quinta-feira, 19 de junho de 2014

O que é Corpus Christi?

Corpus Christi significa Corpo de Cristo. É uma festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.

O Corpus Christi não é feriado nacional, tendo sido classificado pelo governo federal como ponto facultativo. Isso significa que a entidade patronal é que define se os funcionários trabalham ou não nesse dia, não sendo obrigados a dar-lhes o dia de folga.

Durante esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo Bispo, ou pelo pároco da Igreja, o Santíssimo Sacramento que é acompanhada por multidões de fiéis em cada cidade brasileira. Em 2013, o Corpus Christi foi celebrado no dia 30 de Maio.

A tradição de enfeitar as ruas começou pela cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. A procissão pelas vias públicas, é uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo Diocesano que tome as providências para que ocorra toda a celebração, para testemunhar a adoração e veneração para com a Santíssima Eucaristia.

A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

http://www.significados.com.br/corpus-christi/

segunda-feira, 16 de junho de 2014

«Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau»

Comentário do dia: São Cesário de Arles (470-543), monge, Bispo
Sermões ao povo, n º 23, 4-5, inspirados em Santo Agostinho; SC 243

«Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau»

«Se alguém observar toda a lei, e faltar em um só ponto, faz-se réu de ter violado todos eles» (Tg 2:10). O que é este único preceito, senão o verdadeiro amor, a caridade perfeita? Foi dela que o apóstolo Paulo também disse: «Toda a lei se encerra neste preceito: amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Gal 5,14). […]

Porque a verdadeira caridade é paciente na adversidade e comedida na prosperidade; é forte no sofrimento doloroso, alegre nas boas obras, perfeitamente segura na tentação; é suave com os verdadeiros irmãos e paciente com os falsos; é inocente nas armadilhas; chora na maldade; respira na verdade. É pura em Susana casada, em Ana viúva, em Maria virgem (Dan 13,1ss; Lc 2,36). É humilde na obediência de Pedro e livre na argumentação de Paulo. É humana no testemunho dos cristãos, divina no perdão de Cristo. Porque a verdadeira caridade, queridos irmãos, é a alma de todas as Escrituras, a força da profecia, a moldura do conhecimento, o fruto da fé, a riqueza dos pobres, a vida dos moribundos. Conservai-a pois com fidelidade; amai-a com todo o vosso coração e com toda a força do vosso entendimento (cf Mc 12,30).

http://www.arautos.org/evangelho.html?id=273

domingo, 15 de junho de 2014


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Comunidade de amor

Um é nosso Deus, em três pessoas que amam plenamente e formam a comunidade perfeita. É este mistério que adoramos e celebramos na solenidade da Santíssima Trindade.
São João Damasceno comparou a Santíssima Trindade com uma brincadeira de roda de crianças. Nesta brincadeira de roda de crianças. Nesta brincadeira ou dança (em grego se diz "pericorese"), uma criança fica no meio, enquanto as outras giram. A certo momento, a criança que está no meio sai e entra outra. Assim com Deus: as três pessoas estão sempre em relação, uma não existe sem a outra, apesar de uma delas estar sempre em evidência. Nesta "brincadeira de roda", Deus olha para a humanidade e transborda de amor por ela.
Contemplar e adorar a Deus nos leva ao agradecimento e ao compromisso.
Nosso Deus é o Deus que se relaciona e ama. Ama sua criação e, sobretudo, o ser humano que criou à sua imagem e semelhança. Nunca nos abandonou nem nos abandonará. Pelo contrário: por amor, o Pai entregou o próprio Filho, para nos mostrar o caminho e se fazer ele mesmo o caminho verdadeiro para a vida sem fim. Na força animadora de seu Espírito, por graça divina, podemos crer num Deus que se revela amor amando concretamente, perdoando, trazendo de volta à dignidade de filhos. Ele não é o Deus que condena. É o Deus que ama, pois quem ama não condena, mas vai ao encontro para abraçar e acolher.
Nosso Deus, portanto, não é uma ideia vaga. É comunhão de amor que se revela concretamente. Contemplar e adorar esse mistério é algo exigente, pois a experiência pessoal de Deus nos leva necessariamente ao outro, ao compromisso com a construção de comunidades  de irmãos e irmãs que se amam como nosso Deus ama. Se não fosse assim, nossa religião seria apenas uma espiritualidade vazia e estéril.
A Trindade nos convida a participar de seu amor. Construindo e vivendo relações fraternas, entramos, de algum modo, na grande "dança do amor" de Deus.

Paulo Bazaglia, ssp sobre o Evangelho deste domingo 15-06-2014