terça-feira, 26 de maio de 2020

Ato de Abandono de São Pio X nas mãos de Deus



“…Mesmo quando não vejo, não entendo, não sinto, eu creio que tudo o que me ocorre é obra do Vosso amor…”

O Papa São Pio X compôs a seguinte oração de entrega pessoal completa aos cuidados paternais de Deus:

Ó meu Deus, creio na vossa infinita bondade;

não apenas na bondade que recobre o mundo, mas nessa bondade particular e muito pessoal para com esta criatura miserável que sou eu, e que tudo dispõe para o meu bem maior.

Por isso, Senhor, mesmo quando não vejo, quando não entendo, quando não sinto, eu creio que o estado em que me encontro e tudo o que me ocorre é obra do Vosso amor;

e com todas as forças da minha alma, prefiro-o a qualquer outro estado que me seria mais agradável, mas que me aproximaria menos de Vós.

Coloco-me nas vossas mãos; fazei-me o que quiseres, deixando-me como único consolo o de Vos obedecer.


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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Não vamos permitir que o vírus transforme vizinhos em inimigos

QUARANTINE

Mesmo quando nos sentimos preocupados, podemos fazer um esforço para tratar as pessoas ao nosso redor com compaixão

Para todos nós, viver uma pandemia é algo inédito. E isso nos traz as emoções que surgem perante experiências desconhecidas: medo, incerteza, agitação, nervosismo.

O fato de recebermos informações confusas – dependendo de quem você ouve e de quais decisões as autoridades estão tomando – também não nos ajuda a nos adaptar ao que está acontecendo.

Uma das consequências mais preocupantes para nós, no entanto, é que a desconfiança dos outros está se tornando um novo modo de vida.

Isso pode ser visto em muitas situações, e é importante observar nossa atitude ao enfrentar a realidade atual, para não cair na desumanização dos outros ou justificar o comportamento egoísta.

A que tipo de comportamento a desconfiança pode levar?

Egoísmo: diante do medo de uma escassez de necessidades básicas, nas primeiras semanas de confinamento, parecia que algumas pessoas estavam envolvidas em uma espécie de competição para garantir sua própria sobrevivência, comprando grandes quantidades de produtos essenciais, mesmo aqueles que eles já tinha em suas casas.

Embora, em princípio, seja saudável ter um instinto de sobrevivência, se não tomarmos cuidado, ele pode se transformar em uma atitude generalizada de egoísmo que não leva em conta as necessidades de outros. Se caímos nesse tipo de atitude egoísta, podemos tirar proveito da reabertura de mais negócios e atividades para reabrir nossos corações também.

Suspeita: podemos ver tudo e todos como uma ameaça. Encontrar um vizinho no elevador tornou-se uma experiência indesejável. Embora nosso instinto de autopreservação possa fazer seu trabalho e possamos tomar a precaução de manter distância e usar o elevador em turnos, não podemos permitir que essas medidas práticas nos levem a ver as pessoas ao nosso redor como um perigo. Elas não são inimigas a serem evitadas, mas pessoas de quem nós podemos cuidar tomando precauções.

Falta de empatia e violência verbal: todos nós vimos pessoas nas ruas, mesmo durante o lockdown, nos lugares onde houve. Geralmente, não sabemos por que elas estão lá: podem precisar sair por um motivo importante, como comprar alimentos ou remédios, trabalhar como cuidadores de idosos ou na área da saúde etc.

Mas algumas pessoas extrapolaram ao ponto de ofender quem estava na rua. Embora seja verdade que nem todos respeitaram as regras, recorrer a insultos não nos ajuda a manter o equilíbrio psicológico necessário para lidar com a pandemia da melhor maneira possível.

Desconfiança versus respeito

É importante lembrar que, tendo em vista as precauções que tomamos para impedir a propagação do vírus – e continuaremos a tomar em vários graus à medida que muitos locais reabrirem – não estamos agindo apenas em nosso próprio nome , mas em nome de todos.

Em vez de desconfiar de nossos vizinhos e pessoas ao nosso redor, é muito mais construtivo e saudável pensar na melhor maneira de amá-los nessas circunstâncias. Embora possa parecer uma pequena mudança de atitude, a maneira como reagimos será completamente diferente.

Quando nossas ações se baseiam na suspeita de que outras pessoas “possam me infectar”, é mais fácil para o nosso distanciamento social ser acompanhado por olhares desagradáveis, repulsa, egoísmo, desprezo etc.

Por outro lado, quando optamos por tomar medidas para “proteger a nós mesmos e aos outros”, nosso comportamento é mais calmo. Estamos mais dispostos a dar preferência aos outros, olhamos para os outros sob uma luz diferente e nos tratamos como pessoas que se cuidam.

A situação não é fácil e todos estamos em um processo de aprendizado contínuo, ainda em quarentena ou em transição para um “novo normal”.

Vale a pena, no entanto, revisar as atitudes que adotamos e por que as adotamos. Lembremos que o que realmente fornece estabilidade emocional e psicológica é colocar amor e respeito pelos outros e por si mesmo acima das emoções exageradas e às vezes irracionais que sentimos.


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Nenhum sofrimento é em vão



As pessoas querem uma resposta mágica, uma técnica ou um truque para acabar com o sofrimento. Mas não existe

Nenhum sofrimento é em vão. E eu não estou me referindo ao sofrimento que proporcionamos ao próximo. Estou me referindo ao sofrimento que, de certo modo, é um treino para nós. Nosso sofrimento é útil neste mundo, e isso é uma bênção que faz com que nossas perdas sejam um pouco mais fáceis de lidar.

Na noite passada, eu estava sentado na sala de estar no começo da madrugada e, enquanto revisava o texto de uma pessoa,  chegou um e-mail de um amigo. É um amigo divertido, e revisar o estilo de um texto, não é. Então, decidi abrir a mensagem.

Ele estava escrevendo do hospital. Um de seus amigos mais próximos acabava de ser internado, depois de três anos e meio lutando contra um agressivo câncer no cérebro. Ele me pedia conselho sobre como acompanhar seu amigo. Desculpou-se por me escrever com um tema tão doloroso, mas precisava de ajuda de verdade.

A longa noite no hospital

Meus pensamentos voltaram a três meses atrás, naquela longa noite que eu passei no hospital, sentado junto à cama de minha irmã. Era o fim de seis meses dedicados quase que totalmente a ela. Escrevi, aqui, sobre aquele último dia e noite. Foi uma dor inconcebível.

Por isso, tinha algo a dizer a meu amigo, algo que podia dizer com autoridade. Quando minha irmã agonizava –  e durante um tempo depois de sua morte –, as pessoas me diziam todos os tipos de coisas, com a intenção de ajudar e consolar. Recebi muitos conselhos, juntamente com a condolências fraternais. A intenção era boa e, geralmente, via verdade no que estavam dizendo. Mas, mesmo assim, queria que grade parte deles se calassem ou que se calassem e dessem o fora.

Alguns tentavam fazer que a coisa parecesse fácil. Mas, isso só piorava o problema. Inclusive, quando percebiam a dor, muitos falavam de algo que não conheciam. Talvez dissessem verdades, mas eram verdades não vividas.

Aqueles que tinham sofrido da mesma forma, raramente diziam algo. Já sabiam o que estava acontecendo. As poucas palavras que pronunciavam eram com autoridade. Inclusive seu sincero “sinto muito” significava muito, porque tinham passado pela mesma coisa.

Falavam com a solidariedade de amigos, de velhos companheiros. Eu me sentia como se estivéssemos ombro a ombro na guerra. Nenhum deles falava como se tivesse resposta. Não tinha de dizer muito, porque o que diziam era sempre útil. A compreensão deles era o suficiente.

A mensagem de resposta

Claro, respondi imediatamente ao meu amigo. E isso foi o que eu lhe disse:

As pessoas que passam por algo assim, geralmente, desejam uma resposta mágica, algum truque ou método infalível, algo que possam fazer e que sirva de ajuda de verdade. Sei isso por experiência própria. E também sei que não existe nada disso.

Minha resposta não é dramática e, talvez, não seja satisfatória. Mas, o melhor que você pode fazer é acompanhar seu amigo, somente isso: acompanhar.

Disse-lhe que, segundo minha experiência e o que aprendi com os outros, os agonizantes não querem nada de nós, não querem sermões, não querem interagir com a gente. Talvez, nós queremos isso, mas eles não. Não podemos fazer nada (com exceção da ajuda, na prática), além de estar com eles. Isso era o que a minha irmã queria.

Falei ao meu amigo sobre o fim. Minha esposa e eu ficamos sentados junto a Karen nos seus últimos dias. Era tudo o que ela queria. Não queria falar. De toda forma, não há nada para dizer. A maioria não quer escutar piedades, nem sequer ouvir sobre o que acreditam.

Então, me sentei com ela durante sua última noite, despois que ela tinha piorado claramente, até que decidiu que queria ir al hospital. Quando chegamos lá, por volta das 10 horas, ela já estava adormecida. Rezamos ao seu lado e,  depois, fiquei a noite toda sentado ao lado dela. Minha esposa, Hope, dormiu no sofá.

Eu pegava na mão da minha irmã e, de vez em quando, cantava. Talvez, em grande parte, por satisfação própria, mesmo que alguns especialistas afirmem que os agonizantes podem escutar tudo, inclusive quando pensamos que eles estão dormindo. Talvez, porque tinha escutado aquela música na rádio aquele dia, cantei várias vezes o primeiro verso de Long May You Run, de Neil Young. Não sei a que se refere o “coração cromado” da letra, mas “seu coração cromado brilhando sob o sol / longo seja o seu caminho” me parecia apropriado para ela.

De vez em quando, conversava com ela. Rezei muitas dezenas do terço. Chorei muito.

O fato de eu estar lá nos últimos dias era importante para ela. Rezo para que minha presença no hospital depois que ela dormiu também tenha significado muito para ela, mesmo que isso eu só vá saber no próximo mundo.

Mas o acompanhe, simplesmente esteja aí. É muito importante.

Isso foi o que escrevi ao meu amigo e lhe pareceu útil. O sofrimento daquele dia com minha irmã foi útil para aquele que precisava escutar alguém que já tivesse passado por essa experiência. É algo que alivia muito a carga, quando há muitas coisas que conspiram para lembrar a dor. Seu sofrimento não é em vão. Eles estão te treinando.

 

https://pt.aleteia.org/2017/01/23/nenhum-sofrimento-e-em-vao/

Como a promessa do Paraíso pode renovar a nossa esperança em tempos de provação

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Doença e tristeza são apenas os passaportes de entrada no Céu, onde a noite escura da luta desaparecerá

Quantas vezes você já sentiu que sua cruz está pesada demais? Que você nunca tem paz ou felicidade?

Nesses momentos, a negatividade cresce e deixamos de ter esperança. Porém, felizmente, não precisamos viver assim. Não importa quão difícil possa ser a nossa vida, sempre podemos voltar o coração para Deus e lembrar que Ele nos prometeu o Céu!

É importante para nossa alma meditar com frequência sobre o Céu e sobre a alegria que há de haver no Paraíso. Nossa vida é muito curta nesta terra, e, só de pensar que passaremos a eternidade junto a Deus Pai, é algo consolador.

O escritor do início do século XX, Rev. Bertrand L. Conway, reflete sobre esse tema. Ele diz que, no Céu, entenderemos por que certas coisas aconteceram em nossas vidas:

“[No céu] Começaremos a compreender – e toda a eternidade não será suficiente para a tarefa – as profundezas impenetráveis ​​dos mistérios de Deus – a Trindade, a encarnação, a redenção, o amor, a misericórdia, a justiça, o poder, a eternidade de Deus. Aprenderemos então a razão do sofrimento … Veremos a sabedoria da maravilhosa distribuição das graças de Deus – em uma palavra, seremos perfeitamente felizes em ver todas as coisas do ponto de vista de Deus.”

Em segundo lugar, toda a nossa tristeza será transformada em uma alegria que não podemos compreender hoje:

“No céu, todo desejo verdadeiro encontrará sua perfeita satisfação e todo mal deixará de existir para sempre. Haverá descanso e paz para o corpo e a alma… Os doentes serão fortes e felizes, pois ‘Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos deles; e a morte não será mais nem luto, nem choro, nem tristeza’. A maldição do pecado e a noite escura da luta e da tentação desaparecerão, pois ‘não haverá mais maldição'”. 

Acima de tudo, no Céu estaremos na presença de Deus, a quem amamos e que nos ama:

“Elevem seus corações para a glória e felicidade que esperam por vocês no palácio do rei. O verdadeiro amante pensa constantemente no amado … O verdadeiro amante anseia ardentemente pela presença do amado…A morte dos verdadeiros servos de Deus é apenas uma porta para a casa de seu pai, um portão para a cidade do rei. Doença e tristeza são apenas os passaportes para a entrada.”

O sofrimento nesta vida não dura para sempre, e aqueles que amam ardentemente a Deus e o seguem estarão unidos ao seu amor por toda a eternidade, em uma felicidade que superará tudo o que experimentamos.

https://pt.aleteia.org/2020/05/21/como-a-promessa-do-paraiso-pode-renovar-a-nossa-esperanca-em-tempos-de-provacao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Sentindo-se solitário(a)? Busque conforto em seu anjo da guarda

GUARDIAN ANGEL

Os anjos da guarda sempre estão ao nosso lado, mas às vezes nos esquecemos disso

Sempre tem aqueles momentos em que nos sentimos esmagadoramente sozinhos, né? Isso pode ocorrer devido ao nosso estilo de vida ou porque nossa família não nos proporciona os cuidados emocionais e o apoio de que precisamos.
Qualquer que seja a nossa situação, é difícil suportar sentimentos de solidão ou isolamento.

A boa notícia é que Deus não apenas está conosco, como também nomeou um anjo da guarda para estar ao nosso lado!

O Catecismo da Igreja Católica afirma:

“Desde o seu começo até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão. «Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida». Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus”(Catecismo da Igreja Católica, 336).

No entanto, muitas vezes esquecemos essa verdade da fé. Nossos olhos mortais não vêem os seres espirituais que nos cercam, e sua presença nem sempre é sentida. O escritor Rev. H. G. Hughes reflete sobre essa realidade:

“Quão consolador é o pensamento dos príncipes da corte celestial encarregados do cuidado de nossas almas e corpos; sempre prontos para afastar a tentação, repelir os demônios, sugerir bons e santos pensamentos, proteger-nos dos perigos e acidentes corporais em nosso ir e vir, ficar ao nosso lado e cuidar de nós até que finalmente apresentem alegremente nossas almas, redimidas e limpas diante do trono de Deus para receber a recompensa.”

Hughes sugere que a alma cristã recorde-se diariamente da presença de seu anjo da guarda e lembre-se de seu papel vital em nossas vidas:

“Devemos examinar a nós mesmos para ver se negligenciamos e nos esquecemos do nosso anjo da guarda. É do nosso interesse invocá-lo para secundar seus esforços a fim de evitarmos o pecado … Lembrando a presença de nosso anjo da guarda, devemos lembrar também a presença de Deus. Desse modo, seremos apoiados na tentação e impedidos de pecar; seremos consolados em aflições e mantidos temperados em tempos de alegria… Mais do que qualquer guia e conselheiro terrestre, ele nos ensinará e nos guiará pelo caminho celestial, até que o véu seja tirado de nossos olhos, e veremos finalmente o anjo do Senhor com quem louvaremos e abençoaremos o Pai para sempre no céu”. 

Se você estiver se sentindo especialmente sozinho e isolado, ore diariamente ao seu anjo da guarda e peça sua ajuda consoladora para suportar estes tempos difíceis.

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