quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Jejum e Abstinência

Qual a Diferença de Jejum e Abstinência e quando e como fazer?

Muitas pessoas quando chega na Quaresma tem dúvidas de como fazer o Jejum e a Abstinência e, por vezes, acabam confundindo as duas coisas achando que são iguais.

O Código de Direito Canônico ensina que:

"cân. 1251 - Observe-se a ABSTINÊNCIA de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a ABSTINÊNCIA E O JEJUM na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo."

No Brasil, a CNBB, por delegação expressa da Santa Sé mediante o cânon aludido, concedeu a faculdade ao fiel de, nas sextas-feiras do ano, inclusive durante a Quaresma, substituir a abstinência de carne por "alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade." (Legislação Complementar da CNBB)

Assim, salvo a abstinência da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-feira Santa (que devem ser observadas juntamente com o jejum: não basta "não comer carne", é preciso comer só uma refeição completa!), as demais, no Brasil, podem ser substituídas por outro tipo de mortificação ou penitência: renúncia a outro alimento, determinadas orações, atos de piedade ou caridade etc."
Quem está obrigado a Abstinência de Carne?

Todo católico que tiver quatorze anos completos até o final da vida, conforme dita a regra do Can 1252.

O jejum é diverso da abstinência.

O jejum na Igreja Católica é obrigatório na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Fora esses dias, o católico pode fazer jejum quando quiser e achar necessário.
O que é o Jejum?

O jejum é deixar de fazer uma refeição no dia (almoço ou jantar), acontece assim: você toma o café da manhã, normalmente, e escolhe uma das duas refeições para fazer somente um lanchinho básico. Nesse dia não pode comer doce, bolachas, lanche entre as refeições, belisca,r refrigerante, cerveja, etc.
Quais os tipos de Jejum?

Decidido a fazer o jejum decide-se qual jejum irá fazer, há vários tipos de jejum:

a) o da Igreja;
b) o jejum a pão e água (não se deve comer o pão e tomar a água junto);
c) o jejum de líquidos; e
d) o jejum completo, que não se come ou bebe nada, esses jejuns normalmente, terminam no final do dia (após às 16hs).
Quem pode fazer o Jejum?

Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. Todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem.
Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir.

Como é o Jejum recomendado pela Igreja?

Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.
O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.
Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.

Qual a essência do Jejum?

O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha".
Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.


Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum.
Quem está obrigado a fazer o Jejum?

Todo católico maior de idade (a partir dos 18 anos) até os sessenta anos começados (cinquenta e nove completos) conforme dita o cân 1252.
Cân 1252 - Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência em razão da pouca idade.

Veja outros tipos de Jejum: Pão e Água; Líquidos e Completo

Resumindo:

Abstinência - o fiel católico a partir dos 14 anos de idade deve abster-se de comer carne (e seus derivados) na Quarta-feira de Cinzas, na Sexta-feira Santa (da Paixão) e em todas as sextas-feiras do ano (salvo se for dia de solenidade);

Jejum - o fiel católico a partir dos 18 anos até os 59 anos deve deixar de fazer uma refeição no dia - devendo ser o almoço ou o jantar (nunca o café da manhã), na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão.

Assim, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão todo católico deve: abster-se de comer carne e seus derivados E fazer jejum.

Jejuar e abster-se de carne

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"O FILHO DO HOMEM SERÁ TRAÍDO"












Fora da cidade de Jerusalém, ao noroeste, pertinho das muralhas, erguiam-se defronte um do outro dois cabeços rochosos, dois montículos de quatro a cinco metros de altura, separados por estreito valado de vinte e cinco metros de largura aproximadamente, coberto de oliveiras, de figueiras e de jardins. O montículo mais próximo do baluarte rematava num cume em forma de crânio arredondado, nu, bravio; era aí que se executavam os condenados à morte. Chamava-se a esse cume desolado o Calvário; pertencia à cidade.
Em frente mesmo desse Calvário, o montículo que emergia dos jardins e das árvores, do outro lado do valado, havia, talhado numa rocha viva dos flancos, um túmulo composto, consoante o uso, dum átrio no fundo do qual se abria um vão muito baixo que dava para uma pequena câmara sepulcral, ocupada na metade da largura por um banco rochoso onde se depunha o corpo amortalhado e aromatizado; pertencia este túmulo, bem como os jardins contíguos, a um certo José de Arimatéa.
Foi nesse espaço estreito, no meio desses jardins, perto daquelas muralhas de Jerusalém onde se abria a Porta Judiciária, foi naquele cimo nu, arredondado como um crânio, foi nesse sepulcro, que em três dias se verificaram os dois maiores acontecimentos que jamais se poderão desenrolar na humanidade: a Morte e a Ressurreição do Cristo.
Na vida do Filho do Homem tudo deve confinar com esses dois cimos sagrados. Muito havia que Deus, cuja Providência se estende da minúcia ao conjunto, preparara esse cenário de um drama sangrento e glorioso. Aqueles dois bruscos lances de rochas no meio da planície, de há muito os olhava Deus como o lugar terrível e bendito onde
haveria de esquecer, ante o Sangue que devia inundar o primeiro e a glória que devia resplandecer do segundo, todo o Seu furor, as longas iniquidades dos homens e as funestas conseqüências da desobediência de Adão.
Nos seus passeios ao redor da cidade, nas caminhadas por aquela planície, Jesus, rodeado dos discípulos, devia ter muitas vezes passado perto daquela rocha selvagem do Gólgota. Com que olhar devia fixá-la? “Eu vo-lo digo: tudo quanto os profetas anunciaram vai cumprir-se. O Filho do Homem será traído, entregue aos gentios,
cuspido, flagelado e crucificado”. E os olhos se lhe pousavam sobre o cimo do Calvário; mas “ressuscitará ao terceiro dia”, e através das árvores que o circundavam com o seu pálido emaranhado de folhagens de oliveiras, divisava o túmulo, a pedra vitoriosamente
abatida e Ele a surgir na luz esplendida das auroras.
Per crucem ad lucem: era pela Cruz que Ele devia chegar à glória.
O Calvário permanecerá, pois, para Ele, durante a vida mortal, como o ponto culminante de toda a Sua existência. Nascera para subi-lo, e subi-lo como Vítima. Porque Jesus é antes tudo Vítima Expiatória: Ele o sabe, Ele o sente, Ele o quis, e Seu Pai O encara primeiramente como tal.
É o primeiro papel do Cristo, a Sua primeira razão de ser: satisfazer a Justiça de Deus, reparar o ultraje feito a Deus, salvar a honra de Deus; quase se poderia dizer que a salvação dos homens vem depois; além do que, o Pai bem entende primeiramente de satisfazer a Sua Justiça tremenda, e Jesus terá de “pagar inteirinha a dívida sem
remissão e sem misericórdia” (Bossuet, Segundo Sermão sobre a Paixão).

Durante mais de 4000 anos preparar-se-á esta suprema expiação. Como nessas tempestades que se formam lentamente, em que há primeiro nuvens sombrias, clarões aterradores e regougos longínquos, as cóleras divinas se amontoam de século em século
através da humanidade culpada.
Por vezes o braço de Deus sai como um relâmpago e traça a grandes traços, bruscos e rápidos, um esboço do Seu furor. Conta Ele acabar mais tarde: a princípio são simples bosquejos trágicos ou sangrentos até nos animais. Assim a vaca avermelhada que imolavam pelo povo no Monte das Oliveiras, em frente ao Templo; assim aquele bode
impuro de testa carregada de borlas e fitas vermelhas – o vermelho era a cor do pecado – que enxotavam para o deserto através do Vale do Cedron, porque estava coberto das iniqüidades de todos. Assim ainda aquele cordeiro que degolam todas as tardes no Templo pelas três horas.
Depois, o desígnio firma-se sobre homens; assim Isaac, o filho único, querido, em quem repousam as longas esperanças de seu pai; levam-no à montanha, e esta montanha é tão perto do Calvário!... É a rocha de Moriah, onde devia edificar-se o Templo. Ele próprio carrega a lenha do sacrifício, e é o pai quem o vai imolar: que lúgubre quadro!
É ainda Jó, caindo do pleno poderio à miséria de um monturo, à porta da sua cidade ou de sua casa!
Jonas, que atiram ao mar, de quem os homens se desvencilham como de um peso que atiça a cólera divina...

E no meio dessas figuras trágicas são exclamações que parece indicarem uma cólera opressiva.
Maledictus a Deo est qui pendet in lingno (Deut 21, 23): maldito o que pende da cruz!
Ó Deus! Que querem dizer estes enigmas?
Vimo-lo, vimo-lo, exclama súbito e mais abertamente Isaías, é um leproso, um desamparado, um abandonado, não se lhe pode olhar, é um verme da terra, um fustigado de Deus (Isaías 53, 4).
E este clamor gela de espanto quantos o ouvem.
Afinal, cumpriram-se os tempos: eis a Vítima real e esperada. O Cristo nasceu!
Que cioso cuidado põe Deus em conservá-lo antes que suba ao Calvário! Há a preparação remota: é como um envolvimento progressivo da Justiça irritada.
Nasce Ele: uma manjedoura de animais Lhe serve de berço; uma gruta fria, durante a noite, é-Lhe o primeiro teto; depois o exílio, a perseguição, o olvido; depois o trabalho necessário para comer o pão quotidiano. O suor da oficina, o penoso labor do carpinteiro. E depois são os outros e esfalfantes labores do apostolado.
Tudo é já instrumento de vingança nas mãos de Deus: a poeira das estradas, as tempestades do lago, a fome, a sede no deserto de Jericó durante quarenta dias, a fadiga no poço de Jacó. Há, sim, milagres que esplendem: são as flores com que Deus coroa a Vítima.

Eis aqui com efeito o derradeiro triunfo: passeiam regiamente essa Vítima de Bethfagé a Jerusalém, onde Ela entra pela Porta Dourada: Hosannah Filio David!
Então está tudo pronto para a rude ascensão do Calvário.
Instrumentos do suplício: desde os de primeira escolha, como Judas, Herodes, Caifás e Pilatos, até os de baixo estofo, como a mão de um criado, o escarro de um soldado.
Torturas do Coração: pulverização da honra, esmagamento do ser humano, nada é esquecido; todas as criaturas são convocadas para aí trabalharem, cada uma à sua hora.
Por fim, é a última, a áspera subida do Gólgota.
E por sobre aquele cume, o meigo, o sangrento semblante do Senhor, a erguer olhos súplices para o alto e podendo dizer com a certeza de ser atendido:
Pater, dimitte illis.
Meu Deus, perdoai-lhes. Eis todo o drama da Paixão.
Eu vou seguir, ó Jesus, passo a passo a Vossa esteira sangrenta até esse alto cimo. Quero tocar cada um dos instrumentos de suplício que Vós a ele encaminharam.

Quero pesar cada uma das torturas que Vos trituraram o Coração; e, quando, chegado ao termo dessa estrada real e dolorosa, eu vir inclinar-se sobre mim o semblante do Senhor, levarei estampada essa doce e essa sangrenta imagem.
Marcada deste cunho divino, a minha vida se transmudará, eu não olharei mais a terra, subirei mais alto que o Calvário... lá onde os Vossos olhos moribundos procuravam e achavam a glória satisfeita do Pai.
Deus, respice in faciem Christi tui (Sl 43, 10). Respice in me et miserere mei (Sl 24,16).
Meu Deus, olhai primeiro o semblante do Senhor, Vosso Cristo... e depois, olhai mais abaixo e dignai-Vos compadecer-Vos de mim. Assim seja.






A SUBIDA
DO
CALVÁRIO

Pelo
Padre Luís Perroy. S. J.
Editora Vozes
1957














domingo, 10 de fevereiro de 2013

"O DESAFIO DE CRISTO"

Avançar, aventurar-se em "águas mais profundas": eis o provocante desafio de Cristo a Pedro. Não só a Pedro, mas também a todos os apóstolos e a todos os cristãos de ontem e de hoje. É justamente lá nas águas mais profundas, que nadam os peixes graúdos e a pescaria está garantida.
Acredito que tal desafio jamais caiu tão oportunamente para nós como neste tempo. Pois chegou a hora de levarmos a palavra de Deus também aos lugares mais complicados, como parlamentos, universidades e os templos do rei dinheiro.
Em outras palavras, chegou a hora de evangelizar a política e os políticos, evangelizar a cultura e os intelectuais, evangelizar a mídia e os comunicadores, evangelizar a riqueza e os ricos.
Sabemos que isso, de um lado, pode ser visto como ganho ingênuo. De outro, pode ser interpretado como gesto temerário. Gesto de alguém que quer cutucar o leão  com vara curta.
Mas é que, querendo ou não, temos de admitir que já não basta evangelizar apenas o que já esta evangelizado, semear só lá onde a semente já foi jogada, proclamar a palavra de Deus tão somente lá onde ela já é conhecida de cor.
Temos de nos aventurar nas águas mais profundas "nunca dantes navegadas", onde têm origem os pilares da sociedade: cultura, política, mídia e riqueza. Fazer que elas percam sua conotação de dominadoras e opressoras dos cidadãos e adquiram o sabor evangélico do serviço, da partilha fraterna e da promoção humana.
Que o desafio a nós lançado por Cristo seja difícil, ninguém pode negar. Bem que ele mesmo poderia abrir uma brecha naquelas portas sempre fechadas, se não fosse o fato de que Jesus não costuma arrombar portas: prefere que lhe abram do lado de dentro. Quer dizer que cabe a nós criar coragem e desafiar as águas profundas onde a riqueza mora. E fazer que ela adquira um semblante mais humano e cristão.

Comentário do Pe. Virgílio, ssp sobre o Evangelho deste Domingo, 10/02/2013.

"VENCEDORES DO SELO DOMINUS VOBISCUM 2012-2013


Antes tarde do que nunca. infelizmente por uma série de motivos inerentes a minha vontade, não pude realizar a entrega do Selo Dominus Vobiscum como de costume. Casamento, mudança, faculdade e uma série de outras situações acabaram dificultando a minha vida. Mas a boa notícia é que o selo está sendo entregue hoje a 29 blogs, que com sua luta costumeira hoje são presenteados com este selo.
A ideia deste “prêmio” surgiu quando percebi a luta que é manter um blog católico. Blogueiro não ganha dinheiro, gasta tempo, estuda, escreve, edita, posta, divulga seu trabalho e muitas vezes não é reconhecido. Este selo quer servir de incetivo para estes “heróis” da evangelização que fazem de tudo para levar a palavra de Deus pela rede.
De fato não sabemos aonde ou a quem nossos posts irão chegar, mas nestes cinco anos de blog tenho certeza que muitos dos textos que escrevi serviram de apoio para muita gente. Vez em quando chegam testemunhos falando do bem que o Dominus Vobiscum lhes fez. E se é assim comigo, certamente deve acontecer algo semelhante com cada blogueiro católico que deve ter muitos testemunhos para contar.
Este ano não pude fazer o selo personalizado como no ano passado, por isso peço perdão. Mas mesmo sem a “personalização” este selo tem a intenção de dizer que nós do Dominus Vobiscum ratificamos o seu trabalho e por isso nossos leitores quando acessarem o seu blog, saberão que estamos em sintonia.
Este ano se não me engano, o Selo Dominus Vobiscum teve recorde de participação. Ano que vem em novembro, retornaremos com mais uma edição. Abaixo a lista dos vencedores!
Ps.: Caso seu blog tenha recebido o prêmio, favor colocar nosso link anexado ao mesmo!
VENCEDORES DO SELO DOMINUS VOBISCUM 2012 – 2013
1. As Margaridas de Inverno
http://deniselandimsh.blogspot.com.br
2. Grupo de Resgate Anjos de Adoração
http://anjosdeadoracao.blogspot.com
4. Juventude Goretiana
http://www.juventudegoretiana.com
5. Música e Fé
http://www.musicaefe.com.br
6. Ministério Universidades Renovadas – RCC/MT
http://www.murmt.blogspot.com
7. Formando e informando Católicos
http://formandoeinformandocatolicos.blogspot.com.br/
12. Paróquia Divino Espírito Santo
http://www.divinojatiuca.blogspot.com.br/
13. Mundo Alegrai-vos
http://www.mundoalegraivos.com/
14. O Senhor te dê a paz
http://osenhortedeapaz.blogspot.com.br/
17. Blog da Paróquia Santa Isabel
http://blogsantaisabel.wordpress.com/
18. Blog católico do Leniéverson
http://lennyjornalistacatolico.blogspot.com.br/
21. Fé Católica de Sempre
http://fecatolicadesempre.wordpress.com/
22. Jovens Revolucionários
http://dominnus.wordpress.com/
23. O amor sobrevive de intervalos
http://polyanazavariz.blogspot.com.br/
24. Paróquia Nossa senhora do Perpétuo Socorro
http://www.pnsps.com.br/
25. Sacrifício Vivo e Santo
http://sacrificiovivoesanto.wordpress.com/
26. Deus é maior
http://deusemaior.com.br/
27. Filhos espirituais do Padre Pio
http://filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br/
29. O andarilho

http://domvob.wordpress.com/2013/02/08/vencedores-do-selo-dominus-vobiscum-2012-2013/

sábado, 9 de fevereiro de 2013

SELO DOMINUS VOBISCUM 2012-2013

OBRIGADO A TODOS, ACABAMOS DE CONQUISTAR O SELO DOMINUS VOBISCUM, UM SELO QUE NOS DÁ A AUTENTICIDADE NO NOSSO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS.
FONTE: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"SOBRE SÃO JERÔNIMO EMILIANI"

São Jerônimo Emiliani (o Miani) nasceu em Veneza, em 1486. Na sua infância, ficou órfão de pai, e foi sabiamente educado na fé cristã pela sua mãe, Dionora Morosini, mulher de sentimentos muito elevados. Em 1506, entrou na vida pública, dedicando-se sobretudo ao exercício das armas. Passou a ser soldado da Sereníssima República, e em 1511 foi enviado como Governador regente à fortaleza de Castelnuevo de Quero, situada à beira do Piave.
No Santuário da "Madonna Grande", em Treviso, Jerônimo prometeu solenemente entregar-se totalmente ao serviço de Deus e do próximo. Ao voltar a Veneza, distribuiu seu patrimônio entre os pobres e se asociou à Compañía do Divino Amor, que se dedicava particularmente à assistência dos doentes "incuráveis". Também ele contraiu, nesse serviço, uma doença grave, que conseguiu superar graças à sua fortaleza, e com novas energias voltou ao serviço da caridade.
Guiado por seu coração, muito sensível à miséria humana, abriu para os doentes uma casa próxima da Igreja de São Basílio e outra perto da Igreja de São Roque, em Veneza. Aos órfãos, o Santo ensinava os primeiros elementos do saber e ao mesmo tempo as noções fundamentais da fé cristã. Além disso, procurava que aprendessem um ofício, para que puedessem passar a formar parte da sociedade, como elementos vivos e ativos, aptos para desenvolver com dignidade a sua personalidade humana e cristã. Fundou e assistiu muitos orfanatos em toda a Itália, e também em algumas regiões fora da península.
Quando o Santo se percatou de que a sua saúde estava enfraquecendo, e que tinha que deixar as suas andanças apostólicas de caridade, escolheu como morada predileta o pequeno povoado de Somasca, perto de Lecco. Nesse lugar, seu ardente fervor espiritual podia contar com a solidão, a oração e a meditação. Morreu santamente ao amanhecer do dia 8 de fevereiro de 1537, com 51 anos de idade, vítima da sua própria caridade. Beatificado em 1747, foi proclamado Santo no ano de 1767. O Papa Pio XI o proclamou "Patrono Universal dos órfãos e da juventude abandonada". Sua festa é celebrada anualmente no dia 8 de fevereiro, dia do seu trânsito ao céu.

FONTE: http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=211