucaristia

Às vezes, comungar aos domingos pode se tornar rotina, e perdemos a noção da sacralidade desse evento. É fácil esquecer que Jesus Cristo está lá, verdadeiramente presente sob a aparência de pão e vinho.
Precisamos lembrar que Jesus está lá expressamente pela nossa salvação. Ele quer estar em comunhão conosco e entrar em nosso corpo para que possa entrar mais profundamente em nossa alma.
Uma maneira de recordarmos essa verdade profunda é recordar o papel de Jesus como médico divino. Se estivermos sofrendo alguma mágoa ou tristeza em nosso coração, Jesus gostaria de vir e curar essa ferida com seu amor e misericórdia.
Aqui está uma breve oração de Madre Mary Loyola, publicada no livro Welcome! Holy Communion, que pode ajudar a despertar em nós o desejo de deixar Jesus curar nossos corações através da Santa Comunhão.
Jesus, tu me incentivas a me aproximar de Ti para tocar-te na Santa Comunhão com fé e esperança, a abrir, médico divino, as feridas da minha alma para que Tu possas curá-las.
Estou doente e fraco – sempre parando na estrada ascendente; logo cansado; facilmente desencorajado; inconstante no esforço sério e prolongado; sempre procurando facilidade e descanso.
Sou cego para as minhas falhas; pronto a desculpar em mim o que eu sinceramente condeno em outro. Sou negligente no meu dever de retidão, cego para os danos ao meu redor, os quais deveria reconhecer e verificar pelos quais devo ser responsabilizado. Meu Deus, ilumine minha escuridão. Senhor, que eu veja!
Estou atordoado. As inspirações vêm e eu não as atendo. Sei que são a sua voz, me incentivando ou me censurando, sugerindo um bom pensamento, uma palavra ou ato amável.
Nenhum elogio brota em meu coração; nenhum grito de misericórdia chega aos meus lábios. Não tenho dado boas-vindas ansiosas a Ti, àquele que vem de tão longe para ser meu convidado.
Ó Senhor, abra meus lábios, e minha boca proclamará teu louvor. Liberta meu coração para se derramar diante de Ti. Ensina-me a rezar, para que pela oração eu possa obter de Ti o suprimento de tudo o que preciso.
Doente, cego, atordoado, confuso – certamente preciso da visita do médico divino!
Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim. Filho de Davi, tenha piedade de mim!

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