segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Carta de Jesus para você: da minha cruz à sua solidão

Eu escrevo da minha cruz à sua solidão. A você, que tantas vezes olhou para mim sem me ver e me ouviu sem me escutar. A você, que tantas vezes prometeu me seguir de perto e, sem saber por quê, se distanciou das pegadas que lhe deixei no mundo para que você não se perdesse.
A você, que nem sempre acredita que estou ao seu lado, que me procura sem me achar e às vezes perde a esperança em me encontrar. A você, que de vez em quando pensa que eu sou apenas uma lembrança e não compreende que estou vivo.
Eu sou o começo e o fim; sou o caminho para você não se desviar, a verdade para que você não erre, e a vida para que você não morra. Meu tema favorito é oamor, que foi minha razão para viver e para morrer.
Eu fui livre até o fim; tive um ideal claro e o defendi com o meu sangue para salvar você. Fui mestre e servidor, sou sensível à amizade e há muito tempo espero pela sua.
Ninguém como eu conhece sua alma, seus pensamentos, seu proceder, e sei muito bem quão grande é o seu valor. Sei que talvez sua vida pareça pobre aos olhos do mundo, mas sei também que você tem muito para dar, e tenho certeza de que, dentro do seu coração, há um tesouro escondido: conheça-se e então você reservará um lugar para mim.
Se você soubesse quanto tempo faz que bato à porta do seu coração e não recebo resposta! Às vezes sofro quando você me ignora e me condena, como Pilatos; também sofro quando você me nega, como Pedro; e quando me trai, como Judas.
Hoje, eu lhe peço que se una à minha dor, que carregue sua pequenacruz junto à minha. Peço-lhe paciência com relação aos seus inimigos, amor ao seu cônjuge, responsabilidade com seus filhos, tolerância com os idosos, compreensão com seus irmãos, compaixão pelo que sofre, serviço com todos, assim como eu vivi e lhe ensinei.
Eu não gostaria de voltar a vê-lo egoísta, rebelde, inconformado, pessimista. Gostaria que sua vida fosse alegre, sempre jovem e cristã. Cada vez que você desanimar, procure-me e me encontrará; cada vez que você se sentir cansado, converse comigo, conte-me seus problemas.
Cada vez que você achar que não serve para nada, não se deprima, não se ache inferior, não se esqueça de que precisarei da sua pequenez para entrar na alma do seu próximo.
Cada vez que você se sentir sozinho na estrada, não se esqueça de que estou com você. Não se canse de me pedir, que eu não me cansarei de lhe dar; não se canse de me seguir, que eu não me cansarei de acompanhar você.
Nunca o deixarei sozinho.

Fonte: Aleteia

Papa Francisco: só belas pregações não bastam

Papa Francisco afirmou hoje que as belas pregações só servem se vêm acompanhadas da proximidade às pessoas.
Em sua homilia na missa em Santa Marta, o Papa comentou o Evangelho do dia, que fala de Jesus que se aproxima de um cortejo fúnebre: uma viúva de Naim perdeu seu único filho.
O Senhor realiza o milagre de trazer à vida o jovem – explicou oPapa –, mas faz muito mais: ele está próximo. “Deus, dizem as pessoas, visitou o seu povo”. Quando Deus visita “há algo a mais, há algo de novo”, “quer dizer que a sua presença está especialmente ali”. Jesus está próximo.
“Estava próximo do povo. Deus está próximo e é capaz de entender o coração das pessoas, o coração do seu povo. Então o Senhor vê aquele cortejo, e se aproxima. Deus visita o seu povo, em meio a seu povo, e se aproxima. Proximidade: é o modo de Deus. Depois, há uma expressão que se repete na Bíblia, muitas vezes: ‘O Senhor, movido de grande compaixão’. A mesma compaixão que, diz o Evangelho, teve quando viu tantas pessoas como ovelhas sem pastor. Quando Deus visita o seu povo, Ele está próximo, Ele se aproxima e sente compaixão: comove-se”.
“O Senhor – continuou o Papa Francisco – ficou profundamente comovido, como tinha ficado diante do túmulo de Lázaro”. Assim como também ficou comovido o pai, “quando viu voltar para casa o filho pródigo”.
Proximidade e compaixão: assim o Senhor visita o seu povo. E quando nós queremos anunciar o Evangelho, levar adiante a Palavra de Jesus, o caminho é esse. O outro caminho é o dos mestres, dos pregadores do templo: os doutores da Lei, os escribas, os fariseus… Afastados do povo, falavam…bem: falavam bem. Ensinavam a Lei, bem. Mas afastados. E isto não era um olhar do Senhor: era outra coisa. O povo não sentia isso como uma graça, porque faltava a proximidade, faltava a compaixão, isto é, sofrer com o povo.”
“E tem outra palavra – sublinhou o Papa – que é própria de quando o Senhor visita o seu povo: ‘O morto se sentou e começou a falar, e ele – Jesus – o restituiu à sua mãe’”.
“Quando Deus visita o seu povo, restitui ao povo a esperança. Sempre. Pode-se pregar a Palavra de Deus brilhantemente: encontramos grandes pregadores na história. Mas se estes pregadores não conseguem semear a esperança, essa pregação não serve. É vaidade!”


http://www.bibliacatolica.com.br/blog/santa-se/papa-francisco-so-belas-pregacoes-nao-bastam/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+bibliacatolica+%28B%C3%ADblia+Cat%C3%B3lica+News%29#.VCApvvldVic

Praticando a bondade podemos vencer a maldade no mundo

O mal não se cansa de suas maldades. O único jeito de vencermos a maldade do mundo é com a bondade do nosso coração!
Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz” (Lucas 8, 16).
Amados irmãos e irmãs no Senhor, convido-os a refletirem sobre a riqueza da primeira leitura da liturgia de hoje, do Livro dos Provérbios. Hoje a Palavra nos chama a viver um amor generoso, no mais extremo sentido da palavra “generosidade”. Não recuse um favor a quem dele necessita, se você pode fazê-lo.
No mundo em que nós vivemos, estamos demasiadamente ocupados com nossas coisas, com nossas obrigações, tarefas e responsabilidades. Quanto mais nos ocupamos de todas elas, tanto mais ocupados estamos com nós mesmos e com nossas coisas. Raramente, se depender de nós, vai sobrar tempo para favorecer alguém, ajudar uma pessoa, sermos solícitos com a necessidade do próximo.
Deixe-me dizer uma coisa a você: não leve a vida de qualquer jeito, não leve a vida de qualquer forma! Não basta vivermos as virtudes da honestidade, cumprir bem nossas tarefas e obrigações, pois a generosidade é uma marca registrada de quem é discípulo de Jesus Cristo, de quem é filho de Deus!
Olhem quão generoso é o coração do nosso Deus, vejam como Ele é muito bom para conosco. Nós, como filhos d’Ele, precisamos olhar para o coração desse Deus e aprender com Ele a sermos também generosos uns com os outros! Quanta gente do nosso lado precisa desse ou daquele favor. Pode ser que pessoas abusaram da sua boa vontade, pode ser que você esteja cansado e diga: “Ah, eu já fui bom demais!”. Mas a bondade, que é de Deus, não se cansa! Entretanto, é verdade que nós também não precisamos ser bobos.
“Os outros se aproveitam de nós e, porque sabem que nós não dizemos “não”, fazemos tudo que os outros querem”. Não, não é dessa bondade que estou falando. Estou falando da generosidade, da bondade inteligente, que sabe ser bom quando é necessário. Sabe cuidar, dar atenção e fazer algo para ajudar o outro sem esperar dele nada em troca; sabe socorrer o necessitado; sabe realmente emprestar para quem merece algo emprestado; sabe ter discernimento na hora de fazer a caridade.
O que tenho a dizer para você e para o seu coração é que não se canse de fazer o bem! O mal não se cansa de suas maldades e o único jeito de vencermos a maldade do mundo é com a bondade do nosso coração! Sejamos generosos, vamos dar o melhor de nós para o outro e seremos a expressão, o rosto e a mão de Deus para o mundo, tão necessitado da presença de um Pai amoroso como é o Senhor.
Que o bom Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/praticando-a-bondade-podemos-vencer-a-maldade-no-mundo/

FAZER A VIDA AMÁVEL

Amor e paciência
Santo Tomás de Aquino, com muito poucas palavras, diz uma grande verdade: «Só o amor é causa da paciência» (Suma teológica, 2-2,q. 136,3).
O santo doutor tem presente o que escrevia São Paulo: A caridade – ou seja, o amor cristão – é paciente (1Cor 13,4).  Talvez você se lembre de que o Apóstolo, nesse capítulo treze da primeira carta aos Coríntios, enumera as qualidades do amor ao próximo, e menciona em primeiro lugar, encabeçando todas as outras, a paciência.
Isso ajuda-nos a compreender a importância da paciência no convívio. Sem ela, as outras manifestações do amor ao próximo podem ficar seriamente prejudicadas.
Imagine um pai muito sacrificado, trabalhador de qualidade, amante do lar e da vida em família, responsável pela formação espiritual e profissional dos filhos, mas que carece de paciência: é nervoso e impaciente, recrimina os atrasos, não tolera demoras, não sabe aguentar um filho que fala mais alto, ou esquece as coisas ou desobedece, não tolera que o contradigam e corrige agressivamente. Essa sua  impaciência acaba jogando uma nuvem de fumaça sobre as outras qualidades do seu amor, faz-lhes perder qualidade e, em boa parte, as estraga.
Nunca ouviu comentários como estes: “Minha mulher é uma santa, nada a reclamar, trabalha, cuida de tudo, não se poupa, é uma mãe solícita, é econômica…, mas tem um gênio muito difícil de aguentar; chega a esgotar a paciência, há horas em que preferiria não voltar a casa, para não ter que ouvir resmungos, queixas, recriminações e críticas…”.
O belo amor
Acabo de falar de um pai e uma mãe que têm amor, mas que são difíceis de suportar, porque são impacientes. Então, onde fica o que dizíamos do amor que é “causa da paciência?”.
É muito simples. O amor é como o fogo de uma lareira. A lareira está acesa, mas pode acontecer que a lenha, mesmo crepitando em chamas, esteja ardendo mal, e lance fumaça e fuligem que irritam o nariz, a garganta e os olhos.
De modo análogo, há pessoas boas, que têm acesa, sem dúvida, a chama do amor aos outros, mas que precisam de melhorar muito a qualidade da lenha (do coração e das virtudes) e da combustão (dos sentimentos), para que seu afeto se manifeste de modo amável e aconchegante. Que diria da qualidade de um amor que é sincero, mas  que asfixia e dá vontade de fugir? Pois bem, esse – insisto – é o amor sem paciência. Mães e pais, companheiros de trabalho que se julgam bons amigos, deveriam pensar nessas coisas, levar a mão à consciência, e decidir-se a mudar.
Uma oração da Igreja chama à Virgem Maria Mãe do belo amor. Nós temos que amar o próximo, e sobretudo ao “nosso próximo de cada dia” com belo amor. E qual é o belo amor? É o que não se limita a “querer bem” às pessoas, mas lhes “faz bem”, porque, além de ser acertado,  é amável, compreensivo e paciente, mesmo quando – para o bem deles – seja preciso dizer verdades duras, evitar concessões moles e tomar atitudes enérgicas, que eles vão demorar a compreender.
Essa purificação do amor, esse processo de libertação das fumaças da impaciência, exige muita oração e luta, um contínuo esforço. Não é impossível mudar. Depende de ganharmos, com a ajuda de Deus, a convicção de que “devemos” ser mais pacientes (sem a desculpa esfarrapada de que “eu sou assim”, “este é meu gênio”), de decidir-nos a sê-lo de fato, e de lutar para dar cada dia algum passo rumo à paciência.
O papa São Gregório Magno (século VI) dizia: «Se eu não faço o esforço de suportar o teu caráter, e se tu não te preocupas de suportar o meu, como poderá levantar-se entre nós o edifício da caridade se o amor mútuo não nos une na paciência»? (Homilia sobre Ezequiel).
O amor que se esforça
Não é preciso insistir – pois o sabemos bem – no fato de que todos nós temos defeitos. Todos o reconhecemos. Porém não reconhecemos tão facilmente que temos tais e tais defeitos e que eles que aborrecem e irritam – com razão – os demais. Que fazer? Lutar como um bom cristão, com as armas da oração e da mortificação:
a)  Orar mais. Sempre, como repetia São Josemaria Escrivá, com toda a tradição espiritual da Igreja, «a oração deve preceder, acompanhar e seguir todos os nossos esforços». Você já pediu a Deus mais paciência? Pediu-lhe compreender mais os outros, que é  o passo prévio para a paciência? Pediu a graça de vencer dificuldades concretas, como  palavras ásperas que você não contém, gestos de desaprovação, expressões de irritação, de cansaço das pessoas, etc.?
Já escolheu alguma jaculatória que possa repetir com fé durante o dia, como: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”, ou Rainha da paz, rogai por nós”?
b)  Mortificações habituais. Sintetizando conselhos dados em outra publicação[1], vou-lhe sugerir alguns:
─ fazer o esforço de escutar pacientemente a todos, sem deixar que se apague o sorriso dos lábios;─ não andar comentando a toda a hora as nossas gripes, as nossas dores de cabeça ou de fígado nem, em geral, qualquer outro tipo de mal-estar pessoal; evitar também queixar-nos do calor ou do frio, do abafamento do local, do tempo que levamos sem comer nada…;
─ renunciar a utilizar expressões humilhantes, como “Você sempre faz isso!”, “De novo”, “Já é a terceira vez!”, “Já estou cansado”, etc.;
─ evitar cobranças insistentes e antipáticas, e prontificar-nos a ajudar os outros quando eles, honestamente, não conseguem fazer as coisas no prazo certo;
─ não implicar com pequenos maus hábitos ou cacoetes dos outros, mas deixá-los passar como quem nem repara neles: mania de bater na cadeira ou de tamborilar com os dedos na mesa, tendência para ler por cima do ombro o jornal que nós estamos lendo, de fazer ruído com a boca, de cantarolar enquanto se lê ou se trabalha…;
─ saber repetir calmamente as nossas explicações a quem não as entende; ter especialmente a paciência, partindo do bê-á-bá, para esclarecer o funcionamento de aparelhos eletrônicos àqueles que não têm facilidade de manejá-los;
─ não buzinar irritadamente quando alguém reduz sem avisar a marcha do veículo, nos ultrapassa quase raspando, vira ou estaciona sem dar sinal, etc. É boa mortificação não olhar para a cara do “agressor”, pois assim é mais difícil perder a paciência. Melhor se, passada a primeira reação, invocamos seu Anjo da Guarda e rezamos uma Ave-Maria por ele.


[1] cf. o livo A paciência, publicado pela Ed. Quadrante
http://www.padrefaus.org/archives/1821?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+padrefaus+%28F%C3%A9%2C+Verdade+e+Caridade%29

domingo, 21 de setembro de 2014

A justiça do reino

Com nossa vida glorifiquemos o Senhor, cujos critérios são diferentes dos nossos; ele é bom e misericordioso para com todos e está perto dos que o invocam. Hoje ele nos convida a trabalhar na construção do reino dos céus e nos oferece a possibilidade de receber seus dons, ouvir sua palavra e experimentar seu amor por nós.

A justiça do reino, que se manifesta no agir de Deus, o dono da vinha que cumpre a palavra e atende a todos, convida a atitudes novas. Pois trabalhar em sua vinha, o reino de Deus, não torna uns mais merecedores que outros. Cada um de nós, com a própria história, seguindo a  justiça do reino, entra na dinâmica do amor de Deus, tornando-se também objeto de sua bondade e misericórdia.
Os que foram contratados primeiro esperam receber mais do que o "justo" combinado. Pensam na justiça que retribui segundo o mérito, baseada na comparação e sempre acompanhada de ciúme.
Os que foram contratados por último, em vez, descobrem que o "justo" combinado vai além do que merecem. De fato, o dono da vinha, ao agir com bondade, mostra que sua justiça não é punição, mas solidariedade com os que vivem situações de preocupação e sofrimento, como o desemprego.
Tem sentido, então, a pergunta do dono da vinha, diante de um ciúme que não admite o amor autêntico de Deus. Reconhecer-se agraciado por Deus e comprometer-se com uma justiça diferente faz superar preconceitos e abre ás necessidades dos outros. Seria mais fácil, de antemão, tachar de vagabundos aqueles trabalhadores contratados por último. O dono da vinha os questiona, descobre que estão desempregados, e o pagamento "justo" que ele faz se expressa em solidariedade, pelo drama que viviam.
A justiça de Deus, enfim, iguala por alto, eleva à dignidade todos os seus filhos e filhas. E nos convida a uma lógica diferente, não baseada no mérito, mas na solidariedade que questiona, aproxima e inclui. Para além de preconceitos, para além da simples retribuição, a fim de experimentar de fato o agir daquele que é bom.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o evangelho deste domingo 21/09/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O TERÇO DAS SETE DORES DA VIRGEM MARIA.

  Início:

D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Oração Inicial:

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça)

1ª Dor - Profecia de Simeão

Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 

2ª Dor - Fuga para o Egito

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias


7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20segunda%20p%C3%A1gina/As%20Devo%C3%A7%C3%B5es/2.%20DEVO%C3%87%C3%95ES%20A%20MARIA%20SANT%C3%8DSSIMA/Devo%C3%A7%C3%A3o%20as%20sete%20dores%20de%20Nossa%20Senhora..htm

História de Nossa Senhora das Dores


Nossa Senhora das Dores

Nosssa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.                         

O culto

O culto a Nossa Senhora das Dores iniciou-se no ano 1221 no Mosteiro de Schönau, na então Germânia, hoje, Alemanha. A festa de Nossa Senhora das Dores como hoje a conhecemos, celebrada em 15 de setembro, teve início em Florença, na Itália, no ano de 1239 através da Ordem dos Servos de Maria, uma ordem profundamente mariana.

As sete dores de Nossa Senhora

1.       A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
2.       A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
3.       O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
4.       O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
5.       O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);
6.       Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
7.       O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

Imagem de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores é representada com um semblante de dor e sofrimento, tendo sete espadas ferindo seu imaculado coração. Às vezes, uma só espada transpassa seu coração, simbolizando todas as dores que ela sofreu. Ela é também representada com uma expressão sofrida diante da Cruz, contemplando o filho morto. Foi daí que se originou o hino medieval chamado Stabat Mater Dolorosa (Estava a Mãe Dolorosa). Ela ainda é representada segurando Jesus morto nos braços, depois de seu corpo ser descido da Cruz, dando assim origem à famosa escultura chamada Pietà.

Nossa Senhora das Dores, mãe de todos os homens

Foi aos pés da Cruz, quando Maria viveu a sua dor mais crucial, que ela recebeu do Filho a missão de ser a Mãe de todos homens, Mãe da Igreja (Corpo Místico), Mãe de todos os fiéis. Foi naquele momento de dor que Jesus disse a ela: Mãe, eis aí o teu filho (este filho está simbolizando a todos os fiéis). Foi nesse mesmo momento que Jesus disse a São João, que ali representava a todos nós: Filho, eis aí tua mãe. É por isso que a devoção a Nossa Senhora das Dores se reveste de grande importância para todos os cristãos.

Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores

Nas revelações dadas a Santa Brígida, aprovadas pela Igreja Católica, vemos sete graças maravilhosas que Nossa Senhora prometeu a quem rezar a cada dia sete Ave-Marias em honra de suas Sete dores, fazendo uma pequena meditação sobre essas dores. As promessas são as seguintes:

1ª - Porei a paz em suas famílias.
2ª - Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
3ª - Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos.
4ª - Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas.
5ª - Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
6ª - Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima.
7ª - Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. 

Promessas de Jesus a Santo Afonso

Santo Afonso Maria de Ligório recebeu revelações em que Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu aos devotos de Nossa Senhora das Dores as seguintes graças:
1ª – Que aquele devoto que invocar a divina Mãe pelos merecimentos de suas dores merecerá fazer antes de sua morte, verdadeira penitência de todos os seus pecados.
2ª - Nosso Senhor Jesus Cristo imprimirá nos seus corações a memória de Sua Paixão dando-lhes depois um competente prêmio no Céu.
3ª - Jesus Cristo guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte.
4ª - Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que delas disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores.

Terço de Nossa Senhora das Dores

Rosário das Lágrimas, ou, Terço das Lágrimas, ou Terço de Nossa Senhora das Dores é também um símbolo de Nossa Senhora das Dores. Ele tem 49 contas brancas divididas em sete partes de sete contas cada. Cada uma dessas sete partes representa uma das sete dores de Nossa Senhora. Contempla-se uma Dor de Maria e reza-se um Pai Nosso e sete Ave-Marias.

Oração a Nossa Senhora das Dores

Esta é a oração inicial do terço de Nossa Senhora das Dores.
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça). Amém.
Em seguida, reza-se o Terço das Dores, contemplando cada Dor e rezando 1 Pai Nosso e 7 Ave Marias em cada dor contemplada.

http://www.cruzterrasanta.com.br/historia/nossa-senhora-das-dores