terça-feira, 18 de abril de 2023

Esclarecimento sobre a ICAB: Igreja Católica Apostólica Brasileira





Esboço histórico e orientação da ICAB

A chamada «Igreja Católica Apostólica Brasileira» se deve a D. Carlos Duarte Costa, ex-bispo de Maura.

Nasceu D. Carlos no Rio de Janeiro aos 21 de julho de 1888. Fez parte de seus estudos eclesiásticos em Roma, vindo a ordenar-se no Brasil a 1 de abril de 1911. Após desempenhar funções de responsabilidade no Rio de Janeiro, foi nomeado bispo de Botucatu (Est. de S. Paulo) aos 4 de julho de 1924. Pouco feliz decorreu o governo do novo Prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada, embates políticos e administração financeira; pelo que, em 1937, foi destituído de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África ocidental), fixando residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes «fascistas, nazistas e falangistas»; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita; prefaciou elogiosamente o livro «O Poder Soviético» de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em consequência foi preso como comunista e enviado para uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede.

Diante dos escândalos e rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas, após frustrados esforços para apaziguar o Prelado, julgaram oportuno suspendê-lo de ordens em 1944. Ficando vã, porém, esta medida, D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945, dia em que resolveu fundar a dita «Igreja Católica Apostólica Brasileira»; em vista de tal gesto, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado «vitandus» (a ser evitado) aos 3 de julho de 1946 (a respeito de suspensão e excomunhão, veja «P. R.» 54/1962, qu. 5).

Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do «Partido Socialista Cristão», sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, com o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo partido.

Depois de excomungado, o fundador da ICAB apressou-se em sagrar bispo o Rev. Salomão Ferraz, que fôra pastor presbiteriano, depois ministro episcopaliano. D. Salomão, porém, não permaneceu com o seu novo Prelado, do qual se desligou em breve para organizar, por conta própria, a «Igreja Católica Livre» do Brasil (D. Salomão entrou finalmente na genuína e única Igreja Católica em 1960).

D. Carlos promoveu, direta ou indiretamente, a sagração de 21 bispos (entre os quais figura Antídio Vargas, atualmente residente em Lages, Sta. Catarina) e a ordenação de cerca de 150 sacerdotes domiciliados no Brasil. Muito precária é a formação intelectual e moral desses «ministros»; o candidato pode, em alguns casos, obter a ordenação sacerdotal dentro de oito dias. Verifica-se, porém, que, assim como esses membros facilmente apoiam a ICAB, assim facilmente a desprestigiam, criando «cismas internos» ou abandonando por completo o movimento. Assim da ICAB já procederam as seguintes ramificações:

Igreja Católica Livre ou Ordem de Santo André;

Igreja dos Velhos Católicos (secção brasileira);

Igreja Ortodoxa Brasileira;

Igreja Ortodoxa Latina, além de outras mais, cuja existência produz lamentável confusão religiosa e crescente relativismo entre o povo.

A doutrina religiosa da ICAB tem-se caracterizado pelo ecleticismo ou pela vacilação: pode alguém professar o budismo, a teosofia, o espiritismo, a umbanda, o comunismo ou a maçonaria e, não obstante, pertencer à ICAB. O que esta requer, em todo e qualquer caso, é que seus membros recusem obediência ao Papa. A revista dirigida por D. Carlos com o titulo «A Luta» tem atacado não somente o Papado, mas também os votos religiosos, o celibato, a confissão sacramental, além de outros pontos doutrinários da Sta. Igreja.

Uma das grandes fontes de renda do movimento é a celebração inescrupulosa de certos ritos (como pretensas «Missas» e «Crismas», casamentos de pessoas divorciadas ou desquitadas,…).

Assim, em dias de festa, já tem havido mais de 60 «Missas» celebradas por três ou quatro «ministros» apenas no templo nacional de Sant’Ana e Nossa Senhora Menina, da Penha (Rio de Janeiro); trata-se de celebrações feitas «a seu modo», ou seja, mutiladas, até mesmo nas palavras da Consagração.

De resto, os Estatutos da ICAB declaram que podem ser admitidas nesta entidade todas as formas de culto, entendendo-se por culto «qualquer manifestação regimentada filosófica ou temporal que vise os dois postulados básicos das Igrejas Católicas Apostólicas Nacionais : «Amai-vos uns aos outros» e «Não façais, nem deixeis que façam, ao próximo o que não quereis que vos façam»» (cf. revista «Luta» n. 1 [1947] pág. 20s).

O ecleticismo de D. Carlos Duarte Costa lhe atraiu, por algum tempo, a simpatia e o apoio de não poucos oportunistas, entre os quais uns comunistas perspicazes, outros políticos desejosos de granjear eleitores, até mesmo mediante subvenções financeiras.

Em vista da confusão provocada pelo uso de vestes sacerdotais e de cerimônias iguais às que se encontram na Igreja Católica, o Governo Brasileiro aos 27 de setembro de 1949 proibiu à ICAB o emprego dos trajes eclesiásticos e dos ritos característicos da Igreja Católica (parecer do Ministro Haroldo Teixeira Valladão, Consultor Geral da República, em resposta a uma consulta do Sr. Ministro da Justiça; texto publicado no «Diário Oficial» de 25/IX/1948 e, em parte, transcrito na «Revista Eclesiástica Brasileira» 18 [1958] 565-570). Em consequência da atitude do Governo, D. Carlos prescreveu a seus ministros algumas modificações na indumentária (batina de cor cinza, por exemplo) e no exercício do culto, o que não tem sido suficiente para impedir dolorosos equívocos religiosos; apesar de toda a sua aversão à Igreja Católica Romana, D. Carlos e seus sequazes sempre fizeram questão de conservar certos costumes da Santa Igreja. Em alguns Estados, a Polícia tem-se empenhado pela observância da proibição governamental, vedando os atos públicos de culto dos movimentos cismáticos.

O infeliz fundador da ICAB experimentou graves dissabores na história do seu empreendimento: assim viu a policia fechar o seu Seminário no Rio por motivos de imoralidade e falsificação de dinheiro; viu também os seus bispos disputarem entre si a sucessão na chefia da ICAB; para apaziguar os ânimos, resolveu, pouco antes de morrer, repartir os poderes entre D. Pedro dos Santos Silva (sacerdote católico apóstata), o qual seria orientador geral da «Igreja» e bispo do Estado do Rio de Janeiro, e D. José Aires Cruz (bancário, solteiro, recém sagrado), nomeado bispo do Estado da Guanabara.

Após existência muito turbulenta e, sem dúvida, amargurada, veio D. Carlos a falecer aos 26 de março de 1961 no Rio de Janeiro, com a idade de 72 anos. Não consta haja dado sinais de arrependimento; quando foi transferido para o Hospital na véspera de sua morte, já se achava em estado inconsciente. Deus o tenha em seu justo juízo!

Com o desenlace do fundador, o movimento da ICAB perdeu muitas das suas probabilidades de futuro. Contudo, embora tenda a se diluir cada vez mais, vai exercendo ação nefasta, pois solapa a fé do povo brasileiro, fomentando um clima de relativismo e oportunismo em matéria de religião (quem quer ter Religião «a seu modo» encontra fácil cobertura na ICAB).

Problema especial é suscitado pelas sagrações episcopais e as ordenações sacerdotais que D. Carlos Duarte Costa efetuou: sendo verdadeiro bispo, este Prelado fazia questão de aplicar exatamente o Ritual da Igreja Católica a fim de garantir a validade das ordens que conferia; terá então dado existência a uma série de bispos e sacerdotes capazes de consagrar validamente a S. Eucaristia e celebrar a S. Missa, com os perigos de profanação daí decorrentes? — A este respeito pronunciou-se oportunamente aos 12 de abril de 1958 o episcopado da Provinda de Belo Horizonte, cuja declaração vai aqui transcrita:

«Não faltam teólogos eminentes que põem em dúvida o valor das ordenações da «Igreja Brasileira», o que, pelo menos, vem evitar a profanação do augustíssimo Sacramento da Eucaristia, não havendo em suas missas consagração verdadeira (1)».

(1) O parecer desses teólogos se baseia em que falta ao «Bispo de Maura» e a seus adeptos a intenção de fazer o que faz a Igreja. Apesar de o declararem com palavras e com a imitação servil dos ritos e das formulas, na realidade files não querem fazer o que faz a Igreja, porque ordenam padres para viverem fora e contra a unidade da Igreja verdadeira, padres para ensinarem dogmas diferentes e antagônicos aos que a Igreja ensina, padres para administrarem sacramentos de cuja eficácia não pensam mais como pensa a Igreja. Fazem como a Igreja faz, mas não fazem o que a Igreja faz» (texto transcrito da «Revista Eclesiástica Brasileira» 18 [19S8] 564).

Quem,.na administração dos sacramentos, não faz o que a Igreja faz, não faz o que Cristo faz, pois Cristo prolonga a sua existência e atuação na Igreja; não há união com Cristo sem união com a Igreja e vice-versa. — Eis o motivo que leva a duvidar da validade dos ritos sacramentais conferidos pela ICAB. A dúvida é muito plausível; não há, porém, definição eclesiástica peremptória sobre o assunto. A Santa Sé, sem discutir a questão da validade, apenas declarou que não reconhece a legitimidade das ordens conferidas pelo ex-bispo de Maura.
Igrejas Católicas Nacionais

Logo que rompeu com a Igreja Católica, tratou D. Carlos de promover a fundação de Igrejas Católicas «Nacionais», não só no Brasil mas também em outros países da América Latina.

Para auxiliá-lo nesta tarefa, encontrou um sacerdote católico venezuelano, Luis Fernando Castillo Mendez, cuja situação eclesiástica era complicada… Com efeito, o Pe. Mendez fôra ordenado sacerdote em Barcelona (Espanha; portanto, fora da sua pátria) mediante apresentação de falsa carta comendatícia. Ao regressar à Venezuela, foi suspenso de ordens (2 de fevereiro de 1945). Retirou-se então para uma fazenda no interior do país, a fim de evitar expulsão da pátria. Aos 6 de julho de 1945, porém, tornou-se vitoriosa uma revolução no país, o que lhe possibilitou a realização do seu desejo de fundar uma Igreja Cismática Venezuelana. D. Carlos Costa, no Brasil, só podia favorecer o intento, prontificando-se mesmo para sagrar «bispo primaz» da nova Igreja o infeliz sacerdote. Contudo, já que os governos da Venezuela e do Brasil não permitiam que os dois interessados se encontrassem em território venezuelano, foram ambos para o Panamá: assim aos 3 de maio de 1948, na igreja «Union» de Balboa (zona central do Panamá), D. Carlos sagrou bispo D. Luís Fernando Castillo Mendez, sendo consagrantes Salomão Ferraz e Antídio Vargas, membros da ICAB.

O novo «primaz» começou a exercer suas funções sagrando bispos os sacerdotes Mons. Estêvão Corradi e Mons. Francisco José Verde, que passaram a integrar a «Igreja Católica Venezuelana».

Mons. Estêvão Corradi, por sua vez, sagrou Mons. Alberto A. Steer, o qual se tornou bispo fundador da «Igreja Católica Apostólica Panamense».

Quanto a D. Luís Fernando Castillo Mendez, foi depreendido em atividades comunistas e exilado da Venezuela. Hospedou-se então por breve tempo na Guatemala, onde deu início à «Igreja Católica Apostólica Guatemalteca». A seguir, pediu a proteção de D. Carlos Costa, vindo para o Brasil, onde se entregou a atividades pastorais em Uberlândia (Minas), no período de 1950 a 1958; ao mesmo tempo lecionava espanhol no Colégio Brasil Central da cidade, dirigido por maçons. No Rio de Janeiro (Santa Teresa), havia pequeno Seminário, sob a jurisdição de D. Mendez, estabelecimento que foi fechado pela polícia. Finalmente entrou em choque com o ex-bispo de Maura; veio para o Rio de Janeiro, a fim de se desembaraçar das crescentes dificuldades que encontrava para se impor em Minas e Goiás. Após o desenlace de D. Carlos em 1961, ainda pretendeu tomar posse da Arquidiocese da Guanabara, dentro da ICAB, mas não o conseguiu, estrangeiro e turbulento como era. Transferiu-se então para Brasília, onde vai exercendo atividades…

Além das Igrejas Nacionais do Brasil, da Venezuela, do Panamá e da Guatemala, D. Carlos aspirava por ver ainda a do México, esperando que suas relações com sacerdotes apóstatas desse país dessem origem a mais um cisma.
Um juízo sobre o assunto

Como se compreende, absurda e contraditória é a ideia de criar Igrejas Católicas «Nacionais». A Igreja de Cristo, justamente por ser católica (universal), paira acima de qualquer nacionalidade; ela não representa nem o patriotismo romano nem o patriotismo brasileiro. Seu Chefe invisível é Jesus Cristo, que quis ser representado na terra pelo apóstolo São Pedro e por seus sucessores (cf. Mt 16,16-18); ora, Pedro tendo sido bispo e mártir em Roma, a Igreja de Cristo, que é também Igreja petrina, é dita outrossim Igreja Romana. Este atributo, como se vê, nada tem que ver com nacionalismo; está longe, portanto, de justificar a fundação de uma Igreja Católica «Brasileira» ou «Venezuelana» ou «Panamense»:.. Cf. «P. R.» 13/1959, qu. 2.

Aliás, o caráter supranacional da Igreja de Cristo e o seu Governo uno, centralizado (com sede em Roma) são condições de coesão e grandeza da Santa Igreja. Os adversários sempre tiveram consciência disto,’ de modo que ainda hoje a tática dos que desejam destruir o Cristianismo de maneira ainda mais eficaz do que pela perseguição violenta, consiste justamente em promover a fundação de Igrejas Nacionais autônomas; é o que têm empreendido os governos comunistas na Europa Oriental e na Ásia… E foi infelizmente o que tentou realizar também D. Carlos D. Costa, fazendo assim (sem o saber, talvez) causa comum com os mais ferrenhos opositores do Cristianismo.

Como atenuante para a conduta do infeliz ex-bispo de Maura, tem-se citado o seu temperamento extremamente nervoso e vibrátil, que tocava mesmo as raias do patológico. Só Deus o pode julgar devidamente.

sábado, 25 de março de 2023

O silêncio de São José e a Quaresma

 



São José orienta-nos a viver intensamente a Quaresma - tempo que a Igreja nos propõe uma mudança de vida


Éfato e notório a todos os cristãos, sejam católicos ou não, que os Evangelhos sinóticos são Cristocêntricos, isto é, foram escritos com o objetivo de a anunciar a vinda, morte e ressurreição de Jesus. Por esta razão, tudo mais que ocorre ao longo destes textos sagrados ficam em “segundo plano”, são relatos que acrescentam as ações de Nosso Senhor, mas não as sobrepõem. Isto se nota, por exemplo, quando São João Batista diz: “Importa que Ele (Jesus) cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). Neste sentido vê-se que há um silêncio total de São José. Não há um versículo sequer em que ele diz uma palavra.

Ora, o que se pode aprender de um homem que nada fala?

Quando nos silenciamos, abrimo-nos à possiblidade da auto-escuta, da reflexão. E, nas correrias do dia a dia, infelizmente não dispomos de muito tempo pra isto, né?

Daí a importância de reservamos um tempo para o silêncio e aprendermos com São José que, no seu silêncio, orienta-nos a viver intensamente o período da Quaresma, tempo que a Igreja nos propõe para mudança de vida.

A Santa Igreja, Mãe educadora, inicia a Quaresma na quarta-feira de Cinzas com o Evangelho de São Mateus (Mt 6,1-6;16-18), orientando-nos como bem viver este período: esmola, oração e jejum.

Virtudes de São José

Mas, o que estas orientações da Igreja têm a ver com as virtudes de São José?

Vejamos.

Dar esmola é um ato de bondade. É capaz de reconhecer no pobre o próprio Jesus: “Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes”. (Mt 25,40) É, sobretudo, um ato de caridade. Qual foi a esmola de São José? Sua própria vida. Deu-se inteiramente a Maria e a Jesus.

Para a oração é necessária a “fundamento da esperança, uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1). É fazer a coisa certa, sempre andar na vontade de Deus. Como o justo é aquele que dá a Deus o que devido, cumpre os preceitos e a vontade de Deus, São Tiago nos recorda que “a oração do justo tem grande eficácia” (Tg 5,16). São José era íntimo de Deus ao ponto de lhe aparecer um anjo em sonhos (Mt 1,20) enquanto pensava na gravidez de Nossa Senhora. Veja bem, ele apenas pensava, e não julgava. Portanto, um homem justo, de fé, de oração

Para se fazer o Jejum é necessário ter Fortaleza, a capacidade de manter-se firme diante de dificuldades. E, sejamos sinceros: jejuar nem sempre é fácil. Afinal, o corpo reclama a falta de alimentos. Por isto ela é acompanhada da Prudência, a capacidade de escolher bem e decidir pelo bem em qualquer circunstância. E aqui faz-se importante notar que o jejum pode não ser apenas do alimento, mas também das ações como, por exemplo, o jejum da língua, pois “a língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero.” (Tg 3,8). Foi graças a Prudência de São José que ele não difamou Maria. Manteve sua fortaleza inabalável, uma vez que não duvidou, mas acreditou.

São José e a Quaresma

Nessa Quaresma, convido você a meditar com os mistérios da vida de São José. Na rede social de oração Hozana, você encontrará o Terço Abençoado de São José. Ele é um complemento harmonioso à devoção mariana e contribui para nossa maior compreensão acerca do grande mistério que é o plano da salvação do povo de Deus. O Terço Abençoado de São José é fruto da oração e do grande amor do padre Luiz Roberto Di Lascio para com São José. Clique aqui para rezar o Terço de São José!

São José: pai na ternura, obediência, coragem e no acolhimento

Aprendamos com o Sumo Pontífice, o Papa Francisco, sobre este silencioso São José, pai adotivo de Jesus e nosso:

“Em São José temos a figura do PAI AMADO, sempre amado pelos cristãos, como esposo de Maria e pai de Jesus, grande homem a quem podemos recorrer nos tempos de aflição, como acorreram àquele José, filho de Jacó e governador no Egito, abaixo apenas do Faraó (Gn 41, 55). Temos nele, pai de Jesus, o “cardo” ou dobradiça que divide Antigo e Novo Testamento”.



São José também é PAI NA TERNURA e o menino Deus pôde ver naquele homem bondoso os primeiros traços da ternura de Deus, um Deus que é terno, amoroso, generoso, que compreende nossas fraquezas e nos convida a caminhar em seu amor, deixando-nos conduzir por Ele, que sempre está a esperar por nós, como o pai misericordioso do filho pródigo (Lc 15, 11-32), enquanto muitas vezes nos deixamos contagiar pela dureza do filho mais velho.

Foi PAI NA OBEDIÊNCIA, dispondo-se a aceitar as orientações divinas e a difícil missão – por amor a Deus, a Maria e ao nascituro menino – de tornar-se chefe da Sagrada Família e guardião dos maiores tesouros da humanidade. Com coragem e solicitude, ele, cuja bondade impediu de condenar Nossa Senhora, angustiado pela gravidez incompreensível, a toma por esposa ao saber donde provinha a criança que estava para nascer, e assim também foge para o Egito e depois vai a Nazaré, na Galileia. Enquanto servo submisso ao Pai do Céu, também lhe coube ensinar ao menino Deus a importância de serem os filhos submissos e respeitosos, honrando seus pais, observando as leis de Deus e dos homens e exercendo a paternidade de forma exemplar.

São José também foi PAI NO ACOLHIMENTO. Ciente de que a criança gestada por Nossa Senhora era o filho de Deus e de todas as responsabilidades que enfrentaria, inclusive em seu Santo Matrimônio, vivido em plena castidade, como antecipação daquele amor que existe plenamente no Céu, onde as pessoas não se casam nem se dão em casamento, acolhe sua amada sem impor condições e acolhe como seu aquele filho que lhe foi confiado. Não age como alguém resignado, mas assume a missão com maestria, exemplar como pai e como esposo.

Coragem e trabalho

Ainda temos em São José um PAI COM CORAGEM CRIATIVA, com constantes iniciativas para superar as dores e adversidades, como vemos em muitos pais sofridos em nossos tempos, que com dignidade e empenho, “tiram leite de pedras” para que suas famílias sobrevivam, como fez esse grande santo, para em meio a tantas viagens, à Belém por ordem imperial, ao Egito para fugir da perversidade de Herodes ou a Nazaré para se estabelecer, empenhar sua vida e seu labor de carpinteiro no sustento dos seus.

Daí concluímos que também no esposo de Maria temos um PAI TRABALHADOR, carpinteiro honesto e dedicado que ensinou ao Nosso Senhor sua profissão e a dignidade do trabalho honrado, que deve tirar o suor do rosto e colocar o pão à mesa, dar paz, conforto e segurança à família. Quantos em nossos dias não tem um trabalho ou o tem de forma indigna e imoral para custear injusta opulência de poucos. Mesmo assim, não podem desanimar os trabalhadores que encontram no operário São José, um patrono fiel e intercessor dedicado.

Por último, mas não menos importante, vemos em São José um PAI NA SOMBRA, exercendo seu papel dignamente e propiciando o crescimento do Menino Deus para Sua própria Missão: o sustentou, o amou, o ensinou, esteve com ele até seu último instante. Essa paternidade que não é um exercício de posse, mas sinal daquela paternidade suprema encontrada em Deus que também nos dá a liberdade de filhos e filhas, mas espera que, em tributo ao Seu Amor, trilhemos o caminho correto.

Wellington de Almeida Alkmin, pelo Hozana


O silêncio de São José e a Quaresma (aleteia.org)




quinta-feira, 9 de março de 2023

Roteiro de Adoração ao Santíssimo, por São Pedro Julião Eymard

 




Roteiro de Adoração ao Santíssimo, por São Pedro Julião Eymard

I. Jesus no Santíssimo Sacramento

Perante Quem estou eu?

1. ° – A santa Igreja responde-me: estais em Presença de Jesus Cristo, vosso Rei, vosso Salvador e vosso Deus.

Adora-O, ó minha alma, com a fé do cego de nascença, quando, reconhecendo seu benfeitor, prostrou-se diante de Jesus e O adorou tão humildemente.

Adora-O com a fé de Tomé, e dize com ele:

“Vós sois meu Senhor e meu Deus!”

Eu, porém, não vejo a Jesus como o discípulo do Cenáculo. É verdade, mas, diz o Salvador, “felizes daqueles que creem sem ver com os olhos”, sem tocar com as mãos!

A Igreja mostra-me meu Salvador e meu Deus velado sob a forma de uma Hóstia, como o precursor O mostrava sob a forma de um Homem simples, perdido no meio do povo, como Maria O mostrava aos Magos sob a forma de um Menino, de um Infante.

Adora-O, pois, ó minha alma, com a fé dos reis de Belém, e oferece-Lhe o incenso de tua adoração, como a teu Deus; a mirra de tua mortificação, como a teu Salvador; o ouro de teu amor e o tributo de tua dependência, como a teu Rei!

2. ° – Mas por que não se revela Jesus a mim em todo o Seu esplendor, por que não se mostra abertamente aos meus olhos?

Para provar a minha Fé, para torná-la humilde e dócil, submissa à autoridade da Santa Igreja, Sua esposa e minha mãe, que me fala em seu Nome.

Que necessidade tenho eu, aliás, de ouvir, de tocar, para crer na Presença Real de Jesus na Hóstia Santa? Será que Sua Palavra divina não me basta? Ninguém exige mais de outrem para crer nele. E pode Sua promessa iludir-me? Pode Sua Igreja mentir? Podem os santos que creem, adoram e amam a Jesus em seu divino Sacramento, estar todos no erro e na ilusão?

Ah! Fosse eu mais humilde, mais puro, mais fervoroso, e Jesus se manifestaria mais ainda a meu coração. Eu havia de sentir como João Batista a vizinhança desse fogo divino; havia de senti-lO em mim, como Maria, quando O trazia no seio. A luz da Fé penetraria minha alma como raios do sol a iluminar o cristal transparente!

Creio, ó meu Senhor e meu Deus, creio e adoro, com a Santa Igreja, Vosso Corpo, Vosso Sangue, Vossa Alma e Vossa Divindade substancial, real e verdadeiramente presentes na Hóstia Santa!

Creio, mas aumentai a minha Fé. Dai-me uma Fé simples, tal a da criança; viva, tal a chama de amor; forte, tal a dos Mártires; dedicada, tal a dos Apóstolos!

Para quem está Jesus no Santíssimo Sacramento?

1.° – Para mim! Porque me ama!

Seu amor O levou a entregar-Se por mim aos sofri­mentos e à morte da Cruz, e fê-lO também instituir esse memorial de Sua Paixão e Morte, pelo qual quer alimen­tar a minha alma.

2.° – É todo meu no divino Sacramento! Tenho-O todo inteiro, assim como está no Céu, com todas as ri­quezas de sua Glória, assim como estava na terra, com todas as virtudes de Sua Morte. Nada tenho, portanto, a invejar aos Apóstolos que viveram ao Seu lado, nem aos Santos que triunfam com Ele, senão o Seu amor.

3.° – Está no Santíssimo Sacramento só para mim. Recebo-O, adoro-O como se eu estivesse só no mundo. Pertence-me, como se não tivesse mais em quem pensar, não tivesse senão a mim para ouvir, para amar — ouso quase dizer, para servir!

Como poderei eu reconhecer tamanha Bondade, ta­manho Amor por uma criatura tão pobre, tão indigna! Mas, ó meu Jesus, Vosso Amor vos perturba e vos ilude! Esqueceis o que fui, o que ainda sou!

E pela Santa Igreja, pelos Santos e Anjos que Vos ofereço meus agradecimentos; é com Maria, minha Mãe, que quero celebrar Vossa Misericórdia e cantar o Magnificat, cântico sublime da gratidão!

Por que está Jesus no Santíssimo Sacramento?

1.º – Jesus esta no Santíssimo Sacramento para me curar. Estou com a febre do pecado, coberto de chagas, e minha alma está atacada da lepra – eis o meu médico!

Ele vem, esse bom samaritano, para me purificar, me fortificar, me restituir a saúde da alma.

Como me é necessário! Há tanto tempo que sofro! As chagas de meus pecados são tão antigas; o hábito do mal está tão inveterado em mim; as tentações de cada instante irritam acerbamente essas chagas, e mantêm em atividade esse foco de pecado!

Mas dizei, ó Jesus, uma palavra, uma só palavra, à minha alma, como à sogra de Pedro ardendo em febre, como ao centurião para o filho agonizante, como ao leproso da estrada, e minha alma ficará sarada!

2.° – Jesus está no Santíssimo Sacramento para ser meu Mestre, para educar-me, ornar-me com Sua Graça, dar-me seu Espírito de Verdade e de Amor, formar em mim Seus costumes e Suas virtudes, numa palavra, para fazer minha educação cristã. É o meu preceptor divino, meu modelo, minha graça.

Jesus está no Santíssimo Sacramento como meu Salvador. Chega-se a mim para comunicar-me as Graças da Redenção, aplicar-me os Seus Méritos, fazer correr o Seu Sangue divino sobre o meu corpo e minha alma.

Por isso permanece no altar do sacrifício como mi­nha Vítima de propiciação, implorando ao Pai graça e misericórdia para mim.

Mas, para que o Seu sacrifício possa produzir frutos abundantes, Jesus pede-me que eu o complete, que me una a Ele, que sofra em Seu lugar, já que, ressuscitado, não pode mais sofrer.

Dará, em troca, um preço e um valor infinitos a minhas penas, a meus sofrimentos; revesti-los-á dos pró­prios Méritos de Sua Pessoa divina, e fá-los-á seus. Será então a Redenção, a Paixão e a Morte do Calvário, re­novada e reproduzida em mim pela Eucaristia!

Que quer Jesus de mim em troca?

1.° – Quer que eu O ame como Ele me ama; que O ame pelo menos tanto quanto o filho ama aos pais; Ele, o melhor dos pais, a mais terna das mães.

Que O ame como o amigo régio, amigo fiel dedica­do, imortal, amigo dos dias bons e maus!

Nada de mais digno.

2.° – Quer que O sirva pelo menos tão bem quanto o mercenário serve ao patrão; quanto a honra e a ambição servem ao rei poderoso; quanto a piedade filial serve ao pai venerável, para que não seja dito que Jesus é menos bem servido que o homem!

Nada de mais justo.

3.° – Quer que Lhe preste a homenagem de minha vida, de minha liberdade, de meu ser integral, já que Jesus me consagra ao Sacramento e me dá Suas Graças, Sua liberdade, Sua Vida, tudo quanto tem, tudo quanto é!

Nada mais equitativo.

4.° – Quer Jesus, finalmente, reinar em mim – e nada mais ambiciona!

Eis aí Sua Realeza de Amor, o fim de Sua Encarna­ção, de Sua Paixão, de Sua Eucaristia!

Reinar em mim, reinar sobre mim, reinar em minha alma, em meu coração, sobre toda a minha vida, sobre meu amor, é o segundo céu de Sua glória!

Ah! Senhor Jesus, vinde e reinai! Seja meu corpo Vosso templo; meu coração, Vosso trono; minha vontade, Vossa serva dedicada. Seja eu todo Vosso para sempre, não vivendo senão de Vós e para Vós!

II. Jesus, Deus conosco

1.º – Adorai a Nosso Senhor Jesus Cristo instituindo e perpetuando o Seu Sacramento de Amor, para perma­necer sempre com o homem, seu amigo, e consolá-lo em seu exílio; para ser o Pão de Vida de sua viagem à eter­nidade; sua Vítima de salvação; seu Paraíso incipiente.

2.° – Agradecei-Lhe a Bondade infinita que O levou a amar de tal forma o homem; que Vos deu, a vós, o conhecimento de Seu Amor Eucarístico; que Vos chamou a Seu serviço Eucarístico, a mais sublime das vocações, apesar de vossa indignidade e de vossa miséria.

3.° – Fazei-Lhe reparação de amor por serdes tão tí­bio, tão indiferente, tão ingrato, tão culpado para com a divina Eucaristia; fazei reparação por aqueles a quem escandalizastes, pelos vossos parentes e amigos, por todos os pecadores.

4.° – Dai-vos, consagrai-vos ao Seu serviço Eucarís­tico, como servo dedicado ao serviço do Senhor, como soldado valoroso ao Rei, como adorador fiel a seu Deus.

III. Jesus, Deus de Bondade

1.º – Adorai a Nosso Senhor Jesus Cristo, que faz da Santíssima Eucaristia o Cenáculo permanente de Seu Amor, e convida todos os homens, e cada qual em particular, a vir haurir plenamente nesse tesouro universal e inesgo­tável de todas as Graças; a participar desse Banquete divino de Si mesmo; a receber a Comunhão Sacramental, pela qual dá ao homem tudo o que tem e tudo o que é, a fim de que o comungante, em troca, se dê todo a Ele e Lhe preste a homenagem de sua vida.

2.° – Agradecei o Amor imenso do Dom inefável da Eucaristia, que encerra a todos os dons; agradecei-Lhe todas as Graças recebidas pela Eucaristia.

3.° – Humilhai-vos à vista da pouca glória que ten­des rendido ao Seu Amor; chorai vossa ingratidão, implorai a Graça de Sua Misericórdia infinita.

4.° – Tomai-vos o discípulo e o apóstolo do Deus da Eucaristia, da ação de graças eucarística tão negligencia­da, tão malfeita, e que, no, entanto, é a primeira virtude do amor, a mais bela flor da Eucaristia.

IV. Jesus, Deus oculto

1.° – Adorai com Fé viva a Jesus velado por Amor ao homem no Santíssimo Sacramento.

Adorai Sua Bondade velando Sua Glória a fim de que o homem ouse aproximar-se de Seu Senhor e de Seu Deus e conversar familiarmente com Ele.

Adorai Sua Santidade velando, a fim de não desani­mar a fraqueza do homem, o brilho e a perfeição de Suas Virtudes, e lhas revelando aos poucos, e assim elevá-lo a Si.

Adorai Sua divina Misericórdia, que, para forçar o homem a recolher-se em Deus, vela Sua santa Humani­dade e a beleza de Sua Divindade, a fim de que o adorador vá a Jesus pela Fé pura, pelo puro amor, e assim O adore em espírito e em verdade.

2.° – Dai graças a Nosso Senhor por esse véu euca­rístico que vos mereceu tantos bens, e que vos tempera esse sol da eternidade.

3.° – Humilhai-vos perante o Vosso Deus, como que aniquilado sob as espécies sagradas; reparai todas as irreverências e sacrilégios de que Jesus velado é objeto por parte de tantos cristãos. Pedi perdão pela vossa falta de Fé, de recolhimento, de respeito, em Sua santa Presença.

4.° – Honrai com grande devoção externa e com grande amor o Deus oculto, desconhecido do mundo, mas visível à vossa Fé, caro ao vosso coração, e que constitui a felicidade de vossa vida.

V. Jesus Salvador

1.° – Adorai a Jesus Sacramentado como vosso Sal­vador.

Seu Amor fez da Eucaristia o calvário perpétuo da Redenção. Jesus aí está sobre o Altar em estado de Ví­tima, como na Cruz. E aí nosso mediador perpétuo junto ao Pai, mostrando-lhe Suas Chagas para merecer-nos graça. É nosso advogado poderoso, continuando sobre o altar Sua oração do Calvário. Faz correr sobre nós esse Sangue que nos remiu e que nos santifica a alma e o corpo. Adorai as cinco Chagas de Jesus, donde brotam, em abundância, Graças e Amor.

2.° – Oferecei em ação de graças a esse bom Salva­dor a homenagem de vosso corpo e de vossa alma; o amor e a gratidão de vossa santa Mãe a Igreja, a da Santíssima Virgem ao pé do Tabernáculo.

3.° – Fazei reparação de amor a Jesus, crucificado pelos Seus próprios filhos, até no Sacramento de Seu Amor e em Seu estado de Glória; fazei reparação a esse Coração que tanto amou os homens e que só recebe deles ingra­tidão e desprezo. Esses ingratos ferem-Lhe profundamente o Coração, tornando Sua Paixão estéril, e privando-se dos méritos de Seus sofrimentos e de Sua Morte.

4.° – Oferecei-vos como vítima de reparação a vosso amável Salvador, a fim de consolar-Lhe o Coração deso­lado e abandonado; oferecei-vos como mediador de mise­ricórdia entre Jesus e as almas culpadas e dizei-lhe:

Ó Jesus, Salvador de todos os homens, perdoai-lhes, que não sabem o que fazem. Estão entregues ao delírio das paixões e à loucura da razão. É Vosso inimigo, o demô­nio, que os impele à incredulidade e à impiedade, pelo ódio à Vossa glória; perdoai-lhes, como outrora perdoastes aos Vossos carrascos, a fim de que sejam a mais bela coroa de triunfo de Vossa Misericórdia.

VI. Jesus, o Emanuel

Consideração

O amor pede três coisas: sociedade de vida, comu­nhão de bens, união com a pessoa amada.

O amor de Jesus dá-nos estes três bens na sagrada Eucaristia.

1° – Sociedade de vida: Jesus escolheu Sua morada junto à do homem, até habitar frequentemente sob o mesmo teto. Que alegria para a amizade!

2.° – Comunhão de bens. Jesus, na divina Eucaristia, nos dá todos os Seus bens, bens de Sua Graça e bens de Sua Glória, todos os Seus Méritos, todo o poder de Sua media­ção junto ao Pai celeste. Quantas riquezas num só dom!

3.° – União. O amor pede união, fusão, transforma­ção de vida. Quer fazer um só de dois corações; é a união com o Corpo, com a Alma, com a Divindade de Jesus Cristo; é a extensão da Encarnação no comungante. Jesus disse:

“Aquele que come o meu Corpo e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele”

Que troca ditosa! Que vida divina!

Afetos

1.° – Adorai a Jesus na Hóstia Santa pela homenagem soberana de vosso espírito, como sua Verdade suprema; de vosso coração, como seu Deus; de vossa vontade, como seu Senhor; de vosso corpo, como seu Salvador, de toda a vossa vida em holocausto de louvor e de amor.

2.° – Agradecei a esse bom Mestre ter-vos dado a sagrada Eucaristia, ter-vos chamado ao serviço de ado­ração, à Comunhão frequente, pois não há na terra maior bem, nem mais doce consolação.

3.° – Fazei reparação de amor por terdes correspon­dido tão mal às solicitações de Seu Amor; por terdes aproveitado tão pouco das Graças da santíssima Eucaristia; por terdes sido tão generoso em se tratando do amor das criaturas, e tão mesquinho e ingrato em se tratando do Amor Eucarístico de Jesus.

4.° – Consagrai-vos de novo a Seu real serviço, ao Seu soberano Amor, à Sua maior Glória.

Visitai amiúde esse bom Salvador, pelo menos em espírito de amor; dai-vos todo a Ele, como Ele se dá todo a vós; amai-vos nele, a fim de que Ele se ame em vós; oferecei-Lhe hoje o sacrifício mais penoso ao coração, e dareis prova da sinceridade de vosso amor.



Orações para Adoração ao Santíssimo Sacramento (rumoasantidade.com.br)


sábado, 25 de junho de 2022

"Eis o Coração que tanto amou os homens" (Nosso Senhor à Santa Margarida Maria).

 O Sagrado Coração de Jesus, Fornalha ardente de Caridade





Dentre todas as faculdades nobres do corpo humano, a mais nobre é o coração, colocado no centro do corpo qual rei no centro de seus domínios. Cercam-no os membros mais importantes, como seus ministros e oficiais, movimentados por ele que, fornecendo-lhes o calor vital de que é reservatório, lhes comunica atividade. 


O coração é a fonte da qual emana com impetuosidade o sangue que se difunde por todas as partes do organismo, regando-o e temperando-lhe o calor. E o sangue, depois de atingir as extremidades do organismo, volta debilitado ao coração para nele se revigorar e readquirir novas forças de vida.


Tudo isso que se diz do coração humano em geral, é verdadeiro também no Coração Adorável de Jesus Cristo. É a parte mais nobre do Corpo do Homem-Deus, unido e hipostaticamente ao Verbo e merece assim o Culto Supremo de Adoração devido unicamente a Deus.


É de suma importância não separar, em nossa veneração, o Coração de Jesus da Divindade do Homem-Deus, à qual está unido por laços indissolúveis. O culto que rendemos ao Seu Coração não se dirige somente a Ele, mas atinge a Adorável Pessoa que O possui e a que Ele Se uniu para sempre.


 

São Pedro Julião Eymard

Padre Pio e Lutero

 

sábado, 30 de outubro de 2021

* Imaculada Conceição de Maria, pelo Cardeal Newman.

 



Maravilhosa reflexão feita pelo Cardeal Newman sobre a Imaculada Conceição.

leia até o fim!

Para quem não o conhece, Newman foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao Catolicismo , posteriormente nomeado cardeal  pelo papa Leão XIII em 1879.

O fato desta reflexão ter vindo de um ex protestante que, na busca da verdade encontrou a Igreja,dá um peso todo especial!

São Excertos do Memorandum sobre a Imaculada Conceição.

I

1. É, para mim, tão difícil penetrar nos sentimentos de uma pessoa que compreende a doutrina da Imaculada Conceição, e ainda assim lhe faz objeção, que me sinto inseguro ao tentar falar sobre o tema. Fui acusado de tê-la sustentado, num dos primeiros livros que escrevi, vinte anos atrás. Por outro lado, este simples fato pode ser um argumento contra algum objetor – por que razão não me pareceu difícil àquela altura, se havia uma real dificuldade em aceitá-la?

2. O objetor não se dá conta de que Eva foi criada, ou nasceu, sem o pecado original? Por que isto não o escandaliza? Sentir-se-ia ele inclinado a adorar Eva naquele seu primeiro estado? Por que, então, a Maria?

3. Ele não crê que São João batista teve a graça de Deus, isto é, foi regenerado, antes mesmo de seu nascimento? O que cremos acerca de Maria senão que a graça lhe foi dada num período um pouco anterior? Tudo o que afirmamos é que a graça foi dada a ela desde o primeiro momento de sua existência.

4. Não afirmamos que ela não deveu sua salvação à morte de seu Filho. Muito pelo contrário, afirmamos que ela, dentre todos os descendentes de Adão, é no sentido mais verdadeiro o fruto e a aquisição de Sua Paixão. Ele fez por ela mais do que por qualquer outra pessoa. Aos outros Ele deu a graça e a regeneração num certo ponto de sua existência terrena; a ela, desde o início.

5. Não tornamos sua natureza diferente das outras. Entretanto, como diz Santo Agostinho, não gostamos de mencionar seu nome no mesmo fôlego que mencionamos pecado, ainda que certamente ela tivesse sido um ser frágil como Eva, sem a graça de Deus. Um dom mais abundante da graça fez dela o que ela foi desde o início. Não foi sua natureza que lhe garantiu a perseverança, mas o excesso da graça que impediu a Natureza de agir como a Natureza jamais agirá. Não há diferença de tipo entre ela e nós, mas uma diferença inconcebível de grau. Ela e nós somos simplesmente salvos pela graça de Cristo.

Logo, sinceramente falando, Eu realmente não vejo qual seja a dificuldade, e gostaria de colocá-lo por escrito com clareza. Quero acrescentar que a afirmação acima não é uma afirmação privada minha. Nunca soube de qualquer católico que tivesse outra visão. Nunca soube de nenhuma outra visão tenha sido proposta por alguém.

II

(1) Depois, era uma doutrina primitiva? Ninguém pode acrescentar algo à revelação. Esta foi dada de uma vez por todas; mas, na medida em que o tempo avança, o que foi dado de uma vez por todas é entendido mais e mais claramente. Os maiores Padres e Santos, neste sentido, estiveram no erro, ou seja, uma vez que a matéria sobre a qual falaram não havia sido examinada, e a Igreja não havia falado, eles não fizeram justiça, em suas expressões, a seus reais significados. Por exemplo, o Credo Atanasiano diz que o Filho é “imenso” (na versão protestante, “incompreensível”). O Bispo Bull, embora defendendo os Padres pré-nicenos, diz que é um prodígio que “quase todos eles deem a impressão de serem ignorantes acerca da invisibilidade e grandeza do Filho de Deus”. Por um momento, porventura, eu penso que eles fossem ignorantes? Não, mas que eles falaram inconsistentemente, porque se opunham a outros erros, e não perceberam o que diziam. Quando surgiu o herético Ário, e eles viram o uso que se fazia de suas afirmações, os Padres se retrataram.

(2) Os grandes Padres do quarto século pareciam, a maioria deles, considerar nosso Senhor ignorante em Sua natureza humana, e que tivesse progredido em conhecimento, como São Lucas parece dizer. Esta doutrina foi anematizada pela Igreja no século seguinte, quando apareceram os Monofisitas.

(3) Da mesma forma, há Padres que parecem negar o pecado original, a punição eterna, etc.

(4) E mais, o famoso símbolo “Consubstancial”, aplicado ao Filho, que se encontra no Credo Niceno, foi condenado por um grande Concílio de Antioquia, com Santos presentes, setenta anos antes. Por quê? Porque aqule Concílio queria dizer outra coisa com aquela palavra.

Agora, quanto à doutrina da Imaculada Conceição, ela estava implícita nos primeiros tempos, e nunca foi negada. Na Idade Média, ela foi negada por Santo Tomás e por São Bernardo, mas eles tomam a frase num sentido diferente daquele que a Igreja agora toma. Eles a entenderam com referência à mãe de Nossa Senhora, e pensaram que ela contradizia o texto, “Em pecado minha mãe me concebeu” – ao passo que nós só falamos de Imaculada Conceição em relação a Maria; e a outra doutrina (à qual, de fato, Santo Tomás e São Bernardo se opuseram) é realmente herética.

III

Como noção primitiva sobre Nossa Bem-Aventurada Senhora, o frequente contraste entre Maria e Eva realmente parece muito forte. É encontrado em São Justino, Santo Irineu e Tertuliano, três dos Padres mais antigos, e em três continentes distintos – Gália, África e Síria. Por exemplo, “o nó formado pela desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; aquilo que a Virgem Eva atou pela incredulidade, a Virgem Maria desatou pela fé”. De novo, “A Virgem Maria tornou-se Advogada (Paráclita) da Virgem Eva, e assim como a humanidade foi submetida à morte através de uma Virgem, através de uma Virgem pode ser salva, sendo o equilíbrio preservado, a desobediência de uma Virgem pela obediência de uma Virgem” (Santo Irineu, Hæer. v. 19). De novo, “Como Eva, tornando-se desobediente, tornou-se a causa de sua própria morte e da de toda a humanidadeassim também Maria, trazendo o Homem predestinado, e ainda Virgem, sendo obediente, tornou-se a CAUSA DE SALVAÇÃO tanto para si mesma como para toda a humanidade”. Novamente, “Eva sendo uma Virgem, e incorrupta, gerou desobediência e morte, mas Maria a Virgem, recebendo fé e alegria quando o Anjo Gabriel a evangelizou, respondeu, ‘Faça-se em mim’”, etc. De novo, “O que Eva fracassou por não crer, Maria crendo encobriu”.

1. Agora, podemos nos recusar a ver que, segundo estes Padres, os mais antigos dos antigos, Maria era uma mulher típica como Eva, que ambas foram dotadas de especiais dons da graça, e que Maria venceu onde Eva fracassou?

2. Ademais, que luz eles lançam sobre a doutrina de Santo Afonso, da qual se faz às vezes um discurso, o das duas escadas. Vê-se que, segundo os mais antigos Padres, Maria desfaz o que Eva havia feito; a humanidade é salva através de uma Virgem, a obediência de Maria torna-se causa de salvação para toda a humanidade. E mais, o modo distinto pelo qual Maria faz isto é enfatizado quando ela é chamada Advogada pelos antigos Padres. A palavra é usada para nosso Senhor e para o Espírito Santo – para nosso Senhor, quando intercede por nós em Sua própria Pessoa; para o Espírito Santo, quando intercede nos Santos. Este é a via branca, enquanto a via especial de nosso Senhor é a via vermelha, isto é, a de seu Sacrifício expiatório.

3. E ainda mais, que luzes estas passagens lançam em dois textos da Escritura. Nossa leitura é: “Ela vos esmagará a cabeça”. Agora, apenas este fato de nossa leitura, “Ela esmagará”, tem algum peso, por que razão não seria nossa leitura a correta? Mas faça a comparação de Escritura com Escritura, e veja como a coisa toda se vincula quando nós a interpretamos. Uma guerra entre a mulher e a serpente é narrada no Gênesis. Quem é a serpente? A Escritura não diz em nenhum lugar até o capítulo doze do Apocalipse. Lá enfim, pela primeira vez, a “Serpente” é interpretada para significar o Espírito Mau. Agora, como ele é apresentado? Ora, novamente pela visão de uma Mulher, inimiga dele – e assim como na primeira visão do Gênesis a Mulher tem uma “descendência”, aqui tem um “Filho”. Podemos ajudar dizendo, então, que a Mulher é Maria no terceiro capítulo de Gênesis? E neste caso, e nossa leitura está correta, a primeira profecia dada contrasta a Segunda Mulher com a Primeira – Maria com Eva, exatamente como São Justino, Santo Irineu e Tertuliano fazem.

4. Além do mais, veja a relação direta disto com a Imaculada Conceição. Houve guerra entre a mulher e a serpente. Isto é mais enfaticamente realizado se ela nada tem nada a ver com o pecado – porque, na medida em que alguém peca, ele tem uma aliança com o Maligno.

IV

Agora quero que seja observado por que razão cito, deste modo, os Padres e a Escritura. Não para provar a doutrina, mas para desvencilhá-la de qualquer monstruosa improbabilidade que poderia tornar uma pessoa escrupulosa em aceitá-la quando a Igreja a declara. Um protestante poderia dizer: “Oh, eu realmente nunca, nunca poderei aceitar tal doutrina das mãos da Igreja, eu preferiria milhares, milhares de vezes constatar que a Igreja falou falsamente a que esta doutrina terrível fosse verdadeira”. Agora, meu bom homem, POR QUÊ? Não caia em tal espantosa agitação, como um cavalo envergonhado de não sabe o quê. Considere o que eu disse. É, de alguma maneira, certamentecertamente contrário à Escritura? É certamente contrário aos primitivos Padres? É certamente idolátrico? Não posso deixar de sorrir na medida em que faço as perguntas. Ou melhor, não deve alguma coisa ser dita a favor dela a partir da razão, da piedade, da antiguidade do texto inspirado? Você pode não ver razão alguma para acreditar na voz da Igreja; você pode não ter ainda chegado à fé nela – mas de que maneira esta doutrina poderia balançarpossa ser de Deus, está além do que sou capaz de compreender. Muitas, muitas doutrinas são mais difíceis do que a Imaculada Conceição. A doutrina do Pecado Original é infinitamente mais difícil. Maria simplesmente não tem esta dificuldade. Não é difícil acreditar que a alma esteja unida à carne sem o pecado original; o grande mistério é que alguns, milhões em milhões, nasceram com ele. Nossa doutrina sobre Maria é tão somente menos difícil que nossa doutrina sobre o estado da humanidade em geral. irracional? É sua fé nela, se você tem fé, ou levá-lo ao mais-ou-menos se você começa a considerar que ela

Digo-o com clareza – pode haver muitas escusas no último dia, boas e más, para não ser católico; uma não posso conceber: “Ó Senhor, a doutrina da Imaculada Conceição era tão prejudicial à Vossa graça, tão inconsistente com Vossa Paixão, tão oposta a Vossas palavras no Gênesis e no Apocalipse, tão diferente do ensinamento dos Vossos primeiros Santos e Mártires, que me deu o direito de rejeitá-la com todos os riscos, e à Vossa Igreja por ensiná-la. É uma doutrina sobre a qual meu juízo privado está plenamente justificado em oposição ao juízo da Igreja. E esta é minha alegação por ter vivido e morrido como protestante”.

Fonte: The Anglo-Catholic

domingo, 5 de setembro de 2021

Testemunho de Priscila Goes

 



Eu fui fruto de um duplo adultério, um plano de aborto foi gerado por isto e muito medo das consequências. Minha mãe e eu fomos vítimas de violência doméstica durante os nove meses de gestação. Quando nasci, fiquei três dias sem encostar nela, pois ela estava com uma espécie de urticária, quando voltamos para a nossa casa, fomos surpreendidas por um arrombamento desta, com o forte barulho, assustei-me muito e desmaiei, minha tia que cuidava de nós tirou-me do berço desmaiada e colocou-me debaixo do chuveiro frio para eu reagir, após isto comecei a ter crises que médico algum conseguia descobrir do que se tratava, até que com 11 meses um desses revelou que se tratava de síndrome traumática por causa das violências sofridas. Ainda criança, fui raptada e abusada sexualmente. Na adolescência sofri bullying por ser uma menina bruta e inconstante, posteriormente, fui diagnosticada com transtorno de humor.

O homem que eu acreditava ser meu pai faleceu e depois de três anos descobri que ele não era meu pai biológico, então conheci o meu verdadeiro pai que não pôde me assumir como filha por conta de sua família e filhos, eles não sabiam da minha existência.
Eu cresci em um bairro periférico na minha cidade, onde a maioria dos usuários de droga moravam, então quando eu dizia que era de tal bairro, as pessoas me olhavam torto e as mães das minhas colegas proibiam-nas de andar comigo e de visitar minha casa.
O tempo foi passando e eu me tornei uma jovem deprimida, chorava todos os dias, e as pessoas costumavam me chamar de “chata”, “insuportável”, então quase não tinha amigos. Eu buscava a figura do meu pai nos rapazes, então as relações nunca davam certo, por causa desta carência. Então, decidi que iria estudar, fui morar na capital e comecei a vender doces na faculdade para poder pagar as contas, quando ocorreu outra espécie de assédio moral, o doce mais vendido era o alfajor, então este era o meu apelido na sala, meus colegas pirraçavam sem dó. Mas não desisti, consegui um estágio e perseverei até me formar. Após isto, meu pai e eu nos reaproximamos, pois ele precisou se hospedar na minha casa por questões de doença, então ele pôde conhecer a minha essência e a reconheceu.
Na faculdade, sempre fui uma boa aluna e ao me formar, continuei como voluntária no estágio, após finalizar a especialização, a instituição me convidou para ensinar em um curso da pós-graduação lato sensu. Neste período, comecei a escrever meu primeiro livro (Caderninho e outros contos) e a dar palestras em outras faculdades. Houve um concurso de melhor trabalho de conclusão de curso, no qual me inscrevi e ganhei o prêmio em primeiro lugar. Comecei a acreditar que Deus tinha planos para mim. Embora ainda sofresse de depressão e tivesse tentado suicídio algumas vezes, continuei perseverando.
No ano seguinte, decidi abrir uma editora, muitas pessoas zombaram de mim, chamando-me de “louca e sonhadora”, mas pesquisei, estudei e abri a editora, publicando o segundo livro, que foi meu TCC “Quarto de despejo: autoficção e o mito do escritor”, que conta a história de Carolina de Jesus, ex catadora de papel. Neste mesmo ano, fui a São Paulo, no museu Afro, conhecer os escritos originais desta escritora. Mais uma vez, pude sentir que Deus tinha planos para mim.
Comecei a divulgar a editora e escritores de Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Salvador... começaram a me contratar para publicar seus livros. Então, as mesmas pessoas que me criticaram, passaram a dizer “Deus puxa seu saco, você está sendo honrada”.
Decidi que faria seleção para mestrado, fiz e passei em 6* lugar. Por questões da depressão, não consegui fazer e precisei ir embora da capital que morava e voltei para o interior onde cresci. Tive uma crise terrível, na qual perdi totalmente a razão, não conseguia raciocinar claramente, várias pessoas da igreja começaram a orar por mim, iam até meu quarto na casa de minha mãe e erguiam a voz em oração, até que eu consegui me reerguer.
Fui convidada para ensinar em outra faculdade, no interior, onde comecei com uma disciplina, no primeiro semestre. No segundo semestre, já estava com duas disciplinas, no terceiro semestre, com as duas e na organização de um projeto de escrita e leitura com mais dois colegas.
Tornei-me autônoma de mim mesma novamente, fui morar sozinha em um apartamento no centro da cidade, comprei meu primeiro carro, continuei editando novos livros, lancei a versão inglesa do meu segundo livro, um terceiro sobre depressão e universidade na modernidade líquida, e meu primeiro romance “O piano e a noite”. Para completar a boa obra, Deus me concedeu o quarto lugar em um Doutorado fora do Brasil, um lar na residência universitária da instituição e meus empregadores manterem meu trabalho de forma remota, para fazer o que mais amo e nasci para fazer: ensinar.

Hoje, olhando para tudo isto, concluo que, sim, Deus tem planos para mim. Eu O digo: Eis-me aqui, Pai, envia-me a mim. Deus chama as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. Deus é Deus de dupla honra! Tão somente creiamos e sejamos fortes e corajosos! “Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis o dobro e tereis perpétua alegria”.(Isaías 61:7).


Retirado de:

https://www.youtube.com/watch?v=B435eLTr-2k