quarta-feira, 25 de março de 2020

Origem e sentido da Bênção de Santo Antônio


antonio_6


Nossos termos “abençoar” e “bendizer”, dos quais deriva o substantivo “bênção”, originam-se do Latim “benedicere”. Este verbo composto é formado dos radicais bene e dicere, que significam “dizer bem”.

A palavra bênção, com os verbos “abençoar”, “benzer”e “bendizer”, expressa, em sua própria essência, uma atitude religiosa, uma relação entre o homem e o sobrenatural. Mostram um vínculo de reciprocidade entre o humano e o divino. É a divindade que concede os seus dons e dádivas (suas bênçãos) e o homem que pede as bênçãos e bendiz e agradece ao recebê-las.

Por isso, vale dizer que o sentido mais amplo de bênção é “invocar a divindade, a sua proteção sobre as pessoas e sobre as realidades humanas”. E, ao receber essa proteção e seus benefícios o homem bendiz e louva.

Vale também lembrar, aqui, o fato de que a procura de bênçãos, ultimamente, foi de novo revalorizada. Inclusive, em manifestações supersticiosas e deturpadas. Mas, seja como for, o importante que se pode notar, é que o sentido da bênção foi redescoberto, tanto pelo povo como pela própria Igreja.

Origem da Bênção de Santo Antônio
Existem muito poucas pesquisas sobre a origem desta bênção. E nenhuma pesquisa séria mais recente. Até hoje, a mais citada é a dos Bolandistas. E mesmo esta é baseada numa lenda. Eles a contam assim:

“Havia em Portugal, no reinado do rei Diniz, uma pessoa atormentada por vexações diabólicas. O inimigo da nossa salvação aparecia-lhe sempre sob a forma de Jesus Cristo e ordenava-lhe que se atirasse ao Rio Tejo, para obter a remissão dos seus pecados e a recompensa celestial. A infeliz, enganada pelas mentiras de Satanás, decidiu um dia afogar-se. No caminho, encontrou uma capela franciscana e ali entrou. Ajoelhou-se diante do altar de Santo Antônio de Pádua, suplicou ao Santo para ajudá-la a salvar a alma. Depois, amedrontada com a perspectiva do gênero de morte que lhe estava reservado e bastante fatigada, adormeceu.

Durante o sono, Santo Antônio lhe apareceu, afastou-a do funesto projeto e deu-lhe um pergaminho, dizendo-lhe para o trazer sempre consigo. Ao acordar, achou suspensa no pescoço a folha preciosa, onde se liam algumas linhas, chamadas depois “Breve ou Carta de Santo António”. Imediatamente se fez sentir a eficácia do remédio celeste: a obsessão de Satanás desapareceu imediatamente.

O rei de Portugal, tendo tomado conhecimento do milagre, quis ver o maravilhoso escrito e mandou buscá-lo. Desde que se viu privada do seu tesouro, a pessoa recaiu no poder do demônio. Levaram-lhe uma cópia exata do Breve milagroso. Recebeu-a com confiança, trazendo-a dia e noite consigo. No mesmo instante, recobrou a paz e ficou livre de tais tentações. O rei conservou o original entre as relíquias da coroa.

O Breve ou Bênção de Santo Antônio

O “Breve”, tradicionalmente, vem impresso numa cruz. De um lado está o texto da bênção e, do outro lado, uma figura de Santo Antônio.

O texto da bênção é este: “Ecce crucem Domini; fugite, partes adversae! Vixit Leo de tribu Juda. Radix David. Alleluia! Alleluia!

Geralmente, a tradução vem, mais ou menos, nestes termos: “Eis aqui a cruz do Senhor; fugi, potências Inimigas! Venceu o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi. Aleluia! Aleluia!”

Esta bênção é dada, em muitas igrejas de Santo Antônio, às terças-feiras. Os fiéis, devotos do Santo, têm muita fé na eficácia desta bênção. Procuram recebê-la todas as terças-feiras!

A raiz bíblica desta bênção

A Bênção de Santo Antônio (ou “Breve-) é tirada, em sua parte central, do Livro do Apocalipse (Ap 5.5). Isso já lhe dá logo um valor especial. Mesmo que a sua origem esteja envolvida em elementos lendários, ela tem, no entanto, um valor garantido por suas raizes bíblicas.

O texto do Livro do Apocalipse refere-se à vitória do Cordeiro sobre Satanás e a força do mundo. Essa raiz bíblico-cristológica lhe dá o sentido bem característico de uma bênção do Novo Testamento. E assim lhe assegura a garantia de uma bênção legítima e um valor inquestionável.

Se isso não bastasse para legitimá-la, pode-se ainda invocar a sua longa tradição de uso constante em muitas igrejas. Esse fato também lhe dá um direito de legitimidade adquirida.

Como entender hoje esta bênção

A Igreja sempre estimulou o uso das bênçãos autênticas e legítimas. Elas, em última análise, são uma forma de “exorcismo” positivo, como remédio contra o mal. Vale aqui lembrar que a melhor forma de combater o mal não é ir contra ele, diretamente, mas cultivar o bem. Onde o bem entra, e se toma uma realidade, o mal é, “ipso facto”, eliminado.

Outro fato, que convém aqui lembrar, é que o povo simples dá muito valor às bênçãos. E se não encontra as bênçãos boas na Igreja Católica, vai procurá-las em outros lugares, onde encontrará as fórmulas supersticiosas e deturpadas. E pode até ser levado a seguir falsas religiões manipuladas por exploradores, com suas “tendas de bênçãos e milagres”.

Portanto, usar e popularizar a boa bênção pode ser até uma ocasião para se fazer evangelização. São pequenas oportunidades, mas preciosas, para se conscientizar o Povo de Deus sobre valores genuinamente cristãos. E, por meio das bênçãos, pode-se conduzir este mesmo povo a amar “o Pai das luzes, de quem nos vem toda dádiva boa e todo dom perfeito” (Tg 1,17).

A Bênção de Santo Antônio, além de ter um longo valor histórico, é uma bênção de raízes bíblicas. Tem, portanto, os seus direitos de legitimidade. E, se Santo Antônio é “o Santo mais querido do povo brasileiro”, a sua bênção tem uma significação muito grande para este povo tão sofrido!

Mas vale a pena lembrar que, por meio dela, há um grande caminho aberto para uma evangelização desses devotos. Pode-se aproveitá-la para invocar os dons e dádivas boas do Pai das Luzes e levar esses devotos a imitar as virtudes do “Grande Santo Antônio”, que é o “Doutor Evangélico”. E, assim, pode-se criar nos fiéis também o mesmo amor ao Evangelho de Jesus Cristo, que Santo Antônio viveu tão profundamente e anunciou com tanta eloquência aos seus ouvintes.

Esta bênção é uma grande porta aberta para a descoberta e a vivência de muitos e grandes valores da fé cristã! Vale a pena aproveitá-la bem!

http://conventosantoantonio.org.br/origem-e-sentido-da-bencao-de-santo-antonio.html

Pequena oração de exorcismo ensinada por Santo Antônio

Para rezar a qualquer momento do dia e afastar as tentações

A tradição popular diz que Santo Antônio deu uma oração a uma pobre mulher que procurava ajuda contra as tentações do demônio.
Sisto V, Papa franciscano, mandou esculpir a oração – chamada também de “lema de Santo Antônio” – na base do obelisco que mandou erigir na Praça de S. Pedro, em Roma.
Eis o original, em latim:
Ecce Crucem Domini! +
Fugite partes adversae! +
Vicit Leo de tribu Juda, +
Radix David! Alleluia!

Eis a tradução:
Eis a cruz do Senhor! +
Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, +
A raiz de David! Aleluia !

Esta breve oração tem todo o sabor de um pequeno exorcismo. Também nós podemos usá-la – em latim ou português – para nos ajudar a superar as tentações que se nos apresentam.

https://pt.aleteia.org/2016/02/03/pequena-oracao-de-exorcismo-ensinada-por-santo-antonio/

domingo, 22 de março de 2020

MANUAL DA COMUNHÃO ESPIRITUAL

Estampa antigua de Jesus andachtsbild santino holy card santini

O que é a Comunhão Espiritual?
A comunhão espiritual é um ato de desejo
interior, de plena e séria consciência, de
receber a Sagrada Comunhão e, mais
especificamente, de se unir a Deus.
Ela pode ser feita por palavras ou por
pensamentos interiores que nos levam a uma
íntima união com Cristo, e Jesus não deixará
de nos conceder as suas copiosas bênçãos.
Nos dias de hoje, podemos fazer com
frequência a comunhão espiritual, como
desejo de maior união e intimidade com
Deus ao longo dos dias da nossa vida.
Ela é e pode ser o único meio de união e
intimidade com Deus para quem, por
exemplo, não guardou uma hora de jejum
eucarístico.

Sobre a Comunhão Espiritual explicada por
São Leonardo Porto Maurício
QUANTO À MANEIRA de fazer a Comunhão
espiritual é preciso saber que se pode receber
o Santíssimo Sacramento de três modos:
Sacramentalmente, espiritualmente,
ou sacramentalmente e espiritualmente
ao mesmo tempo.
Não se fala aqui do primeiro modo, que se
verifica também nos que comungam em
estado de pecado mortal, como fez Judas;
Nem do terceiro, comum a todos os que
comungam em estado de graça; mas trata-se
aqui e do segundo, adequado àqueles que,
tomando as palavras do santo Concílio,
impossibilitados de receber sacramentalmente
o Corpo de Nosso Senhor;
“O recebem em espírito, fazendo atos de fé
viva e ardente caridade, e com um grande
desejo de se unirem ao soberano Bem, e, por
meio disto, se põem em estado de obter os
frutos do Divino Sacramento”.

Para facilitar-vos prática tão excelente, pesai
bem o que vou dizer-vos. No momento em
que o sacerdote se dispõe a comungar, na
Santa Missa, recolhei-vos no vosso íntimo,
tomando a mais modesta posição;
Formulai em seguida, em vosso coração, um
ato de sincera contrição e, batendo
humildemente no peito, em sinal de que vos
reconheceis indignos de tão grande graça,
fazei todos os atos de amor, oferecimento,
humildade e os demais que costumais fazer
quando comungais sacramentalmente:
Desejai, então, vivamente receber o
adorável JESUS, oculto por vosso amor,
no Santíssimo Sacramento.
Para excitar em vós o fervor, imaginai que a
Santíssima Virgem ou um de vossos santos
padroeiros vos dá a santa comunhão:
Suponde recebê-la realmente e, estreitando
JESUS em vosso coração, repeti-Lhe muitas
e muitas vezes com ardente amor:

“Vinde, JESUS adorável, vinde ao meu
pobre coração; vinde saciar meu desejo;
vinde meu adorado JESUS, vinde ó
dulcíssimo JESUS!”
E depois ficai em silêncio, contemplando
vosso DEUS dentro de vós, e, como se
tivésseis todos os atos que habitualmente
fazeis depois da Comunhão sacramental.
Ora, sabei que esta santa e bendita Comunhão
espiritual, tão pouco praticada pelos cristãos de
nossos dias, é um tesouro que cumula a alma
de bens incalculáveis;
E, no sentir de muitos autores, é de tal modo
eficaz que pode produzir as mesmas graças
que a comunhão sacramental.
Com efeito, se vê que a Comunhão sacramental,
na qual se recebe a santa Hóstia, seja por sua
natureza de maior proveito, porque como
Sacramento age ex operare operato;
É possível, no entanto, que uma alma faça a
Comunhão espiritual com tanta humildade, 

amor e fervor, que obtenha mais graças que
não obteria outra, comungando
sacramentalmente, mas com disposição
menos perfeita.
Nosso Senhor, outrossim, ama tanto este
modo de fazer a Comunhão espiritual,
que muitas vezes se dignou atender com
milagres visíveis os piedosos desejos de
seus servos, dando-lhes a Comunhão ou
por sua própria Mão;
Como fez à bem-aventurada Clara de
Montefalco, a Santa Catarina de Sena, e a
Santa Lidvina; ou pela mão dos santos anjos,
como aconteceu a São Boaventura e aos
santos bispos Honorato e Firmino;
Ou ainda, mais frequentemente, por meio da
augusta Mãe de DEUS, que se dignou dar a
Comunhão ao bem aventurado Silvestre.
Não vos admireis desta condescendência tão
terna, pois a Comunhão espiritual abrasa
a alma no Amor a DEUS, une-a Ele, e
dispõe-na a receber as graças mais insignes

Se refletísseis, portanto, nestas coisas, seria
possível permanecerdes frios e insensíveis?
Que desculpa poderíeis invocar para isentar-vos
de tão devota prática? Tomai a resolução de vos
habituardes a ela;
E notai que a Comunhão espiritual tem sobre a
sacramental esta vantagem, que esta só se
pode fazer uma vez ao dia, enquanto aquela
podeis fazê-la em todas as Missas que
quiserdes, e ainda, de manhã, à tarde, o dia
todo ou de noite, em casa como na igreja,
sem necessitar permissão de vosso confessor.
Em resumo, quantas vezes fizerdes a
Comunhão espiritual, outras tantas vos
enriquecereis de graças, de méritos e de
toda sorte de bens.
Ora, o fim deste pequeno livro é despertar no
coração de todos os que o lerem um santo
ardor para que se introduza entre os fiéis o
costume de assistir todo dia piedosamente à
Santa Missa e de fazer ai a Comunhão
espiritual.

Oh! Que felicidade, se fosse obtido este
resultado! Teria, então, a esperança de ver
refletir em toda a Terra este santo fervor que
se admirava na Idade de ouro da primitiva
Igreja.
Nesse tempo os fiéis assistiam diariamente ao
Santo Sacrifício, e diariamente recebiam a
Comunhão sacramental.
Se dignos não sois de imitá-los, ao menos
assisti a todas as Santas Missas que
puderdes e comungai espiritualmente.
Se eu tivesse a dita de persuadir-vos, creria
ter ganho o Mundo inteiro, e daria por bem
recompensados os meus débeis esforços.



Excelência da Comunhão Espiritual

Pela noção que acabamos de dar, já se pode
vislumbrar a grande excelência da Comunhão
Espiritual.
Foi recomendada vivamente pelo Concílio de
Trento (D 881), e tem sido praticada por todos
os santos, com grande proveito espiritual.
Sem dúvida, constitui uma fonte ubérrima de
graças para quem a pratique fervorosa e
frequentemente. Mais ainda:
Pode ocorrer que com uma Comunhão
Espiritual muito fervorosa receba-se
maior quantidade de graças do que com
uma Comunhão Sacramental recebida
com pouca devoção.
Com a vantagem de que a Comunhão
Sacramental não pode receber-se mais do
que uma só vez por dia, e a Espiritual pode
repetir-se muitas vezes. 

Modo de fazê-la
Não se prescreve nenhuma fórmula
determinada, nem é preciso recitar nenhuma
oração vocal. Basta um ato interior pelo qual
se deseje receber a Eucaristia.
É conveniente, sem embargo, que abarque três
atos distintos, ainda que seja brevissimamente:
a) Um ato de Fé, pelo qual renovamos nossa
firme convicção da presença real de Cristo
na Eucaristia.
É excelente preparação para comungar
espiritual ou sacramentalmente;
b) Um ato de desejo de receber
sacramentalmente a Cristo e de unir-se
intimamente com Ele. Neste desejo consiste
formalmente a Comunhão Espiritual;
c) Uma petição fervorosa, pedindo ao Senhor
que nos conceda espiritualmente os mesmos
frutos e graças que nos outorgaria a Eucaristia
realmente recebida.

Oração para a Comunhão
Espiritual
Ó Santíssima Mãe de Deus, no
momento em que me preparo
para a Comunhão Espiritual,
imploro vosso auxílio.
Tenho em mente, de modo especial,
o período santo e glorioso em que
Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo
em vosso claustro virginal,
estava conVosco, noite e dia.
E Vos peço que, pelos méritos de tal
fase de vossa vida, me obtenhais um
desejo ardente de receber, em meu
pobre coração, o Santíssimo
Sacramento.
Também tenho em mente, ó Mãe
Santíssima, a vossa Primeira Comunhão, 
quando da instituição da
Santíssima Eucaristia no Cenáculo.
Com que atos inefáveis de Adoração,
de Ação de Graças, de Reparação e
de Petição recebestes então em
vosso peito o Santíssimo
Sacramento!
E pondero com enlevo que,
segundo é licito crer, daí por diante
a Presença Eucarística se conservou
em Vós ininterruptamente até o
último instante de vossa vida
terrena!
Quantos atos de piedade
perfeitíssimos fizestes então
a vosso Divino Filho, ó Mãe!
Creio com toda a alma na presença
real de Nosso Senhor Jesus Cristo
na Santíssima Eucaristia.

E me recordo, neste momento,
das numerosas comunhões que
tive a honra e o gáudio espiritual
de receber ao longo de minha vida.
Recordo-as com amor, gratidão
e saudade, pois, para atender
aos meus deveres de estado,
estou privado dessa graça
inefável, nas circunstâncias em
que ora me encontro.
A ideia de que, neste instante, eu
poderia estar recebendo Nosso
Senhor Jesus Cristo realmente
presente na Sagrada Eucaristia,
me transporta de amor.
Não podendo comungar
sacramentalmente neste momento,
apresento-me entretanto a Ele, na
qualidade de escravo de amor.

Faço-o por vosso intermédio, ó
Santíssima Mãe de Deus e minha;
e peço que me obtenhais um
ardente desejo de receber a
Comunhão Sacramental agora
mesmo, se tal fosse possível.
E assim espero que esta comunhão
espiritual seja bem acolhida pelo
meu Divino Salvador.
Pelos rogos de Maria, os quais
jamais deixais de atender, eu Vos
peço, ó Senhor, que me obtenhais
todas as graças necessárias para a
minha pronta santificação. Amém.
Nossa Senhora do Santíssimo
Sacramento, rogai por nós.

Recomendações
1) A Comunhão Espiritual, como já dissemos,
pode repetir-se muitas vezes por dia. Pode
fazer-se na igreja ou fora dela, a qualquer
hora do dia ou da noite, antes ou depois
das refeições.
2) Todos os que não comungam
sacramentalmente deveriam fazê-lo ao menos
espiritualmente, ao ouvir a Santa Missa. O
momento mais oportuno é, naturalmente,
aquele em que comunga o sacerdote.
3) Os que estão em pecado mortal devem fazer
um ato prévio de contrição, se querem receber
o fruto da Comunhão Espiritual. Do contrário,
para nada lhes aproveitaria, e seria até uma
irreverência, se bem que não um sacrilégio.

Agora que sabe o bem que é fazer a comunhão
Espiritual, não deixe de participar da Santa Missa.

Fontes:
- MAURÍCIO, Leonardo de Porto. As Excelências da Santa Missa,
conforme a ed. romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa
Clemente XII, pp. 51-54.
- O Poder da oração.


Dicas de Filmes Católicos

Resultado de imagem para dicas de filmes

Seleção de filmes católicos pra assistirmos nessa quarentena

Santa Faustina:
https://youtu.be/AxfJjgfOc-M

Santa Teresa de Ávila
https://youtu.be/EA-SrDzr_Q0

Karol, o homem que se tornou Papa
https://youtu.be/E4vAkCOC9Ek

Santa Teresinha:
Filme 1: https://youtu.be/tiinM-8EYfw
Filme 2: https://youtu.be/N76Mb6U_mXY

Santa Catarina de Labouré:
https://youtu.be/jgs9JgZdPCs

São Josemaria Escrivá: 
https://youtu.be/nbJu3-bv1gg

Santa Bernadete
https://youtu.be/YoNePpyMu6E

Dr. Giuseppe Moscati
Parte 1 https://youtu.be/nG1hThclcyc
Parte 2 https://youtu.be/hZoHDyoaO9k

São Padre Pio:
https://youtu.be/5ckRz-ZbJUQ

São João da Cruz:
https://youtu.be/ljR7V5tJ0zs

Damião 
https://youtu.be/NHwHKBTmQE0

Santa Benedita da Cruz - Edith Stein
https://youtu.be/BEqFPqeVilA
  
São Maximiliano Maria Kolbe 
https://youtu.be/AiWR32AyZZU

Santa Maria Mazzarello
https://youtu.be/qGhzA3cXqf8

Bem aventurado Píer Giorgio
https://youtu.be/NY_KrgVYuiE

São Vicente de Paulo
https://youtu.be/T0lsrisXqvA

O Papa do sorriso Joao Paulo I
https://youtu.be/hfuoA1elgzU

Nossa Senhora de Caravaggio
https://youtu.be/R5TzLHJI8Ak

O grande silêncio 
https://youtu.be/nD7HgVebMBE

Santo Agostinho 
https://youtu.be/Hqxy_OQMAEQ

São João Maria Vianney
https://youtu.be/2zZqa-MMJdc


Santa Teresa dos Andes:
São 5 partes
1: https://youtu.be/9LexbARFO_4
2: https://youtu.be/313lL4lL8EA
3: https://youtu.be/tltM0WwFR4Y
4: https://youtu.be/oH83LaH7X1I
5: https://youtu.be/hd8jG6VHXsw

Madre Paulina
https://youtu.be/0tkZBidnb6s

Nhá Chica
https://youtu.be/Bx3m2qkDTVs

YouTube (https://youtu.be/AxfJjgfOc-M)
Santa irmã Faustina - Apóstola da Divina Misericórdia
Receba orações em seu WhatsApp, faça parte da nossa lista de transmissão clicando em http://bit.ly/2R4aNcH 

quinta-feira, 19 de março de 2020

ESCOLHA CONTRIBUIR!!



A decisão particular e pessoal contribuirá e muito para o bem de muitos. Caso possa, não saia, adie encontros e reuniões, use esse tempo necessário de reclusão para colocar em ordem coisas que pela falta de tempo você não consegue.
O tempo é de recolhimento, coincidentemente é o que a quaresma nos pede. A modéstia, moderação o sacrifício; obrigatoriamente muita coisa agora vai precisar esperar.
O nosso interesse pessoal precisa agora estar voltado para o interesse coletivo, nossa cautela irá  proteger os mais vulneráveis. O vírus pode não ser perigo pra você, mas pode ser letal para outros.
Não podendo ir a missa, ao sacrário, grupo de oração, mantenha sua oração pessoal em dia.

Nada de desespero, O SANGUE DE CRISTO NÃO PERDEU SUA EFICÁCIA E JAMAIS PERDERÁ. AO QUE CRÊ TOME POSSE DESSA VERDADE!
Em Naum 1, 7 diz: Iahweh é bom; ele é abrigo no dia da tribulação. Ele conhece aqueles que nele se refugiam.



- Evite abraços, beijos, apertos de mão;
- Não toque na boca;
- Não toque no nariz;
- Se estiver doente, use máscara;
- Lave bem as mãos e pulsos;
- Use álcool em gel 70%;
- Cuide bem da sua higiene pessoal;
- Use o cotovelo para cobrir a boca ao tossir ou espirrar;
- Evite eventos/ambiente fechado com aglomerações de pessoas;
- Se estiver doente não visite seus parentes idosos;


#TodosContraOCoranavírus


http://filhosespirituaisdepepio.blogspot.com

terça-feira, 10 de março de 2020

Você não consegue melhorar? Tente a humildade

WOMAN STANDING

Não fique obcecado em subir a qualquer custo, há algo mais importante

Amontanha é uma imagem da Quaresma. Partindo do deserto, na planície, eu subo a montanha. Saio do vale e subo até os cumes.
Eu gosto de escalar montanhas. O esforço me assusta no início. Então eu vou devagar, passo a passo. E à medida que avanço, melhora.
O sol, o calor, o cansaço, tudo pesa. Mas eu não me desespero. Espero chegar ao cume. É o desejo da alma, não baixar a guarda, não jogar a toalha, não parar de lutar.
Quero alcançar o lugar mais alto e tocar o cume mais alto.
O coração não está satisfeito em viver no vale, na planície, onde falta altura para ver a paisagem que me cerca.
Muitas vezes as árvores não me deixam ver a floresta. Os problemas me perturbam e não me deixam provar a vida, aproveitar o que funciona no meu ambiente.
O coração anseia pelos cumes, sonha em subir ao topo e daí ter uma vista privilegiada do vale. Eu quero avançar. No caminho, um passo segue o outro. E o coração continua sonhando.
Quando você chega ao topo, as coisas parecem diferentes. Dizem que no topo da montanha os problemas de antes parecem pequenos.
É verdade que os problemas atuais permanecem grandes, com certeza, mas eles não me afetam mais da mesma maneira. O peso da tempestade nos meus ombros pode ser o mesmo, mas minha mudança de perspectiva diminui o peso.
O ânimo é tudo para continuar lutando. Importa muito mais que o físico. Se eu afundar em depressão e tristeza, é impossível seguir em frente, mesmo que eu esteja fisicamente apto.
O ânimo desempenha um papel decisivo. É a centelha que me ajuda a superar essa barreira intransponível que me separa do sucesso. Meu ânimo me ajuda a subir as encostas mais íngremes. Ou me retém no vale, incapaz de dar outro passo.
A montanha parece grande demais para minha força quando estou cabisbaixo. Então a chave está no meu olhar, na minha atitude. O novo olhar é o que muda a realidade.
Hoje penso nas montanhas da minha vida. Aquelas cúpulas que despertaram todos os meus desejos. Aquelas montanhas que eu subo para ficar sozinho, em paz, mais perto de Deus.
Quem me incentivou a subir alto quando eu duvidava de minhas forças? Alguém me encorajou. Alguém me deu a mão quando eu mal podia avançar.
Jesus pega seus amigos pela mão e os puxa. Ela os submete a um esforço maior, encorajando-os na ascensão. Ele quer que eles cheguem ao cume com ele.
Nem sempre tenho forças para subir sozinho. Eu não tenho coragem. Eu preciso de pessoas próximas a mim para puxar meu braço, para me tirar da minha apatia e tristeza.
Digo: “Aguardamos o Senhor. Ele é nossa ajuda e nosso escudo”.
Para isso eu tenho que reconhecer minha pobreza. Eu sou pequeno. Só com a minha força não consigo avançar. Eu preciso que Jesus me arraste. Eu preciso do elevador que me leva às alturas.
Eu quero caminhar até o cume nos braços de Jesus. Somente três apóstolos foram escolhidos naquela tarde para escalar o monte Tabor. Pedro, João e Tiago. Os mais próximos.
E os outros? Eles não tiveram a possibilidade de subir com Jesus para o Tabor. Eles ficaram na planície. Eles não viram sua glória. Eu estaria entre os escolhidos de Jesus? Ficaria feliz em ver outros irem enquanto eu ficasse no vale?
Eu gosto de estar em todas as festas. Ser levado em consideração e valorizado sempre. Dói quando os outros são mais apreciados que eu.
Eu quero ser um daqueles filhos favoritos de Jesus. Um dos chamados a estar com Ele em momentos importantes. Eu gosto de me sentir especial em suas mãos.
Quero escalar os cumes ao lado dele e ser o mais próximo. E quando não me sinto tão valorizado e escolhido? Ciúme e inveja surgem. Eu me sinto desprezado.
Hoje, é bom me alegrar quando os outros são mais valorizados do que eu, mais apreciados. Dizia o cardeal Rafael Merry del Val em suas ladainhas de humildade:
Do desejo de ser elogiado, do desejo de ser aplaudido, do desejo de ser preferido aos outros, do desejo de ser consultado, do desejo de ser aceito, do medo de ser humilhado, do medo de ser desprezado, do medo de ser repreendido, do medo de ser caluniado, do medo de ser esquecido, do medo de ser ridicularizado, do medo de ser insultado, do medo de ser rejeitado, livrai-me Senhor. Que outros sejam mais amados que eu, que outros sejam mais estimados que eu, que outros cresçam e despertem uma melhor opinião das pessoas e eu diminua, que outros sejam elogiados e que eu seja ignorado, que outros sejam empregados em cargos e eu seja julgado inútil, que os outros sejam preferidos a mim em tudo, que os outros sejam mais santos do que eu, desde que eu seja o mais santo possível.
Peço para viver assim. Alegre quando me escolhem e também feliz quando me deixam de lado. Com paz nos dois momentos. Quando sou apreciado e quando não sou.
Quando eu consigo escalar o cume e quando fico sozinho no vale por não ter sido levado em consideração. Sempre feliz.

https://pt.aleteia.org/2020/03/09/voce-nao-consegue-melhorar-tente-a-humildade/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Por que a vida espiritual é diferente para cada pessoa?

MODLITWA

Cada um de nós é criado de forma única, e o que funciona para algumas pessoas pode não dar certo para outras

Avida dos santos o intimida? Eles tiveram vidas sagradas e corajosas, muitos passaram noites inteiras em oração ou sem comer um único pedaço de pão durante o dia. Mas será que podemos viver de acordo com o exemplo deles?
A boa notícia é: não! Ou seja, nunca teremos a mesma vida espiritual que eles tiveram! Não copiamos (e não devemos) copiar tudo o que eles fizeram!
São Francisco de Sales explica em sua “Introdução à Vida Devota”:
“Quando Deus criou o mundo, ele ordenou que cada árvore desse frutos segundo sua espécie; e mesmo assim Ele pede aos cristãos – as árvores vivas de Sua Igreja – que produzam frutos de devoção, cada um de acordo com sua espécie e vocação. ”
Cada um de nós é criado por Deus de forma única e irrepetível, e o que funciona para algumas pessoas pode não dar certo para outras. São Francisco de Sales passa a oferecer alguns exemplos concretos:
“Seria apropriado que um bispo tentasse levar a vida solitária de um cartuxo? E se o pai de uma família fosse tão independente ao prever o futuro como um capuchinho, se o artesão passasse o dia na igreja como um religioso … essa devoção não seria ridícula, mal regulada e intolerável? Não obstante, esse erro é frequentemente cometido, e o mundo, que não pode ou não discriminará entre a devoção real e a indiscrição daqueles que se consideram devotos, resmunga e encontra falhas na devoção.
Basicamente, São Francisco de Sales está tentando argumentar que a vida devocional parecerá diferente de pessoa para pessoa. A mãe ou o pai não devem passar o dia inteiro na igreja, enquanto os filhos estão correndo pela casa sem comida. Um pároco não deve se trancar em sua reitoria para orar como um eremita e só sair aos domingos. Cada indivíduo tem uma vocação única e sua vida de oração refletirá essa vocação.
Isso não significa que um homem ou mulher que trabalha tenha uma “desculpa” para evitar orar todos os dias. Pelo contrário, pede-se que que eles consigam discernir ativamente como podem incorporar suas vidas espirituais na vocação que estão vivendo.
São Francisco de Sales afirma essa verdade central, exortando-nos a buscar a perfeição na vocação para a qual Deus nos chamou:
“É claro que uma devoção puramente contemplativa, como é especialmente apropriada à vida religiosa e monástica, não pode ser praticada nessas vocações externas, mas existem vários outros tipos de devoção adequados para liderar aqueles cujo chamado é secular, nos caminhos da perfeição. O Antigo Testamento nos fornece exemplos em Abraão, Isaac e Jacó, Davi, Jó, Tobias, Sara, Rebeca e Judite; e no Novo Testamento, lemos sobre São José, Lídia e Crispo, que levaram uma vida perfeitamente devota em seus ofícios … Certifique-se de que, onde quer que nossa sorte seja lançada, podemos e devemos buscar a vida perfeita.”
Lembre-se, é a qualidade de nossa oração que conta, não a quantidade, mesmo que um santo recomende fazer tais e tais orações todos os dias. Não se preocupe com a aparência de sua vida de oração, mas com o conteúdo dela e como você está crescendo em seu relacionamento com Deus.

https://pt.aleteia.org/2020/03/09/por-que-a-vida-espiritual-e-diferente-para-cada-pessoa/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt